Capitulo 52 – O 1º Dia – Peças que se movem; Momentos que valem à vida inteira.
Hermione e Remus aparataram nas ruínas de Hogwarts.
- o que exatamente estamos fazendo aqui Hermione?
Remus não sabia o que Hermione queria vindo até aquele local.
- em breve entenderá Remus ainda não posso falar.
E seguiram em silencio até o local que Hermione esperava encontrar Draco.
Este estava parado ao lado de Moira em frente á sala precisa.
- pronta?
Draco olhava a prima, que estava com alguns machucados.
- estou.
Os dois deram cinco voltas juntos, murmurando palavras em um dialeto esquecido, segurando firmemente em suas mãos uma pedra escura da cor do âmbar, até surgir uma porta envelhecida de carvalho. Com o emblema do clã Black.
Quando os quatro entraram, ficaram boquiabertos.
Uma replica exata do gabinete do professor Dumbledore estava na frente deles.
Por um momento Hermione e Draco se olharam achando que haviam errado o feitiço invocatório, porém logo viram que haviam feitos tudo certo ao verem, o próprio professor adentrar a sala.
Remus Lupin se assustou, ao ver o amigo (morto), vivo na sua frente.
Ele também pareceu surpreso.
- A que eu devo a honra de tão inusitada visita.
Dumbledore os olhava por detrás dos seus óculos meia lua, parecendo divertido com a surpresa de Lupin e olhar serio de Moira. E analisando as figuras que ele jurava serem Hermione Granger e Draco Malfoy juntos.
- professor... – Hermione e Draco falaram juntos, o que fez Dumbledore aumentar o sorriso.
- eu sempre disse a Minerva, que um dia vocês seriam uma dupla perfeita. -
Draco e Hermione coraram.
- perdão, deixe que eu ofereça m lugar para vocês sentarem.
Duas outras cadeiras surgirão e Moira e Remus sentaram, deixando as duas mais próximas para Draco e Hermione.
Hermione limpou a garganta e começou a explicar.
- professor, o senhor deve ter notado que usamos... - mais uma vez Hermione não precisou terminar.
- eu sei que a senhorita Granger e o senhor Malfoy usaram o antigo sortilégio dos Black, para conseguirem uma brecha no tempo, - Hermione e Draco se entreolharam boquiabertos. – devo acrescentar senhorita Granger, perdão senhorita Black, que no momento em que lhe vi pela primeira vez, e devo acrescentar que não faz muito tempo, já que apenas seis meses se passaram desde que a senhorita ingressou em Hogwarts para mim, eu tive certeza de que se tratava da filha de minha adorada Bellatrix, era claro como o luar em noite de lua cheia, o quanto vocês eram parecidas, mas temo dizer que tem muito do gênio do pai.
Neste momento Remus percebeu que Dumbledore estava alguns anos mais jovem do que ele se lembrava.
- obrigada.
Hermione corou de satisfação com o elogio.
- então podemos passar para o motivo. – Draco continuou.
- com certeza senhor Malfoy. – os bondosos olhos azuis de Dumbledore sorriam para o jovem sonserino.
- precisamos que o senhor, entregue a mim e a Hermione a pedra filosofal, para que possamos criar o elixir do selamento.
Dumbledore ficou sério olhando para aqueles dois jovens, que para ele ainda tinham onze anos e viviam brigando pelos corredores.
Ele resolveu confiar.
- por quanto tempo?
- apenas algumas horas, será o bastante, afinal devemos fazê-lo aqui mesmo. – explicou Hermione.
- o senhor não perguntará para que queremos o elixir? – Draco se surpreendeu.
- eu confio em vocês dois e creio que o meu amigo Remus jamais trairia minha confiança. Ele piscou para Lupin que ainda parecia não acreditar que havia viajado no tempo através de um sortilégio dos Black - porém a senhorita já deve saber que não pode ficar andando em outra época...
- eu sei professor não quero que meu eu de ontem fique louco.
Draco soltou um resmungo.
- mais do que já é você quis dizer.
Hermione lançou um olhar fulminante para Draco.
E dumbledore sorriu, algumas coisas ainda não haviam mudado.
- quem fará o elixir?
- eu, senhor Dumbledore. – Moira se levantou e sorriu para o diretor que demorou apenas um instante para reconhecê-la.
- devo dizer senhorita Moira, que é mais bela, do que eu esperava e faz jus a fama das mulheres de sua família de serem magníficas bruxas.
Remus acompanhou dumbledore e Moira, até o local onde esconderá a pedra filosofal.
Secretus
Enquanto os três estavam ocupados em fazer o elixir Draco andava olhando os adereços que tinha no escritório do diretor.
- nunca antes havia tido oportunidade de olhar de pertos essas coisas.
Hermione olhou divertida para Draco.
