Extra: O lugar certo

Por Kami-chan

O moreno Uchiha adentrou com segurança o complexo de prédios em Amegakure, estava tudo muito calmo ali. No primeiro andar a sala da enfermaria estava claramente abandonada, apenas algumas luzes acesas indicavam ambientes climatizados onde Sakura guardava alguns antídotos, ou a estufa onde ficavam equipamentos esterilizados. Normalmente a rosada passava muito tempo mantendo aquela mistura de hospital e laboratório que a Akatsuki tinha montado para ficar sob responsabilidade da rosada, mas estava tudo quieto ali, o que era estranho.

Subindo mais, o moreno já sabia que não ia encontrar ninguém no segundo andar, onde ficavam as salas de descanso e a cozinha, muito antes de adentrar o local. Não havia o sinal de ninguém ali, e todas as luzes estavam apagadas, o que não era estranho, aquela era a sala comum menos usada pela equipe. No terceiro andar nem parou, afinal eram os seus aposentos e ele não estava ali, claramente.

Pensou em verificar se, por algum motivo, a sala de reuniões do prédio estava sendo usada, mas não sentiu excesso de chakra no local, sem falar que muitos dos membros estavam fora em missão. Finalmente ao chegar andar superior, alcançou os aposentos dela. Itachi tirou a capa negra da organização e a deixou de lado em algum lugar por ali no lado de fora. Admirando a porta de madeira que levava o kanji da cerejeira, resolveu bater antes de entrar, sabia que não precisava anunciar sua entrada, o ato foi apenas por educação.

E ali dentro estava ela, distraída contando os pingos de chuva que batiam contra o vidro da janela. O corpo levemente inclinado para frente para que os cotovelos pudessem ficar confortavelmente apoiados no batente da janela. Pés descalços, a pele clara de suas pernas em contraste com o azul escuro do quimono, fazia realmente muito tempo que não a via vestir aquilo, um quimono masculino do clã em tamanho juvenil que um dia já fora seu.

Lembrava-se de tê-la visto vestir aquilo apenas uma vez, no dia em que lhe emprestou. Sakura nunca mais tinha o devolvido e agora ele sabia o motivo, a peça havia sido ajustada e transformada em uma veste feminina, uma bela yukata presa em sua cintura com uma larga faixa negra, com o símbolo do clã Uchiha bordado na nuca. A mostra somente porque os cabelos em cor de rosa estavam presos; sempre estavam.

– É bom voltar para casa, não é? – Disse com malicia, ao observar o olhar do moreno para si com o canto dos olhos sobre seu próprio ombro.

Ela sabia o quanto era bom voltar. Não importava quantos anos já haviam sido deixados para trás, ir era sempre uma tormenta necessária e voltar sempre uma felicidade acolhedora.

Uma felicidade efêmera e imprevisível, é verdade. Mas sempre acolhedora, aquele tipo de sentimento que conseguia energizar cada molécula de seu corpo.

– Com certeza missões longas assim terão uma nova exigência. Ino não pode me negar sua presença por tanto tempo. – Disse o moreno se aproximando.

Sakura sorriu. Aquele reclamação era antiga, existia na verdade desde que a Akatsuki havia se instalado em Amegakure. Ino tinha um plano para fazer a Akatsuki se reerguer rapidamente, isso infelizmente significava que muitas coisas grandes deveriam ser feitas em períodos curtos.

Eram muitas missões, muitas despedidas. Mas também muitos reencontros. Tantos que aquela cena já era quase uma tradição, os detalhes eram que mudavam e tornavam cada retorno uma nova boa memória.

– Quer me levar com você por aí? Chegar em casa depois de tanto tempo não tem um gosto tão melhor? – Brincou se virando completamente em sua direção.

Cada retorno continha a mistura gostosa de felicidade e ansiedade, bem como o medo incerto de quando será o próximo adeus. Trazia consigo uma quase necessidade extrema que jamais seria compartilhada com palavras, apenas com os atos e pequenos gestos que vinham naturalmente de cada um.

– Com certeza você sabe como deixar melhor. – Disse esquadrinhando o corpo da rosada com um olhar que explicou bem o sentido daquela frase.

Era realmente raro ver Sakura vestida daquela forma. A forma como aquele quimono ficava curto em si brincava com suas ideias, curto o bastante para mostrar seu corpo, mas não para o que queria que estivesse a mostra; apenas o suficiente para confundir seus sentidos. Sentia saudade de sua Sakura, esta missão havia sido anormalmente mais longa que as demais e aquela recepção não estava o favorecendo.

Com o magnetismo que o tempo havia afinado, finalmente a distância entre os dois corpos foi vencida e sem mais nenhuma palavra o corpo esguio foi agarrado pelos braços do moreno. O choque entre seus corpos foi espontâneo, as mãos sabiam muito bem onde alcançar, seus rostos sabiam exatamente para onde se mover e suas bocas o momento exato para se abrirem, criando um abrigo para acomodar confortavelmente o par de línguas que se buscaram com anseio.

Somente neste momento Sakura lembrou-se em recuperar o ar que por um motivo sem sentido fora preso. Havia um deleite encantador ao sentir seu próprio corpo murchar lentamente enquanto suas bocas se tomavam, os músculos de seus ombros relaxaram colocando-a de forma instintiva cada vez mais em posse do moreno; a saudade é um sentimento que só encontra alento nos braços do tempo recuperado.

Todo o calor do sentimento forçando o tempo a se quebrar e parar enquanto aquele gosto da boca alheia era apreciado. Como uma ampulheta pequena demais sendo constantemente virada, suas mentes pareciam giraram para um lado ao mesmo tempo que seus corpos giravam para o outro, tornando o tempo impreciso até ser considerado um detalhe mundano.

O braço esquerdo da rosada estava enganchado no pescoço do moreno, mantendo o apoio para o corpo na ponta dos pés, enquanto a outra mão jamais cansaria de buscar o toque da pele ou dos cabelos do moreno. O braço direito de Itachi estava completamente em torno do corpo de Sakura, mantendo-a firmemente contra o seu próprio corpo. Não era uma questão simples de ser ou estar, e sim de pertencer e se entregar ao ponto de simplesmente não ligar.

Não importava quantos anos já tinham se passado, realmente não importava. Não importava nem mesmo quanto tempo ainda se passaria, quanto tempo a vida lhes daria de presente. O reencontro traria sempre aquela sensação gostosa e toda aquela sensação de euforia; de felicidade. Uma sensação de como se estivessem se amando pela primeira vez; cada nova vez.

E cada uma delas era muito melhor do que a última "primeira vez". Um acúmulo de sincronia e intimidade.

Em algum momento a mão do moreno tocou a coxa da Haruno, trazendo a sua mente novamente a imagem da rosada vestida com aquele Kimono. Logo suas mãos desceram unidas pelas coxas de Sakura, raspando as palmas de suas mãos com força contra a pele quente, apertando o músculo de suas coxas sem nenhuma cautela ao forçá-la a contornar as pernas em sua cintura.

Ela logo puxou os cabelos do Uchiha, forçando o moreno a se afastar de sua boca tempo suficiente para que seus olhos se encontrassem com semelhante desejo. Forçou os joelhos com força contra o corpo de Itachi antes de forçar ainda mais suas pernas contra o corpo do moreno para ficar mais alta que o mesmo. Além do silêncio apena sum sorriso sacana da Haruno antes de a mesma torcer mais seus dedos contra os fios escuros de cabelo e forçar o rosto do moreno a lhe acompanhar, olhando para cima.

