Capítulo 52 — Amor, compreensão e perdão.

Mais uma vez, Jared e Jensen aguardavam na sala de esperas do Psychiatric Clinic St. Expedit, a chegada dos doutores Sondem, Martinez ou seu assistente, o jovem MacQueen. Somente um deles podia lhes dar permissão por escrito, permitindo-os adentrar o quarto em que Eric estava. No entanto, desde que chegaram ao local, o casal foi informado que, como sempre, o assistente do doutor Henrique havia chegado, mas no momento estava ocupado.

— Esse tal de Steven já está me dando nos nervos. Por acaso ele pensa que nós não temos o que fazer? — o loiro demonstrava impaciência.

— Calma, amor... O que combinamos? Além do mais, nós sabemos que o doutor MacQueen se sente responsável por Eric, preparando até mesmo, seu café da manhã. — o moreno interveio.

— Você de novo com essa história, Jay! Tenho minhas dúvidas de que esse rapaz sinta algo além de amizade por aquele criminoso. — não perdeu a oportunidade de alfinetar o outro.

— Querido... Você não é tão observador quanto eu. — falou gentilmente envolvendo entre as suas as mãos do esposo.

Claro que eu sou observador. Principalmente quando você está nu sob o meu corpo.

Usou de seu charme, sussurrando maliciosamente no ouvido do mais novo recebendo dele um leve empurrão. Ambos sorriram.

— Deixa de ser safado, Jen!

Impossível, meu menino! Safado é o meu nome do meio. continuou, cheio de malícia.

— Jensen Ross Ackles, tenha modos! O doutor Steven pode chegar a qualquer instante. — repreendeu-o, afastando as mãos dele que trilhavam caminho em seu peito.

— E falando no diabo...

Quando Jared olhou na direção em que o esposo apontara, viu a fisionomia séria e compenetrada do jovem médico que se aproximava a passos largos.

— Bom dia senhores! Então, vieram novamente. O senhor Andrew ligou ontem à tarde para o hospital solicitando uma nova autorização de visita por escrito, mas não esperava que a solicitação fosse para vocês. — foi seco ao pronunciar as palavras.

— Você não tem que esperar ou deixar de esperar nada, seu medicozinho de merda.

Dizendo isso, Ackles levantou abruptamente da poltrona, indo de encontro ao rapaz. Jared o parou no meio do caminho ficando entre ele e o médico. Como era o mais alto dos três, achou que evitaria um confronto direto.

— Jensen... Por favor! Não viemos aqui para brigar!

— Jay... Se esse indivíduo pensa que vou permitir que ele o trate como tratou na primeira vez que estivemos aqui, está muito enganado. Quem esse sujeito pensa que é? — apesar do tom de voz baixo, evidenciava as palavras ofensivas quando falava.

— Então, senhor Ackles, como alguém sem classe, costuma resolver todas as situações criando uma confusão? — perguntou encarando-o.

— Não, seu filho da puta! Também sou bom em resolver com socos.

Partiu para cima do outro e ao desferir um soco, atingiu acidentalmente o queixo do doutor Henrique Martinez que, infelizmente, chegava à recepção naquele instante. O homem cambaleou e caiu sentado. Todos olharam boquiabertos, inclusive o próprio Jensen que, envergonhado, apressou-se em erguer o doutor, com a ajuda de Steven.

— Meu jovem, o que deu em você? Um acesso de fúria por pensar que eu fosse outra pessoa? Complexo de perseguição? Por acaso devo interná-lo nessa clínica para conter essa raiva sem precedentes? — indagou massageando o queixo.

O homem não vira a discursão de antes. Imaginou que o loiro pudesse tê-lo confundido com outra pessoa. Foi justamente essa desculpa que o loiro usou depois de ouvi-lo.

— Perdoe-me, doutor Martinez, por favor! Eu realmente o confundi com outra pessoa. Sinceramente, esse soco não era para o senhor. — falou apressado.

— Que falta de sorte a minha, não acha? Felizmente para mim, estávamos opostos. Acho que você teria quebrado meu maxilar se estivéssemos frente a frente.

— Doutor, deixe-me ajudá-lo a fazer um curativo...

— Pode deixar que eu cuido disso, Steven! Vá! Leve-os o mais rápido possível para falar com o senhor Johnson. Quanto mais rápido eles saírem daqui, melhor.

E dizendo isso, caminhou em direção à enfermaria do hospital. Ignorando o incidente, fingindo acreditar na história contada por Ackles.

— Obrigado!

Jared e Jensen desviaram seus olhos que acompanhavam os passos do doutor Martinez, voltando-se para o assistente dele.

— Eu acho que sei por que você se irritou facilmente comigo. Não foi só pela maneira irônica que o tratei, mas pela maneira mal educada que tratei seu esposo, antes de ontem.

— É MacQueen, você é mesmo inteligente como dizem!

— Jen, querido!

— Tudo bem, senhor Padalecki. — o médico interveio a favor do loiro. — Olhem, eu me preocupo com Eric. Ele é meu melhor amigo. Quando os vi chegar aqui há dois dias, não gostei nada de saber que vieram falar com ele, apesar dele mesmo tê-los chamado e gostei menos ainda quando vocês dois o deixaram chorando, porque...

— Porque você o ama! — o moreno afirmou simplesmente, deixando o jovem médico sem reação, diante da sinceridade de suas palavras. E, quando ele tentou negar...

— É isso mesmo e nem tente mentir ou dizer que eu estou enganado! Eu reconheço os sinais de alguém que ama outro alguém. — falou olhando diretamente para Jensen.

— Por favor... Não contem nada a ninguém. Eles me afastariam do Johann e eu não suportaria! — havia desespero em suas palavras.

— Pode deixar, garoto! Seu segredo está a salvo conosco. — Steven olhou incrédulo para o loiro por ter sido ele quem disse isso.

— Não precisa me olhar assim. Agora eu o entendo. Viu como reagi quando você destratou meu Jay? Sei como é.

MacQueen sorriu, estendendo a mão para o loiro que prontamente a segurou em um aperto de mão firme, selando a paz entre eles.

— Venham comigo, senhores, Eric está a espera de vocês.

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A manhã estava relativamente fria e silenciosa. Pela pequena janela aberta do seu quarto, Johann observava, sem real interesse, o vai e vem dos carros que se seguiam pela avenida sendo que seu verdadeiro interesse era reencontrar aqueles a quem fizera tanto mal no passado. Triste, ainda não sabia que receberia a visita deles mais uma vez. Seu melhor amigo não lhe dissera nada ao lhe entregar seu café da manhã, que por sinal, encontrava-se esquecido sobre o criado mudo ao lado da cama.

— Eric... Você tem visitas. — Steven falou ao entrar na sala acordando o amigo de seus pensamentos.

— Bom dia, Eric! Será que podemos conversar?

Estava ouvindo coisas? Aquela era mesmo a voz de Jared? Caso fosse, Jensen estaria ao seu lado? Vieram finalmente para aceitar seu pedido de desculpas? As perguntas circulavam rapidamente pela mente do homem. Quando ele virou o rosto e viu a fisionomia calma do casal que tentou com afinco separar, sorriu abertamente, olhando para o melhor amigo e agradecendo por meio de um olhar cheio de brilho e significados. Embora ainda não tenha percebido o quanto o jovem médico significava para si.

