Cascalhos e o trotar dos cascos de Bartolomeu. Era o único som entre eles. Regina, sentada no cavalo, estava calada e pensativa desde que se levantara do chão revestido pela grama molhada. Robin não se atrevera a perguntar nada, também pudera – estava igualmente imerso em suas dúvidas sobre o passado amoroso dela. A cada dia que se passava, o arqueiro perguntava-se sobre o quão inteligente havia sido a decisão de Pandora. Ele não pretendia parecer ingrato – longe disso; mas aquela situação tomara uma proporção de caos que ele não esperava.

Quando ele conhecera Regina pela primeira vez, Daniel era uma lembrança distante. Alguém que ela amara há muito tempo, alguém que ele sabia que havia sido superado. Mas ali onde eles se encontravam, Daniel representava um ferimento recente, ainda no processo de cicatrização. "Você nunca esteve tão longe de casa, não é?" Perguntou ele, tentando desesperadamente partir o silêncio assustador entre eles.

Ela o fitou por segundos antes de responder com um tom calmo. "Nunca." Seu olhar suavizou quando ela o fixou no cavalo e um meio sorriso escapou de seus lábios. "Mas não é uma coisa ruim. Eu precisava partir."

Ele refletiu sobre o quão significativo era ouvi-la dizendo aquelas palavras. Atestava profundidade, relevância, até mesmo uma maturidade que ele estava sentindo falta nela. Não que ela fosse menos interessante ou apaixonante, mas aquela era uma nova Regina que ele definitivamente não conhecia. Com o frescor e a espontaneidade de uma jovem, mas também com a obstinação e inexperiência da mesma.

"Por causa de sua mãe?"

"Por minha causa. Aquela não era a vida que eu queria para mim, Robin."

Ele assentiu, caminhando ao lado do cavalo. Os cabelos loiros estavam duros e bagunçados, possivelmente pela ausência de banho e um bom pente para escová-los. A barba precisava ser aparada, ele definitivamente aparentava ser mais velho do que era. "O seu pai parece ser uma boa pessoa."

"Ele é a melhor pessoa do mundo. A única que eu sinto ter deixado para trás. Mas você disse que não é definitivo, então tudo bem."

"Você poderá revê-lo, Regina. Só precisa dar tempo ao tempo e deixar que sua irmã tome posse do reino primeiro."

Ela assentiu, olhando para a estrada. Seus olhos fixados no horizonte como se ela tivesse esperança em algo que ele não sabia. Ela tinha olhos bonitos e quentes, um tom chocolate vivo que fazia o coração de qualquer um acelerar até começar a derreter e ele não era imune a isso. Nem um pouco. E foi olhando para o rosto dela que ele tropeçou em uma pedra e caiu no chão, arrastando os joelhos nos pedregulhos.

"Robin!" Chamou ela, puxando a corda do cavalo e parando Bartolomeu. Ela desceu do cavalo, mas não conseguiu impedir a si mesma de rir. Ainda rindo, ela ajoelhou ao lado dele que deitou no chão, os olhos fechados e os dentes presos no lábio inferior.

Regina ainda estava rindo, gargalhando compulsivamente quando ele abriu um dos olhos e fingiu estar bravo com ela. "Não tem graça. Rasgou minha calça." Quando ela riu ainda mais, ele começou a rir também.

"Você se machucou?" Perguntou ela entre risos. "Você tem que prestar atenção onde anda, sabia? O que estava olhando quando caiu?"

Ele não iria responder e nem precisava. Regina sabia. Sentia toda vez que os olhos dele se fixavam nela, de maneira fascinada e obcecada por cada detalhe. Por algum tempo, ela não sabia o que sentir nem o que achava que deveria sentir sobre esse gesto dele – mas passado um tempo, ela aceitou que gostava de ser admirada por ele. Sabia que ele estava olhando para ela quando tropeçou na pedra e talvez esse fosse o real motivo das suas risadas.

"Eu me distraí." Resmungou ele.

