Capítulo Cinquenta e Dois: Qual é a pior coisa que pode acontecer?
Deveia haver uns quarenta, talvez cinquenta, Comensais da Morte ao redor deles. Harry sentiu como se o ar a sua volta tivesse desaparecido. Ele respirava com dificuldade, devido à dor que sentia. Seria quase impossível lutar contra todos esses homens sozinho, mas com a complicada adição dos outros quatro, o moreno não sabia se iria sobreviver a isso e ajudá-los a conseguir o mesmo também.
Ele sentiu os outros ficarem mais próximos, todos estavam com suas varinhas em punho, mas Harry tinha certeza de que nenhum saberia como duelar contra um Comensal. Os homens em frente a ele usavam máscaras, porém um deles se sobressaia. O longo cabelo loiro sempre o denunciou. O garoto sentiu seu coração pular de raiva ao ver Lucius Malfoy aproximar-se deles.
"Parece que sua sorte finalmente acabou, Harry." Ele disse.
O moreno apertou sua varinha e observou o homem. Ele estava tentando, desesperadamente, encontrar um jeito de escapar com os quatro adolescentes.
"Sorte não tem nada haver com isso. Eu apenas sou melhor do que vocês." Harry zombou. Ele sabia como os Comensais ficavam bravos ao serem chamados de fracos. O comentário bastou para que eles perdessem a compostura.
Malfoy fez um gesto parta o resto e imediatamente o círculo em volta de Harry ficou menor. Os Comensais estavam fechando a área e apontavam as varinhas em direção aos cinco. Quanto mais se aproximavam, mas a escapatória tornava-se difícil.
'Aqui vai uma tentativa frustrada' O garoto pensou consigo ao se preparar para duelar. Ele esperava que os quatro conseguissem acompanhá-lo. Não havia outra opção.
Assim que os Comensais ficaram bem perto, Harry usou o feitiço lança ácido, que os fizeram soltar as varinhas e agarrarem o rosto, urrando de dor. O moreno ergueu um escudo, usando o máximo de magia que tinha, quando uma enchurrada de maldições foram lançadas em cima dele e dos outros. Os cinquenta homens ficaram acertando o escudo repetidamente, tentando perpassá-lo. Harry sentiu a proteção tremer, já que nunca fora usada para lidar com tantas maldições. Ele sabia que o escudo não aguentaria muito mais e começou a gritar instruções, enquanto as maldições continuavam.
"O escudo vai quebrar! Assim que isso acontecer lancem feitços na direção deles. Não me importa quais. Apenas mirem na cabeça, se puderem! Fiquem juntos e reúnam energia! Precisamos daqueles escudos mais do que tudo!" Harry terminou de dizer, bem na hora em que sua bolha azul começou a rachar e quebrar.
Assim que a bolha desapareceu, os quatro começaram a agir. Ron e Hermione já haviam começado a reunir energia para montar o escudo, enquanto Damien e Ginny lançavam os 'estupefaças' mais fortes que podiam. As bolhas amarela e rosa apareceram para proteger os adolescentes. Harry já tinham começado a duelar. Todos eles moviam em uma velocidade incrível indo em direção às árvores com o intuito de se esconder. O moreno de olhos esmeralda não perdeu tempo e lançou as maldições mais negras que conhecia. Ele acertou, rapidamente, três Comensais com a maldição da Morte. Harry nunca usava as Maldições Imperdoáveis a não ser quando Voldemort mandava. A primeira vez em que as usou sem as ordens do Lorde das Trevas foi ao lançar a Cruciatus em Sirius, no dia em que atacou o Expresso de Hogwarts.
Harry odiava usar as Imperdoáveis. Ao contrário dos Comensais da Morte, ele não tinha nenhum prazer em usá-las para torturar ou matar. Aquilo costumava ser apenas uma ordem. O garoto lançaria qualquer feitiço, ou maldição quando ordenados por Voldemort. Entretanto, naquele dia ele estava lançando todas, não com o intuito de matar, mas sim de sobreviver. Ele não sentia nada naquele momento a não ser a votade de retirar seus amigos e a si próprio daquele lugar. Mais tarde, Harry perceberia que aquela era a primeira vez que os registrava como amigos. Ele sempre protegeria Damien, sobre isso não havia dúvidas, os outros sempre foram pessoas que estavam no caminho. Porém agora, Harry queria tirar todo mundo dali vivo e não havia nenhuma outra razão a não ser porque não podia pensar em nenhum deles machucado.
