Olá meninas!
Eu sei, eu sei prometi que postaria o novo capítulo no decorrer dessa semana, mas foi absolutamente impossível. Muita correria.
O capítulo não está longo mais uma vez, mas também não está tão curto quanto o último. Ele está meigo eu posso dizer. Espero que gostem.
Boa leitura!
Por volta do meio-dia, conforme solicitado por sua Senhora, Miyumi foi até o quarto para chamá-la. Rin logo despertou e a criada foi até o quarto de banho para permitir a entrada do youkai que trazia as tinas com água para encher a banheira. Tão logo ele se retirou Miyumi voltou ao quarto chamando por sua senhora.
Rin caminhou até o quarto de banho e após retirar a roupa de dormir que usava entrou na água fresca e logo mergulhou até a cabeça a fim de despertar daquele sono que insistia em ficar com ela. Ao erguer-se Miyumi pôs-se a pentear os longos cabelos castanhos da humana enquanto aplicava um preparado de ervas para lavá-los.
A Senhora relaxou durante alguns momentos na banheira e depois que o ritual havia terminado, se ergueu envolvendo-se logo depois com a toalha que era estendida por Miyumi.
- Obrigada.
De volta ao quarto, Rin vestiu um kimono branco cujo obi tinha grandes flores estampadas na cor vermelha, assim como a barra e as pontas das mangas. Os cabelos foram penteados de forma elegante pela criada e presos com pentes de marfim decorados.
As duas ouviram batidas na porta e Rin autorizou a entrada de quem estava ali. Uma outra youkai, mais velha aparentemente do que Miyumi, apareceu na porta.
- O almoço está pronto senhora.
- Obrigada Haru, eu vou descer em alguns instantes. Alguém chamou Yaguinuma-san no quarto?
- Sim senhora. Ele já está na sala conversando com o Senhor Sesshoumaru.
- Certo. Você já pode ir.
A criada fez uma reverência a sua senhora e se retirou, voltando a seus afazeres.
Depois de devidamente arrumada e pronta para se apresentar diante do visitante como a senhora daquele castelo, Rin deixou o quarto sendo acompanhada por sua serva pessoal. Ela desceu as escadas lentamente com o tecido suave do kimono deslizando pelo chão de madeira nobre.
A mulher chegou ao andar inferior do castelo e encontrou os dois youkais sentados conversando e desfrutando de alguma bebida. Eles ergueram-se gentilmente ao perceberem a presença das mulheres ali.
- Yaguinuma, esta é a senhora deste castelo e das Terras do Oeste, Rin. – Sesshoumaru se pronunciou indicando a mulher.
- Konnichiwa Rin-sama. Este Yaguinuma sente muito prazer em conhecê-la. – o velho youkai a reverenciou.
Rin correspondeu à reverência de forma delicada e contida, como cabia a uma nobre dama.
- O almoço logo será servido meu senhor. – Ela informou.
O inuyoukai apenas confirmou com um aceno de cabeça e seus olhos fitaram a face do velho ex-general que parecia ter sido hipnotizado por Rin e após a conversa que os dois mantiveram mais cedo, Sesshoumaru sabia exatamente o motivo.
- Vamos ao salão de refeições. – Sesshoumaru indicou e os três seguiram para o local.
O almoço transcorreu de forma tranqüila e Rin encantou mais uma vez com sua graça e beleza. Seus modos eram dignos de uma imperatriz e isso podia ser observado por Yaguinuma e causava orgulho a Sesshoumaru.
Eles conversaram e Yaguinuma falou sobre seu neto destacando suas qualidades como guerreiro e sua lealdade para com o clã.
- Kento-san possui família então? – Rin indagou.
- Ele tem dois filhos minha senhora. Infelizmente minha "neta" faleceu há alguns anos.
- Sinto muito. – Rin lamentou.
- Sim. Foi difícil para ele ainda mais por causa das crianças que eram ainda muito pequenas, mas ele se recuperou.
- Fico satisfeita em ouvir isso e por saber que haverá outras crianças no castelo. Heikou gostará disso.
- Por que ele ainda não voltou para casa? – Sesshoumaru questionou olhando para Miyumi.
- Ele deve ter perdido a noção do tempo, distraiu-se com as outras crianças, mas ainda é cedo.
