Gostaram do último cap? Porque tive muito poucas reviews nele e vocês sempre deixam muitas... Espero conseguir mais nesse aqui, ok? ;)
Quem é?
O telefone de Rachel tocava alto e claro. Eram apenas 8 horas da manhã quando Glen acordava a morena.
R: "Estou de férias, Glen." – respondeu com um fio de voz enquanto voltava a se deixar cair sobre o travesseiro.
G: "Pouco me importa que esteja de férias, levante-se e venha para o escritório de Tina agora."
R: "O que?... por que?"
G: "Temos uma reunião com os produtores, é importante Rachel, venha agora." – o tom do garoto era bastante severo e Rachel soube que algo acontecia. "não demore."
A morena nem teve tempo de tomar café da manhã, quando já saia direto para os estúdios da produtora, aonde supostamente algo grave a esperava. Porém, nada poderia mudar o bom humor que portava e tudo se devia a Quinn e aquele beijo que deram na noite anterior.
Não podia jurar, mas aquele dia inclusive o sol se via mais brilhante ainda. Uma breve parada em um Starbucks e um grande cappuccino lhe ajudaria a aguentar a reunião. Ainda bem que seu carro era automático.
Q: "Sabe que tem que deixar as garotas enfermas como dormir?" – respondeu uma adormecida Quinn.
R: "Eu sei... mas resulta que sai na rua e tudo me lembra você... o sol, o céu azul... a cantoria dos passarinhos." – brincava.
Q: "Nãoooo... me despertou para me falar isso?" – perguntou incrédula.
R: "Achei que gostasse..."
Q: "Eu gosto... mas em uma hora mais... mais decente."
R: "Quinn Fabray... são nove horas da manhã... já deveria estar acordada a muito tempo."
Q: "Nãooooo... estava sonhando... estava no meio de um sonho perfeito." – recriminou com humor.
R: "E o que sonhava?"
Q: "Não pode saber... melhor eu guardar para mim." – sorria.
R: "Ei... que classe de sonho estava tendo?"
Q: "Pode me dizer ainda vai agora?"
R: "Não gosto da sua maneira de mudar de assunto... mas bem, como estou de bom humor farei como se não tivesse ouvido nada."
Q: "E então?" – continuava sorrindo.
R: "Tenho uma reunião com Tina... seguramente que querem falar da próxima temporada."
Q: "Nossa... pois que tenha sorte então."
R: "Obrigada... na realidade te liguei para outra coisa... Já falou com Bette?"
Q: "Eh... não... vou ligar agora e averiguar a hora, ok?"
R: "Ok."
Q: "Te ligo quando souber."
R: "Não... melhor esperar que eu te ligue, não sei quanto tempo vão me prender na reunião."
Q: "Perfeito senhorita Berry."
Rachel esboçou um enorme sorriso antes de se despedir da garota. Havia chegado nos estúdios aonde Glen a esperava ansioso.
R: "Oi!" – cumprimentou com efusividade o garoto que se mantinha com o gesto serio. "o que acontece Glen? Por que tem essa cara?"
G: "Vamos... estão nos esperando."
R: "Glen... me diga o que acontece."
G: "Não posso te assegurar Rachel... mas acho que tomaram uma decisão sobre sua personagem na série."
R: "O que?... não me foda... isso significa que..."
G: "Não sei Rachel... Tina não quis me dizer nada sem falar com você antes... de todas formas, não quero que se preocupe, seja o que for que decidirem, tem que confiar em mim..."
R: "Vamos?" – mudou seu gesto.
A ligação de Rachel havia a despertado por completo. Quinn tratou de dormir um pouco, mas era impossível. Nemo já brincava como a cada manhã com o lençol de sua cama e o cheiro de café inundava toda a casa.
A voz de sua mãe era ouvida desde a cozinha. Falava pelo telefone com Cathy. A cirurgiã havia optado por ficar em um hotel próximo, apesar de que Quinn tratou de obrigá-la a ficar ali, mudando de cama, oferecendo a dela para que dormisse com sua mãe ou que ficassem no quarto de visitas, a mulher recusou tudo.
A loira já havia começado a se desesperar com aquela situação. O fato de que sua mãe estivesse vivendo com ela, estava a separando de Cathy e se sentia culpada por isso. Cathy havia demonstrado ser uma grande pessoa. Estava completamente apaixonada por sua mãe e se preocupava por ambas.
Q: "Bom dia, mamãe." – entrou na cozinha um vez que a mulher havia desligado o telefone.
