Comentário aos reviews,
Anaas, rssss. Imagina se Jensen tivesse morrido de novo (dentro do ônibus dos mexicanos)? Não, eu não faria isso com o Jared… Agora, falando nele, quem está ficando louro é nosso querido Padalecki. Onde já se viu se declarar assim, na frente de todo mundo? Eu não tenho nada a ver com isso! Rssss.
Sarah2013, bem… Eles podem ainda tentar reverter a situação e continuar a peça como deveria ser, mas algo me diz que não irão conseguir (kkkk). Concordo que Jared tem mais é que seguir para Nova York! Tomara que ele não mude de ideia ao ver que Jensen resolveu perdoá-lo. Não seria justo ele mudar seus planos… Quanto ao Jensen, realmente, se ele não quiser terminar mal essa história, terá que dar um jeito de contar o que está acontecendo para alguém… Mas ele é bem fechado quanto a isso.
Takealookmenow, que bom que você está gostando! Espero que esteja gostando também desse final cheia de acontecimentos enlouquecidos!
DWS, nossa, tomara que Saul não leia esse seu comentário! Ele não é lá tão esperto quanto você, ou, com certeza, conseguiria ferrar a vida do Jared de verde e amarelo (rsssss). Pobre Jay… Apesar de ser culpado de tudo isso que você o acusou, ainda assim, ele é uma boa pessoa, e merece ser feliz… Eu juro! Rssss. Ahhh, só vale lembrar que no laptop dele não iriam encontrar nada. Nem Genevieve conseguiu…
Yas, que bom que você chegou ao final tão depressa e leu a minha resposta ao seu comentário! Não se preocupe por não ter comentado mais, adorei tudo o que você escreveu. Obrigada por tantos elogios! :)
Ahhh pois é… Eu sei que é maldade terminar um capítulo assim (rsss). Isso foi algo que aprendi lendo outras fanfics. Sempre que possível, deixe um suspense no final do capítulo… Rsssss. É sempre bom deixar um gostinho de "quero mais", não é mesmo? Hahahaha, imagina você fugindo junto com os Js? Mesmo que não rolasse um menage, pelo menos você poderia se divertir assistindo os dois (rsss).
Fico muito feliz que esteja anciosa esperando esse próximo capítulo e esteja se divertindo com a história!
Muito obrigada pelos comentários! Chegamos ao penúltimo capítulo! Espero que gostem. Beijos para todos!
Capítulo 52
Ouvindo a declaração de Jared, Saul, que não tardou a reconhecer o professor de teatro, ficou ainda mais irritado.
- Ali, rapazes, prendam aquele homem! – apontou ele para seus colegas.
Do palco, os atores não viam a movimentação que acontecia na platéia. O diretor do colégio, entretanto, notando a chegada dos homens de uniforme, abordou-os antes que fizessem qualquer coisa precipitada.
- Nós viemos prender aquele desgraçado, pedófilo! – explicou Saul, descontrolado, apontando para Jared. – Ele acabou de se declarar pro meu filho!
- Isso é só uma encenação… - explicou o diretor, confuso. Desde quando Jensen era filho daquele rapaz? Saul e os outros não tinham ordem de prisão, e também nenhum prova concreta contra Padalecki. Se quisessem interrogá-lo, teriam que esperar o final da apresentação…
Enquanto isso, no palco, Jensen, após ouvir que Jared o amava, tentava se recompor e continuar seguindo o script. Mas quem disse que ele se lembrava direito? Com o coração a mil, e após tanto tempo sem treinar, a memória começava a lhe faltar.
- Não… Não ama… Ou não teria feito o que fez... – disse o menino, titubeante, após uma longa pausa.
Jared só queria que Jensen acreditasse nele. Seu amado era mais importante que qualquer outra coisa. Que se danasse todo o resto!
- Eu te amo! – Bradou o mais velho - Por favor, acredita em mim! – suplicou ele.
Danneel e Genevieve se entreolharam horrorizadas. A platéia não podia estar mais confusa. Saul tentou invadir o palco, mas, a essa hora, dois seguranças do colégio já estavam lá para impedi-lo. Todos estavam muito quietos até que se ouviu um suspiro alto e um gritinho entusiasmado. Era Patrick Vantouch, feliz por aquela peça de teatro, até o momento tão sem graça, ter virado uma linda obra gay.
