Discleimer: Inuyasha e Cia. Não me pertencem, mas a história sim.

O dinheiro não traz felicidade. Me de o seu e seja feliz. :D

Ela é o cara.

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Antes do trem partir!

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Praguejei surpreso agarrando-me à mesa para evitar a queda quando, de repente, escorreguei numa roupa qualquer jogada no chão.

—Opa. Parece que alguém começou o dia com o pé esquerdo hoje. — Miroku comentou entrando no quarto — Qual o problema Inuyasha? Agora que não tem mais um colega de quarto e está tendo uma vida de adulto independente, finalmente está se dando conta de que seu quarto não se arruma sozinho e suas coisas não voltam magicamente para seus lugares por si mesmos?

Essas indiretas novamente. É claro que ele viria aqui apenas para ficar me infernizando novamente, falando sobre ela.

Chutei a roupa de qualquer jeito para baixo da cama.

—Como entrou aqui dessa vez, Miroku? — trinquei os dentes, contendo-me para não rosnar.

Miroku encolheu os ombros.

—A porta estava destrancada. — ele me lançou um olhar curioso — Você sabe que as portas não se trancam sozinhas, não sabe?

Dessa vez não pude me conter, e acabei rosnando bem baixinho.

Todo dia isso.

Todo dia, desde que tudo aquilo aconteceu há três dias, ele vem encher minha paciência com isso.

—Vai ver se eu estou na esquina. — dispensei-o rudemente dando-lhe as costas — Ou melhor, ainda: Na China!

Entrei no banheiro batendo a porta atrás de mim.

—Credo! — Miroku reclamou do outro lado, é claro que ele não iria embora tão fácil assim, afinal já faz três dias que estou tentando me livrar dele e nada — Desde que a Kagome foi embora você ficou com um, perdoe-me pelo trocadilho, humor do cão!

—Eu não quero falar sobre ela! — Respondi irritado tirando a camisa dentro do banheiro.

Trocar de roupa no banheiro foi um hábito que acabei pegando com meu antigo "colega de quarto", Higurashi sempre se trancava no banheiropara trocar de roupa e insistia para que eu fizesse o mesmo.

Claro que agora tudo faz sentido. — pensei irônico comigo mesmo.

—Você sabe que ela não vai ficar em Tóquio para sempre, não sabe? — Miroku perguntou-me calmamente.

Depois de ele ter conseguido ficar calado por quase dois minutos inteiros, eu quase tinha me esquecido de que ele ainda estava aqui.

Girei os olhos.

—Vai embora!

Mas, obviamente, dizer isso é como falar com as paredes.

—Logo, logo ela vai voltar para casa. — ele continuou a falar, como se eu não tivesse dito nada — Ela veio de Kasugai, sabia? Fica perto de Nagoya.

—Não. — respondi impaciente — E como você sabe disso?

Como se eu não soubesse.

Afinal a namorada desse cara é justamente a melhor amiga daquela garota.

E ele mesmo, que se diz ser meu melhor amigo, já sabia de tudo há muito tempo também, e mesmo assim nunca me disse nada.

"Foi mau cara, é que não era um segredo meu" — foi o que ele me disse, e depois ainda ficou surpreso quando eu o joguei dentro da fonte de água.

Até parece que foi o primeiro mergulho dele lá.

—Internet. — Miroku respondeu com um estalar de língua — É bem simples na verdade, você só tem que colocar "Modelo Higurashi Kagome" na busca e...

—Já entendi, já entendi! Chega! — reclamei.

Miroku suspirou e ouvi-o mexendo no celular, só espero, para a segurança dele, que não seja o meu, porque da última vez que o peguei mexendo no meu celular — ontem — eu o arremessei pela janela — e nem assim ele me deixou em paz!

—Ela e o irmão vão pegar o trem das 10h na próxima terça-feira. — disse como quem não quer nada.

Finalmente abri a porta do banheiro com um movimento impaciente.

—E isso você também viu na internet?

Ele estava sentado na cama que tinha sido dela, mas que agora era só um colchão vazio com um lençol branco, sem travesseiros ou cobertas, mexendo no celular distraidamente e nem sequer ergueu os olhos quando me respondeu:

—Não, Sango me contou, ela também vai embora no mesmo trem que eles.

Girei os olhos e sai do quarto pegando a mochila no caminho.

Mas é claro que ele viria correndo atrás de mim.

—Eu só estou dizendo. — começou a falar assim que me alcançou — Que você tem uma questão de tempo limitado para ir logo vê-la, pode ser sua última chance, sabia? Kagome pode simplesmente não voltar mais para Tóquio, ela ainda é uma estudante colegial então mesmo que ela tenha tentado pular os dois últimos anos para entrar logo na faculdade, depois de tudo isso ela pode simplesmente querer ficar em casa e completar a escola da forma convencional... Ou mesmo que ela tente de novo, Nagoya está muito mais perto e tem uma faculdade muito boa também.

—Só que eu não quero vê-la. — trinquei os dentes puxando a alça da mochila para ajeitá-la melhor sobre os ombros.

Dessa vez foi a vez de Miroku girar os olhos.

