Rodrigo – Aioria e Idril fazem uma boa dupla e por conta disso conseguiram ganhar. Eu gosto de usar os ataques dos episódios G para variar um pouco. Acho que o Deba só usou seu poder para valer no referido "Episódios G" na saga classe quase não o vemos em ação e queria mostrar que ele também e forte! A luta de Kanon ainda tem surpresas, Shion terá muitas dificuldades na sua luta, o pessoal da Terra também está em apuros e quanto Brahma e Shaka, a batalha final começará no capitulo 45 e termina no 46, aguarde grandes explicações no capitulo 45.

Lebam – Deba mostrou a que veio, Kanon ainda terá surpresas e Shion vai ter lutar muito contra o Noah

Suellen – Seu namorado está sabendo que você quer levar o Kanon? O.o Vai dá briga e eu não terei culpa! O pessoal do lado negro são bem fortes, mas os nossos douradinhos vão tentar ao máximo derrota-los!


Capitulo 44

Mais despedidas


Aioria ainda estava inconsciente nos braços do irmão, para piorar a perda excessiva de sangue. Aiolos não queria demonstrar para não preocupar Idril, mas o irmão não estava bem. Miro seguia em silencio. Radamanthys, Suely, Lara e agora Aioria que lutava entre a vida e a morte, fora os que estavam feridos, a maioria.

Chegaram a um lugar notoriamente devastado. Prenderam a respiração, pois ficaram temerosos quem seria a próxima vitima. Foi com surpresa que viram o cavaleiro de touro caído pouco a frente.

- Deba. – Faro foi ate ele. – Irian, Irian.

Aos poucos ele foi abrindo os olhos.

- Faro...

- Ainda bem que está vivo. – os olhos marejaram.

- Só um pouco moído. – sorriu para não preocupa-la.

Miro o ajudou a levantar.

- Obrigado. Eu... – parou de falar ao ver Suely nos braços de Minos. – Su?!

- Não apenas ela amigo. – disse Saga. – Radamanthys e Lara.

Abaixou a cabeça, ainda mais quando viu o estado do leonino.

- Precisamos continuar. – disse por fim. – Shaka e os outros seguiram em frente.

- Com que lutou? – indagou Saras.

- Katei.

- Então já foram cinco generais e três guerreiros Yuga. – disse Meena.

- Isso mesmo.

- Precisamos nos apressar. – disse Minos. – o tempo está contra nós.

Ravi x MM e Shivani

Giovanni analisava o adversário, se comparado da ultima vez ele estava bem mais forte.

- "Vai ser difícil... – murmurou. – ainda mais com a foguinho do lado. Não me resta alternativa"

O cavaleiro virou-se para Shivani.

- Fique quieta. – apontou o dedo para ela.

- Como?

A indiana tentou se mover mas não conseguiu, além disso, usando seus poderes telecineticos MM afastou-a do campo de batalha.

- O que pensa que estava fazendo?! – ela tentava se soltar.

- Te mantendo longe. – sorriu. – fique aí quietinha.

Shivani estava possessa.

- Quando eu sair daqui vou mata-lo! – gritou.

MM ignorou voltando a atenção para Ravi.

- Podemos começar? – indagou sorrindo.

- Claro.

Ravi mal respondeu e já estava na frente de Giovanni, que rapidamente segurou o punho dele. O indiano fez pressão e o cavaleiro abaixava o braço devido a força. Contudo, usando a perna esquerda MM chutou o guerreiro que parou o golpe. A luta corporal intensificou-se, mas seguiu empatada. Tanto Ravi quanto MM levavam e recebiam socos e chutes.

Num dado momento os dois afastaram-se.

- Ficou mais forte. – disse MM.

- Brahma aumentou os meus poderes.

- Isso torna as coisas mais divertidas.

- Concordo.

Reiniciaram o combate corporal. Shivani assistia a tudo calada, apesar de tudo, tinha que reconhecer que os dois eram fortes e bem ou mal Giovanni tinha experiência de batalha.

O ar expandiu-se quando o punho de ambos encontraram-se no ar. Rapidamente eles recuaram.

- Vamos esquentar as coisas.

MM elevou seu cosmo começando a disparar rajadas de energia. Ravi defendia sem problemas, mas o canceriano não parou de atirar. Por fim fez uma bola de energia lançando nele.

Ravi a segurou apenas com uma das mãos.

- Minha vez. Om Shadah Kali Ah Hum. Explosão de Kali.

O ataque dirigiu-se ao cavaleiro que usando as duas mãos o parou.

- Não quero me estender muito, pois quero ver o monge chutar o traseiro daquele maluco. – levantou o braço direito. – Ondas do Inferno!

Máscara não tinha noção de como seria seu golpe naquele mundo, mas arriscou. As ondas começaram a propagar pelo local.

- Interessante. – Ravi continuava parado, contudo sentiu o corpo começar a ser arrastado. – o que...?

- Espero que goste do meu mundo dos mortos. – intensificou seu cosmo, pois Ravi era um inimigo perigoso e não poderia perder a chance.

O indiano tentava se mexer.

- O que...

Sentia que sua alma estava sendo separada do corpo, ainda tentou rete-la mas ela acabou sendo tragada. Seu corpo caiu inerte no chão. Shivani arregalou os olhos.

- Pronto. – o cavaleiro limpava as mãos uma na outra.

- Você o derrotou?

- Surpresa? – sorriu. – sei que sou forte. – caminhava ate ela.

- Eu prefiro acreditar que Ravi estava com algum problema do que você ser mais forte do que ele.

- Assim você me ofende. – fechou a cara.

- Isso pouco me importa. Agora me tira daqui e vamos em frente.

- Como quiser foguinho.

- Não me chame assim!

MM estava prestes a solta-la e Shivani prestes a soca-lo quando começaram a sentir um poderoso cosmo.

- Não pode ser... – MM virou-se na direção do corpo de Kali.

O corpo do guerreiro foi circundado por uma energia negra, no ponto onde tinha sido a entrada para o Yomotsu surgiu um buraco. Uma bola negra saiu dele, entrando no corpo. Ravi gargalhou.

- Que técnica mais interessante. – levantava. – seu mundo inferior é realmente fascinante.

- Como? – o canceriano estava surpreso.

- Mas parece que ele não me aceitou. – sorriu. – é uma técnica interessante pena que não funciona em mim!

O ataque veio de uma vez, Ravi avançou sobre MM que pego de surpresa não conseguiu se defender, sendo atingido em cheio por uma bola de energia negra, o canceriano foi jogado longe.

- Já brincou o suficiente. – Ravi abriu a palma das mãos formando outras bolas. – pode morrer agora. Explosão de Asura!

Lançou, ainda caído MM seria certamente atingido, contudo... Shivani a frente do canceriano parou o ataque.

- Shivani?

- Precisa se concentrar para me manter presa. – o fitou.

- A guerreira Ashura-Ou resolveu lutar. – disse Ravi.

- Om Shanti Nandananamaha. Shativas!

O ataque da indiana partiu para cima de Ravi, chocando contra ele. Houve uma grande explosão, enquanto isso Shivani ajoelhou ao lado do canceriano.

- Acho que cantou vitória antes da hora.

- Só foi o aquecimento.

- Não gosto da ideia de lutar ao seu lado, mas acho que será necessário. Seja útil e o mantenha ocupado.

- Quer minha companhia... – sorriu cinicamente.

- Eu não suporto você.

- Eu gosto de você. – sorriu.

- Idiota.

Ela virou-se, pois sabia que Kali estava intacto.

- Muito bem foguinho, seu pedido é uma ordem, serei seu escudo.

Shivani não gostou da forma como ele falou e quando ia ralhar com ele, já estava avançando na direção de Ravi.

- Vai querer me enfrentar? – o indiano esticou o braço.

MM fechou o punho acumulando energia nele. A uma distancia considerável a lançou, aproveitando que Ravi estava distraído, Shivani deu um salto.

- Ira de Vishnu!

Ravi olhou para cima.

- Preste atenção idiota!

Gritou MM já com o punho praticamente no rosto de Ravi. O guerreiro recuou alguns passos e quando percebeu o ataque de Shivani estava bem próximo a ponto de não conseguir se defender. Foi lançado longe.

- Muito bom foguinho. – disse MM.

- Não me chame assim. – pousou ao lado dele. – mas admito que foi útil.

Os dois sorriram o que deixou a indiana corada. Entretanto a alegria durou pouco.

- Vocês dois me divertem. – Ravi estava de pé totalmente intacto. – agora é a minha vez. Aprisionamento.