"Se distraiu olhando para mim e sequer tem coragem de admitir."

Robin abriu os olhos imediatamente. Com um movimento ele a puxou, deitando-a no chão e se debruçou sobre ela. Regina segurou no pulso dele, respirando audivelmente; o olhar dela captou o dele, e eles permaneceram ali, respirando em um ritmo, os corações pulsando em um ritmo, as bocas secas, a proximidade perigosa entre ambos. Poucos centímetros os separavam, e nenhum deles parecia ter pressa para se mover. Os dedos dela roçavam ao redor de seus pulsos, o polegar dela roçando a pele dele até Robin deu o primeiro passo e sussurrou. "Você tem razão. Eu estava olhando para você." Ele deslizou o polegar pela testa dela, afastando uma mecha de cabelo e empurrando-a para trás da orelha com cuidado. "Eu estou sempre olhando para você. Você me encanta, é isso."

Regina respirou fundo com aquela declaração, e sentiu o corpo todo estremecer ao notar que os olhos dele caíram sobre seus lábios. "Robin..." Sussurrou ela, e ele sabia o que ela estava pedindo. Ele sabia que ela queria e ele queria tanto quanto ela. Mas não podia. Ainda não. Era doentio saber a reciprocidade de seus desejos e mesmo assim ser forçado a recuar.

"Eu quero, Regina. Eu quero muito. Mas..."

"Você não pode. Já ouvi isso." Ele abaixou a cabeça, e lentamente desvencilhou-se dela, sentando-se ao seu lado. Ouviu-a respirar fundo por algum tempo, logo ela se levantou com rapidez, voltando a ficar em pé. "Já que você não se machucou, podemos continuar? Precisamos chegar à cidade logo. Eu preciso de um banho decente e sabão de verdade para os meus cabelos. Nem parecem os cabelos de uma princesa."

Robin sorriu. Levantou em seguida, ajeitando suas roupas e encarando a garota que já havia se distanciado puxando o cavalo, só que desta vez checando também onde pisava no chão.


Era impossível dizer o quanto haviam percorrido, mas o sol começava a atenuar e Robin calculou que já haviam se passado dois terços do dia. Marchando através de uma estrada bela e modesta, cercada de lagos e grandes pastos até que finalmente avistaram de longe o traço de fumaça desaparecendo atrás da copa de altas arvores. Regina sentiu-se imensamente agradecida pois seu estomago clamava faminto.

"Robin..."

Antes que ela concluísse, ele a atropelou. "Eu vou ficar quieto dessa vez. Não precisa me lembrar."

Ela o observou em silêncio, os olhos arregalados. Ela era uma pessoa tão ruim assim? O baque da grosseria dele a calou, de modo que o silêncio a seguir fez com que ele erguesse os olhos e se deparasse com um olhar um tanto incrédulo dela. "O que foi?" Resmungou ele, mal humorado.

"Eu só ia perguntar se há a chance de passarmos a noite nessa cidade, Robin. Você não precisa agir dessa maneira. Eu estava irritada, e falei algumas bobagens. Até quando vou ser culpada por isso?"

"Desculpe." Suspirou ele e continuou andando com os olhos fixos no chão. "Eu sou um tanto ogro."

Ela sorriu e colocou a mão sobre a dele. "Apesar de parecer um ogro, você não é. Só é um pouco temperamental."

"Olhe quem fala."

"Eu sou uma rainha, e um tanto mais refinada."

"Você nunca chegou a ser uma rainha, pare de se vangloriar."

"Pelo menos eu já fui uma princesa. Você não."

Ele riu, balançando a cabeça negativamente. "Até porque eu ficaria horrível de princesa."

Ela se pegou admirando aquela curva nos lábios dele, um sorriso. Algo que de repente tornara-se raro. Talvez ele estivesse certo; talvez ela estivesse sendo crítica demais, exigente demais, melindrosa demais; vez por vez, ele lhe havia provado que estava apenas cuidando dela, que não estava ganhando absolutamente nada com os sacrifícios que fizera por ela. Ela precisava confiar, mesmo que dada a sua vasta experiência de vida essa fosse uma das tarefas mais difíceis que ela já houvera realizado.