Convites ou avisos eram desnecessários para que a rosada afundasse novamente a língua na boca do moreno.

Em busca de algo que lhe desse mais apoio, Sakura logo sentiu suas costas serem guiadas contra a estante de livros embutida na parede daquele ambiente sem muita cautela. Gemeu logo abrindo um dos olhos pelo ato quase brusco, mas o sorriso dele gêmeo ao seu sorriso sacana anteriormente a fez apenas prosseguir com o ósculo.

Ela sentiu uma das mãos do moreno acariciar a pele de sua nádega revelada pelo movimento contra o kimono curto enquanto a outra mão se apressou de forma erótica até face interna de suas coxas, subindo em um toque pretencioso por sua virilha. Não sendo capaz prosseguir devido ao nó da faixa em sua cintura, que ele não conseguiria desfazer naquela posição e subir por seu abdome até os seios sob o tecido grosso da forma como queria.

O tecido da camiseta usada pelo moreno foi puxado de qualquer jeito até que a união de seus corpos não o prendesse mais. Ela guiou o tecido pelo corpo do moreno, forçando a passagem inexistente por seus braços até que o moreno se rendesse e lhe soltasse para poder erguer os braços e permitir que sua camiseta fosse retirada.

Uma vez livre com seus pés no chão, as posições se inverteram e num movimento rápido era o Uchiha quem estava de costas para a estante de livros tendo seu corpo admirado pelo olhar faminto da Haruno. As mãos pequenas tinham o toque forte que percorreram todo o peito e abdome exposto do moreno, subindo como o calor de um vulcão e descendo com as unhas até sua virilha como pura lava quente.

– Droga. – Xingou esquadrinhando o corpo do moreno. – Você é muito gostoso.

Em seguida usou as duas mãos na altura dos ombros do moreno para forçá-lo ainda mais contra as prateleiras da estante, roçando seus lábios nos dele enquanto sorvia todo o aroma exalado de sua pele. Pensando em fantasias do que poderia fazer com aquele corpo que lhe estava em inteira disposição, realmente esta missão em especial havia mantido o Uchiha muito tempo longe de si.

Tinha ímpetos de rasgar-lhe a carne com as unhas apenas para ouvir mais dos gemidos roucos da voz que era realmente pouco usada pelo moreno. Mas por hora contentou-se em apenas prender o lábio inferior do Uchiha entre seus dentes enquanto descia as unhas pelo tronco bem definido, o libertando no momento em que as mesmas alcançaram o cós de elástico de sua calça. Afundando sua língua na boca do moreno enquanto suas mãos se fechavam com firmeza contra o tecido, o puxando para si novamente por ali.

Deixando-se levar Itachi apenas retribuiu o beijo exigente, deixando que suas mãos seguissem novamente até as nádegas da rosada, espremendo o corpo menor contra o seu de tal forma que seu membro já desperto roçou com brusquidão contra a barriga de Sakura. O contato erótico tirando um gemido antecipado da boca da kunoichi, que se perdeu dentre o ósculo.

Sem cessar o beijo uma das mãos da rosada puxou o elástico da calça enquanto a outra vasculhava entre o espaço descoberto, o caminho entre suas roupas íntimas para poder tocar a intimidade do moreno à mão nua, massageando-lhe a carne intumescida em uma carícia lenta e firme. Um gemido mudo ameaçou sair pela boca do moreno e o mesmo acabou por romper o contato entre suas bocas.

Instintivamente uma de suas mãos agarrou com firmeza a coxa direita da rosada, enquanto a outra repuxava o tecido de suas vestes de forma desajeitada, expondo o ombro esquerdo da Haruno, onde seus dentes se fecharam em uma mordia que expressou com força o tamanho de sua necessidade. O moreno trouxe para cima a mão que havia se prendido em sua coxa, raspando pela face interna da mesma até descobrir a ausência de roupas íntimas por baixo do kimono curto quando seus dedos alcançaram a ponta proeminente do osso de um dos lados de sua baixa cintura.

Deliciado com a descoberta repentina, Itachi regrediu seus movimentos retomando o caminho por entre as pernas. Sem fazer-se de regrado o moreno permitiu que seu indicador brincasse rapidamente com a intimidade desnuda. Uma carícia rápida com ao ar humorado com único intuito de denunciar à rosada que sua pequena peripécia havia sido descoberta.

– Hum... – A rosada resmungou buscando propositalmente o ouvido do amante.

Aquele riso zombeteiro ainda estava em sua face quando os dentes da rosada rasparam pela cartilagem delicada da pequena estrutura. Em total agrado os lábios do moreno seguiram adiante em uma resposta mais regada com mais suavidade.

Os lábios finos buscaram por pontos já conhecidos pelo pescoço da Haruno enquanto continuava a explorar o corpo da rosada, forçando-se a dar menos atenção do que gostaria ao fato do kimono ser a única peça de roupa que lhe privava de uma visão completa do corpo que tanto admirava. O nó do quimono atrapalhou novamente sua expedição.

Desta vez, podendo fazer uso das duas mãos, conseguiu abrir o mesmo. O som da faixa negra tocando o chão foi acompanho de um gemido por parte da rosada quando um ponto sensível em seu pescoço foi alvo de um chupão do moreno. E o corpo dele vibrava, tanto por mais uma vez constatar que sabia exatamente onde e como tocar sua flor de cerejeira para dar-lhe prazer, tanto pelo toque contínuo dos dedos dela contra sua intimidade.

A mão que percorria sobre o corpo da rosada não se surpreendeu por encontrar os seios também desnudos por baixo do kimono, mas adorou a oportunidade de massagear o seio em sua mão com a mesma calma da mão dela em seu pênis. Sem muita elegância a rosada permitiu que os dedos de sua mão livre se enrolassem e puxassem novamente os cabelos negros do mais velho, movimentando sua cabeça com destreza ao trazê-la para baixo, até literalmente colocar o seio que não estava sendo massageado dentro da boca do moreno.

O gemido alto e agudo que deixou seus lábios no memento em que o toque úmido da língua ágil fez contado com a pele sensível demais da região fez Itachi guiar seus olhos no rosto de Sakura para apreciá-la. Os movimentos de seus lábios formavam aos poucos uma trilha brilhosa de saliva pelo contorno superficial de seu seio e a sucção contínua do mesmo o fazia pulsar a ponto da rosada perder momentaneamente a capacidade de continuar a estimular-lhe o sexo.

Sakura tirou sua coxa da cintura do moreno e guiou suas mão para atrás da lombar do moreno para que se unissem ali. Com força, espremeu o corpo do Uchiha ao seu ignorando veemente a rigidez do pênis excitado contra a pele de seu baixo abdome e virilha.

A dormência prazerosa da força dos lábios dele contra o seu corpo a fazia desejar apenas mais. Fazendo a mente já debilidade pelo desejo encontrar sozinho um meio de obter mais do prazer que desejava.

O calor dos braços de Itachi cobriu o alto de seus próprios braços sem diminuir a distância entre seus corpos, apenas facilitando o contato de seus lábios com o mamilo sensível. Incapaz de conter outro gemido, Sakura se permitiu olhar para baixo e assistir ao pequeno espetáculo pessoal, vendo praticamente toda região do seio coberto por alguma saliva enquanto ondulava e quase se dobrava sobre o lábio superior do Uchiha com a ferocidade de cada nova sucção.