MM sentiu uma força arrasta-lo, ate prende-lo numa arvore próxima.

- Gio!

- Preocupe-se com você minha querida.

Shivani levou um susto, Ravi estava próximo a ela.

- Tamas! – gritou.

- É inútil. – ele nem se mexeu. – sabe minha querida, entre a elite dos Asuras existe o guerreiro Ashura. Noah é o seu nome.

- Vishnu matou todos.

- Isso é apenas uma meia verdade. – sorriu. – bom se eles foram mortos ou não, não me interessa, o que é relevante é que os quatro grandes Asuras são opostos dos guerreiros Deva de Vishnu, mas a essência do poder deles é a mesma.

- O que quer dizer?

- Você é Ashura-Ou de Vishnu, portanto posso usa-la como Ashura demônio.

Kali tocou a testa de Shivani. A indiana sentiu algo percorrer seu corpo, mas de súbito afastou-se de Kali.

- Esses truques não funcionam em mim.

- Será?

MM acompanhava o diálogo apreensivo. Era evidente que Kali fizera algo a Shivani. E dito e feito, a indiana foi de joelhos ao chão.

- Shivani!

- Enquanto o processo não acaba... - Ravi caminhou ate MM. – vou me divertir com você.

Pegando seu tridente, lançou contra o canceriano que foi acertado na coxa esquerda. Quando aproximou o indiano começou a espanca-lo, que paralisado não tinha como se defender. Shivani agora estava no chão, sentia o corpo todo arder.

- Ahhh! – soltou um grito de dor.

- "Shivani..." – MM estava preocupado. – seu patife!

Elevando seu cosmo, conseguiu se libertar e ainda deu um soco de efeito em Ravi. O cavaleiro a passos lentos foi ate a indiana.

- Shivani. – tocou-a, ela estava quente.

- Gio... – murmurou.

- O que fez a ela? – olhou para Ravi.

- Nada. – sorriu desdenhoso.

- Shivani...

Ela agora estava em silencio, MM sentiu uma mudança no cosmo dela, teve que se afastar porque chamas envolveram o corpo dela.

- Noah ficaria satisfeito ao ver isso. – disse Ravi.

A indiana levantou, seu cosmo parecia bem mais forte e chamas circundava-a. O olhar outrora azul claro agora era violeta.

- Shivani.

- Não adianta cavaleiro. Ela só obedece a mim. Acabe com ele Ashura.

Shivani elevou seu cosmo.

- Om Shadah Kali Ah Hum. Shativas.

O ataque partiu em direção a MM, o cavaleiro elevou seu cosmo e por muito pouco não foi atingido.

- Ravi seu patife! Vai pagar por isso!

- Acabe logo com ele Ashura. Arranque a cabeça dele.

Dessa vez a concentração de cosmo da indiana foi maior. Shivani partiu em alta velocidade contra MM, que por sua vez não sabia o que fazer. Primeiro a indiana o derrubou no chão ficando por cima dele. Ela pegou o pescoço dele.

- Shi... vani...

- Mate-o de uma vez.

- Foguinho sou eu... sei que tem vontade de me matar, mas não leve tanto a sério...

Ela pressionava cada vez mais e com isso o cavaleiro ficava sem ar.

- Shivani...

A garota o fitou por alguns segundos, em seguida abrandou a força, ate solta-lo.

- Mate-o de uma vez! – ordenou Ravi.

- Quem é você para poder me controlar Kali Yuga. – o fitou friamente. – Om Shanti Nandananamaba. Tamas!

Ravi foi acertado na hora, sendo lançado longe. A indiana saiu de cima de MM que a fitava com os olhos arregalados.

- Vou ter que ajudar a levantar? – o fitou ferina.

- Você...

Aos poucos a coloração dos olhos foi voltando ao normal.

- Pelo fato de existirem os opostos das guerreiras Deva, todas recebem treinamento para bloquear a mente contra isso.

- Mas você foi...

- Foi um descuido meu.

- Descuido que quase me matou!

- Pois deveria ter te matado. – disse para se arrepender, ao ver realmente o estado do canceriano. Ele estava muito machucado.

- Hahahaha!

Assustaram com a gargalhada de Ravi.

- Mas isso é maravilhoso! Pensei que os derrotaria sem usar minha técnica mais forte, mas vejo que terão o privilegio de experimenta-la.

- Algum plano sabichona?

- Derrota-lo o mais rápido possível.

- Muito bem Ashura, mostrou-se uma guerreira valorosa ao se livrar do meu controle.

- Não ia cair no seu truque barato.

Ravi esticou o braço, abrindo a palma da mão formou uma pequena bola de energia. A cada segundo a bola crescia de tamanho. O cosmo dele não parava de crescer.

- Conseguiu deixa-lo bem nervoso. – disse MM.

- Explosão de Asura!

A bola era imensa e moveu-se rapidamente na direção dos dois. Shivani elevou seu cosmo, MM fez o mesmo e com isso os dois conseguiram parar o ataque.

- Idiotas.

Ravi criou mais duas. Os dois ainda tentaram segurar, mas foi mais forte. Foram atingidos em cheio sendo lançados longe.


Terra...

A situação do planeta era caótica, pois não sabiam se lutavam contra os demônios espalhados ou ajudavam as pessoas vitimas dos próprios demônios e dos cataclismas.

- E então Dohko? – indagou Seiya.

Os cavaleiros de bronze também participavam da reunião.

- Precisamos deter os demônios e ajudar as pessoas... – disse com os olhos fechados.

- O exercito de Hades pode cuidar disso. – disse Aiacos. – somos melhores lutando que ajudando as pessoas.

- Faça isso então. – disse o libriano abrindo os olhos. – Sorento?

- Vamos nos dividir por continente, sendo que Bian e eu iremos para a Ásia.

- Está certo, Ikki siga com o Sorento, dando o cobertura para salvar o maior numero de pessoas. Os espectros se encarregaram dos demônios.

O Fênix apenas balançou a cabeça afirmando.

- Shiryu seguirá para África junto com Io de Cila.

- Está bem mestre.

- Seiya e Krishna seguirão para Oceania. Shura e Kasa aqui na Europa. Eu e Isaak iremos para as Américas.

- Vamos acabar logo com isso. – disse Ikki.


Tenkaiken

Mu

Obs: para não complicar, mas já complicando, quando eu disser o ariano, cavaleiro e Adriel, é o verdadeiro Mu que entrou primeiro na sala. Quando eu disser Mu, o lemuriano é outro.

O cavaleiro recuou, aquilo só poderia ser um truque de Brahma.

- Não vai me enganar. Extinção Estelar!

Pretendia disparar seu ataque, mas não conseguiu. Alias não sentia nem seu cosmo.

- O que fez comigo?

- Nada. Quem possui cosmo sou eu não você, portanto pode começar a me devolver a minha armadura.

Mu apontou para ele e elevando seu cosmo fez com que a armadura de Aries saísse do corpo dele indo para o seu.

- Eu fui sagrado cavaleiro e não você Adriel. Além do mais, não deve usar as marcas lemurianas. – com o toque dos dedos, a tatuagem da marca lemuriana saiu da testa do ariano.

- Não pode ser... – o cavaleiro murmurou.

- Deveria tirar suas lembranças, afinal elas pertencem a mim e a Rosa.

- Nunca! – gritou. – a Rosa é minha, a Hekat é minha.

- A Hekat foi sua, mas como não conseguiu protege-la perdeu esse direito. – abriu a palma das mãos. – Extinção Estelar!

Mu disparou. Adriel levou as mãos ao rosto na tentativa de se proteger, contudo não conseguiu.

- Vai pagar por tudo que a fez sofrer.

O lemuriano aproximou começando a bater no ariano.

Sala abaixo...

Shati sentia a cabeça rodar e por conta da claridade, teimava em abrir os olhos. Com muito custo os abriu, percebendo onde estava. Olhou para o lado Hekat continuava desacordada. Pouco a frente viu o corpo de Rosa.

- Precisamos sair daqui.

Perto dali...

Shaka estava preocupado com o Mu.

- Vejo em teus olhos que teu amigo te preocupa.

Shaka não respondeu.

- Eu o enviei para uma sala muito especial. É um lugar onde seus sentimentos de culpa são liberados, na forma de um espelho. Seu amigo deve está vendo alguém igualzinho a ele, acusando-o sem parar dos erros cometidos. – Brahma sorriu. – ate leva-lo a loucura.

