Quase, QUASE não dá tempo de postar esse hoje. Mas, como amanhã viajarei para Penedo (e verei os gatinhos paridos no quintal de casa, finalmente com os olhos abertos, lindos!) tratei de arrumar um jeito de terminar de editar e corrigir.
Comecei um estágio num colégio do Leblon para aproveitar meu tempo no Rio (já que a UFPA continua às moscas), às terças e quintas acordo de madrugada, ainda está escuro. Como sofro de insônia, não durmo quase nada, e isso acaba afetando a minha capacidade de produzir. Por sorte, segunda, quarta e sexta eu posso dormir mais um pouco e tento escrever durante o dia, quando minha avó está descansando. Por isso, as postagens podem demorar um pouquinho, mas prometo que estou aproveitando a inspiração e o tempo para escrever o máximo que puder! Meu sonho é conseguir finalizar a fanfic antes do retorno das aulas, torçam por mim!
Nesse capítulo prometi narrar o que se sucedeu no palácio (como foi tomado). Consegui cumprir! Me doeu horrores certos trechos, e, como sempre, me sinto insegura em relação às cenas de ação. Há trechos que li, reli, até reescrevi para a fic ficar inteligível e emocionante. Assim espero que tudo esteja...
Boa leitura, até semana que vem, tomara!


A Minha Queda Será por Você
Capítulo 50 – O ataque ao Palácio de Cristal


"Infância...

Infância...

O que é infância?

O que é ser criança?"

Os ecos da consciência se esparramavam pelo vazio como respingos de tinta frio indescritível a percorreu por dentro, Aoi pensou que fosse congelar. E, num repente, como se alguém tivesse ativado-lhe um comando, os olhos mesclados em púrpura e azul dilataram-se, sem pupila. A doce Lolita virou o rosto para o lado esquerdo, além de uma maca coberta por um manto havia outra, nesta a sua gêmea estava sentada. Na pele de Akai, pequenos riscos negros se desenhavam – nos braços, pescoço, no rosto – e, vez ou outra, estufavam-se. A ruivinha estalou os dedos e fechou-os, depois, abriu um extenso sorriso:

— Nunca me senti tão forte! — comemorou e pulou do leito gelado. No simples salto seus pés racharam o piso do laboratório. — Veja isso, Aoi! — gabou-se e acendeu as mãos, como antes fazia. No entanto, as chamas faiscaram em tons de roxo e preto.

"O que é isso?" — diferentemente de Akai, Aoi sentia-se aflita. Sentou-se devagar, e só de apoiar as palmas sobre o metal, ele entortou. A jovenzinha cobriu os lábios com as duas mãos, aterrorizada.

Passos ressonaram, alguém se aproximava.

Mestre Topázio! — Akai rodopiou — Olhe para nós, somos novas garotas!

Os cabelos dourados cobriam-lhe um dos olhos. Silente, o cavaleiro ajeitou sua capa marrom e observou-as. Em seguida, o cientista abusado chegou sorridente.

Que obras de arte! — aplaudiu. Por trás das lentes redondas um orgulho doentio se escancarou.

Aoi, Akai. Vocês devem ir com Jade. — Topázio sentenciou.

Onde está a bruxa? — Akai perguntou brincalhona.

No óvni principal, no salão. Partam, imediatamente!

Como as servas leais que eram, as meninas se teletransportaram ao local indicado. Estranhamente, Jade ainda não estava presente. Aoi aproveitou, tocou o pulso da irmã com firmeza, reparou nos dedos as mesmas linhas negras que dominavam a derme da outra. No reflexo da pilastra lapidada em cristal negro, a Agatha Azul perdeu o fôlego com seu novo aspecto: as estranhas linhas, (o seu sangue, talvez) enegrecidas, ressaltadas, como veias contaminadas.

O que é?! — impaciente, Akai questionou.

Akai, por que não me lembro de nossa infância? — angustiada, proferiu trêmula — Por que me lembro de nós assim, desde sempre, acompanhando o mestre... Por que não me lembro de nós antes disso?

Akai abriu os lábios, pronta para falar qualquer desaforo, todavia, sua voz se reteve com a dúvida. Então, sem que ela precisasse falar, Aoi entendeu que a companheira também não se lembrava de nada. E quanto mais ela tentava buscar na memória, mais difusas as lembranças se tornavam, tudo o que havia de concreto era a imagem do ouro personificado em homem. Ouro? Não...Topázio.

Ah, chegou! Está atrasada! — Akai referiu-se a Jade que parecia afiar a lâmina de sua lança.

Menos falação e mais ação, molecas. Vamos! — ríspida encaminhou-se com as duas para o cenário aterrador de uma cidade sitiada.

Flutuaram sobre o centro deserto e cinzento à altura do topo da torre vermelha, a única coisa colorida ali. Aoi lembrou-se das estórias que Crystal contou e não identificou nenhuma das descrições da rainha, pois ali, diante de seus olhos assustados, não havia grama, não havia sol, não havia o azul do planeta, nada. De fato, a paisagem fúnebre lembrava-a de outro lugar.

