Bom dia meus queridos.
Faz muito tempo não é mesmo? Sinto muito de verdade. Esse ano começou completamente errado para mim e para ser bem sincera a falta de motivação não me trazia aqui de volta. Peço mil desculpas pela demora, mas eu não desisti, estou voltando.
A parte boa de tudo isso é que não parei de escrever muito, então já tenho esse e mais alguns capítulos escritos, as postagens podem vir a cada poucos dias.
O tempo de Hogwarts deles está quase acabando e novos problemas estão prestes a surgir, espero que vocês gostem!
Boa leitura a todos.*
POV Snape
Quando os ambos os meninos estavam dormindo a mais de uma hora; termino meu copo de whisky e sigo pelos corredores até o quarto de Jennifer, embora minha vontade de apenas me deitar na cama e fazer com que aquele dia infernal terminasse de vez, eu havia prometido a Jennifer que conversaria com ela assim que resolve as coisas com os meninos. Tínhamos muito a conversar e decidir.
Enquanto caminhava eu sentia o cansaço mental que toda aquela noite exigiu. Jennifer e eu não havíamos sido cuidadosos o suficiente e, embora parte de mim quisesse culpa-la pela impulsividade, parte daquela responsabilidade era minha também, eu tinha essa consciência, eu nunca havia restringido os meninos de entrarem em meus aposentos sem a minha presença, eu estive sempre tão preocupado em não deixar transparecer nas áreas comuns que nunca me passou pela cabeça que em meus próprios aposentos seria o local onde seriamos flagrados.
Não adiantava procurar um culpado, entretanto nossa irresponsabilidade traria muitas consequências, mais do que já havia gerado e agora precisávamos arcar com as consequências.
Eu não tinha ideia de como olhar nos olhos de um homem, fosse ele desprezível ou não para mim, e lhe dizer que eu havia violado a filha dele. Mesmo que Jennifer já tivesse uma vida sexual antes de mim no mundo trouxa, eu ainda era responsável por violá-la no mundo bruxo, mais que isso, era uma aluna, era filha do diretor. Jennifer embora ativa sexualmente como ela gostava de repetir incessantes vezes, ainda era inocente demais, não parecia compreender a gravidade da situação que havíamos criado. Não parecia perceber como era errado aquele envolvimento e agora, com a ciência dos meninos para com nosso relacionamento só me restava olhar nos olhos do velho com toda a coragem que eu poderia reunir e lhe contar que eu estava me deitando com sua filha de apenas dezessete anos.
Merlin, eu estava tão fodido.
Assim que bati em sua porta a mesma foi quase que imediatamente aberta, revelando não apenas Jennifer, mas também Dumbledore nos aposentos. Meu corpo inteiro ficou tenso e momentaneamente sem reação. O que diabos Dumbledore fazia ali? Ele sabia? O que aquela inconsequente havia feito?
Demônios!
-Entre Severo. – Pediu Jennifer quando viu que fui incapaz de reagir, meu olhar incrédulo. – Estávamos te aguardando.
-O que está acontecendo, Kimmel? – Indaguei enquanto entrava, meu olhar intercalando entre Jennifer e Dumbledore, eu não queria acreditar que Jennifer havia feito tamanha estupidez, mas quais eram as opções para Dumbledore estar em seus aposentos a esta hora da noite sabendo que eu estava a caminho?
-Jennifer me contou sobre o envolvimento de vocês, Severo. – Dumbledore falou tranquilamente.
Encarei Jennifer em choque. – O que você fez? – Grunhi com raiva, não bastasse todos os problemas que tivemos esta noite essa estupida ainda havia fodido as coisas de vez?
-Severo, acalme-se, por favor. – Pediu ela tocando meu braço, me desvencilhei irritado.
-Me acalmar? Me acalmar? Já não estamos com problemas o suficiente por uma noite?
-Severo, - Jennifer suspirou. – Eu não sabia como desenrolaria a situação com os meninos, achei melhor avisar meu pai antes que ele descobrisse por outras pessoas.
-Não achou que eu deveria ter direito a opinar nesse assunto, antes de você conversar com o diretor? – Grunhi irritado, meus braços se cruzaram. Como ela poderia tomar esse tipo de decisão sozinha? Era minha carreira e minha reputação em jogo, inferno!
-Severo. - Jennifer tentou novamente se aproximar, me afastei um passo.
