Aqui está!

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Beijos e até o próximo!


CAPITULO XLII

POV BELLA cont.

Ele me encarava com aqueles olhos verdes queimando nos meus, o conhecia o suficiente pra saber o quanto estava bravo.

- Com quem falava, Isabella? – e lá estava à prova, Edward só falava meu nome, quando não estava nada contente, merda! De onde foi que ele surgiu? Não era pra estar lá em cima?

-Eu... Eu falava com Paul... – ele bufou visivelmente irritado. – Algum problema?

- Todos, ainda mais quando diz a outro homem que o ama! – foi minha vez de bufar, revirei os olhos sem acreditar no que havia dito, sinceramente não conseguia entender esse ciúme sem sentido dele.

- Paul é como um irmão pra mim, qual o problema em dizer que eu o amo, se eu o amo? – falei como se fosse óbvio, o elevador havia chegado e meu marido praticamente me arrastou pra dentro. Assim que entramos o vi apertar o botão e as portas se fecharem atrás dele, o bendito elevador mal havia subido e Edward apertou um dos botões e aquele troço parou entre os andares. – Mas o que? O que está fazendo, Edward? Ficou maluco?

- Fiquei! Fiquei louco, louco de raiva... De ciúme... – dizia entre beijos me prensando contra a parede do elevador. – Você é minha Isabella... Só minha... – disse antes de tomar meus lábios em um beijo enlouquecedor, me fazendo perder o fôlego e o juízo também. Já que eu estava dentro de um elevador, em uma amasso, sendo literalmente prensada contra uma das paredes.

Suas mãos estavam em minha bunda pra variar, meu delicioso marido tinha uma verdadeira fixação por aquela parte especifica do meu corpo, a qual ele apalpava com gosto, enquanto praticamente devorava minha boca. Edward me ergueu e automaticamente o enlacei com minhas pernas, o sentindo duro e pulsante contra mim, me fazendo soltar um gemido, tamanha era minha excitação. Gemi mais alto, quando Edward voltou a arremeter o quadril contra o meu em busca de atrito.

- Edward... Ohh... Edward...

- Preciso de você... – sussurrou em meu ouvido, me deixando completamente a mercê dele. – Sinta... – outra vez arremeteu o quadril contra o meu.

-Oh Deus... – gemi novamente. – Estamos no elevador... Perdeu o juízo? – ele se afastou um pouco para me encarar, seus olhos exalavam luxuria, desejo e principalmente amor. Estávamos ambos ofegantes, ele respirou fundo se afastando recompondo-se, ajeitei meu cabelo e minha saia que havia subido toda e vi meu marido apertar novamente o bendito botão sem dizer uma só palavra.

O elevador voltou a se mover e Edward entrelaçou seus dedos aos meus, sua respiração pesada e a minha ainda ofegante, era tudo que se ouvia. Finalmente o elevador chegou ao seu destino e assim que as portas se abriram, Edward saiu me levando com ele passando direto pelas pessoas sem nem ao menos cumprimentá-las.

- Senhor Cullen, aqui es...

- Depois vejo isso Rachel, não estou pra ninguém, ouviu? Ninguém! – vi a pobre moça assentir somente, enquanto ele me levava pra dentro de sua sala. Uma vez lá dentro, me prensou contra a porta, voltando a devorar minha boca, como fazia há minutos atrás.

Sua mão infiltrou-se pela saia acariciando minha coxa, subindo cada vez mais, até encontrar minha calcinha... Livrou-se dela com uma agilidade impressionante, tocando-me enquanto seus lábios percorriam a curvatura do meu pescoço.

- Humm... – foi impossível conter um gemido, quando seus dedos deslizaram pela minha intimidade, me invadindo em seguida.

- Shhh... Fica quietinha... – pediu de forma sussurrada enquanto me levava à loucura com aqueles dedos. Mordi o lábio inferior, contendo outro gemido, e quando curvou os dedos dentro de mim atingindo aquele ponto especifico... Tudo desapareceu e mergulhei de cabeça naquela sensação de prazer absoluto.

Lentamente abri os olhos, ainda imersa naquela sensação arrebatadora, me deparando com aqueles olhos verdes dançando pra mim. Edward tinha um sorriso travesso nos lábios, levou os dedos à boca e os lambeu soltando um leve gemido de satisfação.

