Capítulo 54
Eu tentei me manter focada no filme na tela na minha frente, mas Edward e suas mãos errantes eram muito perturbadores. E mais interessante.
"Por que você queria vir ver este filme bobo se não está nem olhando para a tela?" Eu sussurrei. "É chato."
Ele riu. "É francês." Passando rapidamente a língua na parte de trás do meu ouvido, ele riu. "Você quer ir embora?"
Eu não estava pronta para voltar para o meu dormitório estúpido, mas eu definitivamente não estava interessada em assistir o filme. Nós estávamos realmente ficando sem ideias para encontros.
"Jessica provavelmente está em casa. Eu não quero ir para lá."
Ele riu. "Bom. Nós vamos ficar na casa de James esta noite. Vamos embora."
Ele não teve que me dizer duas vezes. Eu me inclinei, peguei minha bolsa e, em seguida me levantei, estendendo a minha mão para ele. Felizmente, havia apenas algumas pessoas no cinema, por isso, não incomodamos ninguém.
Uma vez que chegamos lá fora, ele me virou e me pressionou contra o prédio prendendo-me com um beijo ardente.
"O que foi isso?" Eu perguntei, sem fôlego.
"Eu queria fazer isso desde que te peguei. Você estava com tanta pressa..."
Eu fiquei na ponta dos pés e pressionei meus lábios nos dele. Passando os braços ao redor de seu pescoço, eu saltei em seus braços, rindo quando ele soltou um gemido suave.
"Eu queria que você se divertisse esta noite. Eu juro que eu não queria apenas jogá-la na cama. Eu simplesmente não consigo aguentar."
"Você é insaciável", eu disse a ele, beijando seu rosto, e em seguida seu pescoço.
"Espere", disse ele, me colocando novamente de pé. "Vamos simplesmente sair por um tempo. Nós vamos acabar indo para casa, foder e em seguida cair no sono. Eu quero passar um tempo com você."
Eu o amava tanto.
"O que devemos fazer?"
Ele se virou e olhou para cima e para baixo pela rua antes estalando os dedos.
"Vamos lá. Eu tenho uma ideia."
Eu ri. "Eu não sei se gosto disso. Você vai acabar nos colocando em problemas!"
Ele balançou as sobrancelhas. "Medo?"
"Não", eu bufei. Eu estava, mas ele não tinha que ficar sabendo disso.
"Bom. Vamos lá."
Nós pulamos no carro e ele seguiu para a 711. Ele estacionou e balançou as sobrancelhas. "Vamos lá. Vamos pegar um pouco de besteira para comer. Nós vamos fazer um acampamento."
Eu ri. Em voz alta. "Você é louco. Não vamos acampar."
Ele assentiu com a cabeça. "Sim, vamos. Vamos lá. Confia em mim, ok?"
Então nós pegamos junk food suficiente para sufocar um cavalo e voltamos para a casa de James. Era uma casa modesta, de dois quartos com um belo jardim. Ele morava em uma área agradável suburbana não muito longe da faculdade. Eu diquei impressionada. Eu nunca tinha estado lá antes. Ele tinha acabado de comprar e se mudado do apartamento que tinha alugado perto dos nossos dormitórios.
"Eu pensei que você tivesse dito que não íamos voltar para cá..." Eu perguntei. Eu estava confusa.
"Eu disse que não iríamos voltar para cá para foder. Nós vamos fazer uma coisa diferente. Eu tive uma ideia."
Eu revirei os olhos e o segui para dentro. "Suas ideias são assustadoras."
Ele sorriu e acendeu as luzes. "Eu roubei essa ideia de Riley. Eu fiquei com eles outra noite."
Eu sorri. Lembrei-me dele me dizer sobre isso. Ele estava passando muito mais tempo com as crianças, e eu estava feliz. Eles o amavam, Riley especialmente. Eu estava realmente feliz que eles estivessem se aproximando.
"Eu me lembro. Então, vamos jogar Wii e comer doces?"
Ele bufou. "Só... espere aqui, eu já volto."
Eu o vi desaparecer em um dos quartos e olhei em volta. A casa de James era muito boa para um indivíduo solteiro. Era menos decorada do que a de Edward, mas ele tinha acabado de se mudar, talvez por isso, era apenas pré-mobiliada e faltava decoração pessoal. Eu vi uma foto dele e de sua nova namorada na ponta da mesa e peguei. Ele parecia feliz, e o sentimento foi agridoce. Eu gostava de James, mas eu senti como se estivesse traindo Jessica de alguma forma por estar feliz por ele. Era estranho. Poucos minutos depois, Edward colocou a cabeça na sala e sorriu.