—Qual é Inuyasha! Por que está sendo tão cabeça dura? A garota não te contou que ela era seu colega de quarto disfarçado, e daí? — ele foi baixando o tom de voz cada vez mais conforme falava, jogando o braço sobre meus ombros — Você também nunca disse a ela que fez xixi na cama até os onze anos, ou disse?

Arregalei os olhos.

—Eu não fiz! Imbecil! — acertei-o com uma cotovelada entre as costelas por reflexo.

Miroku afastou-se se curvando para o lado, agarrando as costelas com uma careta de dor — ele está exagerando, é claro, porque eu sei que não quebrei nenhuma costela dele.

—Você pode dizer isso cara. — ele continuou a falar mesmo assim — Mas nós estávamos dormindo no mesmo futon, o futon ficou molhado e não eram as minhas calças que...

—Isso foi porque o Sesshoumaru colocou minha mão dentro da água morna enquanto dormíamos! — defendi-me.

—Claro, claro. — ele concordou cético.

Minha orelha esquerda mexeu-se com um tique involuntário de irritação, e eu deixei-o ali, um dia Sesshoumaru ainda vai me pagar por aquela vez!

—Tudo bem, tudo bem, então vamos deixa o incidente pra lá. — Miroku recomeçou quando voltou a me alcançar, ele parecia andar com um pouco de dificuldade agora, meio curvado para o lado ainda com a mão sobre as costelas com uma leve careta de dor — Mas por outro lado você também nunca disse a ela que gostava dela.

Eu parei.

—Como é?

Miroku parou ao meu lado endireitando-se, o que lhe rendeu mais uma careta de dor, — francamente, ele está mesmo exagerando! — e tirando a mão das costelas lentamente.

—Ela nunca te disse... O pequeno segredo dela. — ele recapitulou — Mas você também nunca disse de forma direta a ela, fosse a ela como Kagome ou Sota, que você gostava dela, ou disse? E não negue, eu sei que gostava, aliais, gosta.

Ele tem sorte por não estarmos perto de nenhuma fonte d'água ou janela dessa vez.

—E daí? Você não pode estar querendo comparar uma coisa com a outra. — retruquei — Além do mais — defendi-me — Isso não era algo que se precisasse dizer com todas as letras, os sinais estavam lá para ela ver! Todos eles!

E eu não estava ficando vermelho.

—Pfff.

Miroku fez um som de escárnio, mas tossiu para disfarçar logo em seguida quando percebeu meu olhar sobre ele.

—Só me deixa em paz. — falei — Hoje é o penúltimo dia de aula e eu só quero terminar logo esse semestre para esquecer de uma vez tudo isso.

Tentei ir embora, mas Miroku deteve-me com uma mão sobre meu ombro.

—Eu só estou dizendo. — ele recomeçou — Que vocês estão empatados e se você realmente acha que algo como dizer a Kagome que você gosta dela era desnecessário, porque os sinais estavam todos lá para ela ver, então você também não tem direito de ficar ressentido com ela por ela não ter te contado o... O... — ele olhou em volta — O segredo.

Cerrei os olhos.

—O que você quer dizer com isso?

Miroku deu uma tapa na própria testa.

—Quero dizer que os sinais estavam lá! Todos eles! — afirmou um pouco desesperado.

Puxei meu ombro de volta.

—Não sei do que você está falando, eu não vi sinal algum. — neguei — Além do mais... Há outro quesito no qual estamos empatados também: Ela também nunca disse que gostava de mim.

Resmunguei de novo ajeitando a mochila sobre o ombro.

Voltei a me afastar, e dessa vez Miroku não tentou me seguir.

Mas claro que o idiota não era o único que havia decidido torrar minha paciência, nos últimos dias.

—Ei! Cara de Cachorro! — Lobo fedido me chamou — Eu tenho que falar com você!

Ele me procurou pouco antes do treino, assim como havia feito no dia anterior e no dia antes desse também.

Eu já havia notado aquele cara rondando cada um dos membros do time — inclusive o treinador — há dias, mas não estava nem um pouco interessado em saber o que ele estava armando, só que é óbvio que cedo ou tarde ele viria atrás de mim também, mas eu habilmente o evitei.

—Que engraçado, não me lembro de sermos amiguinhos. — respondi de volta.

Mesmo depois de já termos sido eliminados os treinos continuavam, porque o treinador "não queria que relaxássemos antes da hora", nós já teríamos um mês inteiro para fazer isso durante as férias, bem, pelo menos hoje é o último dia.

Higurashi com certeza diria que ele só está tentando punir o time por ter perdido.

Não! Não! Balancei a cabeça. Esqueça essa pessoa! Não pense mais nela!

Eu nunca nem sequer conheci Higurashi Sota de verdade, só aquele personagem criado por Kagome, talvez eu nem sequer a tenha conhecido de verdade e a garota que eu levei para almoçar com minha mãe e também para fazer piquenique tenha sido só mais uma personagem dela.

Francamente eu acho Kagome devia começar a considerar seriamente em migrar de carreira para se tornar atriz.

