Discleimer: Inuyasha e Cia. Não me pertencem, mas a história sim.

O dinheiro não traz felicidade. Me de o seu e seja feliz. :D

Ela é o cara.

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O grande desastre!

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O grande desastre parte um: Onde eu vou dormir?!

Então recapitulando, onde foi que paramos da última vez?

Ah sim, Inuyasha, eu, Kikyou, desastre total.

Ok.

Na hora eu achei que ele fosse me dar ali mesmo o tão prometido soco sobre o qual vinha falando há tempos, mas, ao invés disso, ele virou-se e foi embora.

Eu corri atrás dele.

—Taisho! — chamei — Taisho!

Mesmo ele estando apenas andando rápido — muito rápido! — eu quase não consegui alcançá-lo, mas por fim agarrei a manga de sua camisa.

—Taisho!

Ele se virou com uma cara tão assustadora que, por reflexo, eu automaticamente o soltei e saltei para trás protegendo o rosto.

—Então era você! — acusou-me — O tempo todo era você!

—Olha, primeiro deixa eu explicar! — pedi ainda com as mãos erguidas em frente ao rosto.

—E como você deve ter rido de mim! — é claro que ele não me deixou explicar — Como vocês dois devem ter rido de mim!

—Não! Não foi assim! — neguei com os olhos arregalados — Kikyou e eu somos amigos!

Acho que eu não poderia baixar as mãos mesmo se eu quisesse, eu estava apavorada com a idéia de meu belo rosto sendo deformado.

—É? E por que nunca me contou que você e ela são tão amigos?!

—Como assim "por que"? Porque eu não queria levar um soco na cara!

—Então eu tinha motivos para te dar um soco na cara?!

—Não! Não foi isso que eu quis dizer! — atrapalhei-me — Você está pondo palavras na minha boca!

—Ah, estou? — perguntou-me sarcástico.

—Você precisa me ouvir! — supliquei — Olha, ok, é verdade que Kikyou te largou por minha causa. — confessei me afastando alguns passos por segurança — Mas nós nunca tivemos nada! Eu a rejeitei no mesmo dia e ela lidou muito bem com isso, agora somos amigos e isso é tudo! E eu sei que ela não tem mesmo nenhuma segunda intenção comigo, é sério, então eu não tenho nada haver com ela nunca ter tentado reatar com você ou qualquer coisa assim!

Eu estava me afastando tanto que já estávamos falando um com outro com um bom um metro e meio de distância entre nós.

—Se tudo isso é verdade por que não me contou nada antes?! — ele cruzou a distância que nos separava em duas passadas e agarrou um de meus pulsos.

—Porque você me disse que ia socar a cara do sujeito seja lá quem ele fosse! — respondi já fechando os olhos e virando a cara esperando pelo golpe.

—Mas é óbvio que eu não faria nada com você! — bradou.

Eu abri um dos olhos.

—Não?

—Não, droga! — ele largou meu pulso com brusquidão — Somos amigos, seu retardado estúpido! E depois, como eu poderia bater em alguém com o rosto tão parecido ao dela...

Rosto parecido ao dela? Dela quem? Kikyou?

—Você acha que eu tenho o rosto parecido com o dela? — perguntei consternada.

Então durante todo o tempo que ele passava com Sota ele, inevitavelmente, estava pensando em Kikyou?

—Bem é claro que sim, só um cego não acharia. — entendi, então é assim que as coisas são... — Além do mais, ela nunca me perdoaria por bater no irmão dela.

Oi? Irmão?

Então... Em quem ele pensava quando olhava para Sota era... Em mim?

—Você... Importa-se tanto assim com a opinião da minha irmã sobre você? — olhei-o confusa.

Ele me olhou como se estivesse medindo o quão lento meu raciocínio podia ser.

—É claro que me importo. — respondeu por fim. — Você é idiota?

Franzi o cenho, oras como eu poderia saber de uma coisa dessas? Ele nunca me disse nada!

—Eu não sabia...

—De qualquer forma. — ele ergueu a mão para que eu me calasse — Arranje outro lugar para dormir esta noite.

—I-isso é exagero! — reclamei indo atrás dele, só que ele nem sequer parecia estar me ouvindo mais — Taisho! Eu entendo que você está zangado por causa de Kikyou, mas eu já disse que não temos nada...!