Harry se jogou ao chão quando outro feitiço veio zoonindo em sua direção. Ele estava sendo mirado apenas com 'estupefaças' e feitiços do corpo preso. Aparentemente, as Maldições da Morte estava apenas sendo lançadas contra os quatro adolescentes, que miraculosamente conseguiam desviar de todas. Os escudos de Ron e Hermione não conseguiram bloquear os feitços e maldições. A proteção rachou e quebrou, assim como a de Harry. Portanto, não havia escolha a não ser enfrentar o caminho de jatos verdes. O moreno de olhos esmeralda virou para lançar outra maldição contra um Comensal e viu algo que fez seu coração pular para a boca. Damien deu um passo em frente aos homens que lançavam Crucios. Antes que Harry pudesse agir, seu irmão entrou no caminho. Bem diante aos olhos do garoto, os feitiços encaminharam-se em direção ao mais novo da turma e nem mesmo o atingiram. Eles apenas dissolveram no ar. Imediatamente aqueles Comensais foram jogados no chão por causa dos feitiços de Ron, Hermione e Ginny. Harry percebeu que a Layhoo Jisteen era a responsável por salvar Damien, mas duvidava que a pedra o protegeria da Maldição da Morte. O garoto estava certo de que ela não bloquearia a pior das maldições.
Harry deu uma observada na quantidade de corpos. Ele devia ter matado uns quinze Comensais e esses estavam jogados ao chão. Os quatro amigos conseguiram derrubar uns dez. O moreno sabia que aqueles estavam apenas estuporados, já que nenhum dos quatro conseguia lançar Maldições da Morte.
Harry correu atrás dos adolescentes, quando entraram floresta correndo e mirando feitiços em direção aos Comensais que os persseguiam. Eles fizeram o que moreno disse e tentavam acertar as cabeças. Harry corria o mais profudamente e rápido que conseguia entre as árvores.
Bem no momento em que o garoto conseguiu alcançar os outros, sentiu um feitiço vir em sua direção e explodir, fazendo tudo ao seu redor pegar fogo, deixando-o cercado e longe do resto das árvores. Os outros pararam imediatamente com o som e moveram-se para ajudá-lo, varinhas em punho para apagar o fogo.
"NÃO! Apenas vão!" Harry gritou.
Os amigos ficaram horrorizados com a idéia de deixar Harry sozinho, mas deram um passo para trás e olharam em volta, tentando achar alguém para ajudar. O moreno gritou para que eles fossem embora e viu Ron e Hermione puxando Damien e Ginny, que se debatiam, para longe do fogo e consequentemente dele também.
Harry virou e viu que estava sem saída. Havia no máximo vinte e cinco Comensais em frente a ele, enquanto o fogo o cercava. Ele ficou ali parado, pronto para matar quem viesse em sua direção. Os homens ficaram ali, nenhum deles se moveu para pegá-lo. O garoto observou, com o coração batendo forte, o Comensal loiro andar entre os outros e parar a sua frente. O homem retirou a máscara, mas Harry já sabia que era Lucius Malfoy. Seus olhos cinzas queimavam de raiva, enquanto ficava ali aparado com a varinha apontada em direção ao garoto.
"Nunca pensei que chegaria a esse ponto." Ele murmurou.
Com surpresa, Harry percebeu outra emoção escondida nos olhos de Malfoy. Era arrependimento. Ele sabia que o loiro foi afetado com a sua partida e que provavelmente foi castigado por, principalmente, o ter levado para ver Wormtail. O moreno conseguiu fazê-los falhar em cada tentativa de captura e entendeu a raiva do homem. O que ele não estava preparado para entender foi a compaixão que Malfoy sentia por ele. Até o ponto em que sabia, tudo o que saíra da boca de Voldemort era uma mentira. Eram apenas truques para traí-lo e usá-lo apenas como uma arma nessa guerra. Harry apertou sua varinha ainda mais e sentiu uma ira fervente dentro dele.
