Notas da Autora

Lian enfim faz o desejo tão almejado. Porém...

Em Bejiita, Bulma tem uma ideia.

Capítulo 53 - O desejo

Em Bejiita, na casa dos Briefs, Bulma e Vegeta estavam abraçado e haviam acabado de acordar, quando os cálidos raios solares invadiram o ambiente.

Então, após suspirar prazerosamente, a cientista decide perguntar algo, que sempre teve curiosidade, além de desejar entender melhor a mente dos saiyajins:

- Vegiie.

- Sim, minha Bulma. – ele fala, enquanto beijava o topo da cabeça dela.

- Por que os saiyajins invadem outros planetas?

Vegeta estranhara a pergunta e arqueia o cenho, ao ver que a sua amada passara a olhar para ele, ansiosa pela resposta e ao clarear a garganta, responde:

- Pois sentem prazer em matar seres inferiores.

- Mas, apenas por isso ou vocês buscam algo ao fazer isso? – ela pergunta, apesar de não se sentir muito bem com a conversa.

Porém, apesar disso, precisava ter muitos dos seus questionamentos, respondidos, porque possuía alguns planos em mente:

- Não. Claro, há o prazer em destruir, sendo que um bebê saiyajin puro nasce com tal instinto. Tanto, que ao coloca-lo em um ambiente repleto de coisas, ele irá destruir tudo. Porém, a maior busca que fazemos nesses planetas é procurar adversários que sejam um desafio, assim como poderosos, pois, assim, aumentaremos nosso poder. Tanto, que os saiyajins de uma patente mais elevada ou os que desejam desafios, procuram planetas que possam oferecer alguma resistência.

Bulma começara a entender melhor como funcionava a mente deles e já desconfiava, há tempos, que isso vinha de berço. Era algo inerente neles. Já os mestiços, agiam como meros bebês humanos, não possuindo a agressividade natural deles e em contrapartida, eram mais poderosos, além de conseguirem acessar facilmente o poder, segundo o que desconfiava, baseado em suas observações, embora não fosse exato e sabia que o seu amado também possuía tais suspeitas.

- Então, é pela busca de desafio e de poder?

- Sim. Ademais, sempre procuramos planetas com gravidade elevada para treinarmos nossos poderes e táticas em batalha.

- E o dinheiro da venda dos planetas?

- É uma consequência, sinceramente falando.

Bulma fica pensativa e Vegeta começa a se preocupar e aproxima seu rosto do dela, perguntando:

- Bulma, tudo bem? Se o assunto estiver incomodando-a, podemos parar. Não quero que se sinta mal.

A chikyuujin olha para ele e sorri, docemente, enquanto acariciava a face dele, pois era tratada como uma rainha, dentro e fora da cama:

- Está tudo bem, Vegiie, apenas estava tendo algumas ideias.

- Ideias?

- Sim. Se pudéssemos pegar planetas desabitados, por exemplo, e com o auxílio de um equipamento, pudermos aumentar a gravidade dos mesmos, assim como se pudéssemos alterar os saibamans, criando vários tipos diferentes com habilidades distintas e quase sem distinção entre si, assim como ampliarmos os poderes dos mesmos, criando verdadeiros desafios aos saiyajins, sendo que ao modificarmos planetas, estaríamos condicionando-os para cada classe diferente de vocês, adicionando o fato de colocar robôs com poderes ampliados dentre a população imensa de saibamans para dificultar a destruição deles. Haveria milhares e milhares desses seres, que seriam repostos quase que automaticamente, após um grupo conseguir dizimar a população. Eles seriam autênticos desafios, fazendo com que os saiyajins não precisassem mais procurar planetas que fossem um desafio e ao mesmo tempo, aumentaria o poder da população como um todo e assim, todos teriam as mesmas chances de desafios e oportunidades.

Vegeta fica surpreso com a mente de Bulma e então, pensa em tudo o que ela disse e de fato, seria algo bem útil. Os saiyajins poderiam destruir a vontade, assim como serviria de um autêntico treino para melhoria das habilidades. Atualmente, era difícil encontrar planetas que fizessem uma parca oposição às invasões e havia muitas queixas de saiyajins, que criticavam a fraqueza dos mesmos.