- jura? Pensei que você vinha pra cá com freqüência?
Draco percebeu a ironia nas palavras de Hermione e começou a rir.
- sinceramente Hermione cada dia, mais você se parece com uma sonserina, anda com um humor bem sarcástico.
Hermione bufou e resolveu não responder.
Duas horas depois eles voltaram.
Moira mostrou a Hermione e frasco com um, liquido transparente.
- não deveria ser negra a cor do elixir?
Moira concordou com a cabeça.
- ela se torna escura conforme o tempo passa por isso normalmente o elixir é feito anos antes do seu uso. Quando retornarmos para o nosso tempo tomarei o cuidado para que ele sofra apenas o efeito do tempo, mais nenhum outro.
- gostaria que vocês quatro esperassem mais um segundo.
A voz de Dumbledore os fez retornaram suas atenções para ele.
- gostaria de reparar um erro formidável do mundo. Por favor, senhor Malfoy, senhorita Black e Remus poderiam ficar nesta ante-sala, por favor.
Moira entregou o elixir para Hermione estranhando as palavras de Dumbledore.
Assim que os três entraram nos aposentos pessoais de dumbledore.
Ele se voltou para Moira.
- apenas teremos que esperar um instante senhorita Moira.
Secretus
Hermione olhava ao redor e parou diante de uma fotografia, o sorriso dela chamou a atenção de Draco que estava curioso sobre o assunto que Dumbledore podia ter com sua noiva.
Assim que ele chegou ao local em que Hermione estava soltou uma risada maliciosa.
- eu sempre soube que havia algo entre eles.
- bom agora nós temos a confirmação.
Os dois olhavam para uma grande foto onde um Dumbledore mais novo ora beijava a feliz noiva no dia de seu casamento, ora bailava com ela sorrindo um para o outro.
- a professora Minerva nunca me pareceu tão feliz e bonita quanto aqui.
Remus sorriu para os dois jovens que riam embevecidos para a fotografia.
Secretus
Um barulho fez com que Moira olhasse para trás, porém seus olhos ficaram turvos de lágrimas ao notar quem entrava.
Severus Snape entrava silencioso na sala, até para em frente a uma jovem bruxa de longos cabelos vermelho sangue. A parte do coração de Severus que se fechará para a felicidade pareceu acordar de seu torpor.
Eles ficaram se olhando em silencio compreendendo o que sentiam.
- minha filha...
- pai...
Moira se sentiu fraca diante do que sentia, e deu um passo à frente como a pedir socorro e ele veio em forma de um forte abraço.
Severus sentia as lágrimas molharem seu rosto, e uma felicidade que ele jamais achou que um dia sentiria novamente.
Estava com a filha amada nos braços, e mesmo sabendo que ela estaria ainda uma criança de dez anos ele não se importou de abraçar esta jovem mulher, pois ele não sabia como, mas aquela era a sua filha, e somente isso importava.
Moira sentiu um calor, entrando em seu coração, fazendo moradia e destruindo barreiras, passará a vida tentando odiar aquele homem, mas agora ela só queria abraçá-lo pelo menos aquela vez, senti o amor de um pai.
Os dois ficaram por um tempo que acharam longo e curto ao mesmo tempo, apenas ali juntos sem dizerem nada.
Até Dumbledore falar.
- eu odeio ter que fazer isso, porém como ambos devem sentir, infelizmente vocês tem que se separar.
Moira se afastou relutante do pai.
E Severus parou segurando a mão fina e delicada da filha.
- eu não sei, porque eu recebi este premio tão importante, mas eu agradeço. – Moira deu um sorriso. – saiba filha, que em nenhum dia desde que eu me vi longe de sua mãe, eu deixei de pensar em como eu a amo e como eu amo você. Você deve saber agora o quanto eu amo você e jamais deverá esquecer... Minha Moira.
Ele beijou a mão de Moira e saiu tremulo em direção ao corredor.
Levando consigo durante todos os anos a benção de ter encontrado um dos motivos para ele lutar, poder dizer a ela o quanto ele a amava e quando sua vida foi pedida pela dela, anos depois, ele sorriu para o outro motivo de sua luta, pois ele sabia que era amado pelas duas.
E somente isso importava para ele.
Já Moira tentou esconder as lágrimas quando viu Draco, mas não conseguiu.
- eu o vi, Draco. – Draco olhou para ela. – eu abracei meu pai, foi apenas um momento mais valeu minha vida inteira.
Hermione e Remus sorriram enquanto Draco a abraçava e Dumbledore deixava uma fina lágrima banhar seu rosto.
E foi com o desejo de que aqueles jovens fossem felizes que dumbledore ficou sentado, prometendo a si mesmo velar pelas vidas deles até eles poderem fazer isso. Já que aquela pequena grifinória que tinha problemas em fazer amigos, seria realmente como ele já esperava de vital importância nos tempos negros que ainda estavam por vir, e aquele sonserino que todos odiavam também o seria e do lado certo da guerra.
