Nota prévia: Há capítulos que causam dor ao serem escritos. Este foi um deles. Há dor, mas também há esperança por conta da característica que mais me encanta nos khazâd: Sua abençoada obstinação. Eles se quebram, mas se refazem tantas vezes quantas se fizeram necessárias. Como não amá-los? Só não os ama, quem não os conhece. Fibra, vontade a toda prova e força a mais não poder. Tão intensos na alegria quanto na dor, na ira quanto na lealdade, na amizade quanto na inimizade. Com eles não há meio termo. Desejo a vocês a têmpera dos Filhos de Mahal para que, como eles, superem todas as suas lutas com coragem no coração e o grito 'Du Bekar!' nos lábios.
Os anões de Erebor vagaram sem destino. Famintos e sem abrigo, não conseguiram auxílio gratuito. Trabalharam onde foi possível para sobreviver. Lutaram muitas batalhas. O povo de Dúrin sangrou, poucas mãos foram estendidas a eles, insuficientes diante de tanta desdita. A maioria lhe negou toda e qualquer ajuda, diabolicamente satisfeitos por ver o poderoso povo de Erebor derrotado.
Em sua busca por um novo lar, o rei Thrór tentou reconquistar o antigo Reino Anão de Moria. Fora lá que Dis perdeu seu o marido. Bivar lutara até o fim, provando mais de uma vez seu valor aos olhos de Thórin.
Thórin nada pudera fazer diante do corpo moribundo do esposo de Dis. O último diálogo que tivera com o soldado golpeou-lhe a mente durante muitos anos:
- 'Tome meus filhos como seus, meu príncipe' – foram as últimas palavras de Bivar.
- 'Não sou digno de tal dádiva' – respondeu Thórin, ajoelhando-se diante do corpo do cunhado e tentando sustentar-lhe a cabeça com a mão.
Bivar estendeu a mão ensanguentada a fim de tocar o escudo de carvalho que Thórin, mais por instinto do que por necessidade, teimava em segurar.
- 'Eu gostaria muito de poder continuar a servi-lo, mas sei que meus filhos o farão ainda melhor do que eu...' – disse antes de seu último suspiro.
O pai de Fili fechou os olhos e partiu para os Salões de Espera, onde, como bravo guerreiro, pai e esposo dedicado que era, seria recebido por Mahal, seu criador, e por Ilúvatar, o Pai de Todos.
Enquanto Thórin adentrava o acampamento, ninguém se atrevia a dirigir-lhe a palavra. Mesmo porque não havia ânimo para tal. Cada um dos sobreviventes trazia consigo uma lista de suas próprias perdas. Os khazâd caminhavam pesarosos. Era consenso entre eles que prefeririam uma nova guerra contra os rakhâs, a enfrentar, em sua chegada ao acampamento, um exército de viúvas e órfãos.
Todavia, a realidade se lhes impunha. Após vencerem a última colina, puderam avistar os primeiros sinais do acampamento. Thórin segurava o escuto com firmeza. As mãos crispadas eram o sinal de como o recém declarado rei buscava em si a coragem necessária para a missão que lhe fora confiada.
Os passos que antecederam sua chegada foram, sem dúvida, os mais duros de sua longa caminhada. E mesmo os mais difíceis de toda sua curta vida até então. Com cinquenta e três anos, Thórin ainda era um anão jovem, embora a profundidade de seu olhar revelasse uma maturidade centenária.
Pais saudosos de rever sua prole e esposas correram, assumindo para si o papel de batedores. O líder do povo de Dúrin pôde ver passando per si os soldados pressurosos. Ele mesmo permitindo-se ser ultrapassado. Não havia pressa alguma em seus passos.
Quando o rei no exílio chegou ao acampamento, as primeiras notícias sobre a vitória, ainda que amarga, e sobre seus feitos, já corriam de boca em boca. O Povo de Dúrin, exilado, possuía um novo soberano que provara seu valor de forma inconteste.