"Vamos lá. Está tudo pronto."
Eu balancei a cabeça e o segui. "O que está rolando?"
Quando chegamos no quarto no fim do corredor, eu ofeguei antes de me virar e sorrir para ele.
"Você é realmente adorável! Isso é divertido!"
Ele tinha montado um forte completo para nós no chão, incluindo uma tenda feita com um lençol apoiado em cima de quatro cadeiras. Havia travesseiros e cobertores no chão formando uma pequena cama, e todas as nossas guloseimas estavam lá dentro.
"Bem, o que você está esperando? Vá em frente".
Eu ri e me ajoelhei para que pudesse entrar. Eu nunca tinha feito uma tenda no meu quarto, mas eu tinha feito isso algumas vezes com Riley. Era algo que ele gostava muito de fazer.
"Isso é tão doce."
Ele entrou atrás de mim e sentou com as pernas dobradas na altura do joelho. "Às vezes eu me pergunto sobre certas coisas, mas quando estamos juntos, eu esqueço o que eu queria perguntar. Eu quero falar sobre tudo hoje à noite."
"O-kay," Eu disse com uma risada. "Conversamos o tempo todo. Você está sendo um pouco estranho."
Ele balançou a cabeça. "Não, eu não estou. Tem um monte de coisas que eu não sei. Como... o que você queria ser quando era menina? Qual era a sua coisa favorita de fazer? Será que você brincava com bonecas, ou fazia buracos na terra. Esse tipo de merda."
Franzindo o nariz, eu olhei para ele com desconfiança. "Você está falando sério?"
Ele balançou a cabeça e retirou a tampa da caixa de M&Ms. "Como a morte... me apresente a pequena Bella."
Torci minhas mãos no meu colo e suspirei. "Eu sempre quis ser enfermeira. Eu costumava brincar de médico com os meu bichos de pelúcia, costurava e enfaixava-os."
Ele sorriu, seus olhos se enrugando nos cantos. "Você é tão adorável."
Eu balancei minha cabeça. "Você já sabia que eu sempre quis ser enfermeira."
"Mas eu não sabia que você colocava band-aids em seus ursinhos de pelúcia. Isso é bom de saber."
Eu bufei. "Eu só queria ser como a minha mãe."
Ele sorriu e inclinou-se ao seu lado, segurando a cabeça com a palma da mão e apoiando-se sobre o cotovelo. "Fale mais sobre a sua mãe. Você não fala sobre ela... "
Ele estava certo. Eu raramente falava nela. Às vezes era doloroso, e outras, eu ficava com medo de deixar as memórias escaparem. Eu não queria perdê-las, e elas eram tudo o que eu tinha. Ela morreu quando eu tinha tão pouca idade.
"Eu meio que pareço com ela... agora, só que ela tinha o cabelo cacheado. Macio, com cachos ondulados, e seu cabelo era um pouco mais claro. Eu acho que ela devia ter tingido-o embora."
Eu sorri, pensando na maneira que o sol refletia no cabelo da minha mãe. Era como ouro. Ensolarado. Brilhante. Ela sempre pareceu tão bonita.
"Ela estava sempre rindo. Grandes e altas risadas. Ela jogava a cabeça para trás e mostrava os dentes. Era contagiante. Todos nós apenas sorríamos junto. Ela sempre me fez feliz, mesmo nos piores dias".
Ele balançou a cabeça com um sorriso suave no rosto. "O que ela fazia para você em dias ruins?"
Eu me deitei de costas e sorri para o lençol branco esvoaçante acima de mim. "Ela brincava muito comigo. Como Rosalie faz com as crianças. Quando eu tinha que ficar em casa e não ia para a escola, quando eu estava doente, ela brincava de Barbie na minha cama comigo quando eu tinha vontade, e se eu não quisesse brincar, ela me fazia sopa e sanduíches e nós assistíamos filmes da Disney. Ela sempre
deitava na cama comigo, e passava o dia inteiro lá. Ela era realmente a melhor mãe do mundo."
Ele deixou escapar um pequeno suspiro e se inclinou para me beijar. "Ela parecia maravilhosa, preciosa. Agora eu sei a quem você puxou."
Uma lágrima caiu dos meus olhos e eu sorri. "Eu acho que ela teria amado você. Ela ficaria feliz por você ser tão bom para mim. Eu penso nisso às vezes. Eu gostaria tanto que ela pudesse me ver agora, ver que eu estou trabalhando duro para deixá-la orgulhosa, e ver que eu estou feliz e apaixonada".
