– Nossa! – Henry parecia um pouco chocado. Olhou para a bolinha branca de pelos sedosos – Vem cá, menino. – Henry estendeu a mão e ele aceitou ser alisado por aquele desconhecido, mas só porque sua dona parecia gostar dele. Todos se sentaram na cama.
– Tá vendo. Ele é bem bonzinho – Amy disse.
– É – Henry respondeu. – Como é o nome dele?
– O nome? – Amy perguntou indecisa. – Eu não sei. Nem tinha pensado sobre isso. – Amy olhou para o cão. – Então, como é seu nome? Ou como você quer ser chamado?
Ele olhou para Amy e desceu da cama em um pulo.
– Acho que ele não quer ter um nome – Henry disse.
– Um nome... – Amy pensou – Estava chamando ele de "amiguinho", "menino", "garoto", mas um nome de verdade... Você acha que ele tem cara de quê?
– Se você chamava ele disso por que não deixa assim? Ou chama ele de Friend, Kind, Love...
– Assim não tem graça. – ela respondeu carrancuda enquanto ele ria.
– Que tal Rex?
– Ah não! – Amy respondeu com indignação – Que falta de imaginação sua, Henry!
– Certo. Algo mais criativo, não é? Então Boris?
– De onde você tirou este nome? – Amy perguntou no meio de um acesso de riso.
– Foi você que pediu algo criativo! – ele defendeu-se, rindo junto com ela. – Ok. E Mate? Quer dizer parceiro.
Amy olhou para o seu cãozinho que brincava com o tapete.
– O que você acha de Mate, hein? – ela perguntou a ele, mas ele nem fez o favor de olhar para ela. – Acho que ele não gostou.
– Amy, não vai viajar, viu?
– Que foi? Ele tem que gostar do próprio nome!
– E você acha que quando ele gostar ele vai olhar para você?
– É! – Amy respondeu como se aquilo fosse a coisa mais lógica do mundo.
– Então tá, né. Fazer o quê... – Henry brincou enquanto Amy deu uma cutucada com o seu cotovelo para ele parar. – Tá bom, tá bom! Ei, que nome você quer? – ele se dirigiu ao cachorro.
– E você acha que ele vai responder? – ela perguntou com a sobrancelha levantada e um olhar desafiador.
– Achei que seria mais rápido se perguntássemos a ele em vez de ficar chutando um nome até ele olhar – ele defendeu-se irônico.
– Não tem graça! – ela falou rendendo-se aos risos.
– Thor? – Henry perguntou. Os dois olharam para a bola de pelos. Nada.
– Não, ele não gostou desse também.
– Buddy? – Então o cão olhou para Henry e foi até a sua direção encostando suas patinhas pequenas nas suas pernas.
– Acho que ele gostou! – Amy disse feliz, pegando-o no colo e levando-o até a cama.
– É, parece que sim. – Henry respondeu, dando-se por vencido.
– Eu não disse que quando ele gostasse ele viria até nós. Eu conheço ele. Não é? – Amy perguntou e Buddy lhe deu um sorriso.
– Sabe o que Buddy significa? – ele falou.
– Não. O quê?
– Amigo.
– Está vendo, amigo? Este é seu nome – Amy falou para Buddy, brincando com ele.
– E sabe o que Amy significa? – Henry perguntou olhando nos olhos verdes dela. Ela deixou Buddy para olhar para ele.
– Não. Nunca procurei saber.
– Amor – ele revelou. Amy não soube ao certo se ele dizia o significado do seu nome ou se estava lhe chamando de amor ou se dizendo o que sentia por ela. Ambos continuaram se olhando e não se podia negar que rolou um clima entre os dois naquele exato momento. Mas Buddy tratou logo de interrompê-lo puxando a calça de Henry para brincar com ele.
Ele abaixou o olhar, mas queria mesmo era continuar olhando para aqueles olhos magnéticos. Amy ficou sem graça porque havia sacado a intenção daquele olhar de Henry. Ainda bem que tinha Buddy. Ou será que no fundo ela queria saber o que aconteceria depois daquele olhar? Começou a ficar inquieta e levantou-se.
– Tudo bem, Amy? – ele perguntou.
– Uhum. – ela respondeu murmurante. – Por que não saímos para dar uma volta. Acho que Buddy precisa passear um pouco.
– Se você quer ir, nós vamos, não vamos, Buddy? – ele perguntou para o cachorrinho.
Buddy tratou logo de saltar da cama e ir direto para a porta, saltitante.
– Não podemos levar ele assim – Henry concluiu reflexivo.
