A Lei da Sexualidade por Rakina
tradução: Rebecca Mae
betagem da tradução: Ivich Sartre
Capítulo Cinqüenta e Quatro: As cores do amor
Ponto de Vista do Harry:
Leva cerca de cinco minutos para esvaziar a bagagem. A maior parte são as roupas de Severus, que são rapidamente desempacotadas e arrumadas na cômoda que eu separei para ele. Há alguns livros também, que Severus coloca na mesa-de-cabeceira. No fundo da mala há um cálice de ouro: é bem bonito, não muito grande, pouca coisa maior que um ovo, na verdade, mas dá pra dizer que é ouro. Eu o apanho e esfrego meus dedos apreciativamente.
"É uma taça cerimonial, Harry", Severus diz por trás de mim.
Ele pousa as mãos sobre meus ombros e eu me encosto nele.
"É sua, Sev?".
"Sim, era da minha avó", ele responde. "Minha mãe nunca pôde usá-la, porque não teve um casamento mágico. Minha avó me deu quando completei a maioridade, esperando que ela não perdesse mais uma geração".
Eu olho para ele, nos olhos. "Bom, você vai usá-la. Sua avó ficaria orgulhosa".
Ele sorri. "Sim, ficaria. E acho que minha mãe também, Harry. Meu pai era trouxa, nunca se interessaria por isso".
"Seu pai era trouxa! Kreacher ficaria horrorizado e eu também não teria imaginado", eu digo, em genuína surpresa."Sempre pensei que você fosse puro-sangue, com isso de ser Comensal da Morte e Diretor da Sonserina".
"Nem todos os sonserinos são puro-sangue, Harry. Esqueceu o mestiço mais notório, o próprio herdeiro de Slytherin? E, por favor, não me chame de Comensal; não agüento ouvir você dizer isso".
"Desculpe, Sev, não quero dizer que você ainda é um, você sabe disso".
Ele parece triste, como se a lembrança do que ele foi um dia, saindo dos meus lábios, seja dolorosa.
"O que fazemos com a taça, Sev?", eu pergunto para distraí-lo. Não suporto a visão da dor em seu rosto e me amaldiçôo mentalmente por dizer uma coisa tão burra.
"É usada durante o juramente na cerimônia. Somos nós que decidimos quão forte vai ser esse juramento. Pode ser apenas um gole de vinho da taça, ou, se quisermos mais forte, pode conter vinho misturado ao nosso sangue, para um juramento de sangue. Como o sangue é inseparável, e como ambos ingerimos o vinho, nos tornamos inseparáveis também".
"Isso", eu sussurro.
Ah, isso. Eu acaricio a taça dourada amavelmente e a coloco no criado-mudo de Sev junto aos livros. Ele me observa, mas não diz nada. Eu me viro para ele, determinado a melhorar seu ânimo. Acho que o humor quieto e sombrio dele é influenciado pela atmosfera do Largo Grimmauld e quanto mais observo as pessoas nessa casa, mais percebo os efeitos. Aproximo-me dele e coloco minhas mãos em seus ombros, puxando-o para mim, para outro beijo.
Logo o sinto relaxar e sua forma longa e magra se molda ao meu corpo pequeno; encaixamos-nos tão confortavelmente que eu me sinto em casa nesse abraço. Eu gemo levemente para que ele saiba do meu prazer. Ele me empurra e a parte de trás dos meus joelhos colide com a lateral da cama, eu caio e estou deitado sobre as cobertas.
"Harry", ele sussurra, "senti sua falta. Tanto… Deixa eu mostrar o quanto".
Ele me beija e suas mãos começam a abrir os botões do meu jeans. Ergo meus quadris para ajudar com isso, enquanto minhas mãos tocam seus ombros. Estou impaciente e o quero nu, como ele me quer, agora.
Divestio Harry e Severus, eu penso e nossas roupas caem ao nosso redor, deixando-nos nus. Eu rio alto de alegria!
"Harry? Você fez isso?".
"É claro que sim, poupa tempo, não é?".
Ele parece maravilhado, então dá de ombros. "Quando Albus perguntar como estão indo seus poderes, vou dizer que você os coloca em bom uso".
Rimos juntos e me permito o luxo de sentir que vai ficar tudo bem, que tudo vai funcionar.
