CAPÍTULO 49 – Doce despertar

Bella PV

A noite de ontem foi mágica. De repente não existia o mundo. Existíamos apenas eu e Edward. Senti sensações que eu nunca havia experimentado em toda a minha vida. Eu estava tentada a pensar que tudo não passara de um sonho. Como sempre tudo parecia bom de mais para ser verdade quando eu estava com Edward. Mas assim que abri meus olhos, em um doce despertar, me deparei com a face do um lindo deus grego. Seus olhos cor de esmeralda eram penetrantes e encantadores.

- Bom dia Bela adormecida. – Ele sorriu torto. Meu sorriso favorito.

- Bom dia. – Sorri sentindo minhas bochechas queimarem. – Que horas são? – Olhei para a janela. A claridade era intensa então me perguntei o quão tarde seria.

- Dez e cinco. – Edward olhou no relógio.

Caramba! Eu dormi demais. E num lugar como esse, dormir muito era desperdício de tempo. Levantei-me depressa demais para então perceber que eu não estava usando nenhuma roupa. Isso era no mínimo constrangedor. O que Edward estava pensando sobre mim, depois de ontem?

Ele suspirou.

- Bella, amor, eu quero que saiba que não me arrependo de nada que fizemos ontem. – Ele acariciou meu rosto e em seus olhos a sinceridade era notável. – Você se arrepende?

O que? Ele pensava que eu estava arrependida?

- Não! Não me arrependo de nada também. – Afirmei e aproximei nossos rostos para um beijo.

Ele era com certeza o homem dos sonhos de qualquer mulher.

Comi o café que ele me trouxe na cama.

Depois que terminei, nós ficamos em silêncio nos olhando por instantes. A ponta dos dedos dele passearam vagarosamente em meu braço.

- O que você acha de eu e você usarmos a hidromassagem...? – Disse ele deixando o convite em aberto para que eu pudesse recusar se quisesse.

- Acho que seria uma boa idéia. – Falei meio sorrindo.

Edward me pegou no colo, como do dia em que chegamos no quarto, e o lençol que me cobria caiu no chão, revelando meu corpo com a ausência de roupas. Naquele momento eu não senti constrangimento. Eu sabia que, mesmo que não fosse amor, Edward sentia algo especial por mim. E eu o amava.

No banheiro ele me colocou sobre meus próprios pés. Seus olhos verdes estavam mais escuros do que eu jamais vira. Aqueles olhos intensos e lindos me olhavam cuidadosamente, como se quisessem memorizar cada traço meu. Edward vestia um roupão preto. Achei injusto que somente ele pudesse me ver. Puxei a tira que prendia o roupão e Edward o tirou. Ele era lindo. Agora com minha consciência sã, eu podia vê-lo por inteiro.

A mão de Edward foi para minha nuca e ele me aproximou de si, para me beijar com uma necessidade repentina. Com nossos corpos juntos e sem tecido quebrando a nossa proximidade completa, a eletricidade que percorria meu corpo era intensa. Cada terminação nervosa de meu sistema parecia um fio desencapado.

Depois de um beijo que me deixou completamente sem ar, nós entramos na hidromassagem de água morna e espumante. Edward me fez sentar de costas para ele, colocando de lado meu cabelo para que seus lábios pudessem beijar minha nuca. Os arrepios que eu sentia por cada vértebra de minha coluna eram instantâneos para cada beijo. No espaço entre meu pescoço e meu ombro ele beijou mais demoradamente e eu sentia seus dentes raspando em minha pele de leve.

Por favor, chamem um paramédico! Uma jovem recém casada está tendo um ataque cardíaco por causa de seu marido lindo e sexy!

Edward passou a beijar minha orelha, de novo distribuindo pequenas mordiscadas em meu lóbulo. Aquilo era demais para mim!

Virei-me de frente para ele. Agora era o momento de fazê-lo "sofrer" um pouco. Mordi o lábio de leve e sorri um tanto maliciosa. Edward estreitou os olhos brevemente e sorriu.