Havia uma falta de cuidado mensurado contra a estrutura tão frágil e sensível. O mamilo se esticava e diminuía toda vez que chupado com força enquanto crescia e inchava mais a cada novo movimento quando liberado segundos antes de uma nova sucção. A sensação de ter seu corpo sugado para dentro do moreno lhe deixava para trás uma sensação antagonista em seu baixo ventre que se umedecia mais com a pressão aplicada com cada movimento.

Para manter aquela posição Sakura tinha que se manter sobre a ponta dos pés. A dificuldade em manter a mesma sequer foi cogitada, o prazer sentido era o topo de suas prioridades no momento. E mesmo que de forma dificultada, as mãos que se encontravam unidas atrás do corpo do Uchiha lhe ajudaram a se mover para trás, puxando Itachi junto consigo em uma caminhada lenta que quase parecia um ensaio de dança devido aos pés em ponta da rosada.

Os pés de Sakura foram acompanhados pelos passos do moreno que a seguiram pelo caminho pelo qual ela os conduzia com paciência. Um pouco antes de alcançarem a cama, a Haruno os virou novamente para que o corpo do moreno fosse o primeiro a se encontrar e ceder à mesma.

Sem se opor, Itachi apenas seguiu o fluxo com o intuito se subir na cama trazendo Sakura consigo. Mas com alguma ideia diferente Sakura preferiu os manter em pé diante da mesma.

Em uma sequencia rápida, as mãos que estavam atrás do moreno trabalharam em forma conjunta contra o elástico da calça preta do uniforme a abaixando em um movimento único e quase desajeitado, conseguindo as descer somente o comprimento da distância de seus braços sem dar muita importância para este pequeno detalhe. O que era de seu interesse já estava exposto com este pequeno movimento.

O corpo do moreno permitiu-se ser empurrado e conduzido em direção ao colchão, dando apoio ao corpo menor que o seu quando Sakura não permitiu que seus corpos se distanciassem nem mesmo durante o movimento. O movimento desengonçado fez com que o seio que era acariciado pelos lábios do Uchiha fossem libertos a contragosto, mas também permitiu ao mais velho acompanhar com os olhos o movimentos e expressões no rosto de sua amada flor.

Os joelhos da kunoichi já estavam em contato com o colchão com o corpo do moreno entre suas pernas quando Sakura usou de suas duas mãos para puxar o corpo de Itachi ainda mais para trás. Com auxilio e colaboração do mesmo, Sakura o encaminhou até o centro da cama ampla.

Insatisfeita com a ausência da boca de Itachi contra o seu corpo ela novamente conduziu a cabeça do moreno até um de seus seios sem dar ao mesmo a opção de lhe negar tal cuidado. Usando o contato de suas mãos contra a cabeça que havia acabado de conduzir para dar algum apoio ao seu corpo que passou a se colocar em movimento em alguma forma de retribuir ao Uchiha o prazer oferecido.

Movimentando apenas seu quadril de forma a não interromper a nova série de chupões intensos ao seu mamilo, Sakura buscou um contato íntimo entre seus sexos. Conseguindo pela posição e movimentos envolver o membro rijo entre os grandes lábios de sua própria intimidade que abrigavam até então todo o acúmulo de umidade da rosada.

Deslizando de cima abaixo repetidamente de forma lenta, usando da carícia perturbadora para espalhar a umidade resultada de seu desejo por todo o membro do moreno. Um gemido sofrido saiu sem constrangimento dos lábios do Uchiha. A carícia audaciosa dela lhe simulava uma masturbação facilitada demais.

Algo que lhe exigia mais ao mesmo tempo em que o calor em demasia do corpo dela lhe indicava o nível em que seus desejos eram iguais. Sem hesitação suas mãos se apertaram com força contra os músculos do bumbum de Sakura, forçando uma aproximação ainda mais íntima entre os corpos espremidos.

Com os braços apoiados sobre os ombros de Itachi Sakura apenas sorriu diante a demonstração de prazer do amante, voltando sua face para dele de forma a capturar os lábios finos com os seus próprios sem parar os movimentos do próprio quadril. Encontrando cada vez mais dificuldade em não demonstrar o quando a massagem casta que a glande do pênis do moreno fazia contra o seu clitóris tornava difícil não conduzir os movimentos de forma a dar mais vasão ao seu próprio prazer.

Naquele momento o membro do moreno já continha lubrificação em demasia devido aos movimentos de Sakura. De qualquer forma aquele contato limitado já era pouco demais para cada um dos dois e pela própria unidade em excesso que ela espalhava no pênis rijo o movimento acabou guiando a glande do moreno até a entrada da rosada; um movimento guiado por simbiose de tão natural.

O primeiro contato trouxe um gemido mútuo que fora liberado lábio contra lábio. Lentamente o corpo de Sakura se conduziu contra o membro rijo, sentindo o prazer regado de satisfação ao senti-lo a preenchendo lentamente, tocando cada espaço dentro de si. Para o Uchiha a sensação se afundar-se no corpo quente até sentir o quadril pequeno extremamente perto de seu com a curva de suas nádegas tocando com delicadeza a face interna de suas coxas e virilha era inexplicável.

O primeiro contato: a sensação de entrar, de tomar posse; de tê-la para si, em si e em torno de si. O centro de seu mundo e de suas vontades.

E por saber disto ela sorriu e retirou-se por completo, esperando alguns segundos para voltar a descer por seu corpo e fazer-se novamente penetrada como no primeiro movimento. O aperto nos olhos do moreno lhe fazia espremer o cenho para não gemer alto demais com aquilo. E por uma nova peripécia, mais uma vez ela se retirou por completo trazendo o frio de sua ausência para repetir a penetração.

Repetidas vezes ela recriou o movimento calmo e completo de penetração, conseguindo arrancar do moreno gemidos de um desespero que lutava para ser contido e o aperto mais severo de seus dedos contra a carne de suas nádegas. A brincadeira prazerosa estava se mostrando insuficiente até mesmo para ela, penetrar-se já estava sendo pouco contato, precisava de mais. Queria o Uchiha em movimentos quase ininterruptos dentro de si, e com este pensamento mais uma vez se egeu e obrigou o membro excitado a se retirar por completo.

Ao invés de se penetrar novamente a rosada apenas se afastou. Seus braços saíram de cima dos ombros de Itachi e o mesmo foi empurrado pelo peito até que suas costas tocassem a superfície macia do colchão. Atento aos movimentos da rosada, ele apenas se deixou conduzir, suas mãos se afastando do corpo dela ao perceber que a rosada que estava de quatro acima de si iria se mover.

Em um desfile erótico demais Sakura apenas engatinhou em frente sem se importar com o corpo abaixo do seu. Ou com o olhar atento ao moreno sobre o movimento feito em cada músculo bem desenhado de seu corpo pelo movimento lento da kunoichi engatinhando de forma propositadamente sensual.

Seus seios livres contra a ação da gravidade se movimentavam, por vezes chocando-se um contra o outro. Os mamilos ainda estimulados e inchados despontando em sua visão, deixando para trás uma nova onda de desejo em tê-los em sua posse.

