Notas:
Meus sinceros agradecimentos a todos(as) que vêm acompanhando a fic e fazendo meus dias mais felizes! Eu estava super ansiosa pra postar esse capítulo, porque é meu favorito até então e, puts, é muito lindo, fico até emocionada. ;_;
Espero que gostem! Uma ótima leitura e um maravilhoso restinho de semana pra vocês! ;*
(ver o final do capítulo para mais notas)
Capítulo 44: O Pôr do Sol
A muralha mais externa tranquilamente superava em dobro a altura de qualquer uma das que dividiam os distritos dentro da cidade. Aquelas podiam facilmente ser ultrapassadas se você conseguisse tomar o impulso certo em movimento com o DMT, mesmo com a forma amontoada com que todas as casas e barracos eram distribuídos por ali. Eren olhou de seu equipamento para a muralha à frente desnorteado. Não conseguia nem começar a imaginar como isso era feito. Havia uma árvore de tamanho considerável a cerca de sessenta metros; será que pegar impulso nela seria o suficiente para transpor a estrutura gigantesca? Algo como uma manobra da Catapulta improvisada?
— O que quer que esteja pensando, está errado. — Levi claramente estivera observando-o atentamente, deduzindo, pela forma como estava avaliando a árvore próxima, exatamente o que imaginava. — Todos os cadetes aprenderam a escalar esta muralha na última lição do treinamento, mas já que você pulou tudo isso, terá uma aula particular comigo. — Levi esticou os lábios em um sorriso que era grande demais para ser tranquilizador.
— Ah, eba.
— Jovens já morreram durante esse exercício. Às vezes há três dúzias deles subindo de uma vez com apenas um ou dois instrutores supervisionando-os; um movimento em falso e você pode cair por quase cinquenta metros até a morte. Há chances de que seus instrutores não estejam próximos o bastante para pegá-lo. Você deve se considerar sortudo por ter minha atenção toda.
Eren encarou o mais velho por um instante, procurando em seu rosto por algum sinal de humor. Não encontrou nada. Olhou de novo para o topo da enorme muralha, vendo o céu se transformar num laranja profundo à medida que o sol começava a se por do outro lado. Não queria perder essa vista por algo trivial como nervosismo. Ele engoliu o nó agitado em sua garganta e espelhou a postura de Levi.
— Tá, então vamos começar.
O segredo para escalar a muralha externa se mostrou ser caminhar pela superfície. Levi liderou o caminho primeiro, com Eren observando cada movimento seu como um falcão e seguindo não muito atrás. Ele recuou o suficiente para permiti-lo atirar os cabos de um jeito decente até a parede e então, para o espanto de Eren, andou de volta na direção dela e os soltou, retraindo os cabos até que seus pés estivessem plantados firmemente na muralha e ele estivesse de pé nela. Depois de subir alguns passos, o mais velho olhou para baixo por cima do ombro na direção de Eren e, vendo o sorriso de orelha a orelha esticado por seu rosto, apertou as sobrancelhas desaprovadoramente.
— É mais difícil do que parece, não subestime... — Mas Eren já havia começado, cabos voando e decalcando a parede com a determinação enérgica de um novato. Precisou de uma dúzia de tentativas antes de simplesmente conseguir ficar de pé na parede a um metro do chão como Levi conseguira fazer com o que pareceu ser muito mais facilidade. Até aí o entusiasmo havia diminuído significantemente. Eren viu, pelo canto do olho, Levi suprimindo um sorriso por causa de sua expressão, que estava sem dúvidas contorcida de concentração e o esforço físico de segurar o peso do próprio corpo para cima. Se ele perdesse levemente o equilíbrio, seus pés escorregariam debaixo dele e daria de cara com a parede. Os cabos metálicos cortavam a carne de suas mãos com a força que estava usando para se segurar, e todo o seu corpo parecia estar suando e tremendo com uma combinação de esforço e foco. Ele desviou o olhar de seus pés só por um momento, para fitar intensamente seu mentor, mas só foi recebido com uma risada de deboche pelo nariz.
