The War of Angels and Demons

"Qual é a frase que nós dizemos quando tudo dá errado, de um modo geral? Ah lembrei é essa aqui: Fodeu Geral!"

- Woodland, Dean Woodland.

ATO IV:

54. Deixe o Jogo Começar.

Todos estavam se encarando no conselho, discutindo, brigando, Leviathan estava confuso e gritava para que todos se sentassem, mas isso de nada adiantou. Pinhead e Alatáriël se encaravam com um olhar de despedida, mas quando tiveram a oportunidade fugiram do salão sem que ninguém notasse. O informante, por outro lado, prestou bastante atenção na saída dos dois, o informante desapareceu em sombras, a sua forma de corpo perambulava pelos corredores, ele parecia estar atrás de algo.

Virava e contornava corredores apressadamente, quando guardas apareciam, ficava imóvel, porém, até mesmo nas sombras seu sorriso era visível. O informante adentrou uma sala redonda, com colunas de mármore. Havia um livro no meio, com um cadeado.

Depois de ter ficado atrás de uma coluna o informante deixou sua forma espectral e viu que havia apenas um guarda vigiando. Ele, misteriosamente, conseguiu tomar a forma de Pinhead e começou a distrair o guarda apagando as lamparinas. Quando finalmente mostrou sua face, o guarda exclamou.

- Pinhead! O que... – O guarda já estava morto, o informante o havia atingido no estômago.

- Não posso mata-los ainda. Porém, fiz um contrato e... devo obedece-lo... Almas é o que eu quero! – Ele deu uma risada maligna. E retirou o livro do pedestal, por incrível que pareça, o salão deslumbrante estava agora com paredes rachadas e escuro. Parece que isso atingiu todo o Inferno.

O informante viu o Inferno desmoronar e deu um sorriso no canto dos lábios, ele voltou a sua forma espectral e andou rapidamente pelos túneis, sem querer, passou rápido por Beatriz que o fogo da tocha na mão da mesma tremeu.

- Filho da puta, quem fez isso!? – Beatriz levou um susto, e jurou ter sentido um tapa na bunda.

O informante percorreu novamente os corredores e chegou a um lugar onde havia Scandalous e Doomsdayer parados, observando. O informante parou na frente de ambos e disse com uma voz medonha e sombria.

- Hihihihi... Meu pagamento, meu caro Doomsdayer, ninguém consegue fazer isso muito bem ultimamente... – O informante retirou da capa o livro que ele havia roubado e o entregou a Doomsdayer – Agora – A sala ficou incrivelmente sombria, parecia ter sido a sombra do informante que aumentou de tamanho, só que ela estava um tanto diferente, havia asas e suas mãos haviam garras. – O meu pagamento.

- Hmpf... Muito bem, pelo jeito você é muito melhor do que dizem... – O informante interrompeu.

- Sou bom no que faço. E muito melhor ainda em me vingar, creio que tenha ouvido isso também. – Doomsdayer pareceu engolir a seco e não se incomodou em deixar o informante ser superior a ele.

- S-sim é claro, ouvir falar... disso também. Por favor disfrute do caos na terra. Os portais demoníacos estão abertos, muitas pessoas irão morrer e peço-lhe mais uma coisa. Por favor, mantenha o livro a salvo em sua dimensão. Senhor... – A mente de Doomsdayer teve um branco.

- Bart. Chame-me de Bart. Eu tenho um nome muito comprido. Sim, guardarei essa belezura. E... mais alguma coisa? – O informante se aproximou de Doomsdayer, o mesmo estava apavorado, ele cambaleou para trás, estava suando. Até mesmo Scandalous se afastou.

- S-se... alguém... – Doomsdayer estava gaguejando, e se esforçava para não fazer isso – Adentrar seu mundo... ela vai...