- Você é deliciosa, senhora Cullen! – estreitei o olhar o empurrando em direção aquele bendito sofá, Edward deixou-se cair e minhas mãos fora para o seu cinto o desatando, abri sua calça a puxando junto com sua boxer até a altura dos joelhos. – O que tem em mente, senhora Cullen? – perguntou divertido.

- Nada! - disse pegando uma das almofadas, jogando-a no chão, ajoelhando-me diante dele. Novamente seus olhos queimaram nos meus, ergui sua camisa distribuindo beijos por seu abdômen enquanto roçava minhas unhas em sua virilha, sem tocá-lo onde ele mais desejava ser tocado. Um gemido rouco escapou de seus lábios à medida que eu descia pela trilha de pelos, o toquei e novamente o ouvi gemer baixinho.

Enquanto o acariciava, sentindo o pré-gozo empapar meus dedos, deslizei meus lábios por toda sua extensão, sentindo meu marido segurar meus cabelos com força, meu nome escapou de seus lábios junto com outro gemido. Deixei minha língua tomar o lugar dos meus lábios e em seguida o tomei em minha boca até onde consegui.

- Porra Bella... – o ouvi soltar agarrando ainda mais os meus cabelos, erguendo o quadril. Eu me deliciava com seus sons tipicamente masculinos, e seu gosto tão dele, meu marido era absurdamente gostoso, fato. – Para Bella... – pediu me fazendo olhá-lo. – Preciso estar dentro de você, agora! – disse me puxando pra si, me encaixando sobre ele, e não contive um gemido ao senti-lo todo dentro de mim.

Sua boca estava na minha, abafando meus gemidos e os seus próprios, ele arremetia contra mim com força, fazendo nossos corpos se chocarem até que ambos explodimos em puro êxtase, gozando forte. Cai sobre seu peito, completamente sem forças, e Edward recostou-se no sofá.

- Quem você ama agora Isabella? – perguntou ofegante.

-Este seu ciúme é absurdo, sabia? – disse me erguendo para encará-lo, eu ainda estava montada nele, podia senti-lo ainda dentro de mim. – Paul é meu amigo, é como um irmão pra mim, e sim eu o amo, Edward, mas desta forma, como você ama Alice, Rose, Emm e Jazz.

-Desculpe, mas quando a ouvi falando ao telefone eu... Fiquei cego... – confessou voltando a se mover dentro de mim. – Eu te amo Bella... Te amo e a ínfima ideia de perdê-la outra vez me deixa insano.

- E porque me perderia?Paul não representa risco algum ao nosso casamento Edward, temos problemas maiores, acredite!

- Sei disso! Mas o que acha de esquecermos tudo que existe daquela porta pra fora, senhora Cullen? - disse voltando a me beijar, reacendendo o desejo de ambos, e lá estávamos nós, nos amando uma vez mais.

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POV EDWARD

Confesso que quando a surpreendi ao telefone, dizendo que amava o cara do outro lado da linha, senti meu corpo todo tencionar-se, e o ciúme me consumir. Não foi surpresa alguma quando disse que falava com Paul, era sempre ele! Mas confesso que detestei ouvi-la dizer que o amava, pode parecer infantilidade, mas me incomodava e muito.

Mas no final tudo acabou bem, e o que teve inicio naquele bendito elevador, terminou em minha sala. Era obrigado a admitir que minha esposa, com aquela carinha de anjo, era quente como o inferno e confesso que para mim, é praticamente impossível manter minhas mãos longe dela por muito tempo.

Depois de devidamente saciados e recompostos, Bella me contou que Paul estava voltando, e contou por cima algo sobre ele e o tal parceiro terem rompido, portanto o cara viria só. Também avisou que ofereceu a casa dela para que ficasse hospedado.

- Algum problema quanto a Paul ficar hospedado na casa de Forks? - disse brincando com a minha gravata, eu a tinha em meu colo, estávamos em minha cadeira.

- Nenhum, por quê?

- Ótimo, porque assim que ele chegar, vou ajudá-lo a se instalar, sem contar que temos muito que resolver.