"Se eu estou assim, é porque é com você, Severus", eu digo a ele e ele sorri.
"Você não precisa de mim para isso, você nasceu desse jeito", ele diz, retornando ao rastro de beijos ao longo do meu pescoço.
"Talvez, mas com você sou completo. Não dá pra sentir, Sev?".
Ele parece solene agora e me beija sonoramente na boca, enquanto eu esfrego sua nuca, tão feliz de sentir sua carne sob meus dedos de novo. Abro minha boca e o deixo me invadir. Parece que ele precisa tomar o controle sobre mim e fico feliz de deixar, embora eu esteja excitado e pronto – portanto, é melhor que ele não demore. Apresso-o ao deslizar minhas mãos para seu traseiro e apertar a carne dali. Sev geme e interrompe o beijo.
"Preciso que você enfie em mim, Severus, agora! Quero agora e rápido!".
"Harry", ele grunhe e baixa a cabeça com um rosnado.
Esperei um beijo no meu ombro, mas ele me morde, em vez disso. É estranho e machuca, mas não cortou, eu acho. Eu grito de choque, mas aprovo sua paixão. Minhas unhas se afundam nas suas costas e os quadris dele se esfregam nos meus.
"Accio!", ele grita e o lubrificante de laranja voa pra sua mão. Foi sem varinha e sei que ele também tem muito poder. Sinto-o murmurando entre nós, enquanto nossos corpos estão juntos.
Seu poder e o meu são diferentes, sinto, mas parecem se fundir em total harmonia, uma conseqüência da Capacitação e o fato de que eu sou feito para ele e ele para mim.
"Rápido, Sev". Eu apresso.
Ele abre a tampa, enfia os dedos e retira uma boa quantidade. Suas mãos vão direto para o meu traseiro e eu tremo.
"Isso, assim mesmo".
Seus dedos frios e oleosos entram em mim, dois de uma vez, e eu sofro um espasmo, porque não estava esperando – mas é o que eu quero. Sinto-o girar os dedos, pressionando e me distendendo, entrando e saindo. Então volta com três dessa vez e começa a meter esses dedos em mim, rápido, forte.
"Isso, vai, assim", eu gemo e minha cabeça cai no travesseiro.
Ele retira os dedos e lubrifica o próprio pênis. Eu observo seus movimentos rápidos, urgentes, meus olhos presos em sua ereção.
"Preciso de você agora, Harry, não dá pra esperar", ele grunhe, sua voz grave e rouca e eu mal posso esperar, eu quero também.
Ele segura minha pernas, erguendo até que eu esteja no ângulo certo. Sinto o pênis dele e, num segundo, está bem onde eu preciso. Deus! Ele não está me tratando mais como um virgem e sim como seu amante do qual sente muita saudade. Essa percepção me faz derreter de prazer.
"Meu amor", eu digo. "Você é meu amor, Severus, e eu vou sempre te querer".
"Harry", ele grunhe e exala no meu rosto. "Vou tomar você sempre que eu quiser e vou querer o tempo todo, está me entendendo? Você é meu e eu não ligo para quem concorda com isso, porque é assim, você é meu".
Ele está metendo com força e urgência agora e eu encontro os movimentos dele com os meus. Não vou demorar muito; estava duro como pedra mesmo antes de ele me penetrar e tê-lo dentro de mim, parte de mim, é tão intenso que não demora. Estou no meu prazer máximo e não poderia parar mesmo que o Ministro da Magia estivesse em pé ao lado da porta.
Severus está rugindo como um animal, seu cabelo comprido e preto fazendo cócegas no meu rosto, mas como eu amo. Meus braços estão envolvendo sua caixa torácica e sinto o movimento do meu amante sobre mim. Seu calor e energia me excitam e eu continuo a encontrar seus movimentos, perdido no ritmo entre nós.
"Oh, isso, Sev, me come", eu falo.
Enfio meu nariz em sua pele, encorajando-o a se esforçar mais. Gotas de suor caem de seu rosto e eu gemo de puro prazer se estar vivo, ser jovem e por transar com o homem que amo!
"Harry! Deus! Aaaahh…". Severus geme e soluça e eu sinto seus espasmos dentro de mim, seu corpo tremendo enquanto goza.