O gesto de Judy era estranho. Se alegrava como todas as manhãs de ver sua filha recém levantada mas aquele dia estava um pouco triste.
Q: "Está bem?"
J: "Sim... quer torrada?"
Q: "Sim, obrigada... a Cathy não vem tomar café da manhã?"
J: "Não... tem muito trabalho." – foi curta.
Q: "Mamãe... está bem?"
Judy tentava não olhar para sua filha. Sabia que se fizesse ia custar mais ainda dissimular.
J: "Claro... café?"
Q: "Não... prefiro suco... mamãe, tenho que te falar algo."
A mulher olhou pela primeira vez para sua filha nos olhos esperando que ela falasse.
Q: "Se trata de Rachel." – disse se sentando no balcão que dividia a cozinha. "ontem a noite aconteceu algo e acho que é justo você saber."
J: "A que se refere?"
Q: "Rachel e eu... bom..." – ruborizou. "tivemos uma aproximação..."
J: "Uma aproximação?" – perguntou incrédula.
Q: "Sim... estamos nos vendo vários dias e bem, eu averiguei coisas..."
J: "Que coisas?... por que não me disse nada?"
Q: "Porque não foi necessário... eu descobri que tinha razão... já sei que Rachel e eu fomos um casal, que não terminamos muito bem, mas bom..."
J: "Ela te disse?"
Q: "Não... eu averiguei... e bem... ela não pode negar."
Judy olhava para ela completamente confusa. Não esperava aquela reação de sua filha ao se inteirar de algo assim, mesmo que intuísse que ia terminar averiguando antes de recuperar a memória.
Q: "Era impossível continuar me escondendo, mamãe. Rachel se sentia muito mal porque eu... comecei a sentir coisas por ela e ela não queria..."
J: "Não queria?"
Q: "Não queria porque pensava que estava mentindo para mim ao me ocultar tudo de ruim que nos aconteceu."
J "E como tomou isso?"
Q: "Bem... quero dizer... não gostei de saber quanto dano nos fizemos, mas... eu me sinto bem, me refiro fisicamente... não senti nada perturbador nem nenhum tipo de choque... só temia que Rachel não voltasse a me tratar da mesma forma."
J: "Quinn... Rachel não vai te deixar por nada no mundo... já sabe que ela te adora e pouco importa o que tenha acontecido, ia estar ali... você querendo ou não."
Q: "Eu sei... mas não podia evitar sentir medo..."
J: "Então está tudo resolvido entre vocês?"
Q: "Bom... mais ou menos..."
J: "Estão juntas?"
Q: "Não... ainda não..." – deixou escapar um sorriso. "espero que não demore muito, mas antes queria te perguntar algo..."
J: "Diga..."
Q: "Acha que devo pedir para voltar pra cá?"
J: "Aqui?"
Q: "Sim..."
J: "Não sei filha... é um pouco precipitado... deveria levar as coisas com calma."
Q: "Mamãe... tem que voltar para Columbia e eu gostaria de ter companhia."
J: "Não filha, eu não vou voltar para Columbia até que não esteja bem."
Q: "Nem pensar... você vai voltar pra lá quando eu voltar do Hawaii."
J: "O que?... não, não... nem pensar."
Q: "Mamãe... você tem sua vida e eu me encontro bem."
J: "Está doente Quinn, ainda não se lembra de nada..."
Q: "Eu sei... mas tenho que aprender a sobreviver com isso... mamãe, tenho que aceitar que talvez não volte a me recuperar nunca e quanto antes começar a assimilar... melhor."
J: "Quinn, nem pensar... eu não vou para..."
Q: "Sim, vai sim... essa é minha casa, você tem sua casa em Columbia, com Cathy... esse é outro tema... tem ela totalmente desatendida e ela também te necessita... eu já tenho pessoas ao meu redor... está Shane, está Bette, Spencer... e Rachel... se necessitar algo elas estarão aqui em um piscar de olhos... você tem que voltar para sua vida."
J: "Está me expulsando?"
Q: "Não mamãe... jamais te expulsaria... mas não posso evitar me sentir mal vendo como se ocupa de tudo quando eu já posso me encarregar... se sobrevivi aqui, nessa cidade quando vim aos dezoito anos... também posso fazer agora... não acha?"
J: "Filha... você pode sobreviver aonde quiser... é uma lutadora... mas..."
Q: "Mas nada... me faça caso, quando voltar do Hawaii arrumamos tudo para que volte para Columbia, eu me encarregarei de fazer com que Rachel volte." – sorria.