O método de ensinamento de Levi era por demonstração, seguido de fazer Eren imitar o que acabara de fazer, voando em volta dele com seu DMT e corrigindo os erros que cometia pelo caminho. Havia pouca conversa envolvida, a menos que ele não pudesse arrumar fisicamente o que Eren estava fazendo de errado e precisasse explicá-lo verbalmente. Com menos de cinco metros percorridos muralha acima, Eren começou a se arrepender de verdade.
Era difícil. Levava uma quantidade absurda de ambos esforços físico e mental e doía. As palmas de suas mãos estavam cortadas e em carne viva por agarrar os cabos tão apertado a fim de manter seu torso o mais ereto possível para não perder o balanço e escorregar os pés. Seus braços tremiam e os bíceps e tríceps latejavam. E suas costas. Se esforçar para manter uma postura rígida realmente cobrava seu preço mais rápido do que Eren esperava, e seus músculos estavam com cãibras de formas que ele nem imaginava ser possível antes de sequer chegarem à metade. Eren não queria olhar para o chão para ver o quão longe estava por medo de que fosse escorregar e perder seu ponto de apoio, mas podia jurar que a distância da parede que ele ainda precisava subir não estava diminuindo nem um pouco.
O mais frustrante de tudo era enxergar em sua visão periférica a facilidade com que Levi voava e ziguezagueava à sua volta com o próprio equipamento. Ele não vacilou, tremeu, ou parou para recuperar o fôlego nenhuma vez durante todo o tempo, escalando a muralha tão facilmente quanto se estivesse caminhando no chão, pausando para assimilar a vista antes de saltar para outro ponto próximo no muro. Ele rodopiava em volta como uma mãe pássaro superprotetora cuidando do filhote, muito inquieto para ficar em uma única posição, mas não arriscando voar para muito longe de Eren caso algo desse errado. Talvez Levi não estivesse tão abstraído de suas dificuldades quanto Eren pensou, porque em algum momento ele deve ter notado o quão frustrado e desanimado Eren estava ficando.
— Você está indo muito bem, eu esperava que já tivesse desistido a essa altura.
Ele supôs que essa era a ideia de Levi de encorajamento. Eren parou seus pousos vacilantes e fechou os olhos, canalizando o máximo de energia que conseguia para exalar três palavras cortadas que ele não tinha nem certeza se Levi conseguiria ouvir de onde estava pendurado vários metros acima.
— Vai se ferrar.
Ouviu Levi rir, mas na hora em que ele olhou para cima para tentar vislumbrar a visão elusiva, o homem já havia partido de novo e Eren estava exausto demais para se dar ao trabalho de tentar rastrear seu progresso. Ele respirou fundo e tremendo, preparou-se e continuou sua ascensão. Algum dia, seria capaz de se balançar por essa parede tão tranquilamente quanto seu Capitão.
Pareceu que horas haviam se passado, mas não podia ter sido mais de duas quando Eren olhou para cima e, para sua alegria, viu a beirada da muralha a apenas alguns metros acima dele. Ficou ali parado por alguns segundos, meio que esperando que fosse se dissipar como uma miragem. Ao invés disso, a cabeça de Levi apareceu. O homem de cabelos negros era só uma silhueta contra o céu que escurecia e a mente cansada de Eren levou um momento para perceber que ele não estava apenas sentado ali olhando para ele, mas estendendo uma mão para ajudá-lo a subir.
— Vamos, quase lá.
Eren grunhiu em resposta e esticou sua mão direita para cima, dedos tremendo e cheios de sangue, para pegar a mão que se estendia a ele. Os dedos calejados de Levi estavam frios e estáveis, capturando-o pelo punho firmemente. Eren não tinha energia para içar seu corpo pela distância restante, mas por sorte Levi aparentemente não precisava de assistência, levantando-o sozinho pela beirada enquanto Eren se deixava ser carregado como um boneco de pano.