- Precisa ficar tão empolgada assim como a volta dele? – minha esposa linda estreitou o olhar.

- Para com isso Edward, pare de implicar com Paul, por favor. – pediu fazendo biquinho e simplesmente não havia como resistir aquilo.

- Tudo bem, amor, desculpe!

- Tenha em mente uma coisa senhor Cullen, Paul é como um irmão pra mim, um irmão, Edward.

- Tudo bem, já entendi!

- Realmente espero que sim, agora preciso ir... – Bella tentou sair do meu colo, mas a mantive presa ali.

- Não vá, fique aqui comigo, assim de preferência. – ela sorriu revirando os olhos.

- Você tem uma fundação para presidir e eu tenho coisas a fazer, nos vemos mais tarde gostosão! – disse estalando um beijo em meus lábios, escapando de mim.

- A propósito, onde foi esta manhã? – a pergunta foi simples, porém, vi minha esposa praticamente mastigar os lábios nervosamente.

- Eu... Eu... – ela bufou revirando os olhos. – Droga! Fui visitar uma amiga... É isso. – concluiu dando de ombros.

- Amiga? Que amiga? – insisti.

- Não faça perguntas às quais não posso lhe responder, está bem? Basta saber que estive com Renata...

- Reanta? Renata Volturi?

- Ela mesma, mas não me pergunte o conteúdo desta conversa, é sigilo absoluto e não vou abrir a boca, estamos entendidos?

- Tem certeza? Tenho inúmeras maneiras de fazê-la falar, senhora Cullen!

- Sei perfeitamente que tem, mas é surpresa, garanto que não irá se arrepender.

- O que está aprontando Isabella?

- Nada! Só estou tentando cumprir a promessa que fiz ao meu marido.

- Que promessa?

- A de estar lá, quando recebesse o premio.

- Mas...

- Eu já falei demais, tenho que ir, estarei com Alice, nos vemos mais tarde! – disse estalando um beijo em meus lábios, saindo rapidamente. Tentei sondar Emmett e Jasper sobre o assunto, mas os dois estavam tão por fora quanto eu.

Os dois dias seguintes mal vi minha esposa, que estava às voltas com a reforma de nossa casa, minha mãe fazia questão da opinião dela sobre tudo, sem contar que Bella ainda estava orientando Hulien com a utilização do palco para o espetáculo.

Havia deixado meu carro com ela, afinal, Paul chegaria e Bella fez questão de ir buscá-lo no aeroporto e ajudá-lo a se instalar em sua antiga casa.

- Porque ta com essa cara? – Emm disparou ao entrar na minha sala.

- A única que tenho, por quê?

- Todo esse mau humor é pela chegada do tal Paul?

- Não torra Emmett. – o infeliz riu debochado. – Acredita que Thony não fala de outra coisa? É tio Paul pra cá, tio Paul pra lá... É irritante!

-De um desconto cara, o *Jr. cresceu com a presença dele, é natural que sinta falta do tio.

(N/A: Só pra constar, se lê JR e não Junior.).

- Mas aquele cara não é o tio dele, nem mesmo parente ele é!

- Eu não diria isso, Bella o vê como um irmão, e na minha humilde opinião, o que você deveria fazer, era tentar se acertar com o cara ao invés de ficar com esse ciúme besta! Paul é legal, já sentou e conversou com ele?

- Não!

- Paul é um cara legal, faça isso, vai ver que esse teu ciúme não tem fundamento. – as palavras de Emmett rondaram minha mente o dia todo, peguei meu celular discando o numero de Bella, daria um jeito nisso hoje mesmo!

"Edward?" – disse assim que atendeu.

- Oi amor, e ai, como estão às coisas? – perguntei como quem não quer nada.

"Bem, estamos á caminho de Forks, algum problema?"

- Não, só liguei pra pedir que chame Paul pra jantar em casa conosco, o que acha? – o telefone ficou mudo por alguns instantes. – Bella?

"Oi? Hmm, o que você está aprontando?" – perguntou desconfiada.

- Nada, só acho que se vamos conviver, seria bom nos conhecermos, concorda? Quero saber mais do homem que vai passar a maior parte do tempo com as mãos em minha esposa.

"Edward!"

- O que?

"Você não existe, sabia?"