De repente parando de andar Inuyasha virou-se para mim com as mãos nos bolsos.

—Não estou zangado por causa de Kikyou. — afirmou sombrio.

—Não? — surpreendi-me — Então por que está tão zangado?

Ele me encarou por algum tempo, e então simplesmente balançou a cabeça e foi embora.

Arregalei os olhos, ele vai embora assim? Simplesmente sem me dizer nada?

—Taisho! — chamei — Inuyasha!

Nada.

Dando a conversa por terminada ele simplesmente me ignorou e foi embora.

12 horas e meia para o desastre.

...

Consternada eu saí do banheiro do quarto de Sango e Kikyou — o único lugar onde me ocorreu pedir abrigo — vestindo apenas a camisa com a qual viera, não vejo porque eu preciso usar calças para dormir aqui, e enxugando os cabelos com a toalha quando me deparei com as duas ainda presas na mesma briga na qual estavam quando eu entrei no banheiro:

—Ela vai dormir na minha cama! — Kikyou dizia.

De costas para mim Sango colocou as mãos nos quadris e respondeu:

—É obvio que não! Ela vai dormir comigo!

Suspirei, já fazia quase uma hora, desde que eu batera na porta pedindo abrigo, que as duas estavam naquela discussão inútil, queria ter trazido um saco de dormir, igual ao Kohaku.

Na verdade talvez eu possa ir bater na porta dele...

—Se sou um incômodo aqui eu posso procurar outro lugar para dormir. — sugeri.

Tenho certeza que Kohaku me daria abrigo, mas se ele não puder talvez eu possa ficar em um banco, ou alguma sala de aula vazia que tenha sido esquecida destrancada, quem sabe até a arquibancada ou o vestiário masculino... Eu podia juntar umas toalhas nos vestiário e...

—Você não está incomodando, agora vá se deitar e durma. — Sango ordenou-me virando-se a apontando autoritária para sua própria cama.

Kikyou adiantou-se passando correndo por ela.

—Isso! Isso! Venha dormir! — disse alegremente me pegando pelo braço e me puxando, ela já havia tomado banho, mas ainda havia purpurina em seu rosto, braços e cabelo.

Mas Sango nos parou com uma mão em meu outro braço.

—Calma aí Barbie made in China. — Kikyou deu um gritinho ofendido — Kagome irá dormir comigo.

—Gente... — suspirei.

—Não! — Kikyou protestou — Comigo!

—Sério eu posso dormir até no guarda roupa. — Presa entre as duas eu voltei a suspirar, e sacudi os braços para que elas me soltassem.

Por alguma razão as duas me olharam como se tivesse dito alguma coisa imensamente absurda.

—Claro que não Kagome! — Sango negou.

—Você não pode dormir no guarda roupa! — Kikyou concordou.

Girei os olhos, oh que ótimo, justo agora as duas resolveram concordar em alguma coisa!

—De qualquer forma precisamos resolver logo essa questão de onde vou dormir, não é? — perguntei impaciente.

Mas não consigo deixar de pensar que se Inuyasha não tivesse exagerado daquele jeito ao me colocar para fora do quarto... Ele nem sequer me deixou pegar a minha escova de dentes!

E ainda me disse que não estava zangado por Kikyou, imagine só se estivesse!

—Afinal por que ele agiu daquela maneira? — reclamei cruzando os braços e indo me sentar no banco em frente à penteadeira de Kikyou.

Sentei-me aborrecida apoiando o rosto entre as mãos.

—Quem? — Sango me perguntou calmamente.

Pelo espelho vi que ela estava de costas para mim, ajeitando sua cama, obviamente dando como certo de que vou dormir lá, enquanto Kikyou fazia a mesma coisa em sua cama, desse jeito as duas vão acabar me cerrando ao meio para resolver essa disputa.

Voltei a girar os olhos.

—Inuyasha é claro! — respondi — Ele disse que não estava zangado por causa de Kikyou e eu, mas ainda assim me expulsou do quarto!

—Ah, isso. — Kikyou terminou de ajeitar sua cama com duas batidinhas e deu a volta nela para sentar-se cruzando as pernas de frente para mim, embora eu permanecesse olhando-a apenas pelo espelho — É que Inuyasha não lida bem com mentiras, segundo sua mãe, nunca lidou.

