Capítulo 53: Notícias para o anjo.
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Ao dia seguinte, Harry levantou-se mais resmungão que de costume. Não só pela pequena ressaca que tinha, senão porque na noite tinha estranhado o calor do corpo de seu namorado. Após reflexioná-lo, chegou à conclusão que ele não tinha tido culpa de nada. Estava numa missão, uma secreta que poderia ser muito importante para o futuro, e não tinha permitido lhe dizer a ninguém.
Além disso, não era tonto, se tinha dado conta quando foi ao banho a escovar os dentes e se olhou no espelho que Eriol tinha interpretado qualquer coisa ao o ver chegar com essas pintas, isso fez que lhe fervesse o sangue. Ainda que não poderia jogar toda a culpa ao outro mago, mas para estas alturas, seu companheiro já deveria saber que ele não lhe ia ser infiel nunca. Antes teve muitos amantes ao mesmo tempo, mas todos eles se atiam ao que significava estar com ele, ninguém seria oficial, mas desde que se decidiu a ter a alguém que chamar namorado, a monogamia se converteu em parte de sua vida.
-Idiota –grunhiu para si, enquanto se acomodava o cabelo. Seus colegas de quarto ainda dormiam, já que ainda era temporão, mas ele tinha um encontro com Dumbledore para ver a memória, de modo que se tinha acordado mais temporão que todos.
Uma vez que esteve pronto, caminhou a passo lento para as cozinhas, onde Dobby lhe deu um café da manhã ligeiro, antes de ir ao despacho do diretor.
-Ah, Harry. Vem cedo. –foi o saúdo de Albus ao vê-lo atravessar a porta de seu escritório.
-Estou curioso por saber que é o importante que tem essa memória. –respondeu Harry à pergunta não feita, antes de tomar assento em frente ao diretor.
-Então não percamos tempo, também estou curioso, porque como te disse, esperei para que possamos a ver juntos.
Harry assentiu em agradecimento e depois acercou-se a Penseira do maior, onde começaram a ver a memória que tinha obtido com tanto esforço a noite anterior.
Quando saíram da memória, Harry sentiu que um novo ônus se posava sobre seu coração, quase lhe custava respirar, mas se obrigou a luzir tranquilo, enquanto caminhava para se sentar novamente em frente ao escritório do diretor.
Horcruxes.
Isto era o que tinha feito Voldemort para se manter com vida, apesar do que passou aquela noite de Halloween que perdeu a seus pais biológicos. Agora lhe vinham à mente aquelas palavras que escutou na noite mais horrorosa de sua vida, quando viu a Voldemort ressurgir daquele caldeirão.
"Fui arrancado de meu corpo, era menos que um espírito, menos que o mais ínfimo dos fantasmas… mas ainda assim estava vivo."
-Oh, Merlin. –murmurou, tampando sua cara com suas mãos.
-Parece que tem entendido o significado do que acabamos de ver.
-Sim, suponho. –assentiu seriamente. - Se é que pôde voltar em meu quarto ano, é porque atingiu a fazer uma Horcruxe ou mais, antes de que me atacasse aquela noite.
-Correto, e acho que neste caso a conclusão que devemos fazer é que fez mais de um. Você mesmo o escutou, sete parece ser um número que lhe agradou muito. No entanto, podemos estar seguros que um deles já foi destruído.
Os olhos de Harry abriram-se em surpresa.
-Como? Quando?
-Em teu segundo ano, Harry. O diário que destruiu com a presa do Basilisco, que tinha a memória do adolescente Riddle, é uma prova confiável de que era um Horcruxe.
-Então é bem como funcionam? –estremeceu-se. - Lembro que parecia tão real, que possuiu a Ginny para que fizesse todas essas coisas e depois tratou de consumir sua vida, para ganhar a sua própria de novo.
-É porque era um fragmento do alma de Tom. –assentiu Dumbledore. - Com todo seu poder e conhecimento que tinha a essa idade. No entanto, a forma descuidada em que tratou essa Horcruxe me faz chegar à conclusão de que fez outros aparte desse, outros que ainda estão ali escondidos e mais seguros.
A conversa seguiu até quase a hora do almoço, porque à medida que iam falando atavam todos os cabos soltos sobre as memórias que estiveram a ver durante esses meses. Foram-se atando tanto para Harry, como para Dumbledore. E assim chegaram a compreender a magnitude e gravidade do que tinham enfrente deles.
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Enquanto Harry e Dumbledore estavam no escritório do segundo, seus amigos podia sentir a tensão vir desde a mesa de Ravenclaw. Eriol tomava o café da manha tranquilo, mas seus movimentos eram rígidos e não falava nem olhava a ninguém à cara. Bem perto dali, algumas pessoas desconsideradas sussurravam com prazer, sabendo que eles tinham brigado e mostravam seu alívio por saber que Harry estava solteiro de novo.
-Não lhes faça caso. –disse Neville, que se sentava junto a ele. - Não quer que melhor vamos à mesa de Gryffindor?
Eriol levantou seus olhos para ver para essa mesa e não viu a seu amante, de modo que tomou uma decisão em seguida.
-Vamos.
