Capítulo 54
Ansiedade de separação – Tradução: Nai
EPOV
Pouco depois das 10 horas, todo mundo começou a se arrumar para sair, e a essa altura eu estava exausto, mal segurando meus olhos abertos. Mamãe tinha feito Júnior dormir e agora estava se oferecendo para passar a noite.
"Edward, você tem certeza que vai ficar bem?" Perguntou a minha mãe, com preocupação gravada em seu rosto.
"Sim, mãe, se algo der errado ou se eu sentir que não posso lidar com as coisas, eu prometo, eu não vou hesitar em chamá-la." Eu disse, dando-lhe um beijo na bochecha.
"Promete?"
"Eu prometo mãe."
Todos nós nos despedimos e, em seguida, fez-se silêncio, completo silêncio. No entanto, eu podia ouvir uma voz, gritando comigo, me repreendendo, e me atormentando sobre não ser capaz de cuidar do meu filho sozinho. Eu respirei fundo e empurrei o medo de lado, enquanto empurrava Júnior dormindo em seu berço para o meu quarto.
Tirei minhas roupas e vesti uma camiseta e de pijama preta, antes de rastejar para a cama. Quando a minha cabeça pousou no travesseiro, parecia o céu e eu imediatamente sucumbi ao sono.
Eu fui acordado pelos sons de Júnior gritando com toda a potência de seus pulmões. Eu me sentei, acendi a luz do meu lado e puxei seu berço mais perto da minha cama, para que eu pudesse pegá rostinho manchado de lágrimas estava vermelho e ele parecia mais chateado do que eu já o tinha visto.
"Ok, príncipe, papai está aqui, shhh, paizinho cuida de você." Eu disse enquanto o colocava no meu ombro e saía da cama para trocar sua fralda e aquecer a mamadeira. Ele imediatamente se acalmou, e eu podia ouvi-lo chupando o punho, enquanto caminhava para o quarto dele.
Depois de pegar a mamadeira de leite materno na geladeira que eu tinha preparado antes de dormir, coloquei-a no aquecedor de mamadeiras e apertei o botão. Júnior começou a se mexer de novo, e começou a se contorcer em meus braços, e ainda chupando seu punho.
"Eu sei, você está com fome, baby." Eu disse afastando-o do meu ombro para que eu pudesse olhar para ele.
Eu embalei sua cabeça e pescoço em uma das mãos, enquanto apoiava a parte inferior de suas costas com a outra. Eu acariciei o narizinho dele com o meu, e saboreei seu aroma fresco de bebê.
Após a mamadeira e fazê-lo arrotar, eu tentei embalá-lo para voltar a dormir, sem sucesso. Ele começou com apenas alguns pequenos gemidos, mas, quando tudo foi dito e feito, Junior gritava como se estivesse com dor. Eu verifiquei cada centímetro dele, procurando pelo que poderia ter deixado o meu filho tão chateado. Eu me lembrei do que Bella me disse uma vez, que os bebês às vezes têm gazes e, e suas barriguinhas poderiam doer; então eu dei a ele algumas gotas do remédio para gazes, mas foi em vão.
Eu continuei a caminhar de um lado para o outro com ele, esperando que isso o acalmasse, mas nada parecia funcionar. Eu estava cansado fisicamente e mentalmente esgotado, e, após 45 minutos de ouvir o choro de Junior, meus nervos estavam baleados. Eu o coloquei em seu balanço, mas ele continuou a chorar. Eu o coloquei em sua cadeirinha educativa, isso também não fez nada.
"Eu sinto muito, pequeno príncipe, papai não sabe o que está errado. Você pode me ajudar aqui? Eu estou tentando bebê, eu realmente estou." E, só então, tudo me bateu e, de repente, eu me senti tão incrivelmente sobrecarregado e inseguro como pai.
Claro, eu poderia ser "pai" por duas horas por semana, durante as minhas visitas a Bella, mas este era o verdadeiro negócio. Ele estava aqui e era meu para cuidar. Não havia creche para levá-lo, nenhuma Doutora Clearwater para se certificar de que ele estava bem, e, mais importante, sem Bella para confortá-lo. Eu era tudo o que ele tinha neste exato momento, e eu não poderia, não iria, falhar com ele.
Por fim, muito cansado de andar, eu peguei um cobertor em sua bolsa de fraldas e voltei para o meu quarto. Deitei-me na minha cama, coloquei o cobertor no meu peito, e deitei júnior lamentando em cima dele. Eu podia sentir o cheiro de Bella no cobertor e de imediato ele se acalmou. Júnior permaneceu lá, no meu peito, de olhos abertos escutando a batida do meu coração e, depois de mais sete a oito minutos, ele adormeceu e eu também, segurando meu filho firmemente contra mim.
