Notas da Autora
Bardock consegue controlar a visão e começa a planejar as suas ações, após conseguir...
Freeza descobre algo alarmante...
Capítulo 55 - A descoberta alarmante de Freeza
- Está em sessenta por cento ainda, Freeza-sama.
- É muito pouco.
- Muitos saiyajins estão em missões em quadrantes demasiadamente distantes de Bejiita.
- Hum... Qual a projeção do retorno dos saiyajins em Bejiita, na data da chegada da nave?
- Os computadores computaram em oitenta e oito por cento.
- Entendo. E sobre os soldados que estão recolhendo os dados sobre a localização deles? Qual a porcentagem da coleta de dados?
- Estão em cinquenta e cinco por cento.
- Qual a previsão para cem por cento? Quero saber a localização de todos esses macacos, sem exceção.
- Em dois meses terão cem por cento da informação reunida.
- Excelente.
Após dar ordens suplementares, ele se retira até o seu quarto para relaxar, pois, seria uma longa viagem e estava ansioso para exterminar por completo os saiyajins.
O seu desejo era exterminar toda a raça, priorizando as fêmeas, para que eles não pudessem procriar, já que os saiyajins não eram compatíveis com nenhuma das raças conhecidas no universo.
Algumas horas depois, em Bejiita, há milhares de anos luz da nave de Freeza, mais precisamente no Castelo real, na sala do Trono, o rei estava sentado em sua poltrona real olhando para os jovens saiyajins que saíram vitoriosos na espécie de Torneio que ele realizou, sendo que no último instante, adicionou um torneio entre os de Elite, já que Nappa era adulto.
Afinal, ele precisava de um filhote da mesma idade ou próxima do seu filho.
Inclusive, no Torneio ele aceitou saiyajins com até quatro anos de diferença, para permitir que houvesse mais lutas e pudesse pegar alguns poderosos.
Então, enquanto os quatro estavam alinhados, Vegeta entra na sala com a sua capa esvoaçando atrás dele, seguido por Nappa, que revirava os olhos, pois, seria responsável por eles também, como se fosse um líder de grupo de ataque e isso o irritava, demasiadamente, ao ponto de sua cauda se contorcer de raiva na cintura.
Já, o príncipe, meramente olhou os outros jovens por alguns minutos, para depois suspirar, pois, gostava de fazer as missões sem ter alguém lhe irritando, já bastando Nappa, sendo que odiou a ideia de ter que aceitar saiyajins mais fracos do que ele.
Afinal, a seu ver, já bastava o seu Kaulek.
O resultado disso foi uma discussão sem precedentes e bem calorosa por horas a fio, até que o príncipe cedeu, sendo que havia lançado um olhar mortal ao seu genitor, antes de se retirar da sala.
- Filho, esses serão os jovens saiyajins que irão lhe acompanhar.
Ele faz um sinal e cada um deles dá um passo a frente, se apresentando, curvando-se enquanto falava, para depois voltar a sua posição inicial.
- Sou Zukkini (zucchini - abobrinha) e sou um saiyajin de Terceira classe, ouji-sama (príncipe herdeiro).
- Sou Keeki (beet - beterraba), um saiyajin de Segunda classe, Vegeta-sama.
- Sou Kikori (chicory – almeirão), um saiyajin de Primeira classe, ouji-sama.
- Sou Spinak (spinach - espinafre), um saiyajin de Elite, Vegeta-sama.
Vegeta cruza os braços e nada fala, para depois olhar para o seu pai, sendo que estreita os olhos para ele. Em seguida olha para Nappa, que nota o mau humor típico do seu príncipe, sendo que está ainda mais intenso.
- A nave já está pronta?
- Sim, Vegeta-sama.
- Ótimo! Mal vejo a hora de sair desse planeta! – ele olha para os outros jovens – Vamos, seus desgraçados!
Nisso, eles o seguem, sendo que todos começaram a ficar irados pelo príncipe arrogante e o único motivo de terem participado do Torneio, foi porque se fizessem alguma missão junto com o príncipe, isso poderia ajuda-los a pegarem no futuro, excelentes missões de extermínio.
Na casa de Bardock e Gine, a saiyajin olhava para a sua cria na Medical Machine, enquanto que estava preocupada, pois, por mais que tivesse tomado cuidado, havia uma chance ínfima dele ter percebido que não foi o seu oponente que o nocauteou e sim, ela.
Se ele descobrisse, não duvidava que Raditz ficasse com muita raiva, partindo de um jeito ou de outro em alguma nave ou grupo que estivesse de partida.
Se isso acontecesse, confiando nas palavras de seu amado, que o melhor era a cria deles ficar no planeta, iria nocauteá-lo, para depois induzi-lo a uma espécie de coma através da máquina medicinal, até que o seu companheiro voltasse.
Claro que se sentiria mal em fazer isso, mas, não teria escolha e não fez isso, pois, Raditz iria desconfiar do fato de ficar quase três meses, por ferimentos tão pequenos, acabando por aumentar a desconfiança dele, nela.