- Mu não cairia num truque barato desse.

- Ah caiu sim. – sorriu ainda mais. – se não bastasse ter caído o coitado ainda teve um gravame. Sua consciência como Adriel e Mu acusam um ao outro pelo destino da amada. Imagine, ora aparece Mu jogando na cara de Adriel, ora aparece Adriel jogando na cara do Mu. É tão divertido! – gargalhou.

Shaka fitou o local por onde o ariano entrara.

- "Mu tome cuidado."

Na outra sala...

O cavaleiro estava estirado no chão, o corpo todo doía e sentia as vestes molhadas de sangue.

- Deveria morrer. – Mu agachou ao lado dele.

O ariano abriu os olhos, vendo a sua face a frente.

- Não consegue fazer nada pela Hekat. Não a salvou daquela vez, não conseguirá agora.

- Eu vou salva-la.

Mu gargalhou.

- Não passa de um reles humano que só sabe manejar uma espada porque Irian teve dó de você! Não serve para nada. Seth sempre teve razão.

- Não é verdade!

Fechou os olhos. A lembrança de Hekat recebendo a flechada veio lhe na mente. Subitamente sentiu seu cosmo bem fracamente, ao abrir os olhos viu-se com a armadura, contudo continuava muito ferido.

- Você é o culpado de tudo cavaleiro.

O ariano ergueu o olhar, ficando assustado. Antes, era sua imagem usando a armadura de Aries, agora ele usava roupas comuns na cor branca. O rosto não tinha as marcas e a expressão era um pouco mais velha.

Obs: a partir de agora, quando eu disser o ariano, cavaleiro e Mu, é o nosso carneirinho. Quando eu disser Adriel é o outro.

- O que...

Adriel de posse de uma espada cravou-a no ombro de Mu.

- Ah... – soltou um gemido de dor.

- Tudo foi por sua culpa cavaleiro. Se tivesse usado seu poder para salva-la, Rosa não teria desaparecido. Não estaríamos aqui, mas sorte a minha você ter se jogado no mar, eu pude voltar a vida.

- Do que está falando? Eu voltei a vida.

- Não. Você morreu cavaleiro de Aries. E eu voltei a vida, para ficar ao lado dela. – fitou a corrente que ele usava. – essa corrente é minha por direito.

- Não toque nela! – vociferou. – Eu ganhei da Rosa!

- Não seja ingênuo! – gargalhou. – Antes de ser Rosa ela é Hekat, a minha Hekat. Ela se apaixonou por mim.

- Mentira! – gritou. – ela gosta é de mim. – fechou os olhos, lembrando-se do dia em que se conheceram na segunda casa. – é de mim...

- Será?

Obs: inverteu de novo, quando eu disser o ariano, cavaleiro e Adriel, é o nosso carneiro. Quando eu disser Mu, o lemuriano é outro.

O ariano abriu os olhos, quem estava a sua frente era a sua imagem usando o elmo de Aries.

- Hekat te deixou no passado e se apaixonou por mim. – disse o lemuriano. – para viver junto comigo na primeira casa. Se não fosse esses acontecimentos ela não se lembraria de você Adriel. Não passa agora de passado. Passado esse que deve ser eliminado.

Não bastasse o golpe da espada, ainda recebeu um ataque a queima roupa.

- Aqui está a prova. – mostrou-o a corrente. – ela me ama e não você Adriel.

O ariano mesmo machucado levou a mão ao pescoço, ele usava a corrente, contudo ela não tinha o desenho dos símbolos de escorpião e aries.

Noah x Shion

Shion analisava o adversário. O cosmo que emanava dele era de um cavaleiro de ouro ou até superior.

- Não pretendo demorar muito com você, cavaleiro.

- Digo o mesmo.

Numa velocidade incrível Noah partiu para cima de Shion. Rapidamente o cavaleiro segurou o ataque, contra atacando.

Noah recuou alguns metros partindo em alta velocidade contra ele. Sorriu ao achar que tinha conseguido dar lhe um soco, contudo a imagem de Shion se desfez. Ele tinha se teleportado.

- Ora... vejo que tem habilidades telecineticas.

- Sou um lemuriano.

Noah gargalhou. Fazendo Shion arquear uma sobrancelha.

- Pertence a aquele povo do continente Mu? – riu. – realmente é algo inusitado.

- Fala de um jeito como se conhecesse.

- De certa forma. Há época, que nós, Asuras tínhamos o livre acesso a Terra, costumávamos fazer uma visitinha. Os humanos eram pouco evoluídos e uma luta contra eles era entediante, mas com os lemurianos, não, eles tinham poderes, o que tornava os combates mais interessantes.

- Conheceu meus ancestrais?

- Sim, quase os dizimamos, mas outros se encarregaram disso. Uma pena. Queria eu mesmo destruir aquela terra. Bom.. vou me contentar em destruir você.

Shion estava surpreso, as únicas informações que tivera sobre seus ancestrais vieram de Sage e Hakurei, mesmo assim não eram muitas. Se o momento não fosse tão critico gostaria de saber de mais detalhes através de Noah.

- Por ser um lemuriano lutarei a sério com você. Om Namaka Him Asura.

Shion sentiu sobre si, uma grande pressão indo de joelhos ao chão. Era como se uma bola de chumbo estivesse sobre ele esmagando-o.

O ariano elevou seu cosmo, aos poucos conseguiu levantar.

- Muito bem Shion, será que conseguirá se livrar disso?

Os olhos de Noah brilharam, o cavaleiro ficou paralisado, para piorar sentiu uma pressão muito forte vinda de todos os lados a pressiona-lo.

- Ah... – gemeu, a compreensão era forte.

- Que tal mais um pouco?

Noah fechou uma das mãos, a força provocada no ariano foi duas vezes maior, contudo Shion elevou seu cosmo, aponto de acabar com a pressão.

- Revolução Estelar!

Disparou contra Noah, que apenas com uma mão parou o ataque.

- Muito bom. – o demônio consumiu o restante de cosmo do ariano. – então vamos lutar para valer. Om Namaka Him Asura.

Noah elevou os braços para cima, uma bola de fogo feito de chamas negras começou a se formar, a temperatura aumentava a cada minuto a ponto de fazer a agua do lago evaporar. O cavaleiro começava a sentir os efeitos do calor escaldante.

- Muralha de Cristal.

Criou a parede ao redor de si, na tentativa de conter o calor.

- Fogo Mortal.

O demônio disparou, a intensa bola de fogo partiu de maneira veloz contra o ariano. Shion elevou ainda mais sua energia reforçando a barreira. O ataque de Noah bateu de forma feroz, mas não a quebrou, entretanto o calor intenso por causa da proximidade fazia o cavaleiro perder liquido.

- Ate quando vai aguentar?

O cavaleiro sabia que não poderia manter a situação daquele jeito, tinha que atacar.

- Revolução Estelar.

- De novo?

Apesar de achar que o golpe era o mesmo, o ataque de Shion não apenas sobrepujou a energia de Noah, como também atingiu o demônio em cheio. Ele caiu no lago.

Shion respirava ofegante, mas não abandonou a posição de ataque, pois sabia que o demônio não tinha morrido.

Dito e feito, a agua do lago começou a evaporar, completamente intacto Noah levitou ate certa altura.

- O único que conseguiu me ferir foi Vishnu. – sentiu um liquido quente descer pela lateral do rosto. – você foi o segundo. – limpou o sangue.

O cavaleiro avançou contra ele, desferindo socos e chutes. Noah desviava de todos.

- Quero-o no chão.

Shion não conseguiu mais se mexer, uma força superior "caiu" sobre ele, fazendo-o cair no lago. Ele tentava voltar para a superfície, mas a força o mantinha no fundo do lago.

Ranna x Jacke

Jacke olhava para o final da escada, as coisas resolveriam como tinha que ser. Mu salvaria Hekat, Vishnu salvaria Lakshma e todos viveriam felizes para sempre. Cabia a ela ajudar que esse conto de fadas tivesse o final feliz.

Ranna por sua vez queria acabar com aquela luta o mais rápido possível, pois queria está ao lado do seu deus para protegê-lo. Ela faria o papel de shakti de Brahma. Ela seria Saravasti.

- Não posso perder meu tempo com você. – retirou das bainhas as duas espadas, unindo o cabo delas. – Om Shadah So Hu Namaha. Destruição das Yugas!

A guerreira não economizou cosmo no ataque, a poderosa energia partiu em direção a Jacke.

A espectro elevou seu cosmo.

- Marruá!

