Chapter 53:
Dantes de que tivesse que contestar algo e seguir com essa conversa incómoda, o braço começou a lhe doer. Pôs-se em pé de um salto e arrependeu-se em seguida: a dor não tinha mitigado tanto como pensava. Sacrificou pôr-se as calças e a camisa e colocou-se diretamente a túnica. Colocou-se as botas ante a mirada de Dumbledore e marchou-se, despedindo lhe com 'voltarei depois'.
Severus pôs-se a máscara enquanto entrava na Mansão. Não tinha ninguém, nem quando aterrissou nem nos corredores. Severus chamou à porta das habitações, pensando que deveria ter passado por sua casa a por um pouco de poção extática antes de ir à Mansão, e entrou quando se lhe disse. O Lord tinha um convidado que estava envolvido em roupa e escuridão de forma que Severus só pôde ver que era gordo e de pequena estatura. Ainda em seu lamentável estado, Severus olhou ao convidado e este se encolheu antes de que o Lord lhe jogasse.
- Parece que já conhece a meu novo espião, Severus. - o Senhor Tenebroso parecia tão malditamente satisfeito que pareceu esquecer de seu castigo.
- Senhor, tenho notícias. - como sempre, Snape se ajoelhou em frente a seu Maestro e continuou quando lhe permitiu. - Tenho convencido a Dumbledore de que lhe estou a trair.
- Bem, é um começo. -sussurrou o Lord. Sua varinha moveu-se entre seus dedos e Severus sentiu que lhe ficava pouco tempo antes de voltar à rutina. - Quero que lhe engatasse com suas mentiras e te faça seu… Confidente, conselheiro, como queira o chamar. Preciso que fale contigo de assuntos que não compartilha com meu outro espião.
Antes de que Severus pudesse assentir sequer, o Lord alçou sua varinha e voltou à rutina. E apesar dos cuidados que lhe tinham outorgado em Hogwarts, Severus voltou a se rasgar a garganta. À alva, enquanto tentava levantar-se para ir-se, outra vez mareado e tentando manter-se consciente, o Lord sussurrou como despedida:
- Dou-te em uma semana para que consiga a Albus Dumbledore, Severus. Faça e pode que a próxima vez me apiede de ti.
Severus saiu da Mansão com uma sozinha ideia em mente: uma vez mais, Albus Dumbledore. Chegou a sua casa e conseguiu atingir de novo a lareira para transladar ao despacho do Diretor. E uma vez mais, derrubou-se no chão e não acordou até o meio dia, com as vendas mudadas, uma garrafa de poção calmante na mesa-de-cabeceira e toda a roupa que se tinha deixado no dia anterior em uma cadeira. Sorriu, encontrando sua varinha na mesa-de-cabeceira. Dumbledore confiava já nele o suficiente como para lhe deixar a varinha e liberdade para mover por suas habitações.
Após pôr-se as calças e a camisa, abotoar e abrochare-los corretamente e calçar-se as botas, Severus saiu da habitação de Dumbledore. Tinha umas escadas estreitas que davam pé ao despacho de Dumbledore, de modo que as baixou em completo silêncio e pôs sua mão na maçaneta da porta quando escutou vozes.
- Tranquila, Minerva. - disse Dumbledore. - Tenho encontrado a alguém que poderia nos servir de muita utilidade.
- Alguém?
- Um comensal próximo a Voldemort que tem decidido trair por uma ideia em concreto. Por isso preciso relaxa-lo e lhe fazer saber que vou estar ali quando precise falar e me contar o que sucede; só assim conseguirei atrair a nosso lado.
- Isto é, é susceptível de voltar com o Inominável.- resumiu McGonagall.
- Exato, Minerva. Já se arruinou a vida e não quero que recuse minha ajuda para recuperar o pouco salvável que há nele. De modo que, com sua permissão, Minerva, devo ir ver tudo bom está.
Severus voltou a subir as escadas em completo silêncio, sabendo que não devia ter feito essa conversa, e se sentou na cama, tentando parece inocente. Dumbledore subiu aos poucos minutos, sem saber que seu espião tinha posto a orelha a sua conversa com McGonagall.