Nemesis — sussurrou — é igual.


Tenho um mau pressentimento. — nos porões do palácio, onde se encontravam os civis refugiados, estava também Sailor Phantom. Enquanto servia a sopa da noite para as pessoas enfileiradas, ela fez a observação. A espada, embainhada em sua cintura, cintilou cerúlea. — Hakaru, você me escute bem, — tocou o ombro do homem de um olho só — não abandone essas pessoas por nada, entendeu, nada! E, qualquer ruído estranho que ouvir, não hesite, encaminhe-as para as passagens subterrâneas e esconda-as, proteja-as!

— O espírito que a acompanha que disse? — certamente não duvidava do dom mediúnico de Valkyria — Está certo. — tratou de tentar organizar o povo, não foi difícil, afinal, ele era respeitado por todos.


— Me sinto bem melhor! — Sailor Acqua levantou-se da cama e alongou os braços. Calmamente, livrar-se-ia das ataduras, porém, as mãos do sedniano mais novo a impediram.

Você está melhor, mas não está curada. Deve se cuidar.

Doryan, obrigada pelos cuidados! — sorriu amistosa e confiante. — Creia, estou bem. Preciso ver como o rei está. — encaminhou-se à porta de saída.

Você é tão prestativa com Damien... — comentou, sentado à beira do leito onde antes ela deitava. Marine parou, fitou-o em ares de desconfiança.

E daí? — a postura de rotina, levemente severa, voltou à tona. — Está insinuando algo?

Calma! — arregalou os intensos olhos azuis e riu desajeitado — Não falei por maldade! Apenas, cuide-se, ok?

Hum... — os cabelos dourados balançaram-se quando ela virou o rosto e deixou de encará-lo. Sem mais, Marine foi em direção a quem era de sua estima.

Damien era adornado pela sua imponente armadura, lapidada em cristal sedniano. Ereto, de braços cruzados e pernas ligeiramente afastadas, ele contemplava as enormes torres de cristal que protegiam o palácio. Estavam levemente rachadas, estado preocupante. Ainda assim, havia o campo de força esbranquiçado que envolvia a colossal construção. Nuvens cinzentas cobriam os céus noturnos, nenhuma estrela atrevia-se a mostrar-se, tampouco a lua.

Majestade... — Marine chegou perto e parou às costas dele.

Sailor Acqua, é um alívio saber que está bem. — não se virou, mas a voz demonstrou em si a sensação.

— O que faremos a seguir? — aproximou-se mais, parou ao lado dele. De canto de olho atentou-se ao semblante preocupado do soberano, distante... vago. — Não se preocupe. — sorriu — Em breve, traremos a rainha de volta, sã e salva. Você vai ver! — disse aquilo para encorajá-lo, no entanto, sabia que, no fundo, o que o preocupava não era Diamante tirar a vida de Crystal. Não, aquilo o Príncipe Branco não faria! Havia algo ainda mais valioso que ele poderia roubar... Marine respirou fundo e tentou não pensar no pior. — "Crystal é outra mulher hoje em dia, seu coração é outro, sua mente amadureceu. Ela é uma rainha responsável." — acreditava.

As outras guerreiras ainda não estão em condições de atacar o óvni de Diamante, — Damien focou-se no ouriço negro, distante, camuflado por trás do véu turvo de nuvens chuvosas. — Gastaram muita energia derrotando aqueles monstros da família Black Moon. Infelizmente, temos que esperar mais um tempo. — os dedos, tensos, apertaram-se sobre as braçadeiras cristalinas. Ele ainda ouvia as provocações de Jade.


E aí, boneca? — Olho de Tigre entrou no quarto, sentou-se ao lado dela à cama e beijou-lhe o topo da cabeça.

Estou exausta! — choramingou e aninhou-se nos braços dele — Ao menos tenho um tempinho para passar com você, meu tigrinho! Isso compensa qualquer coisa!

— Eu vou cuidar de você... — sorridente, afagou os longos fios negros.

Num outro quarto não tão distante, através da fresta da porta, os olhos verdes e marinhos espiavam uma mulher de cabelos prateados erguida à frente de uma enorme janela, quieta e misteriosa, como sempre. Os olhos, tristes, semicerraram-se. O verde brilhou, lubrificado. Lábios rosados entreabriram-se num suspiro.

Entre, Mizumi. — Sailor Wind convidou. Sentiria a sua presença sempre, não importava em que circunstância. Assim que Sailor Ocean chegou perto, os orbes de prata caíram sobre ela, sérios: — Mesmo numa situação como essas, você não cansa de me cercar?

Há tantos anos faço isso que é difícil perder o costume. — sorriu, mesmo que sua vontade fosse outra. — Acho que sempre serei a sua sombra, Wind. — sem recato, tocou as costas da mulher querida e roçou a bochecha na gola cinzenta de marinheira. Acomodou-se, e as mãos subiram aos ombros pontudos. Yumi não se mexeu.