"Não há mais lugar pra ir. Se você resistir, apenas estará dificultando as coisas pra si mesmo." Malfoy continuou dizendo e se aproximando.
O garoto deu um passo para trás e sentiu as chamas arderem mais intensamente.
"Não me faça machucar você, Harry." Malfoy disse baixo.
"Você não pode me machucar mais do que já mchucou." O garoto sussurrou de volta, ouvindo o som do sangue batendo em suas orelhas.
O loiro pareceu ser pego de surpresa ao ouvir a afirmação. Ele parecia desconfortável por um momento antes de deixar sua face sem expressão.
"Que seja do seu jeito então." Malfoy disse e sinalizou para os outros homens.
Todos os Comensais lançaram, imediatamente, uma maldição em sua direção. Harry levantou seu escudo e as repeliu, mas a força mágica dos vinte e cinco homens o fez tropeçar e cair. Seu escudo pifou, quando caiu no chão e dois feitiços ferroada lançaram-se contra ele e o acertaram, um no peito e outro em sua mão.
Harry arfou de dor e levantou imediatamente. Lançou uma maldição ácida, mas não acertou nenhum Comensal da Morte. O garoto tropeçou de novo, quando seu escudo foi mirado por diversos feitiços. A proteção azul falhou novamente e uma maldição acertou o moreno, que sentiu uma dor lancinante, como se alguém tivesse lançado um Feitiço Quebra-Ossos, mirando seu braço, mas acertando suas costelas. Com a mão pressionada sobre seu machucado, Harry tentou erguer outro escudo ao ouvir 'estupefaças' sendo lançados em seu caminho. Ele teve que se jogar no chão, quando a proteção não apareceu instântaneamente. O moreno levantou, mas sabia que nada estava muito exausto e não conseguiria fazer muita magia. Os Comensais tentavam lhe acertar para poderem capturá-lo e com o seu cançaso, mais cedo ou mais tarde um dos feitiços lhe acertaria.
Harry ficou parado encarando os homens que apontavam as varinha para ele. Alguns deles miravam sua face, mas a maioria mirava seu coração. Ele ainda tinha seu escudo levantado, mas os Comensais não lançaram nada. Eles olharam para Malfoy, quando o loiro se aproximou. O homem conseguia ver que o garoto perdia a batalha, que já não conseguiria continuar se protegendo por muito tempo.
"Foi o suficiente?" Ele perguntou ao apontar sua varinha para Harry, apesar do escudo.
Em resposta, o moreno colocou as mãos em suas vestes e pegou o Diário Negro, fúria e raiva perpassando por seu corpo. Se ele iria ser capturado, então teria certeza de que sua vingança estava completa. O garoto não falharia, faltava apenas uma Horcrux.
Harry olhou para Malfoy furiosamente, gostando de ver o brilho de medo, quando os olhos cinzas observaram o Diário.
"Vá se foder." O moreno sibilou para o homem, antes de encarar a Horcrux.
Tudo o que teve de fazer foi relembrar Bella e seus olhos vazios, enquanto Sirius a segurava, para que uma onda de raiva borbulhasse dentro de si. O Diário Negro pegou fogo e virou cinza em questão de segundos.
Foi como se Malfoy tivesse perdido uma parte de sua alma e não Voldemort. Seus olhos cinzas se arregalaram com medo e choque. Ele soltou um urro e lançou uma maldição contra Harry.
O moreno empurrou toda a sua energia para fortalecer o escudo. A bolha azul o protegia, mas a tremenda enchurrada de maldições e feitços o estava fazendo desequílibrar. Ele conseguiu desviar das chamas.