Levei um chute por trás da perna direita que me fez tropeçar por um momento.

—Também não é como se eu quisesse ser seu amigo. Idiota. — o lobo deu a volta em mim para ficar a minha frente — Eu já falei com todo o resto do time e com o treinador, mas você continua a se esquivar, e isso é muito irritante.

Eu queria arremessá-lo para longe, mas não tinha nenhuma janela ou fonte por perto, além do mais eu tinha a impressão de que esse cara era tão persistente quanto Miroku, e não importava quantas vezes eu o jogasse pelos ares ele voltaria, então não adiantaria de nada.

—Tá, fala logo o que quer. — cedi de má vontade.

—Muito bem, primeiro de tudo, você falou para alguém?

Fiz uma careta.

—Falei o que?

Ele moveu a mão em gestos circulares.

—Você sabe, sobre... Sobre ela, e aquele dia no vestiário.

—Não. — Por que eu falaria alguma coisa? Só de lembrar o rosto humilhado de Kagome naquele dia... Tenho vontade de socar a cara de Naraku. Ah é, eu soquei, logo depois do jogo antes de voltar para o quarto, provavelmente teria socado de novo se tivesse a chance, mas não voltei mais a vê-lo desde então. — Se era só isso que você queria...

E mesmo se eu tivesse qualquer intenção de contar algo, para quem eu poderia falar? De qualquer forma parece que todo mundo já sabia menos eu.

Eu fui o único em quem ela não confiou.

Tentei contorná-lo, mas o lobo segurou-me pelo braço.

—Não terminei. — negou, e com um discurso ensaiado e um sorriso falso de empresário grudado na cara continuou: — Fico feliz que não tenha contado, realmente é ótimo. Estou profundamente grato por sua discrição. Agora me diga: quanto quer para continuarmos assim?

Puxei meu braço de volta.

—Como assim quanto?

O lobo fedido encolheu os ombros, erguendo as mãos com as palmas viradas para cima.

—Não estou com nenhum documento e nem com meu talão aqui. — desculpou-se — Mas podemos fazer um acordo verbal para começar, me diga seu preço para não divulgar... Os ocorridos da última semana, e eu acertarei tudo com você depois.

—Quer pagar pelo meu silêncio. — cerrei os olhos.

Então era por isso que ele estava rondando, nos últimos dias, todos que estavam presentes naquela vez no vestiário.

Kagome que jogar tudo para debaixo do tapete, calando a todos e encobrindo seus rastros, e para essa missão ela incumbiu o seu leal escudeiro lobo é claro, porque ela confiou nele, e agora ele veio atrás de mim também.

Aposto que ele deve até mesmo saber se aquela garota com quem eu saí era ou não a verdadeira face de Kagome.

Ele sempre soube de tudo afinal, não é mesmo? Por isso que era sempre tão amigável com "Higurashi".

—Acho que está mais para uma gratificação por seu silêncio. — afirmou sem vacilar nem por um momento em seu sorriso artificial.

—Pois esqueça! — bradei zangado — Não preciso de dinheiro algum!

O lobo fedido olhou-me em dúvida, como se a ordem daquelas palavras não fizesse sentido para ele.

—Tem certeza?

—Não quero dinheiro algum. — repeti trincando os dentes — Mesmo que Kagome não confie em mim a esse ponto, não é preciso me pagar coisa alguma para que eu fique quieto. Porque eu não quero ter mais nada haver com essa história. E também não quero saber mais nada dela. Então agora vê se sai do meu caminho e me deixa em paz Lobo Fedido.

Afastei-o para o lado com um empurrão impaciente e segui meu caminho.

...

—Eu não acho que a Kagome não confie em você. — Miroku opinou intrometido, horas mais tarde.

Quando voltei do treino, ele já estava no quarto, jogado folgadamente na cama que antes fora de Kagome zapeando pelos canais de televisão.

E eu tenho certeza que dessa vez havia trancado a porta.

—Claro. — respondi sarcástico — E aquele dinheiro que o Lobo Fedido me ofereceu foi só um pedido de desculpas dela, por não ter me contado nada. E afinal como você entrou aqui?!

Girei na cadeira para vê-lo, e Miroku limitou-se a dar de ombros.

—Talvez eu simplesmente tenha uma cópia da chave? — sugeriu — Ou um cartão, que é praticamente a mesma coisa para essas trancas de segunda.

Eu sabia, o maldito tem arrombado minha porta esse tempo todo!

Eu podia arremessá-lo pela janela agora, mas tenho apenas o fim de semana para terminar de ler esse livro e fazer uma resenha sobre ele para finalmente conseguir o direito a ganhar minha liberdade condicional — vulgo: férias de verão.

—Eu só estou dizendo. — Miroku voltou a falar, por que ele simplesmente não cala a boca?! — Que você não deveria levar as coisas tão para o lado pessoal assim, Kouga também ofereceu dinheiro a Kohaku, e ele nem se ofendeu, sabia? E ele é um dos que a ajudou nessa trama desde o inicio.

Virei novamente.

—O que? — perguntei. — Por que ela também tentaria pagar ele?