Olho de Águia a enxotou outra vez, não foi? Eu sei que você vai atrás dele vez ou outra, Mizumi. Seu apetite não a permite apreciar a solidão. — o timbre soou como uma linha reta, sem enlevações, monótona.

Você aprecia? — baixou o olhar.

Eu nunca estou sozinha. — bufou — Você não permite.

Tem razão. — riu — Devemos ir ao salão real agora?

Num discreto balanço, a cabeça da Guardiã dos Ventos indicou que sim. Caminharam lado a lado, sem trocarem olhares ou mais palavras. Além delas, Sailor Fire, sempre solitária, caminhava por outro corredor, mas a caminho do jardim. Sailor Saturno encontrava-se com Rini em um cômodo privativo, enquanto Helios, acompanhado de um dos guardiões oníricos, recebia notícias de Elysium na sala de comunicações.

Suas mãos estão suadas. — Hotaru, com um tom sereno, observou e afagou as palmas da amiga — Suas olheiras, profundas... — suspirou — Eu entendo a sua preocupação, Rini. Entendo mesmo!

Eu sei que entende... — com um singelo sorriso, sussurrou, abatida. — Obrigada, Hotaru! — abraçou-a. — Mães se entendem.

Daqui a alguns minutos, deveremos nos reunir na sala dos tronos para decidir que estratégia tomaremos, mantenha-se firme, precisamos disso. — retribuiu o sorriso com outro de mesmo tom. Ainda assim, Rini notava, havia sempre algo de triste no semblante da Guerreira do Silêncio.

Vocês estão sendo tão sacrificadas... — comentou, notando-a cansada também e levemente rouca. — Penso em tentar pedir ajuda a Kinmoku, mas ao mesmo tempo não me sinto no direito... Veja só o que Diamante fez a Sedna, e se ele faz pior com algum de nossos aliados? Não, isso é problema nosso! — passou as mãos pelo rosto cintilante de suor nervoso.

Rini, esse tipo de decisão cabe ao rei e à rainha. Damien, no caso, é quem deve decidir o que fazer sobre isso. — embora dura fosse a verdade, cabia a ela explanar. Rini não era mais a rainha, portanto as decisões não mais lhe pertenciam. Ah, não deveria de ser fácil, pensava Hotaru. O gênio autoritário da filha de Sailor Moon era intenso, por isso a sorte lhe presenteara com um marido tão calmo, quase submisso.

Os orbes vermelhos tremeluziram amargurados, tristonhos. A antiga rainha mordiscou o lábio inferior e encolheu-se, vulnerável. Choraria, porém, o orgulho e a vontade de demonstrar força a impediram. Respirou fundo, abriu um falso sorriso, e terminou o assunto:

Vamos logo ao salão esperar por Helios. — puxou-a pela mão. — Lá encontramos nossos queridinhos! — parecia até uma adolescente falando. Sailor Saturno corou.

Rini! Não temos mais quinze anos! — riu, desajeitada. Pois não era? Tratava-se de Olho de Águia. Ela, uma viúva, mãe e adulta, tornava à juventude, com direito a palpitações e tudo mais. Se não fosse por ele, os anos teriam sido muito mais penosos, concluiu e, secretamente, agradeceu.

Olho de Águia, por sua vez, observava atentamente o seu mestre conversar com Olho de Peixe. Controlava um risinho e outro ao perceber o semblante irritado do antigo companheiro. Diana dava-lhe um trabalho do cão, ou melhor, do gato! Às suas costas, a recente guardiã de Elysium apoiava-se em seus ombros, nas pontas dos pés, curiosa, os olhos cinzentos arregalados e piscantes. Não parecia entender bem o que se passava, mesmo o discurso de Helios sendo translúcido como o céu de verão.

Majestade, se precisar de mim na Terra estarei à disposição! — notava-se certo brilho no olhar de Olho de Peixe ao referir-se ao planeta querido — Além do mais, Diana já é perfeitamente capaz de cuidar deste mundo. Eu a treinei bem! — sorriu orgulhoso, a gatinha apertou-lhe as bochechas por trás, ele bufou e empurrou-a de leve — Fica longe, peste!

Erh, Olho de Peixe... tem certeza? — Helios perguntou a sorrir tortamente.

Sim! — respondeu de prontidão, sequer respirou. Queria se ver livre da "coisinha".

É bom que ele esteja aqui, sua alteza. — Olho de Águia frisou respeitoso. — Enquanto as guerreiras encarregam-se de invadir a nave inimiga, nós três nos encarregamos de proteger os antigos regentes. E, na pior das hipóteses, levamos os dois para Elysium e entramos na luta!

— Olho de Águia, seus poderes não são os mesmos no mundo real, a menos que tenham como suporte o poder do Cristal Dourado, mas este se fundiu ao Cristal de Prata, e ambos estão nas mãos de Crystal, assim espero... — Helios baixou os preciosos olhos dourados, enevoados por temor e dúvidas.

Ela não dividiu a luz com as guerreiras, e essa luz não se mostrou ativa quando o rei Damien e a Sailor Acqua enfrentaram uma inimiga?! Acredito que o mesmo aconteça conosco, pois participamos daquele treinamento... Eu e Olho de Tigre!