Por isso, optou em um primeiro momento em não fazer isso, deixando para agir dessa forma, caso ele acabasse descobrindo a verdade.
Além disso, ela estava desconfiada de Freeza.
Afinal, não sabia o motivo, mas, sentia os pelos de sua cauda se arrepiando nos últimos tempos, como se algo de muito ruim estivesse para acontecer e temia que tivesse relação com o arcosiano, ainda mais ao saber o que ele fez com a sua raça, de forma que ninguém desconfiasse, com exceção de Bardock, que percebeu os planos e que contou a ela, assim como, a sua preocupação que Freeza ousasse fazer algo em algum momento contra os saiyajins, sendo que tal sensação foi ampliada, após a estranha ordem do rei de mandar que todos os saiyajins voltassem ao planeta para uma comemoração, fazendo-a desconfiar do fato de que não eram ordens de seu rei e sim, do arcosiano e isso era estranho, uma vez que ele fazia de tudo para evitar a concentração de saiyajins no planeta.
Portanto, isso somente a deixava, mais ressabiada.
Raditz desperta, sendo que percebe que está dentro da máquina medicinal e após alguns minutos se recorda de como foi parar na máquina, passando a sentir o seu sangue ferver, enquanto cerrava os punhos e os dentes.
Ele aperta o botão dentro da máquina e a água medicinal é drenada, para depois ele tirar a máscara, com a porta se abrindo, sendo que vê a sua mãe esperando por ele com uma muda da roupa de batalha, que é a colante e depois, a sua armadura, sendo que ela tinha uma toalha nas mãos, enquanto exibia uma face triste.
Ele pega asperamente a toalha dela, sabendo que não podia culpar a sua genitora pela derrota, pois, foi Keeki que o nocauteou, sendo que não sabia, que na verdade, foi a sua mãe que usou uma onda de ki para fazê-lo perder a consciência e não o gancho de direita do seu oponente.
- Raditz...
- Não precisa me consolar kaa-san. Eu sou um saiyajin e preciso lidar com a minha derrota. Eu subestimei o oponente e o resultado foi o meu nocaute. Se eu não tivesse sido tão arrogante... – ele fala dentre os dentes, enquanto torcia os punhos.
Mesmo assim, Gine o abraça e ele chega a lutar para sair do abraço dela, mas, desiste e deixa a genitora abraça-lo, sentindo o calor maternal dela, sendo que estava cabisbaixo, enquanto que a saiyajin afagava a cabeça dele, maternalmente, confortando-o.
Em seguida, as kibajins o abraçam, também e eles ficam assim por alguns minutos, até que se separam, com Raditz falando:
- Quero treinar mais arduamente, kaa-san. Quero ser mais poderoso! Quando ele voltar da viagem, quero acertar as minhas contas com ele! Quero uma revanche e dessa vez, vou limpar o chão com aquele bastardo. – ele fala sorrindo entusiasmado.
Gine e as kibajins ficam surpresas, para depois exibirem um sorriso, com a saiyajin falando, animada:
- É isso mesmo, meu filhote! É esse o espirito! Treine ainda mais arduamente e depois o procure para ter uma revanche.
- O que acha de começarmos o treinamento agora, kaa-san?
Nisso, o estômago dele, ronca e Gine sorri, falando:
- Acho melhor comermos antes.
- Verdade. – Raditz fica sem graça.
- Ah! Tenho uma notícia maravilhosa para dar a vocês! – ela fala olhando de Raditz para as suas filhas.
- Qual notícia, kaa-chan? – Yue pergunta.
- Bardock acordou e está voltando para Bejiita!
Nisso, todos comemoram, enquanto Gine sorria.
- Podemos contatá-lo, kaa-chan? – Tsuki pergunta animada.
- Claro! Vou contatar o scouter dele e enquanto vocês conversam, eu vou adiantar a comida.
- Vamos ajuda-la. – Yue fala.
- Conversem com o pai de vocês. Eu já conversei com ele no intervalo entre as lutas.
Nisso, ela consegue contatar o scouter dele após algum tempo, já que a nave estava se aproximando do setor onde Bejiita estava.
Assim que Bardock atende, ela fala:
- Vou preparar a comida. Nossos filhos querem falar com você.
- Ótimo.
Nisso, ela passa o scouter para eles, que começam a conversar com Bardock, que estava em seu quarto na nave.
Após um mês e meio, há alguns anos luz de Bejiita, Bardock conseguiu acessar a planilha de pouso e partida de naves do Hangar espacial principal da capital de Bejiita.
Conforme analisava o cronograma, encontrou alguns dados interessantes de naves, assim como baixou para o seu scouter plantas desse Hangar principal, para começar a planejar a fuga dele e de sua família do planeta condenado, uma vez que estava treinando as visões e estava tendo cada vez mais controle em relação a elas.
Não lhe agradava fugir, pois, era um saiyajin.
