Capítulo 52: Uma difícil situação para anjo.
-/-/-/-/-/-/-/-
O acidente de Harry serviu para ter a Eriol colado a ele sem que este pudesse se queixar. Foi por isso que o moreno recebeu o convite para poder entrar à Sala Comum dos Ravenclaw e ele se passeou por ela, como se lhe pertencesse. Se alguém esteve na contramão disso, ninguém disse nada.
-Eriol?
O rapaz removeu-se como pôde em sua cama, já que o braço de Harry rodeava sua cintura com tanta força e posse, que lhe dificultava o movimento. Quando ao fim o conseguiu, utilizou sua varinha para romper o feitiço de Silêncio que tinha ao redor (não desejavam que todos seus colegas escutassem suas atividades noturnas) e abriu um pouco a cortina, para ver que Anthony estava já vestido com o uniforme do colégio.
-Levanta-te já, eh? As classes começam dentro em meia hora.
-Oh! - incorporou-se de repente. -De acordo, obrigado por avisar-me.
Desfez-se bruscamente do braço que o apertava, sem que o dono pestanejara sequer, se pôs um par de calças (porque estava nu) e abriu as cortinas da cama, para ir ao banheiro. No lugar, tomou uma ducha rápida, para desfazer dos líquidos corporais que estavam colados a seu corpo, resíduos da noite anterior, já que tinham ficado muito cansados como para se levantar e se limpar.
Quando saiu, fazendo num tempo recorde, franziu o cenho ao ver como Anthony tinha uma câmara fotográfica em sua mão e sacava uma foto depois de outra a seu namorado. E é que Harry também estava nu e, conquanto a coberta lhe tampava as partes pudicas, seu peito musculoso estava à vista e com seus braços dobrados, um baixo travesseiro e outro sobre seu estômago, seus músculos realçavam. Isso somado ao cabelo despenteado e sua cara relaxada pelo sonho, o faziam se ver extremamente sexy.
-Espero que essas fotos fiquem para tua coleção privada, Anthony. Porque se chego a ver cópias em mãos de outros estudantes de Hogwarts, deixará de ser meu amigo. -sibilou com o cenho franzido, enquanto procurava seu uniforme de seu baú.
-Awww, com o muito que ganharia se o vendo no mercado negro do colégio! - caçoou o loiro.
Eriol sorriu-lhe de lado.
-Faça e pagará.
-De acordo, de acordo. -estremeceu-se fingidamente. - Guardarei a câmara, namorado zeloso.
Eriol comprovou que seu amigo fizesse o que disse, antes de sentar em sua cama e sacudir o ombro de Harry.
-Harry? Céu? Acorda… - murmurou baixinho.
Harry gemeu e deu-se volta, ficando de cara contra o colchão.
-Ainda é cedo.
-Não, não é. Anda, levanta-te, assim baixamos juntos a tomar café da manha. -acariciou os cabelos rebeldes. - Se levantas-te agora, durante o primeiro recreio, te irei encontrar no mesmo lugar de sempre.
Lioncurt deu-se voltada em seguida, olhando com luxuria a seu namorado.
-Você sim que sabe me convencer. -grunhiu, antes de atrair a cabeça de Eriol para lhe dar um beijo feroz e depois levantar da cama.
Na habitação de Gryffindor, por outro lado, Neville olhava a seu novo namorado, enquanto este se vestia, ainda que o ruivo lhe desviava a mirada.
-Por que se sentes tão incômodo estando eu aqui? - perguntou num sussurro e viu que Ron se tensou um pouco.
-É que… um… verá…
-Não estou aqui para te violar, Ron.
-Eu sei!- exclamou em seguida. - É só que, me resulta algo incômodo. Somos namorados e, bem… - suspirou. - Eu não tenho nenhuma experiência com homens.
Molloy franziu o cenho.
-Com mulheres sim?
-Uh, bom, Lavender insistiu.
-Que zorra. - sibilou Neville.
-Bom, não é que insistiu, senão que me propôs várias vezes, até que eu senti a suficiente curiosidade e…
-Suficiente. - levantou uma mão para calá-lo. - Eu não te vou pressionar, quando se sinta seguro de que me deseja, só me faz saber.
\*\*\*\*\*\*\*\*\*\
O seguinte encontro com Dumbledore foi para ver outra memória relacionada com a vida de Tom Riddle, dantes de que este se convertesse em Lord Voldemort. Ao terminar, o professor tinha-lhe dito que deveriam conseguir o quanto antes a memória de Slughorn.
