Todos os personagens pertencem a Masashi Kishimoto. A história é de autoria de Maya Banks do seu livro Seduzida Por Um Guerreiro Escocês – Série Montgomerys E Armstrong. Essa fanfic é uma adaptação.
Capitulo 48
– Eu gostaria que isso fosse um novo começo entre nossos clãs – Kizashi Haruno disse quando canecas de cerveja foram colocadas na frente dos principais membros dos dois clãs.
– Estou ouvindo – Sasuke disse.
Seus irmãos trocaram olhares, depois olharam ao mesmo tempo para Sasuke. Sasuke reconheceu a enormidade do momento. O impensável estava acontecendo graças a uma moça de olhos verdes e cabelos róseos que invadira a sua vida e o fizera pensar em outras coisas além de vingança e ódio.
Ela o ensinara a amar.
– Juntos, somos uma força sem igual – Kizashi disse.
Sasori concordou. Gaara, obviamente, também apoiava o pai. Ele se sentava ao seu lado sem rancor ou menosprezo. Parecia… ansioso… para selar a paz.
– Ninguém, nem mesmo a coroa, teria poder para derrotar nossas forças combinadas – Kizashi continuou. – Não que eu esteja sugerindo qualquer insurreição. Estou apenas apontando os benefícios de uma verdadeira aliança entre nós. Não uma aliança forçada.
Sasuke respirou fundo e olhou para seus irmãos uma última vez e eles o olharam de volta, assentindo quase que imperceptivelmente. Então Sasuke se virou para o chefe dos Haruno e respondeu:
– Estou disposto.
Os olhos de Kizashi foram invadidos por uma alegria e um alívio tão grandes que Sasuke se sentiu surpreso.
– É muito bom conseguirmos deixar décadas de desavenças para trás, não apenas para o bem de minha filha, mas para os seus filhos e os filhos dos meus filhos. Podemos construir uma aliança indestrutível que vai assegurar o futuro de nossos clãs.
Sasuke assentiu, sentindo uma paz se acomodando em seu coração. Era a decisão certa. E não era uma decisão que pudesse tomar antes de Sakura. Mas queria que seus filhos com ela crescessem cercados pela proteção dos dois clãs. Não queria nunca que pessoas como Kabuto Yakushi ameaçassem tudo aquilo que ele amava.
Kizashi ofereceu a mão para Sasuke.
– Um novo juramento, um juramento que não é de sangue, mas é jurado livremente e sem coerção.
Sasuke estendeu o braço sobre a mesa e apertou a mão que lhe foi oferecida. Kizashi apertou de volta, com surpreendente força.
– Quero fazer parte da vida de minha filha e ver os filhos que ela gerar. Os meus netos.
Sasuke entendia o que o pai de Sakura estava pedindo. Ele queria ter permissão para entrar nas terras dos Uchiha livremente, sem impedimentos. Ele pedia que Sasuke abrisse os portões para os Haruno e que a boa-vontade passasse a existir daquele momento em diante.
Estava pedindo que agissem como uma… família.
Sinto muito, pai. Não posso continuar no caminho que segui nos últimos anos. Eu amo Sakura. Ela significa tudo para mim. Mais do que vingança. Mais do que punir aqueles que eu considero culpados pela sua morte. Perdoe-me, por favor.
Sasuke encarou Kizashi.
– Você sempre será bem-vindo nas terras dos Uchiha. Sakura ficará feliz em ver a família que ama, e espero providenciar os netos que você tanto gostaria de ver.
– Você é um bom homem – Kizashi disse com a voz rouca. – Eu nunca teria imaginado que um dia sentaria aqui com você para falarmos sobre visitas e netos. Você ensinou a um velho homem uma lição sobre ser um homem superior. Seria fácil odiar Sakura e puni-la por um casamento forçado e uma aliança com um homem que você odeia, mas você a tratou com bondade.
Sasuke desfez o aperto de mão. O terror havia sumido de seu coração. Não sentia mais o peso do ódio ou a sede de vingança. Quando olhava para Kizashi Haruno, não via mais o homem que odiara pela maior parte de sua vida. Ele enxergava um homem que amava sua filha e queria criar um futuro melhor para ela e seus filhos.
– Hoje nós celebramos o retorno seguro da minha filha – Kizashi anunciou. – Vamos preparar um banquete e festejar nossa nova aliança. Este é um novo dia para a história de nossos clãs. Pela manhã, meus filhos e o seus irmãos vão vingar os crimes que os Yakushi cometeram contra os nossos clãs.
– Você se sente bem o bastante para descer até o banquete? – Mebuki Haruno perguntou a Sakura.
Sakura sorriu e confirmou.
– Sim. Quero estar com meu marido e minha família. Esta é uma ocasião feliz. Não permitirei mais que Kabuto me amedronte.
Mebuki sorriu e abraçou Sakura.
– Então venha, vamos achar algo maravilhoso para você vestir. Acho que tenho algo que vai lhe servir.
Uma hora depois, o cabelo de Sakura estava parcialmente preso em um penteado alto, enquanto o restante caía por suas costas. Ela usava um vestido das cores de um amanhecer de outono.
