Capítulo Vigésimo Segundo
Ele estava parado diante da amurada do navio. Seus olhos verdes vagando pela linha a praia, observando o fogo consumir grande parte da muralha que outrora protegia seu lar ancestral. Uma explosão seguida de outra, e ele começou a sentir que havia abandonado a batalha muito cedo. Mas ainda assim, estava satisfeito. Todos aqueles que Tywin Lannister desejou que estivessem a salvo, excetuando seu irmão, foram postos em navios. Grande parte dos seus guardas pessoais, os homens juramentados a Catelyn, os membros do Pequeno Conselho e o que restava de sua família.
O "Leão do Mar" preparado para manter Catelyn por tempo o bastante até ela chegar a um local seguro com os filhos, agora precisava abrigar mais gente. Genna fora instalada numa pequena câmara, ao lado de Brynden Tully e Loras Tyrell, que juntamente com mais quatro homens da guarda real cuidariam da segurança do navio. Catelyn estava na cabine principal, na companhia de sua aia, Aury, que estava devastada por haver perdido os dois filhos na explosão dessa noite. A tripulação era composta por meia dúzia de pessoas, incluindo aqueles mais aptos a cuidar das necessidades deles.
Tywin sentiu vontade de chorar, mas não o fez. Não imaginava que voltaria a Casterly Rock nunca mais, lamentava por cada tijolo que fosse retirado do seu lugar, por cada vida que estava sendo tomada esta noite. Sentiu a mão quente e macia de Catelyn segurar a sua, e os braços dela o envolverem pelas costas. A ponta gelada do nariz tocou seu pescoço, e ele fechou os olhos, permitindo-se ser embalado por ela.
-Vamos para nossos aposentos, nós devemos descansar.
-Eu poderei dormir pela manhã, quando chegarmos à Ilha. Agora eu não me sinto seguro para cair no sono, não sabendo o que pode haver na agua.
-Não há nada na água, meu senhor. Apenas nossos navios.
-Você está bem? -ele perguntou, abaixando a cabeça e olhando para seus dedos entrelaçados sobre a amurada.
-Inquieta, mas tirando isso eu estou bem. E você?
Ele não respondeu, apenas voltou a olhar para a praia. Catelyn depositou um beijo em seu ombro quando o primeiro soluço irrompeu pela garganta dele. Ela olhou em volta, certificando-se de que não havia ninguém mais vendo aquilo, e apenas permitiu que ele desafogasse seu peito. Tywin não era um homem que costumava chorar, na verdade ela vira isso apenas uma ou outra vez e em situações muito extremas. Como esta. Quando ele secou os olhos na manga da camisa e fungou um pouco, ela entendeu que era o momento exato para dar-lhe certo conforto.
-Não há nada que não possamos reconstruir, meu amor. Não podemos recuperar as vidas perdidas, mas podemos refazer nossa casa tão pronto este maldito inverno termine.
-Você está sendo otimista.
-Eu preciso ser. Eu sou uma mãe que não tem certeza de como estão seus filhos, uma mulher diante do marido que observa a queda de seu Castelo, uma Rainha fugindo de um campo de batalha... Meu querido, o que me resta aqui é o otimismo, e se você não consegue ser otimista por agora... Tudo bem, eu serei por nós dois.
-Então continue falando... –ele pediu.
-Nós voltaremos pra casa, reconstruiremos nosso castelo, nossa capital... Repovoaremos Casterly Rock com as pessoas vindas de outros reinos. Antes disso, nós chegaremos a Dorne e resgataremos nossos filhos. E eles hão de estar bem.
-E o que há no seu ventre?
-Nada, eu espero. –ela murmurou, fazendo com que ele a olhasse por cima do ombro- Não é momento para ter outro bebê, quando a primavera chegar eu ficarei feliz em lhe dar quantos herdeiros você queira e meu ventre consiga produzir, mas antes disso... Eu tenho medo.
-Então nós veremos outro verão?
