Notas do Autor
Sayuuki fica estarrecida quando...
No planeta Terra...
Capítulo 45 - A descoberta de Sayuuki
- Eu tenho uma sensei que me ensina a lutar e controlar o meu ki. Naquele incidente, quando a senhora foi capturada por aqueles saiyajins, permiti que ela tomasse o controle do meu corpo porque ela tinha mais experiência de luta e controle melhor sobre a minha transformação.
- Sensei? Controle? Mas... como?! – ela está aturdida, tentando compreender o que a sua amada filha falava.
Então, Sayuuki fica estarrecida ao ver que o semblante de sua filha mudou e que podia sentir um poder imenso, além de sentir uma áurea de imponência que a forçava a reconhecer aquela a sua frente como um ser com um poder imenso e um nível inigualável.
Era inquietante o fato que não passava de um mero inseto perante um gigante que possuía um status elevado. De fato, ela se sentia insignificante perto dessa energia estranha e ao olhar nos olhos de sua filha, havia uma nobreza, superioridade e imponência que cerceava qualquer desejo dela sacudir a sua filha para despertá-la, acreditando que isso não seria o suficiente para encontrar novamente o olhar de sua filha e não do ser que surgia a sua frente tendo o corpo de Yukiko.
Ela estava assustada, mas algo naquele poder a envolvia e a forçava a se acalmar como se soubesse que não houvesse nenhum mal e que esse ser não iria ferir a sua filha.
- Está reagindo melhor do que esta Tsukishiro imaginava. – uma voz séria e imponente é ouvida da boca da meia saiyajin.
Engolindo em seco, Sayuuki pergunta preocupada:
- Onde está a minha filha?
- Ela está bem e está ouvindo tudo o que conversamos. Nunca faria qualquer mal a ela. Fique tranquila. Além disso, sou a sensei dela e ela é a minha discípula. Ficar dentro da mente dela foi a única forma que encontrei de treiná-la.
Sayuuki fica aliviada, embora ainda estivesse preocupada e pergunta:
- Quem é você?
- Me chamo Tsukishiro. Sou uma dragoa poderosa e imponente. Sou comumente procurada para treinar seres excepcionais e a sua filha é um deles. Eu devo um favor a Whiss-sama, atendente de Bill-sama. Ele solicitou que eu treinasse a sua filha e confesso que ela pode se enquadrar nos guerreiros e guerreiras excepcionais que treinei durante toda a minha vida. Claro que para treiná-la no planeta Bejiita e sem que os saiyajins percebessem o seu poder, passei a viver dentro dela, usando magia avançada e não obstante, coloquei selos de poder que bloqueavam a emanação do real poder dela para o exterior e em virtude disso, ela conseguia treinar todos os seus poderes sem deixar transparecer nada.
- Quem é esse Whiss e Bills?
A dragoa explica sobre os atendentes e Deuses da destruição e renascimento, deixando Sayuuki estarrecida e por mais que parecesse ficção, ela via nos olhos a seriedade e o fato de que era real a existência desses seres poderosos. Que Deuses com aquele nível absurdo e excepcional existiam.
- Por que ele solicitaria que a treinasse?
- Por que Whis-sama quer treiná-la, após o meu treino. Ele acredita que ela conseguirá lutar contra Bills-sama que está entediado. Acredite, é uma honra imensa ser treinada pelo Whiss-sama. O único que passou pelo treinamento dele foi Bills-sama.
Sayuuki fica estarrecida, além de indignada pelo fato de que a sua filha iria treinar, apenas porque um Deus estava entediado e queria um oponente.
Então, ela fala:
- Treinar a minha amada filha para ser adversária dele? Ela pode morrer! Ele é um Deus! Mesmo que receba treinamento desse tal de Whiss, como ela pode encarar um Deus? E não um Deus qualquer e sim, o Deus da destruição e do renascimento desse universo! Eu concordo com os treinos, pois acho saudável ela treinar, sendo que se pudesse treiná-la, assim eu teria feito, mas lutar contra um Deus desse nível, isso é pedir demais.