-Acho que o que você esteja ali é o que o põe nervoso. - murmurou Harry, pensativo. - Professor, será que você não pode me conseguir uma permissão para que eu saia de Hogwarts sozinho? Se saio só, é muito pouco provável que alguém me note, mas para estar seguro, devo ter uma permissão.
O idoso esfregou sua barba.
-Poderia fazer, mas deve dar-me em alguns dias, para que vá ao Ministério de Magia e consiga algumas assinaturas. - olhou-o seriamente. - Mesmo assim, não acho que seja prudente que saia sozinho.
-Está bem se lhe peço a meu avô que me acompanhe?
-Sim, acho que sim, com o senhor Marius estará bem. – sorriu. - Obrigado por tomar-te tão seriamente esta missão, Harry.
-De nada. - encolheu-se de ombros. - É minha missão, após tudo.
*Masmorras*
Com o leite preparado para alimentar a sua filha, Bill entrou à pequena sala que pertencia ao departamento que lhes tinham habilitado nas masmorras para que se viessem a viver junto com Severus e sua filha. Caminhou até chegar a uns dos cadeirões e levantou uma sobrancelha ao ver a um de seus filhos lendo uma carta com concentração.
-Quem te escreve, Fred?
O gêmeo mencionado saltou ao escutar a voz de sua mãe e depois sorriu.
-Bem, poderia dizer que minha namorada.
-Ah, sim? E posso saber o nome, direção e antecedentes desta "noiva"?
Fred pôs os olhos em alvo.
-É de confiança, bem? E seu nome é Fleur Delacour.
-Fleur? –franziu o cenho pensativo. - Não é a rapariga do Torneio dos Três Magos?
-Ajá. Conhecemo-nos durante esse ano e mantivemos carta desde então; no ano passado ela se mudou a Inglaterra para trabalhar em Gringotts e nos temos estado vendo.
-Então não é nada oficial?- perguntou, mudando de braços a sua filha, porque o outro já o tinha cansado.
-O será um vez que termine Hogwarts com boas qualificações –suspirou. - Esta meio veelas são muito exigentes. –murmurou.
-Se essas são suas condições, acho que a seu pai e a mim nos convém. –sorriu. - E daí sabe de George?
-Uh? - pestanejou confundido ante a pergunta repentina.
-Não sabe se tem algum namorado?
Era de conhecimento para ambos pais, que Fred tinha preferência pelas mulheres e George para com os homens.
-Bem, ele…
Lá fora*
Severus tinha notado este comportamento estranho em seu filho desde que Umbridge se tinha convertido numa tirana em Hogwarts. Num princípio, só pensou que as saídas misteriosas de seu filho se deviam àquelas reuniões secretas que tinham formado com isso do AD, mas depois soube que as reuniões se levavam a cabo dentro do colégio, de modo que a causa de que seu filho saísse ao menos uma vez à semana por uns das passagens secretas, tinha outro motivo e hoje ele o ia descobrir. Estavam em guerra, após tudo, e não era seguro que seu filho saísse sem lhe dizer a ninguém.
Ele sabia para onde se dirigia aquela passagem, de modo que saiu por outro lugar e caminhou tranquilamente para os portões do colégio e, desde ali, para a Casa dos Gritos, onde estava seguro que seu filho estava. Uma vez que chegou, se pôs um encanto impermeável em sua pessoa, para que a neve não o molhasse, e se sentou cómodo a esperar.
Resultou ser uma longa hora, mas ao fim, quando estava a ponto de se convocar uma xícara de café, a porta puída da Casa se abriu e por ela saiu… Viktor Krum.
As sobrancelhas de Severus voaram para acima e, por desta vez, deixou passar ao famoso jogador, já que tinha outra pessoa que interrogar primeiro. Apressou seu passo para chegar em frente do Salgueiro Boxeador, que estava dormindo. Teve que esperar seus bons quinze minutos, pois supôs que seu filho se estava a recuperar do que seja que esteve a fazer uma hora com Krum.
-Ah, senhor Snape.
George saltou e quase cai-se pelo buraco do Salgueiro, quando escutou a voz sibilante. Levou-se uma mão ao coração, esperando que este não se saísse de seu lugar e olhou nervoso a figura imponente de seu pai, que se parava enfrente dele, com os braços cruzados.
-Hey, pai.
-Hey, George. –disse com voz cansada. - Posso saber que fazias ali dentro a estas horas da noite e com Viktor Krum?
