Aviso: Inuyasha e Cia. ainda não me pertencem, ainda por que um dia pelo menos o Kouga!
The fury in the snow.
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Parte três: Kagome, a única.
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Planos para o futuro.
Madame Eleonor estava de mangas arregaçadas lavando a louça do café da manhã quando bateram à porta.
O primeiro pensamento que passou por sua cabeça foi: O patrão.
O pai de Shippou, e também aquele que pagava mensalmente o salário de Madame Eleonor, passava a maior parte da vida no exterior, mas à vezes, em raríssimas ocasiões, vinha para casa sem qualquer aviso prévio, via seu herdeiro, passava alguns dias e ia embora novamente.
E mais ninguém ia visita-los então só podia ser ele, não tinha como ser outra pessoa.
Cuidadosamente ela tirou as luvas de borracha das mãos e ajeitou as mangas da camisa, passou também os finos e delicados dedos por sobre os cabelos antes de parar em frente à porta e alisar sua longa saia azul.
Porem, contra todas as probabilidades, não foi com seu patrão que se deparou ao abrir a porta.
—Sesshoumaru-Sama! — exclamou abismada — Eu ainda não fui buscar a menina na escola.
Não conseguia pensar em nenhuma outra razão para ele ter ido até ali.
Porque já há mais de um mês que — mesmo depois da catástrofe do primeiro dia — Madame Eleonor e Shippou acompanhava a menina, que era protegida de Sesshoumaru, do prédio para a escola particular em que estudava e da escola para o prédio, e desde então ela também costumava passar algumas várias horas ali, implicando com Shippou, para que assim a menina se acostumasse a ter por perto a presença de uma Dama Youkai, tendo em vista o eminente casamento de seu mestre.
Para falar a verdade Madame Eleonor só aceitara aquilo por causa de seu patrão, não seria bom para ele se, por causa dela, arranjasse alguma inimizade com a família Taisho.
—Hoje não será preciso. — ele lhe respondeu.
Madame Eleonor piscou atordoada, sinceramente ela já estava começando a se acostumar com aquela garotinha humana de nariz empinado.
—Como assim? Aconteceu algo ou...?
—Estou viajando a negócios daqui algumas poucas horas. — informou-a — Durante o período que estarei fora da cidade Rin deverá ficar na casa de meu pai.
—É claro. — concordou com um meneio da cabeça.
Era natural que ele quisesse deixar sua protegida o mais segura possível durante sua ausência.
—Então isso é tudo. — ele ofereceu-lhe uma leve mesura antes de virar-se para ir embora.
Madame Eleonor estava justamente se perguntando por qual razão o próprio Sesshoumaru havia se dado ao trabalho de desce até ali para informa-la, ao invés de simplesmente mandar seu serviçal, como sempre fazia, quando, ainda a poucos passos de sua porta, Sesshoumaru virou-se e censurou:
—Tem uma cabeça muito quente para uma mulher de gelo.
—Perdão?
—Da próxima vez tente conter-se mais antes de sair por ai congelando sapos.
—Oh! — ela levou a mão aos lábios, tentando conter o riso — Sim farei o possível.
Então fora essa a razão. Porque das últimas quatro vezes que Jaken aparecera em sua porta, havia voltado para a cobertura com algum membro congelado... Da última vez fora a cabeça.
Mas a culpa era dele mesmo, por ser um velho sapo tão rabugento.
Embora ela soubesse que não deveria culpa-lo totalmente, porque a estação do ano também não era propicia a melhorar o seu humor, na verdade estavam justamente na pior estação do ano para qualquer youkai de clima frio estar em Tóquio.
Estava voltando para a cozinha quando o telefone começou a tocar.
—Estou ouvindo. — atendeu ao telefone à maneira russa. — Residência dos Kitsune.
Mas quem respondeu do outro lado da linha não falou em japonês e sim em russo:
—Eleonor, é você?
Madame Eleonor franziu o cenho.
—Jokull? — fazia tempo desde a última vez que recebera uma ligação de seu irmão, quase certamente desde o natal, ela puxou uma cadeira para se sentar. — Fazia tempo que você não ligava.