Que, por sinal, onde está? — perguntou Olho de Peixe em tom de reclamação.

— Onde estaria? Com Reiko, claro! Não se desgrudam! — Águia contou risonho.

— Aff! — o outro cruzou os braços e rolou os olhos, cheio de nojos e frescuras. A conversa perduraria a noite, a madrugada, se um forte tremor não abalasse o palácio e apagasse todas as suas luzes. A transmissão se desfez subitamente. Olho de Peixe arregalou os olhos e sentiu uma pontada no peito, era angústia. Algo tinha acontecido! — Peste! — berrou histérico, Diana veio rapidamente — Cuide daqui, me ouviu bem?! Alguma coisa muito ruim acabou de acontecer e eles precisam de mim!

Está certo, está certo! — a criaturinha que estava sempre a aprontar, instantaneamente se mostrou séria e responsável.

Olho de Peixe usou de seus poderes místicos para abrir um portal, e através de um espelho qualquer em canto aleatório do palácio, ele surgiu. Tudo tremia, o teto logo havia de ruir, pedaços de cristal caíam dos cantos e espatifavam-se no piso envidraçado. Ele correu, protegia o rosto com as mãos. Viu a porta do salão real escancarada, não pensou antes de se despencar para lá. Adiante, na enorme varanda onde antes Marine e Damien conversavam, estavam agora a acompanharem-nos Sailor Wind e Sailor Ocean. Tentavam todos se proteger das labaredas escuras que trincavam o campo de força. Não tão tarde, aquele fogo de Trevas quebraria a barreira e acertaria o palácio.

A espada do rei materializou-se na mão, surgida do cristal que compunha os braços da armadura. Parecia de gelo, mas era pedra, rija e resplandecente. Peixe suspirou saudoso e notou-se em trajes sóbrios, ebúrneos, masculinos. Tentou materializar sua arma e viu-se inútil – ela só se faria real em Elysium – Águia se enganara, ou não, ou ele não conseguia se armar por não ter participado do treinamento, partira antes.

Peixe! — Tigre se aproximou, à sua frente Sailor Nature sacudia o cipó. Os três levantaram os olhares e viram, a sobrevoar os céus, duas meninas idênticas nos traços, diferenciadas pelas cores. A dos cabelos laranja, brindada por um semblante quase psicótico, era a responsável pelas chamas negras. A de azul parecia meio perdida, sem saber o que fazer. E imagine se fizesse algo! Bastava uma!

Antes que Olho de Peixe e Olho de Tigre pudessem se cumprimentar ou alfinetar, o campo de força zuniu, trincando-se. Sailor Nature uniu-se às outras e prepararam-se para o pior...

Quando um rombo se fez na barreira e ela, como pó, se esvaiu, as chamas desenfreadas aproximaram-se do Palácio de Cristal sem piedade. Porém, antes que tocassem a enorme varanda onde parte dos inquilinos se reuniam, uma voz doce ecoou do terraço:

Luctus Candenti! — e vinha Sailor Fire montada em seu dragão de fogo que abriu a bocarra e engoliu as chamas como se um petisco fossem.

Faça alguma coisa! — atrás das Agathas, Jade gritou impaciente com Aoi.

Ataque. — uma voz ecoou nas profundezas de sua consciência, e antes que a menina pudesse ao menos questioná-la, suas articulações moveram por vontade própria, como se a ela não pertencessem.

"O que é isso?!" — a voz de sua mente perguntava enquanto suas mãos independentes uniam-se e formavam às palmas uma imensa bolha de água, escura como o fogo da irmã — "Akai?!" — fitou-a, sem expressão. E ela, como estaria?! Igual, provavelmente. A grande esfera atingiu a besta alada e fumaça se espalhou... O cheiro de queimado ardeu nas narinas dos guerreiros da Lua Branca. Hina, preocupada, guardou o dragão de volta no seu espírito e pairou sobre a sacada. Ainda assim seus poderes eram vastos:

Golden Flames, Burn! — atirou-as, incansável, nas duas meninas.

Era para aquilo doer? Aoi pensou. Não sentia nada, pouco fora atingida. Porém, sua irmã teve um lado do rosto tomado pelo fogo.

"Akai!" — quis gritar, a voz não saiu. Não conseguia ver o estrago do outro lado da face da gêmea. Deveria estar ardendo à beça. Como ela conseguia rir?!

Silver Hurricane! — um enorme tornado tentou sugá-las.

Drowning Waterfalls! — correntes violentas de água agarraram-nas. Ainda assim, Akai, com as mãos seladas, enviava sua inextinguível labareda fazendo com que os oponentes tivessem que saltar sacada abaixo para escaparem de uma explosão.

Aoi, zonza, desceu sobre o chão e quase caiu sentada, sem equilíbrio. À sua frente, veio correndo Sailor Saturno com a foice em mãos. Antes de a lâmina afiada atravessar-lhe, flutuou outra vez. Dois machados passaram raspando pelo seu queixo, levaram dela alguns fios azuis de cabelo. As mãos formaram a enorme bola d'água outra vez e os olhos cerraram-se amedrontados. Ouviu apenas o estrondo de sua bolha eclodir na superfície dos jardins, árvores milenares tombaram, algumas em cima do palácio.