'Salve, Thórin II Escudo de Carvalho', ecoavam os gritos pelo acampamento ao lado dos lamentos pelas inúmeras perdas. Não havia uma só cabana sem mortos a serem chorados. O rei, contudo, estava surdo, tanto às saudações como aos lamentos. A cabeça sem a coroa ainda permanecia baixa, até que os olhos foram obrigados a se erguerem diante do chamado que não poderia ser ignorado.
- Tio Thórin! – correu o menino em sua direção – o senhor agora é rei? – indagou o pequeno em sua simplicidade, sendo erguido nos braços pelo herdeiro de Erebor.
- Tudo indica que sim, Fili – respondeu, contendo a emoção. Apesar da couraça anã que lhes era atribuída pelas outras raças, os filhos de Mahal também eram capazes de lágrimas, apesar de as evitarem a todo custo.
- Onde está meu pai? – arguiu o anãozinho loiro ante a aproximação da mãe.
Thórin suspirou discretamente ao fitar a irmã. O olhar trocado tornando desnecessário qualquer esclarecimento. Dis levou a mão ao ventre baixando os olhos. Um soluço contido bastou para que o irmão se acercasse e cobrisse a mão feminina com a sua, atraindo para si novamente o olhar da jovem mãe.
- Tio Thórin, onde está o papai? – indagou mais uma vez o menino ante o silêncio perturbador de seus parentes.
- Vamos, jovem guerreiro – disse o rei, enquanto acariciava o rosto da irmã – precisamos conversar.
Dis observou o irmão e o filho se afastarem, impedindo-se de sentir demais. O luto não faria bem ao pequeno ser que crescia em seu ventre. Choraria por Bivar e muito, porém esperaria até que seu pequenino herdeiro nascesse. Seria forte como o esposo a julgava ser, ou pelo menos tentaria. 'Você tem uma índole de Pedra', lhe dizia Bivar, 'Irá se tornar uma fortaleza para seu povo um dia, digna de ser lembrada entre os herdeiros de Thrór'.
A princesa se consolou, vendo o carinho com que seu filho era tratado por seu irmão. Ela sabia do amor que Thórin nutria pelo sobrinho. Conhecia o coração do khuzd. Estava certa de que tanto ela como os filhos estavam assegurados. Não apenas pelo rei, mas, sobretudo, pelo varão.
Thórin buscou um local afastado, tomando lugar por sobre uma árvore e sentando o sobrinho em uma das pernas.
- Precisa ser forte, azaghâl – principiou o tio – sua mãe precisará muito de nós dois. Sabe disso, não sabe? – Indagou, conhecedor que era da astúcia do sobrinho que, pelo pouco que já vivera e ouvira, por certo já intuía o que lhe seria revelado.
Fili conteve o choro. Sabia que o tio não se agradava de que lágrimas banhassem os rostos dos guerreiros de Dúrin. Todavia a carga era por demais pesada para seus ombros de menino e o queixo do pequeno khuzd loiro tremeu, atingindo Thórin de forma dolorosa.
O Rei no Exílio olhou para os lados e fitou o sobrinho, não resistindo em erguer a mão tomando a pequena cabeça e encostando sua testa na dele.
- Estamos só nós dois aqui, pequeno guerreiro – sussurrou o tio – pode deixar que as lágrimas venham, desde que me prometa que serão as últimas – completou, abraçando o sobrinho que foi pródigo em banhar o pescoço do tio com o líquido salgado.
Thórin apoiou as costas na árvore que jazia atrás de si, permitindo que o menino chorasse tanto quanto este julgasse necessário, até adormecer nos braços protetores. O jovem rei fitava o horizonte, lembrando de suas próprias perdas. Também precisaria ser forte. Não seria possível trégua pra ele ou para seu povo. Ainda não havia conseguido encontrar um pouso definitivo. Thórin buscou dentro de si o menino que um dia fora, permitindo-se uma lágrima e prometendo a si mesmo que seria a última.