Eu ofego e me solto, minha necessidade tomando conta do meu pênis conforme espirro fluido quente no peito dele e observo as gotas caírem no meu próprio. Como eu poderia imaginar esse tipo de coisa há alguns meses?
Os braços de Sev cedem e ele deita sobre mim, fazendo-me ficar de lado. Olho dentro dos fantásticos olhos escuros e vejo a emoção indescritível ali.
"Eu te amo, Harry", ele diz e esfrega os lábios nos meus.
Sinto lágrimas no meu rosto – não é a primeira vez – e ao menos algumas delas são minhas. Vou chorar toda vez que ele faz amor comigo? Toda vez que ele diz que me ama? "Tanto, Sev, amo tanto você…", eu respondo e o beijo de volta.
Nosso sexo não foi gentil, foi urgente com a necessidade que cresceu em nós por ficarmos separados. Mais tarde podemos ser gentis.
Passamos o resto da manhã praticando Oclumência e treinando o controle da minha magia para feitiços menores.
"Você pode fazer magia só pensando?", Severus me pergunta;
"Se eu quiser exercitar minha vontade e mentalizar um feitiço, sim. Graças a Deus que não acontece automaticamente, senão toda vez que eu olho para você, suas roupas cairiam no chão!".
"Então é um alívio que você tenha ao menos que se concentrar". Ele concorda. "Não se ouve muito nestes tempos modernos essa capacidade. O Lorde das Trevas é poderoso com magia sem varinha ou com feitiços silenciosos, mas você pode fazer os dois e talvez mais que isso. Precisamos examinar cuidadosamente suas habilidades e tentar quantificá-las, especialmente seus feitiços orais e com varinha, os quais eu suspeito agora que sejam extremamente poderosos. Contou a qualquer outra pessoa sobre esses poderes?".
"Não, na verdade não. Pratiquei alguns feitiços com Remus e Sirius, aprendendo alguns novos do livro que ele me conseguiu na biblioteca, além de praticar Diffindo usando alvos. Fiz sem varinha, para ganhar controle porque não quero liberar poder fora de hora. Sei que posso mirar bem com a varinha, mas sem ela é diferente, minha precisão não é muito boa. É muito para lidar, Severus. Não pensei que a Capacitação fosse me afetar tanto".
"Nenhum de nós pensou, Harry. Todos sabíamos do seu potencial tremendo e acho que vai ficar ainda melhor com treino, mas ninguém poderia imaginar isto aqui. Sua aura mudou, como você sabe, e acho que mudou um pouco mais desde o seu aniversário também".
"Mudou? Você nota alguma diferença, Severus?".
"Está mais forte, mais densa e menos transparente. As cores não mudaram desde aquela noite: vermelho, dourado e prateado, com algumas linhas escuras, que se espalharam bastante em sua aura agora".
"Você consegue vê-la o tempo inteiro então?".
"Não, tenho que me concentrar, é como o teto enfeitiçado de Hogwarts – se você olhar sabendo que está, você pode vê-lo".
Eu assinto, acho que sei o que ele quer dizer. Franzo meu cenho para ele, tentando focalizar sua aura. Ele sorri com meus esforços, mas não fala nada, deixando-me tentar. Depois de um momento, eu a vejo entrando no meu campo de visão. Uma vez que isso acontece, ela se torna mais óbvia e me pergunto por que não a vi esse tempo inteiro. Púrpura, o coração dela, com azul-marinho fazendo listras em toda ela. Não há mais nada preto, fico feliz de perceber. Veias prateadas brilham forte agora, muito mais do que na noite da Capacitação. Ela está toda mais brilhante, embora as cores principais sejam a mesma sombra de púrpura e azul, talvez o prateado dê essa impressão. Não me interessa por quê, interessa apenas que é linda.
"Sua aura é tão linda, Severus", eu digo, "púrpura, azul e prateada, é majestosa!".
"Achou que haveria verde Sonserina, não é?", ele provoca.
"Você acha que sua magia está mais forte?".
"Não notei mais força, Harry, mas certamente está diferente. Lembre-se, eu fui capacitado há muitos anos e tenho poderes maduros agora; dificilmente mudariam muito. Mas mudaram em ênfase, eu acho. Meus feitiços têm um alcance diferente. Espero que eu não esteja perdendo nada útil".
