The War of Angels and Demons

"Já que escolhi o palco para o Grande Espetáculo só falta uma coisa..."

-Desconhecido

ATO IV:

53. Apresentação.

Alatáriël olhava Pinhead, que fazia movimentos estranhos com as mãos, o mesmo parecia estar amaldiçoando Doomsdayer pelo ocorrido, o mesmo se encontrava bem longe, provavelmente fazendo outro plano. Pinhead poderia estar fazendo movimentos estranhos porém prestava atenção nas feições curiosas que Alatáriël cuidadosamente tentava esconder, seus lábios estavam contorcidos, suas sobrancelhas desconfiadas e seus olhos determinados.

Antes mesmo que pudesse responder, alguém bateu a porta. Pinhead num rápido movimento abriu a porta, o mesmo não se importava com quem fosse estar do outro lado do quarto.

- Ahh finalmente. Pensei que fosse demorar mais alguns anos para poder abrir a porta, - Dizia Beatriz que estava com olhos desconfiados, ela andou pelo quarto e parou ao lado de Alatáriël, que nada disse, apenas olhava e observava – De qualquer maneira creio que eu deva – Beatriz deu uma leve pausa, e pode sentir a pressão no ar – Que eu deva apenas alertar que Dean sumiu. Eu fui falar com ele sobre alguns assuntos e... quando cheguei ao quarto de Liar o mesmo já não estava mais lá.

Pinhead encarou Alatáriël com olhos duvidosos, porém, o mesmo teve um pensamento Ah, só me faltava essa. Liar foi morto e, agora Dean quer perambular por aí nos labirintos, eu temo que o inimigo o encontrou primeiro... pensou Pinhead, mas a última parte de seu pensamento foi esquecida, não queria trazer mais maus agouros para dentro de sua vida.

Alatáriël apenas observava, seus olhos estavam pesados, mas a mesma não estava com sono, ela levantou uma de suas sobrancelhas cautelosamente, Beatriz observava atentamente as trocas de olhares de cada um. A menina por um certo momento hesitou em ir embora, mas quando percebeu de que havia acontecido algo saiu repentinamente do local sem dizer uma palavra. Não demorou muito para que Pinhead saísse também, mas a sua saída foi mais cordial, o mesmo se reverenciou perante Alatáriël e saiu, calado.

Alatáriël começou a andar de um lado para o outro, ela estava assustada com o assunto. Sentou-se em sua cama, que agora estava com um colchão bem macio e branco. Mas apenas um pensamento vinha em sua mente, E se... acontecer tudo aquilo novamente? Sinto um mau pressentimento pensou Alatáriël, que estava desconfiada.

Dos corredores por onde Pinhead passava podia-se ouvir rumores e murmúrios nas sombras, risadas finas e agudas, como se estivessem falando de alguém na qual não quisessem dizer o nome. Pinhead acompanhava as sombras e seus movimentos, o seu olhar parecia estar calmo, mas na realidade ele estava muito preocupado. Os corredores davam curvas e voltas, idas e vindas. Pinhead, pela primeira vez, havia se perdido no Labirinto de Leviathan.

Ele estava escutando vozes ao seu redor, as mesmas vozes de antes... Os seus movimentos estavam pesados e lentos. Pinhead foi forçado parar no meio do caminho, seus olhos estavam pesados, seus pés doendo, agora, o cenobita almejava uma cama macia e quente para se deitar. Os caminhos pelo labirinto pareciam, sorrateiramente, mudar de posição. Pinhead agora se encontrava em um lugar sem saída, ele se sentou e fechou os olhos, mas pode ouvir do lado oposto do beco, passos rasteiros, como os de um rato. Pinhead fingiu estar dormindo, o ser que vinha em sua direção não percebeu isso.

Um barulho fino de uma adaga sendo retirada de sua bainha foi ouvido por Pinhead, ele enrijeceu seus músculos cuidadosamente, esperando pelo ataque. Num movimento repentino o ser atacou Pinhead, tentando cortar sua garganta, mas o Líder Cenobita agarrou a mão do indivíduo e parou o ataque.