Fili e Kili se tornaram a razão pela qual Dis levantava todos os dias. Tempos depois da morte do esposo, Dis deu à luz seu filho mais novo. O parto havia sido difícil.
Thórin trabalhava arduamente a fim de recuperar a navalha que lhe fora confiada. Seu povo já não desfrutava dos dias de glória em Erebor. Eram andarilhos em uma terra que cobrava muito e fornecia pouco. Não havia muitos que os acolhessem ou oferecessem trabalhos melhores do que aquele. Todavia, não era o orgulho que ocupava os pensamentos do antigo príncipe naquele momento. Já superara há anos os entraves que sua vaidade pessoal poderia colocar no caminho da sobrevivência de seu povo.
Feito para resistir ao mal, o Povo de Dúrin buscava pela continuidade de sua linhagem, ainda que, com uma frequência cada vez maior, lhe fosse dito que eram um povo definhante. Os khazâd eram, em dias de penúria, incansáveis na luta pela sobrevivência, tanto quanto eram, em tempos de prosperidade, obstinados na busca de suas riquezas. Não havia sol escaldante ou noite fria que lhes dobrasse a vontade.
E Thórin atravessara um dia e uma noite tendo nos ouvidos os gritos de luta da irmã, enquanto buscava abafar, com o barulho do martelo que castigava o metal incandescente, os temores que lhe corroíam o peito. A antiga lâmina teimava em não recuperar a têmpera. O sol já despontava no horizonte quando já pela quinta vez fora levada ao fogo e agora recebia os golpes das mãos já ensanguentadas do antigo príncipe. Antes dedicadas ao manejo da espada, suas palmas foram reforjadas pela lida com as ferramentas ancestrais. Todavia, após um dia e uma noite de peleja, mesmo as mãos calejadas do Rei no Exílio teimaram em manchar com seu sangue os instrumentos de trabalho.
Após um último golpe, a navalha não resistiu e trincou, partindo-se ao meio e fazendo com que o irmão de Dis atingisse a perna com o martelo. Thórin urrou com a dor da derrota mais do que com a dor física e atirou ao chão as ferramentas com as quais tentava moldar a lâmina tão teimosa quanto seus irmãos de raça.
- Tio Thórin... – chamou o menino, receoso ao presenciar a frustração do pai postiço.
O antigo príncipe olhou surpreso o anãozinho loiro que lhe mirava assustado.
- Suas mãos estão sangrando... – comentou Fili.
O Rei no Exílio fitou as palmas vermelhas do sangue Dúrin. Sangue que vira tantas vezes derramado nos últimos tempos, em campos de batalha diversos. Sangue de soldados, mas também de crianças levadas pela fome, pelo frio e por enfermidades advindas da vida difícil que levavam. O antigo príncipe suspirou, lembrando-se da irmã. A parteira alertara que Dis, desde o princípio das dores, sangrava mais do que o normal. A velha anã tentaria salvar-lhe a vida, juntamente com a do pequeno que trazia no ventre, todavia não poderia dar nenhuma garantia. O olhar de Thórin vagou longe diante de tais pensamentos até que a vozinha infantil o trouxe de volta.
- Tio?
O anão mais velho fitou novamente o sobrinho, sem conseguir evitar o pensamento de que ambos deveriam, juntos, passar por mais uma perda em tão pouco tempo. Desde o dia anterior começara a conformar o próprio espírito ante o golpe iminente. Talvez fosse melhor preparar também o pequeno herdeiro que lhe fora confiando.
- Temo que a navalha não poderá ser recuperada – disse, conhecedor da compreensão que Fili poderia ter de suas palavras – não consegue reaver a antiga têmpera. Já se passaram muitas horas e seu tempo pode ter chegado ao fim.
O menino não parecia disposto a aceitar tão facilmente o significado da metáfora por trás da afirmação do tio, embora o houvesse compreendido bem até demais.
- O aço não resistiu? – indagou o pequeno, abaixando-se e tomando entre as mãos as ferramentas e a navalha.