-Sim, nós veremos. E até lá, Sansa já nos terá dado um neto e Hoster certamente estará caminhando com seus próprios pés.
-Netos... –ele sorriu, pensando em Myrcella e Tommen. E por um misero instante, em Joffrey- Obrigado, Cate. –ele girou e a puxou contra o peito, virando as costas a todo o horror que transcorria na praia- Obrigado por fazer este momento se tornar tolerável.
-Eu posso fazer muito mais. –ela beijou-lhe os lábios, sentindo que ele estremecia um pouco sempre que suas línguas se tocavam.
-Eu sei, mas eu não acredito que nenhum de nós esteja realmente disposto a isso.
-Eu estou. –ela disse com toda sinceridade que possuía em si mesma- Eu acabei de sair viva de uma fogueira, e eu tenho você junto de mim. Isso te dá uma certa energia.
Ele riu, tão destoante do modo como estivera desesperado e em prantos momentos antes. Sua mão afagou a nuca dela enquanto um braço a mantinha muito bem presa ao seu corpo. Catelyn prendeu o lábio inferior dele entre os seus e o sugou por um momento. Tywin quase gemeu, percebendo que quando ela queria, era muito fácil ceder aos seus encantos.
-Eu não acredito que farei amor com você enquanto nossa casa é incendiada, saqueada e destruída por uma horda de mortos vivos.
-Você fará amor comigo e será inesquecível porque sempre que pararmos para pensar no dia de hoje, teremos na memória que mesmo que tudo tenha dado errado, ainda temos um ao outro.
Ele sorriu, observando o rosto dela brilhar com a luz daquela lua crescente. Mesmo o frio oprimindo seus sentidos, ela conseguia ser sagaz o suficiente para retirá-lo de sua situação de pesar para uma situação onde havia um sorriso estampado em seu rosto. Ele não disse mais nada, apenas segurou sua mão e a levou para a cabine.
Quando despertou, estava ouvindo a tripulação gritar as ordens para aportar. O corpo nu de Catelyn enroscava-se no dele, e Tywin se recusava a sair dali. Estava muito frio, o bastante para sua respiração lançar espirais de vapor no ar. Sentiu o navio virando, para entrar no canal da Ilha, e resolveu que seria melhor erguer-se. Enfiou-se num traje aquecido e despertou a esposa.
-Chegamos? –ela perguntou, espreguiçando-se.
-Sim.
-Ainda não amanheceu.
-Tivemos um bom vento de popa durante todo o trajeto. Agora levante-se e prepare-se. Eu venho em alguns minutos para retirá-la do navio.
Eles aportaram, e quando estava finalmente pronta, Catelyn saiu da cabine, encontrando o marido conversando com a irmã, próximos do leme.
-Eu deveria estar em Lannisporto. –ela dizia, olhando desalentada para a escadaria que se instalava para que eles pudessem desembarcar.
-Você irá, a essa altura não adianta ter muita pressa para nada.
-Meus filhos...
-São todos homens feitos e que sabem se cuidar. Mesmo Emmon deve estar seguro, esperando por você em Castamere. Não complique as coisas por agora.
-Você entende como eu me sinto, Tywin. –ela gemeu, sem olhar para Catelyn- Seus filhos também estão separados de você.
-Eu sei. Eu sei o que é ter sua prole em risco sem poder fazer muita coisa para ajudar ou impedir isso. Então eu lhe peço que apenas não torne tudo mais difícil para nenhum de nós. Acalme-se, mantenha sua mente ocupada com algo, e quando eu souber noticias de Casterly Rock, enviarei você de volta pra Lannisporto.
-Gerion, você acha que...?
-Ele estará bem, Genna. –Catelyn prometeu, soando tão segura e otimista que a cunhada apenas anuiu e deixou que o irmão a retirasse do navio.