O abdome definido e desenhado se movimentava em consequência do arrastar de seus joelhos. Indo sempre em frente. Seu quadril ondulando de forma vulgar enquanto suas coxas se roçavam de propósito em cada movimento a frente, espalhando o líquido brilhoso da lubrificação natural de seu corpo pelo ponto mais ato da mesma, ao mesmo tempo em que seu rosto demonstrava sentir prazer com o choque escorregadio das coxas brincando de forma muito relapsa com o clitóris, inchado e ainda mais sensível, como seus mamilos, pelo tesão do momento dividido.

Suas coxas não tiveram escolha, tiveram que se abrir em demasia para poder passar além dos ombros e cabeça de Itachi, oferecendo-lhe uma visão erótica de sua intimidade úmida demais. Movimentando-se sobre si de forma que lhe parecia em câmera lenta, deixando para trás o tesão excessivo pelo som molhado que cada movimento executado carregava.

Neste momento os olhos de Itachi seguiram Sakura em seu movimento, a queria em si novamente; queria aquele órgão úmido que estava se afastando do seu campo de visão. E acompanhando o movimento do corpo que já tinha engatinhado quase cem por cento até a área da cama atrás de si, ele pode ter uma última visão da parte posterior de suas coxas que a posição fazia com que ajudassem a deixar o quadril em evidência, e no centro do mesmo a entrada abaixo que queria tanto tomar para si novamente.

A entrada úmida lhe parecia em extrema evidencia, seu primeiro plano de visão. Mais ao fundo a face carregada por luxúria tentava buscar algum contato com o moreno por cima de seu ombro em um chamado mudo para que o Uchiha saciasse seu desejo primitivo.

– Ahn... – Gemeu alto a rosada, tanto de tesão quanto de surpresa quando sentiu-se novamente penetrada, mas não pelo falo do amante.

Ao mirá-la exposta e oferecida para si Itachi apenas se virou na cama, ficando de barriga para baixo. Ao invés de se levantar e fiar joelhos atrás do quadril da amada, ele apenas se arrastou pelo colchão até ser capaz de ficar apenas com as palmas das mãos apoiadas sobre o colchão enquanto seu peito se ergueu até que boca conseguisse tocar a intimidade exposta dela com liberdade.

A penetrou com velocidade com a língua se satisfazendo ao dar o seu máximo para tocar o órgão até o fundo. Após o primeiro toque intenso o moreno se ajeitou sob a virilha de Sakura, voltando a ficar com a barriga para cima e aproveitando-se da posição confortável para agarrar as coxas firmes com força, brincando com os sentidos dela ao alternar movimentos da língua com movimentos forçados do quadril contra sua boca. Satisfazendo-se e se excitando cada vez mais ao som de seus gemidos desavergonhados.

Presa pelas mãos do moreno, a aproximação de um orgasmo descontrolou a rosada. Queria poder mover-se com liberdade e voltar a se penetrar com o pênis de Itachi em um sentido quase de desespero. Mas incapaz de mover-se, Sakura apenas preencheu todo o aposento com altos gemidos fora de controle.

A posição em quatro apoios foi esquecida, a rosada estava de joelhos contras os lábios e língua do amante. Rebolando da forma como consegui uma vez que as mãos dele não lhe permitiriam muito mais enquanto as mãos seguiram cegas para os próprios seios em um estimulo sensorial para si e visual para ele que se deliciava com a visão do órgão macio sendo severamente apertados por sua dona.

Eles foram erguidos e espremidos contra os dedos finos enquanto a cintura esguia dançava contra sua boca sem perceber que seus movimentos não eram mais orientados e/ou contidos pelas mãos do moreno. A mão audaciosa do Uchiha se aproveitou da falta de consciência de liberdade dela para tocar-se mutuamente aos movimentos de sua Sakura em busca do prazer individual.

Movimentando os dedos de maneira casta sobre a própria ereção ainda molhada pelo contato com o corpo dela. Ele se deliciou com a visão e sua auto caricia, pelo menos até que um pedido angustiado saiu pelos lábios da rosada; um pedido irrecusável.

Fez o moreno Uchiha voltar suas mãos ao quadril da rosada e força-los até que a mulher fosse induzida a deitar sobre o lençol ao seu lado. As pernas abertas, o corpo exposto e o kimono cheio de significados aberto com o tecido acumulado em cada um dos lados do corpo de Sakura. O peito subia e descia demonstrando a irregularidade de sua respiração.

Não demorou muito mais para que seu pedido fosse finalmente atendido e a rosada pudesse sentir a textura suave da pele do pênis dele roçando contra as paredes internas de sua intimidade. Mais uma vez tocando seu corpo até o fundo.

As mãos de dedos finos apertaram os músculos das costas bem desenhadas enquanto que suas pernas se enroscaram contra a lombar do moreno. E sem mais delongas o corpo acima do seu começou a se mover de forma lenta, incluindo curtas sessões de beijos com os arremetes cautelosos.

O corpo dela logo quis participar dos movimentos, recuando o quadril toda vez que ele saia de si para voltar em um movimento contra o seu corpo toda vez que ele voltava. Cada vez com mais velocidade sem que nenhum dos dois pudesse perceber, interessados apenas no prazer dividido e no desejo de sentir cada vez mais do estímulo que inconscientemente os levaria ao almejado clímax.

Suas mãos seguiam por caminhos impensados, arrastando-se pelo corpo alheio. Deixando extravasar na força do aperto dos dedos a agonia para deixar-se explodir em meio a tantas sensações. Braços, cochas, cabelos e nádegas, palmas quentes e formigantes tão famintas quanto seus sexos se consumindo em movimentos já fora de controle.

O braço do moreno acabou cercando o baixo quadril de Sakura, mudando os ângulos das estocadas ao mesmo tempo em que a mantinha firmemente na posição enquanto a estocava ainda com mais força e velocidade. Com seus gemidos ecoando pelo quarto junto com o som da cama e dos lençóis se roçando contra o colchão.

Até que não houvesse mais som, ou ar ou gravidade. Até que todas as demais coisas perdessem o sentido. E o clímax do orgasmo os contagiasse para a única coisa que parecia ser importante naquele momento, o brilho de sua própria felicidade refletido nos olhos do ser amado.

Até que cada reencontro terminasse com a certeza de lhes dar a mesma sensação de euforia de uma primeira vez. Só que cada vez melhor.

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Os dedos finos passavam delicadamente pela mecha única de cor diferente em seu cabelo, unindo os fios em uma trança fina que se destacaria pela lateral de sua cabeça ao amarrar seus cabelos. A linda menina de seis anos de idade era vaidosa sem nenhum desejo de omitir esta qualidade, mesmo que os olhos opacos com espirais profundas fizesse qualquer espectador duvidar de sua habilidade e enxergar.

– Oh ainda está aqui? – Perguntou a mulher de cabelos azulados e olhos claros ao ver a filha tão concentrada no reflexo do espelho quando normalmente já estaria correndo por aí. – Sakura dispensou você do treinamento hoje?

– Iie. Pressenti que Itachi-oji chegaria hoje, senti sua assinatura há algumas horas. Sakura-sensei fica estranha quando Itachi-san chega de missões, eu nem fui a procurar.

– Está certa. Itachi ficou muitos meses longe, eles sentem saudade um do outro. Merecem ficar um pouco à sós. – Foi o que disse à filha, sem mentir.

– Hai. Sakura-sensei e Itachi-oji se amam como a mamãe e o papai. – Disse a menina de forma quase infantil demais, mostrando além da inteligência avançada que ainda era apenas uma menina de seis anos de idade.