Deixando seus cafés da manhã a meio comer, Eriol e Neville levantaram-se para ir à outra mesa. O castanho só saudou com um toque no ombro a seu namorado, já que não era necessário um gesto mais carinhoso, sendo que seu amigo estava ainda sensível pela briga de ontem.
-Meu primo ainda dorme?
Teve um silêncio repentino na mesa de Gryffindor, que fez que Neville quisesse se morder a língua. Os alunos de sexto olharam-se entre eles.
-Ele já não estava no dormitório quando nos acordamos. –disse Seamus, o único que se animou a anunciar a notícia. - Ninguém sabe aonde se foi.
Em seguida, Eriol tensou e deixou o copo de leite que estava a tomar.
-Vejo-te em classe. –disse-lhe a Neville, antes de abandonar a mesa.
Estando já em sexto ano, todos os alunos das quatro Casas iam quase às mesmas classes juntos, é por isso que estando em Encantamentos e Transfigurações nesse dia, os amigos de Harry e seu namorado notaram que o garoto não se apareceu a nenhuma das duas. Mas quando saíram da segunda classe, todos os alunos se detiveram na porta, detidos por algo que Neville e Eriol não puderam ver.
-Que fazem? Caminhem. –disse Molloy, de mau humor. Empurrando um pouco, chegou à entrada e também se deteve ao ver que Harry estava sentado no parapeito de umas das janelas que estava em frente da porta da classe de Transfigurações, com a mirada fixa para o Bosque Proibido. Parecia ter um aura ao redor dele, como se estivesse depressivo. Pôde sentir que Eriol tensava por trás dele, de modo que tossiu: -Harry?
O aludido volteou e baixou-se do parapeito, antes de acercar-se a eles.
-Podemos falar, Eriol? –perguntou, seus olhos só atentos à cara de seu namorado.
Ao ver que seu amante atuava mais estranho que a noite anterior, Hiiragizawa não o duvidou e estendeu uma mão para que o outro lhe tomasse e se deixou guiar para onde o quisesse levasse. O lugar resultou ser uma sala de aula vazia no terceiro andar, onde costumavam se encontrar seguidamente, quando tinham vontade de amassos.
Após fechar a porta, usando magia, Harry girou e abraçou a seu namorado, apoiando testa no ombro do outro.
-Harry? Que passa? –tinha alarme em sua voz e não era para menos, Eriol se esperava que neste dia seu namorado o ignorasse e estivesse resmungão, grosseiro e reclamão. Atuando como a vítima de toda esta briga, tal e como gostava de ser. Era por isso que o que menos se imaginava foi que Harry os levasse a seu lugar secreto, para o abraçar, tendo um halo de tristeza o rodeando.
-Nada, só me abraça. –contestou o outro, apertando o abraço.
Eriol deixou que seu namorado encontrasse consolo ao que seja que o tinha assim, estando abraçados, mas não passou muito tempo até que sentiu a necessidade de saber que passava.
-Preciso saber que te tem assim, Harry.
-Não pode simplesmente deixar que te abrace sem perguntar nada?
-Não. –sua resposta foi rotunda.
Harry bufou e, muito à decepção de Eriol, rompeu o contato.
-Que passa, não tem tempo para mim hoje também?
O Ravenclaw franziu o cenho.
-Não seja assim, Harry. Deve admitir que no ocorrido ontem, eu tinha razão. Conquanto fui algo rude, isso não justifica que estivesse assim comigo. –se cruzou de braços. - Ademais, foi você o que desapareceu ontem sem dizer a ninguém onde estava e, quando chegou, após te estar esperando mais de três horas, estava bêbado e com umas pintas suspeitas.
Lioncurt cruzou-se de braços também.
-Que passa? Não confia em mim? – levantou uma sobrancelha. - Disse-te que seria fiel.
-Tenta jogar-me a culpa a mim?– franziu o cenho. - Por que simplesmente não me diz onde esteve, eh?
Harry fez uma careta e despenteou seu cabelo emaranhado.
-Não te posso dizer, o tenho proibido.
-Por quem? Tem isso algo que ver com que pareça nervoso e agoniado? –olhou-o preocupado. - Que é o que sucede? Se é algo que te afeta, acho que mereço o saber.
O moreno mordiscou seu lábio inferior e, num movimento precipitado, tomou a mão de seu namorado e conduziu-o fora da sala onde estavam. Não escutando os protestos e perguntas de Eriol, Harry os levou até o despacho do diretor, onde, com muita sorte e casualidade, encontraram que o homem estava a trabalhar.
-Ah. –Albus sorriu, seus olhos alumiados. - Imaginei que tarde ou cedo virias com o Senhor Hiiragizawa a meu despacho, Harry.
-Então… -começou, algo vacilante. - posso lhe dizer?
-Eriol é alguém a quem tem confiado seu coração e futura companhia, Harry. Tem minha permissão para falar-lhe disso e também pode fazer com seus amigos. No entanto, o segredo não deve ir para além de vocês, de acordo?
-Seguro.
-Promete-me, Harry –disse seriamente, cruzando seus dedos enfrente de sua cara, para olhar ao rapaz aos olhos.
Parou-se rígido e pôs uma mirada séria.