"É possível perder poderes então?".
"Pode ser que o realinhamento torne difícil a prática de alguns feitiços, especialmente os das trevas. Duvido que eu perca totalmente qualquer coisa, mas preciso treinar, como você. No entanto, praticar feitiços das Trevas é mais difícil de conseguir, como estou certo de que você verá. Precisamos arranjar um lugar onde possamos fazer isso, preferencialmente um lugar com um suprimento de monstros perigosos que precisem de ajuda para ir para o outro lado do véu".
"Severus! Você quer matar animais?". Sinto-me horrorizado, lembrando do passarinho tremendo em minha mão.
"Não, Harry. Monstros. Criaturas loucas que sejam perigosas a tudo. Pense numa versão quadrúpede do Lord das Trevas e verá o que quero dizer. Há um departamento no Ministério que lida com coisas assim, mas estão sempre muito ocupados e cheios de gente para irmos lá. Tenho certeza que Hagrid saberia onde encontrar alguns. Você precisa saber como fazer isso".
Assinto. Ele está certo, eu sei. Se eu vir alguma coisa assim, talvez eu queira matá-lo? E talvez todo mundo fique sabendo que eu não sou tão heróico assim.
Madame Malkin chegou depois do almoço, trazida por Remus que foi buscá-la no Beco Diagonal; caso contrário, ela nunca conseguiria chegar.
"Bem, bem, um casamento duplo! Não vejo um desses há bastante tempo! Que animador!", ela exclama e imediatamente começa a sacar seus livros de tecidos e amostras, espalhando-os pela longa mesa da cozinha.
"Dêem uma olhada nestes, queridos, e decidam o que gostam. Não se apressem!", ela diz.
Posso pressentir o desdém de Severus, mesmo que eu não esteja olhando para ele agora. O entusiasmo da costureira deve se adaptar perfeitamente a noivas e suas mães, mas Severus definitivamente não se sente atraído pela conversa fiada dela.
Ele se levanta e olha por cima do meu ombro conforme eu observo o livro de tecidos.
"Seria sábio se nossos tecidos combinassem, se não a cor", ele diz. "Algo clássico e elegante, eu acho".
Eu sinto vontade de dizer "Você pode pensar o que quiser, mas eu vou escolher o meu sozinho, obrigado!", mas não digo, decidindo esperar e ver o que ele escolhe. Sempre posso reclamar, se não for do meu gosto.
Seu longo dedo vira a página, então outra. Finalmente ele aponta para a imagem de uma veste elegante, apertada na cintura, com mangas justas. Há botões prateados do pescoço ao quadril e dá pra escolher o desenho dos botões. Este aqui tem... Ouroboros!
"Apropriado, não acha, sr. Potter?", ele pergunta.
Eu sorrio para ele, encantado. "Sim, eu acho. Gosto dele".
"Eu também", ele diz. "Tecido e cor a sua escolha. Quero o meu na seda verde mais escura que tiver".
"É claro, o que mais para o diretor da Sonserina? Mas você quer com botões prateados?". Eu provoco.
Ele ergue uma sobrancelha.
"E não", eu digo, "Não vou escolher vermelho com botões dourados, não precisa me olhar assim. Ficaríamos horríveis".
Aponto para uma amostra de seda terracota. Ele ainda pode chamá-la de vermelho, mas é uma cor terrosa e rica. Não sei por quê, mas quando passei o dedo por ela, senti que era essa a cor.
"Esta", eu digo.
Ele observa, mas não comenta. Suponho que seja aceitável, mas mesmo que ele não ache, vai ter que engolir.
Sirius e Remus fazem suas escolhas enquanto eu e Severus olhamos fitas.
"Por que precisamos de fitas, Severus?', pergunto. "Com certeza não é para o cabelo, é?".
Ele ri, mas retoma o controle e diz, "Você não leu nada sobre isso? É para o Juramento, se vamos fazer um Juramento de Sangue completo depois que o sangue for derramado. As gotas são colocadas no vinho e unimos nossas feridas com as fitas. O Juramento simples é igual, mas sem a parte do sangue. Diferentes cores significam diferentes virtudes. É claro que o tradicional é começar com as cores das Casas, mas podemos escolher duas outras também. O verde da Sonserina significa longevidade, nossa e do casamento. O vermelho da Grifinória significa força, para um relacionamento forte. Essas duas são importantes por serem as Cores das nossas casas. No entanto, podemos escolher cada um uma outra cor, que nos dá quarto aspectos diferentes durante o feitiço de união".
