SexCall... Qual é a sua maior fantasia sexual?
Disclaimer: Essa história pertence à Joha, que me autorizou traduzir. E os personagens são da Stephenie Meyer.
Sinopse: Por que o céu me odeia? Justo no meu ultimo dia de trabalho esse inferno se converteu em meu paraíso.
Capítulo 44
(Tradução: Ju Martinhão)
Edward PDV
Eu estava muito nervoso, como jamais estive, minhas mãos suavam e eu não conseguia pensar com clareza, não era assim como eu queria fazer as coisas, mas, novamente, contando quando eu a pedi para ser minha namorada, Bella se adiantava aos meus planos, embora agora tecnicamente não foi ela quem se adiantou, mas o feijãozinho.
Uma semana atrás eu conversava com meu pai para que ele pegasse no cofre o anel que eu tinha herdado da minha avó antes de ela morrer, embora eu soubesse que aquele anel era meu, falei com ele e perguntei se ele não tinha nenhuma objeção a que eu o desse para Bella, é claro que meu pai ficou muito feliz, isso sim, eu tive que implorar para ele guardar o segredo da minha mãe, há uma semana ela nem sequer conhecia minha namorada e seria impossível se ela soubesse dos meus planos neste momento.
Errado, embora agora ela a conhecesse e as circunstâncias fossem completamente diferentes, ainda assim ela fez uma cena e arruinou meu pedido, acho que eu até mijei um pouco nas calças quando minha querida mãe me deixou descoberto na frente da minha namorada, eu tive que improvisar, mas quando ouvi as palavras que saíam dos meus lábios, felicitei-me porque a verdade é que era impossível que qualquer mulher negasse o meu pedido, quanto mais Bella, nós teríamos um bebê e era óbvio que casar era o próximo passo na lista, talvez os planos tenham vindo um pouco mudados em como os teríamos, eu queria que nos casássemos e depois que ela engravidasse, mas as coisas acontecem por uma razão e assim estava perfeito para mim.
- Não.
Ela disse não?
Bella disse não à minha proposta de casamento?
Bella disse não à minha proposta de casamento muito bonita e comovente?
- Um segundo. – Levantei da minha posição incômoda e sentei na cadeira que eu tinha atrás de mim. - Eu acho que você não se sinte muito bem. – Eu a olhei com olhos suplicantes, pedindo que ela me dissesse que foi tudo uma brincadeira.
- Não. – Ela voltou a dizer essa palavra afiada, curta e muito dolorosa. – Eu não preciso pensar em nada... eu não vou casar com você.
Ok, algo não se encaixava aqui, Bella estava chorando com os braços cruzados e diante dos olhos de qualquer um se via que ela estava ofendida.
- A culpa é sua! – Apontei para a minha mãe. – Você não me deixou fazer isso direito. – Eu reclamei.
- Não é minha culpa! – Ela se defendeu. - Não era o momento certo.
- Amor. - Carlisle apareceu atrás dela e a pegou pelos ombros. - Eu acho que é melhor deixá-los um momento a sós.
Eu vi meus pais se retirando, graças a Deus que ocorreu a Carlisle levar minha mãe para o andar de cima, porque eu via que a qualquer momento ela voltaria a se meter onde não devia.
- Bem, amor. - Sentado em frente a ela, peguei suas duas mãos. - Agora... você me dirá que sim?
- Não. – Ela voltou a chorar.
- Por que? – Sei que gritei e soei quase como uma mulher, mas é que eu precisava de respostas.
- Porque eu não quero me ver gorda. – Ela enxugou um pouco suas lágrimas. – Eu sei que você não me pediu em casamento por causa do meu feijãozinho. – Ela automaticamente levou as mãos à barriga e sorriu, eu também dizia feijãozinho, então suponho que nosso filho já tinha apelido. - Eu sei que é bobagem, mas sempre sonhei em casar de branco e em um vestido de princesa e eu prefiro fazer isso depois, quando meu feijãozinho já tiver nascido... eu não quero fazer as coisas apressadas e ruins.
- Bem. – Beijei sua testa. - Eu entendo e prometo que você terá o casamento dos seus sonhos.
É claro que minha linda noiva teria o casamento dos seus sonhos, eu mesmo cuidaria disso, embora para isso eu tivesse que organizar com a louca da minha mãe, pedir ajuda para a louca da Tanya e incluir a louca da minha sogra... sim, esse casamento seria coisa de louco, mas com amor, muito amor.
.
.
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Minha cabeça já doía, eu amo a minha linda namorada, noiva sem que ela seja, em breve esposa, e mãe do meu feijãozinho, mas eu juro que se eu a vir desligar o telefone mais uma vez eu gritarei, e eu realmente não queria gritar, ou seja, eu a amo e tudo, mas realmente ela estava me exasperando.
- Pare com isso! - Eu reclamei.
- NÃO GRITE COMIGO!
Eu não sei que inferno, mas meus olhos lacrimejaram enquanto ela abria a boca, eu quis segurar as lágrimas, mas em poucos segundos elas estavam brotando em meus olhos, eu não me sentia tão menina desde que ocorreu a Esme brincar como seria sua filha e me vestiu com vestidos e me maquiou, eu tinha oito anos, mas ainda assim fiquei marcado para sempre, se ela queria uma filha, que tivesse perturbado Carlisle, ele era responsável por dar a ela, não era por isso que ela tinha que traumatizar seu pobre e único filho.