- É verdade, eu ainda não tive a oportunidade de conhecer o jovem príncipe. – Yaguinuma disse.
- Mais tarde você irá conhecê-lo. – Sesshoumaru falou.
Após o almoço os dois youkais voltaram a se reunir na sala de negócios e Rin foi ao jardim em companhia de sua serva.
- Miyumi, eu quero que você verifique as acomodações da casa que era ocupada por Nado-san. Teremos crianças naquela casa e precisamos saber se o local será adequado para recebê-las.
- Eu farei isso ainda hoje senhora.
- E por que não agora? – Rin perguntou encarando a serva.
- O senhor Sesshoumaru ordenou que não a deixasse sozinha, mesmo que a senhora queira.
- É mesmo? – Rin sorriu.
- Sim. Ele está preocupado senhora. Já estava antes e agora, depois da visita daquela youkai, ficou mais ainda.
- Sim eu sei. – A humana falou pensativa enquanto acariciava o ventre.
A tarde passou veloz e como Heikou ainda não voltara, a mãe mandou que Inoue fosse até ele com ordens para que retornasse ao castelo imediatamente.
A serva pessoal de Heikou foi até a cachoeira como ordenado e o encontrou acompanhado de outros garotos humanos e youkais que saltavam das altas pedras que compunham a queda d'água para o lago lá embaixo.
- Heikou-sama?! – Ela gritou ao ver o menino no ponto mais alto da queda preparando-se para saltar.
Heikou ouviu a voz de sua serva e olhou na direção de onde ela vinha. Ele avistou Inoue que estava aflita lá embaixo e exibiu um sorriso travesso para ela, logo depois ele caminhou até a ponta da parede de pedras e saltou.
- Oh, pelos deuses! Heikou-sama, naaaão... – Inoue gritou e fechou os olhos no momento em que o viu saltar com medo do que poderia acontecer.
Os outros meninos gritavam eufóricos pelo feito de Heikou e a jovem youkai abriu os olhos permitindo-se ver que o príncipe nadava tranqüilamente na parte onde o lago tinha maior profundidade com o belo sorriso ainda estampado na face.
O hanyou nadou até a margem e Inoue foi ao seu encontro. Ele vestia apenas a parte inferior do kimono, os cabelos castanhos grudados às costas por causa da água e o sorriso, aquele sorriso capaz de desarmar qualquer um.
- Heikou-sama, por que fez aquilo?
- Foi divertido Inoue.
- Divertido? Aquilo foi muito perigoso, isso sim. – A jovem serva falou demonstrando estar zangada.
- Heikou, vamos fazer novamente? – Um dos meninos o chamou.
- Não, ele não fará novamente. – Inoue foi taxativa enquanto recolhia as outras peças do traje do menino. – Nós temos que ir Heikou-sama, sua mãe me mandou vir buscá-lo. Há um visitante no castelo e seu pai o quer em casa antes do anoitecer.
- Quem está no castelo? – O garoto perguntou curioso.
- Um velho general que serviu a Inutaisho-sama.
A notícia chamou a atenção de Heikou. Conhecer alguém que havia conhecido seu avô pessoalmente e servido ao seu lado, era algo que o interessava muito.
- Eu tenho que ir agora. – Falou aos outros meninos. – nos falamos um outro dia.
Heikou despediu-se dos amigos e após vestir o restante de suas roupas seguiu o caminho em direção ao castelo sendo seguido por Inoue e pelos soldados que ficaram em sua escolta.
- Inoue, não conte a minha mãe o que você viu.
- Não contar a Rin-sama? – A serva o fitou incrédula.
- Ela vai ficar nervosa se souber.
- Com razão o senhor não acha?
- Eu não sou um bebê Inoue. Pular daquela pedra não me faria nenhum mal.
- Então por que não quer que eu conte a sua mãe?
- Porque ela se preocuparia e eu não quero isso.
Inoue não retrucou e permaneceu calada durante todo o trajeto, Heikou a fitava tentando saber se a havia convencido a ficar quieta.
Minutos depois eles chegaram ao castelo e Heikou pretendia seguir diretamente até seu quarto para se trocar, mas foi impedido.
- Aonde pensa que vai rapazinho? – A voz da mãe o fez interromper seus passos. Ele se virou encontrando o rosto sério dela.