Jade, no chão, disputava sua lança elétrica contra o tridente aquático de Sailor Acqua outra vez, os olhos de mel e os olhos marinhos refletiam o furor de suas iras, o Deus do Mar contra o Deus da Guerra. Longe, o rei parecia indicar uma espécie de caminho para uma mulher de cabelos rosados e um homem de fios claros.

Mate-os. — a voz, novamente. O corpo de Aoi teletransportou-se a seu bel prazer, materializou-se diante do rei novo e dos antigos. Seus olhos brilharam como se fossem duas luzes índigo. As palmas escancaradas elevaram-se às três figuras e dessa vez não foi água, mas rajadas de energia maligna que lhe escaparam. A Espada de Cristal conseguiu contê-las e ricocheteá-las para direções aleatórias, algumas seguiram o rumo de Aoi, porém o corpo ágil esquivou-se como se dançasse, outra vez, fora do controle dela.

Tsc! — às costas da Lolita cerúlea a imagem do Sol tomou forma, a mão bruta a empurrou — Eu cuido disso! — Topázio ergueu a espada radiante na mão e partiu para cima de Damien. Cristal e Luz se cruzaram ferozes.

Trio Amazonas, levem os reis para um lugar seguro! — Damien ditou.

Rini tentou apelar, mas Águia a segurou pela cintura. O trio deu-se às mãos, fecharam os olhos, alojaram em seu meio o casal e, como um pico de luz, desapareceram sem deixar rastros. De longe, Sailor Saturno respirou em alívio, depois olhou para os lados como se procurasse alguém. De certo, Sailor Phantom. Não estava no campo de batalha por se encarregar de abrigar toda a gente que deles dependia.

E os tremores se faziam mais intensos. Akai parecia brincar de tentar esmagar formigas. Seu corpo girava gracioso e no rodopio suas chamas atiravam-se sem direção. Aoi, de baixo, finalmente viu o lado da face da irmã que se queimara. Sentiu algo como um embrulho no estômago, uma pontada no baixo ventre. A pele derretera, por debaixo dela, ossos feitos de: "Cristal Negro!" — ela supôs. E o olho, esbugalhado – uma imensa pedra vermelha. Ágata Escarlate. Relacionou-a logo com a mão mecânica de Onyx, tocou o próprio rosto, gelada.

Ataque! — o fez, impensadamente, e a mente, até que enfim, tornou-se num vácuo.

O cipó de Sailor Nature agarrou-se ao braço de Akai fazendo-a parar de rodar. Furiosa, encarou a guerreira filha da Mãe Terra. Os púrpuros orbes da Sailor pregaram-se a ela, reprovadores. Os dedos nervosos tentaram arrebentar a corda que a cativou, Akai julgou que seria fácil. Iludiu-se: o chicote de folhas era mais rígido do que ferro, e esmigalhava-lhe o braço. Viu o membro amassar lentamente, nada sentiu além de medo e raiva. A pele, como se de borracha, esticou-se até rasgar. Antes que percebesse a gravidade, fez força para se soltar e o resultado foi o seu corpo ir para trás e metade do braço ficar, enrolado no poderoso cipó de Reiko. As duas surpreenderam-se. Reiko cobriu a boca com uma mão para conter o ímpeto de vomitar. O membro, ainda remexendo-se, rolou sobre o piso. Akai fitou o que sobrou colado ao corpo, viu pequenos raios saírem de lá, assim como fios e pedras pontiagudas, em pane, pendurarem-se. Entrou em choque, paralisou. Um machado arremessado cravou-se ao seu peito. Atônita, olhou para baixo e a mão que lhe restou fez o favor de arrancá-lo. Um buraco se abriu ali e líquido negro jorrou. Dor? Não... Apenas vertigem.

O que é você?! — Sailor Nature gritou a pergunta, empalidecida.

Mesmo Jade, que dantes compenetrara-se na luta, viu-se surpresa e se permitiu um segundo de distração. Foi erro o suficiente para quase tirar-lhe a vida. As lâminas afiadas do tridente azul estavam prontas para transpassarem suas costelas. A amazona nemesiana jogou-se para o lado e teve o braço lascado em três profundos cortes. Levantou-se enraivecida, pior ficou quando viu outra Marinheira aproximar-se da oponente e sussurrar-lhe algo. Sailor Acqua abriu um sorriso e, então, começou a girar o braço com o tridente estendido para o alto. Pássaros passaram atordoados, girando pelos céus. Trovejadas, e som de mar revolto. Águas salgadas vinham de todos os lados. Desafiando as leis da física, voavam pelos céus e se concentravam nas pontas do tridente. Jade correu na direção de Sailor Acqua, a lança em suas mãos rodeou-se dos raios esverdeados.