Ainda com o rosto entre as mãos, franzi o cenho para o reflexo de Kikyou no espelho.

—Eu não menti para ele.

Kikyou estava analisando as unhas da mão direita.

—Bem, mas também não contou sobre nossa amizade, contou?

—Não, mas...

Ela desviou os olhos das unhas e sorriu-me por um momento.

—Ocultar fatos também é uma forma de mentir Kagome.

Fiz uma careta para o espelho.

—Bem, você poderia ter me avisado sobre isso antes! — reclamei.

Ela estava novamente analisando as unhas.

—Acho que vou pintar de cor de pêssego da próxima. — comentou para o nada — Eu lhe disse para contar logo a ele sobre você não ser Sota, não disse?

—Mas isso é completamente d...!

—Você gosta dele, não gosta?

Finalmente virei exasperada sentindo-me corar.

—Kikyou! — reclamei.

—Eu não vejo nada demais em você contar. — ela encolheu os ombros.

—Pois eu vejo. — Sango, afinal, deu uma palavra na conversa, ainda de costas para nós arrumando sua cama, afinal a cama dela precisava, obviamente, de muito mais tempo que a cama de Kikyou para ficar devidamente arrumada.

Kikyou virou-se para ela com uma cara de desgosto.

—E por quê?

Terminando com sua cama e endireitando-se com ambas as mãos nos quadris Sango nos olhou por cima dos ombros com uma sobrancelha arqueada.

—Obviamente porque eu acho bem mais seguro para Kagome dormir no mesmo quarto com ele acreditando que ela é um rapaz.

—Sango! — gritei sentindo o rosto em chamas e dando as costas a elas novamente.

Sango virou-se e sentou-se em sua cama com os braços cruzados e uma expressão tensa no rosto como se estivesse pensando "por que eu fui virar amiga logo de uma pessoa complicada e problemática dessas?".

Suspirei deitando a cabeça sobre os braços, eu sei, eu sei ta legal?

Desculpem-me por ser essa pessoa estranha, complicada e problemática que eu sou.

—Bom, de nada adianta ficar remoendo isso agora. — Kikyou bocejou, e ergui a cabeça a tempo de vê-la jogar-se para trás, deitando-se na cama ainda com os braços abertos — Amanhã Kagome pode conversar com Inuyasha e resolver melhor as coisas com ele.

—Tudo bem. — Sango concordou — Kagome eu já terminei de arrumar a cama, por isso se você quiser vir logo...

—Ei! Espera um pouco! — Kikyou ergueu-se sobre os cotovelos — Quando foi que decidimos que ela vai dormir com você?

Girei os olhos, e lá vamos nós outra vez.

—Como assim — Sango franziu o cenho — Eu sou a melhor amiga dela.

—É...! — Kikyou levou dois segundos para se recompor — Mas a minha cama é mais limpa!

—Mas se eu acabei de dizer que a arrumei. — Sango retrucou.

—Eu já vi você comendo aí!

—Mas com certeza ainda é mais limpo que esse hotel de ácaros que é esse zoológico de pelúcia na sua cama!

Suspirando eu bati a testa contra a penteadeira.

No fim para encerrar a discussão eu acabei decidindo não dormir com nenhuma das duas, mas como era óbvio que Sango, nem Kikyou iam me deixar dormir no chão ou fora daquele quarto ficou decidido que elas dormiriam juntas e eu dormiria sozinha.

Sango é obviamente muito mais cabeça dura que Kikyou, então foi bem mais fácil convencer Kikyou a dormir na cama de Sango do que o contrário.

—Agora minha cama vai ficar cheia de purpurina. — Sango reclamou.

Deitada ao seu lado, com os pés ao lado de seu rosto e o rosto a lado de seus pés Kikyou reclamou de volta:

—É melhor você não chutar a minha cara.

—Eu digo o mesmo.

As duas ficaram quietas... Por dois minutos, e então Sango me chamou.

—Kagome?

—Hum? — respondi sem abrir os olhos.

—Você quer uma máscara de dormir?

—O que? Por quê? — franzi o cenho.

