Super-poderes
"Eu não quero ficar aqui!"
"É melhor para ti querida. Tu és muito especial e precisas ficar perto de meninos especiais como tu."
"Mas eu quero ficar com vocês."
Essa foi a última vez que ela falou com a mãe pessoalmente. No dia seguinte foi deixada num colégio interno para pessoas especiais como ela. Os pais ligavam regularmente para saber como ela estava, mas há cerca de 5 anos o telefone nunca mais tocou para ela. Os pais dela abandonaram-na ali.
Ela olhou para o relógio faltava apenas 1 minuto para o seu aniversário de 18 anos. Ela podia ser livre e deixar o colégio, mas ela ainda não sabia onde ir por isso ia terminar o ano para descobrir. Ela não era obrigada a sair, ela podia fazer uma vida e voltar ao colégio. Todos trabalham como uma comunidade aqui. Desde que pagasse a estadia não se importavam de manter os jovens habilidosos.
Era o caso da melhor amiga dela. Spencer, 20 anos, ela tinha super-inteligência e podia ler mentes. Ela não deixou o abrigo do colégio, conseguiu um emprego e volta todas as noites.
Ela sempre lhe disse. "A melhor parte do dia é voltar para perto de pessoas como eu e não ser julgada. Seria um escândalo se soubessem que posso ler mentes lá fora."
"PARABÉNS!" A Spencer entra no quarto dela. A Aria acordou do seu pensamento. "Novamente a pensar nos teus pais?" Ela trazia uma pequena caixa com um laço.
"É mais forte do que eu nos últimos dias." Ela diz.
"Eu sei… e sim isto é para ti." Ela dá-lhe a caixa e a Aria abre.
Era uma pulseira simples com um símbolo do infinito. "É linda obrigada." Ela abraçou a amiga.
"Eu estou grata pela amizade Aria. Foste a única que nunca se afastou completamente por eu ler mentes." As pessoas não a julgavam, mas afastavam-se para não ter segredos revelados. Ela nunca faria isso de qualquer forma… não era responsabilidade dela contar. "Eu vou dormir, tenta descansar." A Spencer diz. "Até amanhã."
"Até amanhã!"
Ela teve um vasto coro de parabéns enquanto descia para o pequeno-almoço e depois para as aulas.
A meio da manhã ela foi chamada ao gabinete do director. Ela entrou e sentou-se no lugar que ele ofereceu. "O que se trata senhor?" Ela perguntou, ela tinha a certeza que se tratava da sua maioridade.
"Parabéns Aria!"
"Obrigado." A Aria sorri com educação.
"Como representante da instituição sou responsável por aconselhar os estudantes. A Aria tem mostrado um excelente percurso nestes último 10 anos e ficaríamos felizes se quisesse ficar connosco." A Aria queria ouvir isso. "Existe ainda a condição de adaptação ao mundo quando desejar, pode trabalhar aqui ou lá fora. As suas habilidades são compatíveis." Ele diz.
Alguém bateu à porta e o director aprovou a entrada. O homem foi apresentado e era um advogado.
"Como está Srª Aria Montgomery? O meu nome é Charles Wright. Tenho algo para discutir consigo… pode não ser agora." Ele deu-lhe um cartão com o contacto. "Não tenho as melhores notícias existem algumas questões legais pendentes. Os seus pais faleceram num acidente automóvel há 5 anos."
O mundo da Aria caiu… os pais que a "abandonaram" estavam na verdade mortos.
Os objectos na sala começaram a perder o seu peso e a levitar… esse era o poder dela… ela conseguia mover coisas com a mente. Nunca conseguiu fazer em tantos objectos e tão pesados em simultâneo. Ela fez isso de forma inconsciente.
"ARIA!" O director gritou e os objectos bateram no chão com um baque alto.
"Desculpe." A Aria chorou.
O director suavizou. "Tire o dia para pensar e descansar." Ele diz dispensando-a. "Eu sinto muito Aria, não podíamos contar até agora… não era seguro para todos nós na altura."
Ele tinha razão… ela não sabia controlar os seus poderes quando parou de receber mensagens dos pais. Ela apenas concordou com tristeza e saiu do edifício para o bloco dos dormitórios femininos.
Ela caiu na cama cansada… foi muito apenas para uma manhã.
"Aria Montgomery ao gabinete do director! Aria Montgomery ao gabinete do director!" Ela acordou com o som dos altifalantes. Ela reparou que já passava da hora de almoço, mas ela não tinha fome.