Siren Spell! — a voz melodiosa da guerreira que cochichou com a outra paralisou o corpo de Jade. Era como se os ouvidos se permitissem seduzir, e o corpo, se afogar. Os olhos quase cegaram expostos ao brilho dourado de uma concha surgida nas mãos da Sereia em trajes de Navegante. — Caríbidis! — Sailor Ocean fechou os olhos e proferiu.

Das águas formadas pelo tridente místico um ser mitológico saiu impiedoso. Tão azul como o oceano abissal, extenso como a profundidade desconhecida, a criatura serpenteou. A boca aberta expunha os dentes afiados e salivantes, o aroma de maresia atordoou a todos. Aquele monstro, faminto, arrastou-se pelos ares e atirou-se contra Jade. Seria o fim. Ela ergueu sua lança, apontou ao palato áspero do ser assombroso... e sua arma foi partida ao meio em uma só dentada!

À frente, Topázio e Damien empatavam na esgrima. Todavia, a vulnerabilidade de Jade fragilizou o cavaleiro dourado. A lâmina de cristal bateu ao peitoral d'ouro, o oponente rolou pelo chão enrolado na capa marrom. Aoi fora cercada por Sailor Fire e seu dragão recomposto... Estavam em desvantagem. Nos ares, Onyx apareceu e fitou Topázio como quem pergunta "O que fazer?" e os olhos amarelos revelaram-lhe logo. Eles bem se entendiam.

— Autodestruição — a boca de Akai proferiu maquinalmente — em sessenta segundos.

Fujam! — Sailor Acqua compreendeu logo. Os aliados se entreolharam e entenderam que não havia outra escolha a fazer.

— Valkyria, onde está você?! — Sailor Saturno correu para os lados a gritar vezes seguidas — Valkyria?! — foi arrastada por Sailor Wind.

Ela está bem! — A dama do vento supôs.

Falta alguém, falta alguém! — Sailor Acqua se deu conta antes de acompanhar Sailor Fire e Nature, já distantes.

Doryan! — Damien gritou apavorado e se prontificou a ir procurá-lo nas ruínas do palácio. A mão de Marine espalmou-se a seu peito e ela negou com um gesto.

Deixe comigo! — a dedicada Sailor Acqua se ofereceu. Damien engoliu seco, morto de preocupação, e eis que o irmão surge, imundo e com o canto da testa a sangrar, atordoado. Marine, de pronto, ajudou-o a se locomover. Mesmo limitada por feridas, lutou bravamente e escaparia com maior habilidade. Os três desapareceram no meio da poeira e dos cristais quebrados, rumo a algum canto da cidade. Não deu tempo para que alguém tentasse impedi-los.

"Akai?!" — Aoi caiu de joelhos sobre o piso. Seu querido mestre pegara Jade nos braços e desapareceu das vistas. A gêmea flamejante já não possuía expressão, o olho intacto transbordava opacidade enquanto seu corpo inteiro apitava como um relógio a disparar. O rosto de Aoi inundou-se em lágrimas e ela se lembrou de que era capaz de chorar.

No rombo feito no peito de Akai, uma luz brilhava e aumentava conforme o tempo passava. Seu corpo emanava calor absurdo que se espalhava pelos redores e criava ondulações nos ares abafados. Fogo se fazia no piso, no resto de varanda à frente do palácio e nos jardins desertificados. O resto de verde do reino figurava-se em vermelho mal cheiroso. Quando a contagem chegou a cinquenta e oito segundos, o corpo inteiro da Ágata Rubra incandesceu como um lampião aceso. Ventania consumiu o que havia ao redor e quase engoliu Aoi, porém braços fortes a enredaram e seu corpo voou para longe dali, amparado por alguém que não era Topázio.

Ouviu-se a explosão intensa, os olhos fecharam-se diante o clarão fumegante. Depois, mais vento e por fim, um mórbido silêncio. As pálpebras descolaram-se com dificuldade devido à poeira no ar. Assim que ela pôde enxergar, viu acima de si, como um ser superior e confiante, Onyx sorridente e tranquilo.

Por pouco, muito pouco! — afagou o queixo trêmulo da menina — Perder as duas não sei se aguentaria. — a veracidade daquela alegação era questionável.

... Akai? — olhou para baixo, fitou o palácio quase posto a baixo, não encontrou vestígio da irmã no piso escaldante. Nada. Era como se nunca existira — Onde ela está?! apertou a gola do jaleco encardido de terra, o cientista permaneceu calado. — Onde ela está?! — insistiu.

Akai não existe mais.

Onyx, — Topázio surgiu ao lado, com ele uma Jade constrangida — não temos tempo a perder, o palácio foi abandonado!

O cientista entendeu. Largou Aoi flutuando a sós e puxou da manga do casaco o seu clássico controle esférico. Apertou-o algumas vezes, inseriu alguns códigos, logo que terminou os comandos uma gigantesca sombra arredondada tomou os restos da construção. Era a nave-laboratório. Dela, gotas de Cristal Negro chuviscaram e apagaram o fogaréu. Caíram como sementes, e brotaram feito árvores, cristais pontiagudos, o preto contrastando com o transparente rachado. Onde certa vez existiu um campo de força esbranquiçado agora havia uma barreira enegrecida.