-Você não tinha o direito de tomar esta decisão sozinha Kimmel!
-Severo por favor se acalme. - O diretor pediu com calma e controlado, nada como eu esperaria de um homem que acabara de descobrir que um professor estava violando sua filha.
Encarei-o aturdido. Como ele poderia estar calmo? Olhei para Jennifer buscando alguma explicação, por que de repente o mundo parecia de cabeça para baixo?
Jennifer suspirou, resignada, ignorando Dumbledore. – Tem razão, Severo, me desculpe, eu não quis te prejudicar ou desconsiderar sua opinião, apenas fiz o que achei que era melhor para nós diante dos acontecimentos da noite, por favor me perdoe.
Seu remorso fez com que eu me sentisse um cretino por estar tratando-a com tanto desde, principalmente porque até o momento Dumbledore não parecia irritado ou pronto a estuporar-me por me envolver com a filha dele.
Será possível que Jennifer havia o convencido a aceitar nosso envolvimento? Merlin sabia como essa garota tinha o dom de dobrar Dumbledore a fazer o que ela bem quisesse.
-Mas meu pai está bem com o nosso relacionamento, Severo. – Garantiu ela com um sorriso cálido, arrancando-me de meus devaneios.
Minha face caiu em descrença, o que raios estava acontecendo? Dumbledore estava completamente louco? Ele estava bem com o nosso relacionamento? Como? Eu estava violando a filha dele! Tínhamos vinte anos de diferença de idade! Erámos professor e aluna! Qual era a porra do problema dele?
Dumbledore riu divertido. – Severo, meu filho, não vejo porque tanto espanto, tenho muito apresso por meus dois filhos; vocês dois são meus filhos e nada me alegra mais do que saber que vocês dois estão juntos.
-Você está completamente louco, velho? – Indaguei. – Temos vinte anos de diferença, pelo amor de Merlin! – Comecei a andar de um lado para o outro buscando calma.
Dumbledore riu mais divertido. – Não acho que a idade importe para o amor, Severo.
Vi Jennifer sorrir grata para Dumbledore, ela se sentou no braço da poltrona que o diretor estava sentado.
-Não ache que a idade imp... – Comecei a repetir mais descrente ainda. Ri completamente incrédulo. – Você andou bebendo velho? – Eu não conseguia acreditar que Dumbledore estava aceitando aquilo tão bem. – Ela é minha aluna!
Dumbledore pigarreou mascarando uma risada ao que pude perceber. – Bom, isso realmente é um problema que precisamos resolver, embora eu esteja mais do que feliz em vê-lo juntos, como diretor não posso permitir que um envolvimento entre professor e aluna continue, meus filhos.
Parei de andar e encarei o diretor, embora em parte eu me sentia menos ansioso ao finalmente ouvir algo coerente de Dumbledore, meu corpo inteiro se arrepiou eu sabia o quão proibido era aquele envolvimento, ao menos Jennifer não seria penalizada, disso eu tinha certeza, em casos como esse o professor era inteiramente responsável pelo envolvimento.
Eu seria demitido? Perderia minha licenciatura? Dumbledore não parecia estar realmente irritado com nosso envolvimento. Ele poderia ter a bondade de fazer toda a transação a mais discreta possível? Assim minha reputação não sofreria tantos danos. Não que eu realmente fizesse questão de lecionar ou me preocupava com a minha reputação, mesmo com o meu nome limpo ainda tinham muitas pessoas que me repudiavam, isso pouco me preocupava, mas ainda sim... Era uma visão ruim. Muito ruim aos olhos de todos.
-Jenny e eu estávamos conversando a respeito disso quando você chegou, filho. – Dumbledore falou complacente, totalmente ignorante aos meus conflitos internos. – Eu vou solicitar ao ministério que envie um outro mestre de poções – Assim como pensei. - Para aplicar as provas finais para liberar Jennifer antecipadamente de poções, como ela mesma gosta de ressaltar, são apenas aulas repetitivas para ela, tenho certeza que ela não terá dificuldades para fazer os testes agora. Assim que ela for aprovada em poções vocês não serão mais professor e aluna, então não terá mais problemas em estarem juntos.
O que?
Dumbledore estava...? Ele estava...? – Minha mente não conseguia processar nada coerente.