O idiota continuou zapeando na televisão sem parar.

—Sei lá. Por que não pergunta a ela? — perguntou-me de volta.

Fiz uma careta, lhe dando as costas novamente.

—E por que ela não tentou se explicar? — devolvi.

—Sei lá. — uma pausa — Será que ela teve chance?

—O que? — girei a cadeira, surpreso.

Parando de zapear, Miroku finalmente me olhou de volta.

—Será que Kagome teve chance de se explicar? — repetiu — Você ao menos escutou o que ela tinha a dizer Inuyasha?

—Feh. — resmunguei dando-lhe as costas.

Mas minha orelha esquerda começou a se mexer num tique nervoso involuntário.

Você confiava em Ping. Por que seria diferente com Mulan?

Girei confuso na cadeira, quando Miroku havia finalmente parado de zapear nos canais da televisão, ele havia parado justo em um canal que transmitia "Mulan",

—E então Inuyasha? — ele perguntou-me sem virar-se — A moça fez uma pergunta: Por quê?

E mudou de canal.

Foi aí que Miroku saiu voando de novo pela janela.

Mas — Maldição! — o que aquele imbecil disse não saia da minha cabeça.

Eu realmente não tinha dado chance alguma a Kagome de explicar-se?

Ela... Ela não tinha dito que foi Sango quem contou tudo a Miroku e não ela?

E sobre Kikyou, ela disse que foi obrigada, ou encurralada ou algo assim... E Kouga... Foi um acidente... Não é?

Eu fiquei com essas perguntas na cabeça durante o fim de semana inteiro.

Se eu ao menos a tivesse escutado...

—Vejo que está arrumando as malas. — Miroku comentou chegando durante a segunda-feira à tarde, dessa vez nem me dei ao trabalho de trancar a porta — Então finalmente ganhou sua liberdade condicional?

—Pois é. — Enfiei de qualquer jeito um monte de roupas amassadas dentro da mochila.

—Você vai voltar para casa hoje? — perguntou-me — Porque eu prometi à linda Sango que amanhã ainda vou levá-la até a estação, então só vou poder voltar para casa depois...

—Como você descobriu? — cortei-o, fechando o zíper da mochila torcendo para ela não explodir.

—Descobri o que? — perguntou desconcertado.

—Sobre Kagome. — encarei-o seriamente, a espera de uma resposta.

—Oh isso. — Miroku piscou — Sango contou-me.

—Por quê?

A expressão de Miroku ficou tensa, e ele desviou o olhar parecendo desconfortável.

—Eu posso tê-la obrigado a isso. — admitiu — Na época nós já estávamos juntos, mas ainda assim ela e Higurashi não se desgrudavam nunca, estavam sempre andando para lá e para cá, se abraçando e tal... Absolutamente nada havia mudado entre "eles", mesmo depois que "terminaram" e ela começou a sair comigo então, obviamente, fiquei com ciúmes.

Arqueei uma sobrancelha.

—E então?

—Eu a pressionei. — prosseguiu — Disse à Sango que não iria fazê-la escolher entre os dois e para não ficar entre eles eu preferia me retirar.

—Mas que altruísmo da sua parte. — ironizei.

—Altruísmo uma ova. — ele resmungou. — Em fim, Sango não queria que eu fosse, ela tentou explicar-me, mas eu não quis ouvir, talvez sejamos um pouco parecidos nesse quesito. Quero dizer, você e eu. — não posso negar que fiquei meio incomodado com essa comparação — Então ela entrou em pânico e... Levantou as blusas da Kagome na minha frente.

—O QUE?!

—Calma! Calma! Calma! — ele disse repetidas vezes, recuando com as mãos erguidas para proteger-se. — Kagome ficou bem surpresa e magoada com aquilo.

Parei.

—Ela ficou?

—Ficou. — confirmou — Não falou com Sango por dias, você deve se lembrar, foi quando ela começou a comer ovos crus sem parar, vomitava, e depois continuava comendo.

—Eu me lembro. — percebi — Ela também não estava dormindo nada bem à noite nessa época.

Então Kagome realmente não teve culpa, ou intenção alguma, de contar a verdade para Miroku, ele descobriu por motivos totalmente alheios à vontade dela.

—Pois então. — Miroku encolheu os ombros. — Mas por outro lado, eu não tinha como saber que o cara pequenino e de rosto delicado com quem minha namorada sempre andava era, na verdade, uma garota, tinha? Quer dizer eu não era colega de quarto dele nem nada...

Ele lançou-me um olhar significativo.

—Nossa. — respondi impassível — Você gosta mesmo de sair voando pela janela.

Novamente ele ergueu as mãos para se proteger.

—Opa! Eu não quis dizer...!

—Quis sim, mas eu não tenho tempo para isso agora. — interrompi-o me dirigindo à porta — Tenho que falar com Kikyou.

—O que? Por quê? — ele perguntou surpreso — Esp...!

Saí batendo a porta na sua cara.

Minha intenção era ir procurá-la diretamente em seu quarto, mas acabei não precisando ir tão longe, quando a avistei já saindo do pavilhão feminino.