Tons avermelhados, âmbar e dourados se entrelaçavam no material delicado. Cada ponto era intrincadamente bordado. Sakura brilhava como o sol. Nem mesmo os machucados em seu rosto podiam diminuir sua beleza.
– Os homens nos esperam – Mebuki disse. – É melhor descermos antes que fiquem impacientes. Eles nos esperam para começar as festividades.
Sakura desceu as escadas atrás de sua mãe e, quando entraram no saguão, ela olhou para seu marido, que estava em pé ao lado da lareira, e lembrou-se de quando colocou os olhos em Sasuke Uchiha pela primeira vez. Ele estava em pé da mesma maneira, e ela havia sentido as vibrações da voz grave e retumbante de Sasuke em seus ouvidos. Ela ficara fascinada com ele desde o começo.
Ele se virou e seu olhar pousou sobre ela do outro lado do saguão. Havia uma profunda satisfação em seus olhos, e então ele começou a atravessar o saguão em sua direção.
A mãe de Sakura sorriu e a deixou, indo em direção a seu marido. Sasuke parou na frente de sua esposa e ofereceu-lhe a mão.
– Você está linda, Sakura – Sasuke disse.
Ela entregou a mão e o deixou guiá-la até perto da lareira, onde esperariam seu pai para que pudessem se sentar.
Itachi e Naruto estavam perto dali, conversando com Gaara e Sasori, mas, quando a viram, aproximaram-se para ficar ao lado dela e de Sasuke.
Naruto aproximou-se e beijou-lhe o rosto.
– É muito bom vê-la assim tão linda, pequena irmã.
– Obrigada. – O rosto de Sakura se aqueceu e ela retribuiu o gesto afetuoso com um beijo no rosto do cunhado.
Itachi então se aproximou e beijou o outro lado do rosto de Sakura.
– Você é uma mulher forte, Sakura. Estou contente por estar do nosso lado.
Ela riu quando sentiu alegria e felicidade invadindo sua alma.
Sasuke olhou ao redor do saguão, que se enchia rapidamente, depois olhou para Kizashi. Kizashi assentiu levemente, e Sasuke conduziu Sakura até a plataforma de honra, acomodando-a na cabeceira da mesa, onde normalmente seria o lugar de seu pai. Ela estranhou quando ele a virou de lado na cadeira, para que ficasse de frente para o resto do saguão.
Então, para sua completa surpresa, Sasuke se ajoelhou diante dela e segurou suas mãos.
– Feche os olhos, Sakura – ele disse, com olhos cheios de ternura.
Ela obedeceu sem questionar, fechando os olhos e mergulhando na escuridão. Foi uma sensação inquietante, não conseguir ver nem escutar, mas as mãos de Sasuke apertavam com força e ela sabia que sempre estaria segura perto dele.
Então ela sentiu uma intensa vibração soprar por seus ouvidos. Ela sabia que ele havia falado… Não, não foi apenas isso, ele deve ter usado a voz de forma intensa para que ela a sentisse com tanta precisão.
Ele ergueu as mãos dela e pressionou-as contra o próprio peito, e então as palavras retumbaram de seu peito novamente, vibrando por seus ouvidos até causar uma sensação de cócegas lá no fundo. Foi quase musical, embora não tivesse escutado exatamente. Mas foi suave e tranquilizador, o mais perto que chegou de ouvir alguma coisa em três longos anos.
De repente, ela soube o que ele havia falado. Não, ela não ouvira as palavras, mas as sentira. Em seu coração.
Em sua alma.
Seus olhos se abriram de repente e ela viu a evidência no olhar dele. Ali, para o mundo inteiro ver. Todo o saguão estava em silêncio e de queixo caído diante daquele guerreiro enorme de joelhos diante dela.
– Você me ama – ela disse, maravilhada.
Ele sorriu.
– E havia alguma dúvida?
– Ele me ama! – Sakura disse, virando-se para o seu pai, que estava em pé, a poucos metros, com os braços envolvendo a sua mãe.
Os ombros de seu pai tremeram quando ele soltou uma risada.
– Sim, acho que toda a Escócia sabe disso. E você não tem nada a dizer em troca?
Sakura virou-se para seu marido, soltando as mãos para tocar o rosto dele. A barba por fazer raspou em suas palmas, mas ela segurou seu amado rosto nas mãos, acariciando com os polegares as linhas endurecidas de suas feições.
– EU TE AMO! – ela rugiu, determinada a gritar tão alto quanto ele havia gritado.
As pessoas estremeceram pelo saguão. Alguns riram abertamente. Outros aplaudiram. Havia largos sorrisos, mas nenhum tão grande quanto o de seu marido. Ele sorria abertamente, de orelha a orelha. Uma alegria avassaladora dançava em seus olhos escuros. Ele então ergueu as mãos para também tocar o rosto de Sakura.
– Sim, eu sei, minha esposa. E toda a Escócia provavelmente agora também sabe disso.
Fofos né! .
Próximo capitulo será o ultimo!
Capitulo dedicado a minha linda Bela21, minha Diva Obsidiana Negra e a linda Mel Itaik
Obrigada pelos comentários!