-Prometo-lhe, diretor.
Após isso, eles abandonaram o despacho e voltaram àquela sala deaula vazia. Uma vez ali, Harry derramou tudo o que sabia a seu namorado, com ele o escutando atenciosamente. O nervosismo que estas notícias causavam em Eriol poderia notar em sua cara e na forma que apertava a mão de seu amante, a cada vez que se acercava ao tema dos Horcruxes.
-… e a próxima vez, ele prometeu me levar para que resgatemos outro destes objetos.
-Levar-te com ele?! –perguntou alarmado. - Isto não é um jogo, Harry! Poderia ser perigoso!
-Mas está de acordo em que esta também é minha missão, não?– sorriu com cansaço. - Não posso fazer a vista gorda e lhe deixar todo o trabalho, Eriol. Se pensa-lo, eu sou o mais envolvido com a necessidade de derrotar a esse monstro que o mesmo professor.
O garoto suspirou e assentiu, sabendo que não podia negar isso. Olhou com pena como seu namorado voltou a adoptar uma atitude derrotada, fechando os olhos e suspirando entrecortado. Num momento de impulso, Eriol levantou-se de seu assento e sentou-se nas pernas de Harry, para depois atrair a cabeça do outro e começar a beija-lo com devoção. Depois de que passou o momento de surpresa, as mãos do de olhos verdes se moveram por si só, se travando em seguida no traseiro do outro e o apertando.
Eriol gemeu na boca de seu noivo e começou a mover seus quadris, ocasionando um atrito que endureceu pouco a poucos seus membros. Harry grunhiu e sacou bruscamente a camisa da calça de seu amante, para poder tocar aquela pele quente e pálida que tanto gostava de marcar e beijar, das costas. Num movimento rápido e sincronizado, o de óculos ficou sem calças e roupa interior e Harry sacou sua ereção, mais que preparada para receber o ânus do outro.
-Não preciso preparação. –murmurou Eriol aos lábios de seu namorado. - Faz-me seu agora.
Harry assentiu, quase sem escutar o que seu garoto lhe disse, porque sua mente estava perdida na paixão que envolvia seu corpo. Sorrindo um pouco, Eriol levantou seu corpo, localizou aquela carne urgida em sua entrada e foi sentando-se nela lentamente. Fez um gesto de dor, porque conquanto o líquido que saía do membro de seu noivo lubrificava algo, ainda era muito seco.
No entanto, desta vez não o fazia para seu desfrute, senão para fazer que Harry esquecesse algo do grande problema que o destino tinha posto em seus ombros. De modo que meteu o sexo de seu amante até o final, localizou suas mãos em seus ombros amplos e começou a mover-se, satisfeito pelos arquejos de dita que saíam de seu noivo.
Não importava se era sexo por compaixão ou pelo motivo que fosse. Ademais, eles se queriam tanto que isto era fazer o amor, seja qual fosse o motivo.
Isto também serviu para que esquecessem a anterior encila que tiveram. Eriol jurou-se nesse momento não voltar a duvidar de Harry, e se disse que foi verdadeiramente estúpido. Ademais, era um consolo muito triste, mas com o que acabava de inteirasse faz menos de uma hora, sabia que com todo #o ónus emocional que levaria a partir de então seu amante, ser-lhe-ia impossível pensar sequer em ter alguma aventura.
Quando chegaram à culminação, ficaram na mesma posição, para tratar de recobrar sua respiração.
-Ajudarei, meu amor. Juro-te que ajudarei –murmurou contra o ouvido de Harry, ainda sentado em seu colo e com o membro flácido em seu ânus.
-Com que seja meu apoio e confie em mim, será mais que suficiente, Eriol. Faz favor, só confia em mim e não me prive de sua companhia… é tudo o que preciso de ti.
-Seguro, estarei para ti a cada vez que me procure.
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-Então…
Armand levantou a vista do livro que estava a ler e olhou a seu amante, que se sentava agraciado em frente de seu cadeirão.
-Escuto-te. –murmurou com impassibilidade.
-Eu queria saber .–mordeu seu lábio inferior e Armand suspirou internamente. Outra vez estava a lhes dar voltas ao assunto. - desde que falamos com Neville aquilo, não voltámos a tocar o tema.
-E com "tema" refere-te a…? –perguntou, guardando acalma-a.
-Ao bebê –pôs cara de cachorro perdido. - Quero saber se é que vamos ter um, já que existe a possibilidade.
-Já te disse que sim.
-Mas quando? - inquietou impaciente. -Eu já quero o ter. Louis vê-se tão lindo com seu bebê, eu também quero me ver com um.
Armand olhou-o com uma sobrancelha levantada.
-Repito-te o mesmo que te repeti antes que adoptássemos a Neville: Cuidar de um menino não depende só de sua inveja por ver a outros com um.
-Não é inveja…! –defendeu-se em seguida. - Só quero… só quero um.
-Acha que é prudente ter um agora? Disse que poderíamos o ter, mas não disse que agora. –suspirou. - As coisas vão-se complicando muito, desde que esse louco apareceu de novo.