Bem na hora em que a bolha estava rachando de novo, já que a energia acabava, um som encheu o ar a sua volta e o chão tremeu. Alguns Comensais tentaram sair do caminho, quando algo caiu de lá do meio das árvores. Por um momento, os homens esqueceram sobre Harry. Eles ficaram vendo o que acontecia. Uma enorme árvore caíra ali em direção aos Comensais e bateu no chão, criando uma ponte sobre o fogo. O moreno pôde ver Hermione e Ginny paradas do outro lado, varinhas em punho.
Harry não perdeu tempo, ele lançou outra maldição ácida, para que ninguém o seguisse e atravessou a ponte feita com a árvore. O moreno correu o máximo que pôde até o outro lado, nem mesmo parando um segundo. Os quatro adolescentes se aproximaram dele e imediatamente todos correram para longe dos Comensais. Eles sentiam os feitiços passarem, mas continuaram correndo.
Harry sabia que estavam se aprofundando cada vez mais entre as árvores. Quanto mais entravam na floresta, melhor as chances para se esconder, mas ele não queria levar aqueles homens para nenhum lugar próximo à vila trouxa.
O moreno e os outros pararam ao lado de uma enorme rocha e esconderam-se atrás dela. Eles escutaram com atenção, para perceber qualquer som que pudesse mostrar se estavam sendo seguido ou não. Os cinco respiravam fundo. Harry olhou para sua mão e viu o local aonde a maldição ferroada lhe acertou, deixando um corte profundo e percebeu que os outros o olhavam preocupados. Provavelmente sua face expressava o que sentia, a dor de suas costelas quebradas o estava deixando tonto e seu peito e sua mão davam pontadas.
"Você está bem?" Damien sussurrou.
Harry grunhiu e gesticulou para ficarem quietos.
O garoto gemeu mentalmente, quando ouviu a voz de Malfoy gritar instruções. Ele olhou para Ginny, que tentava não se arrepiar.
"Harry! Eu sei que você está aqui, já que colocamos feitiços anti-aparatação no local antes de virmos. Você não pode escapar! Faça tudo ficar mais fácil e venha quietinho até nós!" A voz do loiro reverberou pela floresta e o coração de Harry bateu mais forte em seu peito.
"Se você vier quieto, prometemos deixar seus seguidores terem chance de escapar. Entregue-se agora!" Ele gritou e suas palavras ecoaram alto.
Harry viu Ron e Hermione o encararem e gesticularem desesperadamente com as cabeças, para que ele não fizesse tal coisa. O moreno não planejava fazer, mas sorriu do mesmo jeito. 'Meus seguidores, essa é nova', pensou consigo mesmo.
Harry deu uma espiadinha por trás da rocha e percebeu que Malfoy colocara sua máscara. Havia vinte homens procurando desesperadamete por ele. O moreno tentou fazer sua mente exausta funcionar. Com os ecudos anti-aparatação, nenhum deles escaparia. Ele tinha certeza de que seriam capaz de derrubar os Comensais se ficassem em pequenos grupos, tudo o que precisavam era de algum tempo.
"Ok, vocês ficam aqui e eu vou acabar com isso." Harry disse, mas Damien o parou.
"Vou com você." O menino disse determinado.
O moreno de olhos esmeralda nem mesmo sabia porque se importava com Damien, quando essas coisas aconteciam.
"O que?" O garoto perguntou, sabendo que seu irmão criaria a desculpa mais estúpida.
"Seu escudo não pode ser usado contra todos eles. Você já viu que não adianta. A Layhoo Jisteen me protege e protege quem está comigo. Pode ser seu escudo." Damien disse imediatamente.
Harry o encarou. 'Sim, definitivamente a desculpa mais estúpida', pensou.
"Damy, se você acha que eu vou usar meu irmão mais novo para servir de escudo humano, então você é mais ignorante do que eu pensava!" O garoto sibilou.
"Não há outra opção. Nenhuma das maldições funcionará em mim. Posso ajudar a bloquear." Damien insistiu, apertando sua varinha.
"Você não sabe disso! A Maldição da Morte provavelmente vai ultrapassar a proteção da Layhoo Jisteen! Pare de fazer palnos estúpidos e fique aqui, fora de vista e fora do caminho." O garoto mais velho disse so se preparar para sair do esconderijo.