-Meu pai está nos ajudando, Severo. – Garantiu Jennifer quando viu que eu não conseguia reagir. Seu sorriso era tranquilo e esperançoso. – Assim que eu me graduar em poções não seremos mais aluna e professor e poderemos nos envolver livremente. Sem risco de danos a sua carreira e a sua reputação, Severo! – A excitação de Jennifer era grande.
-Eu não entendo. – Declarei por fim, frustrado, sentando-me na poltrona em frente a Dumbledore. Minhas mãos percorreram meus cabelos em meio a um suspiro cansado, como aquela noite conseguiu ser tão turbulenta? Nem mesmo era suposto eu ver Jennifer hoje.
-Vocês dois são almas muito feridas pela vida e por decisões que tomei ao longo da vida, meu filho. – Dumbledore falou com pesar, sua mão segurou a de Jennifer. Ela lhe sorriu caloroso. – Nunca poderei expressar em palavras como é grande meu arrependimento por tudo que fiz a vocês dois, sei a pessoa incrível e resiliente que você é Severo, bem como sei a pessoa maravilhosa que Jenny é, eu não poderia estar mais feliz com esse relacionamento de vocês. – Ele sorriu por trás de seus óculos.
-Eu sou um ex-comensal Dumbledore. – Exalei incrédulo, não fazia o menor sentido este homem estar complacente com meu envolvimento com Jennifer. Como poderia ser possível que ele achasse bom isso?
Bastava olhar para Jennifer para saber que ela merecia mais, muito mais. Qualquer um poderia ver isso.
-Eu não gosto quando você se deprecia desta maneira Severo. – A voz suave de Jennifer soou ao tocar meu braço, levantei o olhar para encontrá-la de pé ao meu lado, eu nem mesmo sabia quando ela havia se aproximado. Sua repreensão embora nada severa demonstrava todo o seu desgosto com meus sentimentos de auto aversão.
-Eu não... – Mal conseguia dizer qualquer coisa, atordoado demais.
-Shh... – Pediu Jennifer gentilmente. Ela sentou-se ao meu lado, sua mão firme em meu braço. – Meu pai está nos dando sua benção, Severo. – Jennifer falou em tom de brincadeira. – O diretor está encontrando uma solução para continuarmos a nos envolver sem te prejudicar, vamos apenas aceitar e agradecer este presente.
-Mas Jennifer... – Tentei fazê-la enxergar, mas novamente ela me calou.
-Por favor, Severo.
Suspirei pesadamente. Isso estava tão errado. Tão fodidamente errado, mas o que eu deveria fazer? Forçando-me a ignorar todo o ódio que sentia por Dumbledore atualmente agradeci:
-Obrigado, Dumbledore.
O velho sorriu feliz. – Não há nada que agradecer meu filho, estou muito feliz por ver vocês dois juntos, tenho certeza que vão fazer muito bem um ao outro. – Ele nos olhou por cima dos óculos meia lua. – Só peço a vocês que até que Jennifer não seja mais sua aluna que vocês sejam cuidadosos e discretos.
Senti meu rosto enrubescer, bom Merlin, nunca imaginei que estaria sendo orientando pelo diretor sobre minha vida privada, quem dirá que este homem seria meu... Sogro. Merlin do céu, quando foi que eu me perdi tanto?
-Bom meus filhos, - Dumbledore se levantou. - Vou deixá-los a sós agora. – Jennifer e eu nos levantamos também. – Este velho precisa descansar. – Ele beijou a face de Jennifer e seguiu até a porta após um aceno com a cabeça. – Boa noite, meus filhos.
Por instantes Jennifer e eu ficamos imóveis e silenciosos processando todos os acontecimentos da noite. – Venha Severo. – As mãos de Jennifer tocaram meus ombros puxando-me em direção a cama. – Deite-se comigo.
-Draco e Harry estão dormindo em meus aposentos esta noite. – Informei deixando-me levar para a cama.
-Não vou prendê-lo, apenas deite-se um pouco comigo. – Suas mãos rapidamente retiraram minha capa e seus dedos logo começaram a massagear meus ombros. – Deixe-me ajuda-lo a relaxar um pouco, Severo. A noite foi muito intensa.
Nada falei, mas permiti meu corpo ceder um pouco a tensão, os acontecimentos da noite se repetindo em minha mente no mesmo instante em que fechei meus olhos. Poucos instantes depois senti o quarto escurecer e uma música suave tocar ao fundo.