OOOO00000000OOOO
Eu senti o peso de Júnior sendo erguido do meu peito, e imediatamente tentei agarrá-lo, pensando que ele estava caindo. Eu abri meus olhos para encontrar minha mãe em cima de mim e Júnior em seus braços.
"Você parece exausto esta manhã, meu filho. Você chegou a dormir?" Ela perguntou, com um sorriso experiente em seu rosto.
"Não, por uma questão de fato, eu não consegui dormir muito." Eu disse, sentando-me e passando a mão pelo rosto. Meu corpo parecia como se tivesse estado em uma briga por conta da posição desconfortável que eu dormi e, meus olhos ardiam com a necessidade de fechar, enquanto eu lutava para mantê-los abertos.
"Eu vou trocar a fralda dele, enquanto, você faz o café. Vamos lá, bebê da vovó, vamos tirar essa fralda molhada de você." Minha mãe disse enquanto saía do meu quarto.
Eu tropecei até o meu banheiro e, depois de lavar o rosto e escovar os dentes, eu fui fazer o café, como minha mãe pediu. Eu estava tão exausto e, eu simplesmente não podia acreditar, que um bebê de três meses de idade poderia me desgastar assim.
Minha mãe entrou na cozinha, com um Júnior seco e agora totalmente alerta nos braços. Ela colocou-o nos meus braços enquanto ia aquecer uma mamadeira.
Após a alimentar e fazer Júnior arrotar, eu o coloquei em seu balanço e liguei a música para ele. O movimento do balanço combinado com a melodia suave parecia acalmar Júnior muito bem. Eu não podia deixar de me perguntar por que isso não funcionou ontem à noite.
"Então, ele te manteve acordado durante toda a noite, não é? Bem vindo à paternidade, filho." Minha mãe disse, sorrindo para mim enquanto tomava um gole de café.
"Mãe, foi terrível e eu me senti horrível por não saber como consolá-lo."
"Oh, querido, não tem nada a ver com você, ele estava à procura da mãe e, nada que você fizesse iria confortá-lo."
Quando a minha mãe disse aquilo, de repente tudo fez sentido.
"Não é de admirar, foi por isso que ele se acalmou." Eu disse, lembrando como Júnior parou de chorar quando eu o coloquei em seu cobertor, que tinha cheiro de Bella.
Enquanto eu me sentava, curtindo minha xícara de café com a minha mãe, meu celular tocou na sala de estar. O nome de Garrett, o Investigador Particular e sobrinho de Emily apareceu no identificador de chamadas. Eu rapidamente apertei o botão para atender.
"Garrett, o que você tem para mim?" Eu perguntei a ele, indo direto ao ponto.
"Bom dia para você também, Sr. Cullen." Ele disse, com humor em sua voz.
"Será que você descobriu quaisquer novos desenvolvimentos?" Eu disse, um pouco mais gentil desta vez.
"Sim, como uma questão de fato, eu descobri. Eu consegui o vídeo de vigilância de Jane adulterando os arquivos no computador, bem como alguns dos guardas da prisão que parecem tê-la ajudado. Creio que foi um deles que fez as chamadas para você, mas, se provarmos isso ou não, há atividade incriminadora suficiente nas fitas para colocar todos eles na cadeira. Tanto os guardas quanto Jane estiveram em áreas não autorizadas durante horas, quando escritórios de administração estavam fechados, em mais de uma ocasião . Quando os vídeos foram refinados, a tela no computador que Jane utilizou mostrou acesso aos registros da Senhorita Swan."
"Bom trabalho, Garrett, muito bom. E você será compensado além do que a sua tia está lhe pagando. No entanto, eu estava pensando, você estaria interessado em fazer um pouco mais de investigação para mim?"
"Eu não acho que mais investigação seja necessária para uma convicção sólida, Sr. Cullen." Ele disse, soando um pouco ofendido.
"Não, esse seria um trabalho separado, mas teria que ficar entre nós dois, por enquanto."
"Eu estou ouvindo." Ele disse, parecendo confuso.
"Eu preciso que você encontre alguém para mim. Eu quero saber o seu estilo de vida se é casado, se tem filhos e que tipo de pessoa ele é. Eu preciso de detalhes; onde ele compra seus mantimentos e como ele gosta de seu café da manhã.
"Ok, você tem um nome e, pelo menos uma ideia geral de onde ele está?
"Ele é um médico de Chicago e seu nome é Charlie Swan."
Tão fofo Edward e Júnior...
Quem sabe eu não volte mais tarde com outro capítulo?
Beijo
Nai