- Então? Vai chamá-lo ou não? – ouvi perfeitamente ela bufar do outro lado da linha, em seguida se reportar a ele. - "Edward está chamando você para jantar conosco, topa?".

"E arriscar não sair vivo de lá? Seu marido parece não gostar muito de mim."

"Edward só está enciumado, mas isso passa, vai ou não?"

"Tem certeza de que ele não vai me matar ou coisa parecida?"

"Paul! Duvido que ele faça algo do tipo, além do mais, Thony vai estar por perto, portanto estará seguro."

- Eu estou ouvindo Bella! – a lembrei.

"Desculpe amor, é que você não causou uma boa impressão ao Paul, ele está com medo de você!"

- É bom que tenha mesmo! – sorriu ao ouvir sua risada.

"Estaremos de volta o mais rápido possível, vou ligar para Maria e pedir que prepare tudo, te amo!" – aquilo era musica aos meus ouvidos.

- Te amo mais, senhora Cullen.

"Impossível!" – revidou desligando em seguida.

Sai da fundação por volta das dezessete e trinta, levei cerca de quinze minutos até em casa, e o tal Paul estava lá, com meu filho brincando no meu sofá!

- Papai! – Thony praticamente gritou vindo em minha direção.

- Olá amigão, e ai, como foi seu dia? – perguntei ao dar um beijo nele.

- Foi legal, olha, o tio Paul voltou, não é mó legal?

- Claro filho, é muito legal! Como vai Paul? – estendi minha mão e o cara a aceitou hesitante.

- Bem, estou bem, e pelo que vejo, pra você também.

- Melhor impossível! – ele sorriu assentindo. – Onde está Bella?

-A mamãe ta tomando banho. – Thony respondeu por ele.

-Ela subiu tem alguns minutos. – disse Paul.

- Sinta-se a vontade Paul, não vou me demorar. – ele assentiu somente. – Faça companhia ao seu tio Paul, o papai vai tomar um banho e já volta.

- Tá! – foi à resposta de Thony, subi para o meu quarto e ao abrir a porta pude ouvir o chuveiro ligado, sorri me despindo rapidamente vestindo o roupão. Ao entrar no banheiro vi minha esposa se banhando despreocupadamente, a imagem dela toda molhada debaixo daquele chuveiro era de tirar o fôlego. Definitivamente eu era um cara fudidamente sortudo!

- Você é sexy sem ao menos tentar, sabia? – sorri ao ver minha esposa sobressaltar com o susto.

- Edward? De onde você surgiu?

- Eu estava digamos... – disse abrindo a porta do Box. – Apreciando a bela vista, me permite?

- Estamos com visita!

- Só quero dividir o chuveiro com você, posso? – seus olhos percorreram meu corpo demorando-se um pouco em meu amigo que já estava duro como uma rocha, vi minha esposa passar a língua pelos lábios o mordendo levemente em seguida. Foi o que bastou, em questão de segundos estávamos praticamente nos devorando enquanto eu a erguia, deslizando pra dentro dela em uma estocada firme a ouvindo gemer meu nome alto.

- Temos visita lá em baixo... – Bella tentava dizer entre arfadas e gemidos, suas unhas varriam minhas costas, enquanto eu investia contra ela cada vez mais forte e mais rápido.

- Não importa... Ele que espere... – ela sorriu voltando a me beijar, enquanto movia aquele quadril de modo enlouquecedor. Seu corpo já dava sinais de que o fim estava próximo, eu mesmo já estava no meu limite.

- Edward... – meu nome saiu entre um gemido alto, suas mãos agarravam os meus cabelos e pude senti-la apertar-se em torno de mim antes de gozar forte, sendo seguida por mim, é claro. Repousei minha cabeça em seus seios enquanto sentia aquela sensação de prazer intenso me abandonar aos poucos.

Bella terminou seu banho e saiu antes de mim, quando terminei e ela já não estava no quarto, me enfiei em um jeans e uma camiseta e desci.

- Onde está sua mãe, Thony?

- Tá com a Maria. – meu filhote respondeu sentado ao lado de Paul.

- Quer beber algo? – perguntei ao cara. – Uma cerveja?