Os olhos do gêmeo abriram-se como pratos e empalideceu.
-Viste-nos?
-Não, não vi o que está a pensar, o que vi é sair a ele da Casa faz uns vinte e cinco minutos e agora te vejo a ti. –seus olhos se estreitaram. - Luzindo muito desalinhado.
-Eh, não… não fizemos nada que…
-Te poupa a mentira. –o deteve. - Tenho sido professor em Hogwarts por anos e muitas vezes tocou-me vigiar os corredores, portanto, sei dizer quando um estudante acaba de ter sexo.
O garoto se ruborizou ligeiramente e depois suspirou derrotado.
-Bom, sim. –seus ombros caíram. - Tive sexo com ele.
-Desde quando passa isto?
-Um –mordeu seu lábio inferior pensativo. -, desde que Hermione voltou o curso passado e disse que ela e Krum não eram mais que amigos, eu me decidi a lhe escrever uma carta, sempre gostei e quis provar de minha sorte. Ele me respondeu me dizendo que me recordava e que alegraria trocar cartas comigo. –Severus lhe fez uma senha para que começassem a caminhar para o castelo e George o seguiu, enquanto falava. - Faz mais ou menos oito meses, ele veio a Inglaterra para uns trâmites que tinha que fazer e eu lhe disse para encontrar na Casa dos Gritos, porque como ele é famoso, o iam incomodar se ficávamos em outro lugar. E bem, após isso, ele seguiu vindo mais de seguido, porque ligamos muito bem quando nos encontramos, e bom. –tossiu. - faz como três meses, nós começamos ao fazer.
Severus suspirou e massageou suas têmporas, isto de ser pai o ia envelhecer antes de tempo.
-Cuidas-te? - pediu com relutância. Sabendo como eram seus filhos, Snape não ia perder o tempo em lhe dar "a conversa", nem lhe dizer que eram demasiado jovens como para ter sexo, seu papai ficou gravido deles a esta idade, após tudo. De modo que, neste sentido, eles não eram grandes exemplos.
-Claro! Tenho toda minha vida por diante e não desejo bebês!- exclamou com ênfase. - Ademais, só estamos a experimentar.
-Não sei se gosto como soa disso. –murmurou Severus.
-Awww, que terno, papi. –arrulhou passando um de seus braços pelo ombro de seu pai. - Mas não se preocupe, nos queremos e estamos a aprender a nos amar. Nunca teria sexo com alguém só pelo fato de me descarregar. Se fazemos, é porque sentimos.
Severus suspirou, assentindo.
-De acordo, confio em sua prudência. –foi tudo o que se lhe ocorreu dizer.
\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\
Harry e seu namorado estavam separados hoje, porque o Ravenclaw tinha um trabalho de grupo que fazer, de modo que lhe tinha pedido, amavelmente, que o deixasse em paz por um par de horas. Aborrecido, Harry agarrou o Mapa do Maroto e começou a ver os nomes. Não lhe surpreendeu ver a Nott junto a Hermione, já que desde que seu pai lhe desse o visto bom ao garoto, eles estavam quase inseparáveis. Ginny estava com suas amigas, ao que parece ela também se tomava um respiro de seu namorado. Ron e Neville estavam um ao lado do outro, numa habitação que ele sabia que estava desocupada, de modo que não demorou em pensar que faziam os dois sozinhos nesse lugar.
Seguiu passeando a vista e pelo canto do olho viu algo que o fez congelar.
-Peter Pettigrew? - perguntou-se baixinho.
Voltou a olhar bem, mas o nome já tinha desaparecido. Desesperado, procurou com a vista por todos lados, no entanto, o nome não voltou a aparecer. De modo que tratou de encontrar o lugar onde lhe pareceu o ver pela primeira vez e franziu o cenho.
-O sétimo andar? –murmurou pensativo, até que a realização amanheceu nele. - A Sala Precisa!
Fechou rapidamente o mapa e murmurou: "Travessura realizada" antes de correr para o lugar. Quando chegou ali, o surpreendeu ver a uma menina parada enfrente de onde deveria estar a porta, com uma balança de bronze nas mãos.
-Eh, desculpa? -A garota saltou e girou-se bruscamente, deixando cair a balança ao chão, rompendo no processo. - Wow! Sinto assustar-te. –agachou-se para agarrar a balança e murmurou um feitiço para arranjá-la. - Aqui, toma.