— Olha, cara... Eu sinto muito pelas ofensas que te disse a dois dias...

Johnson não o deixou Ackles terminar. Abraçou-o sorrindo mais ainda ao sentir os braços do outro envolvendo suas costas. Os dois não tiveram um bom começo. Mas se ele estava ali, novamente, tão cedo, desculpando-se por ter sido rude quando o visitou pela primeira vez, talvez isso fosse um indicativo de que poderia reescrever sua história e Jared e Jensen estavam nessa reescrita.

— Jensen... Eu é que sinto muito por ter sido um canalha com você e com o Jare. Sinceramente, eu desejo que vocês dois sejam muito, mas muito felizes mesmo! — falou, após soltarem-se do abraço.

— Nossa! Por essa eu não esperava! — o loiro falou sem jeito.

— Eu sei! Só espero que eu não tenha aprendido minha lição, tarde demais! Sei que vou demorar a conquistar a confiança de vocês dois, mas eu garanto que vou fazer todo o possível. Ainda que demore, vou conquistar a amizade de vocês.

Havia brilho nos olhos dele. Um brilho verdadeiro, genuíno. Um brilho além do físico e Ackles conhecia esse brilho. Ele ofuscava os olhos de todos aqueles que diziam a verdade. E, já que Eric estava dizendo a verdade, arrancando sinceridade de onde, antes, só saia mentiras, quem era ele para julgar? Decidiu que daria uma segunda chance àquele homem que precisou apanhar da vida para entendê-la.

— Diga-me uma coisa Steven... O doutor Martinez se incomoda em me cedê-lo por meia hora? Estou faminto e gostaria da companhia de um amigo para fazer um rápido lanchinho.

— Será um prazer, senhor Ackles!

O loiro se aproximou de Jared, abraçando-o pela cintura e o beijando, antes de dizer:

— Você tem assuntos pendentes com ele mais do que eu, meu amor! Vamos deixá-los a sós.

— Tem certeza, Jen? Verdade que confia nele? — perguntou calmo, fazendo uma leve carícia no rosto daquele que tanto amava.

— Não tanto quanto confio em você.

Beijou-o mais uma vez, deixando o moreno, a sós, com o ex. Eles tinham muito que resolver.

— Como foi a cerimônia de casamento, Jare?

A voz de Johann chamou a atenção do jovem. Ele olhava para a porta sem enxergá-la realmente. Pensava nas palavras que o esposo lhe dissera antes de sair.

— Foi linda! O Jen não poupou esforços e recursos financeiros. E... Como está? — perguntou nervoso sem ousar se aproximar do mais velho.

O homem não respondeu. Caminhou em direção a Jared e quando se aproximou o suficiente, ergueu a mão, fazendo uma leve carícia em seu rosto. Sentia saudades de tocar aquela pele macia.

você é tão lindo...

O comentário fez o moreno baixar a cabeça em um misto de vergonha e medo. Será que ele realmente tinha mudado? Perguntava-se.

Por fora e por dentro. Sua beleza vai além dos olhos. Mas eu fui cego demais para enxergar, Jare... — continuou.

— Eric... Eu...

Não tema, Jare. Jamais usaria novamente os fins para justificar os meios.

O moreno apenas o encarava. Atento a suas palavras

— Perdoe-me por tê-lo abandonado no momento em que mais precisou de mim! Perdoe-me por ter sido um covarde! Além do mais, quase causei sua morte ao sequestrá-lo. Não mereço nem sequer sua amizade. — baixou a cabeça, envergonhado.

— Ei... Minha amizade pode ser conquistada, sabia? — Padalecki falou sorridente.

— Sim, Mas... — cessou a carícia. — Não terei mais a chance de te dar e receber amor. — Suspirou pesadamente.

— Bem, Eric... Comigo não... Mas com o Steven...

— O que? O que você está dizendo? — perguntou incrédulo.

— Qual o problema? Ele é um jovem lindo, atraente e pelo que sei temos a mesma idade. Não entendo o porquê de está suspreso!

— Jare... Steven é tudo isso que você disse, mas ele é meu melhor amigo. Eu não o vejo de outra forma.

— Tem certeza? — o mais velho o olhou pensativo. Jared aproveitou esse momento para fazer brotar a semente do amor além-fraternal que sabia existir entre seu ex e o amigo devotado dele. Segurou-o pelos ombros, falando-lhe ao ouvido.

— Pense bem! Eu vi o brilho em seus olhos quando vocês se olham. O sorriso que dão um para o outro é totalmente aberto e cheio de significados. Acredite! Isso existe entre Jensen e eu, por isso estamos juntos.

Ao tentar se afastar do mais velho, ele o segurou junto ao seu corpo, abraçando-o.

— Jare... Obrigado por desejar que eu seja feliz tanto quanto você e Jensen são. Minha mãe, meu pai, Steven e você são as melhores coisas que aconteceram em minha vida. Obrigado mesmo! — manteve-o abraçado a si.

Padalecki apenas manteve o abraço. Soltando-se alguns segundos depois. Quando seu amado chegou, alguns minutos depois para levá-lo para casa, MacQueen não o acompanhava. Nenhum dos presentes deu atenção, pois achavam que o médico dera espaço para que os três se despedissem. O que eles não sabiam era que o rapaz havia presenciado apenas o fim do diálogo entre Jared e Eric antes deles se abraçarem. Isso lhe tirou o chão.

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— Jensen, eu não sei o que dizer... — Roger abraçava o filho sem conter as lágrimas que rolavam livres por seus olhos.

— Não precisa dizer mais nada, meu pai! Sinceramente, vamos passar uma borracha no que passou. Eu não quero mais sentir raiva do senhor. Afinal, tenho que dá bom exemplo ao homem que amo. — falava enquanto afagava as costas do patriarca.

— Prometo ser para você e seu esposo o melhor pai do mundo! Farei o melhor que puder! Eu te amo, querido!

— Também te amo, pai!

Jared, que os deixara sozinhos, voltou depois de vinte minutos e ao abrir a porta devagar, sorriu para o esposo diante da cena que presenciava. Este, mesmo abraçado ao pai, soltou uma de suas mãos e segurou a do amado falando um "Eu te amo", apenas com o mexer dos lábios.

Depois que chegaram do Psychiatric Clinic St. Expedit, Ackles decidiu que era hora de conversar com o pai. Afinal, os conselhos, carinho e compreensão de seu amado Jared, fizeram-no enxergar que não podia deixar as coisas mal resolvidas com seu pai. Então, ao chegar à Incorporating Financial, pediu a Alona, sua secretária, que ligasse para a residência Ackles, solicitando a presença do patriarca à sala da presidência. Quando este chegou, Padalecki decidiu deixá-los a sós, retornando algum tempo depois para conferir se tinham realmente resolvido suas diferenças. O resultado da conversa entre pai e filho foi melhor do que Jared esperava. Finalmente a família estava unida novamente.