- Uma cerveja vai bem! – respondeu, mas não tive tempo de ir a cozinha buscar, Bella trazia três Heineken e um copo com suco.

- Aqui está, o jantar logo fica pronto! – anunciou me entregando uma das garrafas, entregou o suco de Thony e em seguida estendeu uma das garrafas para Paul, sentando-se sobre o braço do sofá ao meu lado.

- Bella comentou comigo sobre a proposta que fez... – ele disse tomando um gole de sua cerveja. – Eu estive pensando em abrir aulas de musica, acha que tem como abrir uma sala?

- A fundação abrange vários segmentos, eu dou aula de piano, temos professores qualificados em outros instrumentos, mas nenhum focalizado em canto, seria uma boa oportunidade! Bella me disse que é formado, certo?

- Isso mesmo! – por um tempo, falamos sobre da possibilidade de ambos trabalharem na fundação, tentei explicar por cima como funcionava as coisas por lá, até que Bella se levantou.

- Se me dão licença, vou ajudar Maria com o jantar, juízo meninos. – minha esposa estalou um beijo em meus lábios e outro nos lábios de nosso filho, que já tinha feito um bico pra ela. Thony pediu pra ver um desenho e rapidamente o levei a sala de vídeo, voltando em seguida.

- Ele está tão feliz, não parou de falar um minuto desde que cheguei. – Paul comentou puxando assunto. – Nunca vi aquele garoto tão eufórico, Thony ama muito você.

- E eu o amo, quero dizer, eu os amo.

- Sei disso!

- Como conheceu Bella? – fui direto, não havia motivos para dar voltas.

- Eu trabalhava em pub em Londres, sabe como é, cantando em dias alternados pra ganhar uns trocados... – disse meneando a cabeça. – Ela apareceu por lá atrás de uma vaga, confesso que não botava muita fé nela, Bella parecia um cãozinho acuado... – franzi o cenho e acredito que ele tenha notado minha cofusão. – Assustada e tão tímida, mas bastou subir no palco e meu queixo caiu quando soltou a voz, cheguei a me arrepiar todo, foi a coisa mais linda que já vi e ouvi.

- Quando foi isso?

- Pelo que sei, pouco depois de chegar a Londres, confesso que fiquei encantado nela... - o encarei com uma das sobrancelhas arqueada. – Oh, não me olhe assim, não neste sentindo! Sempre a vi como uma irmã, Edward, desde o início. – me garantiu. – Bella estava tão sensível e tão fragilizada que tudo que eu queria era protegê-la. Aos poucos nos tornamos amigos, não demorou muito, a sensação era de que nos conhecíamos há séculos, em semanas sabíamos tudo da vida um do outro.

-Ela falou sobre nós? - Paul sorriu meneando a cabeça.

- Desde o bendito beijo no armário de casacos! – fiz uma careta ao ouvi-lo. – Quando me contou o que houve, eu disse a ela, volte! Se ele te ama, tudo vai se resolver, mas Bella tinha medo...

- Medo? Medo de que?

- De você ter se acertado com a tal garota, de não perdoa-la por ter ido embora... Sei que as coisas não devem ter sido fáceis pra você também... – somente assenti. – Mas aquela garota sofreu o diabo, Edward, eu sei, eu estava lá.

-É eu soube! Mas não foi uma escolha minha. – minha voz não passou de um sussurro.

- Sei que a escolha foi dela, mas alguma vez tentou se colocar no lugar dela? Ver as coisas pela perspectiva dela?

- Acredite, eu tentei inúmeras vezes! Mas porque não voltou quando descobriu a gravidez?

- Bella me contou que havia ligado, foi quando descobriu que estava de casamento marcado com a tal garoto, aquilo a devastou... Não tem ideia de como ficou. - ele praticamente sussurrava então o chamei para a biblioteca, onde teríamos mais privacidade.

- O que aconteceu com ela, Paul?

- Bella não te contou?

- Muito por cima, mas sinto que tem algo mais, compreende?

- Provavelmente porque quer te poupar, ela sempre protegeu você de certa forma.

- Eu sei. – foi o que consegui dizer.

- Charlotte a tinha colocado contra a parede, exigiu que voltasse e contasse tudo, mas Bella se recusava. Nessa mesma época Garrett havia me feito o convite para ir trabalhar com ele, foi quando o apresentei a Bella e no mesmo instante ela aceitou.