—A boneca aqui não gosta que apaguem as luzes a noite, então eu uso máscara para conseguir dormir. — explicou — Você precisa de uma?

—Estaria tudo bem em apagar a luz se você me deixasse, ao menos, ascender uma luz noturna ao lado da cama! — Kikyou intrometeu-se.

—Uma luz noturna do mesmo jeito não me deixaria...!

—Eu estou bem, obrigada. — respondi de uma vez.

Ficamos quietas... Por trinta segundos.

—Kikyou? — chamei.

—Sim?

—Como você consegue dormir com tantos bichinhos de pelúcia na sua cama? — francamente eu estava com medo de sufocar até a morte enquanto dormia.

—Você se acostuma. — Kikyou deu uma risadinha.

—Se quiser ainda por vir dormir comigo. — Sango ofereceu.

—Eu estou bem. — respondi.

Então, pra resumir, nenhuma de nós ficou muito satisfeita ou confortável, mas, ainda assim, caímos em um sono profundo e pesado.

E talvez, só talvez, se não tivéssemos caído em um sono tão profundo assim... Poderíamos ter evitado a tragédia.

9 horas para o desastre.

Você pode dizer que o desastre chegou á faculdade às 9h30min daquela manhã de terça feira.

O grande desastre parte dois: O presságio do desastre!

O Japão!

Cara eu senti falta daqui!

E já não era sem tempo, a minha manteiga em bastão já está quase acabando!

Quando saí do aeroporto, eu era como um turista em meu próprio país, mas a razão talvez seja porque eu nunca estive em Tóquio antes, então é apenas normal que eu esteja animado.

Tóquio! É tão inacreditável que eu nem consigo decidir o que fazer primeiro!

Talvez eu devesse ir ao Tokyo DisneySea, ou então visitar a Torre de Tóquio, e quem sabe eu também não dou uma paradinha em Shibuya para ver a estátua de Hashiko?

Ah! Mas não posso ir a nenhum desses lugares sem a coelhinha, tenho certeza que ela vai me arrastar para Asakusa para ver o templo Senso-ji, e também vai me encher com toneladas de curiosidades que ninguém — inclusive eu — quer saber, mas ainda assim vai ser divertido.

Mal consigo acreditar, uns meses fora do país e já volto parecendo até um turista! Se bem que nunca estive em Tóquio... Peguei um táxi — como é que o pessoal da América se dizem de primeiro mundo se nem têm portas automáticas que se fecham sozinhas nos táxis? — e disse ao taxista o nome do primeiro hotel que encontrei na internet.

Não cheguei a me dar ao trabalho de guarda as malas, apenas joguei-as em cima da cama antes de sair e trancar a porta do quarto de hotel onde havia me hospedado e sair procurando a estação de metrô mais próxima.

Há! A surpresa que a coelhinha vai ter!

Ela não tem a menor idéia de que eu estou aqui, ela nem sequer desconfia que eu esteja no Japão — não mencionei que estava voltando nem sequer para nossa mãe! — muito menos em Tóquio!

...

Precisei consultar o Google maps umas duas vezes e pedi algumas informações, mas finalmente cheguei ao campus.

Daqui eu sei que não vai ser muito difícil encontrá-la, basta que eu pergunte a alguém sobre ela, afinal a Kah é modelo e é facilmente reconhecida, e mesmo que ela possa ser desconhecida nessa região ela ainda chama atenção naturalmente.

E exatamente por essa razão é mais fácil eu encontrá-la se perguntar sobre ela para integrantes do sexo masculino, ou, como a coelhinha diz, "possuidores do cromossomo Y".

—Oi, com licença você saberia me dizer onde encontro Higurashi Kagome? — perguntei me aproximando de um individuo aleatório.

—Higurashi...? Hum... Não, desculpe.

—Certo, obrigado.

Curvei-me agradecendo e segui em frente.

Eu ainda cheguei a perguntar para mais quatro caras depois disso, mas nenhum deles sabia quem era a Kah, a coisa já estava ficando absurda!

Quer dizer, que um ou dois caras aleatórios não saibam quem é a Kah estando morando no mesmo campus por onde ela perambula todos os dias eu até posso aceitar, mas cinco seguidos?!

Será que a Kah perdeu o jeito? Ou talvez eu esteja no lugar errado?