Longe de quaisquer expectativas que ambos tivessem, sua chegada à aquela pequena cidade havia sido mais do que bem-sucedida. Os habitantes locais demonstraram abundante hospitalidade, tratando-os com cuidado e providenciando tudo que precisavam. Robin passara a maior parte do tempo observando-o por cima de seus ombros; ela parecia feliz. Seus lábios haviam se curvado em um sorriso bonito e grandioso, e o sorriso permaneceu no belo rosto durante toda a tarde que se estendeu.

A cidade era humilde. As casas eram pequenas e modestas, as esquadrias de madeira pintadas em cores fortes e vibrantes eram uma atração à parte, e conferiam certo ar de jovialidade e alegria ao local. Havia bastante mata, arvores e jardins por todo o lado. Robin foi convidado a se unir ao prefeito e ao xerife quando algumas senhoras levaram Regina para uma 'tarde de garotas'.

"Robin de Locksley, a seu dispor." Apresentou-se, e o homem de feições suaves e barba branca sorriu mostrando-lhe os dentes brancos enquanto apertava a sua mão.

"Bem vindo à Cataleen, Senhor Locksley."

"Não há necessidade. Apenas Robin está bom para mim."

"Robin." Repetiu o outro senhor, de cabelos não tão brancos e com um tom de pele moreno, um pouco mais castigado pelo sol. "Meu nome é Grumer, e eu sou uma espécie de xerife aqui. 'Espécie' porque não há exatamente trabalho para um xerife de verdade por aqui. Somos um povo pacífico."

"Qual sua pretensão na minha cidade, rapaz? Vocês pretendem ficar ou é apenas uma passagem?" Perguntou o homem de cabelos grisalhos.

Robin encarou os dois homens e pensou nas palavras de Regina. Sabia que ela estava cansada da estrada. Ela estava cansada de fugir e ele não a culpava – havia sido demais para ela. "Nós podemos ficar? Eu posso trabalhar, não tem problemas. Nós não temos nada. Tudo que peço é um local para que eu e minha amiga possamos ficar até eu conseguir dinheiro o suficiente para uma casa."

"Amiga?" Questionou Grumer, as sobrancelhas levantadas. Em outra ocasião, Robin encararia aquela insinuação como uma ofensa, porém não soou como tal. Talvez fosse a expressão suave no rosto do homem, talvez o tom de voz calmo e compreensivo – ele não saberia dizer – mas algo fez com que Robin respirasse fundo e sorrisse de uma maneira quase triste. "Eu a amo. Mas nós não temos nenhum tipo de envolvimento, e nem pretendo. Eu só quero mantê-la a salvo de sua mãe que é uma feiticeira malvada e opressora. Somente isso."

"Não se preocupe, rapaz. Não estamos julgando você." Assegurou Salazar. "Vocês são bem vindos à minha cidade por quanto tempo quiserem. Só não compreendo por que você não quer se envolver com a garota, se me permite dizer com todo o respeito, ela é uma mulher muito bonita. E gosta de você." O velho sorriu. "Bem, não é da minha conta. Há algumas casas desocupadas na cidade, e vocês podem ficar com alguma. Se não se importarem de ter que limpar tudo – eram de moradores antigos que morreram e não tinham família."

"Não nos importamos."

"Vou pedir que Portia os leve assim que sua amiga voltar."

"E quanto ao trabalho?"

"Você tem alguma habilidade especial?"

Robin sorriu. "Eu sou excelente como arqueiro."

Salazar bateu as duas mãos e sorriu abertamente. "Perfeito! Precisamos de mais alguém na equipe de caça."

Grumer sorriu também, e pela maneira como ambos sorriam, Robin analisou que a equipe de caça deveria ser importante. "Equipe de caça?" Questionou, o cenho franzido.