Tywin não sabia bem os motivos daquilo, mas percebia que Catelyn estava cada vez mais segura de que as coisas dariam certo. Imaginou se ela teria observado o fogo da lareira enquanto ele permanecia na balaustrada vendo Casterly Rock sucumbir. Ela teria dito algo se fosse o caso. De todos os modos, alegrou-se por vê-la sorrindo ao cumprimentar a família que guardava o castelo da Ilha para eles. Percebeu que todos estavam satisfeitos por estarem ali e decidiu que não iria preocupar-se antecipadamente com nada.
Melisandre estava jogada no chão sujo da cidade, úmida pela neve que caiu durante a madrugada, para contrastar com todo o fogo que queimava tudo a sua volta. Tinha uma ferida de flecha no braço direito e um corte no rosto, provocado por uma queda da escada. Olhou em volta, aproveitando os primeiros raios de sol para perceber os estragos feitos na cidade.
Concluiu que tudo estava quase perdido, o castelo foi atingido por um grupo significativo de mortos vivos, mas não parecia completamente destruído. Os guardas da Rainha foram capazes de resolver isso, ainda que parte dos pisos inferiores estivesse incendiada. Mesmo com quase toda a área que margeava a muralha tendo sido devastada, os estragos não seriam problema algum comparado ao poderio das minhas de ouro de Tywin Lannister.
Seu gêmeo, Gerion, estava a seu lado. Ileso da batalha que empreendeu por toda a madrugada. Os soldados dos Lannister conseguiram manter a cidade, suas famílias e a maior parte de suas vidas. A infinidade de corpos carbonizados que havia a sua volta não era um indicador ruim. Eles conseguiram usar as jarras de fogo vivo para amontoar os Caminhantes Brancos, e depois disso, foi necessária apenas uma boa dose das habilidades da sacerdotisa do Senhor da Luz para manipular as chamas e fazer com que elas se espalhassem por uma multidão de mortos vivos.
Foi uma longa noite, sua energia estava quase acabando e ela imaginava que Stannis estaria em problemas na Muralha sem ela. Acreditou fielmente que se ela conseguisse chegar até lá, talvez houvesse uma chance de conter o avanço das criaturas. Ela apenas não sabia quando estaria pronta para aquilo.
"Esses seres de gelo estão tirando cada vez mais vidas que pertencem à adoração de R'hllor."
Esperava que a rainha tivesse conseguido fugir a tempo, ouviu de um dos guardas que poucos instantes depois de ela sumir por uma porta que levava a ala Sul, um dos potes de fogo vivo explodiu dentro do Grande Salão. Aquele era o tipo de coisa que deveria ter acontecido desde o inicio. Catelyn Lannister deveria começar a valorizar sua vida como a de uma rainha, e não mais apenas como uma lady de Westeros. Talvez dessa vez ela tenha percebido a importância de manter-se com vida.
-E o que faremos agora? –o homem perguntou- Não sabemos onde estão Tywin e Catelyn. Não sabemos o que houve com eles, se conseguiram fugir ou se...
-Nesse momento, nós descansaremos. –ela disse, não podendo fazer mais nada além disso.
-Há mortos para cremar, uma muralha para reparar acima de tudo e famílias para abrigar.
-Lorde Gerion, o sol apenas nasceu e ainda não sei como conseguirei forças para chegar ao castelo. Então, por um instante, apenas feche os olhos e sinta essa sensação.
-Que sensação?
-Dever cumprido.
-Nós iremos, não é verdade? –Catelyn perguntou, olhando para o marido na mesa improvisada em um dos salões da Ilha para as reuniões do pequeno conselho.
-O Leão do Mar está pronto para partir, mas levaria algum tempo até que alcançássemos a Costa de Dorne. –ele disse- Talvez seja mais seguro orientar Sansa a partir para Essos sem nossa ajuda.
