Buddy parecia estar muito feliz correndo atrás de borboletas ou rolando no chão coberto da grama mais verde e macia que Amy já havia visto.

Antes de saírem da casa, Henry havia pegado alguns petiscos para eles. Duas latinhas de refrigerante, uns biscoitos e Andy havia preparado uns sanduíches. Eles estavam mesmo deliciosos. Para Buddy vieram alguns pedaços da carne deliciosa que estava sendo preparada. Resumindo, eles faziam um belo de um piquenique. Sem ninguém para lhes perturbar ou estragar aquele momento alegre e divertido.

– Hoje está mesmo um dia muito bonito – Amy falou. Se sentia tão incrivelmente bem e revigorada sentada no meio da grama com o vento a soprar-lhe no rosto. Se sentia livre.

– Sim. Hoje está um dia especial. Fazia tempo que eu não via um céu tão limpo – Henry concordou só que um pouco distante.

Amy ficou olhando para a pequena bola de pelo tão incrivelmente branquinha e macia brincando na sua frente.

– De que raça será que ele é? – ela perguntou.

– Acho que é um pastor canadense.

Amy olhou desconfiada e surpresa para ele.

– Eu amo cachorros. Infelizmente nunca pude ter um – ele falou um pouco triste. – O pastor canadense é um pastor alemão só que todo branco. Veja como as orelhas dele são pontudas e como o seu rabo é comprido e peludo igual a um pastor alemão. É uma raça nova.

– Como será que ele veio parar aqui? – Amy perguntou reflexiva.

– Não podemos responder a todas as perguntas que queremos. Acho que ele soube que aqui tinha alguém que precisava muito dele. Afinal, cachorros são os melhores amigos do homem. Amy, – Henry olhou para ela – você sabe que sempre poderá contar com ele, ele nunca lhe abandonará, ele sempre será seu amigo, ele nunca lhe deixará na mão. O ser humano é um animal muito esquisito. Nunca sabemos se podemos confiar nele. Mas Buddy sempre estará com você.

Por um momento, Amy achou aquilo estranho. Por que ele falava isso pra ela? Ela sabia que poderia contar com ele sempre que precisasse. Ele também era seu amigo.

– Você também é meu amigo. E eu confio em você, Henry.

Amy viu os olhos azuis a sua frente se encherem de lágrimas.

– Obrigado. É muito bom saber que alguém confia na gente.

Ela lhe deu um sorriso. Henry parecia triste, triste e desolado, como se tivesse se lembrado de algo doloroso.

– O que foi? – ela perguntou suave.

– Não é nada. – Ele virou o rosto, que de um jeito ou de outro pareceu sombrio mesmo a luz do sol. De algum modo, Amy pensou que ele lhe escondia alguma coisa. Havia algo que ele não queria lhe contar, algo que ele escondia.

De repente, o dia não parecia mais tão agradável assim. Uma nuvem encobriu a luz e o calor do sol. Um tremor percorreu o seu corpo. Ela pôde sentir uma desconfiança no ar. Por que Henry havia dito aquelas coisas estranhas sobre confiar em alguém? Por que ele estava triste? O que ele não queria lhe contar? O que Henry escondia? Só então Amy se deu conta que não sabia nada do passado dele. Na realidade, no fundo, ela não sabia quem ele realmente era. Pela primeira vez aquilo lhe assustou.

"Não confiem em ninguém" William McIntyre havia lhes dito no começo das pistas. Agora, eles estavam quase que afastados dela, mas aquela frase, quase uma praga, ainda a amaldiçoava. Se lembrou que ela havia contado tudo a Henry. Tudo o que ela era, tudo o que ela sabia.

E se ele fosse... do mal? Amy tremeu. Tentou afastar a ideia absurda, mas que não lhe parecia mais tão absurda assim.

Naquele momento, Henry se virou para ela.

– Está tudo bem? – ele perguntou.

Amy forçou-se a dar um sorriso.

– Tudo. Só fiquei com um pouco... de frio... s-só isso

– Você parece assustada.

– Por que eu estaria? – ela o desafiou talvez um pouco séria demais.

Ele deu uma risada. Parecia normal novamente e Amy se achou uma imbecil e aquela ideia voltou a ser o extremo do absurdo. Devia ser ela que estava ficando paranoica porque ninguém tentava lhe matar a mais de uma semana. "Existem pessoas boas no mundo, Amy" ela disse a si mesma "e que querem o seu bem."

– Certo. – Ele sorriu. – Acho que já está na hora de voltar.

– É. Deve ser. – Amy também sorriu. Foi buscar Buddy, mas Henry lhe impediu, segurando a sua mão.

Amy se voltou para ele. Ele parecia... arrependido.

– Amy, obrigado por ser minha amiga. Você é muito especial mesmo. E lembre-se: você não precisa de ninguém para ser essa pessoa maravilhosa que é.

Ela corou e lhe deu um sorriso agradecido. Se virou novamente e disse:

– Vou buscar Buddy.

Estava feliz por Henry ter lhe dito aquilo, mas também se sentia estranha, sentia que havia algo de estranho no ar, algo que ela ainda não conseguia detectar o que era, algo, que de um jeito inexplicável, não deveria estar ali...

Então, por algum motivo que agora lhe parecia inexplicável, lembrou-se daquela frase de Hamlet...

"Há algo de podre no reino da Dinamarca"...

Hello beautiful people!

Well, hoje é segunda-feira e, bom, eu não gosto muito de segunda, sem falar que eu estou um pouco triste porque não consegui passar pra 3ª fase da olimpíada de história...

Mas, não há nada melhor que um dia após o outro e uma noite no meio, não é?

Mudando de assunto, gostaram do capítulo? Misterioso o Henry... Que tal, a Amy está endoidando ou será que há algo de obscuro na vida do Henry mesmo? Será que há algo de podre ou não? Reviews! Ficaram curiosas? Se sim, é porque eu AMO deixar vocês curiosas!

Beijinhos e até o próximo capítulo!