- Eu vou me banhar e trocar de roupa hahaue.
- Você saiu logo no início da manhã sem dizer nada, passou o dia inteiro fora e quando retorna pretende esgueirar-se até seu quarto sem nada dizer mais uma vez. É assim que os filhos se comportam quando crescem?
- Hahaue... eu...esqueci – falou baixando os olhos – não prestei atenção ao tempo que passou.
- Está certo. – ela falou séria. – Agora vá se aprontar para o jantar, nós temos um convidado e seu pai quer que você o conheça.
- Hai hahaue. – Heikou nem ousou argumentar, sentiu pelo tom de voz que estava sendo repreendido. Ele subiu as escadas para ir ao quarto e fez o que a mãe mandara descendo logo depois para aguardar que o jantar fosse servido.
Não demorou muito para que Sesshoumaru e Yaguinuma surgissem na sala e o inuyoukai apresentou seu herdeiro ao ex-general.
Heikou estava de pé ao lado da mãe e fez uma reverência educada. O menino manteve sua postura altiva durante todo tempo em que esteve entre os adultos, mas em seu interior havia algo o perturbando, perguntava-se o motivo que fizera sua mãe se zangar com ele. Esperava ansiosamente por uma oportunidade para ficar a sós com ela e descobrir o que havia acontecido. Ele não suportava a idéia de ter sua mãe aborrecida por algo que ele tivesse feito.
Horas mais tarde, Rin indicou que iria se recolher, Heikou já havia seguido para seus aposentos momentos antes e apesar da conversa com o velho general ser surpreendentemente agradável com histórias sobre o lendário general supremo do clã dos Inuyoukais, a jovem ainda sentia-se cansada.
- Boa noite Yaguinuma-sama. – Ela falou se levantando.
- Boa noite minha senhora.
Rin subiu as escadas sendo acompanhada por Miyumi e assim que chegou ao quarto, a criada arrumou a cama para que Rin se deitasse enquanto ela trocava de roupa.
Quando retornou ao quarto a mulher ouviu batidas na porta e indicou que Miyumi atendesse e quando ela o fez, o rosto de Heikou pôde ser visto. Ele saiu de seu quarto imediatamente após detectar o cheiro da mãe indicando que ela havia subido para seus aposentos e Sesshoumaru não estava junto.
- Hahaue, eu posso falar com a senhora? – Ele perguntou sério.
- Entre. – ela respondeu calmamente e se sentou na cama.
- Precisa de mais alguma coisa senhora?
- Não Miyumi, pode se recolher.
- Com licença. – A jovem youkai se retirou fechando a porta atrás de si.
Depois que Miyumi se retirou, Rin voltou sua atenção para o filho e ele a olhava de forma um tanto apreensiva.
- Venha aqui. – Ela o convidou a se aproximar. – O que quer me dizer?
- Por que está zangada comigo hahaue? – Ele questionou sério olhando nos olhos da mãe. – O que eu fiz?
- Eu não estou zangada querido.
- Então por que brigou comigo quando eu cheguei?
- Venha cá meu amor. – Rin estendeu os braços para receber o filho e ele não hesitou em aceitar o convite. – Você está crescendo rápido demais e isso está me assustando eu acho...
- Assustando? – Ele indagou deitado no colo dela e sentindo os afagos em seus cabelos.
- Sim. Acho que não estou preparada para vê-lo se afastar de mim e isso certamente ocorrerá, cada vez um pouco mais, conforme você for crescendo.
- Mas, hahaue eu só fui até a cachoeira e eu voltei. – o menino disse sem entender exatamente o que a mãe queria dizer.
- Eu sei meu príncipe. Você estava se divertindo com seus amigos e não viu o tempo passar. Acontece.
- Então a senhora não ficou zangada? – ele indagou erguendo a cabeça e fitando a mãe com os olhos dourados.
- Não. Eu fiquei com saudades, muita saudade do meu príncipe, apenas isso. – Rin disse sorrindo e acariciando o rosto dele.
Heikou sorriu também ao ver a mudança na face da mãe e eles se abraçaram.
- Deite-se aqui comigo. – Rin o convidou e ele não pensou duas vezes antes de se aconchegar ao corpo da mãe descansando a cabeça em seu colo.
Eles ficaram em silêncio por um tempo até que este foi quebrado pelo hanyou.