-E Charlotte?

- Ficou furiosa, quase mata Garrett, mas depois os dois se apaixonaram e estão juntos desde então. Enquanto a Bella? Aquela garota só tentava sobreviver, o pai surtou com a gravidez, as coisas que dizia a ela, não tem ideia do quanto Bella sofreu... Você casado com outra, o pai a repudiava, a separação dos pais e uma gravidez nada fácil, sem contar nos engraçadinhos tentando tirar uma lasquinha, se é que me entende?

- Como assim?

- Bella é uma mulher linda e chamava a atenção por onde passávamos, sempre tinha um idiota metido a besta, tentando se dar bem com ela. Era ai que eu entrava, e as pessoas acreditavam que éramos mais que parceiros, pelo modo protetor como agíamos um com o outro. Eu a protegia de caras escrotos e ela me protegia de garotas insistentes e pegajosas que não entendiam a minha opção sexual, eu sou gay, Edward.

- Eu sei, Bella me contou.

- Sei que contou, Bella nunca me julgou, sempre me apoiou, acredito que seja por isso que nos damos tão bem. Venho de uma família abastada de Londres, mas quando meus pais souberam da minha opção... – o vi engolir seco. – Meu pai surtou dizendo que a culpa era da dança e minha mãe insistia que eu precisava de um médico, que o que eu tinha era doença.

- Sinto muito Paul, quantos anos você tinha?

- Dezesseis, me afastei deles, fui morar com minha avó, por incrível que pareça, ela me compreendia. Conclui meus estudos, me formei e nunca mais os vi, eles morreram em um acidente de carro dois anos depois. Minha avó morreu um ano depois e eu não tinha mais ninguém, até encontrar Bella!

- Entendo! – foi o que consegui dizer.

-Neste tempo todo em que conheço sua esposa, dá pra contar nos dedos de uma mão os caras com que ela se permitiu sair, e garanto a você Edward, que não passaram de um encontro ou dois e quando eu perguntava por quê? Porque ela não se permitia seguir em frente, mesmo depois da gravidez e sabe o que me respondia?

-O que?

- Que ainda o amava demais... – foi minha vez de engolir seco. – Que não funcionava desta forma, que seu coração precisava estar envolvido pra que pudesse ter sexo com alguém! Que ninguém tinha o seu olhar, o seu toque, entre outras coisas... – disse divertido. – Que aquele coraçãozinho tão sofrido ainda pertencia a você, única e exclusivamente a você, Edward!

- O que houve quando Thony nasceu? – perguntei fingindo ignorar o que ele havia dito, mas acredito que Paul tenha notado.

- A gravidez seguiu bem, Bella dançava sem problemas, só tivemos que fazer algumas modificações à medida que sua barriga crescia. Quando descobriu que era um menino, ficou eufórica, não falava de outra coisa! Mas quando completou o sétimo mês de gestação sua pressão desestabilizou e Bella passava mais tempo no hospital do que em casa, foi quando Garrett cancelou nossa agenda e voltamos para Londres e ficamos por lá até Thony nascer. Se ela souber que te contei, vai me matar!

- Prometo que ficará somente entre nós! – ele assentiu prosseguindo

-Fiquei com ela o tempo todo, cuidando dela, tentando mate-la calma, tranquila, pra que a bendita pressão baixasse. Mas Bella achava que não conseguiria, e dizia coisas absurdas como... Se eu morrer, diga que nome dele será igual ao do pai... Me prometa que o entregará a Edward... – citava Paul. – Eu me recusava a dar ouvidos a ela, e quando chegou a hora foi assustador, eu estava lá, com ela na sala de parto... Charlotte estava fora a trabalho e Garrett resolvendo coisas da companhia.

-Esteve com ela na hora do parto?

- Sim, mas era você que ela chamava a todo o momento, algo havia dado errado...

- O que? Como assim?