-Entendo isso. –suspirou. - Por isso mesmo esperava o fazer agora, porque se lutamos no futuro, não sabemos se vamos sobreviver.
-Com mais razão devemos adiá-lo. Não sabemos se vamos sobreviver, não podemos ser negligentes em deixar um menino órfão em caso que nos passe algo.
-Faz favor, Armand. –ajoelhou-se em frente a ele e tomou suas mãos. - Desejo isto, o desejo desde faz muito tempo. Amo a Neville com toda minha alma, mas meu primeiro desejo foi sempre ter um bebê. Se temos esta oportunidade, devemos usá-la agora e não esperar a ver que nos depara o destino. Faz favor…
-Ah, Daniel.–acariciou sua bochecha. - Se digo-te que não, provavelmente me odeie. De modo que tentaremos, mas acho que o mais prudente seria que eu carregue com o pequeno.
-Desculpa? - perguntou em seguida, não crendo ter ouvido bem.
-Serei eu quem o geste, penso que é o mais prudente em nosso caso, já que você é uma pessoa que se altera com muita facilidade e isso pode ser mau para o menino. E acho que virão muitas épocas de nervosismo que alterarão. É por isso que eu farei o esforço pelos dois.
Os olhos de Daniel estavam abertos como pratos, bem como sua boca.
-Diz em sério?
-Eu não faço bromas.
-Oh, amor! Verá tão bonito grávido com nosso filho! –exclamou o vampiro mais jovem, abraçando a seu companheiro.
Armand suspirou e deu palmadas nas costas de Daniel, pondo os olhos em alvo. Bom, isto era melhor do que esperava. Pensava que o de olhos violetas ia pôr o grito no céu ao saber que ele queria gestar o menino, mas estava equivocado. Molloy parecia enternecido e emocionado por saber que cedo vê-lo-ia volumoso.
*Mansão Malfoy*
Lucius entrou à habitação de seu mais recente filho, procurando a seu marido. Remus estava ali, para perto de a janela, olhando as estrelas e luzindo pálido e cansado, mas com Salazar dormindo comodamente em seus braços, enquanto era mexido.
-Por que não deita? Não luzes muito bem hoje. –sussurrou, acercando a seu esposo, para tomar o menino em seus braços. Remus deu-lhe e seguiu a Lucius até o berço do bebê, onde seu pai o deitou e seu papai o tampou com sua manta. - Tomou já sua poção?
-Não, não o fiz. Poderia pedir-lhe a um elfo que me lhe traga? –suspirou com cansaço, deixando-se cair na cadeira de balanço que tinha na habitação.
Lucius franziu o cenho em seu esposo e assentiu, chamando a uns de seus elfos que em seguida chegou com a poção Matalobos para o amo.
-Que é o que te passa? – acariciou a bochecha de seu esposo, enquanto atingia-lhe a taça cheia de poção. - Não é característico de ti esperar a última hora para o tomar.
-Estou preocupado, Lucius. –fez uma careta ao sentir o mau sabor da poção. - Tenho um mau pressentimento.
-Com respeito a que?
-Não sei como te dizer exatamente. –mordeu seu lábio inferior, enquanto lhe dava a taça vazia ao elfo para que lhe levasse. - É Albus. Na última reunião da Ordem notei-o um tato estranho. Estava pálido, luzia mais velho e cansado que nunca. Temo por sua saúde.
-Ele já é um homem maior, Remus. Em algum momento chegará sua hora.
-Mas isto é tão repentino. –franziu o cenho. - De uma hora para outra começou a demarcar. A vez passada vi por acaso como Severus lhe atingia um frasco de uma poção que não soube que era. Mas até o mesmo Snape olhava com apreensão ao diretor. Ele sabe algo.
-Se não te têm dito, Remus, é melhor que não se intrometa.
-Por que não desejam nos dizer que é o que passa? A Ordem sem Albus seria um caos, o Mundo Mágico inteiro entraria em caos se ele já não está.
-O que vocês esquecem é que o velho é só um homem. Sim, é uma figura importante, mas é de carne e osso e está destinado a sucumbir em algum momento.
-Ele é como um pai ou avô para todos… -suspirou. - Seria tão raro e doloroso não o ver todos os dias. Espero que só seja um pressentimento.
-Esperemos.
No entanto, pela cara e voz de Lucius, ele não estava tão seguro disso.
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Maio chegou ao fim ao colégio e os membros da equipa de Quidditch de Gryffindor preparavam-se para o jogo contra Ravenclaw, tinham que ganhar para poder se levar a Copa. Harry e Eriol estavam melhor que nunca, muito, para a decepção de todas aquelas admiradoras que creram ter uma possibilidade.
-Deve ter cuidado dessas zorras, Eriol. –aconselhou Anthony, quando caminhavam para o estádio de Quidditch para ver a partida um e o outro para ir ao vestuário. - Sobretudo dessa Romilda Vane, tem estado espalhando rumores de que Harry regressou contigo só por lástima.
-Não me interessa o que diga. –acomodou suas lentes melhor na ponte de seu nariz. - Estou seguro do amor de Harry por mim, de modo que esses rumores não me afetam.
O loiro deu-lhe uma mirada surpreendida e depois sorriu-lhe.