Ele beijou a minha testa. "Você pode falar sobre ela, você sabe. Você deve. Eu quero saber. "
Foi como uma inundação então. "Ela cantava desafinado no carro. Cada vez que entrávamos no carro ela colocava Carly Simon ou Mac Fleetwood. Ela adorava Stevie Nicks. Ela sacudia os braços e cantava como se estivesse em um palco. Tão boba, mas tão despreocupada. Era como se ela não pudesse esperar para chegar no carro para que pudesse cantar. Ela deixava o meu pai louco, mas eu sempre adorava quando ela agia assim. Ela também costumava usar um pequeno bottom de anjo nas roupas de trabalho todo dia. Ela nunca esquecia."
Eu olhei para ele então. "Eu fiquei com ele", eu disse suavemente. "Meu pai me deu sua caixa de jóias e ele é a minha coisa favorita. A maior parte é bijuteria provavelmente porque eu gosto dessas coisas, mas aquele bottom é o meu favorito. Vou usá-lo quando eu for para o trabalho, também. Por ela".
"Eu amo você", disse ele de repente. "Eu amo que você tenha compartilhado isso comigo. Essas são coisas importantes, Bella. Essas são as coisas que nós iremos compartilhar com os nossos filhos um dia."
Eu olhei para ele com cuidado. "Filhos? Você pensa nisso?"
Ele balançou a cabeça lentamente, colocando o meu cabelo atrás da minha orelha. "O tempo todo. Nós vamos ter filhos lindos. Um, dois... não importa. Eu quero ter filhos com você."
Eu desviei o olhar. "Eu quero filhos também. Mas... não por um tempo, não é?"
Ele riu. "Não hoje, não. Depois de nos casarmos embora..."
Eu ri. "Você acha que eu vou me casar com você? Consideravelmente confiante, amigo."
Ele pegou a minha blusa e me puxou contra ele. "Você vai se casar comigo, querida. Um dia eu vou pedir, e você vai dizer sim."
Borboletas invadiram e minha barriga. Eu sabia que ele pensava sobre casamento, mas ouvi-lo dizer em voz alta e sóbrio era intenso. O momento foi tão suave, apenas nós dois compartilhando segredos. Eu sabia no meu coração que ele estava certo, e era o que eu sempre sonhei.
Ele certamente não era o Príncipe Encantado na maior parte do tempo, mas estava muito próximo.
Ele era o meu sonho, e isso era tudo o que importava.
Ele puxou minha mão e colocou alguns M&Ms na palma da minha mão. "Eu vou até compartilhar meus doces com você. Eu te amo muito."
Eu os joguei na minha boca e sorriu. "Então me diga, Edward Cullen. Apresente-me o pequeno Edward."
Ele riu, e então pressionou sua ereção contra as minhas costas. "Ugh! Eu não quis dizer esse. Seu bruto!"
Rindo, ele me apertou com mais força. "Eu queria ser pescador. Eu sempre quis trabalhar em um barco, mesmo quando eu era pequeno. Quando eu fiquei um pouco mais velho, meu pai me levou para o Estaleiro Naval de Bremerton. Eles estavam comemorando alguma coisa, algum tipo de memorial e eu decidi que queria ir para a Marinha. Isso não durou muito tempo, no entanto. Eu descobri que você poderia ser baleado decidi dar no pé."
Eu ri. "Bem, eu estou feliz que você não foi para a Marinha. Eu odeio o uniforme deles."
"Eu acho que eu ficaria muito sexy como marinheiro", disse ele, beijando a lateral do meu rosto.
"Você ficaria muito sexy como um espantalho, Edward." Eu revirei os olhos, embora ele não pudesse me ver.
"Bom saber."
Ele me segurou com força, e por um tempo, nós apenas ficamos lá em silêncio. Foi bom.
Pacífico.
"Qual era o seu filme favorito quando você era pequena?"
Sua pergunta me surpreendeu novamente. "O que há com toda essa nostalgia?"
"Eu quero saber tudo isso, eu disse."
Pelo resto da noite, até que adormecemos nos braços um do outro, trocamos perguntas, coisas pequenas e grandes coisas, e comemos besteira. Eu tinha tido um monte de festas de pijama da minha vida, mas nenhum tinha sido tão divertida quanto a que eu compartilhei com ele.
Voltei! Ufa, preciso de férias das férias. Hahahaha.
Gente, eu vou voltar para LAMTAF, já disse aqui que primeiro quero terminar Pinky. Não desistam de mim, eu só estou sem tempo ultimamente para postar as duas ao mesmo tempo e os capítulos de LAMTAF são ridiculamente enormes. Tenham paciência comigo!
Beijo,
Nai