- Morrer da forma mais dolorosa possível. Sou um ser antigo muito poderoso, ninguém vai passar sem que eu saiba. Eu cumpro o que prometi no contrato, agora basta você cumprir a sua parte no acordo... Eu detesto... nada mais e nada menos do que traidores. – A pelo do informante era mais pálida do que as dos cenobitas, quando o mesmo esticou as mãos, suas unhas eram enormes e eram de um azul escuro diferente, para poder a ponta das unhas tocar o pescoço de Doomsdayer.

O cenobita deu uma risada – Hehehe... Não te-teremos... esse tipo de problema... eu... garanto. Não precisa se preocupar. – Doomsdayer tentou dar o seu melhor sorriso.

- Assim espero. Além do mais o senhor não quer ter... uma morte extremamente dolorosa, como, por exemplo, ter sua alma sugada enquanto ainda está vivo, a sensação é... Ter seu corpo desidratado, sua boca ficando seca como areia, seus ossos virando lentamente pó, seus órgãos ficando amargamente secos... Sua vida desaparecendo lentamente. – Bart andava de um lado para o outro, sua voz havia ficado grossa e parecia que ela estava em todos os cantos da sala, ele falava pausadamente e de forma sombria e misteriosa.

- N-nem... consigo imaginar, meu caro senhor. Deve... ser extremamente doloroso. – Disse Doomsdayer 'sorrindo'.

- Eu sei diferenciar um homem de um covarde, senhor Doomsdayer. Acho que o senhor fica na segunda colocação... – Disse Bart, na ironia.

- Sim, perfeitamente. – Doomsdayer nem prestava atenção ao que lhe era dito, estava agindo como um idiota.

Bart caiu na gargalhada, Scandalous e nem Doomsdayer entenderam o motivo – É por isso que me divirto com esses demônios... Hahahahahaha!.

Beatriz observou a conversa desde o início. Ela ria da cara de Doomsdayer, porém, era um riso sussurrado. Ela tentou não fazer barulho, mas até mesmo Aura e Luke estavam se controlando para não rir.

- Ora, ora, ora... O que temos aqui.

Beatriz levou um susto e caiu para trás. Ela se surpreendeu junto com Aura e Luke.

- C-como você!? Você está lá... e também está aqui! O que está acontecendo. – Era Bart que estava diante de Beatriz, mas havia algo curioso nisso. Ele estava conversando com Doomsdayer mas também estava lá falando com ela. Teoricamente seria... impossível.

- Calma minha jovem. Não vou entrega-la. Muito menos me meter nessa guerra. Mas sugiro que seja mais silenciosa da próxima vez... – Bart estava com uma voz grossa e sussurrada. Essa voz adentrava a mente de Beatriz, parecia penetrar em sua alma. Bart estava com um humor ótimo. Beatriz por outro lado, estava furiosa e chamou Lulu, que se transformou em duas pistolas.

- Armas das Chamas Azuis! – Bart ficou sem expressão, mas posteriormente sua voz ficou séria.

- Vocês humanos nunca aprendem... – Bart parecia estar falando igual a uma cobra, prolongando o 's' no final da frase e sua voz parecia mais velha e mais sombria do que antes, mas parecia um sussurro... – Nunca sabem quando é a hora de perder... A hora de desistir. A hora de parar... A hora de morrer... A hora de jogar tudo pro alto e deixar este mundo.

- Como? – Disse Aura, assustada... – Você não é meu pai, é?

- Acha mesmo que se eu fosse seu pai, iria estar te ameaçando? – Disse Bart.

- Não... mas... Beatriz abaixe as armas... Ele não nos deu motivo para lutar com ele. – Bart riu da frase da menina.