Com isso estamos sem material para fazer novos Droids. Restou pouca coisa. — Onyx encerrou.

Um é o suficiente. — Topázio fitou Aoi, mergulhado em indiferença.

Ora, vamos! Sabe que ela não é uma qualquer... — afagou os cabelos arrepiados da menina aturdida — Ela é um dos meus melhores projetos.

... projeto?! — pensou alto, congelada por dentro. Jade a encarava surpresa. Aoi apalpou o próprio rosto, fitou as mãos pequeninas e delicadas, o líquido negro parecia menos denso, como se evaporasse... Então ela era um Droid? Como podia?! Suas expressões perderam-se no meio do caminho. Ela não fora criança um dia, porque sequer gente era, então, por que sentia? Ela amava o amo! Não amava?! Ou, aquela ideia foi simplesmente implantada na cabeça, como um comando? O que ela era? Ela era alguma coisa?!

— As horas parecem segundos durante uma batalha. — Jade comentou — Vejam, logo vai amanhecer. — apontou o céu, admirada com sua mudança. Dia, aquilo que não existia em Nemesis. A mudança repentina de assunto soou como compaixão para com Aoi.

Voltemos ao óvni e nos preparemos para contar a boa nova. — Onyx afagou os ombros inertes de Aoi.

Assim fizeram, seus corpos surgiram no salão onde Saphiro e Quartzy assistiram de camarote a batalha. Se olhassem bem por trás da espessa franja rosada, veriam os olhos lacrimejantes da bailarina. Saphiro exibia um risco entre as sobrancelhas, tensão, talvez. As mãos cerravam-se com força.

Missão cumprida. — Topázio sentenciou. O sol exibia fraco lume lá fora. — Onde está o príncipe para receber a notícia?

Com a rainha. — os dentes do príncipe azul rangeram.

Ora, vejam só! — Onyx arregalou os olhos e riu — Enquanto fazemos o trabalho pesado, ele fica com a melhor parte!

Saphiro poderia esbravejar, rosnar, partir para cima do cientista, mas optou pelo silêncio enigmático. Quartzy o olhava terna e compassiva. Somente ela era capaz de entender, ou tentar, o que ele sentia. Viram o empenho de Sailor Fire em batalha, assistiram o estrago causado por suas chamas. O estrago, generalizado, se concretizou não só pelas mãos das outras guerreiras, mas pela dela também. A cortina caiu e a ópera iniciou trágica e voraz perante o atento espectador Saphiro: Hina tinha que morrer.

Não vai chamar seu irmão? — a odiosa voz de Onyx chamou-lhe a atenção.

Em passos pesados, grave, Saphiro se perdeu na imensidão do corredor. Quase se roeu ao ouvir por de trás da porta a alegria de Diamante e Crystal. Quanta incoerência!

E, então, chamou-o. E a tragédia se completou com as lágrimas da rainha e o sofrimento de um príncipe sem escolha...

Não, a escolha fora feita.

Dali em diante, restava saber o que Crystal escolheria?

Sobre os sentimentos, isso sim, não existe escolha...


Deitada sobre o vasto leito, imóvel e esquálida, segurava o broche sobre o peito. Os olhos, semicerrados, choravam por dentro. Aspirava o ar rarefeito pela boca, a respiração chiava enquanto os seios subiam e desciam lentamente. As largas ondas, esparramadas pelo lençol escuro, escorregavam pelas bordas da cama e tocavam o piso nigérrimo. Não havia janelas para fora, sequer a rainha podia ouvir o cantar dos pássaros da época, entretanto, ela sabia que já era de tarde, talvez entardecer... um crepúsculo que parecia secular.

Um barulho enfim, e um frio na barriga. Pareceu que o óvni descia sobre qualquer lugar e se fixava ali. Um leve balanceio a nauseou. Os olhos se fecharam, tontos.

Quietude outra vez, o que quer que acontecera se passou.

— Minha rainha, — a voz dolorosamente conhecida entrou por seus ouvidos como o canto de morte. Crystal endureceu feito rocha — Chegamos ao nosso lar. — Diamante aproximou-se do leito e ergueu-lhe a mão em triste calmaria.

Sem resposta. A mulher permaneceu em sua languidez.

O príncipe branco sentou-se bem ao lado, forçando a paciência. Acarinhou-lhe o rosto frio, os lábios secos e imóveis. Os orbes azuis não se moveram.

— Crystal, não faça assim. — um pedido, uma ordem? Que se danasse. Finalmente o olhou, o desprezo exalou como um azedo perfume. — Crystal. — revirou os olhos e suspirou, irritado. Ela virou o rosto. Diamante bufou e puxou-a bruscamente pelos braços, fê-la sentar. Sua rainha permaneceu a fitar o lado oposto, antes fria, agora quente de raiva. Puxou-lhe o rosto, bruto, forçou-a a encará-lo nos olhos. — Crystal! — exclamou raivoso. Se ela teve medo? Tudo, menos isso. — Acompanhe-me! Estamos em casa! — puxou-a outra vez, agarrou-se a seu braço e começou a andar, arrastando-a. As unhas dela cravavam-se na manga branca da farda.

