Pov Bella.
Edward está encostado no carro me observando atentamente, sua expressão impossível de se ler. Ele abre a porta do passageiro do volvo e olha para mim em expectativa.
– Você vai entrar? – ele pergunta diante de minha hesitação.
– Posso dirigir?
– Não. Eu vou dirigir.
– Algo errado com minha forma de dirigir? – ok, talvez seja a pergunta errada. Eu bati seu carro anteriormente, mas deixo claro que não foi de propósito. Além do mais eu estava assustada e com muita coisa na cabeça.
Você não é uma boa motorista, admita.
Eu ignorei a voz da minha inconsciência. Ela apenas me olhou com cara feia. Ignorei isso também.
Edward parece perdido em palavras e olha para Klaus... Assustado? Por que ele está assustado? Eu não dirijo tão mal assim...
Meu inconsciente apenas me olha com cara feia e com os braços cruzados. Voltei a ignorar. Não é porque ela vivia em minha cabeça que eu iria lhe dar ouvido todas às vezes.
Mas devo dizer que ela é bem bonita... Loira, olhos verdes acinzentados... Humm... Por que eu tenho a impressão que ela me lembra alguém?
– Por que não deixa Edward dirigir. Afinal ele sabe melhor o caminho para onde a está levando. – Klaus diz me abraçando por trás e puxando meu rosto de forma a me dar um leve beijo em meus lábios.
– Ok. – eu digo baixinho.
Em meu entorpecimento me passa despercebido a expressão aliviada de Edward. Ele coloca o carro em movimento depois de ajustar o cinto de segurança a minha volta.
Durante o caminho me faz todo tipo de pergunta... Que cor eu gosto, os filmes, os livros...
Depois de cerca de uma hora ele estaciona o carro em frente a um prédio baixo.
Ele olha para mim. O desejo se contorce em minha barriga. Como é que eles conseguiam me fazer pensar em sexo em momentos tão inoportunos? E antes que eu pensasse muito sobre o assunto eu faço uma pergunta.
– Você já transou dentro de um carro? – eu olho para ele que me olha em choque. Eu espero sua resposta. Eu espero ansiosamente que sua resposta seja não. Não, era uma resposta aceitável... Ele continua a me olhar estupefato. Ele transou? Quem foi a sirigaita? Eu penso raivosa.
– Não. – ele finalmente responde. E eu me sinto relaxar na mesma hora.
– Eu também não.
Ele continua a me olhar, era como se ele tentasse encaixar as peças de um complicado quebra cabeças.
– Eu esperava que não. – ele disse simplesmente. – Por que a pergunta?
Eu dei de ombros.
– Curiosidade.
– Ah.
– Podemos fazer isso? – eu pergunto subitamente curiosa.
De repente, nos limites do carro, a atmosfera entre nós muda. Com a antecipação devassa, eu olho para ele, tentando conter meu coração palpitante.
Sua boca é tão perturbadora. Eu quero isso para mim. Ele apenas está me observando atentamente, com seus olhos escurecidos. Minha boca fica seca. Ele sorri um sorriso lento e deslumbrante.
– Se vamos transar no carro, em alguma ocasião, o lugar será de minha escolha.
Por quê? Eu não gostei disso. Eu o quero. Agora.
Faço beicinho sem mesmo perceber.
Ele levanta meu queixo e distribui beijos suaves em meus lábios.
– Você é tão linda. – ele sussurra.
– Me beije de novo.
Edward para, uma mão nas minhas costas, a outra em minha cintura.
– Me beija. – eu peço baixinho.
Inclinando sobre mim ele tira o cinto de segurança e então sua boca está sobre a minha... Sua língua invade minha boca, e eu a recebo. Agarro seu rosto, correndo os dedos em seus cabelos, saboreando o gosto dele.
Ele geme com minha resposta febril, um gemido baixo e profundo sai de sua garganta, e sinto meu baixo ventre se contrair com desejo carnal.
Sua mão se move para baixo do meu corpo, roçando meu peito, minha cintura, até a minha bunda.
– Ah! – ele diz se afastando um pouco de mim, arfando.
– O que? – eu murmuro contra seus lábios.
– Bella, estamos em um estacionamento.
– E daí?
– Bem, eu queria te possuir agora mesmo, e você fica se esfregando em mim... Não me sinto confortável em fazer isso aqui.
Meu desejo apenas cresce em suas palavras de forma desenfreada.
– Por favor. – eu peço beijando o canto de seus lábios. Eu o quero. Agora. O perigo de ser pega... A adrenalina do proibido. Era tudo... Muito, muito excitante.
