Nascido num Berço de Ouro (M)
Ezra como filho do imperador romano não se poupava ao luxo e ao conhecimento. Ele era um estudioso, mas não negava as necessidades físicas do seu corpo. Ele não procurava um compromisso com qualquer mulher, ele preferia acordar com uma mulher diferente cada dia e não ter de se preocupar mais com elas depois de se levantar.
Até ao dia que ele chamou 'O dia fatídico'. Foi o dia que ele colocou os olhos numa bela e pequena morena. Ele sabia que era amor para a vida toda, mas ele não avançou. Ele não podia… ele não estava certo sobre como proceder com a jovem. Ele viu-a no dia seguinte, no outro e por aí a diante. A janela da sua sala de estudo passou a ser o seu lugar de eleição para observar quanto ela passava. Ele já não podia estudar, ele não tinha concentração. A mente dele era persistente em manter a mulher presente no seu desejo e ele estava cada vez mais focado em tê-la.
Ele já sabia os seus horários e quando chegou a hora dele saiu para a rua sem ostentação de quem era. Ele viu-a pela primeira vez tão perto, ela ia cruzar o seu caminho. Ela avançou e ele ponderou. Ficar no caminho dela ou segui-la?
Agora de perto podia perceber que ela não é uma escrava ou uma mulher pobre, mas também não ostentava ter muito. Talvez ainda vivesse com os pais, talvez comerciantes. Ele avançou impedindo-se de esperar mais para a conhecer. Ele tinha de se manter racional… não podia dizer à mulher que estava apaixonado e queria levá-la para a cama.
Muito antes de pensar em algo a mulher tropeçou nele e caiu.
"Não vê onde anda?" Ela estava chateada quando se levantou do chão. Algumas pessoas olharam, outras riram. Então ela olhou para ele. "Vais ficar aí a olhar idiota?" Ela estava mesmo chateada e isso fez o coração dele bater com mais força.
Ela limpou a terra das roupas claras e pegou a cesta que transportava. Ela deu mais uma olhada de desaprovação no homem e seguiu caminho. Havia muitos malucos na rua. Ela coxeou para longe dele. Ela magoou-se no joelho, mas não queria que ninguém notasse. Já muitas pessoas estavam a olhar e a comentar. Ela não gostava de ter a atenção das pessoas, talvez pelos seus traumas. Ela foi calejada pela vida depois de ter sido violada com apenas 16 anos por um monstro sem rosto na escuridão da noite. A Aria não contou a ninguém. Voltou para casa lavou-se e deitou-se como se nada tivesse acontecido, mas ela sentia-se suja mesmo após 5 anos.
Ele notou um coxear no seu andar e seguiu-a alguns passos. "Estás magoada?" Ele pegou o braço dela. Ela olhou novamente para ele agora assustada. "Sinto muito o que aconteceu, não foi minha intenção fazê-la cair." Ele disse.
"Tudo bem, acidentes acontecem." Ela diz estudando o homem que a abordou. Ele não tinha cara de ser má pessoa, as suas vestes não eram pobres. Ela podia até jurar que era um dos tecidos que a sua família comercializava para as famílias mais ricas.
"Deixe-me ajudá-la. Não gostaria de vir comigo? Conheço alguém que a pode ajudar." Ele diz e pela aparência sincera ela não se demoveu.
Ela preferiu jogar pelo seguro. "Os meus pais esperam-me, se não aparecer eles vão procurar-me." Era uma mentira, os pais dela não a esperavam. Eles chegariam mais tarde do que ela.
"Será rápido, tenho a certeza de que os seus pais se preocuparam mais se a virem magoada." Ele foi insistente.
Ela trocou o peso do corpo desconfortável. "Está bem." Ela diz sem mais resistência. Ela já não teria nada a perder e se ele lhe quiser mal será pior se procurar resistir.
Ela seguiu o homem. "Deixe-me ajudá-la." Ele pediu o cesto que ela transportava. Ela olhou para ele com desconfiança. "Não a quero roubar prometo." Ele diz.