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Depois da saída de Jared e Jensen do St. Expedit, Eric tentou falar com Steven, porém o jovem o estava evitando, e assim se seguiu por todo o dia; seus remédios, as conversas nas duas sessões de terapia e o monitoramento da sua saúde mental foram ministradas pelos doutores Henrique e Adolf, sem a presença do jovem médico. O loiro estava preocupado, e se perguntava incansavelmente se havia acontecido algo a seu amigo. Também se encontrava em dúvida entre perguntar ou não sobre Steven aos médicos que o acompanhava, pois temia saber a resposta. Desde que chegara àquele lugar, MacQueen se tornara uma espécie de anjo da guarda para Eric; alguém que sempre podia contar, confiar. E, naquele dia, Johann sentiu a mesma angústia que sentiu quando perdeu sua amada mãe para a morte.

Deus... Será que o Jare tem razão quanto ao que eu realmente sinto pelo Steven?

Não ficaria em dúvida sobre o que acontecera ao amigo e o que realmente sentia por ele. Teve uma ideia na qual decidiu ser prático. Não ia esperar para o dia seguinte. Sabia que passaria a noite em claro, se não soubesse notícias do seu amigo. Pediu permissão ao doutor Jeremy — o médico que sempre assumia seus cuidados no turno da noite até as dez, horário em que todos os pacientes eram postos para dormir — para ligar para o pai. Alegou estar deprimido e precisar da presença do mais velho. Então depois de muito insistir, o doutor resolveu ceder ao pedido.

Ao ligar para o patriarca Johnson, Johann pediu que ele usasse, sobreposta à roupa, um, sobretudo escuro e o habitual chapéu a la anos 60, que combinava perfeitamente com a cor dos paletós que sempre usava quando saia casualmente à noite. O homem estranhou o pedido, mas não se recusou, até porque gostava de se vestir assim.

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— O quê?! Você perdeu o resto de juízo que tinha?! É claro que não vou te ajudar com uma palhaçada dessas! — Andrew falou exasperado, depois de ouvir a explicação do filho.

— Pai, por favor, fale baixo... Alguém pode nos escutar! — pediu cautelosamente, gesticulando com as mãos.

— Que escutem! Pelo menos assim vão te aplicar um sedativo potente e te por para dormir dois dias seguidos, pelo menos. Quem sabe talvez, quando acordar, não tenha recuperado o senso do ridículo?

Eric suspirou triste ao ouvir o que o pai dissera, sentando-se pesadamente em sua cama. A ausência de Steven realmente pesava sobre seus sentimentos, e ouvir a recusa do pai, daquela forma, só o fez se sentir ainda pior. Andrew, vendo o semblante caído do rapaz, sentou-se ao seu lado, tentando recuperar a calma.

— Perdoe-me, Johann, eu não quis ser grosseiro. — falou compassado. — Mas o que você está me pedindo é errado, e você sabe disso! Sair do hospital, se passando por mim enquanto eu assumo seu lugar por uma noite?! Filho... O que mais falta você aprontar?

— Pai... Todas as outras vezes em que eu queria fazer algo, eu não media as consequências, não me importava se magoaria os outros ou não. Mas agora o que te peço é que me ajude em relação a um amigo, alguém que, além do senhor, me estendeu a mão quando eu estava no fundo do poço. Sei que é errado fugir, mas que outra opção eu tenho? — após desabafar, levantou seu rosto em direção ao mais velho.

— Não, Eric; você não tem outra opção. Mas foi você que quis assim. Graças a Deus Jared e Jensen são pessoas generosas e concordaram com sua internação, livrando-o da cadeia. Poderia ser diferente, meu filho. Por que não entende isso?

— E quem disse que não entendo? É claro que entendo, pai. No entanto, o senhor sabe que sempre luto pelos meus objetivos. A única diferença é que agora sei que, para alcançá-los, não se deve passar por cima das outras pessoas. Agora sei que os fins jamais justificarão os meios.

— Então como tem coragem de me pedir ajuda para fugir do hospital, Eric Johann Johnson? — levantou abruptamente, olhando furioso para o mais novo. O mesmo não se abalou com a reação dele, e respondeu calmamente:

— Da mesma maneira que o senhor pediu ao Jared que me atestasse como portador de problemas mentais, mandando-me assim para essa clínica particular de reabilitação mental.

— Você está jogando isso na minha cara?! Acha que depois de perder sua mãe podia simplesmente perder você também? — falou abruptamente fechando as mãos em punho.

— Ei, pai, calma! Eu não estou jogando nada na sua cara... Juro que não foi essa minha intenção. — levantou abraçando o mais velho, descansando a cabeça em seu ombro, sentindo-o relaxar aos poucos. Fechou os olhos buscando mais daquele contato paternal enquanto continuava a falar; dessa vez, aos sussurros.

— Senhor Johnson, meu pai... Sempre capaz de fazer tudo por minha mãe e por mim. Mas durante todos esses anos, nunca o vi magoar ninguém com isso, como eu magoei. — houve um breve silêncio.

— Só estou te pedindo algo do mesmo modo que o senhor pediu ao Jay e esperou pacientemente que ele o ajudasse. Jamais fugirei desse lugar, acredite em mim! Aceito minha punição amigavelmente, e quem sabe assim consiga expulsar parte do mal que fiz a duas excelentes pessoas que se amam tanto.

Eric... Filho... — apertou mais o abraço ao mais novo, indeciso do que faria a seguir.

— Por favor... Steven é o meu melhor amigo e nunca me deixaria aqui sozinho. Tem alguma coisa errada, eu sinto isso! Ele não deixaria de vir sem encontrar uma maneira de me avisar. — pausa — Eu lhe imploro, meu pai, deixe-me saber o que é!

Andrew se afastou lentamente do abraço, contemplando por alguns segundos o rosto de Eric. Depois o segurou, beijando-lhe carinhosamente a testa.

— Vou ajudá-lo, Johann! Eu acredito em você! — falou com convicção.

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Eric sorriu internamente quando passou, quase duas horas depois de convencer seu pai a ajudá-lo, pelo corredor que dava acesso à ala em que estava internado. Viu as luzes do lugar se apagar, ouvindo a agradável ordem de um enfermeiro que comunicava pelo fone do hospital que a hora de recolher dos pacientes havia chegado.

Tendo a mesma altura do pai, Johann trocou de roupa com ele, usando principalmente o sobretudo e o estranho chapéu, então esperou até a hora de visitas acabar para fugir do St. Expedit. Sabia que não encontraria o doutor Jeremy ao passar pela recepção, e assim aconteceu. Sua única preocupação foi passar pela enfermeira que estava de plantão, e os três seguranças armados, dispostos na entrada do lugar. Nenhum deles o conhecia, pois nunca tiveram acesso ao seu quarto.

"Espero que esteja bem, Steven" pensou ao dar partida no Sedan prata, estacionado na garagem do hospital.

White Dunes Residential, vinte e duas e cinquenta.

Sentado na base da janela, na penumbra do quarto, Steven observava a noite escura no céu, com um leve reluzir contornado pelas estrelas. Pensava nostalgicamente naquele que lhe conquistara o coração.

Eric...fechou os olhos, sussurrando o nome do amigo ao sentir a brisa fria da noite envolvê-lo em uma carícia leve. Eu te amo...sorriu; sua confissão de amor nada mais era do que um mero pensamento perdido no vazio daquela noite fria. Estava só em um sentimento que cada vez mais inundava sua alma.

