Notas da Autora

Yamakawa, se dirige á mansão Shippounosora ( sete caudas do céu), para ver Tenkumoya e começar a reatar os laços dos descendentes de Hoshi para com ele.
Já, Yuri enfim, realiza o que tanto deseja...

Capítulo 53 - Reatando laços

Enquanto isso, Yamakawa se dirigia até a mansão Shippounosora, para retornar laços a muito rompidos. Ia junto de seu servo pessoal, Mori, ambos á cavalos. Após decorrido quatro horas chegam ao seus destino, ao longe avistam a formidavél muralha que circundava a mansão e os inúmeros youkais armados, no alto da muralha, de sentinelas.

Então se aproximam trotando e com isso, todos os olhos se voltam para eles. Mori tenta se esconder atrás de seu senhor, com medo, mas o jovem homem nobre não se abala. O olhar dele, chega a deixar confuso os youkais, pois nunca viram um humano sustentar tal olhar, a não ser um, de séculos atrás, Hoshi.

– Sou Yamanokawa, Senhor das terras das Amesen ( mil chuvas) , pertencente ao senhor dessas terras Tenkumoyasama, a qual este sendo subordinado ao senhor de todo ese território, Inunotaishousama, vim vê o comandante Tenkumoyasama.

– Por que deixariamos, humano? - o guarda fala em tom de sinismo.

– Porque sou descendente de Hoshi, o outrora humano sobre a proteção de Tenkumoya e Noaharahishimo...agora se dificultarem, farei o comandante saber pessoalmente disso, quando ele for visitar o meu vilarejo e não sei se vai ficar de bom humor ...

Começa a instalar-se um búrburio entre os guardas, então, um deles se manifesta:

– Vou falar de voçê à Tenkumoyasama...e veremos se ele o deixa entrar ou não...- então se retira da muralha rapidamente.

Olha o servo, que se encontra apavorado e suspirando, fala:

– Não precisa ter medo...

– Eu sei que o senhor não teme nada, afinal, desde criança é assim, sempre estivemos juntos e por isso, testemunehi sua bravura e frieza de ações, em várias ocasiões, mas já este Mori, tem medo...ainda mais de mono...- ia falar, mononoke, mas os youkais consideram um perjorativo , então corrige a tempo- quer dizer, youkais...

– Tsc, tsc, quando vai ser corajoso Mori? - pergunta desanimado.

– No dia que um humano voar por si mesmo...

Então suspira pesadamente e passa a fitar as muralhas. Estava ansioso por tal encontro e esperava que visse a comandante de novo, já que para ele, era ela interessante e fascinante, mas também, queria descobri o porque daquela tristeza profunda velada em seus orbes. Mas primeiro, precisava travar amizade com o pai desta.

Após algum tempo, o mesmo servo retorna e fala:

– Tenkumoya o aguarda, uma serva irá conduzi-los...

Então ele ouve um barulho imenso como trancas sendo abertas e a imensa e sólida porta dupla abre-se, revelando a sua fente uma pequena aldeia e pelo que vira, habitada apenas por youkais de diversas raças, como kitsunes e tanukis e mais ao longe desta, uma mansão imponente, no sopé de uma montanha. O amigo e servo deste, trotava grudado ao seu senhor, emparelhado com o cavalo deste, tremendo.

Os moradores youkais fitavam os dois e haviam parado o que faziam. Até os pequenos filhotes os olhavam, com um misto de suspeita e curiosidade infantil e Yamakawa, ele sorri bondosamente as crianças e era retribuído por muitas.

Após quinze minutos, chegam ao seu destino, entrada da muralha menor que guarda a mansão. Um servo aparece do lado de fora e fala:

– Podem desaperear e este Tchi, guardará os cavalos.- então estende a mão enorme.

Yamakawa desce tranquilamente, mas o amigo está congelado no cavalo, ele então, o sacode para desperta-lo. Este "acordando" desce tremendo e com muito custo, fornece as rédeas ao servo youkai, um oni de tamanho medio e usando apenas uma tanga amarrada na cintura.

Nisso, os portões abrem e uma jovem serva, de aparência humana, com a diferença que seus olhos erama zuis e não possuíam pupilas e seus cabelos pareciam ondular como o mar, apesar da falta do vento e uma voz, muito doce, os recebe e fala:

– Sou Teki(gota), e vim leva-los até meu senhor Tenkumoyasama, por aqui, por favor- então ela indica que os seguissem, com gestos suaves.

Sem perder tempo, eles seguem a jovem serva.

Antes de adentrar no recinto, eles retiram seus calçados, enquanto uma outra serva, esta de cabelos curtos negros e olhos dourados, com pupilas, trazia oshires para que eles pudessem calçar.

Conforme avançam por dentro da construção, Gota abre as diversas portas corrediças em seu caminho, guiando-lhes pelos corredores extensos, algumas vezes, as portas corrediças que davam para o exterior da mansão estavam abertas e podiam ver, num deles, o chisen shûyû teien, aquilo só denotava a imponência e bom gosto do comandante, aliado as gravuras em papel de arroz, e sutilleza dos comodos.