-Bom, senhor seguro de seu amor, só espero que hoje inche por nós e não pelo contrário, só porque seu namorado está ali.
-Temo-me que neste caso devo ser neutro. –contestou com um sorriso de lado.
-Suponho que já te perdemos. –suspirou dramaticamente. - Bom, eu me vou para os vestuários, ao menos me deseja boa sorte.
-Boa sorte.
O garoto seguiu seu caminho e quase ao chegar encontrou-se com Neville, que luzia um tanto ruborizado e despenteado, enquanto vinha dos vestuários de Gryffindor.
-As coisas parecem marchar bem. –comentou Hiiragizawa, com um sorriso zombador.
-Mais que bem. –afirmou Neville, sorridente. - Ainda que ainda não temos passado ao sexo verdadeiro. Ron parece ter horror de lastimar-me.
-Deveria dizer-lhe a Harry que fale com ele. Merlin sabe que ele pode perverter a qualquer um.
As sobrancelhas do castanho levantaram-se.
-Não tinha pensado nisso, pode ser que o faça. Estou seguro que esse tonto pode encontrar a maneira em interessar a Ron para que tenhamos sexo verdadeiro.
E seguindo com sua estranha conversa, ambos Ravenclaw caminharam até as gradas de sua Casa. Conquanto seus dois namorados estavam em Gryffindor, sua lealdade a sua Casa era importante, de modo que neste jogo sentariam ali. Ainda que não ajudou muito que, quando a equipe dos leões se apresentou, Harry voou para essa grada e lhe plantou um beijo a Eriol, para ter boa sorte de seu namorado. Dizer que recebeu olhadas de traição e ciúmes, era dizer pouco.
Gryffindor ganhou por suposto e Harry obrigou a seu namorado a dar-lhe seu "presente" de ganhador.
-Neville disse-te algo com respeito a seu namorado? - perguntou Eriol, enquanto seu amante ia deixando um caminho de beijos por seu peito.
-Sip, já lhe dei a Ron umas instruções. Ainda que o idiota só se ruborizava como um tomate com a cada coisa que lhe dizia.
-É que você tem uma língua suja, deve ter mais tacto ao falar com ele.
-Uma língua suja? – fez caretas. - Se está suja, é porque faço coisas como estas… - murmurou, antes de lhe dar uma lambida ao pênis de seu namorado, desde a base até a ponta.
Eriol estremeceu-se e arqueou seu corpo.
-I-Idiota. –disse entrecortado. - Estou a falar em sério.
-Eu também. –Ao ver que seu noivo lhe dava uma mirada exasperada, Harry se levantou e engatinhou até ficar cara a cara com Eriol. - Dei-lhe instruções concretas, ok? Mas isso é coisa deles. Eu já fiz o máximo que pude fazer ao meter numa relação alheia.
*Em outro lugar*
Neville fechou os olhos e suspirou várias vezes, tratando de relaxar-se, mas nem isso conseguiu que a dor que estava a sentir nesse momento pudesse sair de sua mente e corpo.
-Estou-te lastimando –disse Ron num tom quase acusatório.
-É inevitável que… doa… - murmurou, respirando entrecortado.
Inseguro, o ruivo assentiu e seguiu metendo seus dois dedos e abrindo-os, para aumentar a entrada. Não podia evitar estar nervoso. Sim, Harry tinha picado sua curiosidade com essa conversa vergonhosa que lhe deu faz um par de horas e por isso se tinha decidido a tentar com seu namorado, mas agora não estava tão convencido do ter feito.
-Ah, isso se sente melhor. –murmurou de repente Neville, posando ambas mãos nos ombros amplos de seu amante, para o atrair a compartilhar um beijo.
Com o beijo e as palavras do castanho, Ron pôde relaxar-se um pouco e tomou a suficiente confiança para meter o terceiro dedo. Ao senti-lo, Neville mordeu seu lábio e gemeu, mas ele seguiu o metendo, sabendo que deveriam acabar com este atira e afrouxar que tinham desde que se converteram em namorados.
-Por que te dói tanto? Pensei que disse que o tinha feito antes.
Molloy fez uma careta e removeu-se um pouco.
-Sim, mas também não tinha-o feito muitíssimas vezes, só um par. Ademais, desde que somos namorados que nada de nada, é inevitável esteja contraído novamente.
Assentiu e seguiu com o seu. Tinha sido um choque para ele quando seu amante lhe confessou que já não era virgem, mas ele mesmo não o era, de modo que não podia lhe renegar nada. Dentro de tudo, era um alívio não ser o primeiro, porque Ron sabia que seria péssimo esta primeira vez e não queria que Neville recordasse isso como sua primeira experiência.
-Acho que já estou pronto.
Escutando isso, Weasley se concentrou e suspirou várias vezes. Sacou seus dedos do buraco de seu namorado e depois untou seu pênis com o lubrificante. Sentindo-se rígido, começou a penetrar lentamente naquele lugar desconhecido, fechou os olhos e deixou sair um apito ao sentir o apertado que estava.
-Merlin, Neville. –grunhiu localizando seu rosto no pescoço de seu amante, onde o mordeu para poder exteriorizar de alguma maneira o prazer que estava a sentir.