Genevieve então correu até Padalecki e segurou seu braço, como deveria ser feito. Olhou para Jensen esperando que ele continuasse a falar, mas o louro parecia baratinado, ainda apontando sua espada para o professor. O jeito era improviser… Fazer o que?
- Mas você tem o dobro da idade dele! - reclamou a menina, arregalando os olhos para mostrar indignação.
Oh yes… yes… (oh sim... sim...)
A música escolhida para o final da peça começava a tocar. Jensen sentiu suas pernas bambearam. Estava cada vez mais difícil olhar para o professor. Aquela era a música deles! Jared suspirou fundo.
- E isso importa? – perguntou Padalecki veementemente. - Antes eu mesmo achava que sim... – completou, reticente. - Mas quando a gente ama... – Disse, agora com a voz embargada. – Nada mais importa… Eu te amo, Jensen Ross Ackles!
That's the only word (Essa é a única palavra)
I want to hear from your mouth (que quero ouvir de sua boca)
A linda melodia e as palavras de Jared tocaram profundamente o coração do mais novo, a ponto de trazerem lágrimas à seus olhos.
Oh, let's not waste our time (Oh, não vamos perder tempo)
Hiding what we feel inside (Escondendo o que sentimos por dentro)
- Jared, eu também te amo. Amo muito! - Exclamou o menino, deixando a espada cair e se jogando nos braços do professor. E, diante dos olhos perplexos de dezenas de pessoas, os dois se beijaram apaixonadamente.
- Viva! Bravo! Bravo! – Gritava Patrick. Alguns alunos mais liberais também aplaudiram. O único pai que apreciou o final inusitado, aparentemente, foi o de Castiel. Richard assobiava e aplaudia sem parar. Oliver e Castiel, por sua vez, estavam chocados porém bastante felizes. Finalmente os dois pombinhos haviam se acertado…
- Você quer prova mais concreta do que essa? – perguntou Saul, indignado, ao diretor. Agora, sem dúvida alguma, ele e seus colegas tinham todo o direito de levar Padalecki dali, direto para a delegacia.
- A polícia! – Avisou Patrick, se aproximando do palco, e apontando para os policiais.
Jensen e Jared olharam para os homens uniformizados, e logo reconheceram Saul entre eles. Eles precisavam fugir dali, e depressa. De mãos dadas, os dois rapazes correram pelos bastidores e saíram pela porta dos fundos. Sorte que o carro de Jared estava estacionado logo a frente.
- Vamos logo! – desesperou-se Jensen, assim que entrou no carro. Se os policiais os pegassem, era bem capaz de além de prenderem, ainda darem uma bela surra em Padalecki. Isso o menino não queria que acontecesse, de jeito nenhum!
Antes que o professor pudesse dar partida, os cinco homens surgiram ao longe, correndo. Estavam procurando por eles. Jared pisou no acelerador, e já teria despistado os sujeitos não fosse Brian Scott.
Brian? O que ele estava fazendo na frente do carro? Jared sempre soube que Scott queria vê-lo preso. Não era de se admirar que depois de assistir àquela cena, o homem não tivesse fazendo o possível para colaborar com a polícia.
- Atropela! – sugeriu Jensen, desesperado, vendo Saul se aproximar com a pior carranca do mundo. O homem já os tinha avistado.
Jared, entretanto, deu uma freada brusca. Brian, afoito, bateu no vidro, do lado de Jensen, com uma das mãos. Com a outra, segurava um cachorrinho.
- Ahh meu Deus! – exclamou Padalecki.
Ele havia se esquecido de Ben! Rapidamente o homem abriu o vidro, e, enquanto Brian passava o bicho para o colo de Jensen, agradeceu-o com veemência. Em seguida, acelerou novamente. Os policiais já estavam próximos. Dois deles sacaram suas armas e tentaram atirar contra os pneus do carro, mas, para sorte dos fugitivos, não acertaram o alvo. Brian parecia tentar atrapalhá-los.
Jensen agora apreciava o filhote que lambia suas mãos. Que cachorrinho adorável! Ele e Jared permaneciam calados. Não tinham dito sequer uma palavra desde que despistaram de vez Saul e seus comparsas. Ambos, entretanto, tinham muitas dúvidas e muitas preocupações. Jared estava indo para Nova York. Ele não podia ficar… Mesmo porque, se ficasse, era bem capaz de ser preso. Em outro Estado, ele estaria seguro.