—Kikyou! — chamei.

Ela virou-se usando um par de óculos escuros enormes e sorriu acenando para mim.

—Inuyasha! — respondeu de volta.

Os óculos de sol em seu rosto, a bolsinha preta pendurada em um dos ombros e o par de malas rosa choque com desenho de flores a fazia parecer estar pronta para uma viagem a alguma ilha tropical — ou ter acabado de voltar de lá.

—Essas malas são gritantes. — comentei quando cheguei perto o bastante.

Ela estalou os lábios.

—E você é um grosso. — afirmou.

—Desculpe. — resmunguei contrariado.

Kikyou baixou os óculos escuros até a ponta do nariz e me olhou por cima das lentes.

—Você está me pedindo desculpa? Você?

—Feh. Não precisa fazer tanto caso assim. — resmunguei enfiando as mãos nos bolsos — Se quiser retiro as desculpas. Na verdade acho que vou retirá-las mesmo.

—Não seja bobo. — ela ajeitou os óculos de sol — Mas você demorou Inuyasha, estava começando a achar que não vinha mais.

—Eu demorei? — perguntei confuso — Tínhamos combinado alguma coisa?

Uma das principais razões de nossas constantes brigas quando estávamos juntos eram meus frequentes atrasos e esquecimentos — mas quem se lembra do aniversário de seis meses de namoro? E além do mais eu tenho certeza que Kikyou inventou essa data! — e, claro, o fato de ela alegar sempre que eu era "um grosso".

Mas espere um pouco, já terminamos há séculos então não têm como nós termos combinado nada!

—Não, claro que não. — ela começou a enrolar uma mecha de cabelo entre os dedos — Mas Kagome já tinha me dito que uma hora você viria falar comigo.

—Ela disse...? E... O que ela disse?

—Disse que você viria falar comigo. — ela deu de ombros e olhou o relógio de pulso — Meu táxi deve estar para chegar, então é melhor falar enquanto andamos.

Ela entregou-me a bolsa rosa choque de viagem que tinha debaixo do braço e saiu puxando a mala de rodinhas que fazia par, que outra escolha eu tinha então além de segui-la?

—Então. — Kikyou estalou os lábios — Pode falar.

Isso é normal? Ex-namorados não deveriam passar por um momento de estranheza quando se reencontram? Qual o seu problema mulher? Seja estranha! Se bem que Kikyou não sabe o que é ficar constrangida e nem eu tenho tempo para isso agora.

—Você sempre soube que o meu colega de quarto era uma garota, não é? — soltei.

—Eu não diria desde sempre, mas sim, já tinha algum tempo... — fez uma careta — E mesmo assim aquela megera da Sango não quis me dizer em qual hotel ela está hospedada. Disse que eu sou "irritante demais" e só ia incomodar. — ela bufou, mas um segundo depois me olhou culpada — Desculpe, se queria me perguntar sobre isso, eu realmente não...

—Eu não vim saber disso. — cortei-a rapidamente, e pouco me importa se ela me chamar de grosso de novo.

E definitivamente não vou perguntar a Miroku se ele sabe de algo.

—Tudo bem então. — deu de ombros — De qualquer forma, no começo eu não sabia, mas realmente já tinha algum tempo que eu tinha descoberto.

Os óculos escuros dificultavam um pouco as coisas, mas eu tinha quase certeza que por trás daquelas lentes ela estava me lançando o mesmo olhar irritante de "e como foi que você não descobriu?" que me fez lançar Miroku na fonte daquela vez... Mas eu não posso simplesmente arremessar Kikyou também... Posso?

—E... Como você descobriu?

—Kagome me contou.

Cerrei os punhos, então eu estava certo o tempo todo, eu realmente fui o único em quem Kagome nunca...

—Mas também não é como se ela tivesse tido outra escolha! — Kikyou riu consigo mesma — Pobrezinha, estava tão assustada!

—O que? — pisquei — Como assim?

—Bem, você se lembra de quando eu o dispensei, não é?

—Mulher, você está tentando me irritar? — cerrei os olhos.

—Não, claro que não. — respondeu-me inocentemente — Mas então recapitulando: eu o dispensei porque achei um cara muito melhor que você.

—Eu ainda estou com sua mala. — relembrei-a — Quem sabe com um bom arremesso não consigo arremessá-la daqui para o mar do Japão?

—Viu só? É disso que estou falando. — estalou a língua. — De qualquer forma ele era um perfeito cavalheiro.

—Mas eu não te vi com mais ninguém depois que terminamos. — comentei.

—Pois é. Acontece que o meu "perfeito cavalheiro" era a Kagome.

—O que?!

—Acontece. — ela deu de ombros.

—Ah sim, com certeza acontece todos os dias. — ironizei.

—Então continuando. — ela sacudiu a mão como se me mandasse esquecer — Você já sabe que posso ser bem incisiva quando estou interessada em alguém, não sabe?

—E como sei! — gargalhei.

—Então eu decidi ser... Incisiva com Higurashi também. Aí "o" encurralei no meu quarto quando "ele" foi procurar Sango.