O castanho gritou e se aferrou ao corpo grande sobre o seu, abrindo ainda mais suas pernas, para lhe dar um melhor ângulo ao ruivo e sentir menos dor ele mesmo. Então Ron entrou de tudo e só esperou uns momentos para começar a se mover.
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-Alguém a passou bem ontem à noite, eh? –murmurou Harry com burla, acotovelando a Ron num lado.
O ruivo se ruborizou da mesma cor de seu cabelo.
-Que diz? Cale-se! –sussurrou furiosamente.
-Anda, diga. –sorriu. - Não acho que meu primo esteja a caminhar dessa maneira só porque dormiu numa má posição ontem à noite, verdade? Tudo bom esteve? Apertado, não?
-Harry! –Estranhamente, foi Hermione a que exclamou aquilo. Ao que parece, a garota tinha estado escutando, porque estava ruborizada e o fulminava com a mirada. - A mesa do café da manhã não é lugar para essas perguntas.
-Oh, mas eu quero saber. –disse um dos gêmeos.
-Exato, não todos os dias se escuta que seu tio tem deixado sua inocência detrás. –contribuiu o outro, limpando uma lagrima imaginária de seu olho.
-Não lhes vou contar nada!– grunhiu, zampando-se uma tostada. - Não é assunto seu.
Obviamente, depois que passasse a tensão sexual, as coisas melhoraram muito entre Ron e Neville, tanto que pareceu que se voltaram adictos a estar um em cima do outro na cama. Eriol tinha dito que, efetivamente, seu namorado perverteu ao ruivo, mas como Neville não se queixava, ninguém pôde culpar de nada a Harry.
Com a chegada de junho, também chegou o aniversário de Draco Malfoy. Geralmente, esta notícia teria passado de todos os Gryffindors, mas como o loiro cumpria a maioria de idade, Ginny estava decidida lhe fazer uma festa inesquecível na Sala Precisa com todos os ex membros de AD como convidados.
-Não quero ir. –se queixou Harry, enquanto era arrastado por seu namorado.
-Não seja idiota, só vamos ajudar a arranjar as coisas e depois vamos fazer ato de presença ao menos uma hora. Depois podemos fazer o que queira.
-O que queira?
-Sim, pervertido, o que queira.
Os namorados dobraram um canto e escutaram um grito. Alarmados, ambos correram e encontraram que a professora Trelawney estava parada enfrente de onde deveria estar a porta à Sala Precisa.
-Professora! Que lhe ocorreu?
-Algum mal-educado acaba de empurrar-me. Só queria ocultar algumas coisas…!– olhou nervosa aos garotos. - Eh… pessoais.
-Alguém a empurrou desde dentro? Viu quem era?
-Não, rapaz. Só escutei a alguém gritando alegre e, quando perguntei quem era, tudo se voltou negro e depois me vi empurrada bruscamente.
-Estava a festejar? –quis saber Eriol e compartilhou uma mirada alarmada com seu namorado.
-Isso disse.
-Seguro que não viu nada de nada? Nem sequer o tamanho ou alguma cor de cabelo?
-Não tenho dito. –disse um tanto irritada. - Ainda que senti algo frio em meu ombro, quando umas de suas mãos me tocaram.
-Algo frio? –Harry franziu o cenho e depois seus olhos abriram-se como pratos. - A mão de prata de Pettigrew!– exclamou com vitória. - Disse! É ele!
-Não podemos estar seguros. –refutou Eriol.
-Então entremos e averiguemos. –deu-se volta para olhar à mulher. - Pode dizer-nos em que pensou para poder entrar?
-Não, não posso –ajustou melhor seu xale. - Acabo de ser maltratada e você o único que pensa é em voltar a entrar. –negou com a cabeça. - Os meninos de hoje não têm consideração pelos adultos.
-Acompanharemos a sua habitação se é que o deseja. –ofereceu Eriol, sorrindo amavelmente.
-Ah, rapaz, você sim é um garoto educado. –assentiu e começou a caminhar.
Harry deu-lhe uma mirada carrancuda e Eriol só negou com a cabeça. Ele entendeu. Não podiam enfrentar sozinhos a Pettigrew se era verdade que estava ali, o melhor era se levar a Trelawney dali e depois ir por ajuda.
Enquanto acompanhavam à professora, Harry começou a pensar furiosamente em que fazer com respeito a Pettigrew. Talvez poderia ir por Sirius ou Snape, dependendo de quem estivesse mais disponível. Ainda que talvez conviria mais que fosse por seu avô, já que tanto Snape como Sirius tinham questões pessoais com o animago, de modo que provavelmente quereriam o matar se o viam, e o que queriam nestes momentos era o pegar para o interrogar.
-…mas então fomos grosseiramente interrompidos por Severus Snape!
Harry começou a prestar atenção à conversa que estava a ter a professora e seu namorado, quando ela exclamou isto. Viu que Eriol lhe mandou uma mirada assustada e ele não pôde entender por que.
-Que? – perguntou Harry.