-Está tentando me seduzir senhorita Kimmel? – Perguntei com uma pontada de humor, meus olhos ainda fechados.
-Está dando certo?
Um sorriso sutil surgiu nos meus lábios, nada respondi, essa mulher seria minha sina. Minha doce sina.
-Cuidado Kimmel. – Falei puxando-a rapidamente para a cama, colocando-me em cima dela. – Quem meche com fogo tende a se queimar.
Jennifer deum um grito de surpresa, mas logo sorriu, maliciosa, suas mãos envolvendo meu pescoço. – Acho que é tarde demais, professor, eu já me queimei. – Sua boca invadiu a minha sem mais delongas e nos entregamos mais uma vez aos prazeres da carne, esquecendo momentaneamente todos os acontecimentos.
-Como os meninos reagiram? – Jennifer perguntou após vários momentos em silencio, sua cabeça ainda encostada em meu peitoril e suas mãos acariciando meu abdômen.
Embora eu não quisesse que o momento pacífico fosse quebrado entre nós, eu estava ciente que esta conversa estava por vir, Jennifer saiu extremamente nervosa de meus aposentos, preocupada com os meninos, magoada com as palavras cruéis de Draco e assustada com o futuro.
-Harry aceitou muito bem, mas Draco precisou ser trazido de volta ao seu devido lugar para ouvir a razão.
-Severo você não foi duro com Draco, não é? – Indagou ela ansiosa, levantando a cabeça para me encarar.
Arqueei a sobrancelha. – Você não esperava que eu deixasse passar impune aquela atitude deplorável dele, não é? – Retruquei.
-Severo, ele estava chateado!
Ergui meu corpo, apoiando-me em meus cotovelos. – Ele tem todo o direito de ficar chateado, mas não admito que ele seja cruel como ele foi com você.
-Mas...
-Não tem "mas", Jennifer. – Cortei-a. – Draco chegou muito perto de se perder nas trevas, foi forçado a atrocidades, eu nunca permitirei que ele chegue tão longe novamente.
Jennifer se calou, compreendendo minhas palavras e minhas razões. – Inclusive, se fosse Harry a falar com você daquela maneira eu teria lhe dado o mesmo tratamento. - Ela suspirou e voltou a se deitar em meu peito. – Não precisa se preocupar Jennifer, tenho certeza que Draco vai sobreviver a um traseiro sensível e dolorido por alguns dias. – Comentei tentando amenizar o clima, Jennifer não pareceu relaxar.
Ficamos mais alguns minutos em silencio antes dela voltar a falar. – Você acha que eles me odeiam? – Seu tom era baixo e sofrido.
-Não, tenho certeza que não. – Tranquilizei-a.
-E se eles não quiserem mais falar comigo? – Insistiu ela insegura.
-Não há nada com que se preocupar Jennifer, Draco vai se desculpar com você amanhã.
-Ele não precisa fazer isso Severo.
-Sim ele precisa. – Garanti firme. – Eles não precisam gostar do nosso envolvimento, mas devem respeitá-la.
Jennifer suspirou. – Não queria ter causado tantos transtornos a você Severo, sinto muito por tudo.
Suspirei, eu estava sendo rigoroso com Jennifer, não era a intensão, eu não queria assustá-la, mas ainda me sentia tenso e pressionado por todos os eventos da noite. Jennifer não tinha culpa, era jovem e impulsiva, fiel apenas aos seus próprios instintos. Eu era o verdadeiro culpado por todos os eventos da noite, da maneira como as coisas foram conduzidas e todas as consequências que se geraram, mas agora eu só podia encarar e seguir em frente.
-Acredito que de nada adiantará ficarmos nos lamentando pelos acontecimentos desta noite, vamos apenas... Seguir em frente.
Ela assentiu em concordância encerrando o assunto, não muito tempo depois retornei a meus aposentos encontrando ambos os meninos em sonos tranquilo para só então me recolher também e finalmente colocar um fim naquela noite interminável.
Agradeço de coração a todos que continuam acompanhando e espero que vocês gostem de tudo que esta acontecendo.
Se tiverem um tempinho, deixem um comentário e me contem o que estão achando.
Volto ainda essa semana e posto o próximo capítulo, fiquem atentos ok?
Beijos a todos!
Marry Black.*