Ele se inclina para trás para olhar para mim, seus olhos escuros e curiosos.
– Aqui? – sua voz é rouca.
Minha boca fica seca ao vê-lo considerar a ideia. Como ele pode me deixar mais desejosa com apenas uma única palavra?
– Sim. Eu quero você. Agora.
Ele continua a me fitar como se tentasse me decifrar. Como se ele quisesse ter certeza do que eu pedia. Ele parece satisfeito com o que acha em meus olhos e segura meu cabelo de forma firme em minha nuca, mantendo-me no lugar, e sua boca está sobre a minha novamente.
Sua outra mão se move pelo meu corpo, para baixo de minha cintura... Meus dedos se enroscam em seus cabelos o puxando para mim. Em algum ponto eu me vejo em cima de seu colo.
– Estou tão feliz por ter optado por uma saia. – ele murmura de encontro a minha boca, deslizando a mão por baixo de minha saia azul, acariciando minha coxa.
Eu me contorço mais uma vez em seu colo e o ar sai por entre os dentes.
– Quietinha. – ele sussurra. Ele me beija mais uma vez enquanto seu polegar se move gentilmente em cima de minha calcinha rendada. Lentamente ele desliza dois dedos por dentro de minha calcinha enfiando-os em meu interior. Seu polegar esfrega meus clitóris, e minha respiração trava em minha garganta enquanto o prazer explode em meu corpo, ganhando mais intensidade conforme seus movimentos crescem.
– Você está tão molhada... – ele murmura. Eu gemo.
Um sorriso se estende em sua boca perfeita... Um sorriso travesso que me deixa com borboletas em meu estomago. Ele retira seus dedos de meu interior, deixando-me com a sensação de perda e de quero mais.
Ele passa os braços por detrás de meus joelhos e sem que eu me dê conta eu estou de frente para o para-brisa traseiro. Ele puxa minha saia para cima.
– Coloque as mãos em meus joelhos e incline-se para frente. – ele me orienta e eu faço o que ele diz.
Edward se mexe abaixo de mim, e eu ouço o som de seu zíper. Oh meu Deus! Nós estamos realmente fazendo isso. Em um lugar público! Com um braço ao redor de minha cintura e a outra afastando minha calcinha de lado, ele enfia seu membro em meu interior em um movimento rápido.
Eu arfo em deleite.
Com sua ajuda eu me inclino para trás de modo que meu corpo está pressionado contra o seu... Sinto seus lábios em meu pescoço... Uma de suas mãos está sobre meu seio... Afagando, estimulando... A outra se encontra em meu quadril... Começamos a nos mover juntos.
Empurro-me para cima e de volta para baixo, dentro e fora. A sensação é... Eu gemo alto ao sentir meu baixo ventre se contrair a cada investida.
Seus dentes mordiscam meu pescoço, ele aperta meu quadril, enfiando seu membro em meu interior com profundidade... É quase doloroso. Eu subo e desço... Um barulho de metal se faz ao longe, mas estou perdida de mais nas sensações de prazer para me atentar a isso.
Sinto seus dedos em meu pescoço... Ele me puxa mais para trás... Eu posso sentir sua respiração entrecortada em meu ouvido.
– Bella. Precisamos fazer isso rápido. Por favor, goze para mim. – Ah! Eu sinto o familiar prazer aumentando, meu ápice chegando cada vez mais perto... A cada estocada... – Agora. – ele ordena e meu orgasmo explode em meu corpo sendo seguida por ele depois de mais uma estocada.
Minha cabeça está apoiada contra seu pescoço. Sinto meu corpo esgotado, totalmente exausto. Sinto seu sorriso de encontro a minha pele.
– Você está se tornando insaciável. Não pensei que fosse do tipo exibicionista. – ele diz divertido.
Sento-me imediatamente alarmada. Ele fica tenso.
– Alguém viu? – eu digo apavorada com a ideia de alguém ter visto. Eu olho freneticamente para todos os lados.
Ele ri.
– Não. Ninguém viu. Você acha que eu deixaria qualquer um vê-la assim?
Eu me viro e o olho maliciosamente.
– Sexo no carro. Eu o convenci ser mais ousado.
Ele me dá seu sorriso torto que eu passei a amar.
– Você foi muito persuasiva. – eu sorrio antes de enrubescer quando meu estomago ronca alto. – Acho que agora é a hora de alimentar o ser humano. Vamos.
Depois de ajeitar minha roupa, eu desço do carro notando... Edward segue meu olhar e me olha envergonhado.
– Acho que vamos precisar chamar alguém para nós levar para casa.