"Harry, nós não vamos te deixar sozinho. Viemos aqui preparados para ajudar você a lutar. Vamos junto." Ron disse e também apertou sua varinha.
"Estaremos ao seu lado, Harry. Mesmo que seja a últiam coisa que façamos!" Hermione adicionou, evitando as lágrimas.
O moreno olhou para eles, sentindo seu coração apertar ao ver a lealdade de todos.
"Tudo o que vocês tem que fazer é erguer o escudo e matê-lo, ok?"
Os quatro assentiram. Ron e Hermione olharam um para o outro e sem dizer nada, deram as mãos. Ginny e Damien ficaram ao lado deles, focando para conseguir fazer o escudo. Harry estava no meio ao lado de Hermione e Ginny.
"Agora." O garoto disse e os cinco saíram de trás da rocha.
Harry começou a lançar maldições na direção dos Comensais e sentiu uma onda mágica quando os quatro escudos ergueram-se instântaneamente. As bolhas amarela e rosa apareceram, assim como a roxa de Ginny e a laranja de Damien. A bolha enorme criada foi forte o suficiente para segurar o ataque dos Comensais.
Como Harry não precisava criar um escudo, ele ficou livre para artirar quantos feitiços e maldições que pôde. O garoto começou a lançá-las, mirando nos homens mais próximos.
Harry pôde dizer que nenhum deles usava a Maldição da Morte, com medo que lhe atingisse. Voldemort com certeza gostaria de matá-lo com suas próprias mãos, afinal, ele tinha destruído as Horcruxes. Os Comensais da Morte tentaram quebrar a proteção, mas não conseguiam nem mesmo enfraquecê-la.
"Nós estamos conseguindo! Oh, Deus, estamos bloqueando tudo!" Ginny gritou excitada.
Os quatro amigos ficaram todos felizes por conseguirem conjurar alguma coisa tão poderosa. Harry estava feliz também, mas sabia que o escudo não ficaria ereto por muito mais tempo. Estava drenando muita energia.
"Fiquem preparados, não vai aguentar por muito tempo." O moreno gritou, bem na hora em que a bolha multicolorida começou a rachar.
Harry conseguir derrubar dez Comensais, deixando apenas quinze homens restantes. A esse ponto, eles já estavam loucos de raiva. Os cinco adolescentes se jogaram no chão, quando uma luz verde voou em direção a eles. O garoto percebeu que os seguidores de Voldemort já não se importavam em acertá-lo. O exercíto de cinquenta homens, comandados por Lucius Malfoy, havia sido dezimado por um grupo de adolescentes inexperientes, com execeção de Harry.
Mais Maldições Imperdoáveis foram lançadas. Os Comensais sabiam que o escudo não protegeria todos contra a Avada Kedavra. Os adolescentes desistiram da proteção e pegaram duas varinhas para duelar ferozmente contra os homens, desvindo de cada jato verde disparado. Harry tentou mirar suas prórpias Maldições da Morte contra quantos Comensais possíveis.
De repente, outro som os alertou. Gritos foram ouvidos e o inconfundível som de vestes voando no ar. 'Oh, não! Eles chamaram ajuda!' O moreno pensou, já entrando em pânico só de pensar em mais cinquenta homens.
Porém, não foram os Comensais da Morte que apareceram. Era dífícil enxergar entre a fumaça, que escurecia o local e saía das árvores quemadas. Harry foi distraído por outro Comensal e nem mesmo viu quem se aproximava.
Damien estava ocupado lutando furiosamente contra um homem e tinha acabado de derrotá-lo com um feitiço do corpo preso, quando ouviu uma voz familiar.
"Damy!'
O menino virou, já apontando a varinha para a pessoa. Ele sentiu seus joelhos enfraquecerem e seu coração pular para a boca em choque, quando viu quem era.
"Pai!"
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
James parou e observou a cena a sua frente. Seus filho mais novo, seu filho de treze anos, que supostamente deveria estar com trouxas, são e salvo, estava no meio de uma luta violenta com Comensais da Morte. Ele encarou o adolescente, com suas roupas trouxas rasgadas e sujas, que tinha choque e medo claramente estampados na face.