J: "Conseguiu que ela se apaixonasse por você depois de viver desde os quatorze anos completamente louca por ela... acha que não seu que vai conseguir?" – sorria.
Q: "Quatorze anos?... um momento... isso ninguém me contou."
J: "Oh Deus... falei o que não devia?"
Q: "Não... acaba de fazer com que minha manhã seja muito mais interessante... vou ligar para Bette para perguntar algo e quando voltar... me conta tudo com detalhes."
J: "Não acho que deva..."
Q: "Não estava perguntando." – interrompeu abandonando a cozinha.
Rachel e Glen entraram no local e logo foram para a sala de reuniões aonde os três diretores da produtora, o diretor da série e Tina esperavam a aparição da morena.
Não sentiu temor apesar dos olhares questionador dos homens e a preocupação no rosto de Tina.
- "Como está Rachel?" – rompeu o silencio o diretor.
R: "Muito bem John, estou passando uns dias de descanso fantásticos."
- "Na Parada do Orgulho Gay?" – interrompeu um dos produtores.
R: "Para que me fizeram vir?" – foi direta.
- "Rachel, quais são seus planos?" – perguntou outro dos executivos.
R: "Meus planos?... Me fizeram vir para me perguntar quais são meus planos?"
G: "Senhores, minha cliente não veio para escutar sermões e nem recriminações." – interrompeu Glen, tomando a iniciativa diante o surpreso olhar de Rachel. "Podem nos dizer o que acontece sem rodeios?"
- "Acontece que não estamos de acordo com a atitude que sua cliente toma, que está rompendo as normas eu lhe indicamos que deveria seguir e não vamos consentir."
G: "Isso j;a sabemos, o que propõe?" – voltava a interromper com segurança.
Rachel se mantinha na expectativa. Ela não havia necessitado que ninguém a defendesse, mas aquilo era trabalho de Glen, afinal ele era seu representante.
- "Se Rachel não mudar sua atitude e deixar essas palhaçadas de homossexualidade, nos veremos na obrigação de romper o contrato."
T: "Desculpa Taylor." – interrompeu Tina. "não vou permitir que fale assim."
- "Isso não te incumbe senhora Kennard."
T: "Sim... me incumbe sim. Estou aqui representando os estúdios mas não vou permitir que se ridicularize e nem falte ao respeito do coletivo gay... te recordo que eu estou casada com uma mulher."
- "Senhores." – interrompeu outro dos executivos. "não viemos discutir com Tina." – fez uma pausa. "Rachel, se não mudar sua atitude com respeito a esse tema..."
G: "A que se refere com mudar de atitude?"
- "Que pare de sair em eventos relacionados com o tema, que pare de entrar e sair em discotecas de ambiente e não permita que os paparazzi tirem fotos dela com mulheres."
G: "Ok... está tudo dito." – se levantou de seu assento. "Rachel... podemos ir."
A morena olhava para ele completamente incrédula. Jamais pensou que Glen pudesse atuar assim e muito menos na frente daqueles homens.
- "Como? Está disposta a abandonar?"
G: "Senhores, Rachel Berry não abandona, são vocês que estão expulsando ela." – se dirigiu para o grupo. "Rachel Berry é toda uma profissional que levou a série até aonde está. Tem milhares de fãs em todo o país e ofertas de trabalho muitíssimo melhores que essa, aonde ninguém a recrimina por sua condição. Rachel Berry não vai aceitar ser uma marionete da estúpida ideia moralista de vocês. Entendem?"
Os produtores ficaram em silencio. Não sabiam como debater aquelas palavras e muito menos como fazer eles voltarem a ficar entre a cruz e a espada.
Rachel se levantou completamente entusiasmada. E simples fato de ver a defesa que Glen havia tido para sua pessoa, valia a pena, mesmo que ao princípio fosse abandonar aquela série que havia lhe dado fama.
Tina sorria tratando não ser vista por seus companheiros e assim fez a morena saber, deixando um piscar de olho justo quando se dirigiam para a saída.
G: "Receberão uma ligação do advogado da senhorita Berry nos próximos dias... vão preparando uma grande indenização." – disse enquanto convidava Rachel para sair.
Não podia acreditar. Caminhava atrás do garoto, completamente surpreendida.
R: "Glen... o que fez?"
G: "Estou farto Rachel... esses caras são umas ratazanas, não vou permitir que brinquem com você e muito menos com esse tema."
