Epílogo
Três anos se passaram, depois que Harry e Gina voltaram para o futuro. Tiago e Lílian estavam trabalhando no Ministério, como aurores e moravam em Godric's Hollow. A casa não era tão grande como a mansão, mas era aconchegante, o lar da família Potter.
Sirius e Frank também eram aurores e trabalhavam com Tiago e Lily. Já Kely, era curandeira no Hospital Saint Mungus Para Doenças e Acidentes Mágicos, juntamente com Alice.
Kely e Sirius moravam a algumas casas de distância de Tiago e Lily e costumavam almoçar juntos todo domingo, ora na casa de um, ora na casa de outro; e tomar chá da tarde na casa de Batilda Bagshot, a mais renomada historiadora da magia, que lhes contava histórias fascinantes.
- Eu acho que minhas notas em História da Magia seriam muito melhores se fosse Batilda que desse as aulas, ao invés de Binns! – comentou Tiago, fazendo todos rirem, ao saírem da casa de Batilda tarde da noite num domingo no meio de dezembro.
- Concordo – Sirius balançou a cabeça com veemência, e completou: - Aliás, não me lembro de ter escutado o Binns falar alguma coisa sobre essa confusão entre centauros e bruxos durante as aulas...
- É claro que não, você e o Tiago passavam a aula inteira jogando forca, dormindo ou conversando por bilhetinhos! – exclamou Lílian, em meio a risos, enquanto atravessavam a pracinha coberta de neve.
- Exatamente – disse Kely, pensativa. – E eu ainda não sei como é que vocês conseguiam passar com notas boas se não prestavam atenção e nem anotavam sequer uma palavra!
- Kely, meu amor, você está falando dos garotos mais inteligentes do colégio, não precisávamos prestar atenção, era só ler as anotações de alguém e pronto – respondeu Sirius, abrindo um sorriso maroto.
- E convencidos também – acrescentou Lily, ao passarem pela igrejinha com o cemitério ao lado. A igreja já estava escura, já era tarde e os fieis já haviam ido embora.
Lampiões a óleo iluminavam a neve muito branca enquanto os quatro caminhavam lentamente pela rua, deixando valas fundas na neve, sob um céu muito estrelado. Ao chegarem à casa de Sirius e Kely, Tiago e Lily se despediram e continuaram seu caminho, a casa destes era um pouco mais à frente, uma das últimas da rua.
Os dois entraram em casa e Tiago trancou a porta. A árvore de natal montada a um canto da sala piscava alegremente, cheia de fadinhas, iluminando a sala com cores vivas.
Os dois subiram as escadas para o quarto, vestiram os pijamas e se deitaram embaixo dos edredons macios e quentes.
- Sabe de uma coisa? – indagou Tiago, de repente.
- Hum? – respondeu Lily, que estava deitada sobre o peito de Tiago, abraçada ao garoto.
- Estou muito feliz que tudo tenha dado certo – disse ele, com seriedade, apertando os braços em torno de Lílian.
- Eu também. Sinto falta do Harry.
- Isso é estranho, não é? – Tiago soltou uma risada. – Acho que somos o único casal que conheceu o filho antes de ele nascer! E com a mesma idade que nós, ainda por cima!
- É verdade...
- Te amo – sussurrou Tiago, ao ouvido de Lily, fazendo-a estremecer.
- Eu te amo – respondeu ela, sorrindo e levantando a cabeça para olhar nos olhos do marido, que beijou-a apaixonadamente.
O vento gelado sacudia as vidraças pelo lado de fora e a neve se acumulava nos cantos da janela, mas o frio não penetrava a casa, e um raio de luar entrava pela fresta da cortina, iluminando uma parte do quarto aconchegante.
Na véspera do natal, Tiago, Lily, Kely e Sirius estavam jantando com Sara e James, na mansão. Remo não pôde ir, pois estava fazendo um curso na França: ele se tornara professor.
Sara percebeu que Lílian estava diferente, comendo mais do que costumava e, após o jantar, resolveu conversar com a ruiva.
- Lily, podemos conversar um minuto? – perguntou ela. Lílian confirmou e as duas foram até a salinha onde os marotos costumavam improvisar um cinema.
- O que foi, Sara? – indagou Lily.
- Por que será que a mamãe quis falar com a Lily? – perguntou Tiago.
- Sei lá, coisas de mulher – respondeu James, rindo.
- Sabe, pai, a Lily está... Estranha ultimamente – falou Tiago.
- Como assim? – indagou o pai.
- Sabe, ela come mais que o normal, às vezes fica perdida em pensamentos ou com uma expressão triste, às vezes muda de humor rápido. Será possível que ela esteja... Grávida, pai?
- Olha, quando sua mãe estava assim, eu perguntei se ela estava grávida e ela me respondeu perguntando o porquê de eu pensar aquilo. Eu falei que ela estava comendo mais do que o normal, estava diferente. E sabe o que ela fez?
- O quê?
- Falou que eu estava chamando-a de gorda e me colocou para dormir na sala. Uma semana depois, me deixou voltar para o quarto, pois fez o teste e descobriu que estava grávida mesmo.