-G-Obrigado. –sussurrou ela, sem o olhar.
O Gryffindor estreitou os olhos com suspeita, ao vê-la quase tremer pelo nervosa que estava.
-Posso saber que fazes aqui toda sozinha?
A menina olhou-o com terror.
-E-e-espero.
-Espera que?
-Eu… o sinto! –gritou ao fim, antes de começar a correr para a direção contrária que estava Harry.
Ele a olhou se ir e, quando a perdeu de vista, seus olhos se dirigiram para a parede que ele sabia que te dava a entrada à Sala Precisa. Passou uma e outra vez por defronte do lugar, repetindo em sua mente. "Quero entrar ao lugar onde esta Pettigrew" No entanto, por mais que o tentou uma e outra vez, a porta não apareceu. Frustrado, deu-lhe uma patada à parede, só para se fazer dano.
-Maldição! –grunhiu, enfurnado. Nesse momento, sentiu algo quente em seu bolso e meteu a mão, para sacar o galeão que Hermione inventou no ano passado, como método de comunicação.
Já terminei por hoje, Harry. Vem a procurar à Biblioteca?
Harry suspirou e decidiu ir em procura de seu namorado, talvez com ele poderia pensar em algo a respeito do que acabava de descobrir.
. tarde.:.
-Sei o que vi!
Hermione pôs os olhos em alvo.
-Você mesmo nos disse que o viu pelo canto do olho, Harry. Pode ter visto mau.
-Era seu nome, estou seguro. –olhou a seu melhor amigo. - Você me cries, verdade Ron?
-Eh…
-Neville? –Também não parecia que ia ter ajuda por ali, de modo que procurou uma última chance. - Eriol?
-Bem. –tossiu. - Acho que pode ser um pouco impossível, após o que passou em terceiro ano, Dumbledore terá assegurado de que outros animagos não pudessem entrar ao colégio sem mais.
O lábio inferior de Harry se encrespou num bico.
-Mas pode ser que tenha tido ajuda ao entrar. –tentou se justificar. - Vi uma menina parada adiante da porta, agora que o penso.
-De onde era? - quis saber Neville.
-Slytherin, se recordo bem.
-Uh, bom, a verdade é que eu não vejo razão para que Wormtail venha ao colégio, nem que entre à Sala –murmurou Ron, ainda chamando ao animago pelo nome de seu rato.
O de olhos verdes bufou.
-Bom, eu sei o que vi, se não me creem lá vocês. –grunhiu, antes de tomar a mão de Eriol e o levar fora da Sala Comum de Gryffindor.
-Não se ofusque. –tentou o acalmar seu noivo. - Quando termine o trabalho de grupo com meus colegas, ajudarei a procurar, de acordo?
Harry suspirou e assentiu, antes de dar-se volta e começar a beijar a seu noivo. Eriol recebeu-o com um sorriso e abraçou ao Gryffindor, contente de tê-lo acalmado por este momento.
Se tinha algo que Harry de Lioncurt odiava, era que o tratassem de mentiroso, foi por isso que quase se voltou uma obsessão para ele comprovar que ter visto a Pettigrew entrar à Sala Precisa era verdade. Devido a isso, revisou minuciosamente o Mapa a cada vez que podia ou passava em frente àquela parede ao menos uma vez ao dia. Seus amigos começaram a enfadar-se com ele, sobretudo Hermione, que considerou isto uma tolice. Mas Neville e Ron trataram de ser-lhe fiéis e ajudaram-no a montar guarda, mas foi inútil.
-Deve deixá-lo, Harry. –disse Ron.
-Ajudaremos em outro dia.
Ele só assentiu e viu ao casal se ir, não lhe prestando muita atenção. Sentindo-se decepcionado de si mesmo, decidiu ir em procura de seu namorado, quem lhe tinha dito que estaria na Biblioteca, completando as últimas partes de seu trabalho de grupo. Em teoria, ele não deveria o ir molestar, mas estava tão frustrado que precisava ser mimado, de modo que se apressou a chegar até o lugar.
Não lhe custou muito encontrar ao grupo com o qual trabalhava seu noivo e fez caretas, antes de sentar na cadeira vazia que estava junto à de Eriol.
-Hey, formoso. –sussurrou com sensualidade ao ouvido do garoto, enquanto um de seus braços serpenteava ao redor de sua cintura.