- Bem, seria viável... Ouvi dizer que o imperador recebe muitas queixas dos saiyajins em relação aos planetas que invadem, pois, não oferecia resistência, ao menos, considerável e, portanto, não podiam treinar suas habilidades, sendo que serviram apenas para o prazer de destruir. Esses planetas, modificados as nossas necessidades, seria algo interessante e acredito que não teria muita oposição, pois, facilitaria e muito aos saiyajins, assim como renderia um excelente treinamento, além de que, poderiam se divertir. Claro, seria viável, desde que houvesse meios de repor tal população em um curto espaço de tempo para atender a demanda.

- Bem, poderia desenvolver espécies de fábricas automatizadas, para que produzam automaticamente milhares e milhares de quantidades de sementes de saibamans, assim como outras que criariam robôs. Depois bastaria jogar as sementes nos planetas com o auxílio de máquinas, assim como colocar robôs, além de algumas construções a partir de cápsulas para dar aos saiyajins a chance de destruir edificações, além da população.

- Seria possível ter tais fábricas operando diariamente?

- Sim.

- E quanto às matérias primas?

- Bem, com certeza há planetas que produzem e em vez de destruí-los para ter acesso a tais materiais, podem fazer acordos de proteção. Tipo, vocês não iriam invadi-los e os protegeriam de outros seres em troca de recursos e dinheiro. Uma troca justa. Ademais, eu e o meu pai, poderíamos criar compostos químicos, mais resistentes que muitos metais existentes e igualmente conhecidos, cuja produção podia vim de fábricas.

- Bem, se pudesse ser viável, seria demasiadamente tentador aos saiyajins. – Vegeta fica pensativo, pois, seria uma opção viável para deter as invasões a planetas e então, ele pensa nos escravos – E quanto aos escravos. Os saiyajins estão acostumados a terem escravos. Eles poderiam se revoltar nesse aspecto.

Bulma percebia que ele se referia em terceira pessoa a sua raça e não o condenava. Bardock fazia o mesmo, assim como Kakarotto e Tarble, portanto, era algo esperado, tal como o desejo de distingue-se dos demais.

- Bem, os escravos são seres vivos. Precisam comer, beber e dormir e para aprender algo, precisam passar por um treinamento, que demora um tempo consideravél. E se o substituíssemos por robôs trabalhadores ou inclusive androides? Eles não precisam dormir, comer e beber. Podem trabalhar direto, sem descanso. Posso criar um meio deles se auto abastecerem de energia ao capturarem a luz abundante do sol, convertendo-a em energia, além de terem baterias internas. Você poderia introduzir programas para executar tarefas em apenas alguns minutos, sendo que algo assim demora meses para um ser vivo aprender. Eles não se cansariam e não ousariam criticar, pois, são programados para atender as ordens com exatidão e obediência cega.

Vegeta fica surpreso com a mente de Bulma e como ela estava encontrando formas de deter as invasões e inclusive a escravidão, dando novos escravos aos saiyajins.

Porém, ele se lembra de um tipo de escravo, que um robô não poderia ser e nisso, olha para a face feliz de sua amada, enquanto ficava triste por ser o responsável por tirar a felicidade dela:

- E quanto aos que servem sexualmente os saiyajins?

E conforme esperado por ele, tal pergunta suscita lembranças nela, amargas como o fel, assim como a sensação de culpa que lhe acossava, mas, que era necessário, pois, havia um pequeno problema, em relação aos robôs.

- Bem, se for esse o caso, podemos criar androides e sintetizar pele e outros órgãos para torna-los quase que humanos. Graças a isso, por dentro e por fora, seriam semelhantes a qualquer ser vivo e, além disso, não haveria problemas de gestação, assim como teriam energia ilimitada, podendo durar várias horas, além de serem resistentes, permitindo aos saiyajins que... – ela se recusa a pensar e parar de falar, enquanto sentia antigas sensações.

Vegeta a abraça, assim como a cauda dele envolve a sua cintura e beija gentilmente seu rosto, confortando-a e falando, gentilmente:

- Calma... Eu estou aqui. Tudo bem.