- E se ela tiver que lutar para salvar uma galáxia e inclusive, a vida de vocês duas? - Tsukishiro pergunta sem se alterar.
Sayuuki fica chocada até que recupera a voz e pergunta fracamente:
- Como assim?
- Bills-sama pode decidir implodir alguns planetas. Quando ele está de mau humor, ele normalmente desconta em seu universo. Quer arriscar a sua vida e a de sua filha? Já, se ela provar que é uma oponente considerável, Bills-sama vai ficar ansioso para ver que níveis de poder ela poderá ter. Isso pode torna-lo mais "compassivo", digamos assim, além de animá-lo.
- Então, quer dizer que nós não temos escolha? – Sayuuki pergunta suspirando desanimada.
- Vocês têm. A esperança de sobreviverem ou a quase certeza de seu fim. Além disso, se ela tiver poder para enfrentar Bills-sama, ela não vai ter poder para trazer paz ao universo?
- Paz? Como assim? – a bioandroíde arqueia o cenho.
- Livrar o universo das raças que não prestam e daqueles que ameaçam a paz. Ela pode se tornar uma heroína intergaláctica. Inclusive, essa ideia animou consideravelmente a sua filha. Ela idealiza ser uma heroína para poder salvar todos do mal. Talvez, a sua filha possa ser a única esperança desse universo. A única esperança das raças que vivem o medo diário de serem conquistados pelos saiyajins e outros povos cruéis. Além disso, você sabe melhor do que ninguém que não há lugar cem por cento, seguro. Um lugar onde não haja a ameaça de saiyajins ou de outra raça cruel. Mesmo que a sua filha se torne poderosa para os padrões humanos e de muitas raças, você deve saber que os saiyajins não tem limite de poder como as outras raças e mesmo que a sua filha venha a ser poderosa com o seu treinamento, não há qualquer garantia que ela conseguirá enfrentar uma raça inteira de saiyajins e o destino dela você já sabe qual será se for capturada.
Sayuuki torce os punhos para depois suspirar. Tudo o que Tsukishiro disse era verdade. De fato, não havia só a ameaça de muitas raças cruéis e dentre elas a mais temível, os saiyajins. Havia a ameaça do Deus da destruição e renovação, Bills. Ela nunca imaginou que poderia haver seres como ele, sendo que isso soava como sendo demasiadamente surreal, embora representasse a verdade amarga e imutável.
Além disso, ela sabia melhor do que ninguém que não havia um local cem por cento, seguro, sem qualquer ameaça e quem acreditasse nisso vivia em uma utopia não condizente com a realidade inquietante de que nenhum lugar poderia ser totalmente seguro e que o perigo sempre estaria rondando esse local. Isso era um fato imutável.
Ela medita sobre o que foi dito a ela e a verdade era uma só. Pelo bem do universo e de sua filha, assim como para a salvação de todo um universo, Yukiko deveria treinar e ter poderes, se possível, próximo de um Deus, passando a compreender que esse era o destino dela e que provavelmente, ela seria a única capaz de deter Bills. Um Deus. Ela precisava acreditar que de fato esse tal de Whiss queria dar um adversário a altura do seu Deus e a escolhida havia sido a sua filha.
Ela sorri amargamente ao perceber que no final, Yukiko havia se convertido na esperança de todo um universo contra Bills e qualquer outro mal que o ameaçasse e fala:
- Não tenho como argumentar e quanto a escolha que possuo, elas contemplam dois destinos. Se bem, que mesmo o segundo não é garantido. Uma das escolhas representa a destruição de inúmeras vidas e a provável captura da minha filha pelos saiyajins e a outra é a esperança de que talvez inúmeras vidas possam ser salvas, inclusive da minha amada filha. É melhor arriscar a tentar salvar inúmeras vidas, inclusive a vida da minha filha do que permitir que de fato essas inúmeras vidas e da minha filha possam ser exterminadas.