Não recebeu a resposta que esperava, já que seu amante só franziu o cenho e nem sequer o olhou. É mais, os Ravenclaws que acompanhavam a seu namorado, também lhe deram miradas carrancudas, exceto um, que o olhava com admiração e desejo.
-Que faz aqui? –murmurou. - Disse-te que tenho trabalho que fazer.
-Eh, bem, estava algo aborrecido, de modo que decidi vir a te ver, fiz mau?
Desta vez, Eriol sim deu-se voltada a olhá-lo, tirando a mão de Harry que estava em sua cintura.
-Pedi-te três horas de liberdade para poder terminar meu trabalho, Harry. Falta-nos pouco para terminá-lo.
-Bom, terminem-no e façam como que eu não estou aqui. –sorriu.
Eriol suspirou e mandou-lhe uma mirada duvidosa, depois olhou a seus colegas e encolheu-se de ombros. Relutantes, todos se puseram a trabalhar.
No entanto, tal e como o pensou o de óculos, trabalhar com Harry a seu lado não ia ser bom. Primeiro, o colega de grupo que parecia ser fã do Eleito não deixava de lhe dar olhares de soslaio a seu objeto de desejo, o qual o desconcentrava e ao mesmo tempo irritava a Eriol. Segundo, Harry parecia ter formigas no corpo, não podia ficar quieto. Movia-se em sua cadeira, agarrava uma pluma e rabiscava em alguma folha que encontrava perto ou abraçava a seu noivo e começava lhe dar beijos no pescoço. E terceiro, a bibliotecária não parecia muito feliz com todo o alboroto que causava Harry e isso poderia fazer que os jogassem a todos.
A soma de tudo isto, colmou a Eriol.
-Bom, basta! – sibilou o mais forte que se atreveu, girando para lhe dar a pior de suas miradas a seu namorado. - Disse-te que estou aqui para trabalhar, Harry. Eu me tomo meus trabalhos em sério e, se não vai respeitar minha privacidade e esforço, será melhor que te vá.
Harry pestanejou várias vezes e os Ravenclaws congelaram seus movimentos.
-Oh, vamos, não é para tanto.
-Sim, sim é. Está disturbando não só a paz de meu grupo, senão de toda a Biblioteca. De modo que faz favor, peço-te amavelmente que se retire, já procurarei quando termine.
Os olhos de Harry se estreitaram em enfado.
-E se não desejo me ir? - inquiriu.
-Se não deseja te ir, me temo que pedirei a meus amigos que nos vamos a nossa Sala Comum, e para evitar que nos siga, terei que pedir a nosso guardião que não te deixe entrar.
Harry bufou.
-Suas senhas são só perguntas de talento e não acho que possas impedir que entre se a contesto bem.
-Mas se não tem permissão de um Ravenclaw não podes entrar. –contestou Michel Corner, que era uns dos colegas de grupo de Eriol.
-Você não se metas. –grunhiu, fulminando-o com a mirada.
-Ele tem razão. –disse Eriol. - Agora faz favor, se reitero que preciso tranquilidade e contigo aqui não consigo –os olhos verdes se ligaram com os azuis escuros . - Vai-te, Harry… ou vamo-nos.
Um silêncio tenso formou-se na mesa que estavam a ocupar, até que Harry se levantou com tanta brusquidão que a cadeira onde estava sentado caiu ao andar, fazendo um estrondoso ruído, que em seguida lhes ganhou uma mirada indignada da bibliotecária. Sem trocar uma palavra com ninguém, e nenhuma mirada também, Harry se marchou da Biblioteca, luzindo tão furioso que assustou a alguns que se cruzaram por seu caminho.
-Está bem que o deixe ir nesse estado? –perguntou Corner, olhando como o Gryffindor se marchava.
Eriol mordeu seu lábio inferior, enquanto levantava a cadeira que tinha atirado seu namorado.
-Suponho. –suspirou não muito convencido. - Ele tem que aprender a me dar meu espaço.
-Se você o diz…
Harry caminhou a grandes passos fosse do lugar, não sabendo muito bem para onde ia. Estava tão enojado, ressentido e doído que tinha vontade de golpear algo, preferencialmente a cara do metido de Corner, mas se conteve, porque não precisava isso e também não ia deixar que o desprezo de seu noivo o fizesse cometer tal ato.