Já estava puxando meu celular do bolso, pensando que talvez se ninguém a reconheceu pelo nome uma foto poderia ajudar, quando ele vibrou em minha mão com a chegada de uma mensagem.

No susto até pensei que, de alguma forma, eu havia sido descoberto, mas era só aquele desocupado do Anthony, o cara me perturba até do outro lado do mundo! -.-'

Abri a mensagem.

"E então, já chegou em casa? Tirou foto com algum urso panda?"

09h51min.

Esse cara realmente não tem o que fazer.

Arqueando a sobrancelha eu digitei uma resposta:

"Primeiro que não sou nenhum turista esse é meu país natal. Segundo que pandas são da CHINA seu animal, eu estou no Japão, sou japonês"

9h54min

"Mas você pode, pelo menos, visitar a Muralha por mim? E me traga um suvenir."

9h57min

Suspirei olhando para o alto, e só depois respondi:

"A Muralha fica na China."

9h58min

Esperei por um tempo, já tinha certeza de que ele tinha arranjado coisa melhor para fazer do que ficar me perturbando e estava quase guardando o celular novamente quando ele vibrou com a chegada de uma nova mensagem:

"Então fica pertinho, não dá só pra dá um pulinho lá?"

9h44min

"China e Japão NÃO SÃO a mesma coisa!"

9h44min

Respondi e guardei o celular de uma vez.

Ele ainda vibrou mais umas duas vezes com novas mensagens, mas eu resolvi apenas ignorá-lo, e me dirigi a mais um garoto para perguntar sobre a coelhinha, vai que dessa vez eu dou sorte?
—Oi, com licença! — chamei me aproximando de um cara vinha saindo de um pavilhão — Você saberia me dizer onde encontro Higurashi Kagome?

O cara ergueu as sobrancelhas.

—Higurashi...? — ele deu um sorriso estranho — Kagome?

—Sim. — respondi — Você a conhece?

—Ah, sim conheço. — ele respondeu, mas havia qualquer coisa de estranho (para não dizer sinistro!) nesse cara — Sem dúvida.

—Ah, sério? — só que agora eu estava um tanto quanto nervoso com aquele cara — Então você poderia...?

—Claro, eu levo você. — ele segurou meu braço.

Na verdade eu estava pensando mais em ele apenas me indicar a direção...!

—Ok. — discretamente engoli em seco — Certo obrigado. — puxei meu braço devagar — Pode ir que eu te sigo.

Tentei sorrir, mas havia qualquer coisa de maligno nos olhos daquele cara.

Então eu segui o... Qual o nome dele? Bem, então eu o segui pelo campus e por cobertor coberto, até pararmos em frente a uma porta.

—Sua irmã já deve estar aqui. — disse-me abrindo a porta.

Franzi o cenho.

—Eu não me lembro de ter te dito que ela era...

—ONIGUMO! — alguém gritou de repente, quase me fazendo morder a língua de susto — ESTÁ ATRASADO!

Quem gritava era um homenzinho invocado e careca com rosto vermelho e veias saltadas no pescoço.

—Sim treinador, acontece que eu tive um pequeno contratempo...

Ele desculpou-se me pegando pelo braço e puxando-me para dentro.

—QUE SEJA! ENTRE DE UMA VEZ E SE TROQUE!

O lugar estava cheio de caras seminus andando de um lado para o outro, trocando de roupas, mas ninguém estava prestando atenção ao homenzinho invocado e seus gritos no meio deles — Isso aqui é um vestiário masculino!

Mas o que a minha irmã estaria fazendo num lugar desses?!

—HIGURASHI! — o careca invocado, que só pode ser o treinador, gritou de repente e eu enrijeci de susto.

Afinal como é que ele sabe meu nome?!

Com olhos arregalados comecei a responder:

—Sim...?

Só que ele não estava procurando por mim, olhando em volta, e sequer me reparando ali, ele continuou a gritar:

—ONDE ESTÁ HIGURASHI?! Eu quero saber onde está higurashi!

arregalei os olhos, será possível que ele está procurando pela coelhinha?

Impossível! A Kah é modelo e cresceu acostumada a se trocar no meio de um monte de gente, mas somente garotas, ela nunca entraria num lugar cheio de caras!