Porém, pensava em sua família e o forte sentimento de protegê-los, anulava qualquer mal estar e indignação que sentisse por estar fugindo de Freeza, enquanto que sorria frente à visão dele sendo humilhado e derrotado por Kakarotto, sendo esta uma das visões mais agradáveis e igualmente prazerosas que teve.
Após definir um plano, ao analisar as suas visões e o material que tinha conseguido baixar, inclusive as plantas do local, ele volta a deitar em sua cama, sendo que antes havia feito o relatório da missão, assim como encaminhado o mesmo até o responsável pelas missões.
Alguns dias depois, a nave de Freeza está se aproximando de Bejiita, sendo que somente estava a um mês do planeta.
O arcosiano estava na ponte de comando, analisando alguns dados no monitor, sentado em sua cadeira, quando um soldado se aproxima e fala, após se curvar:
- Freeza-sama, eu tenho uma nova informação para o senhor.
- Qual?
- Além da lenda do super saiyajin, há a lenda do Deus super saiyajin.
- O quê? Além do super saiyajin, há a lenda do Deus super saiyajin?
Freeza pergunta com visível surpresa em sua face, enquanto pensava consigo mesmo:
"Então, Bills-sama pode não ser o único Deus... O fato de poder ter um Deus super saiyajin entre eles é igualmente preocupante. Afinal, não posso fazer nada contra um Deus e para mim, já basta obedecer às ordens de Bills-sama. Além disso, seria humilhante para este Freeza, receber ordens de um macaco, mesmo sendo um Deus."
- Sim, senhor. – a voz do soldado o tira de seus pensamentos.
- Esse é mais um motivo para erradica-los.
Um alienígena se aproxima, sendo que era o supervisor dos soldados que trabalhavam na nave e se curva levemente, falando:
- Freeza-sama, eu tenho certeza de que são as mesmas lendas heroicas de todos os tempos. É normal uma raça ter tais mitos.
- Eu sei – o supervisor fica surpreso com o que o arcosiano fala – Mas, eu não posso permitir a menor das possibilidades. Afinal, essa raça possui muitas habilidades consideravelmente inconvenientes, como o aumento de poder após se recuperarem de ferimentos e a metamorfose em oozaru que multiplica o poder de um saiyajin por dez, por exemplo.
- Esses e os outros fatores, Freeza-sama, tal como resistência exacerbada, além da metamorfose que o senhor citou, provaram-se inúmeras vezes, ferramentas indispensáveis em uma invasão, permitindo a eles se adaptarem, enquanto lidavam com qualquer condição climática adversa e igualmente extrema em várias invasões. Os demais soldados de outras raças tem que usar equipamentos especiais, dependendo da situação. – o supervisor fala, respeitosamente.
- De fato, eles possuem essa utilidade... Porém, a raça saiyajin é muito orgulhosa para ser fiel a mim. Era questão de tempo para eu destruí-los junto com o seu planeta.
- Tenha piedade, Freeza-sama. Os saiyajins possuem ótimos guerreiros.
- Hunf... Talvez, eu possa poupar alguns.
- Seria muito bom, senhor. Podemos manda-los a planetas que possuem condições adversas demais para os nossos soldados ou para raças que possuem alguma metamorfose, por exemplo.
- Quantos saiyajins voltaram ao planeta até agora?
- Muitos devem voltar só após um mês ou outro. Vai demorar bastante para que todos voltem.
- Não posso esperar tanto. Vamos executar o plano em cerca de um mês.
- Mas, os vivos não vão suspeitar do ocorrido, Freeza-sama?
Freeza ri e fala:
- Diga a eles que um meteorito destruiu o planeta. Vou mandar soldados eliminarem os outros, após selecionar aqueles que irão sobreviver.
- Freeza-sama. – outro soldado se aproxima.
- O que houve?
- O rei Vegeta permitiu que seu filho e mais alguns saiyajins, em torno de quatro, cada um de uma classe do planeta, além do Kaulek dele, fossem conquistar um planeta. Talvez, eles não voltem a tempo para estarem em Bejiita.
- O príncipe Vegeta? Hum... – ele coça o queixo com o dedo – Talvez eu possa deixar esse grupo vivo. Não são muitos. Vou poder controlar. São todos machos, né?
- Sim.
- Excelente! Só vou precisar exterminar os outros, assim como todas as fêmeas. Não quero que eles acasalem. Sabemos que não há nenhuma outra raça no universo conhecido compatível com os saiyajins. Logo, somente existiram esses e assim será. Com o tempo, eles serão uma raça extinta.
Nisso, ele gargalha malignamente, antes de abandonar a ponte de comando para ir até o seu quarto, sendo que todos se curvam para ele, enquanto que voltavam a respirar normalmente,
Afinal, eles ficavam extremamente tensos, quando o arcosiano estava na ponte, pois, além de matar alguém, ele poderia explodir uma janela, fazendo os soldados serem tragados para o vácuo e o frio congelante do espaço, como já havia acontecido algumas vezes no passado, quando algo o irritava, demasiadamente.