– Como a mamãe e o papai. Como Ino-sama e Deidara-san. – Concordou a mãe.

– Ano... Okaa-san, eu também quero uma pessoa para amar como você o tou-san.

– Um dia você irá encontrar uma pessoa para amar, que te ame como o papai ama a mamãe. – Konan apenas concordou, sorrindo pela simplicidade daquela conversa. – Você não devia ficar aqui dentro até tão tarde, mesmo se não vai treinar com Sakura.

– Não tem nada legal para fazer. – Disse com tédio. – Minhas ovas transgênicas ainda estão longe de ficarem maduras, Sakura me proibiu de misturar as ervas dela depois que acabei envenenando Hidan-san, papai está em reunião com líder da Nuvem e não pode me ensinar doujutsus... – Pontuou item por item contando em seus dedinhos, suspirando por fim, fazendo sua mãe sorrir.

– Ok. E que tal isto aqui? – Perguntou mostrando a ela um pequeno pedaço quadricular de papel.

– Okaa-san, você sabe que os meus origamis não fazem coisas legais como os seus. – Disse desapontada.

Como uma criança inteligente e ativa, a menina era apaixonada pelos jutsus da mãe. Secretamente tinha dito para sua mestre que queria ter nascido com habilidades iguais, e nem mesmo a explicação chata sobre o imenso poder dos olhos que tinha e o poder do destino a fez mudar de ideia.

Não queria controlar e nem prever o destino. Só queria fazer borboletas e shuriken de papel e ter asas de anjo como a mãe.

– Nós só vamos nos divertir. – Anunciou a azulada. – Você sabe o que é um "Chizuru"? – Perguntou vendo os olhos grises lhe admirarem com intensa curiosidade.

– Um chizuru? – Repetiu a menina testando a pronuncia.

– Eu vou te ensinar a fazer um enquanto te conto a história. – Concluiu vendo a menina finalmente sair da frente do espelho e se sentar de frente para si.

Era apenas uma criança que não fazia ideia do tamanho do seu poder. Esperta e extremamente curiosa, treinava para se tornar uma shinobi com Sakura e doujutsus com Nagato. Parecia-se fisicamente quase como uma versão em miniatura de sua mãe. Mesmo contorno dos olhos, mesmos lábios, mesmo desenho gentil em suas expressões.

Treinava ao mesmo tempo para se tornar uma Akatsuki e para ser a substituta de seu pai no dia em que Nagato lhes faltasse neste mundo. Convivia somente entre adultos, mas conseguia a proeza de não deixar de ser uma espontânea criança.

– Ah okaa-san, eu sinto algo. – Disse colocando a mão pequena sobre o estomago.

Não controlava seus pressentimentos. Ainda não tinha controle sobre tudo o que o Rinnegan oferecia e exigia de seu portador.

– O que sente querida? – Perguntou Konan sem se deixar abalar, sua filha teria que se acostumar com aquele dom extremo.

– Medo. Um medo bom. É um medo feliz e gostoso de sentir. – A menina descreveu com dificuldade.

– Ansiedade. Alguém está vindo para cá minha menina? Tente se concentrar no que sente. – Conduziu.

Konan tinha um dom requintado para sentir a presença de outros ninjas quando se aproximavam, mas sabia que algumas vezes ela e o pai podiam pressentir quando algo grande se aproximava. Diferente de Konan e Itachi, o pressentimento deles podia prever dias, prever anos, prever eras. Podia até mesmo prever a intenção.

– Eu vejo.. belo e brilhante como um diamante. – Respondeu ainda segurando o próprio estomago. – É tão bonito. É raro e único.

– O que houve? – A voz de Sakura se fez ouvir no quarto de sua pequena aluna. – A pergunta em questão se referia à ausência dela para o treino diário, mas percebeu ao entrar que havia algo a mais.

– Ela está tendo um pressentimento. Está vendo algo que brilha como um diamante.

– É um menino. Os olhos dele contém o segredo da beleza da lua e suas mãos fazem vários tipos de diamantes.

– Maito? – Disse Sakura com estranheza, a descrição que saía dos lábios da criança a fizeram imediatamente pensar no menino de dons únicos de Konoha.

– Konoha? – Konan se alarmou, não queria mais ter que interagir com a vila da folha, fosse para o bem ou para o mal. Não queria sua filha sob o olhar ganancioso daquelas pessoas.

– É só um menino. – Disse a pequena. – Caminhando sozinho na noite escura. Eu acho... que ele está vindo para cá.

– Precisamos avisar Ino. – Adiantou-se Sakura.

E no momento seguinte ela e Konan estavam levando a herdeira do Rinnegan para a líder da organização. Maito era o brinquedo de luxo de Konoha, uma arma que não seria jamais desperdiçada e se ele havia sido mandando até ali era porque alguma coisa nada boa estava para acontecer.

– Maito não foi o menino que se identificou com você e Itachi? Talvez Ino mande você interceptá-lo.

– Se for este o caso, creio que Maito seja uma boa primeira missão para Arashi. – Anunciou a rosada.

– Você quer levar minha filha em uma missão contra o menino de dons extraordinários? – Perguntou Konan indecisa sobre a idéia de Sakura.

– Maito é precioso demais para Tsunade arriscar perder para nós. Ele estar aqui significa que a missão tem um tom muito mais importante do que perigoso. Ele pode ser portador de alguma mensagem sigilosa demais para ser passada por outra pessoa.

– Eu vou sair em missão? – Perguntou a pequena com empolgação.

– Somente se Ino mandar, Arashi-chan. – Determinou a rosada.

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Havia um menino solitário na estrada, andava como uma criança perdida que não admitiria não reconhecer a ordem das pedras na trilha em seu caminho. Olhava à frente como se qualquer pessoa que pudesse passar por si não fosse digna do seu olhar quando na verdade tinha medo de olhar qualquer um com coragem de se aproximar demais de si.

Não era o céu cinza nem as nuvens carregadas que o assustavam. Não era o magnetismo denso que parecia deixar o ar mais rarefeito nas horas que antecediam a grande tempestade que armava no céu escuro. A ausência do sol, mesmo que ainda não tivessem chagado à metade da tarde também não lhe incomodava.

O que tornava aquele menino uma peça facilmente reconhecida como fora de contexto era o que deixava para trás. Temia a trilha de marcas de suas pegadas, bem como temia chegar ao seu destino. O que tinha sido deixado para trás o forçava a apressar seus passos, mas o que estava buscando talvez devesse ser protelado.

Não conhecia o mundo além da zona segura. Não conhecia bem nem mesmo o que lhe tinha sido demarcado como zona segura. Mas sabia que sua aparência se encarregava de torna-lo um destaque na multidão. Indesejadamente um destaque na multidão.

Não que houvesse muitos olhos curiosos para cruzar o seu caminho àquela altura da estrada. Já havia saído da trilha principal da cidade silenciosa e misteriosa muito tempo atrás. Até mesmo os sérios cultivadores de arroz que trabalhavam com seus rostos encobertos já haviam deixado para trás, para não dizer que ainda não havia deixado completamente a zona rural da cidade, vez que outra, algum pequeno rebanho aparecia na paisagem.

Mas então algo tão anormal quanto sua imagem fora de contexto, chamou atenção de sua aguçada visão periférica. Era pequena, poderia passar despercebida. Mas não para si, e forçando seus olhos Maito avistou a pequena menina.