Ela limpou os olhos com as mãos enquanto saía da sala para o gabinete do director. Caminhou até ao edifício principal e foi até ao final do corredor, bateu na porta e entrou com autorização do homem.
Lá dentro estava ele e um rapaz que ela nunca tinha visto antes. Ele vestia-se todo de preto, mas os seus olhos eram de um azul frio como gelo. "Chamou director?" Ela perguntou.
"Sim. Como te sentes?"
"Melhor."
"Bom, temos mais um colega. Como foste dispensada pensei que podias acolher o Ezra, explicar-lhe como tudo funciona por aqui." O director diz.
"Claro." A Aria sorri para o rapaz, mas o rosto dele continuou apático.
"Talvez encontrem alguma ajuda um no outro neste momento. Podem ir." Diz o director dando um papel à Aria com as informações do quarto e das aulas do Ezra.
O Ezra levantou-se e saiu da sala levando uma mala por cima do ombro e sem olhar para trás. "Ele também perdeu os pais." O director diz-lhe. "Tem cuidado, pode ser instável."
A Aria concordou e saiu. Correu para a saída onde ele já estava. "Olá, sou a Aria."
"Olá e não quero saber." Ele diz rude. Ele parecia o rufia do grupo, totalmente de preto e cara de mau.
"Bom… deves querer saber onde é o teu quarto para deixares as tuas coisas." Ela verifica a folha. Ezra Fitz, 20 anos, Quarto: B-26…
Ele tira-me a folha da mão quase a cortando com o papel. "B-26… onde é isto?" Ele pergunta.
Ela apenas apontou para o edifício do dormitório masculino. "Segundo andar." Ela acrescenta.
Ele sem agradecer começou a andar. Ela com raiva e sem saber o que fazer seguiu-o.
"Porque vens atrás de mim sombra?" Ele pergunta.
Ela chateada responde. "Ok idiota… não queres a minha ajuda, já percebi… desenrasca-te sozinho." Ela virou-lhe as costas e foi embora. 'Ele podia pelo menos tentar ser agradável…' Ela pensou indo embora.
"Hey, espera." Ele agarrou-lhe no ombro e por instinto e raiva ela projectou-o para longe dela. Não pensou que fosse com tanta força. Ele caiu no chão e ela virou-se olhando para ele a pelo menos 4 metros dela. Ele levantou as mãos em rendição. "Ok… já percebi… sou um idiota." Ele diz. Ela concentrou-se nele novamente para o colocar de pé. "Tu estás a fazer isto?" Ele parecia meio assustado, meio impressionado.
"Sim… é o meu poder. Eu movo coisas sem tocar nelas." Ela suspira.
"Há quanto tempo estás aqui?" Ele pergunta.
"10 anos… mas provavelmente ficarei o resto da minha vida. Esta é a minha casa agora." Ela diz.
Ele olhou para o edifício. "Desculpa ok?" Ele pareceu suavizar.
"Tudo bem… todos temos dias maus, coincidência ou não… o meu mau dia é o mesmo que o teu."
Ele sorri. "Sou o Ezra… acho que já sabias." Ele diz. "Eu tenho problemas com calor e com frio." Uma chama apareceu na mão direita e gelo formou-se na esquerda.
"Uau!" Isso podia até explicar o seu comportamento frio inicial… como se fosse bipolar.
"Não tão fixe como mover coisas, mas sim… uau." Ele fez desaparecer a magia das suas mãos.
"Descobriste recentemente? Normalmente os iniciantes são mais novos."
Ele negou. "Eu sempre tive esta capacidade, os meus pais também tinham. Eles ensinaram-me como controlar minimamente, mas agora já não me podem ajudar, então… vim aprender. Eles andaram neste colégio também." Ele colocou as mãos nos bolsos das calças. "Tu descobriste quando?"
"Não me lembro… mas quando fiz 8 anos os meus pais deixaram-me aqui. Eles não tinham qualquer aptidão, nem sabiam como me ensinar então… esta foi a minha nova casa."
"Costumas vê-los?"
"Eu falava com eles, mas um dia os telefonemas pararam. Então fiquei a saber hoje que eles morreram num acidente há 5 anos." Ela diz.
"Lamento."
Ela encolheu os ombros. "Eu já pensava que eles me tinham abandonado, isto foi um choque maior, mas está tudo bem ou vai ficar."