- Não se preocupe. Whiss enxergou o potencial dela. Acredite. Ele não iria dar um treinamento a um ser sem ter absoluta certeza de sua capacidade. Se a escolheu é porque sentiu que ela podia ser a adversária que o seu Deus precisa.
- Entendo...
- Yukiko-chan estava preocupada com a sua reação ao saber de tudo e sobre a minha existência. Inclusive, ela não se sentia bem em guardar esse segredo de você. Fico satisfeita em ver que compreendeu a situação como um todo.
- Eu compreendo e quanto a não ter um local seguro eu já sabia disso. Imaginar que há um local cem por cento seguro soa como sendo uma utopia surreal que possui a sua própria tentação. Para muitos, isso pode se converter na única esperança que as pessoas têm para viver. Porém, no final, de forma cruel, essa utopia será destruída de forma brutal, forçando as pessoas a verem a realidade que não desejavam ver.
Tsukiko fala olhando para o universo através da tela:
- Isso é fato. Porém, ninguém pode ser condenado por achar que há um local seguro por mais que cometa um equívoco ao acreditar em algo tão surreal. Muitos preferem essa ilusão piedosa à verdade cruel. Preferem enganar a si mesmo a encararem a verdade nua e crua. É algo que muitas raças têm dentro de si.
Sayuuki suspira e fala, olhando para o universo através do monitor na frente dela ao erguer o rosto:
- Você tem razão. Ás vezes, em meio ao inferno é preciso haver a esperança. Mesmo que seja uma esperança surreal e tão insubstancial, assim como frágil, tanto quanto uma bolha de sabão que pode possuir a beleza do arco íris sobre a luz, mas que é tão frágil que estoura facilmente sem nem precisar ser tocada. O que você disse é verdade. A esperança pode ser o que muitos precisam, principalmente em situações desoladoras. – Sayuuki comenta – Era isso que aquele grupo tinha com o agravante de não tomar medidas para eles evitarem de serem seguidos. Embora que eu tentei alertá-los sobre os erros crassos que estavam cometendo em sua fuga.
- Você ao menos tentou. Além disso, muitos precisam da esperança que se converte em algo que dá forças para encarar a realidade, mas que ao se provar como sendo falsa, possuí o mesmo poder de derrubar um ser quanto teve para erguê-lo como você disse. Dois lados da mesma moeda. - Tsukishiro fala.
- Sim.
- Saiba que a sua filha ouviu a nossa conversa e está aliviada. Antes de voltar a dar o controle a Yukiko, preciso que siga com a nave para as coordenadas que irei fornecer. Pode ser a chance de tentar uma vida mais ou menos normal ou de pelo menos ter um pouco de paz e quem sabe, possa se converter em uma esperança bem-vinda?
Sayuuki fica surpresa, para depois consentir, pois percebeu que ela nunca faria nada de mal a ela e Yukiko.
Portanto, iria programar a rota com as coordenadas que ela ia dar. Talvez, ela também precisasse ver o "sol no horizonte", ou então, ter alguma esperança, mesmo se fosse frágil.
Determinada, ela leva as mãos até o painel, para depois acessar o computador de bordo para dar as novas coordenadas, falando:
- Pronto. Quando desejar.
Tsukishiro informa as coordenadas, vendo que Sayuuki as digitava, para depois confirmar a rota solicitada, sendo que se vira e pergunta:
- Qual o nosso destino?
- É uma surpresa. Fico feliz em ver que confiou em mim.
- Eu percebu que não pretendia fazer mal a nós e acredito quando disse que talvez eu possa ter um pouco de esperança e de paz. Afinal, após tanto sofrimento nesses anos, eu preciso de um pouco de paz, mesmo que seja tão efêmera quanto uma bolha de sabão.
- Você irá conseguir um pouco de paz, além de ter uma surpresa consideravelmente agradável. Agora, vou trocar com a Yukiko-chan. Foi um prazer conversar com você.