—Eu sei. — uma pausa — Você tem passado bem Eleonor?
Madame Eleonor suspirou, estava acostumada a praticamente obrigar todos ao seu redor a chama-lhe pelo titulo de "Madame" antes de seu nome, mas infelizmente não podia fazer o mesmo com seu irmão mais velho, o único da família Serov com quem Eleonor ainda tinha contato, afinal desde pequenos ela e ele sempre foram muito unidos.
Mas precisava admitir que fosse bom falar novamente a sua língua materna, na verdade secretamente às vezes ela temia acabar se esquecendo dela.
—Não posso reclamar. — respondeu — E sua esposa?
—Esta esperando bebê.
Madame Eleonor levou a mão ao peito com a surpresa.
—Verdade? — disse — E Ivan já sabe que vai ganhar um irmão?
Ivan era o, até então, único filho de Jokull e sobrinho de Eleonor, ela sabia que ele tinha atualmente doze anos de idade, mas nunca o vira pessoalmente, e provavelmente nunca veria. O mesmo também devia acontecer a este bebê que sua cunhada esperava.
—Irmã. — Jokull a corrigiu — Sim, a mãe dele e eu contamos antes da minha partida.
—Partida? Esta viajando novamente Jokull? — indagou com um suspiro — Este é o mal de casar-se com um homem de negócios: parece que o marido sequer existe, de tanto tempo que ele passa fora do país! Não sei como minha cunhada aguenta.
Jokull pareceu ficar desconfortável com este último comentário, pois levou um bom momento até falar novamente, e quando o fez foi Eleonor quem ficou incomodada:
—Não acha que já é hora de se casar Eleonor?
—O que quer dizer?
—Bem, é que você já tem mais de trinta anos irmã...
Madame Eleonor franziu o cenho, Jokull nunca tinha tocado naquele assunto antes, afinal ela era uma Mulher das Neves e como tal seria até estranho que sequer pensasse em se casar, algo não lhe cheirava bem ali.
—Jokull... — chamou com voz tranquila — Há algum propósito, talvez obscuro, nessa ligação do qual eu deveria saber?
—Sim. — Respondeu sem rodeios.
Ela recostou-se à cadeira fechando os olhos e soltando o ar pela boca, que, devido aos seus poderes de gelo, se condensou em frente ao seu rosto mesmo com a desagradável temperatura de 29°C que fazia lá fora — e só tendia a aumentar.
—E qual é? — perguntou por fim.
—Não é um assunto que se deva ser tratado por telefone. — ele respondeu — Melhor que nos vejamos pessoalmente.
De repente Madame Eleonor abriu os olhos, há mais de vinte anos não via o irmão.
—O que quer dizer?
—Eu estou em Tóquio, Eleonor, nesse exato momento estou te ligando do Hotel no qual me instalei. — deu-lhe alguns segundos para absorver a notícia, e então continuou — Na verdade seria bom que você viesse aqui agora para continuarmos nossa conversa... Seus poderes de Mulher das Neves também seriam muito apreciados nesse momento.
Um floco de neve pousou na ponta do nariz de Madame Eleonor.
*.*.*.*
Usando um elástico para prender os cabelos num rabo de cavalo, Kagome ergueu o rosto para o céu brilhante e sorriu.
—Olhe só para isso Sango, o dia está realmente lindo! — afirmou alegremente. — E fazia tanto tempo que eu não vinha à faculdade!
—E, no entanto você só veio aqui para cancelar sua matricula. — Sango suspirou ao seu lado — Tem certeza de que é isso o que quer Kagome?
Kagome parou de caminhar.
—Eu já lhe disse Sango, eu estava tentando ser o que eu não sou, o meu lugar não é aqui.
—Mas talvez se você...
—Não. — encerrou decidida. — Estou voltando para casa, é o fim Sango.
Voltaram a caminhar.
—Eu vou sentir sua falta. — Sango disse por fim.
—Eu sei. — Kagome respondeu — Eu também vou.
—Eu vou precisar de uma nova colega para dividir o aluguel da casa comigo, ou isso ou me mudar para um apartamento menor.
