Notas da Autora

Freeza iria destruir o planeta, quando...

Nisso, Kakarotto, Bardock e Tarble tem uma missão quase que impossível. Reconstruir Vegeta e lidar com os sobreviventes e consequentemente, insatisfação de alguns, que...

Vegeta enfim saí da Medical Machine e decide...

Capítulo 46 - O fim de Freeza.

Os olhos de Freeza saltavam das órbitas em uma felicidade insana, enquanto criava a esfera, visualizando a destruição e o caos, saboreando tal cena em sua mente.

Já, Kakarotto, golpeava o chão com raiva, irado consigo mesmo, enquanto que chorava de desespero, com seu coração pesado e igualmente desolado, por não ter conseguido controlar o seu sangue saiya-jin.

- Prepare-se para conhecer o fim de sua raça pela minha Death Ball (esfera da morte), bastardo!

Nisso, de repente, a cabeça de Freeza caí no chão na frente dele e em seguida o corpo deste, levantando uma densa nuvem de poeira.

Ele erguer-se e ao olhar para a cabeça, com a nuvem ainda o encobrindo e a mesma, o arcosiano fala em seu último suspiro, olhando para trás dele:

- Saiya-jin bastardo...

E nisso, Bardock surge e explode o lugar em torno deles, aumentando a nuvem de poeira, enquanto destrói a cabeça com uma rajada.

- Seu lixo.

Fala com todo o desprezo que consegue, olhando-o por alguns minutos, antes de falar para o filho, contudo, sem olha-lo:

- Ninguém viu que o matei e é bom pensarem que somente à você de super saiya-jin.

Nisso, ele voa dali e Kakarotto fala, após perceber que estava, de fato, deixando a sua mágoa e a dor da perda de sua mãe, influencia-lo em demasia, cegando-o para a realidade.

Naquele momento, sentiu o coração dele e viu o quão transtornado ele está e que o passado deveria ficar para trás, além do fato, de que, o seu pai atual e do passado, estavam separados por um profundo abismo, sentindo também a imensa dor e ferida no coração do mesmo.

Nisso, xinga a si mesmo, por não ver a ferida imensa que seu genitor carregava em seu coração, sendo agravado pela culpa que o assolava e que não lhe dava trégua.

Portanto, o que Bardock precisava, era de apoio e perdão, por parte de seu filho e com esse pensamento, Kakarotto fala antes que se afastasse demais, com Bardock já tendo desfeito a transformação em super saiya-jin.

- Obrigado, otou-san, por mim e por Lian... E depois, quero conversar com o senhor, em particular. Temos muitas coisas para falar.

- Não precisa agradecer. Sou o pai de vocês e de Lian, e serei futuramente avô. Além disso, não suportaria perder meus amados filhos. Já basta ter perdido a minha amada Liluni. – ele fala emocionado e se afasta – Vou ver como o príncipe Tarble e os demais estão.

Nisso, saí dali discretamente, sorrindo, pois mais ninguém poderia saber do seu verdadeiro poder, principalmente o imperador.

Quando a nuvem dispersa, os saiya-jins que haviam fugido do local com o vestígio de seus poderes, retornam e se deparam com Kakarotto, como super saiya-jin, olhando para o chão, onde havia marcas negras de queimado e mais a frente, o corpo do arcosiano.

Então, observam a pequena esfera, pelo que souberam de destruição interplanetária, ainda flutuando no alto e nisso, vêem que o jovem saiya-jin olha para o alto, em direção a esfera e estende as mãos, concentrando o seu poder na palma, para em seguida lançar uma rajada absurdamente poderosa que engolfa a esfera, fazendo esta desaparecer sem deixar vestígios e nisso, os saiya-jins batem palmas e comemoram.

Então, a notícia se espalha por todo o planeta, graças a alguns scouters ainda inteiros e tal vitória, teve o efeito de incentivar os saiya-jins ainda mais, enquanto que desestabilizara o exército de Freeza, sendo que a notícia da derrota da Ginyuu Tokusentai, já os havia abalado, consideravelmente, fazendo muitos soldados de Freeza debandarem do planeta, fugindo desesperadamente.