—Posso até imaginar. — suspirei, sentindo pena de Kagome.

—Então foi isso. — Kikyou deu de ombros — A pobrezinha ficou tão apavorada que, no meio do pânico, me contou.

—Então foi isso... — repeti um tanto disperso.

—Eu também fiquei muito chocada! — Kikyou continuou a falar ao meu lado. — Imagine só... — Mas claro que eu não estava mais escutando, Kagome não teve culpa. —... conseguir ter uma chance... — Tanto Miroku quanto Kikyou, ela foi encurralada pelos dois lados. —... ficar solteira por um... — Ela tentou me dizer isso, mas eu não quis escutar... Por que eu não quis escutar? — Kagome e eu nos tornamos amigas.

Sou mesmo um idiota.

De repente levei uma tapa no braço.

—Ai. — reclamei mais pela surpresa — Por que fez isso?!

—Você não estava me escutando!

—Claro que estava! — menti.

—Ah é? — ela parou cruzando os braços — E o que eu dizia?

Senti um pequeno tique na minha orelha esquerda. Droga.

—Você disse... — balbuciei.

—Sim? — ela começou a bater o pé impacientemente no chão.

Droga. O que ela estava dizendo?! Pigarreei.

—Você disse que... Ficou tão chocada quando descobriu que seu cara perfeito era uma garota que quis ficar solteira por um tempo, mas mesmo assim você e Kagome se tornaram amigas no final. — soltei tudo de uma vez só.

Kikyou cerrou os olhos. Droga! Droga! Droga! Não foi isso que ela disse?!

—Você realmente nunca me escuta, foi por isso que terminamos. — afirmou — Mas admito que chutou bem. Aqui já está bom, meu táxi está logo ali. Tchau.

Ela pegou sua bagagem de volta e saiu caminhando em direção a um táxi parado na calçada à espera.

Agora eu tenho que falar com aquele lobo fedido também! Decidi.

...

Mas para um cara tão fedorento, aquele maldito era surpreendentemente difícil de encontrar.

Porque eu só o encontrei no dia seguinte.

Ele estava saindo da cantina com uma youkai loba ruiva agarrada ao seu braço.

—E pode me culpar? Eu sei que você estava sempre dando presentinhos a ela... — A ruiva estava dizendo.

Claro, primeiro ele era todo amigável com Kagome, mas umas semana depois de ela ter ido embora ele já partiu para a próxima.

—Eu não chamaria as joias exclusivas da Senhora Suzuka de presentinhos, mas... — ele deu de ombros.

—Joias exclusivas?! — ela indignou-se.

—De qualquer forma. — o lobo desconversou — Não há com o que se preocupar, o irmão dela estava lá, sabia? E além do mais, eu lembro bem que te prometi exclusividade.

—Para o seu bem, é bom mesmo. — ela agarrou-se um pouco mais ao seu braço deitando a cabeça em seu ombro.

Ele sorriu.

—Ei! Lobo Fedido! — chamei.

Ele parou juntamente com a garota.

—Cara de Cachorro. — o lobo encarou-me cético — O que foi? Por acaso veio-me dizer que mudou de ideia a respeito da minha proposta?

A vontade que eu tenho de socar a cara desse infeliz!

—Mudei coisa alguma! — respondi energético. — Só tem algo que eu quero saber!

O idiota arqueou uma sobrancelha.

—E o que é?

—Eu queria saber como...! — parei o que estava dizendo quando me lembrei da presença da ruiva ali, olhei-a hesitante — Na verdade é sobre... É sobre...

O lobo olhou dela para mim e arqueou as sobrancelhas com expressão surpresa.

—Você quer falar de Kagome? Mas não foi você mesmo que disse que não queria saber mais nada a respeito dela?!

Não respondi nada, como eu podia perguntar qualquer coisa na frente daquela garota ruiva? A garota por sua vez, olhou-me pouco a vontade, como se estivesse irritada por eu ter trazido tal assunto à tona.

—Ah! Você está preocupado com Ayame? — o idiota do Lobo Fedido finalmente se deu conta — Não, não tem com o que se preocupar, Ayame já sabe de tudo.

Espera aí, como é que é?!

Será que eu era o único nessa porcaria de campus que não sabia de nada?!

—Ainda assim não acho que seja prudente mencioná-la assim tão descuidadamente. — ela comentou desconfortável soltando-o — Pode dar ares a boatos que você e sua mãe se esforçaram muito para manter sob controle, e seria um desperdício de milhares de dólares.

Ótimo, agora até a mãe desse sarnento está envolvida... Milhares de dólares?!

—Tem razão. — ele concordou com uma careta — Cara de Cachorro, eu acho melhor falarmos em outro lugar. Ayame é melhor você ir à frente.

A ruiva cruzou os braços.

—Mas então qual o sentido de eu ter vindo buscá-lo? — reclamou — O que vou dizer aos seus pais?

—Diga que eu tive um pequeno contratempo. — ele sorriu.

Ayame bufou e girou os olhos, mas não disse mais nada.

—Então vamos. — chamei impaciente girando os olhos.