Kagome pensou sobre aquilo por alguns minutos, antes de sugerir que talvez elas devessem colocar um anúncio no jornal sobre isso, porque supunha que assim seria mais fácil encontrar alguém para dividir o aluguel da casa com Sango.
Entraram no prédio viraram um e outro corredor, e entraram no elevador, onde encontraram Ayame e Kouga, numa cena não muito própria, mas eles separaram-se rapidamente quando perceberam que tinham companhia.
—Kagome! — Ayame gritou feliz saltando para abraçar Kagome e quase a empurrando para fora do elevador antes mesmo que Sango tivesse tempo de pensar em qualquer comentário espinhoso para dizer. — Você voltou! Voltou! Voltou! E eu achando que nunca mais ia te ver aqui no campus! Que boba eu sou!
É óbvio que pular em cima de miko legitima que não tem pleno controle sobre os poderes não é a coisa mais saudável do mundo para uma youkai, mas ninguém nunca disse que Ayame era a youkai mais ajuizada do mundo, na verdade ela sabia muito pouco sobre ter juízo e sensatez.
Já Kouga, que era obviamente um lobo mais sensato, permaneceu no canto do elevador, mas sorriu para Kagome.
—É verdade. — confirmou — Todo dia era isso: "Será que Kagome não vem mais? Sango diz que ela nem toca no assunto... Por que ela não apareceu mais aqui Kouga? Podemos visita-la Kouga?".
—Eu não falo assim! — protestou a ruiva sem soltar Kagome — E era só porque eu estava preocupada que Kagome acabasse largando.
—Ah... Pois é. — Kagome respondeu sem jeito — Quanto a isso eu acho que você... Meio que acertou.
—Como assim? — Ayame perguntou soltando a miko. — O que você quer dizer com isso Kagome?
—Essa idiota veio apenas para cancelar a matricula. — esclareceu Sango, escolhendo o andar.
Kagome torceu o nariz ao ouvir aquilo.
—Também não precisamos partir para a base da ofensa, Sango. — reclamou.
—Eu não quero. — Ayame choramingou, já com os olhos cheios de lágrimas — Eu não quero que você vá embora Kagome.
Kagome mordeu o lábio inferior, será que para Ayame entender aquilo, ela ia ter que ter com a ruiva o mesmo tipo de conversa sobre uma razão para viver e tudo que tivera com Rin?
Porém Kouga adiantou-se, colocando as mãos nos ombros de Ayame e a puxando para si.
—E o que pensa em fazer depois de cancelar a matricula Kagome? — perguntou segurando Ayame um pouco mais firme e colocando uma das mãos sobre sua boca quando ela começou a protestar por ele estar aceitando aquilo tão bem.
—Eu estava pensando em voltar par casa. — respondeu. — Francamente acho que não fui feita para a cidade grande.
—Tenho que concordar com isso! — afirmou risonho, mas discretamente apertava o ombro de Ayame com um pouco mais de força fazendo-a torcer levemente as feições. — Você mal consegue andar pela cidade sem desaparecer por mais de uma semana ou no mínimo perder os sapatos.
—É verdade. — Kagome riu concordando.
E riu ainda mais quando viu que Ayame havia mordido a mão de Kouga para que ele a soltasse de uma vez, até que ouviu as portas do elevador se abrindo atrás de si e afastou-se para o lado juntamente com Sango para dar passagem aos youkais lobos.
—Você esta brincando comigo? — Ayame perguntou com ar ofendido — Acha que depois do que nos disse nós ainda vamos descer aqui? Nem pensar, nós vamos com vocês!
E apertou o botão para que as portas se fechassem novamente.
—Bem, ninguém chamou vocês, mas se quiserem vir... — Sango deu de ombros com pouco caso.
Mas mesmo assim Ayame colocou as mãos sobre o peito como se estivesse imensamente emocionada.
—Oh fofa, nós também te amamos! — disse — Não é Kouga?
—Claro que sim. — Kouga girou os olhos, mas por fim acabou sorrindo também.
Kagome também teve de sorrir com aquilo.