Bulma inspira profundamente e fala, após ganhar novas forças, graças aos braços musculosos e quentes, assim como gentis e carinhosos de seu amado:

- Eles poderiam ter personalidades de acordo com os gostos do saiyajin, através de programas a serem instalados, além de poderem ser programados na forma que mais os agradaria, também. Não haveria diferenças físicas deles para os seres vivos, além de algum item, para diferencia-los dos seres vivos, mas, que não provocasse reclamação dos saiyajins. E como são programados, não iriam se rebelar ou fugir, além de terem as características que mais agradaria aos mesmos. A instalação de programas seria facilitada, para que qualquer um possa instalar por si mesmo e inclusive, posso coloca-los em cápsulas, se convir.

- Poderia fazer tudo isso? – ele fica surpreso.

- Bem, sozinha demoraria um pouco. Mas, com os outros cientistas ajudando, seria bem viável.

- E os escravos cientistas?

- Bem, poderia ter um sistema de envio de cientistas, como forma de pagamento, se a população de tal planeta possuir uma tecnologia considerável ou os mesmos, forneceriam tais tecnologias, ficando em seu planeta natal, se não quisessem sair deles. Mas, os que viriam a Vegeta, não seriam escravos e, portanto, não sofreriam castigo. Teriam liberdade, claro, que com áreas limitadas e tendo certo controle na inda e vinda deles. Poderiam vim com a família e seriam instalados em casas muito boas, dedicadas a eles, além de terem proteção. O reino pagaria os salários deles ou o planeta dos mesmos.

- Bem, quanto mais os saiyajins forem poderosos como um todo, mais serão temidos. Esses planetas modificados seriam excelentes para treino e aprimoramento. Adorei a solução que encontrou para as diferentes classes de escravos. De fato, seria bem viável.

- Uma pena que o imperador não iria escutar... Não acho que ele gostaria dessas mudanças, pois, elas são contra os costumes atuais do seu povo. – ela fica chateada.

- Talvez não. Por que não cria projetos e desenvolve alguns protótipos. Apresente ao imperador. Pode ser que não dê para implantar tudo agora, mas, com o tempo, poderá ser introduzido. Com o passar dos anos, os saiyajins irão modificar os seus atos por si mesmos. Não pode ser algo brusco e sim, algo feito com o tempo.

- Você acha viável? – Bulma pergunta esperançosa – Não está falando para me agradar?

- Não. Estou sendo sincero. Ademais, não custa nada tentar. E se quiser mais uma opinião sobre as suas ideias, apresente ao Kakarotto e ao pai dele, assim como Tarble.

Afinal, eles conhecem bem o imperador e provavelmente, irão falar a mesma coisa que eu disse a você.

- Eu acredito em você... Vou criar plantas, projetos e alguns protótipos com a ajuda do meu pai, para apresentar ao imperador.

- Excelente...

Ele olha para fora e depois, pega o seu escouter e olha o horário no mesmo, para depois sorrir de canto e em seguida, olhar para ela, ao colocar o aparelho de volta na escrivaninha, sendo que a mesma morde os lábios, pois já imaginava as intenções dele, que começara a cobri-la com o seu corpo musculoso, enquanto falava, sensualmente:

- Creio que temos tempo para mais uma vez...

- Sim...

Porém, quando ia encostar os lábios delicados nos dele, Bra chora e ela fala, após suspirar:

– Acho que não...

Porém, fica surpresa, quando ele se levanta rapidamente, colocando uma calça colante, para depois sair do quarto.

Após a surpresa pela ação inesperada dele e abrupta, Bulma se levanta e põe um robe, para depois sair e o encontra no quarto da filha dela, segurando a mesma no colo, sendo que ela se acalmara e passara a sorrir, assim como começara a fazer farra com Vegeta que sorria e acarinhava a pequena.

A chikyuujin fica emocionada e admirada, pois, ele foi o primeiro a saltar da cama e colocou suas necessidades de lado, apenas para dar atenção a ela.

Então, se junta a ele, ensinando-o como cuidar de um bebê, enquanto ficava satisfeita ao ver que ele aprendia, rapidamente.

Na Terra, em uma planície afastada da civilização, Lian enfim fala o desejo, enquanto juntava as mãos em frente ao tórax:

- Quero que ressuscite a minha mãe Liluni, assim como Nyei e a filha dela, Mykia! – Lian exclama ansiosa.

