Capítulo Vigésimo Terceiro
-O que sabemos sobre esta mulher?
-Ela se casou com Tywin Lannister durante a Rebelião de Robert. É uma mulher justa, gentil, governou Casterly Rock tentando estabelecer um sistema de maior igualdade entre as pessoas. Teve apenas dois filhos, o mais jovem sequer tem seis meses de vida. Quem a conheça melhor, pode explicar detalhadamente qual foi a grande motivação de Stannis em entregar-lhe o Trono. Tudo o que sei, é que ela seria uma Stark, ela nasceu uma Tully, e mesmo assim parece que toda Westeros ajoelhou-se diante dela, como se ela viesse de uma linhagem mais... real. Ainda que tenha uma forte ligação com o marido, isso não a impediu de envolver-se com Eddard Stark, segundo se sussurra por ai.
-Ela não é exatamente uma pessoa combativa, ou sim?
-Ela é Lady Catelyn Lannister. –o homem respondeu- Ela certamente conhece o que é viver um campo de batalha, considerando quem é seu marido.
Daenerys Targeryan recostou-se melhor no divã, olhando pela janela para a Baia do Agua Negra. Chegara a Westeros trazendo uma quantidade razoável de pessoas dispostas a lutar por sua causa. A mais fiel delas era Jorah Mormont, um nortenho expulso de suas terras por comercializar escravos. Viera disposta a cumprir com suas metas: tomar o que era seu com fogo e sangue. Porém, ao chegar, percebeu que aquilo que era dela estava sendo devastado por uma batalha entre vivos e mortos.
Drogon e Viseryon sobrevoavam Porto Real, ela podia ver ao longe o modo como eles espreitavam a cidade. As pessoas, aterrorizadas, não saiam de suas casas, mas Daenerys sabia que quando os dragões ficassem famintos, nenhum teto de palha iria detê-los.
-Precisamos ir para campo aberto. –ela olhou para Sor. Jorah- Antes que eles comecem uma carnificina. Em seguida precisamos rumar para essa nova... Capital. –a palavra soou com um certo desdém- Catelyn Lannister precisará me explicar como permitiu que meu reino se transformasse nessa bagunça.
O Leão do Mar aportou no que um dia pode ser chamado de cais, em Casterly Rock. Estava nevando, a travessia da Ilha até ali durou cerca de um dia e meio de tormenta em alto mar. Catelyn desceu pela rampa sentindo-se nauseada, segurava-se nos corrimões imaginando se aquilo era o que parecia ser. Seu sangue de lua continuava atrasado. Quando Genna passou correndo por ela para agarrar um dos seus filhos, Catelyn sorriu. Sua cunhada poderia ser uma pessoa odiosa, mas nenhuma mãe deveria enfrentar a incerteza de saber como estão seus filhos. Tywin tocou seu ombro no instante em que ela começou a rumar com seus guardas em direção ao castelo.
-Por que você não me esperou? –ele perguntou, um pouco ofegante por ter corrido até ela.
Mas não precisou de resposta. Os olhos dela estavam fixos no castelo, o cheiro de carne queimada e fumaça permeava o ambiente, não se viam muitas pessoas pelas ruas destruídas e era difícil distinguir quem eram Caminhantes Brancos de soldados nas imensas pilhas de corpos carbonizados.
-É um verdadeiro horror. –ela disse, caminhando, sentindo o estomago protestar, alisando o ventre de modo instintivo.
-Cate, pare. –ele a segurou pelos ombros e a olhou dentro dos olhos.
Por um instante Catelyn se permitiu observar as gotas de ouro que salpicavam os olhos verdes de seu marido. As mesmas gotas douradas que os olhos de Hoster tinham, e Jaime. Mesmo Cersei. Ela ergueu a mão e tocou o rosto dele, imaginando que de algum modo ele deveria estar se sentindo pior que ela. Aquele era seu lar ancestral, o castelo onde nascera.
-Eu sinto muito, meu amor.
-Eu estou bem. –ele garantiu, sacudindo um pouco a cabeça- Você é quem está pálida e parece necessitar um descanso.
-O navio. –ela disse com um suspiro- O navio balançou da Ilha até aqui. Eu me sinto nauseada, é só isso.