- Não, amor. – Ela correu para me abraçar e, por algum motivo estúpido, isso aumentou as minhas lágrimas. - Desculpe, eu estava descobrindo e você estará sensível, eu esqueci que não posso gritar muito.
- Maldita síndrome! - Eu reclamei enquanto limpava as lágrimas.
- Desculpe. – Ela começou a dar beijos no meu rosto. - O que você quer para o jantar? Peça o que você quiser e eu prepararei.
Bem, isso não era tão ruim, afinal.
- Eu quero carne assada com batatas cremosas. - Admito que usei um pouco do meu tom sofrido, mas tudo vale a pena se a recompensa eram os belos lábios da minha namorada.
- Agora eu vou ligar para os meus pais.
Esta era a ideia, enquanto Bella cumprimentava seus pais, eu mandaria por e-mail a foto do ultra-som, livrando-nos assim de que, por algum motivo estranho, eles checassem seu e-mail enquanto conversavam com sua filha.
Bella PDV
- Bem. - Apressei-me a discar os números no telefone.
- Olá?
- Olá, mamãe... Papai está? – Eu queria fazer isso o mais rápido possível.
- Sim, está aqui.
- Coloque no viva-voz, por favor. – Olhei para Edward e dei a ele um sinal para enviar o e-mail.
- Bem. – Notei sua voz estranha, eu sabia que algo estava acontecendo.
- Olá, Bellie.
- Olá, papai. - Bem, agora era eu que estava suando, quero dizer, isso não era uma coisa ruim, na verdade, era muito bom. - Mamãe... você pode verificar seu e-mail, por favor?
- Filha. - Não, esse tom não. - O que está acontecendo?... Eu sei que alguma coisa está acontecendo, diga-me antes que eu pegue o próximo avião para Los Angeles e vá perguntar na sua cara.
- Mãe. – Massageei minhas têmporas, por isso eu não queria fazer isso. – Apenas, por favor, me escute.
- Bem. – Ela resmungou e de longe percebi como ela começava a digitar no computador.
- Não abra! – Gritei antes de ela abrir o e-mail.
- Filha, o que está acontecendo? – Agora meu pai estava preocupado.
- Eu tenho algo a dizer. – Em minhas costas, senti como Edward me abraçava. - Eu estou grávida... Abram o e-mail! Abram o e-mail! – Fechei os olhos e esperei por alguma reação deles.
Silêncio, eu não sei quanto tempo foi, mas para mim foram anos, então eu apenas continuei esperando.
- Eu sou uma avó!
Isso soou como alegria, não é?
Que minha mãe estivesse feliz era bom, mas, e meu pai?
- Eu sou um avô!
Bem, isso também soava como um Charlie muito feliz, olhei para Edward e nós sorrimos, isso tinha sido muito bom.
Espere, aqueles eram sons de beijos? Eles estavam se beijando? Mas soava como se eles estivessem se comendo, nojo, nojo, nojo.
- SIIIM. – Gritei bem alto para interrompê-los. - Eu estou grávida e vocês são avós.
Não tenho certeza do que eles me disseram nos minutos seguintes, foram tantas coisas que foi o suficiente eu saber que eles estavam felizes, depois de um tempo razoável e de contar a eles sobre a síndrome de Edward, desliguei, eu não queria perder mais tempo ouvindo como meus pais se comiam enquanto falavam no telefone com sua filha única, quero dizer, um pouco de respeito, eu nunca faria isso com o meu feijãozinho, certo?
Edward PDV
Depois de pensar muito, esperar Bella dormir e tomar um copo de leite, sim, leite, porque eu não arriscaria com o rum, esta síndrome é rara e capaz que eu até passe o álcool que eu beba para o meu feijãozinho, então era só leite para mim nesses meses. Eu continuei, depois de prolongar o mais que pude, enviei o segundo e-mail do dia, mas este tinha uma conotação muito diferente, da melhor forma possível eu escrevi o e-mail, onde pedia a Esme, Tanya e Renée para me ajudarem a preparar um casamento surpresa dos sonhos para Bella para daqui duas semanas, nada difícil, não?
Talvez sim, mas eu sei que elas são super-mulheres e agora que era possível, eu sabia muito bem que com isso eu estaria em dívida com elas para sempre, então voltei a dar um gole em meu copo de leite antes de enviá-lo, apertei o botão e fechei olhos, eu tinha assinado minha sentença de morte, mas minha doce Bella valia a pena.
Eu estava prestes a fechar a minha sessão de e-mail quando chegou-me outro com um assunto mais que claro.
"Fotos suas, Eddie"
Maldita psicopata, eu abri o e-mail, JJ ficaria feliz que tivesse mais provas, mas eu quase caí de bunda no chão ao ver que essas fotos eram fotos de hoje, onde Bella e eu estávamos deixando a clínica com uma foto do ultra-som em nossas mãos, já não era engraçado e quem quer que estivesse por trás disso, me pagaria, eu cuidaria da minha família com minha própria vida.
Já sabemos porque Bella não aceitou o pedido, mas olha eu não teria coragem de dizer não, ainda mais com a carinha que ele deve ter feito rsrs
Mas a paz está ameaçada, esse final deixou a tensão no ar D:
Acho que alguém perguntou quantos capítulos tem a fic, ela tem 57 capítulos :)
Um beijão pra JulianaCullen que começou a ler a fic essa semana e comentou em todos os capítulos, obrigada pelo carinho e espero que esteja gostando *-*
Enfim nos encontramos no final da semana, sexta, se chegar a 770 reviews :33
Beijos
xx