E agora, mais soldados desertavam de seus postos, facilitando para que os saiya-jins contra-atacassem, conseguindo assim reverter a situação, gradativamente.

No final do dia, os últimos soldados de Freeza eram mortos sobre comemoração dos saiya-jins, sendo que na ofensiva do arcosiano, mais da metade da população fora morta, sendo a maioria esmagadora destes a terceira classe, já que eram os mais fracos e igualmente numerosos, se comparado com as demais.

Além disso, a população escrava fora reduzida drasticamente, restando apenas trinta por cento do que originalmente tinha. Construções foram destruídas, cidades reduzidas a pilhas e mais pilhas de entulhos, e perdurava dentre eles, após a euforia da retomada do planeta dos saiya-jins pelas mãos destes, a desolação, pois, quase compartilharam do destino que deram a centenas e centenas de raças que dizimaram pelo universo afora.

O sentimento de desespero passara a povoar o coração da maioria esmagadora dos sobreviventes, sendo que aqueles que perderam algum membro preferiram se matar, para não serem mais fracos para o resto da vida, assim como, nos casos mais graves, não desejando ser um inválido e abraçando assim a morte, do que encarar uma vida impensável e cruel para um saiya-jin puro, extremamente orgulhoso e guerreiro.

Nisso, Bardock e Tarble se preparavam para levar Vegeta para uma medical machie mais moderna, já que não havia mais traço de hemorragia interna, perdurando apenas os demais ferimentos severos, tal como fraturas.

O irmão mais novo deste deu uma pequenina lasca de uma senzu para seu irmão, para ajuda-lo a se recuperar mais rapidamente, já que ele estava inconsciente, enquanto que não o curaria por completo, para não levantar quaisquer suspeitas, caso ele se recuperasse por completo, pois, precisava ficar algumas semanas para simular que a Medical Machine o curara.

Nisso, Eichiteki, Suong, Nyei com Lian no colo e Kireiko, voam atrás deles, mantendo a postura servil, menos Nyei, já que ela fora vinculada como companheira de Kakarotto.

O castelo ficara inteiro, surpreendendo muitos, sendo que souberam que muitos saiya-jins de primeira classe e alguns de Elite, haviam se concentrado em defender o castelo, que era o símbolo da monarquia e autonomia dos saiya-jins, além de ser uma construção que eles tinham muito orgulho de manter a salvo, durante todo o caos do dia.

No dia seguinte, na ausência de Kakarotto, Bardock ficava defendendo sua nora, sua filha e seu futuro neto no ventre de Nyei, assim como os amigos de seu filho, sendo que aproveita esses momentos para brincar com Lian.

Enquanto isto, Kakarotto e Tarble em um ponto mais afastado do planeta, estavam fiscalizando os sobreviventes, assim como organizando a reconstrução, pois, querendo ou não, ambos eram príncipes. Tarble por sangue e Kakarotto por adoção, sendo o segundo na linha de sucessão do trono pelos falecidos reis.

Portanto, precisava fazer coisas "maçantes", assim como o mais novo, enquanto que passara a admirar Vegeta, tentando compreender, como ele conseguia viver aquela vida, em que todos olhavam para ele, esperando ordens e decisões, assim como supervisionando muitas coisas para verificar o andamento, inclusive, diversos relatórios, além de definir prioridades e planos de ação, tal como aprovar orçamentos e tantas outras funções, que faziam Kakarotto implorar mentalmente para que Vegeta se curasse logo para retornar ao cargo de rei do planeta.

Além disso, Vegeta recebera treinamento para isso, já que seria um futuro monarca e, portanto, era capaz de aguentar todas as exigências do cargo, assim como sentia pena do mais velho, ao vivenciar tudo o que ele era obrigado a viver diariamente.

Após três semanas, Kakarotto estava andando pelo planeta, supervisionando tudo, assim como distribuindo os recursos para poderem reconstruir vários edifícios, priorizando aqueles que se faziam necessário, assim como, as viagens para o espaço foram "congeladas" por um tempo indeterminado, enquanto Bejiita precisasse ser erguida novamente, tal como fizera a convocação de todas as unidades fora do planeta para retornarem e ajudarem na reconstrução do planeta, devido ao déficit imenso de escravos.