-Só isso? –ele insistiu, tocando a mão dela que seguia repousada no ventre.
-Talvez seja apenas isso. –ela se corrigiu, e para dissipar a ruga de preocupação entre as sobrancelhas de Tywin, ela sorriu.
-Eu imaginei que você estivesse relutante em estar gravida novamente. –ele disse com mais firmeza, oferecendo-lhe o braço e caminhando com ela em uma direção diferente.
-Não é como se eu fosse tomar chá da lua. –ela disse- Para onde vamos?
-Caminhar um pouco. –e acomodou melhor a capa de peles em seus ombros.
-Você já recebeu a correspondência?
-Sim. Não há nada demais acontecendo. Apenas... –ele hesitou- Apenas caminhe comigo e fique calma.
-Eu estou com frio. –ela reclamou, olhando-o como se implorasse que eles fossem diretamente para o aconchego de um quarto com lareira.
-Se você está reclamando deste frio, imagine o que terei que ouvir quando estivermos indo para Winterfell.
Ela se sentiu vencida pelo argumento e o acompanhou, caminhando pelas ruas da cidade, observando tudo a sua volta e imaginando se seria possível reconstruir tudo. Ele parecia mais dolorido pelo estado em que as coisas estavam, por isso Catelyn se esforçava em fazer comentários otimistas.
-Eu recebi uma carta vinda de Porto Real. –ele disse por fim.
-E o que havia nela? –Catelyn perguntou, grata por ter outro tema a discutir que não estivesse relacionado com perdas e danos.
-Você precisa pensar claramente. –ele disse com cuidado, observando como ela o fitou rapidamente de modo bem incisivo. Passou os braços em torno dela, para mantê-la mais firme e a encarou dentro dos olhos- Daenerys Targeryan chegou a Porto Real.
Catelyn sentiu o corpo esquentar quase que instantaneamente. Flashes do seu sonho vinham a sua mente e ela pode apenas encarar Tywin com terror no olhar. Era apenas um sonho. E ela repetia isso em sua mente uma e outra vez, mas nunca parecia ser o suficiente.
-Cate, eu estou aqui. –ele disse, segurando-a com firmeza, esperando qualquer uma de suas reações- Faça o que sente que deve fazer. Eu sei que você temia isso, eu sei que você está gritando por dentro... Não precisa conter nada, chore.
-Eu não irei chorar. –ela disse tentando parecer firme, mas aquele homem conhecia sua alma e sabia de seus temores- Por todos os deuses... O que eu farei Tywin? Ela realmente tem dragões?
-Você não fará nada sozinha, nós faremos. E sim ela tem dragões. Três. Mas apenas dois foram vistos em Porto Real. Nós precisamos de uma estratégia.
-Estratégia...? –ela pareceu perdida, desesperançada.
Ele apenas afagou seus cabelos, compreendendo que ela não pensaria em nada, estando aterrorizada do modo em que estava e lutando para não perder a razão. Ele pensaria numa solução, pensaria num modo de protegê-la. Talvez a diplomacia fosse o caminho mais correto a seguir naquele caso, uma conversa, um acordo... Mas tudo precisaria ser pensado e repensado, e ela certamente se sentiria melhor quando Sansa e Hoster estivessem em seus braços.
-Está anoitecendo, Tywin. –ela murmurou- As pessoas provavelmente estão se perguntando onde nós estamos.
-A Guarda Real está aqui, você não deve explicar-se a ninguém. Mas você tem razão, está anoitecendo e precisamos chegar ao castelo.
A noite realmente começava a cair e o frio começava a ficar mais denso. Eles não tinham falado por um longo tempo após o anuncio da chegada da Mãe de Dragões, mas com o tempo que passaram apenas pensando sobre seus problemas, decidiram que havia muito o que debater.
-O tema mais urgente é o que nós diremos a Brandon sobre seu pai.
-O que você acha que devemos dizer? –Tywin perguntou sabendo que ela não teria uma resposta que achasse digna.
-Brandon, nós sentimos muito, mas a ultima vez que soubemos do seu pai, ele estava nas Gêmeas. Durante o ataque de Caminhantes Brancos. Ninguém se salvou.