O Lobo Fedido acompanhou-me sem reclamar, o campus estava ainda mais vazio hoje do que ontem, ele vinha esvaziando gradativamente desde o inicio do final de semana, provavelmente até o anoitecer — ou mais tardar amanhã a tarde — não restaria mais ninguém.

—E então? O que você quer de mim? — ele olhou o relógio de pulso — Eu tenho um avião para pegar.

Paramos próximos à fonte de água e olhei a volta, não parecia ter ninguém por perto para ouvir-nos por ali.

—Quero saber como você descobriu sobre Kagome. — respondi sem rodeios.

—Ah, isso. — ele passou a mão pelo queixo — Um acaso do destino, apenas isso, ela achou que estava sozinha no vestiário, mas não estava, podia ter sido qualquer um. Isso é tudo.

Claro, Higurashi sempre chegava antes de todos e se trocava primeiro, e depois do treino ele só usava o vestiário depois que todos tinham ido embora, todas essas coisas que não reparei antes, mas que agora fazem tanto sentido... Opa. Espera aí, o que foi que esse lobo sarnento disse?

Cerrei os olhos.

—Está querendo me dizer que você a viu se trocando? — perguntei controlando-me.

Lobo Fedido deu de ombros, minha vontade era de socá-lo direto para dentro da fonte.

—Ela gritou a beça. — contou-me — Seus guarda costas apareceram imediatamente com isso.

—O que? — pisquei confuso — Guarda costas?

—Sango e Kohaku. — esclareceu — Ela estava com um taco de beisebol assustador, por falar nisso, ficaram discutindo se deveriam ou não partir meu crânio com ele.

—E por que não partiram? — ironizei.

—Vai ver foi porque eu me ofereci para comprar um guarda roupa novo inteiro para ela. — eu não sei se o idiota está dizendo a verdade ou apenas se exibindo. Ele voltou a olhar o relógio de pulso — Isso era tudo?

—E quanto a sua namorada? E sua mãe? — disparei.

—Minha mãe mandou investigá-la, e depois usou isso para obrigá-la a desfilar para ela.

—Muito digno. — retruquei irônico.

—É. Tanto faz. — ele encolheu os ombros — E quanto a Ayame, ela também é modelo e dividiu o camarim com Kagome, então obviamente a viu de cabelos curtos e sem maquiagem, depois disso foi fácil reconhecê-la na faculdade.

Kagome realmente ficava muito diferente com maquiagem, é óbvio que se ela aparecesse para mim sem maquiagem em nossos encontros eu também reconheceria de cara que ela era meu colega de quarto, ao invés de apenas ficar surpreso achando que ela e o irmão eram muito parecidos.

Mas nada disso importa agora, não é que Kagome nunca tenha confiado em mim, ela apenas foi apanhada numa sucessão de eventos completamente alheios a sua vontade, e eu por acaso não estava envolvido em nenhum deles, eu devia tê-la escutado quando ela tentou explicar-me, eu devia...!

—A propósito foi assim que Naraku a descobriu também, ele a investigou. — o Lobo Fedido comentou olhando de novo o relógio de pulso. Naraku aquele desgraçado! — Mas você tem certeza que devia realmente estar perguntando tudo isso a mim e não diretamente a Kagome? O tempo está acabando sabia? O trem deve sair em menos de uma hora.

Por um segundo não entendi o que o Lobo Fedido quis dizer-me, trem? Mas que trem? Eu não preciso pegar nenhum... Droga!

—O trem! Kagome! — gritei de repente, saindo correndo dali.

—Espera! — o sarnento chamou, correndo ao meu lado — Vou com você!

Olhei-o de canto, mas sem deixar de correr.

—Você não disse que tinha um avião para pegar?

—O avião é dos meus pais. — deu de ombros enquanto corria — Eles esperam mais um pouco.

Cerrei os olhos. Maldito riquinho! E sem dizer nada saltei tomando a dianteira e chegando ao estacionamento, onde logo avistei meu carro.

―Vamos no meu carro! ― o Lobo Fedido me chamou passando direto pelo meu carro.

―Mas o meu carro está bem aqui! ― protestei.

―O meu pode chegar lá mais rápido! ― ele gritou de volta, já longe.

Eu poderia apenas ter entrado no meu carro e ido embora sem ele, mas a promessa de que iríamos mais rápido no carro dele acabou me fisgando.

―Maldição! ― praguejei correndo atrás do maldito lobo e o alcançando em dois saltos ― Escuta idiota, mesmo que o seu carro seja superior e bem mais rápido que o meu isso vai mesmo fazer alguma diferença? ― reclamei quando entrei no carro ― E se pegarmos um congestionamento?!

―Primeiro, não vai xingando quem está te ajudando imbecil, eu já estou sendo um cara muito bacana aqui te deixando entrar! Meu carro vai feder a cachorro molhado por um mês! ― ele colocou a chave na ignição e ligou o carro, mas antes que eu pudesse decidir ou não se o socava contra o para brisas ele continuou ― E segundo: Eu tenho um trunfo na manga, cachorrinho.

Ele abriu o porta-luvas.