- Antes que você troque, foi você que nos salvou naquele momento, tomando o controle do corpo da minha filha? Ela disse que trocou de lugar com você.
- Sim. Ela era muito inexperiente e precisávamos agir com rapidez. Por isso, assumi o controle temporário do corpo dela e de seus poderes. Foi necessário. Além disso, eu precisava que vocês saíssem daquele planeta tenebroso e igualmente cruel.
- Muito obrigada.
- Por nada. Agora, você terá a sua filha de volta.
Sayuuki estava ansiosa, enquanto que Tsukishiro fechava os olhos e quando eles reabrem, conseguia ver que era o olhar de sua filha com a presença imponente esvanecendo como mágica e rapidamente a abraça, afagando a cabeça dela maternalmente, enquanto a criança falava em tom de culpa:
- Desculpe por manter segredo, kaa-chan.
- A kaa-chan nunca ficaria brava com você. Eu compreendo o motivo de você ter mantido segredo sobre essa Tsukiko e seu treinamento. Agora que eu sei qual é o seu segredo eu irei apoiá-la, incondicionalmente.
- Obrigada, kaa-chan.
Há dezenas de anos luz dali, no planeta Terra que havia sido movido de seu lugar de origem graças a Shenron, Shuu, Suno e os demais que estavam escondidos na fortaleza subterrânea de Pilaf, perceberam que o mundo mudou e que não havia mais perigo com os sensores acusando isso.
Portanto, eles ganharam coragem para sair, após protelarem por vários anos, não sabendo que a Terra era habitada somente por pessoas boas e que não havia mais perigo.
Andando de forma cautelosa, eles subiram a superfície, seguidas de seus filhos e filhas que nunca haviam visto a luz do sol de verdade e a imensidão até onde a vista alcançava.
Pual estava junto de Shuu e ficava feliz ao poderem voltar a superfície.
Claro que eles ainda preferiam viver na fortaleza que era autossuficiente, além de lembrar uma cidade subterrânea com leis para a boa convivência e harmonia entre os habitantes que consistiam de adultas, algumas crianças, Shuu e Pual, além dos robôs que executavam as tarefas com primor.
O motivo de não ficarem muito tempo na superfície era que ainda havia o forte medo e que a fortaleza subterrânea era autossuficiente, além de fornecer segurança. Era difícil abandonar a segurança de tantos anos para arriscar a viver na superfície e os filhos foram ensinados sobre os horrores da Red Ribbon. Claro, de acordo com a idade deles, mas em virtude disso eles compartilhavam do mesmo medo de suas mães, apesar da superfície se mostrar como um mistério para eles.
Então, de repente, eles observam que surge em um piscar de olhos um homem estranho em cima de um tapete que flutuava, sendo que não havia agressividade em seu olhar. Na verdade, a sua face era neutra e ao olharem melhor observaram um ser verde ao lado dele com Pual achando ele familiar a Piccolo Daimaou, embora a diferença fosse absurda. Aquele ser verde era muito jovem e Piccolo Daimaou era bem velho. Além disso, ele não possuía uma face e áurea maligna como aquele que se autodenominava como sendo o Rei dos demônios, não sabendo que aquele ser na sua frente era a cria dele.
Rapidamente, os robôs surgem, enquanto muitos se encolhem contra a entrada da fortaleza, sendo visível o terror em seus rostos.
Após Shuu controlar o medo que o tomou, ele fala:
- Não vou permitir que vocês saiam daqui, agora que sabem sobre o nosso esconderijo.
- Eu acho um desperdício perder robôs tão bons e de forma desnecessária. Eu recomendo que nos ouçam, antes que tomem qualquer atitude e saiba que respeitaremos qualquer decisão que vocês tomarem, após ouvirem o que viemos falar. – Piccolo fala com os braços ainda cruzados contra o tórax, enquanto descia do tapete, para depois descruzá-los ao ficar próximo de Shuu.