Na verdade, já tinham muitos edifícios adiantados.

Porém, infelizmente, a fatídica noite de lua cheia a cada dez anos no planeta, coincidira no momento mais vulnerável do planeta e o descaso com o aviso propagado por todo o planeta, para não saírem das casas, fez surgir uma transformação considerável de saiya-jins em oozarus e justamente, os que não tinham controle nessa forma, passaram a destruir tudo, restando aos demais que controlavam a transformação, deixar estes inconscientes, até o raiar do dia, ao assumirem a forma oozaru para combatê-los.

Kakarotto não ousara se transformar ou sair, com receio de olhar para a lua por acidente, pois, nunca fizera isso e, portanto, considerava que não teria controle nessa forma, enquanto que pensava em treinar essa transformação algum dia, em um lugar seguro para não haver vitimas.

Seu genitor foi um dos que se transformaram, já que detinha controle dessa forma, ordenando aos demais oozarus com controle, para derrubarem os outros, coordenando a contenção, enquanto protegiam lugares específicos, tal como edifícios contendo medical machines e outros com recém-nascidos.

Por causa desse revés, ouve um atraso considerável e uma nova dor de cabeça para Kakarotto, que nem falara com o pai, pois, o tempo que se encontravam, era todo usado para orientações e planos de ação, assim como demais assuntos, e Tarble, ajudava no que podia.

Por causa do stress e cansaço, quando chegava ao seu apartamento, este desabava de cansaço, nem tendo tempo para brincar com sua irmãzinha ou ter um momento íntimo com Nyei, que ficara triste inicialmente, mas, depois aceitara a situação e compreendia, passando a fazer regularmente massagens em seu companheiro, devido a tensão impregnada nos músculos dele, ajudando-o no que podia.

Então, para felicidade de Kakarotto, este recebe a notícia, no meio de uma reunião, que Vegeta saíra da Medical Machine, totalmente recuperado.

Já na sala da Medical Machine, o imperador não se pronunciou desde que saiu da máquina, exibindo em contrapartida uma feição pensativa, com diversos pensamentos e conclusões se formando em sua mente, enquanto Nappa narrava os acontecimentos, desde a derrota de Freeza, até o que Kakarotto, auxiliado por Bardock e Tarble, estava fazendo no planeta, a transformação oozaru maciça e seus planos para reconstrução e demais assuntos.

Ao terminar de falar, expondo os relatórios resumidos da situação do planeta, estranha o fato que Vegeta estava em silêncio, desde que saira e nisso, pergunta:

- Aconteceu algo, kôkuo-sama?

- Kôkuo-sama? – nisso, ri amargamente, para depois suspirar cansado,

Então, decidira tornar a sua decisão irrevogável. Mas, para começar a agir, precisava primeiro encontrar Kakarotto, visando começar o seu plano e confirmar a sua decisão, frente aos últimos acontecimentos, não conseguindo impedir de sentir raiva pelo seu rival número um,

- Onde a terceira classe se encontra? – ele pergunta com certa irritação na voz.

Pergunta sem olhar o grandalhão, terminando de calçar as luvas, saindo dali, enquanto que os demais saiya-jins se curvavam ao mesmo para o imperador, que os ignorava.

- Acredito que ele está na sala de reuniões. A mesma já deve estar terminando. Quer que ordene que eles esperem o senhor?

- Não. –fala simplesmente, levemente aborrecido, tomando o caminho pra a sala de reuniões.

Um pouco longe dali, a reunião terminara com os responsáveis pelos setores do planeta e iguais reformas do mesmo, conforme fora idealizado para agilizar as construções, evitando ficar muito centralizada as decisões, acabando por retarda-las.

Claro, que eles tinham certa liberdade, mas, era na medida certa para agilizar os projetos e evitar, ao mesmo tempo, excesso deles.

- Os escravos da Toca já estão sendo remanejados para os locais mais necessitados de escravos. – um saiya-jin usando um tapa olho fala, já que o perdera na invasão do planeta.

- Ótimo. – Kakarotto fala desanimado, pois odiava trabalhar com assuntos relacionados a escravidão, já que abominava tais coisas.