O vento estava rigoroso aqui tão alto. Essa foi a primeira coisa que Eren registrou em seu estado de cansaço extremo. Ventos fortes que eram normalmente bloqueados pelas robustas muralhas externas agora açoitavam-no sem piedade, socando sua camisa encharcada de suor com uma refrescância abençoada que o fazia alongar seus músculos contraídos e suspirar com a sensação de cada junta dolorida. O topo da muralha era uma pedra gelada em suas costas, mas era uma sensação incrível simplesmente deitar na pedra dura e deixar a brisa secar o suor que cobria sua pele em chamas.
— Você foi bem. — disse Levi, de algum lugar próximo à sua cabeça. Eren abriu um pouco os olhos para ver o céu acima dele inundado com os últimos raios da luz do dia. Ele encarou as cores em admiração inconsciente, bebendo a vista do mar de nuvens com seus pálidos ventres encharcados de dourado e âmbar.
— Olhe para sua direita. — disse Levi com a voz calma. — É lá que a verdadeira vista está. — Ele não precisava falar mais alto; a essa altura, apenas o mais fraco murmúrio de fundo da cidade agitada abaixo conseguia atingir seus ouvidos. O único outro som era o vento, chicoteando nos restos esfarrapados das bandeiras de Trost enfileiradas ao longo da muralha e assobiando através das fissuras na pedra.
Experimentalmente, Eren virou sua cabeça aonde Levi havia indicado e o pouco fôlego que restava em seus pulmões se esvaiu em um engasgo reverente.
Ele nunca vira um pôr do sol como este. Nunca imaginara que o céu pudesse carregar tantas cores de uma só vez. O horizonte estava flamejante; o sol, uma esfera de açafrão pesada e cheia em uma cama de chamas. Pinceladas de lençóis manchados de amarelo brilhante como cúrcuma se dissipavam nos restos profundos cor de ocre do céu rasgado. Tudo pintado sobre as ondas inclinadas de milhares e milhares de quilômetros de deserto se estendendo mais distante do que Eren só conseguia sonhar em ver. Ele nunca vira tanta areia; só ouvira histórias sobre isso de seu pai e teve alguns vislumbres dela pelo portão da cidade antes de ser fechado após uma expedição. Estava sem fôlego; as reclamações de seu corpo completamente esquecidas em face de tal vista. Seus olhos viajaram por toda a paisagem, observando tudo e guardando na memória. A escalada valera a pena; cada músculo dolorido que ele nem sabia da existência até ter doído hoje valia a pena por mais mil vezes.
— Essa foi a visão que tive cinco dias depois de me juntar às Tropas, que me fez pensar pela primeira vez que talvez isso não fosse uma má ideia afinal.
Eren tirou os olhos do cenário à sua frente para olhar o homem ao seu lado. Ele conseguira se arrastar a uma posição sentada para ver melhor e Levi se juntou ao seu lado, de pernas cruzadas na pedra e encarando o por do sol com uma expressão de calma tão profunda que Eren soube que Levi devia subir aqui com frequência para fazer isso.
— Essa foi sua primeira visão do lado de fora?
Os lábios de Levi se curvaram para cima nos cantos, os olhos não deixando o horizonte. Ele assentiu, piscando devagar. Eren se voltou para encarar o sol poente e assentiu também. Podia entender por que Levi ficara, pelo menos tinha a chance de ver essa paisagem quantas vezes quisesse dali por diante.
— O que é aquilo? — Eren apertou os olhos para ver uma forma enevoada ao longe, amorfa e escura como uma nuvem de raios.
— Uma tempestade de areia. — respondeu Levi. — Nunca viu uma assim de longe, não é? — Eren só conseguiu balançar a cabeça em silêncio. Havia tanta coisa que ele ainda não tinha visto, e olhar para as vastas faixas de dunas de areia se rastejando na direção do sol poente só fazia a ficha cair ainda mais. Ele só se sentira assim antes uma vez em toda a sua vida, na noite em que Armin nascera. Ele segurou a trouxa enrolada e chorosa em seus braços como se fosse feita da louça mais preciosa e não foi capaz de emitir uma única palavra. Tudo que fez foi olhar, mudo de admiração.