"Está vazia de qualquer forma. Eu não tenho nada comigo." Ela deu-lhe a cesta e tirou a possibilidade de roubo de dinheiro do provável ladrão. Ainda assim ela seguiu. Passaram por guardas para o palácio do imperador. Ela agora olhava com curiosidade, ela nunca tinha pensado entrar ali. Pessoas circulavam, na maior parte escravos e trabalhadores. "Trabalhas aqui?" Ela perguntou.
"Posso dizer que sim, mas não muito nos últimos dias." Ele diz misterioso.
Um escravo levou o meu cesto da mão dele. "HEY! LADRÃO!" A pessoa ficou confusa, mas mesmo assim prosseguiu com o cesto.
"Está tudo bem." Ele disse-lhe.
"Não… ele roubou o meu cesto." Ela diz.
"Vais tê-lo mais tarde, ele não o roubou." Ele diz para a confortar. Ele não esperou uma mulher de humor tão efusivo, ela tinha um aspecto muito mais suave e delicado. Ela ainda era, mas mostrava um lado forte da sua personalidade.
Ele virou-se para uma escrava que passou. "A senhora aleijou-se cuide dela." Ele diz e volta-se para a Aria. "Eu já volto."
A Aria ficou confusa quando ele a abandonou uma com a mulher que cuidou da ferida no seu joelho com água e uma toalha limpa antes de colocar álcool. O homem voltou depois, nada reconhecível. Ele vestia roupa como o imperador, ela viu o fio de ouro no branco puro das vestes. Então ela juntou as pontas soltas, ele ERA o filho do imperador. Todos conheciam o seu nome… Ezra. Ela nunca o tinha visto, mas tinha a certeza que era ele. Ela chamou-o idiota nem há 15 minutos. 'Estou em apuros', pensou ela. Ela estava aturdida e de olhos arregalados vendo-o aproximar-se.
"Melhor?"
"Desculpe senhor." Ela apenas conseguiu dizer com voz e cabeça baixa.
O Ezra não era parvo, ele sabia que ela sabia quem ele era na realidade. Ele meio que odiava e amava o poder que tinha. Por um lado, não lhe custava muito ter qualquer mulher ou privilégio, por outro, as pessoas faziam-no para ter algum favor ou recompensa em troca.
"Suponho que não sou mais um idiota." Ele diz.
"Não senhor." Ela diz negando com a cabeça, mas nunca olhando para ele.
"Na verdade, sou um grande idiota." Ele diz e ela olhou para ele pela primeira vez com surpresa. "Se não fosse idiota, não me teria colocado à frente da mulher por quem me apaixonei. Nem a teria feito cair e magoar-se. E provavelmente ter-me-ia apresentado convenientemente."
Ela estava muito surpresa para dizer algo.
"Vais dizer-me o teu nome antes de ires?" Ele pergunta-lhe.
"Aria, o meu nome é Aria senhor."
"Podes chamar-me apenas Ezra." Ele diz. "Aria, é um lindo nome para uma criatura celestial." Ele diz.
Ela ainda está um pouco tonta. Ele disse que estava apaixonado por ela? Ele referiu-se a ela como criatura celestial? A cesta dela foi trazida de volta.
"Tomei a liberdade de pedir alguns mantimentos para levar." Ele disse.
Ela não sabia bem o que disse. "Muito obrigado, não era necessário."
"Claro que era, depois do que acontecer era o mínimo. Vou pedir também que um guarda leve a cesta e a acompanhe a casa." Ele diz.
"Não é necessário." Ela diz. Ele olhou para ela mais atentamente. Talvez esteja a ser muito insistente com a jovem senhora. Ela ainda parecia chocada. "Não me vai castiga ou bater?"
Ele ficou confuso com a pergunta dela. "Porquê?"
"Pela forma desrespeitosa como lhe falei."
"Eu mereci aquilo, era o que eu precisava para acorda da minha estupidez." Ele disse, reconhecendo que se ela não o tivesse abordado ele apenas ficaria no mesmo sítio calado. Castigar ele não queria, mas bater-lhe ele estava desejoso. Ele queria provar o seu corpo e deslizar dentro dela com entusiasmo e prazer. A noite toda, o dia todo, em qualquer sítio, a qualquer hora. Só de pensar nisso ele salivava. Ele masturbou-se algumas vezes pensando nela à noite. Ele não estava disposto a ver ninguém quando pensava nela.