Os dois golpes chocaram-se de forma violenta, a ponto de fazer as meninas recuarem. Contudo nenhuma recebeu o ataque da outra.

Ranna desmembrou suas espadas partindo em direção a Jacke. A brasileira sacou suas adagas. O combate seguia empatado, pois ambas eram muito boas lutadoras.

A indiana deu dois saltos para trás.

- Om Shadah So Hu Namaha. Bastões de Maha!

Vários bastões feitos de energia foram na direção de Jacke. À medida que eles aproximavam, ela desviava, segura ou devolvia a Ranna. Aproveitando a indiana avançou com a espada em mãos. Por um triz Jacke não foi acertada, segurando a lamina com as mãos. Ranna fazia pressão a ponto de fazer a brasileira apoiar num joelho.

- Vou parti-la no meio.

- É mesmo?

Jacke aumentou a pressão, levantando. Ranna tentava continuar pressionando, mas a força de Jacke a fazia recuar. Num dado momento a brasileira quebrou a lamina da espada. Ranna recuou.

- Uma espada a menos. – Jacke sorriu.

- Quando Samraat Vishnu disse para você não lutar, pensei que era fraca.

- Ele é um idiota por me julgar.

- Respeito ao superior não faz parte de sua vida.

- Respeito quem acho que devo respeitar. Você parece ser daquelas pessoas que seguem que nem um cãozinho o dono.

- Apenas respeito à hierarquia.

- Brahma é seu dono?

Ranna sorriu.

- Eu pelo menos tenho um dono, já você... é triste ser trocada não é?

Jacke arqueou a sobrancelha.

- Enquanto era mortal Vishnu ate poderia ter tido certo interesse por você, mas como ele despertou... o lugar dele é ao lado de Lakshma.

A brasileira estreitou o olhar, mas logo suavizou a expressão.

- Pode falar o quanto quiser. Eu não me importo.

- Já que diz...

A indiana elevou seu cosmo. Jacke fez o mesmo.

- Corte Dimensional!

- Gear do Mar! – disparou uma rajada maciça de agua, que a certa distancia decompôs em vários feixes de luz.

Novamente os ataques chocaram de forma violenta no meio. Contudo dessa vez, as duas foram atingidas.


Terra

Com o uso da telecinese de Poseidon e Atena, os espectros, marinas e cavaleiros foram enviados rapidamente as mais diversas partes do mundo.

Hanói, Vietnã

Sorento e Bian levavam os sobreviventes do ultimo tufão para as áreas mais altas. Se não bastasse a forte chuva que caia, aquelas terras estavam ameaçadas por um tsunami. Os espectros de Hades sob o comando de Lune de Balron cuidavam dos demonios. A sede do resgate ficava num templo budista.

- Quantas pessoas. – disse Sorento, vendo mais e mais pessoas chegarem ao templo.

- E ainda temos muito trabalho Sorento. – disse Bian de Cavalo Marinho.

- Como eu queria julgar esse tal de Brahma. – disse Lune que chegava acompanhado de alguns espectros. – esses vermes parecem multiplicar.

- Encontraram muitos?

- Há milhares dele Sirene.

- E o Fênix? – indagou Bian.

- Está lá fora. Disse para que eu me preocupasse apenas em matar os demônios na região, que a segurança desse templo ficaria a cargo dele. Exibido.

- Exibido ou não ele tem poder. – disse Sorento. - Enfrentou Poseidon e Hades.

- Que seja. – Lune colocou seu elmo. – vou exterminar mais alguns.

Do lado de fora, Ikki estava no alto de uma torre, apenas vigiando, pois sabia que a qualquer momento demônios poderiam aparecer, isso se o templo não fosse alagado com tanta agua que caia do céu.

Seus olhos aguçados logo viram algumas dezenas de demônios aproximando. O cosmo que emanava deles era gigantesco.

O cavaleiro saltou parando a frente do templo, logo os marinas mais Lune apareceram.

- Esses malditos parecem coelhos. – Lune cerrou o punho.

- Bian e Sorento cuidem das pessoas, Lune volte ao seu serviço, eu cuido deles.

- Não pode lutar sozinho. – disse Sorento.

- Vão. – disse frio.

Os três trocaram olhares, cada um saindo para cumprir sua tarefa. Ikki continuou parado esperando os demônios aproximarem mais e mais e mais.

- Sinto cheiro de carne fresca. – disse o demônio que parecia o líder.

- Eu sinto cheiro de carne queimada. – o fênix sorriu irônico.

- Vai lutar contra todos nós? Humano ingênuo. Ataquem!

Os demônios avançaram, Ikki continuou parado, ate que... seu cosmo inflamou de tal maneira que se espalhou pelo local.

- Ave Fênix!

Foi questão de segundos e todos os demônios estavam mortos. O cavaleiro voltou a atenção para o céu coberto por nuvens negras.

- "Rápido Shaka, a Terra não vão aguentar por muito tempo."

- Esse vai valer a pena comer.

Ikki abaixou o rosto. Ao final da pilha de demônios mortos, havia um. O cavaleiro estreitou o olhar, esse não era um demônio qualquer.

-xx-

Nairóbi, Quênia.

O sol castigava aquelas terras, nenhum ser vivo conseguia ficar exposto aos raios solares por muito tempo, o tempo seco dificultava a respiração. Depois de muito procurar, o grupo arrumou um local para as pessoas se esconderem. Era uma gruta, que garantiria sombra e agua fresca.

Shiryu e Io de Cila acompanhavam o resgate.

- Onde está Valentine? – indagou o dragão.

- Estou aqui cavaleiro. – o espectro apareceu diante dele.

- E os demônios?

- Consegui acabar com vários, mas eles são muitos. Somado a isso esse sol. Parece que estamos no Saara.

- É um dos efeitos de Brahma. Enquanto ele não for detido a onda de destruição não vai acabar.

- Primeiro o mundo acaba em agua. – Valentine fitou Io. – agora em fogo.

- Esqueceu se de um detalhe, espectro, - disse com desdém. – o mundo quase acabou na escuridão.

- Por favor, parem. – Shiryu colocou-se no meio dos dois. – estamos no mesmo time, ok?

- Como quiser dragão. – disse Valentine. – vou voltar para o campo de batalha, se eu ver mais sobreviventes aviso.

- Vou fazer uma ronda. – disse Io.

Os três estavam prestes a voltar aos seus afazeres quando sentiram um aumento súbito de cosmo maligno.

- Nós encontraram. Io e Valentine levem as pessoas mais para o fundo.

- E você?

- Vou detê-los.

O chinês correu para a entrada da caverna. Havia dezenas de demônios.

- Encontramos carne fresca.

- Não vão passar daqui. – tomou posição. – Cólera do Dragão!

O ataque de Shiryu atingiu-os em cheio, contudo havia restado um.

- Você deve ser o líder deles. – Shiryu o fitou frio.

- Isso mesmo, primeiro mando a ralé. – sorriu cinicamente.

-xx-

Honiara, Ilhas Salomão, Pacifico.

O mar estava agitado, o que dificultava o resgate dos moradores daquela ilha. Devido aos maremotos, dezenas de ilhas vizinhas tinham desaparecido após um tsunami devastador.

Depois de muito trabalho Seiya e Krishna de Crisaor, salvaram os últimos moradores.

- Não há mais o que fazer Pégaso. – disse o marina.

- Chegamos um pouco tarde. – o cavaleiro olhava o cenário de desolação. – maldito Brahma! – deu um soco no chão.

- Pégaso. – Sylphid de Brasílico acabava de chegar. – não há mais ninguém na ilha.

- E os demônios?

- Por enquanto está limpo. Mas eles podem aparecer a qualquer momento.

- Precisamos levar essas pessoas para a Austrália o quanto antes. – disse Krishna.

Apesar do mar revolto, a única maneira de tirar os sobreviventes era por mar. Faltando apenas poucas pessoas para embarcarem Sylphid, Krishna e Seiya sentiram cosmos maléficos.

- Não acredito! – gritou Seiya.

- Esses caras não param de aparecer. – disse o espectro.

- Krishna e Sylphid, embarquem eu cuido deles.

- Mas e você?

- Dou um jeito agora vão!

Seiya saltou do navio, parando na praia. Segundos depois muitos demônios apareceram.

- Não vamos deixa-los escapar!

Os demônios partiram para cima do cavaleiro.

- Meteoro de Pégaso!

Todos os demônios foram mortos, ou quase.

- Parabéns garoto.

Seiya fitou o único demônio que tinha restado.