Eren se voltou para Levi para encontrar o outro já o encarando. Parecia satisfeito, mas quando Eren inclinou a cabeça para o lado em questionamento, ele apenas balançou a cabeça e se voltou para o pôr do sol, puxando os joelhos para cima e apoiando seus braços sobre eles para pendurá-los em descanso.
— Diga à sua irmã para trazer as garotas à coroação.
Eren ficou abalado pela mudança abrupta de assunto e teve que pensar por um momento a qual coroação Levi estava se referindo.
— De Príncipe Erwin? — Levi assentiu. Os últimos raios de luz do dia pintavam seu perfil em blocos de cobre e sombra, as linhas embaixo de seus olhos e em volta dos lábios escuras e proeminentes. Ele deveria estar parecendo mais velho, mas de alguma forma não era essa a sensação. Eren se sentiu tão relaxado quanto como se estivesse sentado com um de seus amigos. As diferenças de idade e de posição hierárquica pareciam negligenciáveis, até inexistentes. Eren percebeu o quão feliz estava. Há algumas horas, tudo em que conseguia pensar era em Armin e sua irmã. Levi jurou distraí-lo, e definitivamente conseguiu. — Quando é a coroação, afinal? Certamente é próxima. Ele deveria ficar de luto por trinta dias; não seria depois disso?
— Improvável. A cidade precisa continuar. Depois dos três primeiros dias, os procedimentos oficiais devem voltar ao normal mesmo que a família do falecido Imperador ainda esteja de luto. Erwin disse que a coroação aconteceria provavelmente na próxima semana e iria durar por vários dias. Paradas com apresentações de luta de espadas, trovadores, dançarinos, elefantes e tudo o mais. — Levi o encarou de canto de olho.
Elefantes! Eren se iluminou por um momento com a ideia de vislumbrar as feras selvagens das quais ele só vira imagens em livros. Então, se lembrou de todo o resto.
— Eu não sei... Duvido que alguém queira sair num momento desses. As garotas estão apavoradas. — Eren se inclinou para a frente de novo, apoiando o queixo em seus joelhos e olhando para baixo lastimosamente.
— Não seria uma parada digna de se comparecer sem as moças de Muralha Rose se apresentando...
Eren lançou-lhe um olhar irritado.
— Se quer tanto assim vê-las dançando, vá visitar Muralha Rose. Seria útil um pouco de patrocínio.
— Eren, as paradas acontecerão em plena luz do dia pelas principais ruas de Trost. O lugar estará lotado, sem contar que estará repleto de homens das Tropas, PM e guardas imperiais. — O moreno franziu o cenho, ainda sem compreender. Levi revirou os olhos e exalou. — Você teria que ser um completo idiota para tentar alguma coisa no lugar onde quase todas as forças militares da cidade estarão concentradas. Todos estarão em alerta máximo, já que Erwin estará lá também.
Eren olhou de esguelha para o outro homem, sua expressão incerta.
— Você acha mesmo que nada aconteceria?
Levi o encarou firmemente.
— Eu estarei lá. Mike, Hanji, Nanaba e todo o meu pelotão também. Diferente de você — Levi se aproximou e Eren instintivamente se encolheu para trás. Ficou surpreso quando, ao invés do soco repreensivo que estava esperando, sentiu a mão de Levi afagar seu cabelo. — ... É de verdade nosso trabalho proteger todo mundo.
As bochechas de Eren queimavam e não tinha nada a ver com o calor. O vento estava ficando mais frio agora que o sol tinha se posto, mas a pele ruborizada de Eren rivalizava com o desconforto que sentira durante a subida. Ele forçou uma risada e tentou agir normalmente, sem querer quebrar a calmaria confortável e relaxante para a qual a conversa havia se dirigido.
— Vou acreditar em você, Capitão. Odiaria ter que fazer uma reclamação oficial contra meu próprio superior...
Levi olhou para ele astuciosamente, mas Eren ficou aliviado de ver os sinais de um sorriso escondido dançando em seus lábios.