- Ora, ora, ora... – Disse Pinhead, de um jeito sarcástico e irônico. – O rato saiu do esgoto. Parece que eu terei mais trabalho com você do que com outros inimigos que eu tive... – Disse Pinhead à Doomsdayer – Eu conheço ratos iguais à você, sei como vocês se esgueiram pelos túneis, rastejando sorrateiramente na imundice. – Disse Pinhead, frio e sério. Doomsdayer rangeu os dentes, afastou rapidamente sua mão e voltou a ficar na sua posição normal.

- E você... Seu cãozinho, que só obedece leis. Um cão que fareja o caminho percorrido pelo mestre e aquele que fica vadiando por aí atrás de cadelas! – Disse Doomsdayer referindo-se à Alatáriël se relacionando com Pinhead, um cenobita inferior.

Pinhead permaneceu em silêncio por alguns momentos.

- O Grande Show só está começando, caro, Pinhead. Ainda falta muito para que eu complete, meus preparativos. A apresentação está longe de terminar. – Disse Doomsdayer, tentando fingir a calma, mas ele estava preocupado, aflito e com medo. Sua respiração estava ofegante e um tanto rápida, Pinhead percebeu isso. – Bom... Acho que já vou indo... – Dizendo isso Doomsdayer abriu uma passagem ao seu lado direito

Novamente, Pinhead estava (pelo que parecia) sozinho nos corredores, ele voltou o caminho que havia feito mais cedo, ele estava perdido em seus pensamentos, não prestava atenção em nada mais. Alatáriël continuava pensativa em seu quarto, ela não esperava que Doomsdayer fosse voltar à vida (não tão cedo); ela estava pensando em como isso pode acontecer e além do mais, sua preocupação com Dean aumentara em apenas algumas horas.

Beatriz, como sempre, vagava pelos túneis, só que dessa vez estava acompanhada de Aura, Luke, Fofo e Lulu. Agora, eles estavam procurando por Dean que estava desaparecido a dois dias, eles rodeavam e rodeavam pelos túneis que agora estavam completamente úmidos e lamacentos, suas paredes estavam completamente cobertas por musgo, Luke suspirava, ofegante, Aura não estava cantarolando mais. Beatriz tentou animar todos dizendo: - Oras, er... Não estamos... Quer dizer... Ah dane-se. – Seu plano falhou, Beatriz nunca foi boa com essas coisas.

Aura ficava de cabeça baixa, Luke ao lado dela também de cabeça baixa. Ninguém sabia o que fazer.

Local: Uma Igreja,

Nova Iorque; Hora: ?

Dois homens estavam sentados em um dos bancos da Igreja, o local havia vitrais diversos sobre Jesus, os Apóstolos, Maria A Mãe de Jesus, dentre outros momentos religiosos... Os vitrais eram bem decorados, cores vivas emanavam deles, como o vermelho e o azul. Algumas paredes estavam pintadas de um bege, com adornos de ouro, a mesa ao centro estava com um altar de feito de mármore branca e uma toalha da mesma cor sob a mesa, havia vários objetos feitos de ouro e prata. A luz da lua resplandecia a sala, que estava iluminada com algumas velas. Os dois homens estavam conversando sobre algumas coisas.

- Você soube de Alatáriël? Creio que... A hora da batalha final se aproxima, Aron. – Aron, amigo de Beatriz enquanto ela estava com os anjos.

- Sim, eu soube. Rikael, pergunto-me se a Houster irá se juntar a nós... Ou se ficará ao lado deles... – Aron, cruzou seus braços e pernas, o mesmo estava impaciente, Rikael aparentava ser bem mais velho do que Aron, que aparenta ter uns dezoito anos.

- Paciência, filho. – Rikael tinha essa mania de chamar todas as 'crianças' de filhos ou filhas. – Logo teremos a nossa amada resposta.

- A paciência é uma dádiva, que eu não tenho... – Retrucou Aron.

- Infelizmente, é verdade, sua paciência é igual a de um macaco, fica irritado por tudo o que acontece em sua vida. – Disse Rikael, que não fez uma comparação muito boa, Aron ficou um pouco irritado, mas, apenas ficou emburrado – Vamos embora... Não esqueça de... – Aron o interrompeu.