Antes que o Auror pudesse dizer algo, viu um Comensal mirar uma Maldição da Morte em direção ao seu filho. James convocou Damien, o tirando do caminho. Ele lançou um feitiço em direção ao homem que atacara o menino, antes de se esconder atrás de uma pedra.
"Fique!" James vociferou. Damien nem mesmo pensou em desobedecer.
Ele ficou vendo seu pai correr e se unir à batalha. Um grito agudo o fez olhar para o outro lado a tempo de observar Ron caindo.
"Oh, Deus! Não!" O menino gritou ao ver o amigo no chão, esperneado de dor.
Imediatamente quatro Aurores correram até ele, o protegendo dos Comensais que lançaram a Maldição Quebra-Ossos. Ron agarrou sua perna e urrou de dor. Os homens que estavam lhe ajudando o pegaram e o trouxeram, junto com Ginny e Hermione, até Damien. Os quato ficaram juntos e encolhidos. O ruivo, que respirava entrecortadamente e pausadamente, conseguira parar de gritar.
"Ron! Você está bem? Oh, Deus!" Hermione disse alto e tentou confortá-lo.
"E-Estou bem." O ruivo disse, antes de fechar os olhos e respirar fundo para se acalmar.
Harry viu Ron cair e estava quase indo ajudá-lo quando viu os Aurores. Sentindo como se seu estômago tivesse dado um nó, ele desviou dos feitiços mandados em sua direlção pelos recém chegados e tentou se esconder atrás de alguma coisa. Foi nessa hora que viu seu pai, duelando com alguns Comensais. O moreno olhou em volta, procurando Damien e os outroa. Ele entrou um pouco em pânico ao pensar no que aconteceria com eles. O local estava cheio de Aurores, que já devia tê-los visto em sua companhia. Harry já não podia mais vê-los.
Colocando de lado a 'situação pesadelo', o garoto concentrou-se em evitar as maldições miradas em sua direção por ambos lados. Depois de desviar dos Aurores, ele lançou feitiços na direção dos Comensais da Morte.
Damien viu seu pai correr até ele. O homem parecia nem mesmo notar seus amigos. Sem dizer nada, ele retirou um objeto oval de dentro do bolso das vestes e colocou-o nas mãos do filho. O menino olhou aquilo e viu que tinha um James Potter escrito. Olhando confuso para o pai, Damien estava quase falando, quando o Auror o cortou.
"Apenas segure firme!" Ele disse e instruiu os outros a segurarem também. Depois de alguns segundos, os quatro sentiram um puxão no umbigo e foram retirados da floresta por uma chave de portal, indo parar no Ministério.
Harry viu os Aurores capturarem os Comensais restantes. Ele sabia que tinha que sair dali, já não consguia nem lutar. Suas costelas estavam em brasa e o garoto forçava seu corpo a segurar sua varinha, já que sua mão doía horrores.
Ele viu Malfoy gesticular para seus homens restantes, seis ou sete, e os escudos anti-aparatação foram suspensos. Com uma série de pops, os Comensais começaram a desaparecer. Harry não ficou por lá, depois de desviar de um feitiço do corpo preso, mandado por um Auror, ele também se preparou para aparatar. O garoto conseguiu encarar seu pai, segundos antes de desaparecer.
James encarou o filho por apenas um segundo. Ele assistiu sem poder fazer nada, o garoto desaparatar e nem mesmo teve a chance de checar se o moreno estava bem.
Os Comensais da Morte também desaparataram antes que alguém os prendesse, deixando apenas os mortos para trás. Os Aurores vasculharam a cena, tendo certeza de que ninguém estava vivo entre os corpos caídos. James não esperou por nada, ele saiu de lá e foi direto para o Ministério, rezando para que os quatro adolescentes pudessem explicar o que faziam com Harry.