— Você podia se permitir ter um pouco mais de fé em seu suposto herói. — afirmou com bom humor. Subitamente, seu sorriso esmoreceu e a mão de Levi deslizou do cabelo de Eren e retornou ao seu joelho. O próprio sorriso de Eren diminuiu enquanto se perguntava se fizera alguma coisa para incitar a mudança de clima. Levi ficou quieto por um momento, franzindo as sobrancelhas para suas botas arranhadas, mas quando voltou a encarar Eren, sua expressão estava séria e seu olhar, firme.
— Não estou só falando por falar, sabe. Você não deveria se esconder e perder as coisas por causa de pessoas como a Máfia e a Polícia Militar. A coroação será uma das maiores celebrações em décadas e eu prometo fazê-la segura para sua irmã, Armin, qualquer outra mulher e criança de Muralha Rose, e você. — Os olhos de Levi inspecionaram o rosto de Eren como se estivesse procurando pela garantia de que suas palavras foram acreditadas. Ele apertou os lábios e as sobrancelhas e, quando falou de novo, foi com uma certeza tão solene que Eren teria acreditado em qualquer coisa que ele dissesse. — Eu não vou deixar que nada aconteça a você.
O mundo estava parado ao redor deles. O vento continuava sua jornada infinita, assobiando pelos parapeitos da muralha e fazendo os aros mexerem contra os mastros como uma dúzia de sinos tilintando. Abaixo e distante, Eren ouviu o eco distante da Maghrib da noite começar. Ficou escuro rápido uma vez que o sol se enterrara atrás da névoa da tempestade de areia crescente, mas as feições de Levi estavam perfeitamente distintas na brilhante e desobstruída luz do luar. Pálidas, fortes e próximas o bastante para tocar - Eren não tocou, é claro, apesar do estranho ímpeto. Ele apenas sorriu, e num quieto sussurro que parecia ser o único tom adequado para a estranha mudança de atmosfera, murmurou: — Eu sei.
O sorriso de Levi em resposta foi repentino e inesperado. Ele se levantou abruptamente, e Eren foi deixado piscando em confusão para onde seu rosto estivera segundos atrás.
— Vamos lá, é melhor pegarmos as escadas para descer. Está muito escuro para eu ensiná-lo como se faz com o DMT. Sua irmã provavelmente está se perguntando onde você está...
Ele se pôs em um passo rápido na direção da torre de vigia mais próxima, ainda resmungando sobre alguma coisa, embora as palavras fossem logo perdidas no vento. Eren assistiu as costas partindo de onde estava, ainda sentado, seu cérebro lentamente mas sem nenhuma dúvida marcando como um relógio a inevitável porém clara conclusão que ele estava só agora percebendo.
Mikasa frequentemente o descrevia como lento. Não estúpido, só um pouco mais devagar para entender as coisas do que a maioria das pessoas, desatento ao tipo de sinais e sugestões que muitos percebiam num instante. Ela dizia que ele era positivamente incapaz de ler outras pessoas por qualquer coisa além de uma ameaça em potencial, e muitas vezes pior ainda em reconhecer seus próprios sentimentos. Ele dizia que isso era estúpido, e daí se isso era tudo o que ele conseguia ler? Era a coisa importante, não era? Isso era o que realmente importava.
Eren considerou tudo isso enquanto estava lá sentado, sozinho e no vento, assistindo Levi ir embora, e chegou à própria conclusão sobre si mesmo. Sim, ele era lento. Ele podia demorar um pouco mais para reconhecer certas coisas, Mikasa tinha razão, mas por outro lado, uma vez que ele percebia, não havia espaço para incerteza. Não gaguejava, hesitava ou se questionava.
Ele queria beijar Levi, e disso tinha certeza.
Notas:
Faço das palavras da autora as minhas: *rola até a borda da muralha e se joga em direção ao pôr do sol*
Não, sério. Eu amo demais esse capítulo aaaaaaaaa *chorando*
Maghrib: quatro das cinco orações diárias, realizada logo após o pôr do sol.