Padalecki sentiu seus olhos umedecerem. Saber que seu amado o havia perdoado, deixava-o extremamente leve e feliz. Pensar, entretanto, que mesmo assim não poderiam ficar juntos por enquanto, trazia-lhe grande tristeza. O homem dirigiu até o apartamento de Trevor, namorado de Tom. Pediria a ele que levasse Jensen para casa, depois que se despedissem.
- Jen, você sabe que eu estou indo para Nova York… - suspirou o mais velho, cortando o silêncio, assim que parou o carro.
O louro acenou a cabeça positivamente. – Mas me leva com você?! – pediu, aflito.
Jared esboçou um sorriso triste. Que pedido inconsequente… Jensen era menor de idade, estava sob custódia da irmã, e ainda estudava. Era claro que ele jamais poderia levá-lo consigo.
- Não posso… Você sabe… E também não posso ficar…
- Mas por que não posso ir também? Eu quero tanto… – Insistiu o menino – Depois eu ligo para Mackenzie e aviso!
- Se eu te levar, vai ser sequestro, Jen… Você é menor de idade. Não tem como dar certo … Não agora…
O louro baixou a cabeça. Não, claro que Jared não poderia levá-lo... O menino permaneceu calado, afagando as orelhinhas do cachorro, enquanto se segurava para não deixar que lágrimas lhe saltassem dos olhos.
- A gente pode se comunicar pela internet… Se encontrar quando for possível. E daqui a alguns anos, se você ainda me quiser, eu estarei te esperando de braços abertos… - tentou amenizar Padalecki.
- Eu vou te querer sempre! – respondeu o mais novo. - Mas também te quero agora… – completou fazendo beicinho.
- Você pode ficar com ele! – Disse Jared, emocionado, finalmente prestando atenção em como Ben e o garoto pareciam estar se dando bem. Finalmente o reencontro… - O nome dele é Ben… E na verdade, ele era seu presente de aniversário! – explicou o moreno – Agora pode ser presente de Natal…
Jensen sorriu. Que presente adorável! Mas um anjinho daqueles com certeza sofreria abuso nas garras de Mackenzie e Saul. Ele não poderia aceitá-lo…
- Minha irmã não me deixaria ficar com ele… - o garoto deu de ombros.
Então Jensen levantou os olhos molhados e encarou Padalecki de frente. O professor estava ainda mais lindo do que de como se lembrava dele. Saber que Jared estava indo para tão longe, partia o seu coração. E se ele jamais o visse de novo?
O menino colocou Ben no banco de trás para que pelo menos pudessem se despedir direito. Quando seus braços entrelaçaram o pescoço do mais velho, e este abraçou-o com carinho, Jensen não pôde mais segurar o choro. Padalecki sentiu seu coração apertar e as lágrimas também envadirem seus olhos.
Ambos choravam, se beijavam e se acariciavam. Como podiam duas almas que se amam tanto serem obrigadas a se separar assim? Cruel era a intolerância e a lei dos homens… E essa história poderia ter terminado assim, com uma despedida sofrida, não fosse um ligeiro gemido que Jensen soltou, sem querer, quando Jared o abraçou com um pouco mais de força.
- Te machuquei?
- Não… - o louro pareceu envergonhado. Padalecki conhecia-o muito bem.
- O que foi, Jen?
- Não é nada… – Jensen tentou desconversar e voltar a beijar o moreno, mas Jared, convencido de que o mais novo lhe escondia alguma coisa, decidiu averiguar. Talvez alguma sequela do acidente? Padalecki então insistiu e levantou a camisa de Jensen. Viu hematomas espalhados por todo o seu corpo.
- Quem fez isso em você ?! – perguntou, alarmado. O louro baixou os olhos e só respondeu depois que o outro perguntou pela segunda vez.
- O Saul… Quando ele bebe… Mas é besteira… Não vou deixar ele fazer de novo… - respondeu o garoto. Não queria que seu amado o considerasse um bebê fraco e chorão.
Sem dizer palavra, e com os olhos novamente enchendo-se de lágrimas, Padalecki deu partida no carro.
- Para onde estamos indo? – perguntou Jensen assustado.
- Para Nova York. – respondeu o moreno, decidido. Ele podia ser preso por pedofilia e sequestro mas jamais deixaria seu amado sozinho de novo, longe de seus olhos, sendo abusado e maltratado por um idiota qualquer. E Saul haveria de pagar por tudo o que fizera ao garoto!