- Hahaue?
- Sim?
- Eu não vou me afastar da senhora quando eu crescer. Não vou me afastar nunca.
- Promete? – Ela indagou sorrindo e Heikou confirmou com um aceno de cabeça.
A mãe o beijou na testa afastando a franja e o afagou deslizando os dedos delicados pelos cabelos macios dele.
Minutos depois Heikou estava dormindo enquanto Rin permanecia deitada apenas pensando.
Mais tarde Sesshoumaru entrou no aposento, já sabendo que o filho estava ali, pois havia sentido seu cheiro junto ao de Rin. Ele caminhou até a cama, retirando as espadas da cintura e colocando-as no lugar reservado a elas. Observou a mulher que ainda acarinhava sua cria enquanto ele dormia tranqüilamente e ela sorriu para o youkai.
- O que aconteceu entre vocês dois? – Sesshoumaru perguntou. Sabia que algo havia acontecido pelo comportamento estranho de Heikou durante o jantar quando ele não tirava os olhos apreensivos da mãe.
- Apenas um mal entendido. – Rin respondeu simplesmente.
Sesshoumaru manteve-se de pé ao lado da cama e fitava a mulher esperando que ela concluísse.
- Ele achou que eu estivesse zangada com ele pela forma como falei quando chegou em casa.
- Heikou se torna sensível demais quando se trata de você. – O youkai falou sério observando o menino que dormia.
- Eu briguei com ele sem motivo, simplesmente porque não estou acostumada a vê-lo passar tanto tempo longe de mim sem sentir falta da minha presença. Ele está se tornando cada dia mais independente e me incomodou perceber isso.
- Você não espera que ele seja um filhote para sempre e viva agarrado a você.
- Minha parte mãe espera sim... – ela falou voltando seus olhos para o filho – mas eu sei que isso é impossível.
- Certamente que sim. Ele crescerá e isso é inevitável.
- Eu sei. Você vai levá-lo de volta ao quarto dele?
- Depois que me banhar.
Sesshoumaru seguiu para o quarto de banho onde retirou seu traje e entrou na banheira que havia sido enchida por um dos servos. Ele ficou relaxado ali por um longo tempo, deixando que Rin desfrutasse da companhia do filho.
Minutos depois o youkai retornou ao quarto já trajando um kimono tradicionalmente alvo. Rin ainda estava concentrada em acarinhar seu filhote e só percebeu que Sesshoumaru retornara quando o viu sentar-se na cama.
- Ele não é mais um bebê minha Rin. – falou com suavidade chamando a atenção da mulher.
- Eu sei. – ela disse sorrindo. – a cada novo dia me deparo com essa realidade.
- Isso não deve preocupá-la. Você criou um vinculo forte com Heikou e este jamais será quebrado não importa o quanto ele cresça e se desenvolva.
Rin sorriu ao ouvir o youkai falar, ela sabia que sua ligação com o filho era muito forte e que ele a amava tanto quanto era amado por ela, mas ao vê-lo crescer e se tornar independente era impossível controlar o sentimento de perda que insistia em invadir seu coração.
Sesshoumaru pegou o filho no colo com cuidado para não acordá-lo e o levou de volta até seus aposentos, colocando-o na cama e o cobrindo como normalmente fazia. Depois voltou para o aconchego de seu leito ao lado de sua Rin.
Voltei!
O general Yaguinuma veio para introduzir um novo personagem, além dele é claro, mas ele só aparecerá no próimo capítulo. Na verdade serão três novos personagens, como vocês puderam perceber o Capitão tem filhos e estes virão com ele para o castelo.
Nossa Rin encantou mais um, o general se mostrou muito impressionado com ela e isso provavelmente irá se repetir, já que ela parece ter algum tipo de encanto que faz com que todos que a conheçam a admirem de um jeito ou de outro.
Heikou-sama está colocando as asinhas de fora como dizem. Anda fazendo arte quando não está com os pais por perto. Viram como ele não é nenhum santinho? rsrsrs. Nós tivemos mais um momento fofo entre mãe e filho e acho que os hormônios já começam a afetar as emoções da mamãe.
Aguardo os reviews de vocês e prometo que no próximo capítulo vocês terão o prazer de conhecer o Kanto-sama, o novo Capitão da Guarda.
Beijos!