"Como se não bastasse a ética profissional, é ele quem você quer" pensou referindo-se à cena que vira naquela manhã. Suspirou pesadamente.

"Ficar tão próximo a ele, sabendo que não sou correspondido... Por quanto tempo vou aguentar essa situação?" lágrimas escorreram silenciosas de seus olhos.

Até ontem havia se conformado em ser apenas o melhor amigo de seu paciente, Eric Johann Johnson. Mas, ao vê-lo naquela manhã, ao lado do ex-namorado, desacreditava que ele pudesse amar outra pessoa sem sequer imaginar que Padalecki fora apenas objeto da pura obsessão do outro.

De repente, o som estridente da campainha chamou-lhe a atenção. Olhou as horas no relógio de pulso, constatando que eram quase vinte e três horas. Em passos rápidos, desceu do encosto da janela e acendeu a luz do quarto, fazendo o mesmo com a luz da sala de estar ao cruzar o pequeno corredor que dividia espaço com o quarto de visitas. Olhou pelo olho mágico, estranhando o homem alto que usava um sobretudo e, um chapéu um tanto cafona, na sua opinião. Julgou não conhecê-lo.

— Quem é? — perguntou firme, apesar de nervoso.

— Sou Andrew Johnson, pai de Eric. Podemos conversar?

Seu coração deu um pulo ao ouvir a apresentação do estranho. Reconheceu a voz; timbre forte, compassado em uma postura esguia. Certamente era o senhor Johnson. Mas, por que ele estaria em sua casa àquela hora? Havia acontecido alguma coisa com Eric? Temendo a confirmação para suas perguntas internas, destrancou a porta e a abriu rapidamente.

— Por favor, senhor, entre... — quando o homem tirou o chapéu e levantou o rosto, o médico arregalou os olhos e entreabriu a boca em um cômico "o", tamanha era a sua surpresa.

— ERIC?! — disse após o choque.

— Boa noite Steven. Será que eu posso entrar? — perguntou receoso.

J2

Deitado na cama, e já vestido com o pijama, Jensen aguardava a saída de Jared do banheiro. Há quase uma hora o mais novo trancara-se no cômodo para um banho rápido, segundo ele. Com vinte minutos de demora, o loiro bateu na porta e o chamou, recebendo como explicação o tradicional "estou quase acabando". Quinze minutos depois, Jensen o chamou novamente, recebendo a mesma resposta, e por fim deu-se por vencido. Esperaria por ele deitado. A verdade era que não estava com sono, mas não via a hora de se enfiar embaixo das cobertas e abraçar o mais novo por trás, pois a noite estava relativamente fria. Depois de começar a manhã com um acordo de paz entre Eric e ele, resolvendo as diferenças com seu pai sanguíneo e estendendo o dia com uma manhã e tarde de trabalho regada a reuniões e fornecedores mercenários, só imaginava adormecer abraçado ao homem que amava. Nem imaginava que esse mesmo homem preparava-lhe uma surpresa, por isso a demora excessiva.

De repente, a porta do banheiro se abriu, deixando à mostra um Jared totalmente nu. Jensen, que estava deitado na cama King size, balançando preguiçosamente as pernas na parte da frente, sentou-se abruptamente, extasiado com a nudez do amado. Sim, Já o vira nu muitas vezes, mas, desta vez, ele tinha um quê de sensualidade e vigor, completamente diferente do rapaz doce e meigo que sempre apresentara ser. Isso se enfatizava na protuberância dos seus músculos firmes e desenvolvidos que brilhavam, denunciando o óleo mineral minuciosamente massageado na pele macia e dourada, completamente ausente de marcas ou pequenas erupções, que reluzia sob a luz do abajur. O cabelo liso e volumoso recaia levemente sobre os olhos, vez ou outra indomável pela ação de vento frio que soprava da janela aberta do quarto. E os olhos... Estes miravam o rosto do loiro em um misto de luxúria e prazer antecipado.

Jay... — Jensen sussurrou atordoado, sentindo o membro ganhar vida dentro de suas calças.

Jared aproximou-se do mais velho, encostando os lábios em seu ouvido direito.

Algum problema amor? Você me parece um pouco... Tenso.

Devolveu o sussurro fazendo gesto ao outro, que, mesmo sentado sobre a cama, foi obrigado a deslizar lentamente contra o colchão atrás de si. O moreno então o acompanhou, engatinhando, mirando o olhar do amado. Quando o viu repousar as costas ao encosto da cama, sentou-se sorrateiramente sobre seu quadril, deslizando as nádegas sobre o membro desperto do loiro em movimentos ritmados e eróticos.

— Meu Deus, garoto! Quer me matar do coração? — o mais velho perguntou atônito, recebendo apenas um sorriso travesso como resposta. Em seguida o beijou, enlaçando-o firmemente pelo pescoço, parando naquele momento com os movimentos sobre o membro do amante.

Feche os olhos... — Padalecki sussurrou ao quando finalmente findaram o intenso beijo. Ackles mostrou prontidão ao obedecê-lo.

Sentiu o jovem remexer sobre si, ouvindo o barulho dos fechos no encosto da cama tilintar, como se algo estivesse se fixando neles. Sentiu seus braços levantarem em cada lado do seu corpo. Em seguida, outro barulho reverberou no quarto fechado, chamando sua atenção. Jensen abriu os olhos, e deu por si que seus dois pulsos haviam sido algemados à própria cama.

— Jared? O que... O que significa isso? — apesar de assustado, também se encontrava excitado com a situação. Afinal, ele mesmo já prendera o moreno à cama quando faziam amor. Muitas vezes, por sinal.

Olhando-o fixamente, sorrindo por causa da expressão confusa em seu semblante, o moreno se sentou novamente sobre o quadril do loiro, lentamente desabotoando os pequenos botões do pijama enquanto falava arrastado:

— Sabe amor; hoje quero ter o domínio da situação, mas de uma forma diferente... — terminou de abrir a camisa, deslizando para cima e para baixo suas mãos hábeis sobre o peito forte do esposo, adorando o som agradável de sua respiração ofegante e superficial.

Garoto, se eu me soltar daqui... — sussurrou de olhos fechados, concentrado nas carícias que agora chegava ao abdômen.

— Uh... Adoro suas ameaças, senhor Ackles... Mas devo ressaltar que o senhor não está em condições de me ameaçar; ou não percebeu que eu estou no controle?

Ao dizer isso, levantou-se abruptamente, observando o membro completamente rijo e pulsante que exigia alívio de dentro das calças do mais velho. Levando as duas mãos às laterais, puxou devagar a calça com elástico, trazendo junto a boxer que o rapaz vestia. O ato era tão lento, tão compassado, que Jensen gemia despudoradamente, ansiando pelo momento em que ficaria livre daquelas peças de roupa que tanto o incomodavam naquele momento.

— Jay, por favor... Preciso de alívio... — era meio difícil concentrar no que era dito em meio aos gemidos — preciso de você! — de olhos fechados, sentindo as peças de roupas destapando seu sexo enquanto deslizavam pelo quadril e em seguida pelas coxas fartas, seguindo para a panturrilha para só então passar pelos pés. Estava nu, minimamente coberto pela camisa desabotoada que deixava seu peito totalmente à mostra. Enfim abriu os olhos.