- É, eu sei, prestar, ou, rezar... Entendi. Você também deveria fazer isso... – Aron fechou os quatros dedos da mão e levantou o polegar e sorriu.

- Não brinque com essas coisas! – Disse Rikael mostrando seu anel prateado que havia dentro uma pedra de rubi em forma retangular. O anel parecia grande demais para seu dedo. Aron que usava uma jaqueta de couro preta e uma blusa branca por baixo, suas calças de jeans pretas brilhavam na luz da janela e seu colar redondo prateado com uma esmeralda no centro resplandecia o verde profundo que havia em seus olhos.

Aron se agachou perto do altar, Que Deus olhe por nós, tempos de trevas virão, a escuridão ainda preenche meu coração, minha querida irmã, espero que esteja bem no céu, sinto sua falta, Deus agradeço por teus feitos, sempre me ajudando e aconselhando, espero que possa nos proteger durante a guerra, não quero perder mais nenhum, depois que Ruriel desapareceu e não retornou, eu terei que assumir o controle. Peço que... ajude-me... pensou Aron e após alguns minutos em silêncio, ele se levantou e saiu pela porta enorme da igreja, os cabelos castanhos avermelhados ardiam como o fogo... Aron havia vários anéis em alguns dedos de sua mão, ele parou na calçada e os olhou com cuidado, mas depois deu de ombros e continuou andando, vagando sem rumo... Uma mulher adulta de cabelos pretos em forma de coque com alguns cachos pairando no seu pescoço, ela estava usando uma blusa regata vermelha, um vermelho sangue, e por baixo da regata uma blusa branca, ela usava um casaco preto de couro que ia até os pés, usava calça jeans preto colada com botas de salto fino. Seu rosto era claro como a lua, seus olhos eram da cor carmesim, suas mãos estavam com anéis gentis e delicados feitos de ouro e pratas, estava usando brincos de argola dourados, suas unhas pintadas de um vermelho brilhante, o que mais lhe atraía era o grande colar feito de ferro com um cristal de âmbar no interior.

- Aron! Seu grande idiota! Estava te esperando, não é pra ficar zanzando por aí, vocês jovens nunca aprendem. Desde que a Claire sumiu você continua desse jeito, tipo, você não se importa com nada! Se toca cara, não deixa a vida te levar... – Ela falava de forma autoritária, Aron pareceu não ligar.

- Não força a barra. Elsa. Eu não me importo, quer saber, não me importo com a guerra ou com mais nada. Dane-se. Eu to vazando daqui. – Elsa ficou informada e indignada.

- Não pode desistir dessa maneira! Precisamos de você, Claire também é minha amiga! Vamos lá, não desista – Aron virou-se de costas – Não dê as costas ao que... VOCÊ ACREDITA! – Elsa o abraçou por trás – Vamos, precisamos voltar – Disse ela em forma serena.

- Tá. A gente vai, mas, depois disso eu vou embora. – Disse Aron, dando um sorriso torto.

- Okay, bad boy. TIRO! – Disse Elsa, que novamente se pronunciou – Eu fico com o banco da frente – Disse a mesma mordendo os lábios inferiores, os seus dentes eram totalmente brancos sem nenhuma mancha e seu batom vermelho chamava atenção de Aron.

- Ahhh você foi da última vez, que merda cara. – Disse Aron 'deprimido'.

- Vamos a Lexi está nos esperando, a maninha deve estar se sentindo revoltada por você ter colocado vários cd's de pop e música eletrônica no carro, sabe que ela prefere rock n'roll. E você sabe... – Aron riu junto com Elsa, que o guiava na rua.

- Sabe eu não canso de encher o saco dela, ela precisa escutar, tipo, Lady Gaga. – Brincou Aron que riu, Elsa deu um sorriso.

- Ela gosta do clássico Michael Jackson... Acho que isso basta pra ela, de estrelas pop... Mas as estrelas do rock, são vários! Vamos lá, ela tá esperando, e provavelmente impaciente. – O carro era um Jeep Grand Cherokee 2011 branco. Lexi esperava no volante, impaciente, ela abaixou o vidro do carro.

