Notas da Autora
Noharahishimo tenta relaxar imersa no ôfuro se shira kashi ( carvalho branco) , mas as lembranças da impertinência e ousadia dos humanos a deixavam aborrecida.
Yamakawa decide por seu plano em ação, e reaver os laços de sua família com Tenkumoya, há muitos séculos atrás.
Já Yuri, espera enfim, realizer seu desejo...
Capítulo 52 - Aborrecimento
Durante o trajeto para a mansão, pelo céu, acima das nuvens, ela começa a se tranquilizar, embora o olhar daquele humano começara a marca-la demais. O fato dele não ter medo dela, a intrigava mais do que tudo, já vira humanos se desperarem por menos.
Ela ficara temerosa ao sentir o cheiro de sexo fraco nele, impregnado ao seu corpo indicando que ele fizera sexo com uma fêmea humana, aquele cheiro a pertubava demais e a fez recordar da violência de quando era apenas uma filhote de raposa.
Lembrava do rosto do rapaz que a invocara, o descendente de Hoshi, fora a dificuldade de ficar sem pensar nele, o olhar ficara marcado nela e a voz máscula e firme dele também e por mais que tentasse desviar a mente, não consguia e isto a aborrecia, fazendo-a praguejar contra si mesmo em pensamento.
Então, desloca-se sobrevoando acima das nuvens até a mansão, não durando mais que alguns minutos. Assume a forma humana, na frente da residência e ao entrar no recinto, retira seus sapatos no genkan e passa a usar um oshire envenrizado trazido por uma serva rapidamente. Então dá orientações como deseja o preparo do banho e se dirige para lá, sabia que com o olfato do pai, ele já saberia que ela estava ali. Depois iria vê-lo.
Quando chega ao ôfuro, o banho já está preparado, á espera dela. Retira a armadura e depois as roupas. Se dirige a um canto, onde tem um piso inclinado e joga agua no corpo antes de entrar. Após retirar as impurezas, entra no ôfuro de shira kashi, imenso, enquanto a serva com flauta, ja começara a soprar o instrumento, emitindo uma bela melodia.
Então, ela senta confortavelmente e tenta relaxar, embora sua mente não parasse por um instante sequer, ao pensar naquele humano:
" Impertinente, baka, irritante, imbecil" e seguia xingando-o pensamento, enquanto rosnava em alguns momentos, percebendo que nem tão cedo iria relaxar.
Uma semana se passa e nas terras Amesen, na mansão do senhor daquele vilarejo, Yamakawa, aguardava ansiosamente a entrega de um pedido. Ele fora pessoalmente, galopando, até um dos melhores ouvires levando a quantidade de ouro e os dois rubis exigidos para que ele fizesse a estátua que tanto cobiçava.
Sentou no zabuton, enquanto olhava o jardim na frente dele, um lago imenso com areia branca em volta e ornamentado com pedras alvas, carpas nadavam tranquilamente e tentava conter sua ansiosidade, olhando o jardim bem cuidado.
Então, ouve sons de geta e uma serva adentra, curvada, então, prostra-se sem olha-lo e anuncia:
– Mestre das joias já chegou e deseja vê-lo.
– Deixe-o entrar - fala gentilemnte a serva.
Um senhor , praticamente idoso adentra, junto de seus escravo, um rpaaz de dezesseis anos, carregando no braço algo evolvido em um pano. O senhor e o servo se curvam.
– Konbanwa Yamakawa, já fiz a estátua que deseja... entregue á ele - ordena ao jovem escravo
Este entrega o embrulho ao senhor daquele vilarejo, que abre o abre e vê a perfeição da escultura e o acabamento ímpar que foi dado. Não chegou a tirar todo o pano, mas o que vira, já valera pena de contratar os serviços,um tanto caro dele. Ele então, tira ums saco que tilintava com pedaços de ouro.
– Aqui o pagamento.
O velhor recebe e abre o saco, verificando quanto tinha lá de ouro.
– Se precisar de mais algum serviço, já sabe onde me encontar senhor...
– Sei e ficou excelente, com certeza você é um dos melhores
– Domo arigatougozaiamssu.
– Agora pode se retirar- e sorri.
– Sumimassen, Yamakawasama - e curvando-se mais uma vez, se retira dali junto com o escravo.
– Está na hora de reaver velhos laços há muito perdidos - e sorrindo se levanta, ordenando a um servo que passava no corredor
– Vou sair, mande selar Haku.
– Hai, senhor- e o servo curvando-se, retira-se dali.
Oyakata encontrava-se em seu castelo, mais precisamente na biblioteca lendo um pergaminho, quando houve batidas leves na porta. Ele ergue a cabeça e pelo cheiro percebe ser Yuri.
– Pode entrar Yuri...
Então a jovem youkai do ôfuro adentra, um tanto sem graça e nervosa. Ele arqueia uma sombrançelha:
– Oya...Oyakatasama...vai usar o ôfuro hoje?- ela pergunta sem olhar eles nos olhos.
– Vou...- está curioso quanto ao nevoso dela.
– Só queria saber...e...
Ele capta o odor de desejo e percebe pelos olhares rápidos para com ele, o desejo velado nos olhos. Sorri a simples menção desse pensamento e se lembra do que Tenkumoya falara à ele: " Faz séculos que não relaxa...devia procurar de novo o sexo oposto..."
Então, ele se ergue e caminha até ela. Pega-a pelo queixo e fala, ternamente:
– Hoje irei...deseja lá? Ou no meu futon?
A jovem enfim o fita com os lábios molhados, e fala, um tanto nervosa:
– No seu futon?
Ele apenas acena com a cabeça enquanto sorri maliciosamente.
– No futon...- fala nevosamente.
– Então, depois do ôfuro - e aproximando seus lábios do dela, a beija docemente, mas depois passa a ser com vólupia.
Eles se separam para ela respirar, o coração desta acerelava rapidamente. Já estivera com outros machos, mas perante o inudaiyoukai, ela ficava nervosa, já via diversas vezes os "dotes" deste no ôfuro e cobiçava-o à séculos, mas ele estava unido antes á Aiko, agora , com ele viúvo, poderia realizar o que tanto desejava.
Então, ela se retira, sem deixar de olhar para seu senhor, que retornara a leitura anterior.