Debruçada sobre uma pedra grande demais, alta demais. Com metade do corpo quase completamente escondido em um mergulho escuro para dentro da grande rocha. Tão concentrada que não tinha como não atiçar a grande curiosidade do menino que pouco sabia sobre o mundo.

Ao invés de se aproximar, parou no meio da trilha. Achou que se a observasse a distância conseguiria entender o que aquela menina naquela cena estranha queria fazer afinal. Não devia ter mais do que seis ou sete anos, mas obviamente não aparentava nenhuma habilidade além do normal.

Devia apenas seguir em frente, mas algo naquela menina estranha apenas prendeu ali. Não queria se aproximar ao mesmo tempo em que não queria sair. Sentia falta da sua máscara, ela lhe protegia dos olhos do mundo. Mas ao mesmo tempo...

– Oe.. – Disse baixo testando o próprio timbre. – Oe criança... – Chamou alto o bastante para ser ouvido.

A menina se ergueu do buraco escuro e o olhou, seus cabelos que haviam sido tão cuidadosamente presos já caíam para fora da trama da trança e lhe cobria partes de seus rostos. Ela olhou rapidamente aparentando nenhum interesse no estranho e voltou a se enfiar nas arestas do rochedo sem lhe dar importância.

– Hey estou falando com você, criança. – Repetiu-se.

Maito falou usando um aumento forçado de confiança, tentando de alguma forma importar aquilo que não tinha, soando até mesmo prepotente por não saber se expressar. Confiança e conhecimento sobre o mundo real. Só conhecia a teoria, viver de verdade era algo que sabia bem como fazer na prática.

As paredes do abrigo em que cresceu formavam a maior parte das suas memórias, a hostilidade dos membros da Raiz consigo sendo a maior responsável por aquele timbre hostil e arrogante quando apenas tentava camuflar o seu medo de uma pequena menina. Reforçando com palavras que era apenas uma criança, mesmo que ela tivesse talvez apenas metade da sua idade.

Certamente só era capaz de vê-la assim, como uma menina e não uma nova ameaça inventada para testar os seus limites devido a parte de sua vida que Maito secretamente nomeou como "renascimento". Uma confusão causada por duas kunoichis havia levado a Godaime Hokage ao antro de seu amo, onde o descobriu e o salvou.

Isto tinha acontecido seis anos atrás, ele tinha sete anos. Mas segundo sua Godaime, agia, falava e pensava como um adulto. Hoje tinha treze anos e se sentia mais infantil do que quando foi resgatado, deixar de ser um experimento constantemente testado havia despertado a criança que de fato era. Não gostava quando Tsunade lhe dizia aquilo.

Ainda assim, após a confusão ser desfeita e a paz ser reestabelecida pela promessa de distância entre Konoha e Amegakure e a Akatsuki, Maito voltou a ser o que sempre foi: alguém escondido do mundo. Ia à escola, mas fora isto ficava protegido nas propriedades da ANBU. Tsunade dizia que sua missão era aprender a ser uma criança de sua idade, para isto o colocou como parceiro em tempo integral de Naruto.

E era aquilo que tinha o levado até ali.

– Menina... – Chamou após ser novamente ignorado, agora já perto o bastante dela.

– Qual é o seu problema? – Ela perguntou alto com sua voz infantilmente aguda lutando para se sobressair de dentro do buraco.

– Como? – Ele perguntou sem entender.

– Está perdido, por acaso? – Perguntou finalmente saindo e se sentando sobre a pedra de maneira adequada.

Oh sim, aquele era o menino belo como um diamante que havia visto. De perto, a pequena achou que ele parecia também algo como um fantasma. Pequeno, miúdo e com certeza não era tão mais velho do que si para lhe chamar daquela forma irritantemente arrogante. Então... aquele era Maito.

Arashi percebeu a forma como o menino arregalou os olhos quando finalmente olharam um para o outro. Não demonstraria o mesmo espanto que sentiu, o Byakugan do menino contra o seu Rinnegan não fez nenhuma imagem em flash ou filme aparecer em sua cabeça.

Foi algo diferente. Apenas no choque dos doujutsus Arashi soube que aquele menino marrento era muito mais importante do sua sensei pode descrever. Não apenas para a Akatsuki ou Amegakure, os instintos e sentidos de Arashi lhe segredavam que aquele menino de dons raros não sairia mais do seu lado após aquele primeiro encontro.

As ordens de Sakura-sensei se chocavam com o que seus instintos pediam. Aquele garoto não era um inimigo, se fosse estava claro para si que deixaria de ser. Ainda assim, aquela era a sua primeira missão. Não poderia decepcionar sua mestra dedicada.

– Garoto, estou falando com você. Perdeu-se ou algo assim? – Repetiu, usando o mesmo tratamento que ele dirigia a si até então.

– Estes olhos. – Ele disse. – Eu procuro... um grupo de pessoas. Há um homem com estes olhos e Uchia Itachi e Haruno Sakura, eles são liderados por Ino. Você os conhece? – Perguntou embasbacado, aquela menina não era apenas uma camponesa distraía afinal.

– Talvez. – A menina vaidosa disse se sentando mais ereta, jogando de forma distraída uma lacraia sobre a pedra próxima a si, achando interessante demais a forma como o bicho se contorcia com velocidade.

– Estas coisas não são... – Sua pergunta foi interrompida pelo movimento preciso da menina que tirou uma seringa com agulha do meio da roupa e a enfiou com precisão em algum ponto da barriga do animal. – Venenosas? – Concluiu vendo mesmo à distância o tambor da seringa ser preenchido por um liquido cristalino, claramente veneno.

– É só uma neurotoxina paralisante. Nada de muito impressionante, mas útil. – Deu de ombros.

– Você vai me ajudar, ou não? – Perguntou o menino cansado.

– Você não me pediu ajuda. – Desdenhou retirando de um dos bolsos uma zarabatana de cano curto e introduzindo a agulha que tinha usado na ponta da mesma e a assoprando com força contra o antebraço do menino.

– O que... – Maito se assustou, não esperava nenhum tipo de ataque daquela menina sentada como uma criança entediada no alto da pedra.

Ela agia de forma impensada e dissimulada, era uma criança afinal. Uma criança com dons além de sua compreensão de julgamento sobre certo e errado. Isto era algo que a diferença de seis anos de idade diferenciava entre ambos.

– Enlouqueceu? – Reclamou tirando a agulha do seu punho no antebraço esquerdo.

– Viu. – Ela disse animada com seu arremesso perfeito.

Arashi se endireitou no alto da rocha fazendo menção de pular do ponto alto demais para sua pequena altura. De forma simples deu um passo à frente no ar, mas antes não chegou a tocar o chão. A menina sumiu em algum ponto do percurso vertical e reapareceu diretamente na frente de Maito.

– É um veneno bobo, mas eficiente. – Completou seu pensamento ao ver a mão dominante do menino tentar em vão pegar sua estranha espada.

– O que...

– Sua espada está do lado direito, isso quer dizer que você usa a mão esquerda. – Disse pegando a espada por ele e se afastando com passos rápidos. – É uma espada de madeira. Você é um pirata?

– Não! Me devolva isto agora, menina.

– Quem é você? – Perguntou.

– Não interessa! – Disse emburrado, não gostava da forma como aquela critura bonita e meiga era irritante.