—Mas só porque eu vou voltar para casa não significa que será o fim! — ela apressou-se a dizer saindo acompanhada pelos três do elevador — O templo Higurashi tem um belíssimo festival de verão. Vocês deviam ir lá para ver! Kouga você não gostaria de ver Ayame usando uma yukata?
—Isso até que me agradaria. — Kouga admitiu passando o braço em volta dos ombros de Ayame.
E nenhum deles percebeu a dupla que estava parada ao lado do elevador esperando para entrar quando eles saíram.
—Você ouviu? — Miroku perguntou olhando nervoso para o amigo — Ela esta indo embora.
—Eu ouvi. — Inuyasha confirmou olhando fixamente o corredor pelo qual Kagome seguira.
—Ela vai voltar para casa.
—Eu ouvi. — repetiu cerrando os punhos.
*.*.*.*
Quando foi buscar Shippou na escola, Madame Eleonor chegou acompanhada por uma pequena nevasca pessoal, e ele não encarou aquilo como um bom sinal.
—Hoje, e por mais algum tempo indeterminado, nossa companhia não será necessária para Rin. — avisou-lhe — E também há um lugar que preciso ir antes de voltarmos para casa, como eu não posso deixa-lo só, você deverá me acompanhar.
Shippou estava encarando a neve que caia levemente sobre a cabeça de sua ama seca, e embora aquela pequena amostra de neve não fosse nada quando comparada à pequena nevasca que ela criara na cozinha no dia em que descobrira que Kagome era uma miko, ela já era o bastante para deixar o menino apreensível.
—E aonde nós vamos? — perguntou.
—Ver meu irmão. — ela respondeu virando-se e se afastando dali.
—Eu não fazia ideia de que tinha um irmão Madame Eleonor! — Shippou piscou surpreso e correndo para alcançá-la.
—Tenho um irmão mais velho e um casal de irmãos gêmeos mais novos, mas nunca conheci os dois menores porque eles nasceram muito tempo depois de eu ter deixado para trás a minha amada mãe Rússia, não são muito mais velhos que você. — revelou Madame Eleonor para o choque de Shippou — Mas agora precisamos de um táxi.
A neve não havia parado de cair sobre a cabeça de Madame Eleonor durante todo o percurso de táxi que os levou até o — de forma surpreendente — luxuoso hotel onde o irmão dela estava hospedado, e começou a cair também sobre a cabeça de Shippou quando ela o carregou nos braços pelo hall do hotel, informou sua chegada e o motivo dela e dirigiu-se ao elevador.
Shippou não sabia como esperar que fosse o irmão de Madame Eleonor, mas certamente não esperava um Inu Youkai!
O Inu Youkai disse alguma coisa em uma voz grossa semelhante a um rosnado numa língua que Shippou não compreendeu, mas supôs ser russo, e ouviu uma segunda voz, um tanto brusca e grossa com tom carregado, e com um susto percebeu que era Madame Eleonor falando em russo!
Ela deve ter mencionado alguma coisa sobre ele porque o Inu Youkai, que até então não o havia notado baixou os olhos purpuras diretamente para ele, fazendo-o encolher-se assustado, ele ergueu novamente os olhos para a irmã e latiu alguma coisa.
E pela primeira vez desde que começaram a falar russo a sua volta — que ele descobriu ser um idioma estranho e muito, muito assustador — Shippou compreendeu o que foi dito, porque se tratou de uma única palavra:
—Shippou.
Shippou ergueu a cabeça ao ouvir Madame Eleonor mencionar seu nome, mas ela não estava olhando para ele, e sim para o irmão à sua frente que rosnou e latiu mais alguma coisa embora não parecesse zangado, mas franzia o cenho como se não estivesse entendendo algo, ao que Madame Eleonor girou os olhos e disse mais alguma coisa em russo, carregado com um tom de reprovação.
Depois disso o Inu Youkai afastou-se para o lado e deixou que eles estrassem.
E foi ai que a verdadeira nevasca começou.
*.*.*.*
Sesshoumaru podia ter chegado durante o meio da tarde do mesmo dia em que partira se tivesse viajado de avião, mas ao invés disso decidira optar por ir dirigindo até seu destino, e também podia ter chegado ao seu destino pouco antes do amanhecer, se não tivesse parado para passar a noite naquele hotel, de forma que só chegou ao seu destino pouco depois das 12h do dia seguinte à sua partida.