- Será uma luta interessante. – disse com um sorriso vil.

-xx-

Bergen, Noruega

As temperaturas estavam muito abaixo de zero. Toda a cidade estava debaixo de neve e o aquecimento que tinha nas casas não estava dando conta do frio. Os sobreviventes do frio e dos demônios eram levados para uma escola. Para combater o frio, os livros da biblioteca eram queimados numa fogueira.

- Kamus que deveria está aqui. – disse Shura esfregando as mãos.

- Isso tudo é obra do tal Brahma? – indagou Kasa de Lymnades.

- Sim.

- Terminamos. – disse Myu de Papilon que acabava de chegar. – não há mais ninguém aqui e nem sinal dos demônios.

- Então tudo que temos que fazer é manter esse fogo aceso.

Os três estavam mais tranquilos, quando as vidraças da sala onde estavam foram quebradas. Também começaram a sentir um cosmo, um único cosmo.

- Um demônio... – murmurou Kasa.

- Não é possível! Certifiquei-me que tinha destruído todos!

- Esse não deve ser um demônio comum, Myu. – disse Shura. – protejam as pessoas eu cuido dele.

O espanhol passou pela janela ganhando a rua.

- Um reduto de humanos. – disse o demônio.

- Excalibur!

Shura cortou a rua, formando uma grande fenda entre a escola e o demônio.

- Daqui você não passa.

-xx-

Cerro Azul-Quizapu, região de Maule, Chile

O ar era sufocante, cinzas e mais cinzas caiam no solo. Ao norte podiam ver o vulcão expelindo mais cinzas e larva. Felizmente Dohko e Isaak haviam conseguido salvar os moradores que habitavam próximo ao vulcão, levando-os para uma área fora da cidade.

Para que não se intoxicasse, Dohko e o marina usavam suas capas como mascaras.

- Temos que tira-los daqui Libra. – disse Isaak de Kraken. – esta ficando difícil respirar.

- Eu sei, mas precisamos esperar o espectro chegar.

Não passou dois minutos e Faraó de Esfinge chegou.

- E então? – indagou Dohko.

- Conseguimos eliminar os dessa cidade, mas já avistamos mais demônios. Eles não param de chegar.

O libriano olhou para o céu negro. A tendência era só piorar.

- Isaak leve as pessoas daqui, Faraó mantenha os demônios que encontrarem ocupados, eu cuido desses daqui.

- Sozinho? – indagou o marina.

- Não temos outra opção. Vão.

Enquanto o marina e o espectro organizavam a retirada, Dohko dirigiu-se para onde sentia a concentração de demônios. Eram muitos.

- Cólera do Dragão.

Não foi difícil elimina-los, contudo sobrara um. Esse sim seria difícil.


Tenkaiken...

Kubira x Kanon e Anahí

Obs: quando eu citar o geminiano, cavaleiro, grego – é o Kanon bom.

Quando for Kanon – é sua face má

Mesmo ferido o cavaleiro levantou.

- Fique aqui Aní.

- Mas...

- Vou resolver isso.

Ele deu alguns passos a frente.

- Só falta eliminar você. – disse Kanon sorrindo.

- Se conseguir. – sorriu de volta.

Os dois elevaram seus cosmos.

- Explosão Galáctica! – disseram juntos.

Os dois ataques partiram para cima um do outro. O de Kanon foi ligeiramente mais forte, fazendo com que o do cavaleiro recuasse.

- Kanon! – gritou Aní. A espanhola estava dividida, o certo era ficar ao lado do cavaleiro, contudo sua outra face também exercia algo sobre ela.

Sendo mais forte, o ataque de Kanon acertou o cavaleiro que foi lançado longe. Mesmo ferido o grego levantou.

- Levantou? – Kanon sorriu com desdém.

- Ate que você desapareça levantarei quantas vezes forem preciso.

- Hahaha! Como é patético! Está parecendo com o Saga! Pois muito bem. – Kanon abriu a palma da mão, uma pequena bola de energia começou a ser formada. – vamos acabar logo com isso. Outra Dimensão!

Kanon disparou, o ataque começou a sugar o cavaleiro.

- Desapareça cavaleiro! – gritou Kanon elevando ainda mais sua energia.

- Trovões da Justiça!

Aproveitando da distração de Kanon, Anahí o atacou. Kanon teve que desfazer o golpe para se proteger.

- Por que fez isso? – indagou.

- Não posso deixar que o mate. – ela aproximou do cavaleiro.

- Prefere a ele a mim?

Ela ficou calada. Por mais perverso que fosse o outro lado do grego, quando se apaixonou por ele, a face boa e ruim eram a mesma pessoa.

- Fique longe dele Aní. – usando seu cosmo Kanon afastou-a do cavaleiro, mas sem machuca-la.

- Cretino! – gritou o grego.

- Sabe o que seria interessante de se ver? – sorriu. – seria transforma-lo em minha marionete com o Satã Imperial.

- Não tem esse poder.

- Claro que tenho. Sou uma parte de você, mais forte por sinal. Eu poderia usa-lo para conseguir tudo que eu quero.

O grego partiu para cima de Kanon, desferindo socos e chutes prontamente defendidos por ele.

- Como você é fraco!

Kanon deu um soco no estomago tão forte, que o grego recuou indo de joelhos ao chão.

- Veja Aní, o quão fraco ele é.

A face má começou a bater no cavaleiro.

- Pare Kanon! – gritava a espanhola. – vai mata-lo! Pare por favor!

A sessão durou por alguns minutos, para terminar, Kanon o chutou.

- Pronto, será questão de tempo a sua morte.

- Ainda não... – murmurou o grego. – não enquanto não te derrotar...

- Por que insiste? Nunca poderá me derrotar, pois sou parte de você. – aproximou ficando ajoelhado ao lado do cavaleiro. - Sempre estive dentro do seu coração. Com o meu poder você quase conseguiu tudo.

O marina o fitou. Ele não condenava Kanon, porque em certa parte ele tinha razão. Sempre teve em seu coração aquela parte maléfica que por muitos anos comandou a sua vida e que nos últimos tentava desesperadamente deixar trancado dentro de sua mente.

- Quando acabar com você. – iniciou Kanon. – vou atrás de Saga e vou conseguir convencê-lo novamente a unir-se a mim.

- Ele jamais faria isso...

- Nós somos gêmeos meu caro. Nascemos com a face boa e a má. E ele tem a dele. Tudo que preciso é fazê-la despertar novamente.

- Nunca! – reunindo o pouco de forças que tinha, o cavaleiro deu lhe um soco.

- Ainda tem forças. – sorriu, limpando o rosto. – será a ultima.

- Espere Kanon!

A voz de Aní chamou a atenção dos dois.

- Você tem razão. – disse.

- Quanto a quê minha querida?

- Talvez você seja capaz de realizar o meu objetivo.

- E qual seria?

- Se Brahma te der o controle da Terra posso governar ao seu lado?

Os dois ficaram surpresos.

- Do que está falando Aní? – indagou o grego.

- Responde Kanon. – disse ignorando o outro.

- Claro Aní. – Kanon sorriu satisfeito. – sempre deixei claro que você estaria do meu lado.

O cavaleiro olhava assustado para a espanhola.

- O que está pensando Aní?

- Algo que deveria ter feito há mais tempo. Depois dessa luta pude ver claramente quem é o mais forte. Shaka não conseguirá derrotar Brahma e vamos todos morrer, ao menos que fique ao lado dele.

Kanon gostou de escutar aquilo, mas o cavaleiro...

- Está traindo a Hekat?

- Ela nos traiu primeiro. – disse seca.

- Sabia decisão minha cara. – Kanon a soltou.

Ao se ver livre Anahí caminhou ate Kanon, a essa hora o cavaleiro já estava de pé, machucado mas de pé.

- Aní...

- Sinto muito. – ela o fitou abraçando Kanon. – apesar de ser a mesma pessoa eu o escolhi. – ela tentava permanecer séria, teria que ser convincente para o plano que havia preparado.

Era a espectro da Magia, se Kubira teve o poder de separa-los, ela tinha de uni-los, só precisava esperar que eles estivessem mais fracos.

- Eu vou matar você! - o cosmo do geminiano inflamou. – Outra dimensão!

Kanon só teve tempo de empurrar Aní, sendo atingido em cheio.

- Kanon! – gritou a jovem olhando para a face má caída no chão. – o que você fez? – voltou a atenção para o cavaleiro. – não pode mata-lo!

O geminiano a fitou com ódio.