Mas não podia negar que nunca se esperou que Eriol lhe dissesse tais coisas. De acordo, ele sabia que podia chegar a ser um pouco pesado algumas vezes, mas tinham ficado de acordo em que como nenhum dos dois sabia como era isto de estar de noivos, iam aprender juntos. Ele considerava que estava bem estar em todo momento ao lado do companheiro que se tinham eleito, mas ao que parece seu namorado não pensava igual. Ainda que também não isso justificava que o deixasse em ridículo em frente de todos esses estudantes, que estava seguro que nestes momentos se estavam a burlar dele.
-Harry Potter?
Franziu o cenho na menina que o tinha chamado por seu sobrenome de nascimento.
-Que? – grunhiu, fazendo que a menina cole um brinco.
-E-o director disse-me que te desse isto –tartamudeou, estendendo um papel.
O garoto assentiu, para depois aceitar um pergaminho que ela lhe trouxe.
Harry:
Tenho organizado outra visita para ver a meu amigo Horace, espero-te em meu despacho após o jantar. Não faz falta que lhe diga a teu avô, eu acompanharei até a casa.
A. D.
"O que me faltava, primeiro meus amigos não me creem, depois meu "namorado" despreza minha companhia e agora tenho que enfrentar a este homem que não quer afrouxar. Se só tivesse uma maneira melhor para fazer falar."
Com outro suspiro, Harry caminhou até apoiar-se contra uma das janelas que estava aberta naquele corredor onde se encontrava. E ele não soube como nem por que, mas nesse momento lhe chegou a inspiração, como se um raio atravessasse seu corpo.
-O Felix Felicis! A poção da sorte! –riu com revelação, esquecendo todo o incidente anterior. - Como não o pensei antes?! Tive a solução enfrente de meu nariz todo este tempo! Bem! Esta mesma noite obterei essa memória e saberei se é que Pettigrew está no castelo!
Com esta nova ideia em mente, Harry meteu o pergaminho em seu bolso e foi em procura da poção, pelo caminho, não se encontrou com ninguém conhecido, e depois também não foi a jantar, estava tão emocionado que foi diretamente ao despacho de Dumbledore, não avisando a ninguém o que ia fazer.
-Então ficamos em que irás só, Harry. –anunciou Dumbledore, estando parado com o garoto a uns metros da casa do pocionista. - Aqui tenho sua permissão assinada por algumas pessoas conhecidas, por se encontras-te num aperto por estar fora do colégio. –entregou-lhe um pergaminho que tinha o selo do Ministério. - Espero que desta vez tenhas sorte.
-Não se preocupe. –disse fazendo uma careta de confiança. - Agora tenho algo para me assegurar de obter essa memória custe o que custe.
Albus sorriu e palmeou seu ombro.
-Virei a procurar-te dentro de duas horas então, temo-me que tenho trabalho atrasado no colégio, que não pode esperar.
-Repito-lhe, não se preocupe. –acalmou Harry, apertando o frasco cheio da poção da Sorte Líquida que estava em seu bolso. - Terei essa memória no momento em que você passe a me procurar.
-Confio em ti, Harry. –sussurrou Dumbledore, dantes de Desaparecer.
Uma vez que o professor esteve fora de vista, Harry tomou a frasco azul de seu bolso e lhe deu um pequeno sorvo. Depois, lenta, mas segura, uma sensação estimulante de infinita oportunidade percorreu lhe todo o corpo, sentiu que podia fazer qualquer coisa… e conseguir a lembrança de Slughorn, de repente não só lhe parecia possível, também positivamente fácil.
-Perfeito! –murmurou, dantes de caminhar com muito entusiasmo até a porta de Slughorn.
Quando golpeou e o antigo professor o recebeu com uma mirada de pouco amigos, a Harry importava muito pouco. Agora sentia que tudo estava a seu favor, não se importava estar brigado com seu namorado, que não encontrasse a Pettigrew, nem que seu exame de Aparecimento fosse daqui a pouco.
Por suposto, Slughorn não lhe ia fazer as coisas fáceis, mas em outro momento de oportunidade que lhe dava a poção, Harry começou a falar de seus pais adoptivos, o que cativou em seguida a sua vítima, já que sabia que os vampiros Lioncurt e Pointe du Lac, eram os mais influentes no mundo dos vampiros. E no meio da conversa, Harry sugeriu que bebessem algo e teve sorte quando Horace recordou que acabava de receber de presente licor por parte de uns amigos. Então começaram a beber e o garoto teve o pressentimento de deixar que o outro homem bebesse enquanto ele falava, assim não notaria que Harry não bebia simultaneamente, o qual resultou muito bem, por suposto.