- Bella fazia força, tentava empurrar, mas não adiantava, ele não saia... Confesso que já estava desesperado quando a vi juntar o restante de força que lhe restava, e quando o choro de Thony ecoou na sala, Bella sorriu. Foi emocionante vê-lo com o pequenino nos braços, ela o olhava com adoração, mas de repente seu olhar perdeu o foco e seus batimentos cardíacos diminuíram... Eles levaram Thony de lá e tudo ficou uma loucura, e pelo que entendi antes de me tirarem de lá foi que ela estava com hemorragia, devido à pressão que havia subido demais.

- Deus do céu!

- Foram os momentos mais angustiantes da minha vida, mas tudo acabou bem, Bella teve inicio de eclampsia e por muito pouco não a perdemos.

- Porque Bella não me contou o que aconteceu? Droga! Porque não me ligou? Eu teria...

- Teria feito o que Edward? Brigado com ela talvez, ou quem sabe teria tirado o menino dela?

-Eu jamais faria isso!

- Talvez não, mas jamais saberemos, concorda? O destino os colocou de volta um na vida do outro, e veja onde estão... Casados, esqueça o passado Edward, tem uma mulher excepcional, que te ama acima de tudo e que seria capaz de qualquer coisa pra tua felicidade.

-Sei disso e agradeço a Deus todos os dias por trazê-la de volta pra minha vida, eu a amo Paul, sempre a amei...

- Percebi isso no momento em que a viu naquela sala de espera, mas ambos estavam feridos, magoados... Você, por Bella ter te deixado e ela por você ter encontrado alguém!

- Edward? - ouvi minha esposa chamar dando leves batidinhas na porta.

- Aqui, amor! – ela entrou e franziu o cenho.

- O que estão fazendo aqui?

- Conversando! O que mais poderíamos estar fazendo aqui? – Paul disparou quando Bella estreitou o olhar.

- O jantar está pronto, vamos?

- Hmm... Estou faminto! – o cara disse passando por ela, que estreitava o olhar pra mim.

- Sobre o que tanto falavam?

- Várias coisas, e confesso que estou tentado a reavaliar a minha opinião sobre seu amigo! – falei divertido.

- Paul é um doce!

- Não vamos exagerar, tá bem? – ela riu debochada me puxando para a sala de jantar. Foi um jantar agradabilíssimo, e confesso que me diverti muito ouvindo as coisas que aqueles dois aprontaram enquanto viajavam pela Austrália.

- A conversa está muito agradável, mas eu tenho que ir. – Paul anunciou se levantando. –Será que poderia chamar um táxi pra mim?

- Eu disse pra você vir com a caminhonete, se não fosse tão teimoso...

- Não é questão de teimosia minha linda, e sim bom senso, eu é que não vou andar por ai naquele troço!- comprimi os lábios contendo o riso, o modo como Bella o olhou foi hilário.

- Será que só eu gosto daquela caminhonete?

-Provavelmente! – Paul respondeu sem se importar com os olhares fulminantes que minha esposa lançava para ele. – Não se preocupe, amanhã mesmo providencio um carro de verdade e não um tanque do século passado!

- Vou pedir o seu taxi. – Bella disse indo na direção do telefone, meu filho havia adormecido no sofá e lá estava. – Ele já está a caminho, Jones irá avisar quando chegar.

-Jones? Quem é Jones?- perguntei sem fazer ideia de quem se tratava.

- É o porteiro do turno da noite, como pode morar a tantos anos aqui e não conhecer o porteiro? Jones faz o turno da noite e o Sr. Murray o da manhã, ele é um encanto! – sorri a puxando pra juntinho de mim, depositando um beijo na curvatura de seu pescoço. Bella era mesmo uma mulher muito especial, confesso que não sabia o nome do porteiro da noite, e o Sr. Murray eu só conhecia de vista. Nos dois anos em que estive com Tanya, ela mal sabia o nome de Maria, e, no entanto, Bella está aqui há tão pouco tempo e já conhece a todos.

- Valeu pelo jantar. – ele disse despedindo-se dela. – Te vejo amanhã, certo?

- As dez, e é bom que esteja acordado! – Paul se despediu de mim e desceu em seguida.

- Não vai à fundação amanhã? – perguntei como quem não quer nada enquanto voltávamos para o apartamento.

- Acredito que não, temos muitas coisas a acertar ainda, e preciso providenciar um carro urgentemente!

- Posso ver isso pra você se quiser? – me ofereci.