Com forçada familiaridade, Albus sorriu-lhe tristemente e sentou-se a seu lado enquanto Severus encurvava as costas e desviava a vista ao solo. Se em algum momento tinha sentido a tentação a trair a seu único Amo, todas aquelas dúvidas se tinham esfumado: nem sequer o grandioso Diretor, sempre amável com todos, lhe desejava algum bem de forma altruísta e sem esperar nada a mudança.
- Está melhor, Severus?
- Sim, senhor. - comentou com desânimo. Em parte era parte da estratégia, em parte era real. O Lord começava a pôr lhe os cabelos de ponta com suas tentativas de matá-lo a maldições e Dumbledore só pretendia manipular a seu desejo. Pensando em si mesmo mais que nas ordens que tinha, Severus acrescentou. - O Senhor Tenebroso sabe que estou aqui.
- Sabe?
- Sim, senhor. - Snape se encurvou um pouco mais e sussurrou. - Mandou-me ele aqui. Acha que se você me encontrava neste estado tão lamentável, sentiria lástima por mim e aceitaria como traidor.
- Compreendo, Severus. - os dois ficaram calados durante uns momentos até que Albus disse. - Agora que Voldemort acha que me está espiando, seria um bom momento para te manter cerca de mim e proteger de uma forma mais eficaz.
- O Ministério dará conta tarde ou cedo do que sou, senhor. - Severus olhou-lhe com medo: quiçá não tinha sido tão boa ideia. Aquilo se lhe estava indo das mãos.
- Antes de que se inteirem no Ministério, iremos você e eu a solucionar o mal-entendido. Um julgamento privado, Severus.
- Mandarão a Azkaban. Já não serei útil, senhor. - protestou com voz pequena e débil. Dumbledore sorriu e passou uma mão por suas costas:
- Não se trata de sua utilidade senão de sua segurança. - Severus assentiu, sabendo que o velho diretor acabava de dizer uma mentira tão grande como uma montanha. Não parecia muito interessado em sua segurança se não era capaz de manter a seu lado quando o Lord lhe chamava para seguir lhe torturando.
Na semana do prazo passou para Severus extraordinariamente rápida. Reuniu-se com Dumbledore mais duas vezes para concretar aquele assunto do julgamento e o resto do tempo passou-o na cama, descansando. E quando o Lord voltou a lhe chamar, Severus mal notava já os efeitos do cruciatus.
Essa vez sim que tinha gente na Mansão. Bellatrix, com a que se cruzou na entrada da casona, lhe fulminou com a mirada. Os demais apartaram-se a seu passo lançando lhe olhadas de lástima. O Lord devia de estar então muito enfadado, pensou Severus enquanto acercava-se a suas habitações privadas.
Chamou como sempre e esperou: após esperar e esperar, Severus escutou a débil voz de Voldemort instando-lhe a passar. Abriu a porta com cuidado e encontrou-se o que jamais tivesse esperado se encontrar. A habitação estava desordenada no que parecia ter sido um ataque de fúria do Lord e este estava tumbado em sua cama desfeita com as mãos postas na nuca como almofada. Severus engoliu saliva, sem gostar-lhe para nada todo aquele ambiente, e avançou, fechando a porta.
- Severus, veem aqui. - quando tentou falar, sentado no borde da cama, o Lord lhe interrompeu. - Não quero ouvir nada do que tenha que dizer. Esta noite não quero te escutar. Tombe.
Todo o bom humor que tinha conseguido reservar Severus se foi de imediato. Nem ia escutar suas boas notícias nem ia deixar-lhe em paz. Suspirou iniludivelmente e tirou-se a túnica de comensal, as botas e a máscara antes de tombar-se em silêncio. O Lord moveu-se e ao instante seguinte estava em cima dele com um sorriso depredadora, rompendo sua camisa branca. Severus fechou os olhos e tentou não pensar em nada.
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Nota tradutor:
De modo que agora ele quer sexo? Voldemort pervertido!
Espero que vocês gostem
Vejo vocês nos próximos capítulos
Ate breve
Fui…