Secretus
Secretus
Bella, Sirius e Andie, usaram a lareira da biblioteca dos Black para se encontrarem com Narcisa, na nova Mansão Malfoy.
Esta estava sentada de olhos fechados quando as irmãs e o primo chegaram.
- Cissa? – Sirius estranhou a palidez anormal da prima. – está tudo bem?
Ela abriu os olhos e deu um falso sorriso.
- não creio que jamais esteja bem novamente, Sirius.
Bella se aproximou da mais frágil das irmãs, e a abraçou.
- não durará muito minha irmã.
Andie abraçou as irmãs.
- não temos muito tempo, ou sentiram nossa falta. – Bella disse assim que elas se afastaram.
- onde estão os materiais?
Sirius perguntou e logo depois dois elfos vieram trazendo dois baús lacrados. Logo depois ele observou o trabalhou minucioso das primas enquanto elas teciam uma capa coberta de encantamentos antigos.
Era quase meia noite quando elas acabaram, se fossem quaisquer outras bruxas talvez não conseguissem terminar o trabalho em tão pouco tempo, mas ali estava à trindade Black.
E um poderoso artefato, para garantir ainda mais o extermínio do mal, estava pronto e abençoado.
Sirius e Bella voltaram para a sede, e esperaram a volta de Hermione com noticias do outro movimento das pedras brancas.
Secretus
Secretus
Hermione retornou ao quarto dos pais um pouco antes da uma da manhã, estava abatida.
- demorou filha? – Bella a abraçou.
- passei no saint mungus antes de voltar, já que precisava de um álibi para a demora assim como Remus também, e por que eu queria saber como estava uma garotinha que encontrei nos destroços da batalha.
Hermione falou fracamente.
- deu tudo certo para vocês? – Hermione perguntou.
Sirius balançou a cabeça.
- quando estas três bruxas que você tem por família se reúnem sempre conseguem o que queriam, tinha que ver como eu e Régulos sofríamos nas mãos delas.
Sirius fez cara de cachorro carente e Hermione sorriu.
- sei, e ninguém fala o quanto nós sofríamos com vocês dois. – Bella se defendeu.
- acho que vocês se mereciam. Nós também conseguimos fazer nossa parte, a senhora tinha razão mãe, sobre eu e Draco, termos a força de abrir a brecha temporal juntos.
Bella sorriu orgulhosa e Sirius murmurou algo parecido com: "sei não estes dois muito unidos pro meu gosto...".
Que fez Hermione gargalhar.
- pai, mãe tenho que contar algo para vocês.
Hermione começou e Bella não agüentou.
- tem a ver com essa aliança que esta no seu dedo?
Sirius rapidamente se levantou e acabou dando um gemido de dor, já que suas feridas haviam piorado um pouco.
- que historia é essa de aliança?
- bom! – ela mostrou o anel. - Carlinhos me pediu em casamento!
Sirius esqueceu dor por um instante e pegou a mão da filha para olhar a aliança, seu semblante estava indefinido. Logo Bella o arrastou para a cama e com um passe de mágica fez surgir novos curativos.
O sorriso radiante de Hermione fez com que Sirius ficasse feliz.
Bella a abraçou,
- eu sabia que vocês dois iam ficar juntos, estou tão feliz por você princesa.
- eu também. – Sirius disse fazendo cara de solitário já que não podia se mexer graças às novas bandagens que Bella havia feito, as duas foram e se deitaram ao lado dele o abraçando.
- vocês não sabem o quanto eu desejei isso, estar feliz, com meus pais, e estar amando.
Sirius deu outro resmungo parecido com: "ai eu vou ter uma conversinha sobre como ele deve ser comportar com minha princesa urgente, ou não me chamo Sirius Black.".
Os três ficaram juntos um pouco até Hermione dar um beijo de boa noite e se retirar.
Indo se encontrar com Carlinhos que ainda estava acordado junto a Tonks e Gui, que estava coberto de bandagens.
- por Merlin você está tão ferido assim? – Hermione perguntou cética duvidando disso.
Gui rio contrariado e Carlinhos comentou rindo.
- acho que Tonks precisa rever suas habilidades de curandeira.
Tonks que estava quieta não agüentou e começou a rir.
- rever? Eu tenho é que aprender elas isso sim.
Hermione começou a refazer os curativos de Gui, que voltou a poder se movimentar.
- tudo deu certo hoje, para os preparativos do selamento, só temos que esperar o momento certo.
Hermione falou depois de um tempo indo se sentar ao lado de Carlinhos que lhe abraçou protetoramente.
Depois de um tempo juntos Gui e Tonks pediram licença e foram dormir, Hermione sorriu maliciosa para Carlinhos.