Havia um brilho de esperança no ar. Catelyn passara o dia inteiro diante de uma lareira buscando enxergar os filhos nas chamas. Por fim, no inicio da madrugada, ela viu Hoster, rindo nos braços de Sansa, que parecia estar acampando num local muito alto. Pode ver alguns guardas dorneses por perto, mas teve certeza de que seu otimismo da noite em que Casterly Rock sucumbiu se dava ao fato de que seus filhos acharam uma forma de escapar. Quando contou a Tywin e tentou, ainda que sem saber bem o que fazia, mostrar a imagem a ele, percebeu que aquilo aliviava metade das tensões que abatiam seu marido. Ele sorriu abertamente, e a abraçou por um longo momento.
-Catelyn, não podemos ficar aqui. –Brynden Tully murmurou- Estamos seguros, conseguimos escapar, estamos gratos por isso, mas as coisas no Continente estão cada vez mais graves. Se Lannisporto for atacado...
-A guarnição de Lannisporto é poderosa. Minha preocupação é em chegar a Dorne. Tywin...?
-Eu já lhe disse, nós podemos tentar chegar a Dorne, mas nada garante que Sansa e Hoster ainda estarão por lá. Eles estão bem agora, certamente nosso genro está pensando num modo de escapar com vida, levando-os consigo. Ainda assim, eu não confio inteiramente nisso, portanto enviarei um corvo lhes dando essas instruções.
-Há um fator importante em Essos, minha sobrinha.
-Que fator?
-Daenerys Targeryan? Você não chegou a ler as histórias que chegam das Cidades Livres?
A verdade era que o nome de Daenerys Targeryan fazia com que Catelyn estremecesse e fosse assolada pela lembrança do sonho em que essa moça ordenava sua execução por uma rajada de fogo de dragão. Ela leu todos os informes, mas deixou que Tywin cuidasse daquilo. Ela sabia que a garota tinha três dragões, que tinha uma imensa sede de vingança contra os "Usurpadores" de Westeros... Ela sabia do que precisava saber.
-Será seguro enviar a família real de Westeros ao local onde essa moça com antecedentes de loucura na família está dominando com três dragões?
A lógica rapidamente atingiu Catelyn, e ela encarou Tywin desalentada.
-Ninguém precisa saber que são eles.
-Há espiões de todos por todos os lados, Lorde Tywin. Varys é a prova viva disso. –Sor. Loras murmurou- Eu não acredito que seja seguro.
-Não há local seguro para eles. –Catelyn gemeu- Para Hoster, eu me refiro.
-Winterfell. –Brynden Tully murmurou- Winterfell não sofreu nenhum ataque significativo.
-Eu não enviarei meus filhos para o Norte! Isso é algo como...
-Talvez seja uma opção. –Catelyn disse pensativa- Anos e anos de inverno... sempre um novo inverno... e Winterfell jamais sucumbiu.
-E Sansa será a senhora daquele castelo. Esse foi um dos motivos de fazer com que ela se cassasse tão cedo. –Brynden Tully disse.
-E como os levaremos até Winterfell?
-Envie um corvo, diga que eles devem voltar. Num navio, algo assim. Iremos espera-los em Lannisporto. Será o tempo em que teremos mais noticias de Casterly Rock.
-Não há mais nada em Casterly Rock, Cate. –Tywin disse acenando negativamente a cabeça.
-Que seja, mas ainda assim, poderemos manter Lannisporto o máximo que nos seja possível e de lá... iremos para o norte. Com um exercito. Conseguiremos cavalgar até Winterfell, pelos mapas não deve ser mais do que três dias a cavalo.
-Três dias e três noites no relento, sem abrigo, numa planície de gelo repleta de mortos vivos! Cate, é suicídio!
-Dará certo, Tywin. Eu sinto que isso irá funcionar.
Nos aposentos reais, Tywin olhava para o mar parecendo muito inclinado a armar uma grande confusão com a esposa. Ele se negava, terminantemente, a permitir que Hoster fosse conduzido ao local mais perigoso de todos. E se aquela travessia não funcionasse?
"Sobreviver agora, se trata de fugir."