– Mas você quer minha ajuda. – Desdenhou passando os dedos curiosos pelos entalhos da espada pequena e estranha.

– Vou achar o que preciso sozinho. – Apertou o cenho, fazendo selos rápidos com a mão que podia mover e transformando a madeira em algo insuportavelmente quente nas mãos da menina.

– Itai! – A pequena jogou o artefato longe ao sentir a mão ser machucada. – Você definitivamente tem um problema. – Disse emburrada.

Maito pegou sua arma com a mão boa rapidamente e deu às costas a garota chata logo após uma última olhada naqueles olhos poderosos. Sabia tudo sobre o Rinnegan, era uma das coisas nos arquivos secretos de Danzou que mais despertava a cobiça do antigo lorde. Lhe pareceu um desperdício tamanho dom em uma menina tão irritante.

– Se eu fosse você não iria por aí. – Cantarolou a menina.

– Não enche, garota chata! – Reclamou, ainda assim parou onde estava e olhou para trás.

– Tudo bem, vou lhe ajudar desta vez. Só para me desculpar pela agulhada. – Ela resmungou pegando uma pedra qualquer no chão de tamanho quase maior do que sua pequena mão.

A pedra foi arremessada com força em um ponto que parecia ser aleatório, a pequena sorriu ao se focar na pequena rocha e acompanhar o seu destino. Mas algo atrapalhou o curso de seu espetáculo, Maito havia interceptado a pedra com sua espada estranha. Oh sim ali estava o brilho do diamante no lugar da madeira e a pedra se desfez ao tocar o mesmo.

Quando olhou para si os olhos do menino estavam ativados. Byakugan. Aquilo a surpreendeu causando uma ponta de inveja, o menino nem era tão mais velho do que si e sabia usar o seu doujutsu. Seus pais viviam ressaltando o quanto seus olhos eram poderosos e como ela era um prodígio por tê-los despertado tão cedo, mas não era capaz de controla-los.

Ainda olhando em sua direção com o Byakuugan ativo ele guardou a espada e da união de suas mãos uma arma longa e fina de diamante, muito parecida com as coisas que seu otou-san fazia, surgiu e Maito a arremessou sem virar o rosto. A arma estranha do menino terminou o percurso que a sua pedra faria e no fim do mesmo ativou uma série de armadilhas engenhosas.

Não precisava nem perguntar. Cada uma das armadilhas levava um ar infantil de uma brincadeira dissimulada e a assinatura daquela menina encrenqueira para quem olhava.

– Uh.. – A menina gemeu de felicidade, todas as armadilhas tinham sido perfeitamente executadas, uma desencadeando a outra sem nenhum erro. – Bom, valeu intenção.. te alertei do perigo. Tchau. – Desdenhou lhe dando as costas.

– Menina! – Chamou alto de forma cansada ao ver que ela estava mesmo se afastando. – Preciso mesmo chegar até a Akatsuki. – Disse vencido, sem querer entregar que apenas tinha calculado com precisão o ponto em que a pedra dela chegaria, as armadilhas dela eram de alguma forma invisíveis aos seus olhos.

– E eu com isso? Você é um estranho, não deveria nem estar falando com você. – Deu de ombros, era engraçado brincar com Maito.

Ele parecia até meio burro em alguns pontos, parecia que não estava acostumado com aquele tipo de coisas. Ainda assim parou, sabia desde que viera o esperar ali que não deixaria o menino sozinho ou sem a devida condução.

– Uma troca. – Disse estendendo suas duas mãos unidas e entre elas uma pequena flor de diamante. – Você me ajuda e eu te dou um presente.

A voz de Maito soou baixa e longe em seus ouvidos. A luz do sol bateu de alguma forma na pedra preciosa que pareceu ser vista apenas por si, o raio refratado atingiu seus olhos e através deles Arashi viu aquela pequena flor de pedra pendurada no pescoço de uma mulher de corpo bonito, servindo de detalhe para o busto adulto.

Parecia-se extremamente com sua mãe, exceto por aquela mexa vermelha os olhos em espirais. Sua mestre também estava lá com olhos verdes e vivos e cabelo cor de rosa, traços mais severos e o contorno dos olhos diferentes; parecia o desenho dos olhos de Itachi-oji. Sim claro, não poderia se ver adulta e sua mestra ainda aparentar ser um pouco mais nova do que a si própria. Apenas era estranho ver um ser que ainda não existia.

Ela viu a menina de cabelos cor de rosa chamar com certa fúria no olhar dois meninos de cabelos negros ainda mais jovens do que ela, eles eram também uma união de características de Sakura e Itachi e pareciam ter idades diferentes. Ambos brigando com três garotos loiros com olhos vivos e azuis de tamanho e características idênticas que pareciam ter a mesma idade do menino moreno mais alto. Trigêmeos, a aura explosiva e indisciplinada de Deidara emanava daquele trio.

Assistiu de longe a filha mais velha de Sakura colocando ordem na briga dos cinco mais novos. Preferiu se manter apenas espectadora até algo atrás de si chamar sua atenção. Oh sim lá estavam. Sem dúvida mais velhos, mas ainda com o mesmo ar inspirador de respeito, seus pais, Sakura e Itachi, Ino e Deidara, Kisame, Hidan e Kakuso. E ele, impossível de não reconhecer pelos belos olhos claros; o menino que era belo como um diamante também havia crescido.

Maito conversava alguma coisa com Pain, mas logo deixou o grupo dos mais velhos e veio em sua direção. Sem vergonha ou hesitação deixou um leve beijo sobre seus olhos e passou o braço fino por cima dos seus ombros antes de começar a resmungar coisas sobre os trigêmeos estarem passando por uma fase insuportável.

– Ela está com medo de que os irmãos irão matar os filhos da Ino. – Ele disse se referindo à rosada em uma voz que ecoou em seus ouvidos de forma fantasmagórica.

O eco estranho doeu em seus ouvidos e a fez piscar com o incomodo. Infelizmente a visão havia se perdido com isto.

– Arashi. – Uma voz conhecida a trouxe de volta.

Em sua frente não estava mais apenas Maito, mas também Sakura. Sabia que às vezes suas visões pareciam mais rápidas na sua cabeça do que no tempo real. Sua sensei com certeza havia deixado o esconderijo de onde observava sua missão.

– Sensei. – Resmungou.

Se Sakura estava ali significa que tinha falhado em sua primeira missão. Não entendia ainda porque todos temiam quando estas visões simplesmente surgiam diante de seus olhos.

– Sakura-san. – A menina viu o garoto se dobrar em uma respeitosa reverência.

– Maito. É sempre um prazer colocar os olhos em sua excêntrica e rara pessoa. O que faz aqui? – Perguntou pela menina.

– Não devia ter vindo, sensei. Eu estava quase conseguindo. Não iria falhar.

– Não vamos discutir sobre isto agora. – Disse a mestra. – Maito... – Incentivou.

– Eu vim me unir a Akatsuki. Coisas graves estão acontecendo em Konoha, o portador da Kyuubi sucumbiu ao demônio. A Godaime está cega para a verdade, mas o fato é que Naruto está sob o controle da raposa e vai explodir mais cedo ou mais tarde.

– Maito, você já viu como é Naruto quando a raposa assume o controle. É impossível ignorar, ele destrói tudo.