R: "Mas... Glen eu necessito do dinheiro para viver... não posso abandonar algo assim, tão grande."
G: "Sim... pode sim... me escute Rachel, você vale muitíssimo mais do que todos eles juntos... tem milhares e milhares de fãs que assistem a série por você, quando souberem o que fizeram... e acredite, vão saber porque vou me encarregar de publicar, vai deixar de assistir a série..."
R: "Mas isso não é justo... não para Leonard, para Phoebe... eles não tem culpa."
G: "Tem milhares de testes na semana, terão mais oportunidades..."
R: "Pois espero para o seu bem... que comece a buscar teste que valem a pena... porque eu necessito trabalhar."
G: "Não faz falta..." – disse enquanto chegava no carro. "O que me diz de... Clint Eastwood?"
R: "Faz falta que te responde?" – respondeu com ironia.
G: "Está preparando um novo filme... e adivinha em quem está interessado?"
R: "Não..."
G: "Sim..."
R: "Não... não pode ser."
Glen se limitou a sorrir enquanto convidava a morena para subir no carro.
R: "Como é isso? Quando?... como sabe?"
G: "Sou seu representante Rachel... as pessoas me ligam para me oferecer papeis e eu já sabia o que as ratazanas queriam..."
R: "Deus Glen! É... é..." – disse ao mesmo tempo que abraçava o garoto.
G: "Sou o melhor... eu sei... mas ainda vou ser ainda melhor."
R: "Mais ainda?"
G: "Aham... dentro de umas duas horas tenho uma reunião com alguém muito importante..."
R: "Robert De Niro?... Woddy Allen?"
G: "Nao… acho que nao vai conhecer."
R: "Glen... vamos, solte logo..."
G: "Está bem... está bem... vou me reunir com um dos representantes de um tal..." – fez uma longa pausa provocando a histeria da morena. "Harold... Prince... conhece?"
R: "Não... não... impossível... não pode estar falando sério... não acredito."
G: "Bom... calma... me deixe reunir com esse representante e já te conto, ok?"
R: "Se conseguir com que Hal Prince me contrate... te juro que sou capaz de me casar com você."
G: "Hummm... de verdade?... e o que acontece com Quinn?" – brincou.
R: "Ela também se casaria com você..." – respondeu completamente envolta em sorrisos.
Rachel se despediu do garoto e voltava a ocupar seu carro, seu destino estava na Ohio Ave, mas seu objetivo estava em outra Fabray.
Após uma breve ligação, Judy e Rachel concordaram em se encontrar na cafeteria mais próxima. A morena tinha a necessidade de falar com ela.
J: "Oi... não tem nem ideia do que me custou sair de casa sem que Quinn soubesse." – cumprimentava a morena.
R: "Sinto muito que tenha que ser assim, mas... necessito falar com você... é importante e prefiro que Quinn não saiba ainda."
J: "Eu supus... diga."
R: "Na realidade não sei como começar... não sei como você vai receber..."
J: "Se refere ao tema de que estão juntas?" – foi direta.
R: "O que?... não... quero dizer sim... é por esse tema, mas não estamos juntas..."
J: "Necessitam oficialidades?" – sorria.
R: "Não entendo."
J: "Quinn comentou comigo que aconteceu algo entre vocês e que andavam como adolescentes... bom, isso não me disse, mas eu vi."
R: "Nossa... te disse!" – exclamou.
J: "Se adiantou." – sorria.
R: "Tô vendo... de todos modos, minha preocupação vai além disso... na realidade." – fez uma pausa. "queria saber se acha que tudo isso é bom para ela, quero dizer... não sei si os médicos vão olhar com bons olhos que ela possa começar uma relação com alguém, no estado em que se encontra."
J: "Não diga estupidez Rachel, que Quinn e você voltarem a ficar juntas é o melhor que pode acontecer e o que mais me deixa tranquila... não sei o que aconteceu entre vocês para acabarem dessa forma, mas seguramente que nada de tão importante para não voltar a retomar a relação."
R: "Bom... isso sempre vai pesar em mim. Quinn sabe mais ou menos o que aconteceu e pelo que deixou transparecer, está mais do que disposta a ter algo comigo... mas queria comentar com você antes."
J: "Pois não se preocupe... para mim é uma tranquilidade que esteja ao lado dela, pouco me importa como amiga ou namorada... mas está claro que a ilusão que minha filha demonstra, me faz mais feliz te vendo como namorada dela."
R: "Bom..." – disse. "tem outra coisa que queria te perguntar."
J: "Diga..."