-Mas agora eles só se estão a ocupar de meu irmão. –fingiu pesar. - Isto me faz sentir tão sozinho e inútil.
-Mas se você é muito valioso, rapaz!– exclamou o maior, soluçando um pouco. - Não deve se considerar um inútil.
-Mas como não posso o fazer? Faz meses que desejo obter algo e nunca o consigo. Isto entorpece com minha missão neste mundo.
-Que missão, Harry?
-A que todo mundo suspeita, mas que nunca confirmei. –se levantou para poder olhar pela janela, lhe dando um efeito dramático ao que estava por dizer. - O que diz o Profeta diário é verdade, senhor. Sou o eleito, sou o único que pode matar a Lord Voldemort.
Slughorn empalideceu e a taça que tinha na mão tremeu.
-Você é o eleito?
Girou-se para olhá-lo.
-O sou e preciso aquela memória que lhe venho pedindo faz muito, para poder dar um passo adiante em minha missão.
-Mas então… meu querido rapaz… está a pedir-me demasiado… está a pedir-me de fato, que te ajude em seu esforço por destruir…
-Sei que você procura renome, ter os melhores contatos que façam verde de inveja a quem os escutem. –se acercou para o olhar com seriedade, se cruzando de braços. - Se ajuda-me, toda a gente que conheço e com a que me relaciono ficará imediatamente agradecida com você e considerará parte de suas amizades. Pense, o famoso Príncipe dos Vampiros ficará em dívida com você e, quando a guerra termine, pessoalmente darei uma conferência de imprensa para que todo mundo se inteire de seu papel. Antes não.
-Você… cobrirá até então?
-Por suposto, até que tudo isto termine, só você, Dumbledore e eu saberemos que me deu essa memória que preciso.
-Mas… não estou orgulhoso do que mostra essa lembrança.
-Eu não vim ao julgar, o feito, feito está Horace. Há um dito muggle que diz: "O que esteja livre de pecado, que atire a primeira pedra" Obviamente, há aqueles que têm pecados piores, mas fazendo isto você isentará e ajudará a parar a um louco que tem muitos mais pecados que você e eu juntos.
O homem maior olhou aos olhos do garoto. Teve um silêncio muito longo, mas Felix Felizes dizia-lhe a Harry que não rompesse o silêncio, que esperasse. Depois, muito lentamente, Slughorn pôs sua mão em seu bolso e sacou sua varinha. Pôs sua outra mão dentro de sua túnica e tomou uma garrafa pequena vazia. Ainda olhando aos olhos de Harry, Slughorn tocou seu frente com a ponta de sua varinha e a retirou, de maneira que uma fibra de lembrança longa e prateada saiu colada à ponta da varinha. A lembrança esticava-se mais e mais até que se rompeu e se colou da varinha, como prata brilhante. Slughorn baixou-a para a garrafa onde se enrolou e se estendeu, formando redemoinhos como se fosse gás.
-Toma, antes que me arrependa. -murmurou, esticando a mão.
Harry apressou-se a tomá-la, saboreando por dentro sua vitória.
-Obrigado, não arrependerá disto, lhe asseguro.
Slughorn só assentiu apertado, antes de tomar de um sorvo o copo cheio de licor que tinha na mão. Seu corpo crispou um pouco, dantes de deixar cair sua cabeça sobre a parte traseira do cadeirão onde estava sentado e ficou dormido em matéria de segundos.
*Hogwarts*
Eriol suspirou e deu-lhe a senha à Dama Gorda, estava seguro que seu namorado ainda estaria enojado com ele, mas vinha disposto a pôr as coisas claras e mima-lo um pouco, para que se lhe passasse a petulância. Porque ao não ver no jantar, era evidente que Harry estar-se-ia enfurnando em sua habitação ou na Sala Comum dos leões.
Não o surpreendeu que, ao entrar, visse a Ron e Neville se beijando num dos cadeirões e a Hermione lendo um livro gigantesco bem perto deles.
-Olá. –sorriu. - Harry está acima?
O casal separou-se e olhou ao recém chegado, ao mesmo tempo que o fazia Hermione.
-Não, não está. –Foi Dean Thomas o que contestou, que vinha baixando as escadas que levavam aos quartos.
-Não estava contigo? –perguntou Neville, franzindo o cenho.
-Não, faz como duas horas que não o vejo.
-Aqui não tem entrado desde que terminou a última classe do dia –disse Ginny, que estava sentada em frente da lareira. - Eu estive toda a tarde aqui e não o vi entrar.