Porém, somente a sua família e amigos íntimos sabiam disso, sendo que os saiya-jins encaravam os suspiros dele como de cansaço e tensão.

- Devíamos mandar algum esquadrão para um planeta fraco para capturar escravos. – um saiya-jin robusto comenta.

- Já foi dito que precisamos concentrar nossas forças em Bejiita. E as naves que restaram, sendo muitas de grupos e esquadrões que estavam fora do planeta, estão vigiando o nosso espaço interplanetário. Tivemos muitas perdas, não só de pessoas, como de equipamentos. E devo lembra-los que formos quase exterminados. Portanto, nossa população foi reduzida drasticamente. E por causa disso, muitas raças com certeza já desconfiam de nossa situação e podem desejar nos invadir nesse nosso momento de recuperação e igual fraqueza.

Kakarotto fala cansado, pois já haviam chegado a este ponto várias vezes e alguns membros daquela ala, ainda não concordavam com a sua postura, pois, representava uma parte dos saiya-jins que desejavam mais escravos, tal como voltar a destruir planetas e capturar escravos.

- Não acredito nisso, pois muitas raças nos temem, príncipe Kakarotto – outro fala, insistindo no assunto.

- Sim. Porém, nos temiam, quando estávamos com bastante tecnologia e uma grande população, exercendo com isso uma intimidação considerável. Mas, agora, estamos quase vulneráveis. Provavelmente, se tivermos uma nova invasão violenta, tal como essa, será difícil nos erguemos. Precisamos primeiro retornar Bejiita ao resplendor que era, antes de nos atrevemos a enviar esquadrões pelo espaço, apenas para adquirir escravos. – Kakarotto fala novamente, agora, extremamente irritado devido à tensão e stress que fora submetido violentamente nas últimas semanas.

- Mas... – outro tenta argumentar e nisso, Bardock e Tarble reviram os olhos, cansados de tal insistência e imaginando quando Kakarotto iria explodir.

- Quando estivermos no auge, novamente, será feitas as incursões pelos planetas. Por enquanto, devemos nos concentrar em nosso planeta natal.

- Essa medida está deixando muitos saiya-jins descontentes, Kakarotto-sama.

- Se estão descontentes, quer dizer que não estão fazendo nada de útil e estão desocupados. Portanto, eles que trabalhem para se ocuparem e fazer algo de útil pelo planeta, além de ajudar a agilizar as obras de reconstrução, em vez de ficarem com a mente ociosa, traçando pensamentos desnecessários frente ao cenário atual!

Kakarotto estava começando a ficar alterado, sendo que sabia que havia um pequeno grupo, descontente com as decisões tomadas e que queriam voltar o quanto antes a vida de destruição planetária e não ficar erguendo construções, já que normalmente, isso era uma ocupação dos escravos e por isso, tal ação, também feria o orgulho deles.

- Continue a insistir nisso, príncipe, e correrá o risco de uma revolta.

- Está ameaçando meu irmão? – Tarble pergunta irado.

- Pois, avise a estes que se recusam a ajudar o planeta, que venham até este Kakarotto e lutem, de macho para macho, em vez de ficarem nas sombras, como perdedores covardes, fracos e patéticos! Vamos!

Nisso, se transforma e dá um murro na mesa, partindo-a no meio, enquanto sua raiva preenchia o ambiente, deixando-os estarrecidos, pois fora uma explosão súbita.

Todos se erguem apavorados, olhando as íris verdes incandescentes de ódio, sendo que a ira deste formava uma espécie de parede opressora, além de provocar um desespero profundo neles que olhavam apavorados para Kakarotto, sendo que muitos quase se urinaram de medo, ao se verem refletidos naquelas íris cobertas de ódio, com uma leve película vermelha, podendo-se ver a sombra de uma fera, tornando uma face atemorizadora.

Nisso, todos se retiram, apavorados, muitos ainda tremendo, curvando-se para Kakarotto e na porta, estes se curvam novamente e nisso, Kakarotto, Bardock e Tarble ouvem uma voz conhecida e igualmente aborrecida:

- Essa era uma das minhas mesas favoritas, terceira classe idiota.