"É melhor eu ir." Ela diz fazendo-o acordar do sonho.
"É melhor, os teus pais podem se preocupar."
Ela levantou-se, mas não se moveu. Ela sabia que não devia mentir, muito menos ao filho do imperador. "Eu disse aquilo porque estava assustada." Ela disse.
"Assustada porquê? Eu tinha um aspecto tão bandido?"
"Não… eu… não tenho muita confiança nas pessoas. Principalmente no homens."
"Então algo aconteceu antes?"
Ela concordou e baixou a cabeça. "Um homem… roubou algo importante de mim." Ela disse.
"O que foi? Talvez possa dar-lhe o que perdeu."
"Quão difícil é devolver a inocência a uma jovem?" Ela disse e então olhou para ele. A face dele era difícil de ler então ela voltou a baixar e pegou a sua cesta. "É melhor ir. Obrigado por tudo senhor." Ela tinha acabado de revelar o seu maior segredo. Ela não lhe disse a palavra, mas foi mais do que claro.
Ele ficou apenas parado e viu-a sair. Ele percebeu como errado era o seu pensamento de querer levar uma mulher para si, mas ela já era o mundo para ele. Ela parecia triste quando saiu, ele não a queria ter assim. Ele queria matar o selvagem que tirou a sua inocência, a inocência que ele desejava secretamente para ele. Ele correu atrás dela. "Aria!" Ela voltou-se para o ver segui-la. "Espera!" Ela pousou a cesta e esperou para saber o que ele queria.
Ele tomou o rosto dela com ambas as mãos e beijou a testa dela. Ela apenas prendeu a respiração esperando que ele a deixasse ir, mas então ele encostou a cabeça na testa dela. Ela estava presa a ele, ela sentia o calor do seu corpo. As mãos suaves dele ainda estavam no seu rosto quando ele se afastou.
"Apenas perdes a inocência quando permitires." Ele diz.
"Não… ele violou-me e tirou-me tudo." Lágrimas escorreram dos seus olhos. Era a primeira vez que ela dizia a palavra.
Ele limpou as lágrimas com os polegares. "Tudo vai ficar bem, se me deixares ajudar-te."
Ela olhou-o nos olhos. "O que quer de mim? Eu não tenho nada. Se procura uma mulher para satisfazer as suas necessidades procurou no lugar errado."
"Eu apenas te procuro a ti, tu és perfeita mesmo com os teus problemas." Ele libertou-se dela. "É melhor ires." Ele indicou um guarda. "Leve a senhora a casa." Ele aproximou-se novamente e beijou o rosto dela. "Eu vejo-te amanhã."
Aria teve mais um longo dia de trabalho nas colheitas, ela trabalhava para ajudar os pais e ser útil de alguma forma. Ficar em casa o dia todo não era uma opção então ela ajudava nas colheitas de fruta da época nos subúrbios da cidade.
Mais uma vez ela caminhava com o seu cesto que carregava a sua comida para o dia, agora vazio. Ela lembrou-se da cena do dia anterior, o filho do imperador tinha falado com ela declarando o seu amor e ainda lhe ofereceu imensa comida. Ela não conseguia parar de pensar nele e como foi tão rude ao contar o que lhe aconteceu.
Ela olhou para a entrada do palácio, ela passava todos os dias ali. Há quanto tempo ele poderia estar a esperá-la? Ela olhou bem para o edifício e encontrou o que procurava. Ele estava lá na janela estava mais perto da rua. Eles trocaram um olhar, mas ela continuou o seu caminho para casa. Aquele podia ser um jogo perigoso. Ele podia estar a brincar com ela, talvez gostasse de jovens puras… ela já não era e por isso ficou afastado dela… ela nunca iria saber… pensava ela.
Nessa noite Ezra estava ainda mais obcecado pela morena de nome poético. Ele sabia onde ela morava, ele podia ir vê-la, falar com ela…
Ele foi de cavalo com um guarda. O mesmo que levou a Aria a casa no dia anterior. Ele ainda via luz dentro da casa e espreitou para o interior. "Boa noite Aria." Alguém saiu e apenas ficou ela.
"Boa noite!" Ele ouviu a resposta dela e parou. Vendo-a mover-se no interior deixou-o ainda com mais desejo de estar com ela.