-Então você concorda em mentir?
-Não é uma mentira. É um contorno. –ela afagou a têmpora com a mão enluvada- E se eu espero que sejamos recebidos em Winterfell, precisamos usar diplomacia.
-Você está soando estranha. –ele comentou- Mas eu concordo.
-Eu apenas espero que da próxima vez que você decida matar alguém de quem precisamos, tenha uma boa ideia de como livrar-se disso.
-Eu tinha. Você jamais saberia de nada, caso essas suas habilidades estranhas não estivessem lhe mostrando todas as tragédias possíveis. E nós não precisamos de Eddard Stark. Nós precisamos do seu filho, e pagamos um belo preço por ele.
-Sansa, você quer dizer.
-Sansa. –ele concordou abrindo um pequeno sorriso, enquanto a conduzia para a entrada da fortaleza- Um belo preço. Nossa mais valiosa moeda.
-Nossa filha. –ela corrigiu, não acreditando que ele estivesse referindo-se a Sansa do modo como se referiu a Cersei um dia.
-Isso não anula o fato de que ela nos garante o Norte. Ela nos garante Brandon.
Catelyn não disse mais nada, apenas foi conduzida por Sor. Loras ao palácio onde Kevan viveu. Encontrou Gerion sentado à mesa de jantar, observando alguns pergaminhos. Não pode deixar de sorrir, principalmente quando Tywin a soltou para agarrar-se ao irmão, que estava realmente surpreso por vê-los ali.
-A moça não disse nada sobre vocês estarem aqui! –ele comentou, referindo-se a Sor. Loras- Eu cheguei a pensar que estivessem mortos! Mesmo a mulher vermelha me garantindo que não era bem o caso, mas o que mais eu podia pensar?
-Você me disse para partir, esqueceu? –Tywin comentou, agora rindo como se já não lhe fosse permitido ter preocupações. Catelyn sabia que havia uma grande ligação entre irmãos gêmeos, vide Jaime e Cersei, mas não imaginava que aquilo se aplicaria também entre aqueles dois.
-Gerion... –ela recebeu o beijo do cunhado em sua testa e um abraço fraternal.
-Catelyn, é uma alegria vê-la com vida. Seu irmão está desesperado por noticias suas, eu já não sei mais o que escrever-lhe em resposta.
-Eu mesma enviarei uma carta a Edmure.
-E Lady Lysa. –ele ajuntou- Ele conseguiu capturar a irmã no Vale. Ela está em Riverrun agora.
-Mas...? –Catelyn não entendeu a necessidade daquilo, não quando tudo estava desmoronando em volta deles.
-Eu enviei Asha Greyjoy a Riverrun, você se lembra? –Tywin disse, percebendo a confusão nas feições da mulher.
-Na verdade não.
-Seu tio e eu achamos melhor fazer com que as negociações pela liberdade de Robert Arryn ficassem por conta de Edmure.
-Eles farão a troca, e Balon Greyjoy não terá nenhuma penalidade? Assim como Lysa? Ela tentou me matar!
-Edmure ficará com o garoto. –Tywin disse- Eu sei que você queria prepara-lo para ser um bom Protetor do Leste, mas você tem atribuições demais. Seu pai se prontificou a auxiliar na criação do rapaz.
-Por que eu não soube de nada disso?
-Cate, as coisas ficaram bastante confusas de uns tempos para cá. Eu não sempre me lembro de informar-lhe cada detalhe de cada negociação. –ele justificou-se- E sequer há necessidade para isso. Você sempre disse que esse fardo deveria ser dividido, é isso o que estamos fazendo.
Ela não discutiu, mesmo achando que Balon Greyjoy merecia uma punição bastante significativa por seus atos e que Lysa não merecia ter o filho de volta. Se Tywin estivesse pensando claramente, ele exigiria a cabeça de Jon Arryn, mas diante de tantos problemas, ela conseguia entender como ele estava lutando para não perder a razão.
-Eu apenas... –ela não resistiu, e olhou novamente para o marido- ... desejo que você me traga a cabeça de Balon Greyjoy assim que tudo isso acabar. Aquele homem atacou nossa costa, destruiu nossas embarcações, matou nossos soldados... movido por um ideal vago. Eu quero as Ilhas de Ferro destruídas até o pó.