- Não se engane... Não preciso de motivo para querer matar todos vocês agora, mas posso encarar isso como autodefesa, caso vocês ataquem primeiro. Recordo-me dos tempos em que as pessoas corriam de mim, se desesperavam ao verem meu rosto, ao ouvirem meu nome elas tremiam que até sua alma congelava. Lembro-me dos dias em que adolescentes e crianças tentavam matar uns aos outros, por que não suportaram a ideia de permanecerem, para sempre, com suas almas em meu corpo. Eles se corroíam de dor, se pisavam, se jogavam uns em cima dos outros para tentarem escapar das minhas garras. Os gritos agoniantes ecoavam por todos os lugares, gritos do profundo abismo do desespero. Aqueles que passaram por esse desespero estão trancafiados em sua própria ilusão e fantasiando que em um dia poderão sair dela. Ninguém escapa de mim – Bart andava de um lado para outro.

- Então quer dizer que... – Beatriz abaixou as armas – Você é um demônio antigo?

Mestra, eu não sinto nada disso nele... É algo diferente, são gritos desesperados de pessoas trancafiadas no corpo dele... É uma alma diferente, parece que ele mesmo é uma sombra, ele próprio é o medo, dor, destruição, morte, agonia, tortura... É... estranho.

- Parece que sua serviçal sabe mais do que você, que vergonha, hoje em dia, jovens são tão mais burros. Tão... vulneráveis. Isso é o que eu me lembro, de jovens suarem e se sentirem agoniados por não saberem onde ir... Lembro-me de alguns dizendo 'Oh Deus, onde devemos ir?'. Isso era diversão, isso era... satisfatório. Mas não pensem errado sobre eles, haviam alguns que resistirão aos meus poderes, resistiram aos seus medos, mas, como disse antes eles se sucumbiram à loucura e ao medo depois. – Beatriz não conseguiu ficar calada.

- Então quer dizer que, os contratos que fazia na realidade já era a sentença de morte para aquelas pessoas!? – Beatriz ficou apavorada, um pavor subiu-lhe a espinha.

- Não, como eu disse eu cumpro minhas promessas, mas, há um 'porém' na história que todos se esquecem. Mas isso não é da sua conta, a não ser que queira fazer um contrato comigo... Ai é outra história... – Beatriz deu um passo a frente.

- Nunca! Seu... – Bart a interrompeu.

- Olhe a boca criança. Eu posso ser muito generoso, mas também posso ser imensuravelmente cruel. Tome cuidado com as palavras e também tome cuidado para não falar muito alto. – Num piscar de olhos a visão que ela tinha de Bart sumiu, ela, Aura e Luke correram para fora dali.

Local: ?, Hora:?

?

Um monstro de armadura, com um capacete apenas mostrando sua boca, com um pano negro brilhante preso a calça, seu tórax estava com tiras de couro feitas em X, a cor de sua pele era igual a de Bart, os ombros haviam ombreiras de um azul meia noite misturado com cinza ardósia escuro, suas ombreiras haviam um tecido da mesma cor, junto com a o branco e o resto do corpo. Nas partes inferiores havia uma saia partida ao meio com tecidos meio rasgados, com um verde azulado escuro, havia também as calças que eram da mesma cor que da ombreira e de um metal incrivelmente desconhecido. A capa pareciam asas feitas do mesmo material que a armadura, menos as mãos não estavam cobertas. As unhas eram da cor azul meia-noite misturado com índigo brilhante, a pele naquela região parecia mais clara.

A criatura estava sentada num trono de pedra, com várias inscrições em uma língua desconhecida, ela batia os pés. Parecia estar olhando algum tipo de mapa global, mas este apontava diretamente para o Inferno, ele via tudo o que acontecia.

- Barthandelus! – Disse uma voz feminina.

Barthandelus revirou os olhos, e apenas virou um pouco o pescoço para encarar a voz que não se revelou.

- Diga e rápido. – Ele parecia estar entediado.

- O mundo humano está um caos. Aquela... – Barthandelus a interrompeu.

