Pov Bella.
Quando eu abro meus olhos, a luz está enchendo a sala, fazendo-me piscar. Minha cabeça está confusa. Onde estou? Então os pensamentos e os acontecimentos da noite passada me vêm à mente. Eu estou em meu novo quarto...
– Oi. – murmura Klaus sorrindo para mim. Ele está ao meu lado, completamente vestido, em cima da cama. Há quanto tempo ele está aqui? De repente eu me sinto tímida e meu rosto aquece diante de seu olhar.
– Oi. – eu murmuro. – Há quanto tempo está me observando?
– Eu podia ver você dormir por horas, Bella. Mas estou aqui cerca de cinco minutos. – ele se inclina e me beija suavemente. – Parece que você dormiu bem se seus roncos são algum indicio.
– Eu não ronco. – eu protesto fazendo bico.
– Não. Você não ronca. – ele sorri para mim. Oh! Ele está me provocado... – Mas você fala dormindo. – ele ri.
Meu rosto volta a se aquecer. O que foi que eu disse? Eu não consigo me lembrar de meu sonho... Eu disse algo embaraçoso?
Klaus parece ter pena de mim e acrescenta.
– Você não disse nada de mais. Apenas disse que nunca vai nos deixar. – ele sorri satisfeito. – Agora se sente e tome seu café da manhã. Eu trouxe panquecas, ovos, bacon, frutas e suco de laranja. – ele diz a última palavra em divertimento.
Eu não sei o motivo, mas Klaus parece particularmente alegre e brincalhão hoje e eu estou feliz em vê-lo assim.
Eu me sento e Klaus deposita uma bandeja em meu colo.
De repente eu me sinto muito faminta e fico grata pelo pequeno e impressionante café da manhã colocado a minha frente. Tudo parece tão apetitoso que eu nem sei por onde começar.
– Coma. Você vai precisar de sua força hoje. – ele brinca.
– Por quê? Vocês estão pensando em me trancar no quarto hoje? – eu digo sentindo minha intimidade ficar úmida com o pensamento.
Ele respira mais pesadamente. Oh meu Deus ele pode sentir o cheiro de minha excitação.
– Apesar de essa idéia ser atraente, eu pensei que você gostaria de respirar ar fresco.
– É seguro? – eu pergunto tentando soar casual, mas pela expressão de Klaus sei que falhei miseravelmente. Sua boca está em uma linha fina e sua expressão está séria.
– Você estará acompanhada por um de nós e estará segura. E esse assunto não é para se brincar. Jamais colocaríamos você em risco. – acrescenta severamente, estreitando os olhos.
Eu olho para meu pequeno café da manhã. Não acho que eu deva ser repreendida depois de todo drama da noite passada. Eu como meu café da manhã em silencio e volto a olhar para ele ao ouvi-lo suspirar.
– Precisamos falar sobre sua transformação. – ele diz simplesmente.
Minha transformação? Eu pensei que... E como se ele lesse minha mente ao continuar.
– Não podemos transforma-la agora porque me parece que será necessário que você seja humana para que possamos derrotar Mikael, mas... – ele pausa como se estivesse pensando em suas próximas palavras.
– Mas? – eu não contenho minha curiosidade.
– Sempre ávida para mais informações, não é mesmo? – ele diz divertido e volta a ficar sério. – Mas nós não gostamos do que isso implica. Você é humana e por tanto vulnerável. Então decidimos nos prevenir caso algo inesperado aconteça.
– Que seria...
– Nós vamos dar-lhe nosso sangue todos os dias para caso algo saia errado e assim você possa voltar à vida como uma vampira.
Sangue? Eu vou ter que beber sangue? Eu volto a olhar meu café da manhã e definitivamente eu perdi o apetite. Eu não posso beber sangue.
Você já bebeu sangue em outras ocasiões.
Sim, mas em nenhum momento eu estive lúcida o suficiente para fazer tal coisa. Estamos falando em beber... Sangue! Eu me sinto nauseada.
Oh pare de fazer drama. Eles estão tentando te proteger, você não percebe isso.
Sim. Mas...
– Bella, o que há de errado? – Klaus pergunta retirando a bandeja de meu colo e a depositando em cima do criado mudo.
Eu engulo.
– Não, não há nada a se preocupar. – eu digo sem olhar para ele.
Eu já fiz isso antes... Eu já bebi o sangue deles e não me lembro de sentir repulsa, mas eu não estava tão consciente do fato. Só que dessa vez eu não estaria alheia ao que se passa... Eu posso fazer isso?
Klaus segura meu queixo, inclinando minha cabeça para trás, e olha enfaticamente nos meus olhos, tentando decifrar o meu pânico.
– Diga-me. – ele insiste.
– Não há nada para contar. Eu gostaria de me vestir. – eu digo puxando meu queixo para fora de seu alcance.
Ele suspira e passa a mão pelos cabelos, franzindo sua testa para mim. Ele me olha pensativo e um brilho fugaz passa por seus olhos.
– Vamos para o chuveiro. – ele finalmente diz.
– Claro. – eu digo distraída, presa no pensamento de ter que beber sangue. Eu não gostava de sentir o cheiro de sangue, ele me deixava enjoada como eu iria bebê-lo de bom grado?
Mas você já bebeu sangue deles antes.
Sim, mas eu estava distraída de mais para me atentar a isso.
– Venha. – Klaus diz, pegando minha mão, apertando-a com firmeza. Ele vai em direção ao banheiro e eu me arrasto atrás dele.
Lá ele liga o chuveiro, deixando aquecer a água e se volta para mim desabotoando os botões de sua camisa.