"Aria?" Ele perguntou para o interior. Ela olhou atenta para a janela, ela não podia ver o que estava no exterior, mas ele podia ver por uma fresta o interior.
Ela aproximou-se e abriu a janela um pouco. "O que…?" Ela começou.
"Eu queria ver-te." Ele interrompeu-a. "Poderias vir comigo ao palácio um pouco?" Ele pede esperançoso. Ele não a queria levar para a cama… apenas conhecê-la.
Ela olhou para o interior. "Eu devo trabalhar cedo amanhã." Ela diz.
"Eu percebo." Ele diz sem insistir.
Ela olhou para o interior novamente. "Eu posso ir, mas tenho de fazer algo primeiro."
Ele sorriu. Então ela voltou a fechar a janela, escreveu um bilhete, pegou a cesta recém preparada com a comida para o trabalho, uma roupa limpa e saiu.
"Porque levas isso?" Ele perguntou.
Ela olhou para ele. "No caso de não voltar esta noite." Ela diz entregando o cesto ao guarda subindo no cavalo do Ezra com a sua ajuda. Ela estava sentada à frente dele. Perto um do outro, ambos podiam sentir o cheiro agradável de cada um. O Ezra excitou-se um pouco com isso. "Porque me quer levar ao palácio?"
Ele não sabia bem o que responder. "Eu senti a tua falta."
Ela tomou um pouco de coragem. "Eu pensei sobre o que me disse ontem. Eu pensei muito em como me sinto. Acho mais prudente me esquecer." Ela diz.
"E se eu não quiser?" Ele diz.
"Eu não tenho nada para lhe oferecer." Ela diz.
Ele não disse nada até chegar ao palácio que não era muito longe. "Tens muito para me oferecer se quiseres." Ele diz depois de a ajudar a descer do cavalo.
"Fisicamente? Porque se for isso… pode fazê-lo agora… não existe nada a perder mais." Ela diz sem olhar para ele.
"Nunca…" Ele diz. "Nunca te tocaria sem o teu consentimento. Tu podes ficar se quiseres, mas não para isso." Ele diz rígido.
"E se eu quiser? E consentir?" Ela pergunta.
"Nesse caso…" Ele tomou o rosto dela com ambas as mãos como no dia anterior. Ela congelou um pouco pensado que ele ia mesmo fazer isso. "Tu não estás preparada." Ele diz por fim. Ela começava a sentir a atracção por aquele homem bonito.
Ela sabia que não estava preparada para ele, mas ainda assim não queria parecer tão insegura. Ele pegou a cesta dela e ela seguiu-o de perto até ao quarto dele. Era luxuoso e espaçoso. A Aria ficou encantada com todas as peças presentes, mas ficou contida no seu lugar. Ele deixou a cesta em cima de uma mesa e olhou para ela. "Tu gostas do quarto?"
"Sim." Ela tentou não passar toda a excitação.
Ele avançou para uma poltrona dupla e indicou que ela se sentasse com ele. "Queres beber algo? Um pouco de vinho?"
Ela apenas concordou, vinho podia desinibi-la. Ela podia ficar bêbeda o suficiente para não se lembrar do que podia acontecer entre os dois esta noite e assim seria com se nada tivesse acontecido.
A companhia da Aria era agradável para o Ezra. Ele estava ciente também que ela tinha bebido e continuava a beber. Isso iria trazer consequências pela manhã. Ele pegou no copo dela e afastou-o, ele preferia não a ver doente com todo o álcool no organismo. Ela falou bastante de temas aleatórios e pelas vezes que repetiu alguns deles ele sabia que ela já não estava em si.
"O que achas de te deitares?" Ele pergunta vendo que ela não estava em condições para voltar a casa.
Ela concorda e levanta-se, levei-a para a minha cama. A Aria não estava em si, ela sentia-se tonta e alegre. Ela olhou para o Ezra, ele era tão agradável e bonito. Ela deixou-se levar e apreciar o homem à frente dela que a levava para a cama. Ela queria beijá-lo, sentiu a necessidade crescer dentro dela. "Tu amas-me?" Ela pergunta sem medo da resposta.
Ele olhou para ela. "Sim." A resposta dele foi simples e pareceu verdadeira para ela.