- Calada. O mundo humano está um caos por que os humanos não conseguem cuidar de si mesmos, sempre ignorantes e fúteis. – Barthandelus se levantou – O que te importa o mundo humano estar um caos? Não somos de lá e nunca seremos... – Ele andava envolta do mapa – Desespero. Agonia. Medo. Raiva. Ódio. Fúria. Fraqueza. Vulnerabilidade. Mas, como não subestimo os humanos, devo esperar pacientemente até que alguns deles se levantem e... façam o que eles sabem fazer, resistir. – Barthandelus se sentou – Além do mais, não é do meu feitio ser tão ignorante a ponto de subestimar os outros. – Barthandelus pareceu se acalmar.

- Mas o senhor... O senhor roubou o Livro Infernal e causou tudo isso! – Disse a voz.

- Não seja uma mulher tola, eu não roubei, ele foi dado a mim como garantia por um cenobita idiota e tolo. Essa é minha garantia. Se ele não cumprir o que prometeu, eu mesmo destruo esse livro! – Disse Barthandelus batendo com uma das mãos em forma de punho no braço do trono.

- Mas assim o senhor causará... um... um desastre! – Disse a mulher preocupada.

- E de que me importa. O mundo humano... precisa de um empurrãozinho para realidade... Agora vá. Deixe-me aqui. Quero ver o que eles irão fazer para resolver isso. Apenas sei que o jogo começa agora, com um empurrão meu. – Barthandelus com a ponta do seu dedo indicador surgiu uma cápsula de poder púrpura com índigo. E ele atingiu a terra com aquilo.

Na Terra era apenas uma luz roxa que havia vindo do céu, mas com o tempo se aproximava da Terra e ficava cada vez maior e maior... Os humanos próximos assistiam aquilo paralisados, o impacto da cápsula fez com que aquela região explodisse em centenas de quilômetros... Aquilo devorou dois países inteiros.

- Acho que é assim que se dá play no jogo. – Disse Barthandelus posteriormente rindo de forma psicopata e sombria. Os seus dentes eram incríveis presas finas e brancas. – O que vão fazer agora!? Hahahahahahahaha! Espero que seus amigos, Srta. Alatáriël, consigam salvar o resto da Terra, antes que... o tempo de treze dias acabe.

Local: Inferno, Hora:?

Esconderijo.

- O que foi isso!? Posso ouvir todo o chão acima se estremecer! O que houve? – Perguntou Alatáriël sem saber de nada.

Beatriz se levantou e ouviram mais um impacto.

- Foi ele.

- Quem...? Quem Beatriz? Diga! – Pinhead estava aflito.

- Bart.

- Bar... quem? – Disse Alatáriël.

- Bart. O informante. Aquele homem ele não é um homem ele é um... Deus. Ou mais que um Deus. Enquanto estava patrulhando os túneis, encontrei o esconderijo de Doomsdayer e ouvi a conversa dele com o informante. Doomsdayer estava apavorado... – Beatriz então contou os ocorridos nos corredores dos túneis.

- Então quer dizer que aquela explosão em massa foi... dele? – Perguntou Pinhead.

- Provavelmente. Ele parece... Olhem! Na parede! Atrás de Alatáriël! – Na parede letras azuis brilhantes estavam aparecendo.

"Vocês tem... 13 dias para impedir que a Terra seja engolida pelo meu poder. Antes de mais nada, sei o que estão fazendo e sei como vão agir, eu posso ver tudo o que acontece na Terra como no Inferno... Antes que a Terra seja destruída, é melhor eu avisá-los que não adianta me procurarem, as pessoas só me encontram se eu quiser..."

"Atenciosamente, Barthandelus"

Todos ficaram perplexos com esse aviso.

- Ele... realmente vai destruir tudo...? Não tem como ele ter poder pra isso.

- É melhor acreditar. Eu já vi o que ele pode fazer. – Disse uma voz masculina familiar.

- Quem é você? – Perguntou Pinhead.

- E aí Claire? Tudo bom? Ah. Meu nome é Aron Lockwood.

Créditos:

Barthandelus não é um personagem de Final Fantasy XIII. Não tem nada a ver com esse personagem citado. Apenas peguei o nome emprestado.