"Eu vou lá acima deixar a mala. Já volto. Tu esperas certo?" Ele pergunta.
Ela sorri e concorda. Ele podia ser agradável e ele era bonito com todo aquele papel de bad boy. Quando ele ia pegar a mala ela moveu-a. Ele olhou para a Aria e ela sorri. Ele tentou novamente e ela moveu-a outra vez. Ela mordeu o lábio e riu. "A sério?" Ele olhou para ela. "Eu vou vingar-me." Ele diz.
"A tremer de medo." Ela diz.
"Eu vou fazer-te tremer." Ele diz com um sorriso malicioso, pegou a mala e subiu para o acesso ao edifício.
Ela sentou-se no muro e esperou por ele. Ela viu um casal de pássaros em voo, ouviu o seu chilrear e fechou os olhos para se concentrar. Este dia estava especialmente esgotante para ela.
Ele saiu devagar e aproximou-se por trás, pegou a cintura dela e aplicou um pouco e magia… foi instantâneo ela tremeu com o frio que ele lhe aplicou. "Vingança." Ele sussurrou no seu ouvido.
Ela virou-se e bateu-lhe no ombro. "Parvo."
"Também és muito fofinha." Ele diz na brincadeira.
Ela suspira. "Não sei se gosto mais do lado rude se do brincalhão. Vou mostrar-te onde são as salas."
Ela deu-lhe a turné pelo colégio. Piscina, animais, campos de treino, cantina, bar e biblioteca. "Quantos anos tens?" Ele pergunta.
"Hum 18, porquê?"
"És pequena." Ele diz e ela olhou para ele com olhar de morte.
"Deves pensar que tens graça." Ela diz e ergueu a sobrancelha. Ele riu por dentro. "De qualquer maneira o meu tamanho tratava de ti facilmente." Ele avançou para ela querendo o desafio, ele estava cheio de vontade de a beijar. Ela ergueu a cabeça ficando cara a cara com ele. "Vais fazer o quê?" Ela desafiou.
"Algo muito louco." Ele diz. Tocou o rosto dela e começou a transmitir-lhe algumas sensações térmicas diferentes.
"Tens de parar de fazer isso." Ela diz.
"Porquê?" Ele pergunta. Aquele frio que ele transmitiu deixou-lhe os mamilos tensos contra o tecido do sutiã que vestia e o calor fez com que ela aquecesse noutras partes do corpo que não era suposto. O papel de bad ass, hot e sexy estava a deixá-la louca. Ela não sabia bem porquê. Ela não tinha normalmente atracções tão fortes por rapazes… mas ele pareceu tão diferente… tão Aria.
O lábio dele roçou no dela. Transmitindo-lhe mais calor e ela tirou o calcanhar do chão para chegar aos seus lábios e receber o seu calor por completo.
O Ezra gostou da sua atitude, era bom encontrar alguém com quem partilhar as suas habilidades. Era bom não viver escondido em casa. Era bom encontrar a rapariga perfeita. Isso levou-o a beijá-la mais e com maior necessidade.
A Aria respondeu aos seus beijos com ansiedade… fazia tanto tempo que ela beijou um rapaz. Esse rapaz foi um idiota e uma criança completa ao correr pelo colégio a dizer o que tinha acontecido. Isso afastou o interesse dela em rapazes, ela não confiava tão facilmente. O Ezra desarmo-a e fez senti-la especial em muito tempo.
"WOW!" Eles afastaram-se e a Aria olhou.
"Spencer!" A Aria diz.
"Vocês querem exactamente o mesmo… não parem… mas fiquem longe de mim por favor. Vejo-te mais tarde Aria. Treina a tua cara de surpresa para o bolo." A Spencer piscou antes de ir embora.
"Quem é ela e o que queria dizer?"
"A Spencer é minha melhor amiga. Ela lê mentes… e hoje é o meu 18º aniversário… eles têm um bolo para mim."
"Parabéns!"
"Obrigado."
"Então queremos ambos o mesmo?" O sorriso dele foi malicioso novamente.
"Deixaste-me com vontade… mas não sou assim tão fácil gato." Ela beijou-o e saiu.
Ele estava encantado por essa rapariga… ela ia ser dele. Mais cedo ou mais tarde.
Obrigada pelo comentário EzriaBeauty! *.*
Obrigado por lerem!
Próxima actualização 10 de Outubro (quarta-feira): Nascido num Berço de Ouro (M) OU Entrada no Diário da Aria?