Comecei a beijar sua orelha da mesma forma que ele fizera comigo. Ouvi um leve gemido sair de seus lábios e com isso eu ri de satisfação. Edward capturou meus lábios. Ele mordeu de leve meu lábio inferior e depois sua língua passou no local da mordida.

Ele colocou as mãos em meu quadril e apertou com uma forma um pouco maior que a normal, me aproximando mais de seu corpo.

- Seja minha outra vez, Bella. – Ele sussurrou com uma voz extremamente sexy em meu ouvido.

Eu também queria Edward mais uma vez. Isso era fato.

Mais uma vez nos entregamos um ao outro, sem restrições.

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Depois de um banho mais demorado que o habitual nós descemos para almoçar e seguimos para uma praça que ficava de frente para o hotel.

- Vamos andar de bicicleta? – Edward disse com um sorriso encantador.

Eu fiz uma careta.

- Não sei se sou boa nisso.

Edward riu.

- Podemos andar em uma de dois lugares como aquela. – Ele apontou para uma bicicleta dupla.

Alugamos uma daquelas. Sentei na parte da frente e Edward na de trás. Era fácil andar com alguém mais equilibrado que eu. Sentir o vento fresco em meu rosto era uma sensação incrível. Abri meus braços para deixar que o vento passasse por meu corpo.

Paramos algumas quadras depois em um jardim cheio grandes árvores e canteiros bem cultivados.

Edward encostou a bicicleta em uma das grandes árvores e nós nos sentamos na grama, olhando o imenso jardim. Ele me puxou e eu me aninhei em seu peito.

Já pensou em ter filhos? – Ele me perguntou de repente.

- Sim. – Falei francamente. – E você?

Ele levantou os ombros.

- De vez em quando. – Sorriu torto. – Quantos quer ter?

Pensei realmente no que responder. Eu imaginava ter filhos, mas não a quantidade.

- Dois, eu acho.

- Dois é um numero bom. – Ele pegou uma mecha de meu cabelo e começou a brincar distraidamente. – Imagina como eles podem ser? – Eu quase engasguei com a pergunta. Sempre que eu imaginava meus filhos, eu os via a imagem e perfeição de Edward. Só agora eu percebera isso.

- Não. – Menti. – Mas espero que eles sejam parecidos com o pai.

- E por que não com você? – Edward pareceu surpreso.

- Não quero estragá-los. – Eu não queria que meus filhos tivessem a minha imagem simples e sem graça.

Edward bufou.

- Você não vai estragá-los, Bella. Pelo contrário... Eles vão ficar ainda mais bonitos. – Ele estava sério.

- E como você imagina os seus filhos. – Desviei o foco.

- Acho que prefiro uma boa divisão. – Ele disse complacente. – Eu gostaria muito que fosse uma menina de cabelos castanhos escuros, quase pretos. – Edward me olhos profundamente, e acariciou minha bochecha. – Olhos cor de chocolate encantadores, bochechas coradas.

Ok! Isso foi bem estranho. Ele parecia estar me descrevendo.

- Hmmm... Prefiro olhos verdes. – Brinquei. Ele semicerrou os olhos. – Quem sabe um lindo menino? – Eu o provoquei. – Um menino com cabelo castanho claro bem bagunçado... Olhos verdes. – Eu ri.

- Quem sabe os dois? São dois filhos, lembra? – Ele olhou para baixo e depois para mim novamente. – Uma combinação perfeita e única.

Por esta eu não esperava. Ele estava planejando seus filhos como se eu fosse a mãe deles.

- Perfeita, mas um tanto ilusória. – Sorri tristemente.

- Talvez. – Ele sorriu. – Mas não impossível, dependendo do ponto de vista.

Eu não entendi o que ele quis dizer. Ou talvez tivesse entendido, mas não quisesse assimilar as coisas.

- Como assim? – Perguntei. Edward colocou o dedo sobre meus lábios.

- Shh... – Ele me silenciou e me deu um beijo, me deitando suavemente na grama.

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E aí, e aí, e aí.. O que acharam?

Estou desculpada por minha ausência? *-*

Sexta tem mais! Eu prometo!

Já deixo avisado que só ficarei ausente se algo imprevisível acontecer!