R: "O que acontece com o tema de Beth?... Quinn intui algo?"
J: "Não... nem pensar... esse tema é o mais delicado, segundo Cathy é o que pior pode vir..."
Rachel ficou pálida.
R: "Sabe algo dela e de Shelby?"
J: "Não... da pequena não sei nada e da sua... mãe dela..." – retificou. "...tão pouco, de fato não vi ela e nem quero ver."
R: "Por que?"
J: "Não poderia suportar... afinal é minha neta e dizem que o que os olhos não veem o coração não sente... sei que com ela estará bem e isso é suficiente para mim, além do mais já sabe como Quinn sofreu... não quero que volte a passar por algo assim."
R: "Sim... sim, claro." – respondia de forma automática, mesmo que sua cabeça começasse a girar.
Como dizer que sua própria neta era aquela pequena que Quinn cuidava sem saber? Poderia ser catastrófico.
Se Judy soubesse, o mais provável era que proibisse o encontro de ambas, algo que faria dano a pequena e a Quinn. Se não falasse nada, corria o risco de que tudo viesse a tona, aí a prejudicada ia ser Quinn, tal como estava recordando."
J: "Rachel... se necessita falar com alguém mais esperto, só tem que ligar para o doutor Scholes, ele está disposto a nos atender quando for necessário."
Não havia pensado no doutor. Rachel sentiu que talvez ele pudesse lhe ajudar a decidir o que fazer.
J: "Escute... você combinou algo com ela, né?" – interrompeu ao ver que a morena permanecia em absoluto silencio.
R: "Eh... sim... de fato teria que ter ligado para perguntar a hora."
J: "Não acho que seja necessário... Bette estava chegando em casa justamente quando eu saia... imagino que Angie já está lá."
R: "Ah... pois então será melhor irmos... não sei que horas será o museu." – disse dando por finalizada a reunião.
Realmente não se sentia capaz de contar sobre Beth.
J: "Bem... se está tudo esclarecido... vamos!"
R: "Sim... tudo esclarecido." – conseguiu responder enquanto voltavam para o carro.
Apenas um par de ruas é o que separava aquela cafeteria, que nem sequer entraram, da casa.
Judy preferiu voltar andando. Necessitava fazer vários recados e tinha que aproveitar o caminho. Rachel caminhava direto para a porta de entrada. Chamou a atenção não ver o carro de Bette na rua, supostamente... estava ali.
Q: "Oi." – um enorme sorriso aparecia no rosto da loira ao descobrir a morena atrás da porta.
R: "Oi." – respondeu com a mesma intensidade.
Q: "Entre." – convidou a morena. "pensava que ia me ligar... achei que ainda estava em reunião."
R: "Eh... não, acabei de sair... e pensei... para que ligar se é melhor ver?" – disse ao mesmo tempo que entrava.
Quinn fechou a porta atrás dela ao mesmo tempo que não afastava o olhar da garota. Uma pequena dúvida começou a percorrê-la. Geralmente elas sempre se cumprimentavam com um beijo na bochecha, mas não sabia se já tinha livre acesso para deixar um nos lábios. A atitude da morena também a desconcertou. Ela era a que sempre avançava para cumprimentar e naquele instante deixou de lado aquele gesto.
Q: "Bette acaba de ir... me disse que o horário do museu é ininterrupto, mas tem uma espécie de espetáculo que quer que Angie veja... e é uma hora da tarde."
R: "Ah... perfeito! Então teremos que ir logo, o Museu de História Natural fica um pouco longe." – respondeu . "aonde está a pequena?"
Quinn piscou um olho e caminhou até o meio da sala.
Q: "Angie! Nemo!" – exclamou levantando a voz.
Rapidamente uma pequena com enormes cachos e o pequeno Nome apareciam na sala.
An: "Oi Rachel!" – exclamava entusiasmada a pequena ao mesmo tempo que corria para a morena.
Rachel conseguiu abraça-la com a mesma efusividade e a levantou nos braços, lhe dando abraços que a menina correspondia com um enorme sorriso.
Uma nova presença tirava a morena de seu entusiasmado abraço.
Uma pequena de enormes olhos verdes e duas tranças aparecia na sala.
Be: "Quinn... eu lavei as mãos." – se dirigia para a loira, lhe mostrando a palma das mãos.
Q: "Oh... estupendo Bee... venha, quero te apresentar alguém."
O rosto de Rachel se contorceu ao descobrir a pequena e lentamente, sem afastar a vista, foi deixando Angélica no chão.