Quando foi que isso aconteceu? Onde antes havia um freio de mão, agora só havia ferros retorcidos. Parte do painel da frente também se encontrava na mesma condição. Isso deveria ter feito muito barulho. Franzi a testa.
– Por que eu não ouvi o barulho disso? – eu pergunto confusa.
– Você parece ser extraordinariamente alienada quando sua atenção está em outra parte.
– Fiquei um tanto absorta. – eu admiti, ganhando um rubor mais pronunciado.
– Percebo. – ele sorriu.
– Não está chateado por seu carro?
– Não hoje. – ele diz sorrindo. – Vamos.
Ele agarra minha mão me levando ao interior do restaurante digitando algum texto em seu celular antes de guarda-lo no bolso de sua calça.
Eu apenas olho inquieta para os lados. Edward, no entanto continua a andar, indiferente ao silencio que se instala como um cobertor sobre todo o restaurante, a medida que todos param de comer, param de falar, param de andar, e olham.
Edward apenas para ao alcançar uma mesa um pouco distante das demais mesas e que permitia certa privacidade dos olhos e ouvidos curiosos.
No fundo eu sei que estou com fome, mas agora, meu estomago deu um nó. A atenção exagerada me deixa nervosa. Edward, no entanto parece alheio a esse fato ao se dirigir ao garçom que se aproxima rapidamente de nossa mesa.
– Traga bife, batatas fritas e legumes verdes e um copo de coca-cola gelado. – Edward faz o pedido e o garçom se afasta da mesma forma rápida com que chegara.
Caramba, eu não tenho uma escolha?
– E se eu não gostar de bife?
Ele me olha petrificado e se ele pudesse corar, ele certamente coraria.
– Desculpe! Força do habito.
– Você costuma trazer garotas para jantar fora? – eu pergunto, não gostando desse pensamento.
– Não. Na verdade você é a primeira.
Eu franzi a testa confusa.
– Eu não entendo. Você disse que é força do habito.
Ele suspira.
– Eu não me referia a isso e não eu nunca levei outra garota para jantar fora a não ser que ela fosse o jantar... Desculpe! Acho que isso não foi um comentário apropriado. – ele passou a mão em seus cabelos o deixando mais desarrumado antes de prosseguir. - Estou acostumado a tomar decisões sem consultar outra pessoa. Não estou acostumado a levar em consideração aos desejos de outras pessoas... Além dos meus irmãos, é claro.
– Ah!
– Mas eu posso chamar o garçom novamente e você pode refazer o pedido.
– Não. Tá tudo bem. Eu gosto de bife. – eu digo sorrindo. Ele apenas me olha espantado.
Relacionamento era algo novo para mim e eu tinha que ter em mente que para eles também era.
O garçom chega com os pratos e eu pego o garfo, agora esquecida da plateia a minha volta, concentrada apenas no vampiro a minha frente.
Eu pego meu garfo e faca e corto a minha carne. Ah, isto está bom, de dar água na boca. Eu estou com fome, muita fome. Olho para Edward. Ele é a tentação personificada.
Ele me observa com fome, desejo, ansiedade, combinados em um olhar quente.
– O que? – eu pergunto inocente.
– Todas minhas atitudes e pensamentos estão mudando desde que você entrou em minha vida.
– Isso é bom ou ruim?
– Bom. Definitivamente bom. – ele sorri. - Eu não me lembrava como era se sentir tão... Humano. Agora coma!
Oh o vampiro mandão não está muito longe... Eu penso ironicamente, mas acato sua ordem. Edward me conta um pouco do que gosta...
Eu tinha acabado a sobremesa quando todo o movimento para ao redor. Todos parecem presos no andar felino do vampiro que caminha em nossa direção alheio ao fascínio que exerce nas outras pessoas.
Eu não podia culpa-los, eu mesma ficava absorta com suas presenças às vezes... Ok, quase sempre.
– Alguém precisa de uma carona?
– Bella, Damon vai leva-la em um passeio. – diz Edward me olhando com diversões.
Eu olho para Damon e depois para Edward. Ambos parecem muito animados. O que os fazia tão divertidos? Por que todos eles parecem divertidos hoje?
– Humm... Você vai junto? – eu pergunto a Edward.
– Não. Eu não vou. – ele olha para Damon e volta seu olhar para mim. – Divirtam-se! – ele diz me dando um leve beijo em meus lábios, jogando algumas notas por sobre a mesa e se afasta.
– Pronta para se divertir? – pergunta Damon atrás de mim.
– Aonde vamos? – eu pergunto um pouco inquieta.
– Surpresa...