-Se escutou-se uma comoção fora da porta e esta se abriu bruscamente, e aí estava esse tosco barman parado com Snape, quem estava balbuciando algo a respeito de se ter equivocado de escadas, ainda que me temo que eu mais bem pensei que tinha sido surpreendido escutando atrás da porta em minha entrevista com Dumbledore, já vê nesse tempo ele mesmo estava a procurar trabalho e sem dúvida esperava obter algumas ideias…
Ela seguiu falando, mas o de olhos verdes já não escutava, porque algo tinha clicado em sua mente. Então tinha sido Snape o que lhe disse a profecia a Voldemort, que depois desencadeou na grande mudança na vida de Harry. Ele se encontrou numa encruzilhada nesse momento com respeito a que sentir. A Pettigrew odiava-o por ser um traidor, mas Snape tinha-o ajudado muito, era o pai de dois de seus amigos, no entanto agora sabia que indiretamente tinha intervindo na morte dos Potters.
Finalmente chegaram às habitações da professora e ela lhes agradeceu pelos acompanhar, depois se deram meia volta para voltar.
-Harry?
-Mh?
-Deseja falá-lo? –sussurrou, cruzando uns de seus braços com o de seu namorado.
-Não sei que pensar ou que sentir, Eriol. Já nem sequer tenho vontade de ir ver se Wormtail segue na Sala Precisa e daí deve estar a fazer.
-Devemos dar-lhe aviso ao diretor, no entanto.
-Amanhã… -murmurou, negando com a cabeça. - Hoje não tenho vontade de pensar em nada mais.
-E o aniversário de Draco?
-Vá você se quer.
-Não. –beijou sua bochecha. - Desejo estar contigo. –suspirou. - Farás algo com respeito a Snape?
-Não sei, Eriol. Agora mesmo não te posso responder nada. –fechou os olhos e suspirou. - Vamos a minha habitação, desejo deitar-me.
Essa noite foram os grandes faltantes na festa de aniversário de Draco. Eriol teve que se ir um segundo da cama de seu namorado para explicar que Harry não se sentia bem e que mais tarde contaria o por que. Depois voltou a deitar com seu garoto, e passaram toda a noite abraçados, com o Ravenclaw acariciando o cabelo de Harry como se fosse um gatinho.
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-Lioncurt, que precisa? –disse Severus com voz cansada, ao ver ao garoto tão cedo parado na porta de seu despacho.
-Desejo falar de algo com você.
Severus levantou uma sobrancelha e depois fez-se a um lado, deixando passar ao rapaz. Convidou-o a sentar-se em frente de seu escritório, depois de que ele mesmo tomasse assento.
-Escuto.
-Ontem estive a falar com a professora Trelawney. –começou. Severus levantou uma sobrancelha e sorriu zombador. - Ela me disse algo muito interessante com respeito à noite em que se fez a profecia que pesa sobre minha cabeça. –seus olhos verdes se levantaram e foi evidente para ele a tensão no corpo do homem maior. . Sei-o tudo, professor. –espetou, sem lhe dar voltas ao assunto.
Pela primeira vez desde que conhecia, seu professor olhou para outro lado, evitando seus olhos e pondo cara de vergonha. Ele teve que pestanejar várias vezes, para comprovar se é que não estava a ver visões. Mas de fato, Severus Snape luzia envergonhado e via-se vulnerável em frente do filho de uns de seus piores inimigos de sua infância.
-Vejo. –assentiu. - Não tivesse querido que se inteirasse dessa maneira, Lioncurt. –massageou suas têmporas. - Em minha defesa, posso dizer que isso é algo do que arrependerei toda minha vida.
-Não lhe estou a pedir explicações, o feito, feito está e eu não estou arrependido da vida que tenho tido, a que se desencadeou depois da morte de Lily e James. –Severus fez uma careta de dor ao escutar a crueza do rapaz. - Só quero saber uma coisa… Por que o fez?
Snape suspirou.
-Não sou de lhe dar explicações as pessoas, mas acho que você lhe merece, Lioncurt -cruzou seus dedos e o olhou aos olhos. - Naquela época estava amargurado. A dor da morte de minha mãe ainda estava presente a mim e meu pai tinha contraído uma doença muggle que o estava a matar do pouco. Conquanto ele era um bastardo, era a única família que tinha. Não sei… -suspirou. -, tudo se juntou nesse momento. Também tive que me separar de William, por sua segurança, e essa dor era algo pior que o padecimento da morte de minha mãe. Lucius Malfoy também estava em seu pior momento, seduzido tanto por seu pai como pelo Senhor Escuro para seguir seus ideais e ele foi quem me encontrou e ao mesmo tempo me seduziu a mim. De modo que quando me uni, querendo pertencer a algo, ter amigos que em realidade não eram meus amigos, só uma ilusão. –negou com a cabeça. - Era parte deles, mas ao mesmo tempo não o era, por isso procurei uma forma de me ganhar meu lugar e o favor de meu senhor…
Deixou cair sua cabeça pelo respaldo da cadeira e olhou para acima.
-A casualidade quis que estivesse naquele lugar no momento indicado. Escutei só parte da profecia e depois corri a lhe o dizer ao Senhor Escuro. –o olhou seriamente aos olhos. - Crê-me, rapaz, se em algum momento tivesse imaginado que esta profecia poderia causar tanto dano a sua família e à de Longbottom, jamais lhe tivesse dito nada. Nunca tivesse feito nada que lastimara a Lily em propósito.