Q: "Rachel... veja, ela é... Quinn, mesmo que goste mais que a chamemos de Bee, verdade?"
A menina observou pela primeira vez a morena e rapidamente a reconheceu. Rachel começou a suar. Não tinha nem ideia de como ia resultar aquele encontro.
B: "Oi Rachel." – avançou até a morena. "se lembra de mim?" – perguntou iludida.
Q: "A conhece?" – interrompeu Quinn ao ver a atitude da pequena.
R: "Eh... sim, sim." – se agachou para a menina. "oi... claro que me lembro... como não lembrar?" – disse deixando um pequeno beijo na bochecha dela.
B: "Quinn vai nos levar no museu... você vem?"
R: "Sim... sim, claro. Por isso estou aqui."
Beth deu um pequeno grito e se uniu aos jogos de Angie e Nemo.
Q: "De onde conhece ela?" – perguntou desconcertada.
R: "Eu... eu vi ela várias vezes... com Bette." – respondeu tentando dissimular. "Bom e então, vamos?"
Q: "Sim... claro... mas antes..." – se dirigiu até as pequenas. "por que não deixam Nemo na casinha dele?"
As meninas obedeceram rapidamente e com o pequeno entre os braços de Angie correram até o jardim traseiro, aonde esperava a perfeita casinha que a própria Rachel havia comprado para o cachorro.
R: "Nossa, elas são mesmo obedientes."
Q: "Sim... além do mais, me fazem um grande favor." – respondeu se dirigindo para a morena.
R: "Que favor?" – olhou para a cozinha tratando de averiguar.
Q: "Me dão tempo de fazer algo que morro de vontade."
Rachel olhou para ela incrédula ao mesmo tempo que a loira se aproximou o suficiente para pegar com delicadeza o pescoço da garota e deixar um suave e delicado beijo sobre os lábios dela.
Q: "É de má educação não cumprimentar." – sussurrou.
R: "Eu disse oi." – respondeu.
Q: "Quem quer um oi, podendo ter um beijo?"
Rachel se deixou levar e voltava a beijar a loira, dessa vez com mais intensidade. Só as gargalhadas das meninas que já entravam na cozinha é que tiraram as duas daquele mágico momento em que haviam se convertido os beijos.
Q: "Estão prontas?" – perguntou ao ver elas chegarem.
Be-An: Siiiim!" – gritaram em uníssono.
R: "Uau... que potencia de voz tem, hein?" – disse ao escutá-las.
Q: "Isso não é nada." – disse pegando a bolsa. "não imagina como soam no carro." – sorria.
R: "Me dá medo."
Após os últimos detalhes, as quatro se dispuseram a sair da casa, mas uma inesperada ligação de telefone deteve Quinn. Na tela de seu celular aparecia uma chamada desconhecida.
Q: "Sim?" – respondeu diante o atento olhar de Rachel, com ambas meninas ao seu lado.
- "Não diga nada, não comente nada, só escute." – uma voz feminina era escutada.
Q: "Quem é?"
- "Eu disse para não perguntar... nem falar, só escutar... Rachel Berry vai saber quem você é, vai saber a classe de pessoa que é e que esqueceu..."
Q: "O que?" – perguntou confusa.
R: "Quem é?"
Q: "Oi?"
- "É melhor se afastar dela, ou saberá todos aqueles segredos que desconhece de você."
Q: "Quem diabos tá falando?" – perguntou visivelmente incomoda.
R: "Quinn, o que foi?" – se aproximou ao ver o rosto da loira.
- "Está avisada, será melhor que não diga nada dessa ligação e se afaste da atriz." – voltou a escutar justamente antes de que um bip desse por finalizada a ligação.
O rosto da loira havia se descomposto por completo enquanto Rachel tratava de averiguar o que acontecia.
R: "Quinn, está bem?" – perguntou preocupada.
Q: "Eh... sim." – reagiu. "sim..."
R: "Quem era?"
Q: "Não... não sei... se equivocaram." – mentiu.
R: "Ok... vamos?" – perguntou um pouco incrédula por aquela resposta.
Q: "Claro... vamos!"
OBS. 1: História original escrita por CARMEN MARTIN na fanfic 2 NUEVOS CAMINOS ( s/7412103/1/2_Nuevos_Caminos)
OBS. 2: Vocês não tem ideia do quanto estou cansada e o quanto tá sendo difícil traduzir as fics com tão pouco tempo... Mas vamos que vamos, né? O que não pode é desanimar!