- Pombinhos entrem logo no carro, não temos a noite toda! – Os dois adentraram o carro, Elsa foi na frente Aron atrás – Aron vai pagar caro por ter sumido com os meus dvd's de rock. Hmpf. – Lexi não estava muito feliz com isso, Aron havia escondido seus dvd's embaixo do tapete do banco de trás, por isso ele não se incomodou de Elsa ficar com o banco da frente – Pra onde GPS dos Anjos tá mandando ir agora? – Perguntou Lexi à Elsa.

- Hmm... Deixa eu abrir o mapa primeiro, vamos ver... Teve uma presença demoníaca na França, no cemitério Hollow... mas foi bem fraca, pelo jeito... só teve um demônio perambulando por lá... E... acho que deveremos ir pro... o mapa está confuso... eu não – Lexi arrancou o mapa das mãos de Elsa, dizendo de forma arrogante.

- Deixa eu ver essa merda aqui... Hmmm... É o mapa tá confuso mesmo, eu não sei, vamos ir para Las Vegas. Vamos nos divertir nos casinos. Quem perder primeiro paga a conta. – Apostou Lexi, ela começou a acelerar o carro, o mesmo depois que começou a rodar desapareceu, aquele carro podia viajar por entre as dimensões.

Local: Quarto de Alatáriël

Inferno, Hora: ?

Alatáriël estava impaciente em seu quarto e esperava por notícias de Beatriz, que não dava notícias já faz um tempo. Quando Alatáriël menos esperava alguém bateu na porta, ela atendeu, tentando não parecer preocupada ou nervosa. A visita era quem ela menos queria encarar naquela situação, seu pai, Leviathan.

- Minha filha, está tão abatida. O que aconteceu? – Disse Leviathan tentando parecer gentil, mas ele desconfiava de algo. Alatáriël conseguiu sorrir perfeitamente, embora ainda estivesse com um pouco de medo, mas ela tentou não prestar atenção nisso.

- Nada meu pai, apenas um pouco cansada e exausta. É só isso. – Disse Alatáriël com firmeza.

- Certo... Bom eu vim aqui perguntar uma coisa... Sobre você e o General, Pinhead. – Disse Leviathan deixando um mistério no ar.

- S-sim? O que tem ele? – Alatáriël gaguejou um pouco na primeira palavra, porém, logo manteve novamente seu tom sério.

- Vocês andam ultimamente muito próximos... E isso é... intrigante. – Respondeu Leviathan.

- Está imaginando coisas meu pai. Não tenho nada a ver com aquele inútil... – Alatáriël engoliu a seco suas próprias palavras, Leviathan começou a rodeá-la.

- Mesmo... Pois muito bem. Devo me retirar por agora. – Disse Leviathan, saindo do quarto, deixando Alatáriël sem palavras. O quarto de repente começou a ficar frio e sombrio. Alatáriël começou a ficar triste e solitária.

Pinhead estava em seus aposentos e se perguntava onde sua equipe estava, não havia recebido notícias deles faz muito tempo. Pinhead sentou-se em sua poltrona e colocou seus dedos em sua testa, suspirou e posteriormente acendeu a lareira.

- Droga... – Ele suspirou – Tantos problemas... Merda esqueci... Tenho uma reunião... Droga. – Pinhead apagou o fogo da lareira e saiu de seu quarto, apressado.

O corredor estava como sempre estranho e úmido, coberto por correntes, sangue, corpos em decomposição e um cheiro desagradável. Pinhead andava um tanto distraído e seus pensamentos, quando chegou ao seu destino Alatáriël estava ao seu lado... Ele iria dizer alguma coisa mas os olhos de sua amada disseram para que ele ficasse calado. Alguma coisa aconteceu, ela está tão preocupada... pensou Pinhead.