O Rei no Exílio meneou a cabeça em uma negativa, incerto quanto ao entendimento do menino sobre o assunto que tentara abordar.
O pequeno fitou os instrumentos e a lâmina partida. O olhar distante buscando por uma saída para a navalha que parecia condenada.
- Vai desistir, tio?
Thórin mirou o sobrinho. O tom desafiador despertou nele a ira do guerreiro que é afrontado, assim como o orgulho do pai que vê o filho tornar-se adulto.
- Tudo em Arda encontra seu fim, um dia, Fili. Pensei que já houvesse compreendido essa verdade – disse com voz rouca, cônscio da dor que poderia causar ao sobrinho. Se o menino já se julgava grande o suficiente a ponto de lhe desafiar, deveria ser capaz de suportar suas palavras.
- Tudo, exceto a obstinação dos khazâd – respondeu Fili.
O Rei no Exílio percebeu-se surpreso e orgulhoso das palavras do sobrinho. A resposta inesperada fazendo-o refletir. Fili parecia haver amadurecido bem mais do que o antigo príncipe percebera. Pela sobrevivência de seu povo, colocara seu orgulho de lado incontáveis vezes. Por tal feita, não foi tanta a dificuldade que encontrou em passar por cima de sua vaidade e admitir que o pequenino tinha razão. Thórin ajoelhou-se diante de Fili segurando-lhe os ombros e repetindo as sábias palavras.
- Exceto a obstinação dos khazâd...
Fili sorriu ante a demonstração de aprovação do tio, a quem honrava e venerava logo abaixo de Mahal. O anão loiro voltou o rosto em direção a barraca onde a mãe lutava a fim de trazer ao mundo seu irmãozinho.
- Mamãe já não grita...
Somente graças a observação do sobrinho, Thórin apercebeu-se do silêncio. Um redemoinho de possibilidades passando diante de si.
- Espere aqui, Fili – disse apesar da contrariedade no rosto do pequeno.
O Rei no Exílio correu em direção à precária tenda e deixou que o ar finalmente lhe saísse dos pulmões ao ver a irmã segurando junto a si o pequeno ser. Pela primeira vez em muito tempo, ou mesmo em toda sua vida, viu-se o antigo príncipe de Erebor sem saber quais palavras pronunciar ou que atitude tomar.
- Pode se aproximar, meu irmão – falou Dis com a voz fraca – ele não cospe fogo – disse usando da pilhéria que começara a ser usada entre seu povo, que aprendera a transformar até mesmo o próprio infortúnio em algo útil.
Thórin acercou-se lentamente, ajoelhando-se ante o leito da irmã. Não pode evitar o pensamento de quantas vezes mais a vida o faria se ajoelhar. O anão contemplou durante um longo tempo a cena do milagre pelo qual tanto pedira e que agora tinha diante de si. Os olhos masculinos brilharam com as lágrimas que jamais molhariam a face. Não se permitiria chorar.
Ante o silêncio do irmão, Dis lhe dirigiu a palavra:
- Quer segurá-lo? – arguiu, tirando Thórin de sua contemplação.
- Não posso – respondeu mostrando a palma das mãos – poderia fazer-lhe mal.
Dis se preocupou vendo o estado das mãos do irmão.
- O que lhe causou esses ferimentos, Thórin?
- Uma lâmina teimosa – disse fitando o pequenino nos braços de Dis – e uma criaturinha que teimava em não nascer.
A anã sorriu. Compreensão entre eles já se tornara um hábito. Poucas palavras diziam muito. Thórin sempre se atirava ao trabalho e cuidava em ocupar as mãos quando a mente era torturada por assuntos sobre os quais ele nada poderia fazer. Pois, se houvesse algo a ser feito, ele o faria.
- Pensei que a perderia – disse, fitando a irmã – tal qual a lâmina que não consegui retemperar.