- Jura? Eu agradeceria, não sou muita boa com isso!

- Deu pra sacar, pela carroça que comprou! – e lá estava ela, me lançando aquele olhar mortal, peguei Thony nos braços para levá-lo para a cama, Bella o trocou e meu filho nem sequer resmungou, dormia pesado. – Ele parece você, depois que dorme, não tem o que acorda.

- Alguma coisa além da inteligência, ele tinha que herdar de mim não é?

- Tá me chamando de burro por acaso?

- Claro que não, você além de lindo e incrivelmente sexy, é também muito inteligente, mas tem seus momentos! – estreitei o olhar e Bella prendeu o riso.

- Ah sua... – sai correndo atrás dela alcançando-a no corredor, a peguei pela cintura jogando-a sobre o ombro.

- Me coloca no chão Edward!

- Não, você merece ser castigada! Wow! – soltei ao ser apalpado com gosto.

- Desculpe, não resisti, quem manda ser tão gostoso!

- Me acha gostoso senhora Cullen? – a virei deixando seu corpo deslizar sobre o meu.

-Devastadoramente gostoso senhor Cullen... – minha esposa soltou um leve gemido quando minhas mãos encontraram sua bunda e minha boca na dela, enquanto nos livrávamos de nossas roupas, nos entregando ao desejo uma vez mais.

Assim que cheguei à fundação na manhã seguinte, pedi para Emm me ajudar com a compra do carro de Bella, minha esposa e eu tivemos uma breve discussão pela manhã. Isabella insistia em me dar um cheque, com o valor do carro que pretendia comprar, tentei me recusar a aceitar, mas minha amada esposa era jogo duro.

Estava concentrado preparando a próxima aula quando meu celular tocou. – Alo? –disse sem nem ao menos olhar no visor antes.

"Oi amor!" – bufei revirando os olhos, me recostando a cadeira.

- Para com isso Tanya, o que quer? – meu tom saiu mais frio do que pretendia.

"Estou tentando falar com você há dias, anda fugindo de mim, gato?" – sua voa estava levemente rouca, como quando usava para me seduzir.

- Não me tome por você, minha cara, o que quer? - ela achava mesmo que eu cairia nessa?

"Soube que levou aquela bailarinazinha de quinta para o seu apartamento!"

- Ela é minha esposa, seu lugar é ao meu lado, pra que foi que ligou Tanya?

"Quero saber como faremos? Toda a imprensa, aliás, toda Seattle pensa que você é o meu namorado e espera nos ver chegando juntos ao evento!"

- Isso não vai acontecer! E quanto a todos pensarem que ainda somos um casal, darei um jeito nisso!

"Vai a público? Por acaso irá assumir que me traia com aquela vagabunda?"

-Bella não é nenhuma vagabunda!

"Você não pode me expor desta forma Ed! Espere o evento, você me deve isto!" – exigiu furiosa, mas no fundo ela tinha razão, eu devia a ela.

-Assim que esse evento passar, vou anunciar meu casamento com Bella, esteja preparada ou não! E não se faça de vitima Tanya, se não tivesse fugido pra Milão, teríamos resolvido isso de uma forma...

"Me dê até o evento..." – voltou a pedir e eu me perguntava porque ? – Depois faça o que achar melhor!"

- Preciso trabalhar Tanya!

"Tchau Ed." – disse desligando em seguida, eu só esperava que aquela maluca não aprontasse nada até lá, o evento seria em duas semanas.

Nos dias que se seguiram, eu mal via minha esposa, ela ficava entre Forks e Seattle. Não parava um minuto sequer, soube que esteve no anfiteatro auxiliando Hulien, e que andou conversando com algumas de nossas professoras.

Tentei arrancar de Alice alguma coisa, mas minha irmã se negava em dar uma dica sequer, Maria deixou escapar que Paul passava horas com Thony e eu me perguntava o porquê disso tudo? O que diabos aqueles dois estariam aprontando?

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Demorei mas postei!

Desculpem pela demora, mas é que perdi dois dos meus amores em menos de duas semanas! Dois gatinhos meu se foram, viraram estrelinhas, e confesso que fiquei meio sem pique depois disto!

Mas aqui está, espero que gostem! Este evento vai pegar fogo!