– É diferente. É Naruto. Se não o ouvisse falar em seu sono só acharia que ele está deprimido, mas não é. O ser nominado Kurama assumiu a consciência de Naruto e o manipula.

– Você quer dizer como uma possessão ou algo assim? – Sakura perguntou com estranheza sem saber se aquilo era mesmo possível ou não.

– É exatamente isto. Tenho passado muito tempo com Naruto nestes últimos seis anos. A raposa não aceitou o que você fez com ela e Naruto estava psicologicamente perturbado pela notícia de que você estava aqui por vontade própria. Hoje penso que a influência da raposa começou no exato momento em que partiram, Naruto estava em estado de aceitação e ela de alguma forma conseguiu o controlar pouco a pouco. Naruto teme estado irreconhecível, o demônio de nove caldas está visivelmente o controlando.

– Maito, por mais que eu ame Naruto e que ele seja um amigo querido, você se lembra do acordo entre nós e Konoha. Não iremos nos meter, nem que seja para ajudar.

– Não é isto. Kurama está a ponto de assumir totalmente Naruto e a única coisa que ela quer é matar você e Itachi. Não sei se olhos de vocês podem controlar ela neste estado, porque não é ela é ele. Naruto está como você disse, possuído. Tsunade se nega a aceitar isto, quando Naruto fugir para agir Tsunade irá perceber tarde demais. Eu sei atrás do que ele virá e quero estar do lado certo desta vez.

– A raposa sempre odiou o controle destes olhos. E ela vem sido contida há milhares de anos.

– Confie em mim. Me leve até Ino e me deixe entrar. Se não me aceitarem não voltarei para lá.

– Vamos conversar com Ino. Venha. – Disse chamando o menino na mesma direção em que Arashi caminhava antes.

– Para lá? – Perguntou indignado, visto que aquele era o caminho de volta e isto significava que já tinha passado do esconderijo deles faz tempo.

– É um truque para detecção de inimigos. – A mais velha justificou sem se aprofundar naquilo.

– Arashi-chan o que você viu? – Perguntou a rosada baixo o bastante para que o garoto não as ouvisse.

– Eu... não lembro. – Mentiu.

Era uma linda visão, uma parte de si queria contar para a mestra que tinha visto que ela teria três filhos, que estariam todos juntos em um futuro muito distante. Mas as palavras de Maito assustaram a menina nova demais. Aos ouvidos da menina de seis anos de idade as histórias sobre os bijus era sempre assustadora, não importava a versão escolhida.

Ino já havia contado a história de quando ela e Sakura-sensei tinham se unido à ordem. Era uma história que tinha muitas partes que não eram bonitas, mesmo que nunca tivesse vivido uma guerra sentia o que aquela palavra pequena de impacto grande significava quando treinava seus doujutsus com o pai. Não queria viver aquilo.

Sakura já havia lhe contado a história de seu nascimento e como seu pai tinha soprado para dentro de si uma parcela de sua própria vida. De como havia nascido em meio ao clima de uma pré-guerra. Não queria aprender como era passar por aquilo.

– Você vai contar para a mamãe que eu fracassei? – Choramingou.

– Eu não diria que você fracassou. – Contrapôs.

– Você veio intervir.

– Você teve uma visão, ficou vários segundos presa nela.

– Ah espera. – Maito correu rápido o bastante para ultrapassar as duas. – Eu fiz para você de qualquer forma. – Disse estendendo a mão para a menina.

Lembrava do nome Arashi. Tinha ouvido uma conversa do grupo que deixava Konoha seis anos atrás, havia gravado o diálogo simples daqueles que de acordo com o que lhe ensinavam, eram vilões que estavam sempre planejando uma forma ardilosa de conquistar o mundo. Mas na verdade os grandes ninjas estavam contando piadas e contando vantagem sobre quem havia sido escolhido para nomear uma menina de nome Arashi.

De um jeito estranhamente tímido a menina pegou o presente, agradeceu de um jeito estranho e seguiu caminhando de cabeça baixa sendo observada por Sakura. A mais velha sorria, não era nada normal ver a pequena miss curiosidade constrangida com algo.

– Suas armadilhas ficaram perfeitas, mas você não deve arremessar agulhas de seringas nas pessoas Arashi. Elas são fáceis de ver, pegar e usar contra você novamente. – Apontou a mestra.

– Não foi pra valer. – Revirou os olhos indo contra o que dizia Sakura. – Eu só queria ver a espada de pirata dele.

– E..eu já disse que não sou um pirata. – Reclamou o outro menino. – E aquela coisa foi pra valer sim, anda está meio dormente.

– Eu disse que era só um neurotransmissor básico. Você é que é chorão. – Retrucou mostrando-lhe a língua.

– Hey tá bom, tá bom vocês dois. – Sakura interveio distanciando as duas crianças.

– Mas não foi pra valer de qualquer forma. – A menina ainda resmungou. – Se fosse pra valer ele ainda não estaria sentindo, e seria o corpo todo e não só a mão. Até porque Sakura-sensei disse capturar sem machucar.

– Doeu. Como assim Sakura disse para me capturar, eu que achei você. – Disse em birra.

– Eu disse que já chega! – A mais velha falou de forma grossa. – Vocês dois irão se comportar ou vou mandar os dois para Tsukuyomi até entenderem o que é o silêncio eterno.

– Meu pai mataria você no segundo seguinte. – Desdenhou a menina, mas se calou no momento em que o verde nos olhos da sensei se tornou rubro, desenhando seu temido sharingan.

Instantaneamente as duas crianças caminharam lado a lado à frente de Sakura, em silêncio. E Sakura suspirou, descansada. Maito tinha lhe dado muita coisa para pensar e o esquecimento ainda mal explicado de Arashi de sua visão também estava lhe soando estranho demais.

Seis anos de calmaria parecia um tempo tão curto para outra bomba daquelas cair sobre a Akatsuki. À frente a menina olhou em silêncio para o lado, sentia que tudo o que aquele garoto tinha dito tinha assustado Sakura também, mas de alguma forma, andar ao lado dele lhe dava certa confiança de que aquela visão em sua cabeça seria permanente.

A tal da Kyuubi não seria forte o suficiente para destruí-los. Estavam todos lá na sua visão do futuro, não estavam? Toda a ordem e a nova geração de membros, filhos de Sakura e filhos de Ino.

Arashi tateou a pequena flor entre seus dedos sorrindo. Aquele menino estranho lhe dava coragem, e algo em si sabia que com ele ao lado da equipe aquela seria apenas mais uma história igual àquelas todas que os adultos lhe contavam.

Dava-lhe medo pensar que desta vez seria uma das partes da história, oh sim, isto dava. Mas é claro que seria apenas mais uma história, afinal ela também tinha que ter uma história para contar àqueles que ainda nasceriam.

Notas: Basicamente, o exta era pra ser só o hentai. Mas eu não resisti.

Eu me lembro que alguém do Nyah havia me perguntado o que tinha acontecido e eu tinha dito que o Maito de alguma forma iria se unir à Akatsuki quando a Kurama fosse atacar e que ele seria par da filha de Nagato. Eu acho que pode surgir algo muito poderoso misturando esses doujutsus.

Espero que tenham gostado. O lugar certo para nós é uma fanfic que se eu pudesse jamais pararia de escrever. *chora*

Mas isto é impossível e isto, meus amores, foi mesmo o fim. Fim. Sem mais nenhum extra.