E isso só para dar uma ideia do quão ansioso ele estava para ver a mãe, fato que, obviamente não deixou Arina-hime contente... Não que alguma coisa tivesse a capacidade de contentá-la.
—Você podia ter pegado um voo comercial para cá. — Arina-hime o censurou.
—Podia — ele concordou sentando-se à mesa.
—E não precisava mesmo ter parado para passar a noite em um hotel. — acrescentou cerrando os olhos.
—Não. — admitiu estendendo o guardanapo sobre o colo.
—Você deliberadamente atrasou-se de propósito. — acusou.
A isso Sesshoumaru não respondeu.
Arina-Hime o encarou, sendo ela uma legitima dama youkai japonesa ela jamais deveria deixar que suas emoções viessem à tona, mas se havia alguém que era capaz de testar sua capacidade de autocontrole até o limite então esse alguém era Sesshoumaru, afinal nada podia estressar mais uma mulher do que seus próprios filhos.
Depois de alguns segundos, quando teve certeza de que tudo estava sob controle, ela estendeu o guardanapo sobre o próprio colo e voltou a falar:
—Eu disse a seu pai que precisaria ficar em Tóquio para resolver alguns assuntos, que, no caso, seriam os últimos detalhes antes de começar com os preparativos para o casamento, mas então Vladimir-Sama pediu-me algum tempo para que seu herdeiro converse com a irmã! — contou quase como se aquilo a escandalizasse, embora mantivesse o mesmo tom frio e inabalável de sempre — Parece que precisa do consentimento dela para assinar de uma vez o contrato.
Sesshoumaru deixou os talheres de lado e olhou para a mãe.
—É claro minha senhora, afinal que mundo é este onde precisam pedir a opinião das mulheres antes de casá-las com um completo estranho?
Mais uma vez lutando para manter o autocontrole Arina-hime cerrou os olhos para seu filho.
—Sesshoumaru não me venha com seu sarcasmo, você esta colocando palavras na minha boca, sabe perfeitamente que não foi isso o que eu quis dizer. — fez uma pausa — Mas ninguém precisou pedir minha opinião antes de colocar-me numa roupa de noiva e casar-me com seu pai, porque eu sabia perfeitamente qual era meu dever, já esta moça... Segundo o que o pai me contou ela foi criada no Japão desde a infância, justamente por ser a herdeira de sua casa materna, mas, ao atingir a idade adulta, abandonou o lar e recusou-se a voltar para Rússia, para viver por conta própria em Tóquio. — fez uma pausa comprimindo os lábios — Ela parece-me ser um pouco rebelde, na verdade estou pensando em reconsiderar se essa moça será realmente boa para você.
Mas Sesshoumaru sabia que Arina-hime era uma mulher de decisões, e não de ficar pensando se deveria ou não reconsiderar, e se mesmo começando a pensar que aquela mulher talvez não fosse a mais adequada para seu filho ela ainda não estava certa se deveria ou não descarta-la... É porque havia uma razão principesca por trás.
—Quem é ela?
—A filha mais velha de Vladimir-Sama, e ela também possui o sangue da antiga casa Mizuno.
Sesshoumaru fechou os olhos, levando alguns momentos para reconhecer o nome, como herdeiro Taisho era sua obrigação saber de cabeça quais eram as mais importantes e influentes famílias youkais do Japão e também a que região pertencia, em seguida os reabriu para recitar:
—A casa Mizuno é uma das mais antigas e nobres casas do Japão, natural da região de Tohoku, é mais antiga até mesmo que a casa Taisho e não há histórico de haver manchas em sua linhagem. — e com "manchas" ele queria dizer hanyous.
Arina-hime bufou, mostrando pela primeira vez explicitamente o seu descontentamento em algo.
—Se não fosse seu pai a família Taisho também não teria manchas em sua linhagem! — afirmou. — Espero que não esteja pensando em cometer o mesmo erro Sesshoumaru.