O que ela podia pedir mais? Talvez nunca ninguém a amasse para além dele. O que ela tinha a perder? Nada!
Então ela aproximou-se dele e beijou-o nos lábios antes de se afastar. Ela penas queria a reacção dele.
"Porque fizeste isso?" Ele pergunta.
"Porque queria." Ela fez o mesmo novamente, sentindo-se mais excitada por pisar em terreno proibido. Ela sabia que estava a tentar o filho do imperador, ela sabia que era errado. Mas por mais medo que tivesse também tinha o desejo. O cheiro masculino dele deixou-a mais calma, ela queria ficar perto dele por qualquer razão. Ela confiou nele. "Vais deitar-te comigo?"
O olhar dele foi incerto. "Apenas deitar." Ele disse. Ele queria deixar claro que não ia fazer nada.
Ela sentia-se tonta, mas ao mesmo tempo confortável quando acordou. Então ela percebeu que estava sobre o Ezra. A cabeça no peito dele, a perna sobre a dele e ele ainda abraçava a cintura dela. Ela não podia sair sem ele notar. Quando ela olhou para cima ele já olhava para ela ainda piscando os olhos com sono. "Olá." Ele disse.
"Olá." Ela diz igualmente sonolenta. Ela suspirou, uma dor de cabeça estava a instalar-se. Ela não se conseguia lembrar muito bem do que aconteceu ontem… ela… tinha beijado o Ezra. Foi a última coisa que se lembrou. Ela sentou-se libertando-se dele. "O que aconteceu ontem?"
"O que te lembras?" Ele sentou-se também.
"A última coisa, eu beijei-te." Ela diz.
"Sim. Eu fiz-te deitar para dormir, mas não querias ficar sozinha então deitei-me contigo. Apenas isso." Ele diz.
Ela penteou o cabelo com a mão. Ela estava aliviada que nada tinha acontecido. "Tenho de ir trabalhar."
Ele concordou. "Queres comer algo primeiro?" Ele pergunta.
Ela negou. "É tarde, eu tenho de ir. Vemo-nos mais tarde." Ela levantou-se pegou na cesta e saiu.
O Ezra voltou a encostar-se nas almofadas. Ela era tão bonita e efusiva quando lhe pediu para fazer amor com ela a noite passada.
Após o beijo a Aria ficou mais dominante. "Vais fazer amor comigo?" Ela parecia tão desejosa de o fazer.
"Aria, não é uma boa ideia… eu prefiro que estejas consciente do que fizermos."
"Por favor!" As mãos macias pegaram as mãos dele.
"Vamos nos deitar e dormir."
Ela concordou. "Tu não me queres." A atitude dela mudou ela parecia perto das lágrimas. "Nunca ninguém me vai querer mais."
"Eu quero-te, mas não agora. Eu estou muito cansado e tenho de dormir."
"Isso é verdade?" Ela pergunta.
"Sim. Vais deitar-te comigo? Depois falamos sobre isso?"
Ela concordou e deitou-se, ele seguiu-a e então ela aconchegou-se nele. Confortável ele adormeceu com ela nos braços.
Foi isso que aconteceu, mas se ela não se lembrava ele não ia contar. Ele não a queria afastar… mas ainda assim ela correu quando se lembrou que se tinham beijado.
Depois de ver o pai e a mãe ele voltou à sua sala de estudo quando foi interrompido por um escravo. "Senhor, uma jovem quer vê-lo. O nome dela é Aria." Ele seguiu o escravo até ao portão onde ele a viu. Ela não parecia muito bem.
"O que se passou, estás aqui mais cedo." Ele perguntou.
"Eu não queria voltar para casa já." Ela diz.
"Mas o que aconteceu?"
"Eu perdi o dia, o chefe disse para ir embora e voltar amanhã. Se não chegar a horas ele despede-me." Ela diz. "Eu não queria explicar isso aos meus pais, eles pensam que saí mais cedo para trabalhar."
"Está tudo bem."
Ela negou. "Eu não posso falhar."
"Nem tudo é perfeito, todos temos falhas."
"Eu não posso ter mais." Ela diz. Ela tinha dito na noite passada algo no mesmo tom: "Nunca ninguém me vai querer mais.".