O Auror nem mesmo queria pensar no que aconteceria com Damien e os outros. Ele já tinha um filho para proteger. James aparatou dentro do Ministério, já que tinha entregado sua chave de portal especial para Aurores, ao retirar Damien e seus amigos do perigo.
Assim que entrou no prédio, rapidamente correu até o segundo andar. O homem sabia que as crianças estariam ali e assim que virou o corredor viu o Sr. Weasley, que estava extremamente pálido. Sirius também estava ali e ambos conversavam seriamente.
Quando ele se aproximou, seu amigo o viu e correu em sua direção.
"James! O que está acontecendo? Aonde estavam as crianças? Duelando com… com Comensais da Morte?" Estava claro, pelo som de sua voz, que Sirius não acreditava que os quatro lutaram com aqueles homens perigosos e sobreviveram para contar a história.
James não disse nada, mas assentiu com a cabeça. Ele virou para olhar Arthur.
"Eles estão em salas separadas, sendo questionados sobre o que estavam fazendo com... com ele." O ruivo disse com uma voz apertada.
O homem o olhou com compaixão, mas sua ansiedade em relação a Damien o impedia de dizer qualquer coisa que o confortasse.
"Melhor irmos lá pra dentro." Ele conseguiu falar e os três homens entraram na sala de observação para testemunhar os interrogatórios que aconteciam nas quatro salas.
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
N/T: Bom, dessa vez foi rápido. Traduzi igual louca, mas foi bom! Bom me perguntaram sobre a minha 'mania' de escrever 'estória' e apontaram que esse termo não é utilizado. O negócio é que... Eu uso em uma forma totalmente informal... Por exemplo para responder as reviews, na história mesmo, eu não escrevo e se escrever, por favor, aponte o local que eu mudarei. É isso!
Marinapz4: Obrigada por responder a enquete. Espero que continue lendo TDW. Até o próximo chap!
Jouse: Olha só, alguém que se arrisca no slash! Está pronta sim. Traduzi alguns chaps já. O primeiro foi postado junto com esse aqui. Checa no meu profile. Espero que tenha gostado desse capítulo!
Heloisa: Você é das minhas! (Se você soubesse o quanto odeio essa frase, estarei me castigando como o Dobby agora...) Eu também adoro fics Slash bem escritas e gosto de ler esses casais inusitados para ver a capacidade da autora/autor. Postei o primeiro chap da fic slash, vê lá no meu profile. Espero que tenha gostado desse chap!
Safire: Que bom que gostou da estória, adoro Harry malvado. A enquete (maldita!) estava com problema, não sei porquê... Bom, se você quiser ler a fic, está no meu profile. O Chap um foi postado!
Shakinha: Raiva de todo mundo! Rsrsrsrsrsrsrs... Também fico raivosa! : P Espero que tenha gostado do chap.
Niytta Potter: Tá vendo, esse chap nem termina tãooo mal quanto o outro, só um pouquinho. Rs... Espero que tenha gostado!
Cybelle Lupin: O Ron é uma gracinha... Rs. O Harry tá começando a dar na cara mesmo... Tão Lindo! Eu também gosto de Drarry, mas continuo achando que essa fic foi feita pára ser Het!
Patty Carvalho: O que achou do resultado desse chap?! Matou a curiosidade, ou continua na mesma?! : )
Laura Potter: Que bom que gostou do outro chap! Gostou desse também?! Também achei engraçado a Ginny falando sobre a 'sexexa' da língua de cobra! Rs...
Vanessa Rio Lima: Que bom que gostou do chap anterior! Gostou desse também?!
Nicky Evans: Campanha 'maracugina" pra Gina! O que você acha?! Rsrsrsrsrs... Isso mesmo, nada de Damien pra ela! Todos os casais Slashs, que você disse, eu também gosto. Que lindo! Tenho certeza que a esse ponto, o Damien também te ama! Rs...
Annabella Loss: Espero que goste da tradução e que consiga se divertir lendo. Até!
Bom é isso povo. Até o próximo chap! Beijos Brielle.
Ps: Tenho a ligeira impressão de que esqueci de responder à alguém, se isso confirmar, me desculpe e me lembre na próxima review!