Rin. É claro que mais cedo ou mais tarde Arina-hime tocaria naquele assunto, na verdade, Sesshoumaru estava surpreso que ela tivesse demorado tanto a o fazer.
—Não senhora. — respondeu a encarando.
—Quando pretendia me contar sobre a criança?
Nunca.
—Não é Rin que esta em pauta aqui. — disse — Se não estou enganado a família Mizuno é uma linhagem de Mulheres da Neve.
—Correto.
—Então não há com o que a senhora se preocupar, ela não é uma rebelde, ser independente é mesmo típico desse tipo de youkai. — ele voltou a comer — Mas ainda não me disse o nome de minha pretensa futura noiva.
—Eleonor-hime.
Sesshoumaru parou de comer.
Só havia um escasso punhado de Mulheres das Neves que viviam em Tóquio — com certeza não chegavam nem sequer a dez individuas —, justamente por esse tipo de youkai preferir um clima permanentemente frio, todas eram certamente extremamente orgulhosas, mas qual seria a chance de mais de uma delas ser originária da Rússia e ostentar aquele mesmo nome estrangeiro?
Sesshoumaru pousou o garfo em seu prato e olhou para mãe, procurando nela qualquer traço de senso de humor que indicasse que aquilo era algum tipo de piada, Mas Arina-hime não era conhecida por ter senso de humor.
Encarou-a.
—Madame Eleonor.
Arina-hime piscou.
—Como disse?
—Ela pode ser do sangue de uma nobre e antiga casa youkai japonesa e ter sido criada no Japão desde a infância, mas continua sendo mais eslava do que nipônica, e prefere... Não, e exige ser chamada por "Madame"ao invés de seu titulo de direito. Portanto chame-a de Madame Eleonor.
*.*.*.*
Pronto desde 09/05/2015, eu sei, eu sei, meu ritmo está cada vez mais lento.
Eu sei, eu sei, ter deixado vocês aqui a ver navios por quase três meses foi um ato ignóbil e imperdoável, e certamente vocês estão com muita raiva de mim agora, mas é que fiquei muito ocupada com a faculdade, e, embora não possa garantir nada, eu prometo que agora que estou de férias eu darei o máximo de mim para que isso nunca mais se repita... Ai! Ai! Ai! *Autora se escondendo de ataque de tomates aqui*.
Ah, sabem o que mais? Aquela fic original sobre a qual eu comentei no capítulo passado vai começar a ser postada agora em julho, ela se chamará "Gêmeos no Divã", caso alguém se interesse.
Respostas as review's:
Leticia: Caso você ainda esteja aqui, eu espero realmente que este capítulo tenha lhe causado todas as palpitações que você esperava.
Eu vou tentar fazer o Miroku não sofrer muito... Ah, sobre o Inuyasha você leu meus pensamentos: esse rapaz tem que virar logo homem! U.U
A fic original vai se chamar "Gêmeos no Divã" e vou começar a postá-la no primeiro domingo de julho.
Se você aparecer por lá e quiser mandar comentário me diz que é a Leticia daqui do FF pra eu te reconhecer! :D
Yogoto: KKK você certamente é alguém que gosta de intrigas.
Vergonha na cara o Miroku já tomou, o caso é a Sango acreditar agora!
Jura que vai ler? Ai que bom! Porque realmente estou apavorada em ser ignorada de novo, olha o nome da fic vai ser "Gêmeos no Divã" e eu vou começar a postá-la no primeiro domingo de julho.
Se você aparecer por lá e quiser mandar comentário me diz que é a Yogoto daqui do FF pra eu te reconhecer! :D
Veraozao: Até a próxima.
joh chan: É isso ai! Porque nesse e nos próximos capítulos eu estou tentando dar uma geral em todos os personagens, sabe é o chamado "juntar todas as pontas soltas para o fim".
Gosta sim, mas em seu orgulho acabou colocando a honra acima da própria filha, e isso é algo que ela não consegue perdoar.
Ah eu já pensei numa solução para Shippou permanecer com a Madame Eleonor, porque simplesmente não consigo vê-lo longe de sua madame.
Sim, Kagome realmente vai.
Meu desafio agora é reunificá-la com Inuyasha.