Os orbes rubros do dragão brilham e após alguns segundos, o brilho cessa e ele fala:

- Percebo que fez de modo a ser realizado na forma de um desejo... – Shenron fala com a voz etérea – Porém, não posso trazê-las de volta a vida.

- Não pode? Por acaso, não pode ressuscitar alguém? – Kuririn pergunta, em um misto de surpresa e tristeza.

- Posso trazer dezenas de milhares de pessoas de volta a vida. Inclusive, de lugares diferentes. Porém, esse não é o problema.

- Então, por que não pode trazê-las? – Lian pergunta, agora, agoniada.

- Elas estão reencarnadas. Não posso ressuscitar quem está vivo.

- Como assim? – ela arqueia o cenho – Reencarnadas? Quer dizer, que voltaram à vida?

- Apenas seus espíritos, em novos corpos.

- Aonde elas ressuscitaram, para irmos busca-las.

- Elas não possuem consciência de sua vida passada, apenas, sensações de algo ser conhecido ou pessoas. Elas se encontram todas no planeta Bejiita, no quadrante norte do universo. A myouchin de nome Liluni é agora uma chikyuujin, Suno, envolvida emocionalmente com um saiyajin de nome Bardock. Nyei é agora uma chikyuujin chamada Chichi e a meia saiyajin Mykia, é agora chamada de Yukiko e é uma meia saiyajin, novamente. Essa chikyuujin chamada Chichi, está unida com um saiyajin chamado Kakarotto.

Ambos ficam estáticos, até que Lian quebra o silêncio, embora estivesse surpresa e um tanto eufórica:

- Então, Suno é a reencarnação de minha mãe?

- O universo é imenso. Como isso pode acontecer? Confesso que estou surpreso. – o chikyuujin comenta, olhando para o dragão.

- Destino... Ambas possuem o que os saiyajins chamam de ligação verdadeira, com os saiyajins citados. Na Terra, é o equivalente a almas gêmeas, como vocês se referem ao fato de pessoas que se amaram, acabarem reencontrando-se em outras vidas. O conceito da ligação verdadeira, por sua profundidade é rara. São seres que se reencontram, inclusive sobre diferentes formas, como se estivessem conectados para todo o sempre. Em ocasiões raras, quando um bebê morre ainda cedo, após nascer da mãe, pode vim em uma nova vida com a mesma pessoa, reencarnação de sua mãe e não sendo obrigado a vim da mesma forma do passado. Porém, devido a sua cultura e incapacidade da compreensão de sentimentos, os saiyajins não o conseguem compreender, por completo.

- Entendi... Bem, se são almas gêmeas, o fato de se reencontrarem, mesmo na imensidão do universo, é algo esperado e igualmente lógico. – Kuririn comenta pensativo.

- Então, diga-me o que desejam.

- Kuri-chan, você quer fazer algum desejo? – Lian pergunta, sentindo-se feliz por saber que podia sempre ver a sua mãe, de certa maneira, se assim desejasse.

Inclusive, pensava na reação dela, quando mostrasse o vídeo, assim como de Chichi, isso sem contar o seu pai e irmão mais velho.

- Bem... Não sei se é possível. – ele fica sem graça ao imaginar o que desejava, sem saber como ela reagiria.

- Senão falar, Shenron não pode dizer se é possível ou não.

Distante dali, mais especificamente em uma sala especial dentro do palácio de Kami-sama, no Tenkai, um jovem guerreiro musculoso e calvo, tendo um olho extra na testa, olhava para um namekuseijin idoso que se erguia com dificuldade, sendo que usava o emblema de dêmonio na roupa.

Naquele momento, o mesmo estava cuspindo sangue arroxeado, para em seguida gritar:

- Como ousa ferir o grande Piccolo Daimaoh dessa maneira? Seu insolente! Vou mata-lo!

- Grande Piccolo... – ele fala em tom de escárnio - Tsc. Até perdendo, tenta se vangloriar. Que patético...

Ambos estavam em uma sala no Templo de Kami-sama, onde um dia, era o equivalente há um ano e cujo poder emanado pela batalha, não podia ser detectado fora da sala.