- acho que eles resolveram não perder tempo e se entregarem a paixão.
Carlinhos levantou a sobrancelha desconfiado, e ficou pensativo.
- você quer dizer que? Os dois?
Ele ainda olhava para o corredor que dava para os quartos.
- mas é claro. Só ouvi um barulho de uma porta se fechando. – Hermione frisou bem o uma porta. – e ontem eles também estavam aqui juntos, e sem falar que ela é completamente apaixonada por ele há um bom tempo.
- é acho que você tem andado muito com o Draco.
Hermione olhou para ele curiosa.
- este comentário malicioso é típico de um sonserino.
Ambos riram.
- mas sabe eles estão certos meu amor, com está guerra nós não sabemos o dia de amanhã, então temos que aproveitar enquanto podemos fiar juntos.
Depois de dizer isso Carlinhos pegou Hermione no colo e parando em frente à lareira jogou um pó azul e foram para o pequeno pedaço do paraíso que ele fizera somente para ela.
Secretus
Secretus
Bella e Sirius se entregaram ao momento único e se beijaram com amor e volúpia desejando poderem para o tempo e ficarem para sempre unidos.
Sirius deu um gemido de dor e Bella se afastou um pouco.
- sabe Sirius se você ficar quieto hoje, amanhã já não terá que usar estes curativos todo e somente bastará tomar as poções, então vamos dormir.
Sirius olhou com desejo a mulher que também o olhava desejosa.
Ele suspirou.
- mais uma noite... Salva pelo gongo minha amada. – ele piscou sedutoramente.
- já lhe disse, caro almofadinhas, que é você que está sendo salvo! – ela o beijou calidamente no pescoço o fazendo suspirar novamente.
- tem certeza que é assim que pretende me fazer dormir?
Sirius a olhava.
E bella riu.
Um tempo depois a muito custo os dois conseguiram dormir.
Era até uma pena Sirius dizia ele está todo machucado quando ele realmente queria era amar sua amada mulher como há muitos anos sonhará.
Secretus
Secretus
Harry andava inquieto no quarto, enquanto Rony ficava deitado olhando para o teto.
Gina e Luna entraram seguidas logo depois por Lilá e por Fred e Jorge.
Jorge entregou uma caixa a Harry que ficou por um tempo a olhando em silencio.
Rony se levantou e também olhou para a caixa.
- tem certeza que vocês conseguiram fazer isso direito? – Rony perguntou para os irmãos.
- não somos você Ronyquinho. Pode confiar Harry, fizemos exatamente como Hermione nos ensinou uma vez, esta chave de portal nos levará para Hogwarts.
Harry olhou novamente para as seis chaves que os gêmeos encantaram como chaves de portal.
- certo, eu ficarei com uma, Rony com outra, uma ficará com Gina, uma pra você Neville e outra pra um de vocês. – ele disse entregando a quinta para Fred. – Lilá, irá com Rony, Neville levará Luna, ma se algo acontecer – ele se virou para Luna e Lilá, vocês devem ir até um de nós na hora para irem juntos.
Todos concordaram com a cabeça.
- o que fará com a sexta Harry? – Gina olhava para a ultima chave de portal.
Harry não respondeu à namorada.
- ainda não tenho certeza. – ele falou depois de um longo tempo.
Fred passou as mãos pelos longos cabelos ruivos e olhou para Jorge que também parecia inquieto.
- tem certeza que esse é o melhor plano Harry? – os gêmeos falaram à pergunta que todos ainda tinham.
- não sei se é o melhor, porém é o único que temos. Usaremos a chave de portal para atrair a senhora Snape, e lá usaremos a poção para terminar de uma vez por todas com a imortalidade que Voldemort tanto se gaba.
Já era noite e todos estavam cansados e com a memória ainda viva das terríveis cenas que presenciaram à tarde.
Durante muitos anos muitos daqueles bruxos ainda se lembrariam com temor da cantiga das trevas, e dos gritos e do sangue nos rostos sem vida.
E ainda era apenas o primeiro dia.
"Nada mudará o meu amor por você
E deve saber agora o quanto eu amo você,
Somente você ocupará minha vida vazia, pois
Nada mudará meu amor por você".
Severus Snape Para Serene Snape.
Fim do capitulo Cinqüenta e Dois.
Vivis Drecco ® Secretus © 2006.
NT: eu tenho mil desculpas para dar...
primeiro meu pc, queimou a fonte e fikei duas semanas sem escrever, segundo e mais importante, andei com bloqueio mental e nada que eu escrevia era bom o suficiente, mas na semana que vem vem três capitulos juntos de todas as fics, pois passarei uma semana sem fazer nada em casa.
e hoje não terei tempo, pra responder os reviews mas na proxima responderei...
mil beijos...
e espero que curtam este capitulo...