— Jared, você... — um beijo suave o calou.

— Eu dou as cartas aqui, amor... Esqueceu?

Padalecki estava ajoelhado sobre a cama, observando o corpo forte e a pele imaculadamente branca do amado. Seguindo a linha abaixo da cintura, mirou o membro ereto. Vagarosamente pegou uma camisinha do criado mudo e a vestiu no membro dele que clamava por alívio. Depois disso, pôs-se novamente sobre o quadril do esposo, erguendo-se um pouco mais até ajustar a enorme glande em sua minúscula entrada.

— Minha vida, assim vai doer... Deixe-me prepará-lo, deixe-me...

— Shh... — com um dedo sobre os lábios, impediu-o de falar. — Não se lembra do que eu disse, Ackles? Eu dou as cartas por aqui.

Então foi descendo de maneira deliberadamente lenta, sentindo sua entrada se alargar consideravelmente por ação do membro volumoso e incrivelmente avantajado que o preenchia centímetro por centímetro.

— Ai! — um gemido de dor acompanhado por uma careta que denotava desconforto o fez parar na metade. O jovem envolveu os braços em volta do pescoço de Jensen, encostando sua testa à dele enquanto, em meio a sua respiração profunda, se acostumava o suficiente para continuar.

— Amor... Está tudo bem? — O loiro perguntou preocupado, puxando insistentemente as algemas em uma tentativa inútil de se soltar. O moreno ergueu novamente a cabeça, olhando-o com puro desejo nos olhos.

Eu te amo! — sussurrou antes de continuar a penetração. — Ah! — gritou, jogando a cabeça para trás. O membro do esposo latejava dentro de si, dilacerando-o.

— Jay, amor... Olhe para mim. — pediu preocupado.

Jared levantou a cabeça devagar. Os olhos se encontravam fechados e a respiração um tanto forçada. Remexeu-se suavemente sobre o colo do amante, e ambos gemeram com aquele movimento.

— Eu te amo, Jay...

Sem responder, o garoto apenas o encarou, levando uma de suas mãos até o rosto másculo, deslizando-a em uma leve carícia enquanto sua outra mão continuava a enlaçá-lo pelo pescoço.

— Por favor, Jay... Solte-me! Eu preciso te tocar... Deixe-me amá-lo!

Em resposta ao apelo, Padalecki ergueu um pouco mais o quadril, descendo com tudo em seguida. Foi impossível conter o grito de ambas as partes. Manteve aquele ritmo, e nem percebeu quando o frio da noite se esvaiu do quarto, dando lugar a um calor erótico, intenso. Jared cavalgava gemendo alto, fazendo Jensen arfar de prazer. Os sons de seus apelos desesperados reverberavam junto com o tilintar das algemas. Palavras luxuriosas escorriam de suas bocas em uma demonstração de prazer mútuo, e faziam isso de maneira mais intensa possível, pois não havia preocupação com o fato de alguém poder ouvi-los. O lugar onde moravam era privilegiado; uma casa na praia em uma parte privada no qual os vizinhos, tanto da esquerda como da direita, se encontravam a meio quilômetro de distância simultaneamente.

— Jay... Isso... Ah, eu... — mesmo algemado, Ackles erguia o corpo o quanto podia, estocando-o fortemente. — Jay, eu estou quase lá! Por favor, você tem que me soltar... — mentiu, pedindo agoniado entre um gemido e outro.

Mantendo o ritmo do vai e vem, Jared pegou a pequena chave dentro do criado mudo e lentamente destravou as duas algemas. Mal terminou de libertá-lo e sentiu as costas irem de encontro ao grande colchão macio quando Ackles o empurrou colocando-se entre suas pernas. Elas foram erguidas sobre os ombros dele, sendo abertas o máximo possível. O loiro levou o troco para frente, pondo os braços um em cada lado da cabeça do moreno que ficara totalmente exposto.

— Minha vez. — falou com total malícia em sua voz grave.

Jensen o penetrou fundo, até a base de seu membro, deliciando-se com o grito de prazer que recebera como resposta. Os lençóis da cama, já amarrotados, pendiam parcialmente sobre o chão, de tanto que o mais novo os puxava.

— Isso... Grita! Grita para mim!

Estocava-o forte, sabendo que não o estava machucando. O rosto corado, a respiração ofegante, e o meio sorriso que vez ou outra se desenhava nos lábios pequenos e rosados de Jared denunciavam claramente que nada mais sentia além do intenso prazer.

— Você gosta assim, não é? — perguntou um tanto cafajeste — Gosta que eu o possua com força, que eu meta tudo em você. Jay... Já te disse para não brincar com um homem apaixonado.

Sempre foi assim. Quando se amavam, Jensen mesclava amor, paixão e vulgaridade. Às vezes lhe dizia obscenidades ao pé do ouvido, tomado pelo êxtase de possuir aquele corpo tão desejável.

— Adoro seu jeito de dar pra mim, Jay; tão doce e quente...! Eu te amo! — continuava com o ritmo acelerado regado a vulgaridades.

— Só mais um pouco, amor... Só mais um pouco. — estavam próximos ao ápice, podia sentir isso. Sabia pelos sinais que o corpo do outro emitia, quando iam gozar juntos.

Libertou suas pernas, deixando-as abertas sobre a cama. Continuava estocando-o enquanto suas mãos acariciavam a face morena, vislumbrando de perto os olhos fechados e a boca entreaberta no qual escapavam gritos e gemidos de prazer.

Então gozaram no mesmo instante; um chamando o nome do outro, e Ackles despencou sobre o corpo de Padalecki em extrema exaustão.

Seu gostoso. Continue me enlouquecendo desse jeito que ainda vou te deixar sem andar. — alertou ao sair por completo do orifício úmido e quente, fazendo o outro sorrir com o comentário enquanto se virava de lado, fechando os olhos. Jared também se encontrava esgotado.

Adoro dormir de conchinha com você, meu menino.

— Jen... Precisamos de um banho.

— Shh... — refreou Ackles — Durma, amor. Depois eu te dou um banho... — havia malícia em sua voz.

Após jogar a camisinha no chão do quarto, Jensen acomodou-se atrás do mais novo, enlaçando-o pela cintura. Ambos adormeceram pouco tempo depois.

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MacQueen ainda segurava a porta do apartamento, olhando boquiaberto para o amigo. O que ele estava fazendo ali? Será que havia fugido do hospital e agora estava à procura de abrigo? Seja como fosse, o jovem pensava em uma maneira de ajudá-lo sem se meter em encrencas; afinal, não poderia abandoná-lo, apesar da burrada que o jovem aparentemente acabara de fazer. Perdido em seus pensamentos, voltou a si quando o louro estalou os dedos em frente ao seu rosto.

— Vai me deixar aqui fora durante a noite toda ou vai me convidar para entrar? — o jovem deu espaço para o amigo passar, fechando a porta em seguida.

— Como você veio parar aqui? Ou melhor... O que está fazendo aqui? — deu ênfase, até porque não conseguia entender o motivo de Eric ter aparecido justamente à sua casa — Você fugiu? Eric, se a polícia descobrir...