"Os homens que saem para caçar. São eles que trazem o alimento da cidade." Começou Grumer. "É uma cidade pequena, Robin. Nós não temos ambições aqui. Não nos empenhamos por dinheiro, por bens. Aqui, todas as casas são iguais. Temos as mesmas coisas." O homem olhou pela janela da casa e sorriu, como que rindo de um pensamento que havia cruzado sua mente. "A equipe de caça traz os alimentos, e as mulheres os preparam. Todos comem. E assim, suprimos a necessidade um do outro e todos tem o que comer."

"Está ótimo para mim."

"Muito bem. Portia entrará em contato com vocês depois para mostrar a casa. Nos vemos mais tarde."

Robin observou-os se afastar. Olhou em volta, novamente analisando os detalhes quase involuntários que faziam com que aquela cidade parecesse um lar; todo o carinho empregado até mesmo nos pequenos vasinhos pintados à mão e pendurados às janelas dos casebres. O aroma de terra molhada, o som de crianças rindo ao fundo. Perguntou-se o que Regina estaria fazendo naquele momento; se ela estaria se divertindo, se estaria sendo bem cuidada, se estaria sentindo falta dele; perguntou-se sobre qual seria sua reação ao saber que eles iam parar de fugir.

Perguntou-se também sobre o quão apaixonado estava por ela. Mas para essa pergunta, ele já sabia a resposta.


Já havia escurecido há muito tempo quando ela voltara para a casa. A multidão de mulheres risonhas podia ser ouvida do lado de dentro, e ele escutou de dentro da pequena cozinha quando estas se despediram; poucos segundos depois, ele a ouviu abrir e fechar a porta.

"Robin?"

Ele sorriu ao ouvir aquela voz. "Na cozinha. Corredor à esquerda."

Ela entrou no cômodo usando calças e uma camisa folgada por baixo de um justo colete de couro. Uma típica moradora local. Os cabelos limpos brilhavam soltos. Seus olhos encontraram com os dele e ela abaixou a cabeça, fitando o fogo à lenha. "Você sabe cozinhar?"

"Você quem vai me dizer."

Ela puxou um banco e fitou aquela casa. Será que o dono também estava ali? Concentrou-se por um tempo mas não ouviu nenhum som além do barulho da colher de pau que Robin mexia por dentro de um grande caldeirão. Ele olhou por cima do ombro com as sobrancelhas franzidas. "O que você está fazendo?"

"Nada." Resmungou ela, sentando-se.

Ele a fitou por alguns instantes. Robin provou o cozido; estava pronto. Pegou duas cumbucas de dentro de um pequeno armário e colocou a comida ali, levando-as à mesa logo depois. Ele sentou-se, e colocou as duas cumbucas à sua frente sob o olhar questionador dela. "Vai comer tudo sozinho?"

"Não. Você pode comer – depois que lavar as mãos." Terminou a frase com um sorriso impertinente e ela revirou os olhos, levantando-se.

"Você é muito chato."

"E você deveria ter hábitos de princesa, já que gosta tanto de repetir isso."

"Onde é o banheiro?"

"Tem um perto da entrada."

Regina caminhou até lá. Um banheiro bem simples, mas ainda assim, uma casa razoável. Ela ainda estava se perguntando de quem era aquela casa, e onde estaria o dono dela. O que Robin estava planejando? Ela lavou as mãos e chacoalhou no ar; secando a umidade restante na calça. Sorriu pensando o quanto aquilo pareceria horrendo há dias atrás. Voltou para a mesa e ele estava enchendo uma das cumbucas novamente, na beira do forno.

"Você já comeu?"

"Coma o seu e me deixa em paz." Sorriu ele e ela pegou o que parecia uma colher. Ela sorriu também, e os dois compartilharam um momento de paz, comendo em silêncio. Ela adorou o gosto daquilo, mas não ia contar a ele. Robin se achava demais. Continuou comendo, e ele fez o mesmo.