Ela olhou para ele, pela primeira vez vendo alguma pena no olhar. "Vem comigo." Ela deu-lhe a mão quando ele ofereceu a dele.
"Porquê eu? O que me tornou tão especial?" Ela pergunta.
"Como deves imaginar, já conheci muitas mulheres. Nunca vi nenhuma delas mais do que uma vez, nunca fui em busca de nenhuma delas. Quando eu te vi, senti-me diferente. Eu queria conhecer-te e estar perto de ti… não pensando apenas sexo." Ele disse. "Mas eu pensei nisso." Ele foi honesto.
Ela corou. "Tu ainda queres depois de ter contado?" Ele concordou. "Eu não contei a ninguém porque pensei que iam tratar mal ou excluir, fizeram isso com uma rapariga que conheci. Ela é prostituta agora, eu não queria acabar como ela."
"Ninguém mais tem de saber e muitas mulheres guardam o mesmo segredo Aria." Ele diz-lhe.
Ainda lhe custava a acreditar que ele a amasse mesmo assim. Ela não queria mais falar dela. "Sempre viveste aqui?"
"Nem sempre, o meu pai tem outras propriedades muito maiores em outras zonas com mais vegetação. Eu vim porque gosto de estar perto das pessoas." Ele disse. Ele continuou para outra parte do palácio que ela não tinha visto antes, havia jardim, lagos com fontes e estátuas dos deuses romanos. "Fica aqui, eu já volto."
Ele foi e ela ficou. Passeou-se pelo jardim, viu as flores e sentou-se perto da estátua de Apolo, ela reconheceu também Vénus e Diana, deusas do amor e da caça.
Ele sentou-se ao lado dela quando volto. "Vê isto."
Ela pegou as folhas das mãos dele e viu rascunhos dela nos vários papeis. Apenas dois deles eram tão próximos para perceber que era mesmo ela. "Foste tu?" Ela perguntou.
"Sim… eu não consegui mesmo tirar-te da minha cabeça." Ele disse.
Ela sorri. "O que realmente procuras em mim?"
"Eu quero-te, não apenas porque tenho poder para isso."
"E se… eu te quiser também?" Ela perguntou.
Ele sabia que era o sentimento dela, ela pediu por ele a noite passada. Dizem que os sentimentos que vêm com a bebida são mais puros. Ela não faria isso se não quisesse estar com ele pelo menos. "Então podíamos namorar." Ele diz aproximando-se dela.
"Queres namorar com uma simples filha de comerciantes?" Ela riu como se não acreditasse.
"Sim eu quero." Ele tomou o rosto dela e beijou-a. Ela entregou-se a ele nesse momento… afinal… se ela não quisesse não teria vindo directamente a ele. As suas línguas foram envolvidas e a Aria foi subjugada por ele. Ela gostou. Ela sentiu como se um fogo estivesse a crescer dentro dela e pela primeira vez em muito tempo esqueceu o medo. Esqueceu tudo o que temia.
"Eu também te quero Ezra, faz-me esquecer o medo. Dorme comigo." Ela pediu.
Ele sabia que não devia avançar assim, mas ela pediu e estava consciente disso. "Tens a certeza?"
"Tenho, eu quero avançar. Mesmo que te arrependas depois, pelo menos fui desejada uma vez."
Ele não respondeu, ele ia mostrar-lhe. A Aria riu quando ele a pegou ao colo e levou para a sua cama. Ele fechou as portas depois de a deixar e voltou a ela. Ele tirou a sua roupa expondo-se a ela.
Ela contemplou o seu corpo perfeito sem pudor. Ele era lindo, um verdadeiro Deus romano se fosse possível. Ela puxou a túnica que vestia e revelou-se também a ele.
Ele ficou fascinado com o seu corpo. Os peitos eram pequenos e perfeitos, mamilos rosados, barriga lisa e cintura e coxas curvilíneas. Ele tinha imaginado algo assim, não tão perfeito como era na realidade.
"Tu és muito mais bonita do que imaginei."
Ela sorri envergonhada pela exposição. Ele tocou o corpo dela e um arrepio percorreu cada fibra do seu ser, a mão dele estava mais quente que a sua pele.