Por Buda Coelhinha, no que você se meteu agora?!

E o que é que aqueles Gêmeos Maravilha estão fazendo que não tomaram conta dela...?!

—HIGURASHI SOTA! — o treinador voltou a gritar.

Sota?

—ONDE ESTÁ HIGURASHI SOTA?! — Ele gritava olhando ao redor.

—O Higurashi sempre chega antes de todo mundo e vai embora depois de todo mundo. — um hanyou ao fundo comentou enquanto amarrava os cabelos — Ele já não está lá no campo esperando?

—NÃO, NÃO ESTÁ! — O treinador gritou a plenos pulmões, embora mais ninguém ali estivesse gritando — TEMOS UM JOGO IMPORTANTE HOJE! ALGUÉM ME ACHE O HIGURASHI ANTES QUE EU MESMO...!

Obviamente ele estava falando de outro Higurashi Sota e minha irmã não estava ali, então pelo visto o cara só tinha um estranho senso de humor e havia me pregado alguma peça porque temos o mesmo nome, mas quando foi que eu disse meu nome a ele? Ah! Tanto faz, girei os olhos prestes a sair dali — me aproveitando que ninguém parecia ter sequer me notado ali — quando alguém segurou meu ombro.

—Treinador! — o mesmo cara que me atraiu até ali chamou — Aqui está Higurashi Sota!

O treinador virou-se enfurecido.

—HIGURASHI POR SEU ATRASO VAI ME PAGAR VINTE...! — ele gritava olhando além de mim, até perceber que quem ele procurava não estava ali, sua cara ficou ainda mais vermelha e ele voltou-se para o cara que tinha a mão sobre meu ombro — ONIGUMO...!

—Higurashi está aqui. — Onigumo voltou a repetir, antes que o treinador pudesse dizer mais qualquer coisa.

O treinador franziu a testa, e agora todo o time estava começando a olhar para nós.

—Onde? — ele perguntou confuso, parecendo que ainda não havia se decidido se ficava curioso ou furioso.

Onigumo deu duas tapinhas no meu ombro.

—Aqui. — disse.

O rosto do treinador voltou a enrubescer.

—ONIGUMO EU NÃO TEMPO PARA AS SUAS PIADAS AGORA! — ele gritou, e voltando-se para o resto do time continuou a gritar: — E VOCÊS SEUS VERMES?! POR QUE ESTÃO PARADOS! ANDEM! ANDEM! ANDEM LOGO!

Afastei a mão de Onigumo de meu ombro com uma tapa.

—Eu vou embora daqui. — afirmei.

Esse cara é louco.

—Aquele é o verdadeiro Higurashi Sota. — Onigumo falou quando me virei.

Verdadeiro?

Olhei por cima do ombro.

—Hei Naraku! Do que você está falando? — um cara de trança perguntou amarrando as chuteiras.

—Estou dizendo que o Higurashi Sota que esteve conosco até então é uma farsa. — respondeu Naraku e apontando para mim concluiu — Este é o verdadeiro Higurashi Sota! Aquele que esteve até nós até então era, na verdade, sua irmãzinha Kagome.

Expressões perplexas se espalharam por todo lado, eu sabia o cara é maluco.

—Feh! Mas do que você está falando? — disse o hanyou no fundo — A Kagome não é o Higurashi.

E ele fala como se realmente conhecesse a coelhinha... Um hanyou cão! Ele deve ser o cão que anda atrás da Kah de quem Kohaku me falou!

—É isso! — falei estalando os dedos, só me dando conta de que havia falado em voz alta quando todos se voltaram para mim. Ergui as mãos. — Eu não sei o que está acontecendo aqui, só estava procurando alguém e vim parar aqui por engano. — afirmei — Mas vou indo agora.

Porém quando me virei dei de cara com Kohaku, ele devia estar se trocando nos fundos do vestiário — esse cara sempre foi tímido, na casa de banhos nem tira a toalha, vá entender — e veio ver que confusão essa que está acontecendo aqui.

Abri um sorriso.

—Hei! Kohaku! — caminhei em direção a ele — Isso aqui está a maior loucura sabia? É a tensão antes da partida? Aposto que deve acontecer umas coisas bem doidas aqui... Por que está tão pálido assim?