— Ei, calma, ai... Está tudo sobre controle; ninguém vai descobrir, e também não fugi do hospital. Meu pai assumiu meu lugar enquanto eu sai temporariamente. — sorriu brincalhão.

— Isso está errado... Isso está muito errado! — falou dando as costas ao outro, dirigindo-se em direção a mesa de centro. — Como o senhor Andrew concordou com isso? Se eu soubesse que você era capaz de uma irresponsabilidade dessas, nunca teria lhe dito onde morava. Espere... Vou pegar as chaves do carro e levá-lo de volta para o hospital e vou fazer isso agora! Entraremos pelos fundos e...

Steven não terminou o que tinha para dizer, pois uma mão o agarrara firmemente, fazendo-o girar de encontro ao jovem que logo o segurou pelo cotovelo esquerdo. O loiro então o trouxe de encontro à porta fechada, encurralando-o enquanto o prensava.

— Você não foi trabalhar hoje. — o loiro afirmou com o olhar fixo nos olhos claros do médico. MacQueen por um momento ficou sem reação, apenas sentindo os inoportunos arrepios subindo pela espinha devido à proximidade do rapaz que tanto desejava.

— O quê? — franziu o cenho, um tanto confuso após ouvir o que o mais lhe velho dissera.

— Eu disse que você não foi trabalhar hoje. Fiquei preocupado, pensei que talvez você pudesse estar doente, e... Bem... Também senti sua falta. — Eric continuava fitando seus olhos enquanto falava baixo e calmamente.

Por um momento, Steven sentiu suas pernas bambearem. Seu amigo estava ali por ele? Havia fugido do hospital para lhe procurar e dizer que estava preocupado, e que também sentira sua falta? Não, não ia idealizar, ainda. Com certeza deveria haver alguma explicação melhor, claro que deveria.

— Pelo que sei, deixei você em excelente companhia ainda pela manhã. Além do mais, tenho certeza de que os doutores Sondem e Martinez cuidaram muito bem de você. — sua voz soou hostil.

— Sim, eles cuidaram bem de mim, mas, Steven... Você é o meu melhor amigo. É diferente... — seu tom de voz denotava angústia.

— Não achei que você viria aqui por causa disso. Você me pareceu tão animado com a presença do Padalecki, tão à vontade quando o abraçou, dizendo que ele fora uma das melhores coisas que aconteceu em sua vida... — não queria que aquilo soasse como uma acusação, pois o outro certamente entenderia o motivo de estar agindo assim.

Mas só deu conta disso quando o homem a sua frente fez uma careta um tanto expressiva, como se a ficha houvesse caído.

Eric finalmente compreendera, mas precisava se perguntar mentalmente; seu melhor amigo realmente estava com ciúmes dele em relação à Jared? E se esse fosse o motivo, isso explicaria sua falta ao trabalho sem lhe mandar nenhum recado, ou mesmo uma justificativa por meio do seu pai?

— Steven... Você... Você está com ciúme doJared? — verbalizou suas dúvidas.

Não foi necessária uma resposta. O rosto do jovem enrubesceu, revelando um brilho místico em seus olhos escuros. Ele o encarou assustado como se seu segredo tivesse sido descoberto; o que não era ao todo uma mentira.

— Meu Deus! É isso? Você está com ciúmes do Jared?! Por isso essa sua postura autodefensiva desde que eu cheguei? — silêncio.

— Steven... O que você realmente sente por mim? — o mais novo não ousava responder, apenas continuava a fitá-lo cada vez mais corado.

Apesar dos erros que cometera, Johann era um homem ardiloso, amadurecido e bastante sagaz. Além disso, sua experiência de quase morte e a grande amizade que nutria pelo jovem médico fizeram-no despertar para essas três qualidades que antes não tinha conhecimento de possuí-las.

— Eu estou esperando uma resposta! Você está ou não com ciúmes do Jared?

O jovem tentou se soltar da prensa, mas Johann era relativamente mais forte e alguns centímetros mais alto que ele. Manteve-o firme no lugar, encostando-o contra seu peito, não dando chance para ele mexer nem mesmo os braços.

— Desculpe-me, mas eu sou mais forte que você. Agora responda a minha pergunta, Steven. Por favor... — pediu ternamente, tentando assim vencer o conflito interno que transparecia no olhar do mais novo.

— Eu te amo! — confessou.

— O... O quê? O que foi que disse?

— É isso mesmo, Eric Johaan Johnson; eu amo você desde a primeira vez que o vi, mesmo você estando entre a vida e a morte. Amo você pelo cara maravilhoso que eu descobri depois que acordou, apesar dos seus erros. Sinceramente... Não me importo com seu passado. — soluçou, deixando as lágrimas teimosas caírem livremente pelo seu belo rosto. — Eu simplesmente te amo!

Eric nada disse, mas sua expressão era afável e acolhedora. Sem quebrar o contato visual com o rosto banhado em lágrimas do mais novo, levou sua mão ao bolso, retirando de dentro um lenço de linho e enxugando vagarosamente a pele úmida e macia. Sorriu ao vê-lo fechar os olhos para melhor sentir o contato. MacQueen voltou a abri-los apenas quando o lenço foi substituído pelo toque quente e suave da mão do amigo em sua face.

— Agora tudo faz sentido... Agora entendo o porquê de sempre me tratar tão doce e gentilmente...

O outro parara de chorar, mas continuava em silêncio, totalmente atento às palavras do outro.

— Você é meu melhor amigo e agiu como tal mesmo quando achou que eu havia fugido do hospital. — acariciava-o. — Steven, hoje eu me senti tão mal com a sua ausência... Você, assim como minha mãe, meu pai, e até mesmo o Jared foram as melhores coisas que aconteceram em minha vida. Não tem por que sentir ciúmes. — intensificou a carícia, sorrindo quando o garoto fechou novamenteos olhos, suspirando.

— Apesar do meu modo errado de agir com as pessoas que só tentaram me amar, Deus teve pena de mim, e foi tão bom comigo que me deu você. Mas espero que entenda; no momento eu não sou capaz de corresponder ao amor que sente por mim. — retirou sua mão. — Porém, se tiver um pouco mais de paciência, com o tempo...

— Eu espero. É claro que eu te espero. — o jovem médico foi rápido em interrompê-lo. — Mas também existem outros empecilhos que... — Eric o calou, repousando suavemente um dedo em seus lábios.

— Sem empecilhos. O que você sente por mim é o que importa.

Eric, eu...

Johann ajustou seu corpo ao dele, envolvendo-o pela cintura e sentindo-o lhe abraçar pelo pescoço.

Eric... — sussurrou antes de sentir seus lábios unir-se ao dele.

J2

Passava da meia noite. A brisa fria transpassava a janela em vidro do banheiro em Mármore. A grande e redonda banheira branca, moldada em cerâmica polida, recebia diretamente o vento da janela devido à localização no centro do cômodo.

As luzes estavam apagadas. Apenas duas velas aromáticas, postas sobre a grande bancada abaixo do espelho, iluminavam o lugar.

O silêncio da madrugada era quebrado apenas pelos gemidos luxuriosos que circulavam o ambiente. Jared, de joelhos na banheira, apoiava os braços na borda fria enquanto Jensen, colado às suas costas, abraçava sua cintura com a mão esquerda, masturbando-o com a direita ao mesmo tempo em que arremetia lento e profundamente seu membro pulsante no interior quente e apertado do mais novo, ambos cobertos, até os ombros, por uma camada densa de água e espuma perfumada.