-Quando nossos problemas mais urgentes terminarem. –ele sorriu, do seu modo inteligente e cruel de sorrir. Catelyn fez um gesto de concordância e sorriu de volta.
-Expedirei ordens para que Lysa seja mantida presa até que eu consiga ir a Riverrun. –ela informou.
-E você julgará sua irmã? –Brynden Tully, que acabava de entrar no salão, perguntava um pouco contrariado.
-Não enviarei Lysa para a forca, tio. –Catelyn prometeu- Não direi o mesmo sobre Jon, mas Lysa é minha irmã. Eu mataria nosso pai de desgosto se fizesse algum mal irreversível a Lysa.
-Ela não pensou nisso quando mandou matar você. –Tywin comentou- Mas está certo. Ela ficará longe do filho, não voltará para o Ninho da Águia e você decidirá o restante das punições. –ele beijou sua mão distraidamente e a soltou, indo até uma jarra de vinho e se servindo.
-Cat. –Brynden Tully não estava satisfeito- Não se torne tão Lannister assim.
-Estará tudo bem. –ela beijou o rosto do tio- Lysa está segura com Edmure. Ela permanecerá assim.
Logo o silencio reinou, e Catelyn apenas esperava que sua náusea cedesse. Ela não queria pensar em voltar para o navio, mas sabia que era necessário, já que a previsão de chegada de Sansa e Hoster era para o meio dia seguinte.
-Partiremos ao amanhecer. Se fosse seguro, iriamos a cavalo. –Tywin disse, com uma mão pousada em seu ombro, observando a cidade pela mesma janela que ela.
-Gerion... Lady Melisandre? –ela perguntou, acometida por uma súbita curiosidade.
-Ela lutou bravamente. –ele disse de modo evasivo. Catelyn odiava seu modo evasivo de lidar com assuntos sérios- Ela realmente possui um poder impressionante.
-Ela me trouxe de volta a vida. –Catelyn comentou, atestando o grande poder que Melisandre realmente possuía- Minha pergunta é o que houve com ela.
-Ela deve estar a meio caminho da Muralha a essas horas. –Gerion disse, bebericando sua taça de vinho- Stannis precisa dela, segundo ela mesma disse repetidas vezes enquanto eu tentava convencê-la a ficar por aqui.
-Ela partiu?
-Pela estrada do rei. Da rainha, quero dizer. –e sorriu- Ela não será tocada por nenhum destes seres de gelo.
Catelyn notou a admiração no tom de voz do cunhado e sorriu. Pessoas que lutam juntas uma batalha como aquela e sobrevivem certamente tem um vinculo para toda a vida.
-Sobre os seres de gelo... –Gerion continuou- O ataque nunca acabou. Há muitos deles espalhados pelos bosques e pela praia. Nossos homens tem conseguido acabar com a maioria deles, mas sempre aparecem mais.
-Sobre o castelo, Gerion...?
-Algumas partes foram completamente incendiadas. Mas as torres estão intactas. Quando o maldito inverno acabar, você terá sua casa de volta, Catelyn. Não há nada que não possa ser revertido. O Salão do Trono de Ferro, por exemplo, está intacto. Mas as cozinhas e toda a ala norte foram incendiados e a estrutura parece um pouco débil. Por isso achamos melhor permanecer aqui.
-Onde estão Dorna e as crianças? –Tywin perguntou, referindo-se à cunhada e aos sobrinhos, filhos de Kevan.
Gerion apenas fez um gesto negativo com a cabeça e todos entenderam.
-Eu pude salvar Janei. –ele disse- Quando a encontrei, o corpo de Dorna estava sobre ela, na cama. Talvez Janei jamais tenha notado a batalha que houve aqui.
-E onde ela está? –Catelyn perguntou, os olhos transbordando lágrimas.
-Em seus aposentos, com uma ama. Ela precisa ser amamentada.
-Tywin...? –ela encarou o marido, segurando sua mão.