- Me enganei com você. – disse. – sempre tentei ocultar esse meu lado mal, mas parece que você o aprecia, não é? Fazia-se de correta, mas no fundo...

Ela ignorou as palavras indo ate Kanon.

- Kanon. Kanon.

Ele abriu os olhos, estava ferido, mas nem tanto.

- Você está bem?

- Estou. – sorriu, a única coisa de bom que sua face boa tinha feito era ter conquistado a espanhola. Seria uma deusa no seu "novo mundo".

Do outro lado, o cavaleiro inflava de ódio. Mataria seu outro "lado" nem que fosse a ultima coisa.

- Patife! – elevou seu cosmo. – saia da frente Ani!

- Afaste-se Ani. – disse Kanon. – vou colocar um ponto final nisso.

Ela obedeceu. Os dois se encararam.

- Que vença o melhor. – disseram ao mesmo tempo. – Explosão Galáctica!

Os ataques chocaram-se permanecendo em equilíbrio. O ataque de Kanon foi ligeiramente superior, o que acabou acertando o cavaleiro, mas a face má também foi atingida.

Aní percebeu que aquele era o momento, estava prestes a usar sua magia quando...

... o céu escureceu, pouco a frente deles surgiu um circulo negro e desse circulo emanava um cosmo poderosíssimo. Kanon e o cavaleiro levantaram.

- JURO QUE VOU MATA-LOS!

Os três levaram um susto.

- Não pode ser... – murmurou a espanhola.

- Eu o matei... como...? – Kanon estava apreensivo.

O circulo aumentou de tamanho permitindo que uma pessoa saísse dele. Seu estado era lastimável, com dezenas de ferimentos, partes de sua armadura estavam quebradas e não conseguia abrir o olho direito.

- Kubira?! – exclamaram os três.

- Eu sou um general Asura!

- Como... – murmurou Kanon.

- Seus vermes malditos! Eu vou destruí-los!

Apoiava-se na perna menos ferida, mas que apesar de seu estado, seu cosmo parecia aumentar.

- Vão se arrepender de ter cruzado meu caminho. – elevou sua energia. – primeiro...

Kubira abriu a palma da mão esquerda, formando uma bola de energia negra. Kanon e o cavaleiro tomaram posição a espera do ataque, entretanto...

O demônio disparou, os dois achavam que eles eram o alvo, contudo a energia dirigia-se para outra pessoa.

- Ani! – gritou o geminiano.

A espectro ate que tentou contra atacar, porém o ataque de Kubira foi mais rápido. Um forte clarão espalhou-se pelo local.

- Anahí!

- Não se preocupe você será o próximo. – disse o demônio.

O grego voltou a atenção para onde a guerreira estava, aos poucos a luz foi dissipando, permitindo-o ver.

- Ka-non? – indagou o grego.

Kanon estava a frente de Anahí.

- Kanon! – a espanhola o amparou.

- Você está bem?

- Seu louco. – o ajudou a sentar, já que seu corpo estava muito ferido. – por que fez isso?

- Acho que a resposta é bem logica. – sorriu, para depois soltar um gemido.

- Kanon... – os olhos encheram de agua.

- Você é bem forte. – disse Kubira. – mas não terá chance da próxima vez.

- Fique aqui Aní. – Kanon tentou levantar, mas não conseguiu.

- Está ferido.

- Fique aí e cuide dela.

Os dois se assustaram com a voz.

- Kanon? – Ani ficou surpreendida por ver o geminiano diante dos dois.

- Veio rir da minha cara? – indagou Kanon com um sorriso cínico no rosto.

- Temos nossas divergências, mas num ponto concordamos. – disse o grego olhando para Ani.

Kanon seguiu o olhar, ele tinha razão.

- Kubira não vai tocar nela. – disse Kanon.

- Espero que cumpra sua promessa. – o grego deu alguns passos a frente.

- Hahaha. – o demônio gargalhou. – acha que pode me derrotar?

- Tenho certeza.

- Vou acabar com vocês!

O cavaleiro já esperava que o próximo ataque seria o mais forte, contudo Kubira desprendia uma enorme quantidade de energia. Nem parecia que ele tinha levado vários golpes, mais o Outra Dimensão. Vence-lo seria muito difícil.

- Vou ensina-los a não julgar um guerreiro Asura! Vou transforma-los em cinzas!

Kubira ascendeu seu cosmo, formando diante de si uma gigantesca bola formada de energia e chamas negras.

- Devastação de Asura!

O ataque partiu em direção ao cavaleiro.

- Explosão Galáctica!

Contra atacou. A principio a energia fazia frente a de Kubira contudo ela começou a recuar.

- Kanon! – gritou Ani preocupada.

- Idiota... – murmurou a face má. – desse jeito vai morrer.

- O que? – ela o fitou temerosa. – não...

- Ele é muito fraco, não é atoa que perdeu de um cavaleiro de bronze.

- Kanon... – a espanhola não tirava os olhos do cavaleiro.

A face má a fitou. Se ele não fizesse nada, o incompetente do cavaleiro não apenas perderia, como também arriscaria a vida de Ani e isso ele não poderia permitir. Suportou o fato do cavaleiro ter perdido o poder, mas perder Aní, jamais!

- Anahí.

Ela o fitou.

- Aquele cara é um estupido idiota, mas ele fez algo que presta.

Ficou surpresa com as palavras e com o beijo que recebera.

O cavaleiro estava com um joelho apoiado no chão, não aguentaria por muito tempo.

- "Droga!"

- Adeus cavaleiro de Atena! – Kubira despejou mais poder.

Ele estava prestes a ser acertado quando uma grande quantidade de energia foi injetada em seu ataque.

- Você?

- Não estou fazendo isso por você e sim pela Anahí. – disse Kanon.

- Você gosta dela mesmo. – sorriu.

- Não é da sua conta. – virou a cara. - Vamos acabar logo com esse cretino.

- Ora... as duas faces se uniram para me derrotar. Como se isso fosse possível.

- Ataque. – disse o geminiano enquanto concentrava mais energia.

Kanon concordou.

- Explosão Galáctica! – gritou a face má.

O ataque virou-se contra Kubira.

- Podem tentar, mas nunca vão conseguir me vencer.

- É mesmo?

Dessa vez foi a vez do grego lançar sua energia. O golpe aproximou-se de Kubira.

- Não vão me vencer... – o estado do demônio era critico, mas ele ainda estava de pé.

- Luz Divina!

Um terceiro cosmo uniu-se ao dos Kanon.

- Aní. – disseram os dois ao mesmo tempo.

- Vamos por um fim nisso.

Os três elevaram ainda mais seus cosmos.

- Não pode ser... – Kubira recuava. – eu sou um general... eu... nãooooooooooo!

Foi atingido, uma torre de luz subiu ate o céus, a explosão provocou uma expansão do ar que jogou Ani e os outros dois no chão.

Apenas minutos depois acordaram. A espanhola correu ate Kanon, ato esse que deixou o cavaleiro triste.

- Kanon.

- Daria uma grande deusa.

- Você está bem?

- Estou.

O cavaleiro aproximou dos dois.

- Agora podemos acertar as nossas contas. – disse Kanon.

- Não. – Ani interveio. – Kanon sei que dentro dele, existe o lado mau, que é você. – o fitou com ternura. – mas se como você mesmo disse que são a mesma pessoa, dentro de você existe a face boa. Sua constelação é dúbia. Portanto as duas faces habitam a mesma alma. – aproximou seu rosto do dele. – e eu o amo como você é.

Sem que ele esperasse Aní o beijou de forma terna.

- Junção de Alma... – murmurou as palavras.

Kanon sentiu o corpo todo quente.

- O que está fazendo Aní?!

- Seu lugar é dentro do corpo do Kanon. Vocês são uma única pessoa.

- Pensei que... – a voz quase não saia, seu corpo estava desaparecendo, transformando em varias bolas negras. – estava do meu lado...

- Sempre estarei. – o fitou sorrindo.

As bolas negras se transformaram numa só entrando no corpo do cavaleiro.

- Como se sente?

- Completo. – respirou mais profundamente. - Obrigado por tudo e principalmente por gostar de mim do jeito que sou.

Ela sorriu.

- Kanon!

A voz chamou atenção deles. Era Saga com os outros.

- Vimos uma explosão. – disse Deba.

- Kubira. – respondeu o cavaleiro.

- Então se foi o ultimo general Asura. – Faro respirou aliviada.

- MM, Shivani, Shion e os outros seguiram.