Eu não disse, meu menino, que depois te dava um banho.

Retirava completamente o membro, penetrando-o novamente de maneira suave e lenta, torturando-o.

Jen... Por favor... Mais forte! — gemia desesperado.

— Sinto muito, amor... Você foi um menino muito malzinho. Precisa aprender uma lição.

Não, Jen... Seu... Seu safado... Ah...

Gemia e arfava. O esposo era mesmo um homem que gostava de torturá-lo na hora de amá-lo. Sorriu com o pensamento, soltando simultaneamente um grito quando ele resolveu atender seu pedido, atingindo sua próstata sem aviso prévio.

Adoro quando te faço gritar! Adoro meter em você com tudo, meu Jay! — Apesar do que fizera, voltou ao ritmo lento e gradual.

Eu te amo, Jay! Eu te amo, tanto... Tanto... Será que existe homem nesse mundo mais feliz do que eu? Duvido muito.

O vai e vem do seu corpo contra o do mais novo emitia um barulho suave. Bolhas de sabão subiam vez ou outra devido a ondulação da água.

Pede, Jay... Pede que eu vou mais forte. Pedi!

A voz sussurrada, maliciosa e o frio da água, eriçavam os pelos do corpo de Jared que não costumava dizer obscenidades durante o sexo.

Pede, meu amor! Pede... Senão não vamos gozar tão cedo. Isso é uma promessa.

Loiro safado! — falou cansado.

Safado? Eu? Que culpa eu tenho se o homem que amo é gostoso pra cacete? Vai, amor... Pede! — insistiu.

— Mais forte, Jen!

— Não assim. Daquele jeito que já te falei quando o penetrei.

Um pouco envergonhado, o moreno baixou a cabeça, pedindo o mais baixo possível.

— Mete em mim, Jen!

Ackles quase gozou só em ouvir aquela voz rouca e sensual falar daquele jeito. No entanto, ainda não se conformava com o tom de voz.

— Desculpa, amor! Eu não ouvi. — diminuiu ainda mais o ritmo das estocadas e da masturbação.

— Mete em mi, Jen! — repetiu.

— Só um pouco mais alto e eu vou te dar o alívio que tanto espera.

— METE EM MIM, JEN!

Gritou. Estava cansado. Para dizer a verdade, estava exausto. Quando Jensen e ele tiveram a primeira rodada de sexo, caíram na cama, deitados em conchinha logo após a consumação do ato. Meia hora depois, o mais velho o acordou para que tomassem "um banho". Porém, entre carinhos, beijos, declarações, mãos aqui e ali, o loiro não resistiu. Inclinou-o sobre a banheira, preparando-o para possui-lo novamente. Ignorando até mesmo a camisinha, tamanho era o desejo que o dominava. Mas não avisara que o torturaria até seu limite, antes de se permitirem gozar.

— Isso, Jared! Grita! Lindo, vulgar, excitante. Grita amor! — segurava-o firme pela cintura, estocando-o como ele pedira. Metia, forte e profundo.

— Mete, Jen... Mete mais forte. Ah!

— Eu te amo, Jay...

Ia e vinha, gemendo, declarando-se, ouvindo-o falar obscenidades. Cada dia mais, sua personalidade de "homem da noite" fundia-se ainda mais àquela que crescera em si desde que conhecera aquele garoto de olhos pidões: um homem apaixonado, dedicado a quem amava.

— Mete mais fundo, Jen! Adoro dar para você!

Perdera o controle da situação deixando que as palavras demonstrassem o tesão que sentia por ser possuído daquela forma tão voraz.

— Jay... Gostoso! Estou quase gozando! Goza comigo!

Levou novamente a mão à frente, voltando a masturbá-lo sem diminuir a voracidade das estocadas.

— AH!

Quase um minuto, depois os dois gritaram gozando juntos. Jensen desabou sentado na banheira, apoiando as costas nela. Trouxe Jared consigo, abraçando-o pela cintura.

Tudo bem, amor?

Perguntou ao inclinar a cabeça e vê-lo de olhos fechados e a respiração ofegante. Sonolento, ele apenas confirmou com um pequeno aceno de cabeça.

— Dessa vez vou mesmo banhá-lo, querido! Depois vamos dormir.

Ackles puxou o tampão, deixando que toda a espuma e a água regada a sabão, sais e esperma, esvaíssem. Ligou o chuveiro deixando que o líquido banhasse-os. Pegando os dois roupões que acomodou sobre o balcão, vestiu primeiro o amado. Depois, ergueu-o nos braços e só vestiu a si mesmo quando o acomodou à cama. Padalecki ressonava baixo.

— Eu te amo muito! Sempre vou amar!

Já vestido, sentou ao lado dele, acariciando seus cabelos.

— Obrigado por me fazer o homem mais feliz do mundo. Antes de você, eu não sabia realmente o que era felicidade.

Beijou-o, acomodando-se ao seu lado, puxando-o devagar contra seu peito.

— Durma bem, meu amor!

Cobriu-os com o edredom, apagando a luz do abajur. Dormindo poucos minutos depois, abraçado àquele que mais amava.

Xxx

Eric beijava Steven desenfreadamente. A pouco, suas mãos percorreram a camisa do pijama dele, desabotoando-a afoito, massageando o tórax forte do mais novo, intercalando o beijo com leves sucções nos mamilos dele.

— Eric... Calma!

Pediu, ao ser virado contra a porta do apartamento. Sentindo o mais velho esfregar seu membro pulsante entre o vão de suas nádegas enquanto as mãos voaram habilmente para a frente, puxando para baixo o elástico da calça, descendo-a pelo corpo do mais novo à medida que seus lábios acompanhava a descida com beijos molhados pelo corpo. Alguns segundos depois, apenas a cueca boxer que vestia, impedia sua total nudez.

Estamos... Estamos indo depressa demais... Eric...

Arfava. O loiro parecia fora de controle e estava. Afinal, durante um ano, Johann não teve direito a visitas intimas o que implicava em falta de sexo. Então, ouvir a declaração apaixonada de um lindo jovem, que ainda por cima era seu melhor amigo. Sem falar na alegria que sentia por ter feito as pazes com o casal Jared e Jensen.

— PARE! — Steven gritou assustado, encontrando o olhar confuso do outro.

— Eu pensei que você me queria! Você disse que me amava, sentiu ciúmes de mim com o Jare. Sinceramente... qual o problema?

O rapaz respirou fundo. Seu rosto corando como um pimentão. No entanto, tinha que falar o que o preocupava. Eric merecia uma resposta.

— Eu... Eu... Assumi minha... Sexualidade desde os quinze anos. Mas... — fechou os olhos falando sem encarar o homem a sua frente. — Nunca fui o passivo em nenhuma das relações que tive.

Sentiu uma caricia suave seguida de beijos molhados por seu pescoço. Eric, devagar, aproximara-se do seu corpo depois de ouvir suas palavras, iniciando uma sequência, calma e delicada de carinhos. Depois, sussurrou-lhe ao ouvido:

Nunca possui um virgem. Vou adorar deflorá-lo.