- É, depois dessa, acho que não vou perguntar nada! – exclamou Tiago, pensando na possibilidade de ter que dormir na sala.
Sara e Lily se sentaram no sofá da salinha e a primeira começou a falar.
- Percebi que você está diferente nesses últimos dias – começou Sara. – Não vou ficar enrolando. Você está grávida, não é?
- Eu... – começou Lílian. Fora pega de surpresa.
- Eu sei como é. Percebi que você está diferente. Eu também fiquei assim, embora negasse. O James, uma vez, falou que eu estava comendo demais e eu o coloquei para dormir quase uma semana na sala, porque eu achei que ele estava me chamando de gorda. Depois eu descobri que estava grávida. De quantos meses está?
- Dois – respondeu Lily, um pouco triste.
- Por que está triste?
- Eu... Não sei como ele vai reagir quando eu contar. Não planejamos nada... Eu sei que conhecemos o Harry e que ele nasceu no final de julho, mas isso tinha ocorrido com uma circunstância diferente, pelo que ele nos contou... Eu não sei se como o Tiago vai reagir, talvez pense que, agora que não há guerra, seria melhor esperarmos mais um pouco. Eu não sei... – desabafou a ruiva, colocando o rosto entre as mãos.
- Tenho certeza que ele ficará muito feliz com a notícia, por dois motivos.
- Dois? – perguntou, levantando o rosto para a sogra.
- Exatamente – respondeu Sara, sorrindo. – O primeiro é que ele sempre disse que teria um time de quadribol inteiro, então, adora crianças e o segundo, é que ele conheceu o filho dele. Quase adulto, eu sei, mas ele queria passar mais tempo com o garoto. Essa é a chance.
- Acha que eu devo contar para ele quando?
- Conte hoje. Será o melhor presente de natal que ele poderia receber de você – aconselhou Sara.
- Certo – respondeu Lily, um pouco nervosa, tentando pensar em como dar essa notícia a Tiago.
- Posso chamá-lo? – questionou Sara e a ruiva confirmou. Ela saiu da salinha e foi direto à sala de jantar, onde o filho estava conversando com o pai e os amigos. – Tiago, a Lily quer falar com você – Lílian ouviu Sara dizer
A ruiva não tinha certeza se contava ou não, mas tinha que criar coragem e falar de uma vez. Logo depois, ouviu passos e Tiago entrou na sala, olhando-a de forma confusa.
- Quer falar comigo? – indagou ele, sentando-se na frente dela.
- É. Quero sim – respondeu Lílian, finalmente criando coragem. – Eu, na verdade, quero te contar uma coisa.
- O quê? – questionou Tiago.
- Eu... Eu estou... Grávida – terminou, olhando para o chão. Ao perceber que nenhuma resposta veio, olhou para Tiago, que estava com uma expressão chocada. – Ti, fala alguma coisa – pediu Lily, dando tapinhas de leve no rosto do marido.
- Você está grávida... – repetiu ele, tentando associar as coisas, mas parecia que o cérebro não funcionava. – então, eu serei... EU VOU SER PAI! – gritou ele, finalmente entendendo tudo.
Levantou-se, pegou Lílian e começou a rodá-la e beijá-la.
- Tiago, Tiago, pára! – pediu ela. – Estou ficando enjoada!
- Opa, desculpa – falou o garoto, colocando-a no chão. – Espera aí... Ei, eu vou ser pai! - então saiu gritando pela casa, alegre.
- Vai ser difícil fazê-lo entender – murmurou Lílian, antes de sair da salinha.
- E foi assim que aconteceu – terminou Lílian, sentada na cama do filho.
- Uau! – exclamou um Harry de onze anos, maravilhado com a história contada por seus pais. – Eu fiz tudo isso mesmo?
- Fez, e temos as fotos para comprovar – respondeu Tiago, sentado do outro lado da cama. Pegou, então, um grande álbum e começou a passar as fotos que haviam tirado quinze anos atrás, quando o Harry de dezessete anos retornara ao passado para impedir que Voldemort os matasse.
- Isso é tão estranho! – comentou Harry, rindo para a foto em que ele estava no meio de seu pai e sua mãe, abraçando-os. – Acho que serei o único menino a saber que aparência terá daqui a seis anos!
Tiago e Lílian riram e desejaram boa noite ao filho ao apagarem o abajur e saírem do quarto, fechando a porta ao passarem.
Naquela noite, Harry quase não dormiu pensando em tudo o que os pais tinham contado e ansioso, pois, no dia seguinte, pegaria o expresso de Hogwarts, na plataforma nove e meia.
Acabou dormindo somente as quatro da manhã e, às oito, sua mãe entrou no quarto, acordando-o para tomar café. Agitado, o garotinho se vestiu e desceu para a cozinha, onde seus pais já comiam.
- Ansioso para o seu primeiro dia em Hogwarts? – perguntou Tiago e o garoto confirmou.
- É um lugar maravilhoso – falou Lílian, sorrindo. – Lá eu passei alguns dos melhores momentos da minha vida. E você vai fazer muitos amigos.
- E também vai aprender a jogar quadribol – completou Tiago.