Ele entendeu as implicações do que ela queria dizer. Kevan fora o companheiro de toda sua vida, o único dos seus irmãos que jamais o abandonou, sempre leal e inteligente. Irmãos sempre tem suas desavenças, e eles tiveram as suas, mas agora Kevan estava morto, assim como seus filhos. Mas Janei estava viva, com seus poucos meses de vida, menos ainda que Hoster.
-Nós cuidaremos dela. –ele prometeu, sossegando a mulher, secando a lágrima que escorria pelo seu rosto- Não se preocupe.
-Vocês pretendem chegar a Winterfell com dois bebês? –Brynden Tully perguntou com uma certa irritação- Hoster não será difícil o bastante?
-Meu tio...
-Cat, a garota tem um irmão em Lannisporto. –Brynden Tully pontuou- Lancel, certo?
-Certo, mas...
-Quando a hora foi necessária, Sansa cuidou de Hoster. É a hora necessária para que Lancel cuide da irmã.
-Podemos conseguir um casamento para ele, querida. –Tywin sugeriu- Seu tio tem razão, a travessia será difícil o bastante sem mais um bebê.
-É sua sobrinha, Tywin. –ela fingiu que não dava muita importância- É sua decisão.
-Na verdade... –Gerion murmurou- Vocês estão debatendo um tema que já foi decidido. Janei é minha, eu a encontrei, eu venho cuidando dela e seguirá desse modo. Eu não tenho filhos, e Lancel mal sabe cuidar de si mesmo. Vocês tem problemas demais com o que lidar e a menina não será mais um. Ela estará bem comigo.
Catelyn não discutiu. Sentiu que Gerion falava com a mesma firmeza que agiria. Diante de tudo isso, ela decidiu se recolher. Partiria ao amanhecer, rumo a Lannisporto, onde encontraria seus filhos. Estremecia de emoção apenas ao pensar nisso. Antes de ir para as acomodações preparadas para ela, passou um tempo com a pequena Janei, imaginando se no futuro ela e Hoster poderiam ser como Sansa e Lancel foram na infância. Ela apenas teria cuidado para que nenhuma das tendências incestuosas de sua família pairassem sobre eles.
Ela tentou refletir sobre os problemas que tinha enquanto Tywin cuidava das inúmeras atribuições que lhe cabiam e que ele vinha procrastinando desde sua chegada. Isso afastava seu sono. Soube que seus baús de vestes e suas joias estavam sendo levadas para o Leão do Mar e ficariam guardadas na Ilha. Tywin estava cuidando de todos os detalhes, assegurando o poder dos Lannister de todos os modos que possuía.
-Eu não deixarei nada para nenhum Frey. –ele comentou, quando por fim veio reunir-se com a esposa, no quarto do alto da Torre.
-Eles também são seus sobrinhos.
-Eu tenho filhos e netos, não perderei tempo me preocupando com sobrinhos. –ele descalçou as botas e as chutou para debaixo da cama, deixando que Catelyn retirasse seu gibão de lã.
-A Ilha será um lugar muito rico e muito pouco guardado.
-Não. –ele disse com um leve gemido, sentindo os dedos dela aliviarem as tensões dos seus ombros- Eu sei o que estou fazendo quando coloco todo nosso ouro num lugar como aquele. Ao final desse inverno, a Ilha estará pronta para prover o que for necessário para a reconstrução do reino.
-E as minas?
-Continuarão aqui. A Casa Lannister jamais deixará de ser a mais poderosa das casas, e você não deixará de ser uma rainha.
-A não ser que Daenerys Targeryan me encontre.
-Isso não será dramático como você imagina. –ele pegou suas mãos e a puxou, fazendo com que ela o abraçasse pelas costas. Catelyn beijou-lhe o pescoço, sentindo um longo afago em seus cabelos- Nós devemos descansar e manter um único foco...
-A chegada dos nossos bebês. –ela murmurou, sua mão deslizando pelo peito dele, em direção ao abdômen.
-Sim... –ele murmurou longamente, com a voz rouca, segurando o pulso dela e estimulando-a a seguir descendendo com aquele carinho até o cós de suas calças.
-Você disse que devemos descansar... –ela riu um pouco, tocando o membro completamente ereto por tão poucos estímulos.
-Você conhece alguma maneira melhor do que esta?