Anahí que olhava o namorado voltou a atenção para o grupo. Viu Suely nos braços de Minos e Lara nos de Miro.

- Por que eles...?

- Infelizmente Aní. – disse Miro.

Ficaram em silencio. Kanon notou Aioria nos braços de Aiolos e o fraquíssimo cosmo que emanava do leonino. Rezou para que ele não tivesse o mesmo fim.

- Vamos. – disse Kamus.

O grupo continuou.

Ravi x MM e Shivani

Shivani abriu os olhos lentamente, o corpo todo doía. Olhou para o lado a procura de MM.

- Giovanni...

O viu caído pouco a frente. Levantou indo ate ele.

- Giovanni...

Ele não respondeu. Ela ficou na dúvida se ele realmente estava ferido ou se era brincadeira dele. Optou pela segunda alternativa.

- Acorda. – deu um tapinha no rosto dele.

Não respondeu. Ela desviou o olhar para o corpo dele, notando que havia muito sangue, na coxa esquerda.

- "Por Vishnu!" Giovanni...

Aos poucos ele abriu os olhos.

- Pensei que fosse morrer.

- Você está bem?

- Só um pouco amassado. – levantou, mas cambaleou por causa da perna.

- Sua perna.

- Não é nada. – olhou para os lados, pois não sentia a presença de Ravi. – onde...

Quando os dois perceberam o guerreiro estava no meio deles e os acertou. O golpe foi forte, mas mal tiveram tempo de cair. Ravi primeiro apareceu atrás de Shivani e abrindo a palma da mão lançou a queima roupa uma bola de energia, com MM apareceu na frente dele e o espalmou com uma bola de energia na frente. Os dois foram ao chão.

MM levantou ficando de joelhos, respirava ofegante.

- "Nem senti a presença dele."

Shivani também levantava.

- Eu poderia ficar brincando com vocês, mas quero resolver isso rápido. – se fez presente. – portanto farei com que um destrua o outro. Om Shadah Kali Ah Hum.

Os dois preparavam para o ataque.

- Primeiro será você cavaleiro. Prisão de Kali.

MM foi paralisado, ele pensou que o golpe consistia apenas nisso, quando sentiu algo que parecia comprimir seu coração. A dor foi tão forte que foi de joelhos ao chão.

- Giovanni! – gritou Shivani.

- Sente o peito oprimido não sente? – Ravi sorriu. – como se correntes o aprisionassem?

- O... que... – MM sentia o peito arder. – fez...

- Veja por si só.

O guerreiro criou uma espécie de tela, mostrando o coração de MM dentro da caixa torácica, mas completamente envolvido por correntes tendo uma pequena lança ao final dela mirada no órgão.

- Kali... – Shivani cerrou o punho.

- Não fique triste Ashura, também vai ganhar esse presente.

Shivani sentiu o mesmo baque, indo de joelhos. O coração parecia preso.

- Shivani... – murmurou MM.

- Olhe, - Ravi mostrou o coração da indiana. – igualzinho ao seu. E agora vem a melhor parte. O coração só ficará livre se vocês cumprirem a regra que eu impor ou se eu retirar a regra. – ele uniu as mãos formando um triangulo. – Om Shadah Kaki Ah Hum. – MM contorceu-se de dor. - A prisão se desfaz quando matar a Ashura-Ou. – voltou a atenção para Shivani. - A prisão se desfaz quando matar o cavaleiro.

- Você é um idiota. – MM com muito custo levantou. – é sou eu me matar e Shivani estará livre.

A garota o fitou imediatamente.

- Acha que não entendeu muito bem. – Ravi sorriu. – Se matar a Ashura, ela morre e você livre. Se você não mata-la, você morre. Se você morrer ou se matar, Shivani não terá cumprido a regra então ela morre. O mesmo serve para ela. De todo jeito os dois vão morrer, basta saber quem vai primeiro. – gargalhou.

MM e Shivani trocaram olhares.

Shivani hesitou, não conseguiria erguer o braço contra MM, embora quisesse muitas vezes.

- "Não posso." – mal pensou nisso sentiu uma fincada no peito que a fez cair.

- Shivani.

- É a lança no peito. – disse Ravi. - A cada hesitação ela aproxima do órgão.

O canceriano estava apreensivo, se isso fosse verdade não tinha como... como salvar Shivani se ao mesmo tempo ela poderia morrer? Ele também poderia morrer e Ravi estaria livre. Só lhe restava uma alternativa. Caminhou a passos lentos ate a indiana. Ela ainda estava ajoelhada, mas ergueu o rosto.

- Giovanni...

Com o rosto sério a encarou, e aquilo a deixou sem ação. O cavaleiro fitou os olhos azuis, os cabelos que desciam até o chão quase brancos, que balançavam suavemente com a brisa... Ele apenas fechou o punho e deu um soco no rosto dela. Ravi que olhava arqueou a sobrancelha, a indiana foi o chão, levando a mão ao rosto, com os olhos arregalados.

- Por que fez isso?

- Eu já morri duas vezes, não quero morrer de novo. – disse frio.

- E vai me atacar?

- Se isso garantir minha sobrevivência sim.

- Mas... eu... pensei que... nós...

- Éramos companheiros de batalha? – gargalhou. – acorda garota. Eu te ajudava porque era conveniente para mim. Apenas isso.

Shivani sentiu os olhos marejarem, ela não passou de um...

- Então tudo que me disse não passou de...

- Brincadeira. Acha mesmo que eu daria bola para você? Tem um rostinho bonito, mas olha para você, não tem grandes atrativos.

Era certo que a presença dele a incomodava, mas escutar aquilo, depois de tudo que ele lhe dissera era cruel.

- É hora de dizer adeus Shivani. – MM apontou o dedo para ela. – direi a Shaka o quanto tentou ajuda-lo. – sorriu cinicamente.

Ele disparou, o raio de energia a atingiu no ombro.

- Não pensava que o apego que tem pela vida fosse tão forte cavaleiro. – disse Ravi.

- Não quero morrer de novo já disse. – nem o fitou.

Shivani cerrou o punho. Estava com ódio de MM e de si, por ter pensando que as vezes eles poderiam se dar bem, mas no fundo ele era um estupido, idiota e egoísta.

- Seu idiota!

O cosmo de Shivani explodiu, ela levantou partindo em direção a MM.

- Seu grande idiota!

Completamente dominada pelo ódio, Shivani começou a desferir socos e mais socos em MM que tentava se defender, contudo a cada segundo a força da indiana aumentava.

- Shativas!

O ataque dela atingiu-o em cheio, MM foi ao chão bastante machucado.

- Hahaha. – Ravi gargalhava. – que divertido!

- Você é um grande idiota! – gritou.

MM ergueu o rosto e munido do seu melhor sorriso cínico...

- E você uma garota estupida.

A resposta de Shivani foi um ataque, que o atingiu em cheio. No chão MM engoliu o grito de dor do ataque e da lança que encostou no coração. Teve que erguer a cabeça depressa, pois sentiu vontade de vomitar e o liquido que saiu foi sangue. A indiana ao ver o fato recuou.

- Giovanni...

- Pensei que fosse mais forte. – rebateu. – teve a sua oportunidade Shivani, agora vou matar você.

Mesmo ferido ele ainda conseguia ser um pouco ágil e deu lhe alguns socos, a indiana recuou vários passos indo de joelhos ao chão.

- Acho que de todas as guerreiras do Shaka, você é a mais fraca, estupida e ingênua. Mulher idiota.

No chão, sentiu o peito oprimir, era a lança. O sangue dela ferveu.

- Sempre disse que iria mata-lo, agora vou cumprir minha promessa. – levantou. – Ira de Vishnu!

Disparou, MM foi atingido em cheio, caindo a metros de distancia. Se não estava morto faltava pouco.

A garota caminhou ate ele e como anteriormente ficou por cima dele, segurando seu pescoço.

- Ao contrario de você. – ela disse. – vou te matar não porque mereça, e sim porque tenho que salvar Lakshma. Minhas obrigações vem em primeiro lugar.

- Desde quando preciso da sua misericórdia. – disse ferino. – mulher tola.

Shivani apertou um pouco mais, o cavaleiro além de sentir falta de ar, sentia uma dor muito forte no peito. Fora tão forte, que um filete de sangue saiu pela boca. A indiana ao ver diminuiu a força.

- Gio...

- Me mate logo, anda me mate. – disse ao perceber que ela hesitava. – anda Shivani.

- Eu...