Alatáriël e Pinhead adentraram a sala tentando disfarçar as caras preocupadas em seus rostos, Leviathan discretamente arregalou uma sobrancelha, e ficou desconfiado. A sala era de forma oval, com várias cadeiras de pedra presas as paredes, formando um círculo, a cadeira maior era a de Leviathan, o meio da sala estava vazio, o piso era verde esmeralda com alguns desenhos cravados no mesmo, desenhos geométricos, de configurações e etc. Alatáriël foi para o lado esquerdo ao lado de seu pai, Leviathan. Ela entrelaçou os dedos das mãos e ficou de cabeça erguida, ela estava em sua forma humana. Pinhead foi para o lado esquerdo de Leviathan, ficando alguns metros longe de Alatáriël. Leviathan poderia não demonstrar mas estava com os olhos abertos para os dois.

- Que o informante venha... Estou curioso para saber quem é essa pessoa. – Disse Leviathan, o mesmo parecia estar muito desconfiado de algo. Todos estavam sentados entorno de do círculo, Alatáriël ainda estava de cabeça baixa, mas ela estava se perguntando quem seria essa pessoa. Pinhead ficou de cabeça erguida encarando os rostos das pessoas do conselho. Os rostos das pessoas do conselho estavam assustados, podiam-se ouvir os cochichos sobre a pessoa.

O mensageiro anunciou a chegada do informante, ela deu algumas desculpas esfarrapadas sobre o porquê a demora do informante e sobre os atrasos. O conselho parecia estar ansioso demais, enquanto Alatáriël sentia-se nervosa e Pinhead não demonstrava suas emoções, mas também não podia negar de que estava curioso. Todos, um a um, foram ficando em silêncio, quando as grandes portas góticas. O informante estava de capuz negro que estava junto com sua capa que ia até os pés. Porém, mesmo que fosse difícil ver a sua face era possível ver que seu rosto era mais pálido que o normal, e que o mesmo estava sorrindo. Alatáriël teve um mau pressentimento sobre isso.

- Identifique-se, ou para ser mais formal, apresente-se. – Disse Leviathan sério e impaciente.

- Alguns de vocês já irão se recordar, mas antes, a informação. A informação que tenho é valiosa demais. E antes que eu a dê, preciso informa-los sobre algumas coisas primeiro. – Leviathan estava perdendo a paciência com a criatura. -

Apenas fale logo o que tem para nos dizer. – O informante sorriu.

- A informação é sobre uma traição feita por duas pessoas e, coincidentemente ambas estão presentes. – Todos se levantaram, cochichos começaram, Leviathan não conseguiu piscar de tanta surpresa, alguns mencionavam 'Como assim? Traição? Com certeza foi Rondan, o Senhor da Mentira. Com certeza foi ele!'; 'Não fui eu! Foi Lethsa! Tenho certeza disso!'. Dentre outros murmúrios que não acabaram tão cedo.

- Ordem! Ordem! Eu disse ORDEM! – Disse Leviathan que em um pulo levantou-se da cadeira, bufando e furioso. Ele mesmo estava fora de si. Demorou um tempo para que todos se aquietassem, mas aos poucos as vozes foram silenciadas pela respiração ofegante e alta de Leviathan. Alatáriël e Pinhead começaram a ficar nervosos, já sabiam onde isso iria parar, mas agora não podiam fazer nada. Em questões de minutos algo seria revelado – Já que todos se acalmaram, você poderá nos dizer quem são essas pessoas. E para ter certeza disso quero que nos traga uma prova.

- Os nomes das pessoas poderei falar, mas enquanto a prova, devo dizer que o senhor já a conheça. Os nomes das pessoas são... Alatáriël e Pinhead. – Os rostos espantados das pessoas ao ouvirem os nomes eram indescritíveis. O informante começou a sorrir. – As traições são muitas dentre elas, contato com humanos, ou seja, sem mata-los ou sem que esses humanos tenham aberto o cubo e... relações... – Leviathan se espantou.

- Que tipo de relações? – Alatáriël recebeu um olhar furioso de seu pai, enquanto Pinhead estava com as mãos trêmulas e não sabia o que fazer.

- Oras, eles são amantes. Sim, senhor Leviathan sua filha está tendo relações amorosas com o Líder Cenobita Pinhead, bem debaixo de seu nariz. – Disse o informante normalmente.

- COMO? – Os cochichos voltaram e Leviathan ainda estava boquiaberto. Alatáriël e Pinhead não sabiam o que iria acontecer daqui pra frente, com certeza a sentença de morte já estava declarada.