– É verdade.
– Vou lá embaixo buscar uma coisa, me espera só um pouquinho – ele falou, pulando da cama e correndo para a porta.
Assim que ele saiu, Amy deu um suspiro alto.
– Ai meu Deus! Aonde isso vai dar certo, hein, Amy? – ela se perguntou, se arrependendo de tê-lo chamado – "Por que que a família feliz não vai dar uma volta pelo jardim com o cachorrinho de estimação?" – ela falou com uma voz fininha – Muito bom, Amy! Imbecil, imbecil, imbecil! – disse para si mesma enquanto dava tapas na própria testa.
Ela bufou.
Pergunta: depois do cara te dar a maior indireta de que gosta de você, embora você não goste dele como ele gosta de você, você faz o quê? Chamá-lo para sair seria com certeza a última opção da lista.
Aquilo só podia terminar de um único jeito: mal. "Por que você foi chamá-lo para sair, Amy sua idiota?" Droga, droga, droga, droga! Não era para ser assim, certo? Ou será que era? Amy mordeu o lábio, apreensiva.
Nesse momento angustiante ela sentiu apenas umas pequenas lambidas no seu tornozelo. Olhou para baixo. Buddy. Pegou-o no colo. Ele deu vários beijinhos nela.
– Ainda bem que eu tenho você, Buddy – ela disse com um certo alivio na voz. – Você gostou dele, né? – perguntou, referindo-se a Henry.
Ele olhou para ela como se dissesse "Ele é legal, eu gostei dele. E ele gosta de você. Eu gostei dele. Será que ele vai trazer comida para mim?"
– Ai, Buddy... – ela suspirou cansada – Essa minha vida é tão difícil. Por que ela não poderia ser mais fácil, hein? – deu um sorriso triste.
"Se ela fosse fácil você não teria me encontrado. Nós vamos sair logo, não vamos? Eu quero sair, quero sim. Não aguento mais ficar nesse quarto" ele parecia dizer. Então Henry entrou no quarto com uma cesta na mão, grande o suficiente para caber Buddy dentro dela.
– Ei Buddy, encontrei um lugar perfeito para você ir – ele disse arfante um pouco.
Buddy olhou para ele com uma cara desafiadora como se dissesse "Você está muito enganado se pensa que eu vou entrar aí dentro dessa bugiganga dura e claustrofóbica".
– Acho que sua ideia não deu muito certo, Henry – Amy falou rindo enquanto Buddy se escondia atrás dela.
– Mas eu vim preparado – Henry falou triunfante. E tirou de dentro da cesta um pedaço de carne – Isso está sendo preparado lá embaixo pela melhor cozinheira do mundo, Buddy. Você não iria fazer uma desfeita dessa para ela, faria?
Buddy saiu cuidadoso detrás da dona. Caminhou até Henry e cheirou o pedaço. Ele deu uma mordiscada e, em seguida, devorou a carne, lambendo o focinho. "Por que você trouxe tão pouco? Eu estou com fome". Buddy olhou para ele com olhos suplicantes.
– Quando descermos, eu pego mais para você, amigo. Agora entra aqui dentro – e colocou ele dentro. Cobriu com um pano e falou:
– Vamos?
– Vamos. – Amy concordou com um sorriso no rosto, achando tudo aquilo muito engraçado e fofo. Não poderia haver alguém mais amável que Henry. Até jeito com cachorro ele tinha. Seria ele o sonho de consumo de toda garota e que ela estava dando as costas em pose orgulhosa. Começou a se perguntar se não deveria reconsiderar a questão.
Gente animada!
É sexta-feira! É sexta-feira! É sexta-feira!
É, eu estou animada! Graças a Deus o final de semana chegou! Só descanso, sossego e tranquilidade... bom, pelo menos pra mim, né, que gosto de não fazer nada. Tem gente que gosta de ir pra festa e … vocês entenderam, né?
Falando do capítulo, gostaram? Acharam bom o nome do cachorrinho da Amy? E o pequeno momento tenso entre eles? A Amy deve reconsiderar a questão? ("NÃO! A Amy tem que ficar com o Ian! IAN! I-A-N!" Ok, certo, entendi, entendi, não precisa usar letras tão grandes como se estivesse gritando no meu ouvido...). Por tudo isso e mais alguma coisa – em letras garrafais ou não – reviews!
Beijinhos e aproveitem o finde fazendo o que mais gostarem – sendo ficando em casa, dormindo e lendo algum livro como eu, ou saindo e agitando como algumas pessoas... não tentem me entender...