Harry inclinou sua cabeça.
-Parece falar dela com carinho.
-Lily foi minha amiga –As sobrancelhas de Harry levantaram-se em surpresa. - Conhecíamo-nos de pequenos, mas brigamos em nosso quinto ano e ela jamais me perdoou.
O garoto franziu o cenho.
-Pelo que vimos naquela memória? Quando você a chamou isso?
-Exatamente. –murmurou, tinha uma ligeira dor em seu tom. - Esse fato e o revelar a profecia ao Lord são os acontecimentos que mais lamento em minha vida.
Levantou uma sobrancelha.
-Não se arrepende de se ter separado de Bill?
-Isso não é assunto seu fedelho. –o fulminou com a mirada. - Mas se quer saber, não, não me arrependo disso. Foi a decisão mais dolorosa que tomei, mas se tivesse seguido com ele, teria saído muito lastimado. Isso é o que menos desejo para as pessoas que amo.
-Entendo. –assentiu, levantando de sua cadeira.
-Isso é tudo, Lioncurt? – perguntou com um deixe de surpresa.
-Ontem à noite dei-lhe muitas voltas ao assunto e você deve o saber também. Conquanto lamento suas mortes, não é uma dor que me cegue e me encha de raiva. Aceito suas explicações e acho que não sou ninguém para o julgar, porque sei que a mesma vida se encarregou de lhe fazer pagar esse pecado. –o olhou aos olhos e tinha algo de agradecimento e alívio nas órbitas negras. - Também desejo deixar isto aqui, porque não acho que nem meu padrinho nem Remus pudessem o entender tanto como eu.
-Direi… eventualmente. –murmurou. - Merecem sabê-lo.
-É sua decisão. –encolheu-se de ombros. - Até depois.
Dito isso, o rapaz abandonou o despacho de seu professor, deixando a um muito doído mas aliviado Severus Snape detrás. Sempre temeu isto, ainda que tudo saiu melhor do que esperava. Não sabia se se sentir enojado ou alegre de que o filho de Lily se tomasse tão às presas esta notícia, mas não tinha nada que pudesse fazer, o garoto estava demasiado afeiçoado com seus pais adotivos que era inevitável que a morte daqueles, praticamente, dois desconhecidos para ele o afetasse muito.
-Apesar de tudo, seu filho tem crescido bem, Lily. –murmurou ao ar.
*Despacho de Diretor*
-Ah, Harry, acho que chamei-te com o pensamento –O diretor sorriu quando o viu entrar.
-Procurava-me para algo em especial?
-De fato. –franziu o cenho. - Mas não tem boa cara, diga-me por que veio em primeiro lugar.
-Ontem à noite inteirei-me de boca de Trelawney que foi Snape quem lhe disse a profecia a Voldemort.
Harry notou que o diretor empalideceu um pouquinho, antes de parecer tão acalmado como sempre.
-Vejo. –disse cuidadosamente. - E daí tem feito com essa informação?
-Pedi-lhe explicações ao principal envolvido, ele me deu e fim do assunto.
Albus sorriu tristemente.
-É suficiente com isso? Não deseja me perguntar nada a mim?
-Não, não desejo seguir falando disso. Acho que se destapo mais este tema, conseguirei só estar enojado e rancoroso com você e com Snape; isso é algo que não desejo.
-Teria direito, no entanto.
-Não, professor, em sério. –negou com a cabeça. - Os Potters já estão mortos e os únicos culpados são Voldemort e Pettigrew para mim, não desejo agregar alguém mais à lista. Minha vingança por sua morte será destruir a estas duas pessoas, a ninguém mais.
-Então posso ajudar-te, Harry. –sorriu. - Deves saber que tenho descoberto onde se esconde outra Horcruxe.
A cabeça de Harry levantou-se bruscamente.
-Fala em sério?! –Dumbledore assentiu. - E daí esperamos para ir procurá-lo?!
-Antes de fazer isso, tenho que te dar algumas indicações, meu rapaz. –disse tranquilamente. - Levarei comigo com uma condição: que obedeça qualquer ordem que eu pudesse te dar de imediato e sem perguntar.
-Por suposto, diretor. Não faz falta que o diga.
-É importante que mantenha sua palavra, Harry. Deve obedecer-me em tudo, tudo o que te diga, de acordo?
-Sim, professor. Dou-lhe minha palavra que obedecerei em todo o que me diga.
Olharam-se por um segundo, até que Dumbledore sorriu.
-Então partiremos quando baixe o sol. Vá a suas classes e visita-me aqui mesmo quando elas terminem.
-De acordo, professor. Até a noite.
Continuará…
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Nota tradutor:
Vish loucura total esse capitulo, mais descobertas sendo abertas. Espero que vocês gostem vejo vocês em breve só falta mais dez capítulos para a final dessa fic e poderemos ler a segunda parte de sete capítulos.
Enfim vamos embora para os reviews do ano de 2015
Vejo vocês em breve
Ate