Kohaku abriu a boca, mas antes que ele pudesse dizer qualquer coisa à porta atrás dele escancarou-se e Kagome entrou usando uma camisa minha e fechando os olhos fortemente disse:

—Higurashi Sota se apresentando! Desculpe pelo atraso treinador!

O grande desastre parte três: Um dos três... Levante a blusa!

Sete minutos para o desastre.

Droga! Droga! Droga!

Era tudo o que eu conseguia pensar enquanto corria o mais rápido que podia para o vestiário.

Kikyou, Sango e eu acabamos dormindo demais e quando me dei conta já estava atrasada para a partida, gritei e esbarrei em um monte de coisas antes de sair a toda a velocidade do quarto.

O treinador deve estar uma fera!

Três minutos para o desastre.

Ele vai querer arrancar minha cabeça, com certeza vai!

—Higurashi Sota se apresentando! Desculpe pelo atraso treinador!

Estava tão afobada que acabei entrando no vestiário e só tarde demais me dei conta que estava entrando num lugar cheio de homens se trocando e, por reflexo, acabei fechando os olhos com força no meio da frase.

—Kagome?

Meu sangue gelou, eu abri os olhos sem pensar, Sota estava bem ali a minha frente.

Vinte segundos para o desastre.

—Sota? — soltei sem pensar, empalidecendo — O que está acontecendo aqui?

—O que está acontecendo é que sua farsa acabou! — Naraku vociferou avançando contra mim com tamanha fúria que assustei-me e tentei recuar, mas minhas costas acabaram batendo na porta fechada atrás de mim, ele agarrou a barra de minha camisa e, com um sorriso maligno disse apenas para mim — Isso é por Morgana. — e disse alto o bastante para todos — HIGURASHI KAGOME!

Zero segundos para o desastre.

E então antes que eu me desse conta do que ele pretendia ele ergueu todas as minhas blusas, inclusive a regata apertada por baixo das camisas masculina, expondo a todos meu sutiã, gritei cruzando os braços e, humilhada, me ajoelhei curvando-me sobre mim mesma no chão.

—Estão vendo? Essa garotinha esteve nos enganando o tempo todo! — Naraku estava dizendo acima de mim, eu estava tão envergonhada que praticamente podia ouvir o sangue rugindo nos meus ouvidos — Ela disfarçou-se como irmão e...!

A próxima coisa que ouvi foi Naraku caindo com força contra a porta e então se estatelando ao meu lado, olhei para cima assustada e arregalei os olhos ao ver Kohaku de pé ali, com uma expressão tenebrosamente assustadora, massageando o punho com o qual acabara de socar Naraku.

*.*.*.*

Olá pessoinhas! Tudo bem?

Bem, então primeiramente. Eu estou postando isso aqui MUITO nas carreiras e não tive tempo de revisar o capitulo, então me desculpem se estiver uma droga.

E segundamente: FELIZ HALLOWEEN!

E pois é, apesar dos votos para a opção dois no capitulo passado, eu acabei optando pela opção um mesmo, e então, o que acharam?

Esse soco do Kohaku foi uma coisa, não foi? :D

Ah! Ah! E por último, aquelas que quiserem saber sobre o andamento das fics, ou apenas me perturbar pela demora basta me seguir no Twitter:

/Fl0r_D0_De5ert0

Respostas as review's:

ThaliCarvalho: Se você ficou desse jeito com o final do capitulo passado nem imagino como ficou com este agora! Espero que seu coração agüente menina! É sério!

Agora sobe a aposta da família você ainda vai ter que esperar mais um pouquinho pra saber kkkkkk

E hoje? Kohaku te surpreendeu de novo? Espero que sim!

Naomy: Eu fico feliz que tenha gostado tanto.

"Pessoa inteligente mais burra que eu conheço" kkkkkkk eu ri muito com essa, é verdade que a nossa querida Kagome é mesmo bem estabanada, e agora? Como será que ela vai lidar com essa situação?

Kkkkk sobre enviar comentários repetidos, normal, a ansiedade faz isso com a pessoa kkkk

Nane-chan: Querida eu mandaria com o maior prazer, acredite, mas não sei qual o seu e-mail para avisar, de qualquer forma espero que você reencontre essa história novamente um dia! .