— Um dia eu escaparei de seus domínios e esquecerei que o conheci! — praguejou sem olhá-lo diretamente.

— Em seus sonhos. — seguiu caminhando, trazendo-a do lado. — O que é isso?! — parou repentinamente e segurou a mão esquerda dela com firmeza. — O que esse anel está fazendo aqui?! — apontou.

— Esse anel representa o meu compromisso, o meu casamento que não deixou de existir por causa de uma atitude impensada, idiota, que não vai se repetir! — soltou-se do enredo e afastou-se consideravelmente — Eu já conheço o caminho. – foi à frente. Por instantes, Diamante ficou onde estava, surpreso com a rispidez de uma mulher que fora tão doce. Em seguida, a alcançou e segurou-a pelo braço outra vez, forçando-a a acompanhá-lo. — O que é isso?! — ela perguntou dessa vez, quando chegaram de frente a uma parede e ela se abriu, mostrando-se uma enorme janela para fora, atravessada por restos de cristais do palácio e folhas mortas, presenteada pela vista que antes se tinha da enorme sacada do salão real. — Que absurdo é esse?! — virou-se para ele, vermelha de indignação.

— Estamos no Palácio de Cristal. No meu Palácio de Cristal. — orgulhoso, estufou o peito.

Outro tabefe na cara. Esquentou-lhe a bochecha. Dessa vez não ficou barato, ele a empurrou contra a parede, depois a puxou pelos cabelos e a pôs nas pontas dos pés, de frente ao abismo chamuscado que era do óvni até os jardins extintos.

— Você não fará isso. — contrário ao que ele esperava, Crystal não demonstrou medo.

— Não farei?! — irado, inclinou-a mais para frente.

— Não me deixará cair. — complementou — Ou será outra promessa que vai quebrar? — fechou os olhos em rendição — Vamos, me jogue, não tenho medo! Me jogue, faça esse favor! — insistiu.

Sem mais dizeres, trouxe-a de volta para o chão e ficou a olha-la.

— Sinto muito, eu não... eu... – não terminou a frase, abraçou-a fortemente, quase a sufocou — Crystal... eu... — tanto gostaria de falar, tanto gostaria de fazer! Laçou os dedos às ondulações castanhas, ela não disse um ai, não piscou os maremotos, não fez nada. Ficou como uma morta. Fitou-a outra vez, os olhos dela estavam em algum país distante. A mão gelada afagou-lhe o rosto, nem um suspiro. — Está bem. — Diamante afastou-se subitamente. — Quer uma satisfação? Me siga. — Disse seco — Me siga e veja quem sua mãe realmente é. — Tratou de andar.

— Do que está falando? — a curiosidade superou o asco e partiu atrás dele.

— Veja para crer. — seguiu, ela logo depois, para a saleta de holografias. Onyx, à surdina, observou-os, puxou o seu controle da manga e apertou um botão, logo depois, a porta da saleta se abriu por conta própria, uma espécie de barreira protetora se desfez da entrada.

Continua...


Notas:
Claudia, obrigada pelas indicações! A música da Pocahontas eu já conhecia, AMO Disney, e esse clássico é um dos meus favoritos! Em primeiro lugar: A Bela e a Fera. Em segundo: O Corcunda de Notre Dame. Em terceiro: Pocahontas! E daí em diante, O Rei Leão, A Pequena Sereia, Aladdin, e todo o resto! Assisto, canto e, de quebra, choro! HAHAHAHAHA
Não sei se conseguirei usar as músicas que indicou, a playlist já é bem extensa, algumas nem coloquei. Mas quem sabe um trecho ou outro não apareça? Adorei! Fico muito feliz com o seu envolvimento com a fanfic, me incentiva tanto, você não imagina o quanto! Venço a preguiça e sento aqui, começo a escrever, e penso logo: "tomara que a Claudia goste"! ;)

Amanda Catarina, Cat-chan, quando chegar aqui, já deixo o meu agradecimento por ter me incentivado em relação à fanfic! Muito obrigada por continuar acompanhando essa bíblia que estou escrevendo! Também penso muito no que você vai achar dos acontecimentos de cada capítulo que escrevo! Estou ansiosa para que você chegue aqui, daí você terá lido a primeira noite de Diamante e Crystal! S2

É isso aí, pessoal! Esse capítulo quase me fez procurar por um psicólogo.
Tá, exagerei... Não, eu nem pensei em procurar por um psicólogo porque não tenho dinheiro pra essas coisas de gente rica. Mas, sim, eu me envolvo de tal forma com os personagens que sofri por Aoi. Mais sobre a nossa pequena virá no capítulo a seguir. E, adianto, sobre Onyx também (meu queridinho, sei que a maioria o odeia, só que eu não – insiram mil corações aqui – que tal abrirmos um fã-clube para o Onyx-kun, Cat-chan?)!
Kissuuuuuusss!