E aquilo machucava o ego de um homem que sempre esteve pronto para a batalha, fosse ela vencida pelo poder das suas palavras, ou pela fúria de sua lâmina dourada. Agora ele apenas fugia, procurava meios melhores para conseguir escapar sempre e cada vez mais pra longe, virava às costas a sua casa ancestral, abrindo mão de tudo para ter uma chance de escapar. Aquele era mais um defeito que Catelyn infringia em sua personalidade. Ele era muito capaz de acovardar-se por ela.
-Eu sei que você não gosta disso, mas talvez...
-Cate, como eu pedirei abrigo no castelo de um homem que eu mandei matar?
-Não se trata de você, e sim de Hoster. E ele é um inocente.
-Mas e você? –ele a olhou, abandonando sua fixação nas ondas que quebravam na praia- Você não estará com Hoster?
-Sansa estará. Eu estarei com você.
-Eu sou mais importante que Hoster?
-Nem em um milhão de vidas, mas eu sei que ele estará bem com a irmã, enquanto você ainda precisa de mim.
-Eu não preciso de você. –Tywin tentou dizer, mas seu tom de voz o traia- Eu...
-Nós temos um reino para governar, meu amor. –ela segurou suas mãos- Temos que criar mais estratégias para manter as pessoas a salvo. Não apenas nossos filhos, mas quem esteja sob nossa proteção. Eu não posso fugir, não para sempre.
"Mas sobreviver se trata de fugir, e você precisa sobreviver."
-Cate... –ele a segurou pelos ombros e a encarou no rosto- O Leão do Mar está pronto para que você vá até Dorne. Vá. Nós daremos um jeito, você terá provisões e ouro o suficiente para...
-Não sem você.
-É apenas por enquanto. Você precisa estar com nossos filhos, é uma questão imperativa. Você vai leva-los a Winterfell, você vai estabelecer um novo polo de governo a partir de lá. Vai funcionar desse modo.
-Mas e você?
-Eu irei resolver as pendencias do reino. Jon Arryn, Balon Greyjoy... são pendencias que não podem esperar para sempre.
-Mas isso é tão pequeno se compararmos com...
-O inverno? Eu sei. Mas isso não significa que não seja nossa responsabilidade. Casterly Rock caiu, mas eu preciso ir até lá. Eu preciso ver com meus olhos e saber o que e como faremos para reconstruir tudo.
-É inútil fazer isso agora! E se houver outro ataque?
-Cate, por todos os seus deuses, pare de discutir e apenas me obedeça. –ele pediu perdendo um pouco de sua paciência.
-Mas...
-Você vai partir.
-A Ilha é um bom lugar para reestabelecer o governo.
-Não. A Ilha é inacessível, pequena e não tem condições de abrigar um contingente necessário para proteger você aqui. A travessia para Winterfell será perigosa, mas nós temos como conseguir isso.
-Eu não acho que... –ela balançou a cabeça- Eu não quero me separar de você.
-Apenas por um tempo. –ele beijou sua testa- Um curto período de tempo.
-Podemos fazer tudo isso juntos. –os olhos dela brilharam, segurando as mãos dele com firmeza—Esperamos por Sansa, Hoster e Brandon em Lannisporto. Basta que você envie seus corvos e transmita essas ordens. Eles virão, em no máximo uma semana os teremos conosco. Nesse espaço de tempo, enquanto esperamos, podemos conferir como Casterly Rock está, procuramos por seu irmão, lady Melisandre... E quando nossos filhos chegarem, finalmente, rumamos para o Norte e tentamos com o máximo de nossas possibilidades, chegar a Winterfell. Mas faremos isso juntos.
Tywin não sabia o que dizer para afastar aqueles pensamentos da mente dela, principalmente porque eles faziam todo o sentido. Concordou com um gesto de cabeça e a abraçou, sentindo que ela estava potencialmente mais aliviada com isso. Ela beijou o pescoço dele por um longo momento e permitiu que ele afagasse seus cabelos enquanto as tensões se eliminavam de seus corpos.
-Nós devemos estar juntos. –ela disse ao seu ouvido- Independente do que aconteça.
-Eu não poderia estar em desacordo com isso.