Eric...

Então abriu os olhos quando o sentiu erguer em seus braços. Olhava-o, transmitindo todo o amor e carinho que sentia por ele, recebendo em contra partida um olhar cheio de ternura, carinho e um amor que ainda estava adormecido, mas logo Johann despertaria para ele, pois pertencia a Steven assim como Jared pertencia a Jensen.

Quinze minutos depois...

Ah... Ah... Mais... Eric, Mais... — gemia perdido no prazer que nunca sentira antes.

Assim? Gosta assim? — Estocou-o mais forte, ouvindo um grito como resposta.

Atingi aquele pontinho especial ai dentro, não foi? — Ia e vinha com força, mas sem penetrá-lo completamente. Temia machucá-lo.

Amo... Você... Eric... Amo...

Deitado com as costas na cama, sobre sua cama king size, MacQueen abrira completamente as pernas, abrigando Eric entre elas. Seus joelhos firmes no colchão davam-lhe certo apoio à medida que o loiro o estocava. Envolvera seus braços no pescoço dele, mantendo os lábios próximo ao seu rosto. Isso facilitava beijá-lo e lhe dizer palavras de amor ao ouvido.

Tão lindo, tão jovem... — Johann encarava-o, alternando entre estocadas e carícias em seu rosto.

— AH!

O jovem gritou, gozando forte, lambuzando o abdômen do mais velho. Relaxou. Libertou os braços apoiando-os na cama. Fechou os olhos. Estava exausto.

— Ainda não é minha hora de gozar, querido!

O homem levantou, erguendo as pernas dele, segurando-o pelas coxas.

Ah... Eric... Mais...

As investidas contra sua pequena entrada aumentaram. O loiro estocava-o, mantendo-o inerte, fazendo-o apenas sentir as sensações.

Steven... Que delícia... É... Você!

Vinte minutos depois, Johann gozara forte, enchendo completamente a camisinha. No entanto, seu membro ainda pulsava de desejo.

— Meu lindo... Temos um probleminha.

Ao ouvir isso, o mais novo abriu os olhos se assustando com o estado em que o outro, ainda, se encontrava.

— Eu te amo!

O loiro o ajudou a levantar, puxando-o pelos braços. Virou-o de costas, pondo sob suas nádegas dois travesseiros. Vestiu outra camisinha em seu membro e antes de penetrá-lo mais uma vez, beijou-lhe a bochecha, falando-lhe:

— Nessa posição será melhor para você descansar enquanto eu o possuo novamente...

E assim foi. Depois de um banho, Johann o amou mais uma vez. Dormiram juntos, abraçados e saciados. Deixaram para pensar depois nas implicações desse relacionamento que ainda não sabiam, mais venceria todos os obstáculos que se opusesse a ele.

Seis anos depois...

Primeiro de Janeiro. Jared e Jensen passara o réveillon na casa do campo de Trace, acompanhados pelos amigos Steve, Chris, Jason, Trace e Katy. Os pais e irmãos de Jensen organizaram a ceia junto com o pai de Eric, que também fora convidado junto com o esposo Steven. Os dois casaram há dois anos quando Johann conseguiu a condicional. Ano que vem ele receberia alta do Psychiatric Clinic St. Expedit.

Às cinco da manhã, aproveitando a pouca movimentação nas ruas, o casal decidiu ver o sol nascer de onde moravam ao lado dos dois Huskys siberianos de Jared. A casa de praia com certeza era um atrativo mais que romântico.

— Está muito fraco, senhor Ackles! Acho que seus trinta e seis anos de idade estão cobrando o preço.

Jared corria pela areia, seguido pelos seus cachorros que latiam afoitos e logo atrás, o esposo que mal se aguentava em pé, cansado da noitada. Seus cabelos, compridos, esvoaçavam com a forte brisa que soprava. A calça Jeans branca e a camiseta da mesma cor, já não estavam tão claras assim devido ao agito da noite em festa.

— Vai ver quando eu te pegar, garoto! Vai ver quem é o lento!

Corria, mas não o acompanhava. Mesmo tendo dobrado as pernas de sua calça em linho, ainda estava em desvantagem contra o amado.

— Você não me...

O moreno se desequilibrou com os dois cachorros que cruzaram suas pernas, caindo de encontro a areia.

— Jay! Você está bem?

Agachou-se ao seu lado. Preocupado, ergueu-o, apoiando-o contra o peito. Padalecki começou a gargalhar.

— Jen... Veja a cor de sua camisa! Ela não está tão branca, amor! Mas combina muito com as olheiras escuras do seu rosto. — gargalhou ainda mais ao dizer isso.

— Moleque insolente! Vai ter o que merece!

Também sorrindo, Ackles pôs-se sobre seu corpo, dobrando rapidamente as mangas da camisa, iniciando uma sessão torturante de cócegas.

— Não! — ria e se contorcia, misturando o barulho de suas risadas aos latidos frenéticos dos cachorros como se apoiassem o que o loiro fazia.

Eu me rendo... Jen... Eu me rendo... — mal conseguia falar.

— Eu te amo!

De repente, toda a graça, todo o riso, todo o espaço, deu lugar àquela palavra. Ela fora, era e sempre seria capaz de envolvê-lo em uma vida de conquistas e realizações. A vida a dois podia ser difícil, mas quando existia realmente significado nessa palavra, ela se sobrepunha a qualquer obstáculo. E, em seis anos de união, os dois podiam afirmar sem medo que eram realmente felizes.

— Eu também te amo, Jen! Sempre vou te amar. — declarou, fitando-o sério. O loiro o beijou.

— Eu te amo, mas dessa vez, vou conseguir te vencer na corrida.

Jensen levantou e correu em direção ao sinal de chegada que haviam combinado.

— Senhor Ackles, não sabia que era um trapaceiro.

Padalecki levantou tentando acompanhar o esposo que já se aproximava da linha de chegada imaginada por ambos. O latido dos cachorros os acompanhava. A brisa fria continuava soprando forte como um incentivo a alegria daqueles dois.

Viveram juntos, discutiram juntos, choraram juntos, mas nada disso foi mais forte do que o amor que sentiam. Nada e nem ninguém foi capaz de separá-los, pois Jensen cumprira sua promessa. Quando a idade de ambos avançara, partiram juntos, de mãos dadas, tendo o infinito como limite porque se amavam.

FIM


Boa noite, pessoal! Finalmente Sweet August chegou ao fim. Agradeço a todos que me acompanharam até aqui e àqueles que continuam lendo a fic e mandando rewies. Depois de dois anos e quase três meses depois, finalmente eu encontrei um fim, acredito que digno, para essa fic que cresceu tanto! Ela foi minha primeira e como primeira sempre vai ser especial para mim.

Não vou citar nomes dos meus leitores, porque não quero correr o risco de esquecer alguém, mas vou citar o nome da minha beta: Waldorf SaN. Ela tem me ajudado muito e agradeço a comprensão por às vezes receber meus textos para betagem, de um dia para o outro.

Mais uma vez, obrigada a todos. Sweet August vai deixar saudades.

Uma excelente noite de segunda-feira e um excelente início de semana. Aguardo seus rewies.

Beijos!

Quanto aos rewies, eu os responderei amanhã, ok? Desculpem-me!