- Quanto a mim, venho sendo retemperada há anões, meu irmão – disse a princesa, passando a mão pelo rosto do mais velho – tão cedo não irei me quebrar.
Thórin balançou a cabeça em uma afirmativa. A fortaleza da irmã tornara-se para ele um exemplo inconteste.
- Shiiii, façamos silêncio por um momento, que meu pequeno guerreiro precisa se alimentar.
Um tempo considerável havia passado até que acriança adormeceu junto ao seio de Dis. Também o sol já se punha no horizonte poupando, o Povo de Dúrin de seu calor abrasador. A lua tomaria seu lugar trazendo o frio tão impiedoso quanto os raios do astro-rei.
Thórin e Dis observavam enlevados a pequena criaturinha que ressonava sem se darem conta de como o tempo havia corrido.
- Mamãe?
A voz infantil atraiu para si a atenção dos irmãos que viram, na entrada da tenda, o pequeno anão loiro a fitá-los com o olhar inseguro.
- Venha conhecer seu irmãozinho – chamou Dis pelo filho mais velho.
Fili se aproximou, observando o pequeno ser. Só então o Rei no Exílio percebeu que as mãos do sobrinho não estavam vazias.
- O que é isso? – indagou o tio.
- É a lâmina que o senhor...
O anão loiro não concluiu a frase. Thórin tomou entre as mãos o objeto que lhe roubara o sono.
- Como?
- Eu terminei o que o senhor começou...
Tio e sobrinho miraram-se por um longo tempo antes que as palavras tomassem lugar.
- Certas lâminas, como o Povo de Dúrin, demoram mais que outras a perder definitivamente a têmpera – completou o menino – basta que teimemos em lhes dar tantas chances quantas sejam necessárias.
- A obstinação dos khazâd... – disse o rei fitando a lâmina e a irmã.
O menino assentiu. Thórin sorriu antes de abraçar o sobrinho.
' A eterna e abençoada obstinação dos khazâd', refletiu consigo mesmo.
O ventre de Frigga, contudo, jamais frutificou. No entanto a princesa viu nos filhos de sua cunhada a continuação da linhagem de Dúrin. O amor que os dois pequenos devotavam ao tio lhe servindo de consolo.
Após tantas peregrinações e tentativas, para o outro lado de Arda os Khazâd voltaram seus olhos. As montanhas azuis. Foi para lá que migraram.
Ered Luin tornou-se o seu novo lar. Lá se estabeleceram. Thórin reinava sem coroa. Uma vida de paz e abundância fora conquistada, embora longe da grandiosidade da Montanha Solitária.
No entanto, os corações dos Khazâd permaneciam inquietos. Uma ânsia crescia dentro deles. Tanto os mais velhos, desejos de reverem sua terra natal, quanto os mais jovens, que cresceram embalados pelas histórias sobre tesouros e dragões, suspiravam por jornadas repletas que aventura e atos de bravura. Então o que era inevitável se concretizou. Partiram em busca do sonho acalentado durante tantos anos. Com a ajuda de um Mago, um Hobbit e de um punhado de companheiros leais, Thórin, Fili e Kili se foram em sua jornada em busca de Erebor, que todos sabem como terminou...
Dis permaneceu em Ered Luin. Seu povo precisava dela. A irmã de Thórin não se furtaria a guiá-lo. Por isso jamais conseguira cogitar a possibilidade de retornar a Erebor para não mais encontrar seus filhos e seu irmão. Preferira ficar nas Montanhas Azuis e lembrar eles como partiram... felizes, corajosos e cheios de esperança.
Frigga retornou a Erebor. Lá estava Thórin. E lá ela deveria estar, onde reinou ao lado de seu irmão, Dáin e de sua cunhada, Freya.
Por Erebor e por tudo o que significava, Thórin morrera. Seria a Erebor que Frigga devotaria sua vida.
Nota da Autora: Fala sério! Claro que esse ainda não é o fim!
"Nunca houve noite que pudesse impedir o nascer do sol e a esperança."