"Eu diria que é impossível comparar-te com outro mortal." Ela diz-lhe.
A resposta dele foi beijá-la e acariciá-la. Ele nunca tinha levado nenhuma mulher tão calmamente, ele estudava o corpo dela com se uma obra de arte se tratasse. Ele colocou por cima dela. A sua mão explorava o corpo dela na sua totalidade até onde ela já tinha sido tocada uma vez. Ele viu-a rosada e húmida escondida por pequenos pêlos escuros e encaracolados. Ele queria ter a certeza que não estava magoada, mas em vez disso percebeu outra coisa. Ela parecia virgem. Ele não era grande conhecedor, mas ele notava a diferença de outras mulheres que ele já tinha tocado.
Ele tinha medo de que ela se retraísse. "És realmente perfeita e sem falhas." Ele disse. "Uma aparência de virgem, diria que nunca ninguém esteve dentro de ti antes." Ele diz mesmo assim, pensando confortá-la.
"Dentro?" Ela parecia confusa.
Existia uma possibilidade de ela nunca ter sido penetrada? "Tu sabes, quando um pénis entra dentro… sentiste dor de certeza." Ele poupa a extensa explicação.
"Ele tocou-me com o pénis, mas eu não senti dor… apenas me senti suja e muito desconfortável."
"Então ele não entrou em ti?"
"Eu… não sei…"
"Não temos de o fazer… eu acho que ainda és virgem." Ele diz afastando-se.
Ela estava perplexa. "Foi há 5 anos, foi tudo muito rápido para me conseguir lembrar."
"De qualquer forma não é correto." Ele diz.
"Então não me queres porque sou virgem?" Ela pergunta.
"Não quero tirar-te algo que pensavas ter perdido."
"Eu não posso encontrar ninguém mais perfeito para levar a minha virgindade." Ela diz aproximando-se dele. "Estou feliz por seres tu e não um desconhecido." Ela diz ficando mais perto dele. "Eu confio-te isso."
Ela olhou para ele com amor e então ele continuou. Beijou-a e acariciou-a novamente. "Vou fazer o meu melhor." Ele disse-lhe avançando.
Ele desceu até a encontrar novamente. Ela estava à espera da atenção dele.
Com mestria ele fez algo que já não fazia há muito tempo. Ele era muito mais o sujeito de receber prazer, mas hoje não era o seu dia, era da Aria. Ele lambeu o sexo dela, provando a sua humidade. Ela era deliciosa e ele gostou de assistir à sua reacção. Ela fechou os olhos, abriu a boca num suave gemido e agarrou o lençol por baixo dela. Ele foi mais insistente nos seus movimentos, ela gemeu mais e moveu-se erguendo a coluna. Ele agarrou-a no lugar e chupou pela primeira vez. Ela gritou de prazer como resposta.
O que ele estava a fazer fazia-a sentir-se tão bem e desejada que a Aria não queria que ele terminasse nunca. Então quando ele chupou ela não sabia como aguentar tudo aquilo. Ele queria-a… ele não faria aquilo se não quisesse. Ela pegou o rosto dele tal como ele agarrou tantas vezes o dela e puxou novamente para os seus lábios tocassem no processo. "Fode-me!" Ela disse, desejando-o por completo e sem medo.
"Não vou ser áspero… vou fazer amor contigo." Ele beijou-a novamente.
Antes de se colocar dentro dela e se mover devagar à procura de tornar tudo melhor para ela. Como suspeitou ela era virgem. Pouco depois ela começou a apreciar e a puxá-lo para ela. Ela beijou-o tantas vezes que os seus lábios estavam vermelhos e ligeiramente inchados.
"Eu amo-te!" Ela disse perto de encontrar o prazer máximo.
"Eu amo-te mais." Ele foi vigoroso nos seus movimentos. Ela gritou de prazer no seu orgasmo e ele não parou de se mover dentro dela para se satisfazer também. Os gemidos completaram-se e os dois satisfeitos caíram na cama.
Eles olharam-se por um tempo até o Ezra falar. "Casas comigo?"
Obrigada pelo comentário EzriaBeauty! *.*
Obrigado por lerem!
Próxima actualização 17 de Outubro (quarta-feira): A Denúncia OU Entrada no Diário da Aria?