―O que? Seu carro vai virar um helicóptero? ― debochei ― Ou será que é propulsão a foguete?

―Não estúpido, eu tenho isso! ― gabou-se puxando de dentro do porta-luvas...!

Não dá pra acreditar!

Meus olhos abriram-se um pouco mais.

―Isso aí é uma...?!

―Simplesmente o dinheiro mais bem gasto da minha vida!

E sorrindo ele grudou a sirene de policia em cima do carro.

―Ninguém vai ser idiota de acreditar que isso é uma viatura! ― protestei.

―Eles vão nos dar passagem só de ouvirem a sirene, quando verem o carro passar já será tarde! ― respondeu-me autoconfiante ― Claro que se tivéssemos mais tempo poderíamos ligar para o meu piloto trazer o helicóptero, mas isso vai ter que servir! É melhor apertar o cinto!

E antes que eu tivesse tempo de ter qualquer reação nós arrancamos do estacionamento cantando pneu com a sirene gritando a todo volume e me jogando contra a janela no banco do carona.

Eu só espero que esse lobo sarnento dirija melhor que a minha prima!

*.*.*.*

Bem... Então primeiramente: Feliz Natal!

Vocês não sabem como eu corri para postar hoje, fiz a correção muito as pressas mesmo, então me perdoem por qualquer erro, ok?

E segundo... Já faz um tempo, não é?

Nossa desde julho!

Mas meus últimos meses foram uma correria e estresse sem fim, eu estava escrevendo meu TCC O.O

Felizmente já acabou, tirei nota máxima e tudo acabou bem. ^^

Se estou apavorada porque agora não tenho mais escapatória e preciso entrar no mercado de trabalho? Sim, mas vida que segue kkkk (rindo de nervoso aqui).

Respostas as Review's:

Tiny Mayu: Me desculpa! Me desculpa mesmo pela demora!

Não foi meio ano dessa vez, mas foi quase, cinco meses... Foi mal. ^^'

Kagomehig20: Nossa! Finalmente o Inuyasha pensou melhor e se tocou, não é?

Pronto, já pode desfazer esse nó agora, nosso Inu está indo atrás da Kah!

Senhora Suzuka arrasa!

Agora já sabemos o que o Inu sente, aqui está um capitulo exclusivamente dele! ;)

.3114: Olá! Seja bem de volta então! :D

Vamos todas abraçar a Kah! U.U

Mas pelo menos o Inu pareceu se tocar agora, não é? Já é alguma coisa.

Kkkkk Sim, eu acho que o Kohaku é a criatura mais fofamente cruel que eu já crie kkkkk

: Muito obrigada! Que bom que consegui te divertir! XD

Pois é, no fim os gêmeos maravilha não estavam ali para o Inuyasha, mas em compensação tivemos o Miroku!

Desculpe pela demora, mais uma vez. ^^

Naomy: Seja bem vinda de volta!

A Senhora Suzuka é incrível mesmo! Vou sentir falta dela :')

joh chan: kkkk Pois é, você voltando e eu indo, mas é assim mesmo kkkk

Eu amo suas review's gigantes 3

Eu sempre fico encabulada quando sou elogiada, mas não me canso de ouvir kkkkk

Kkkkk Pois é, desculpe Miroku, mas Kohaku é fofo demais para se ter raiva dele.

E sobre a "criadora" dele posso dizer que ela é super fofa também U.U

Kkkkkk

Sobre o truque da latinha, originalmente eu estava procurando sobre o quanto pode subir a espuma da latinha quando sacudimos e achei um vídeo sobre esse truque aí pensei "Caraca! Isso é MUITO melhor!".

Cá entre nós... eu também acho que beeeeeeeeeeeeeeeem no fundo o Kohaku também gosta do cunhado. ;)

O Sota não bateu, mas Kohaku e Inuyasha bateram, isso compensa?

A Senhora Suzuka é incrível também. XD

Sobre o sobrenome dos personagens... Pra ser sincera eu não lembro kkkk

Quando eu tenho necessidade de citar algum deles, eu brigo comigo mesma por não ter anotada, depois tento me lembrar de algum capitulo onde eu possivelmente citei esse sobrenome, e depois saio caçando ele.

Seria tudo tão mais fácil se eu simplesmente anotasse...

Sobre o plágio da minha fic, eu estava, certo dia de boa, no Twitter quando recebi uma mensagem de uma leitora me avisando sobre o plágio, eu fiquei muito "É O QUE?!" aí fui lá confirmar e era verdade mesmo!

Mandei mensagem para a garota do plágio e nada, depois disso denunciei a história, saí mandando mensagem para todas as leitoras dela explicando o ocorrido, divulguei o caso no grupo de facebook do Nyah, tudo para arrecadar o máximo de denúncias possível.

O pessoal lá foi investigar também e descobriu que, na verdade, TODAS as fics no perfil dela eram plágio! :O

Foi uma confusão só!

No fim a fic plágio foi excluída (juntamente com o perfil) e tudo acabou bem. :)

Pois é, Ela é o Cara está chegando ao fim, é triste, mas tudo tem que chegar ao fim um dia. :')