As dez, a família pegou o carro em direção à estação King's Cross. Chegaram lá em quase meia hora. Tiago carregava o malão e a coruja branca de Harry (presente de aniversário), enquanto este andava de mãos dadas com a mãe.
Os três atravessaram a barreia para a plataforma cheia de alunos e familiares. Tiago colocou os pertences do filho no trem e foi se despedir dele.
- Tenha um ótimo ano – falou Lily. – Aposto que vai adorar Hogwarts.
- Nos escreva, estaremos esperando.
- Pode deixar – disse Harry, sorrindo ansioso para os pais e recebendo um beijo de despedida de cada um. O trem apitou e todos começaram a correr para entrar.
Por sorte, Harry achou uma cabine vazia e entrou. Sentou ao lado da janela e deu um último aceno para os pais, antes do trem ganhar velocidade e virar a primeira curva.
Algum tempo depois que a viagem começou, ele estava pensando, outra vez, sobre a história que havia escutado na noite anterior, quando foi despertado por alguém abrindo a porta da cabine.
- Se importa? O resto do trem está cheio – falou um garoto ruivo e cheio de sardas, quem Harry reconheceu ser Rony Weasley, pelas fotos que os pais tinham mostrado.
- Claro que não – respondeu Harry, sorrindo e indicando o banco a sua frente.
- A propósito, sou Rony Weasley – falou o garoto.
- Harry Potter.
N/a: fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim! Está aí, gente, finalmente o epílogo! Espero que tenham gostado e, do fundo do meu coração, agradeço por lerem, enviarem reviews e manterem a fic em pé. Sem os leitores, não haveriam fanfics! Portanto, obrigada mesmo a todos os leitores!
Clarizabel: está aí! Espero que goste do final! Beijos e obrigada pelo review!
Melissa: epílogo postado, fim da fic, espero que goste! Beijos e obrigada pelo review!
: seja bem-vinda! Pena que você começou a ler com a fic já tão no finalzinho! Você leu realmente rápido =D Fico muuuitíssimo feliz que tenha gostado da minha fic *-* Beijos e obrigada pelo review!
: fiquei suuper feliz ao saber que amou a fic! Auhauhau virou a noite! Tudo bem que eu não posso falar nada, eu também já fiz isso XD Obrigada pelo elogio! Eu já escrevi algumas outras fics, sendo três songfics e comecei uma long, mas está realmente difícil continua-la, pois comecei a escrevê-la assim que terminei de escrever esta, ou seja, em julho de 2008, porém, ano passado entrei na faculdade e agora não tenho mais tempo, pois as aulas são em período integral... Mas pretendo continua-la assim que for possível =) Muitos beijos e obrigada pelo review!
Bia SS: desculpe, eu sei que demorei um pouco (muito rsrs) pra postar o epílogo, mas, enfim, está aí e espero que goste! O futuro mudou bastante, sim, mas algumas coisas ocorreram de maneira bem semelhante ao passado =) Beijos e obrigada pelo review!
YASLOH sasosaskusasu: muitíiiissimo obrigada! Fico realmente alegre em saber que gostou da fic =D O epílogo está aí e espero que goste também! Beijos e obrigada pelo review!
Mila Pink: seja bem-vinda! Fico feliz que tenha gostado =) Realmente, pouparia muito de todos se Voldie simplesmente parasse de tentar dominar o mundo, mas, se ele fizesse isso, a fic teria apenas um capítulo, não é mesmo! Auhuahuahua... Só lembro de ver o Dumby temeroso uma vez: no Ministério da Magia (Ordem da Fênix) quando ele estava duelando o Voldie e ele sumiu, e Dumbledore disse para o Harry que ficasse onde estava, foi a única vez! Realmente, eu acharia que tinha enlouquecido ou que estavam pregando uma peça em mim se alguém virasse pra mim e falasse "oi, sou seu filho!" uahuahuaua Eles não aprendem nunca, mesmo, mas essa é a graça! =P Beijos e obrigada pelos muitos reviews, fiquei super feliz!
julia: obrigadaa! Aí está o epílogo, deixei uma leitora feliz? Rsrs espero que tenha gostado! Beijos e obrigada pelo review!
Agradeço de todo o coração a todos que acompanharam a fic, assim como àqueles que chegaram agora no final, mas também foram muito importantes para mim. Obrigada pelos reviews, fizeram uma autora feliz! O epílogo tinha apenas duas páginas e mais dois parágrafos, hoje de manhã eu reli e resolvi incrementar, colocar algumas coisas a mais, e espero que tenha ficado bom =) É isso... a fic enfim terminou! Muitos beijos a todos!
Fiz duas capas para a fic em homenagem a Harry Potter and the Deathly Hallows:
1 - http:/ /i249. photobucket. com/ albums/ gg229/ laisnidei/ capa1. jpg (para ver, é só copiar, colar na barra de endereços e tirar os espaços após os pontos e barras e entre as duas barras; o fanfiction não deixa postar links)
2 - http:/ /i249. photobucket .com/ albums/ gg229/ laisnidei/ capa2. jpg
São bem simples, mas deu vontade de fazer alguma coisa! =)
Beijosss!