-A última vez que o vimos estava em frente à Sala Precisa –recordou Ron.
-Mas isso foi faz como quatro horas. –murmurou Neville.
-Esteve comigo na Biblioteca, mas discutimos e já não o revi .–comentou Eriol, lhe podia ver algo ansioso.
-Aqui não tem vindo. –voltou a dizer Ginny.
Todos os Gryffindors se olharam entre eles, nenhum querendo dizer em voz alta as hipóteses que se lhe passavam pela mente.
-E-estou segura que terá ido a comer à cozinha. –tartamudeou Hermione, tentando se acalmar. - Aparecerá daqui a pouco.
-Então esperei aqui. –disse Eriol, sentando num cadeirão próximo.
Mas o toque de recolher chegou e de Harry nem suas luzes.
*Casa de Slughorn*
Para quando Dumbledore voltou, já tinha passado uma hora mais do lembrado, o que significava que Harry levava três horas fora de Hogwarts. Isto também significou que o efeito da poção desapareceu, mas Harry achava que já teria tempo de descobrir acerca Pettigrew, o mais importante estava agora em suas mãos e muito seguro.
-Harry, meu rapaz, lamento demora.
-Não se preocupe, diretor. Olhe. –mostrou-lhe a garrafa. - Missão cumprida.
Dumbledore sorriu, enquanto seus olhos azuis brilhavam.
-Bom trabalho, Harry. Muito bom trabalho.
Harry sentiu-se bastante cansado enquanto passavam pelas portas do castelo. De fato, tropeçou e, se não fora pela ajuda do diretor, tivesse caído face ao andar.
-Encontra-te bem, Harry?
-Uh, verá… tive que usar certos métodos de persuasão para que Slughorn se sentisse mais relaxado e acho que bebi a mais. –sorriu vergonhosamente.
Dumbledore sorriu-lhe, acariciando suas costas.
-Então eu ficarei com isto –levantou o frasco onde estava a memória. - e amanhã, quando te sintas melhor, veremos juntos, te parece?
-Claro, estou de acordo.
-Então vá dormir um pouco, meu rapaz. Amanhã a primeira hora veem a meu despacho.
Harry despediu-se do diretor e bocejou grande antes de caminhar para sua Sala Comum. Quando entrou, a penas notou a mirada que todos lhe davam. Seu cabelo estava bastante desordenado, porque onde vivia Slughorn tinha muito vento, sua túnica estava desabotoada e arrugada, porque dentro da casa lhe tirou e ficou só em uniforme, já que fazia bastante calor. No entanto, em conjunto, estas duas coisas davam uma vista completamente diferente dos verdadeiros motivos de seu aspecto. Para cúmulo, luzia muito cansado e suas bochechas estavam vermelhas.
E conhecendo os antecedentes de Harry…
-Onde esteve todo este tempo?
Harry pestanejou ao escutar a voz claramente enojada e girou-se para ver a cara séria de seu namorado. Nesse momento recordou que ele estava enojado com este garoto.
-Por aí –contestou evasivo, encolhendo-se de ombros.
-Por aí? Harry, tem estado desaparecido por horas e… - acercou-se a seu namorado e seu nariz crispou ao sentir seu alento. - Esteve a beber?
-Um pouco. –voltou a encolher-se de ombros.
-Com quem e em onde? – exigiu saber.
-Não te incumbe. –disse Harry, lhe dando uma mirada fria. - Antes falou de respeitar seu espaço, não? Bom, com quem e onde estive a beber não deve te preocupar. –se deu meia volta e encaminho para as escadas. - Até manhã, vou dormir-me que estou muito cansado.
-Espera, Harry! –gritou Eriol.
Mas o garoto não lhe prestou atenção, só subiu as escadas e se perdeu de vista. Todas as pessoas que tinham fingido não escutar a conversa olharam a Eriol e viram que este tinha lágrimas nos olhos e fechava os punhos com fúria. Finalmente, o garoto tomou uma grande inspiração e saiu da Sala Comum.
-Melhor vou atrás dele. –sussurrou Neville, para depois despedir de seu namorado com um beijo e correr atrás de Eriol.
Continuará…
\*\*\*\*\*\*\*\
Nota tradutor:
Hummmmm nossa primeira briga do casal todo mundo tem, enfim espero que vocês gostem vejo vocês nos próximos capítulos, logo, logo chega o fim da fic...
Espero vocês nos reviews!
Ate breve
Fui…