– Eu não sei o que está chateando você ou se você é apenas uma pessoa mal-humorada na parte da manhã, mas eu quero que você me diga. Você disse que queria que fôssemos mais abertos e mais comunicativos, e acredito que isso vale para você também.
Reviro os olhos para ele e ele estreita seus olhos em mim.
Merda! Ok, aí vai...
– Eu não gosto de sangue... O cheiro me deixa enjoada. Tem cheiro de ferrugem... E sal.
Ele apenas me olha com uma expressão insondável.
– Mas você bebeu nosso sangue em outras ocasiões.
– Eu não estava muito atenta a esse detalhe na hora. – eu digo sem jeito e muito desconfortável.
– Humm. – a luz fugaz em seus olhos agora mais parece como um ponto luminoso. – Então acho que devemos fazer algo para distraí-la para seu maior conforto, não é mesmo?
– O que? – eu pergunto confusa.
– Bem, você me disse o que sente em beber sangue. E eu não quero você desconfortável. Então eu posso pensar em muitas maneiras de fazê-la beber o nosso sangue sem se atentar a esse detalhe. – ele diz muito satisfeito consigo mesmo.
Como é que ele vai fazer isso? Mas antes que eu possa dar voz a minha pergunta interna ele me puxa para um abraço, beija meu cabelo e aperta minha cabeça contra seu peito.
Fico distraída com a sensação de sua pele nua contra a minha. Eu amava seu cheiro... Humm.
– Venha, vamos para o chuveiro. – ele diz eventualmente, me liberando.
Eu o sigo. Sinto a água cair em cascata contra meu corpo, há espaço para nós dois sob o chuveiro gigantesco.
Fecho meus olhos, sentindo meus músculos relaxarem sob a água aquecida.
Sinto suas mãos em mim... Ensaboando meu corpo, meus ombros, meus braços, meus seios e minhas costas. E então ele está atrás de mim e me puxa de encontro a ele.
Seus dedos hábeis descem pela minha barriga... Humm... Entre minhas pernas... Sim...
Ele me vira para encará-lo novamente. Ele está me olhando atentamente, todo molhado e bonito, com seus olhos em um tom de ônix profundo.
E eu sinto isso, a corrente elétrica entre nós é tangível, atraindo-nos um para o outro. De repente ele me agarra e me empurra contra a parede de cerâmica, a sua boca está na minha, reivindicando-me avidamente, uma mão no meu traseiro pressionando contra sua virilha e a outra em minha nuca.
Meus dedos estão em seu cabelo, segurando firmemente.
Ele esfrega seu corpo em mim, aprisionando-me, tendo meus gemidos abafados por sua boca voraz. Eu o sinto. Ele me quer, eu tremo de excitação, enquanto reconheço seu membro endurecido contra o meu quadril.
Ele solta meus lábios e eu arfo em busca de ar. Estou ofegante.
– Eu nunca me canso de você. – ele diz por entre pequenos beijos em meus lábios. – Coloque suas pernas em volta de meu quadril, isso vai ser bem rápido. – ele diz e eu atendo seu pedido prontamente.
Oh meu Deus. Eu estou muito feliz em cumprir. Não tiro os olhos dele. Com um movimento certeiro ele está dentro de mim. Ele inclina a cabeça para trás e fecha os olhos enquanto geme.
Oh, isso é tão inebriante. Eu posso ver o desejo em seus olhos, é evidente em seu rosto e eu me sinto poderosa, forte, desejada e amada.
Seus movimentos são lentos e logo ele pega um ritmo mais acelerado. Movendo-se de forma implacável... Para frente, para dentro, enchendo-me... Gemo.
Eu fecho meus olhos e inclino a cabeça para trás, enquanto arqueio meu corpo, correspondendo seu ritmo inebriante.
Eu quebro inesperadamente em um orgasmo alucinante que atordoa todos os meus sentidos, apagando tudo que está acontecendo ao meu redor, enquanto eu me contorço e gemo.
Caramba, isso foi bem rápido. – eu penso ouvindo ao longe o gemido de Klaus que chega a seu próprio orgasmo.
Seus dedos seguram firmemente meus cabelos e me puxa de encontro a ele, e meus lábios são invadidos pelo dele... Algo desliza pela minha garganta... Sua boca pressiona mais firmemente sobre a minha e seus dedos se apertam mais em meus cabelos, me mantendo cativa quando eu me remexo, tentando me afastar... Então eu fico imóvel, degustando seu beijo.
Ele afasta seu rosto e me olha com a atenção.
– Não foi tão ruim assim, foi? – ele pergunta.
– Não. – eu digo incapaz de parar o sorriso bobo em meu rosto, mesmo depois de engolir sangue.
– Que bom. – ele diz sorrindo, depositando um beijo em minha testa.
Ele me ajuda ficar em pé e passa a me lavar novamente.
– Humm... Klaus?
– Sim?
– Vocês pretendem me distrair sempre assim para que eu possa beber...?
– Parece um bom método. – ele sussurra contra meu ouvido, beijando meu ombro. – Mas posso pensar em outras maneiras...
– Não. Eu gosto desse método. – eu digo apressada.
Ele ri.
– Eu também. – ele diz. - Vamos, é melhor você se vestir. Edward está impaciente para leva-la em um passeio.
Notas da autora:
Espero que tenham gostado... Eu também não curto muito essa coisa de beber sangue, mas fala sério, eu também beberia o sangue de Klaus se esse é o método que ele iria adotar rsrsrsrs. Será que alguém aí está animada com esse passeio de Bella com o Edward?
Vou adiantar um pouco o próximo capítulo... Envolve um volvo tendo momentos bem Hots... Acho que Edward dessa vez não vai ficar triste se seu carro for danificado no processo rsrsrsrs Isso animou vocês?
Mereço reviews?