"Onde está o dono da casa?" Perguntou ela, entre algumas colheradas. Ele parou o movimento que fazia, fitando-a por alguns segundos. Regina parou, encarando-o com a colher no ar. Ela ergueu as sobrancelhas como quem perguntava algo e ele colocou o talher na mesa de madeira vernizada.

"Sobre isso... eu preciso falar uma coisa."

Ela entreabriu os lábios. "Ah. Robin, o que foi que você fez? Robin, a gente não pode mais se meter em encrenca."

"Eu sei, eu"

Regina continuou falando, interrompendo-o. "Eu disse para você ficar quieto, a gente precisa de aliados, não de pessoas que queiram a gente longe! Eu não sei você mas eu não nasci pra ficar viajando, eu não nasci cigana ou nômade de alguma coisa, Robin! Pelo amor de Deus! É a primeira vez que eu sou tão bem tratada sem que as pessoas queiram algo em troca e você estragou tudo!"

"Regina!" Chamou ele, a voz aumentou alguns decibéis mas longe de ser comparado à um grito. "Você nem sabe o que aconteceu! Deixa eu falar!"

"E precisa? Você faz essa carinha de cachorrinho travesso depois que comeu a comida do dono e quer que eu fique calma, Robin, pelo amor de"

Robin levantou-se e caminhou até ela, segurando-a pelo rosto e forçando-a a olhar em seus olhos, permanecendo no lugar. "Essa casa é nossa. Nós vamos ficar." Sua voz saiu séria e intensa, e ela parou, encarando os olhos dele com surpresa e total ausência de palavras.

"O quê você disse?"

Ela colocou as mãos por cima das mãos dele, como que mantendo-as ali em seu rosto. Ele não sabia o porque dela ter feito aquilo – um gesto quase inocente – mas admitiu a si mesmo que seu coração palpitou por segundos, enchendo-se de felicidade. "Eu disse que esta é a nossa casa agora. Nós vamos parar de fugir. Vamos ficar aqui."

Os olhos dela se encheram de lágrimas e ela mordeu o lábio inferior fitando os olhos dele. Ele sentiu medo, talvez ela não quisesse ficar, ele não havia nem perguntado, mas que merda Robin, olha só, ela vai chorar agora. Começou uma pequena reza para que ela não chorasse – ele ficava sem reação alguma. Mas Regina apertou os braços ao redor da cintura dele, e o abraçou com força, deitando a cabeça em seu peito; Robin delicadamente a abraçou pela cintura e colocou uma mão em seus cabelos, acariciando-a levemente.

"Não chora, por favor." Pediu ele, baixinho.

"Me desculpe." Sussurrou ela, sem tirar o rosto do peito dele. "Mas não se preocupe. São lágrimas de felicidade. Finalmente vamos parar de viver como fugitivos."

Eles ficaram naquela posição por algum tempo. Regina sentiu o coração dele agitado, os batimentos acelerados tanto quanto os dela, mas ela sabia que ele não gostava dela. Robin deixava isso claro, ele iria cuidar – não ficar com ela. Por isso ela apertou os braços ainda mais ao redor da cintura dele, estreitando o abraço e aproveitando cada segundo daquela sensação de proteção e carinho, e segurança que ele proporcionava. Sorriu contra a roupa dele ao sentir as carícias em seus cabelos; ele era tão cavalheiro e respeitoso com ela, ele era tão educado, mesmo quando era um bruto.

Aos poucos, ela se afastou do abraço mas segurou no rosto dele e captou sua atenção. Ela fitou aqueles olhos verdes por muito tempo, tentando entender o que ele estava pensando. O que ele esperava dela, o que eles estavam fazendo. E com cuidado, segurou em seu rosto e beijou a bochecha dele com carinho. "Obrigada. Isto significa muito pra mim."

Robin manteve-se em silêncio enquanto a observava voltar à mesa e continuar a comer. Definitivamente, ele tinha muito a aprender sobre Regina. Muito mais do que ousava imaginar.


Nota aos leitores: obrigada a você que chegou até este capítulo. Sei que não foi fácil.