- Mulher estupida me mate logo. – o tom de voz parecia ser de suplica. – anda foguinho. – estava temeroso, pois ela poderia desistir. - Acabe logo comigo... anda. – os olhos marejaram ao vê-la fazer uma careta de dor, deveria ser o coração. – por favor, Shivani me mate logo...

Ela o fitou, o olhar dele era diferente, ele quase suplicava para morrer.

- Os cavaleiros de Atena são surpreendentes. – Ravi os encarava. – não pensei que fosse tão inteligente Giovanni.

O canceriano estreitou o olhar, rapidamente segurou o braço de Shivani.

- Anda, me mate agora. – a voz saiu fria, mas o olhar. – anda Shivani.

- Quase conseguiu me enganar com aquele teatro todo. – disse Ravi. – atacando-a, xingando-a, para que ela tomasse raiva de você e aí te matasse e assim ficasse livre da corrente. Tudo para salva-la. Engenhoso.

Shivani voltou a atenção para o canceriano surpresa.

- Você...

Ele não disse nada, estava se sentindo tão fraco que a voz simplesmente não saia.

- Se não vão se matar... – Kali elevou seu cosmo. – Explosão de Kali.

O poderoso ataque partiu para cima deles. MM via aquela energia aproximar dos dois, num rompante, jogou Shivani de lado envolvendo-a. Foram atingidos em cheio, com o canceriano ferindo-se gravemente.

- Mask!

- Você esta bem... – apoiou os braços para não pressiona-la.

- Por que fez isso... – os olhos marejaram. – seu grande idiota.

- Não é obvio? – piscou para ela. – eu gosto de você foguinho. Gosto muito.

Tocou o rosto dela de forma suave, Shivani segurava as lagrimas.

- Acabe logo com esse cara.

Ele a beijou de forma suave, a indiana correspondeu ao beijo e o intensificaria, se não percebesse que o canceriano parou os movimentos.

- Gio! – o deitou ao lado. – Gio.

- Morreu antes... – murmurou Ravi entediado. – é uma pena, de toda forma você não vai durar muito já que não o matou.

Shivani fitou o guerreiro Yuga com ódio.

- Eu posso ate morrer, mas você vai comigo.

- Está decidida. – tomou a posição de ataque. – vamos decidir num único golpe.

A indiana levantou, olhando mais uma vez para o cavaleiro.

- Vou derrota-lo.

Voltou a atenção para Ravi.

- Om Shanti...

- Om Shadah...

- Nandananamaha...

- Kali Ah Hum...

- Ira de Vishnu!

- Explosão de Asura!

Os dois cosmos explodiram e com o choque provocaram uma onda de destruição que propagou-se ao redor. No primeiro minuto seguiu empatado, contudo a energia de Kali pressionava a de Shivani.

- Desista guerreira. – sua expressão era tranquila. – nem liberei todo meu poder.

- Nem eu... – ela se esforçou-se um pouco mais, fazendo com o equilíbrio voltasse.

Ravi franziu o cenho.

- Idiota. – ele despejou mais poder.

Shivani recuou, apoiando um joelho no chão. Não bastasse o ataque, sentia o peito doer, doer muito, as correntes pareciam pressionar o coração e a fincada que sentiu deveria ser a lança.

- "Não posso perder agora... não posso..."

O guerreiro Yuga vendo o estado dela despejou mais poder, o ataque aproximou ainda mais dela.

- "Eu não vou conseguir..." – fechou os olhos angustiada.

Quando ela os abriu viu pontos brancos flutuarem. Sentindo um vento frio atrás dela, olhou para ver. Ravi também via o que parecia ser uma fumaça branca, olhou para a direção onde essa "fumaça" concentrava-se.

- Giovanni? – disseram os dois ao mesmo tempo.

O cavaleiro estava apoiado num joelho com o braço direito apontado para cima. Estava apenas com um olho aberto.

- Verme, ainda não morreu? – Ravi ficou irritado.

- Só vou morrer quando me certificar que você foi junto.

- E o que pretende fazer, se está quase morto. – sorriu.

- Só voltei para te buscar. – voltou a atenção para Shivani, sorrindo em seguida. – Sekishiki...

- Burro, já voltei desse mundo!

MM sorriu.

- Quem disse que vou manda-lo para lá. Sekishiki Asura ha!

A terra tremeu, atrás de Ravi apareceu um ponto negro e a "fumaça" que, de dirigia para onde MM estav,a tomou a direção do ponto negro. Logo ele foi abrindo, como um buraco.

- Não pode ser... – murmurou Ravi, pois conhecia aquele local. – o mundo do Asura.

- Se sou o cavaleiro da morte, então posso controlar qualquer inferno.

Ravi começou a ser arrastado.

- Não é possível! Não vai me derrotar! – elevou seu cosmo, o que fez com que a passagem aberta por MM diminuísse de tamanho. – eu sou o guerreiro Kali! – cravou seu tridente no solo.

O cavaleiro respirava ofegante, sentia que sua vida pereceria a qualquer momento.

- Morra cavaleiro! Explosão...

Calou-se ao sentir outro cosmo inflamar, era Shivani.

Shivani depreendeu uma quantidade absurda de energia, o corpo dela parecia ser tomado por chamas.

- SHATIVAS!

O ataque avançou rapidamente contra Ravi que ainda tentou segura-lo.

- Não pode me vencer!

Aproveitando a chance, MM liberou o resto de cosmo que tinha, a passagem aumentou de tamanho.

- Nãooooooooo!

Ravi foi atingido em cheio, tendo seu corpo coberto por chamas que provocavam queimaduras gravíssimas, desfigurando seu corpo, além disso estava sendo tragado para o mundo de Asura e quando passou pela passagem já estava sem vida. O buraco fechou.

MM suspirou aliviado. Olhou para Shivani pouco a frente dele. A garota ainda tinha chamas envolvendo seu corpo.

- "Você foi formidável foguinho." – deu um meio sorriso.

Um filete de sangue escorreu pela boca depois que sentiu algo perfurar dentro do peito, aos poucos o corpo do cavaleiro foi tombando para trás...

Shivani respirava ofegante, olhando o local onde Ravi estava. Sorriu, pois tinha conseguido ao menos eliminar um empecilho para Vishnu. Lentamente caminhou ate Giovanni. Ajoelhando ao lado dele.

- Gio... – tocou-lhe a face, que estava fria. – obrigada.

Segurou uma das mãos dele. Talvez no ultimo movimento do corpo apertou a mão de Shivani.

Ela foi sentido um liquido quente na boca, que desceu pelo queixo. Ravi não tinha retirado a regra, tampouco tinham cumprido. Shivani sentiu o coração ser transpassado por algo pontiagudo... ela caiu sobre ele...

... o grupo seguia por entre a mata, quando chegou a uma área bastante devastada.

- Mais um palco. – disse Kamus.

Kanon olhava ao redor, a procura de algum companheiro.

- Achei.

Todos correram para a direção onde ele indicou. Meena levou a mão ao rosto, assim como Faro e Vanda. Deba ficou assustado, Saga e Kamus trocaram olhares.

Era Shivani e MM, sendo que a indiana estava sobre ele, mas o que os chocou foi...

- Não pode ser... – murmurou Idril. – Shivani. – os olhos encheram de agua.

- Shivani! – Meena ajoelhou ao lado da amiga. – Shivani!

Miro abaixou tocando o pescoço dos dois, não era necessário já que não sentia cosmo algum vindo deles.

- Eles se foram.

Aiolos engoliu a seco, havia perdido mais um.

- Eles lutaram contra o ultimo guerreiro Yuga. – disse Minos aproximando carregando um tridente. – Kali.- jogou o objeto no chão. – todos os quatro guerreiros Yuga estão mortos, assim como os generais.

- Entre Brahma e nós apenas a Ranna. – disse Kanon.

Vanda voltou a atenção para os dois, notando as mãos dadas. Aquilo só poderia significar...

- Brahma, jamais vou perdoa-lo por isso.

A frase era compartilhada por todos.

- Vamos. – disse Miro. – agora falta pouco.


Continua...

Galera, a fic está entrando em seus momentos finais, mais três capítulos ( capítulos 45, 46 e 47) e tudo se encerra. Sendo que o penúltimo e ultimo já estão oitenta por cento concluídos, então devo postar mais rápido. Provavelmente o 45 já devo postar na próxima semana. E esse será o mais importante, pois vai esclarecer várias coisas, apesar de quando lerem o titulo do capitulo todo mundo vai querer me matar... rsrs. Até a próxima!