"Como sei qual escolher, Sev?", pergunto, apontando as fitas de diferentes tonalidades. "Escolho qualquer cor que eu goste, ou uso um feitiço, ou escolho de uma lista?".
"Qualquer uma ou todas essas, Harry", ele diz, com outro sorriso. "São todas iguais na força de suas virtudes, afinal ninguém gostaria de um relacionamento fraco. Você é quem escolhe. Aqui tem uma lista das cores mais comuns".
Ele me entrega um pergaminho que estava prócimo às fitas. "Fitas de Casamento: cores e seus significados". Eu aceito e pego o caderno de amostras e vamos nos sentar, isso deve levar tempo. Inclino-me em direção a seu calor e me sinto completamente contente, sentado aqui com meu futuro marido, ao menos acho que é isso que ele é.
"Severus, você vai ser meu marido? É assim que as pessoas vão nos chamar?".
"Sim, Harry, e você será o meu", ele diz e se inclina para mim, passando seus lábios nos meus, breve o suficiente, mas significa tanto Sev fazer isso quando temos companhia. Apesar de Madame Malkin estar ocupada medindo Remus para suas vestes, duvido que ela deixe de perceber o que acontece ao seu redor.
Toco as fitas de amostra e me sinto atraído por duas em particular: uma prateada e uma azul escuro. Observo as duas no pergaminho. Prateado é pureza e fidelidade, gosto disso. A azul é para seriedade de intenção.
"Minha cor favorita", Severus diz, apontando a azul. "Gostaria dessa…".
"Então eu escolho a prata", digo a ele.
Estou surpreso como terminamos rápido. Escolher não foi um campo minado que eu pensei. Sirius e Remus ainda estão discutindo a cor das roupas, mas parecem ter concordado com os tecidos, ao menos.
"Todo mundo gostaria de chá?", eu pergunto e dou uma olhada ao redor enquanto todos continuam se decidindo.
Uma hora depois, Madame Malkin vai embora. Anotamos todas as nossas escolhas e medidas. Sinto-me idiotamente empolgado, como se a cerimônia fosse amanhã, em vez de semana que vem. Sirius e Remus parecem felizes também, sentados na frente da lareira, falando baixo e ocasionalmente se beijando. Severus parece relaxado ao meu lado e mal posso me lembrar de quando me senti tão certo na vida antes. Sei que pode não durar, com a ameaça que todos vivemos, mas é o que torna tudo mais especial. Suspiro satisfeito.
"Temos que decidir quais feitiços serão lançados em nós dois na cerimônia", Severus diz; "Há vários: saúde, sorte, amor, riqueza – o que for importante para nós".
Franzo o cenho com isso. "Humm, fertilidade, Sev? Somos bruxos!".
"Sim, bruxos", ele diz, beijando a ponta do meu nariz, fazendo-me cócegas. "Bruxos podem ser capacitados para se tornarem férteis e feitiços podem nos dar a habilidade de engravidar".
"Er… Não acho que seja uma boa idéia lutar contra Voldemort grávido!", eu digo e não consigo deixar de rir com esse pensamento ridículo Um homem grávido! Que burrice! Mas… Somos bruxos, então muitas coisas que trouxas nunca sequer sonhariam e que eu nunca considerei são possíveis.
"Concordo", Severus diz e beija meu nariz de novo. "Podemos fazer os feitiços depois, se você quiser, quando lidarmos com o leve problema do Lord das Trevas. Mas agora definitivamente não é a hora. Então, nada de feitiço de fertilidade. Estou considerando todos os outros. Saúde ou Sorte podem ser muito úteis".
"É, soam bem". Eu concordo. "Riqueza… Não acho que precisamos nos importar com isso. Você tem um bom emprego e eu tenho um cofre decente em Gringotes deixado pelos meus pais e dá pra viver bem, se eu sair de Hogwarts".
"Shhh, é claro que vai sair, com a Sorte que teremos", Sev diz e me beija na boca, selando meus protestos e eu perco a linha de pensamento na boca dele.