O bom posicionamento da mansão, fornecia uma iluminaçao excelente, praticamente dispensado as lamparinas de papel, a não ser que estivesse de noite.

Ele vira também, litografias diversas nos corredores e em algumas dependencias, com imagens de uam jovem youkai de cabelos prateados, além de Tenkumoya e filha nas formas henges, ou nas semelhantes as humanas, em uma , vira essa mesma jovem fêmea, junto do comandante e Noharahishimo criança, aparentando seis anos na idade humana, estavam juntos como uma família e a pequena no colo da mãe. Achou a comandante muito fofinha quando filhote e percebera, que o olhar dela era diferente do atual esbanjava felicidade e paz. faria de tudo, para saber o que provocara tal mudança nela, estava curioso quanto a isso.

Então, a serva que andava com graça e leveza, descalça, para em frente a uma porta corrediça de fussuma e se agacha, sentando sobre as próprias pernase abre, mas não antes de falar:

– Tenkumoyasama encontra-se aqui...

– Yamakawa, ficarei aqui...sabe...além de que sou só um servo seu...e...

O senhor dele o fita e sabe melhor do que ninguém os motivos de não querer conhecer o kitsunedaiyoukai, só aceitara a youkai, pois ela era linda e ele aceitou um pouco, então suspirando, fala:

– Tá bom...

Então, este adentra na sala ricamente adornada de gravuras, com uma mesinha baixa, centralizada no comodo, e cujo piso era de tatame. O comandante estava sentado na almofada, em posição de lótus, fitando o jovem. Tenkumoya percebeu desde o primeiro instante a ausência do cheiro de medo deste, ao contrário do outro, atrás da porta.

Yamakawa então, prostra-se e fala:

– Tenkumoyasama...sou Yamakawa, descendente de Hoshi, vim vê-lhe, sem envolver negócios referentes ao vilarejo.

– Pode se levantar jovem e sentar, deve estar cansado após esta longa viagem...- então estende a mão, indicando que ele sentasse.

– Domo arigatougozaimassu...sumimassen.

Então senta na almofada e olha o daiyoukai, que fica admirado em ver tal olhar no rapaz, quando ia ao vilarejo, só via o avó deste, pois o humano, ficava treinando arte da batalha, diariamente e exercitando-se, e o avô deste, morrera no último mês e ainda não fora realizar a visita à vila. O humano não o temia e fitava-o firmenmente, mas ainda assim, era extremamente gentil e educado, percebia pelos gestos dele e tom de voz, que apesar de firme, denotava ser carinhoso.

– Uma semana atrás invoquei Noharahishimosama, através da estátua...

– Mina filhota? - ele fica boquiaberto

– Mas como?Quer dizer...

– Bem, ja pedi desculpas a ela, cresci ouvindo a lenda da kitsuneyoukai que protege minha família a gerações e tem até ilustração dela na mansão, mas não na forma humana, então, movido por minha curiosidade, a invoquei ...

– Ela é uma daiyoukai agora, jovem...mas...como está vivo? - ele fica etupefato

– Bem...não nego que ela ficou possesa, por ter sido chamada apenas por curiosidade...

– Imagino... deixa ver, rosnou e elevou a voz, não?-arqueia a sombracelha

– Sim...

– Não a temeu?

– Por que deveria? Ao contrário, nunca havia visto uma daiyoukai tão imponente como ela e fiquei fascinado

Passada a surpresa do daiyouaki, Yamanokawa fala, sorrindo :

– Achei fascinante, uma semana atrás, acabei encontrando-a na floresta, após ela abater o youkai que assolava os vilarejos, claro que descobri depois, e então, ela assumiu a forma henge, vi em ilustrações, mas nunca ao vivo e foi incrivél, ela é bem imponente.

Ele notou pelo olhar, que de fato, o jovem humano havia ficou admirado com sua filha, então, um pensamento passa pela mente dele, não conseguindo conter uma breve não entende.

– Não é nada, ...só algo que me passou na mente.

" Veja só...ela não consegui entimida-lo...este humano é diferente de todos...será que ele..."

– Trouxe um presente ao senhor, sei que não e muito, mas espero que seja de seu agrado...

– Um presente?

Então, Yamakwa estende uma estátua de ouro, talhado, com olhos de rubi. Era uma raposa de nove caudas, de ouro puro e olhos de rubi, possuindo um tamanho médio. O daiyoukai pega a peça e fica dmirado com os detalhes minimos, estava tão perfeito e realista, que até parecia estar vivo, ainda mais quando os rubis eram iluminados.

– È lindo...

– Fico feliz que tenha gostado.

– E como vai indo as terras?

–Calmas e produzindo a safra como todo o semestre...esse ano, teve chuvas abundantes e ajudou muito na colheita. Com o youkai que atacava os vilarejos, abatido, tudo voltou a paz.

– Aquele inseto foi abusado e fico feliz da minha filhota ter dado cabo dele, mas aposto como "brincou" com ele...

– Brincar? - ele não entende

– Bem...de caçar, tipo...fere a presa, aí deixa ela correr pela vida, aí mais para frente, abate, mas ate aí é uma boa corrida...- e ri

– Deve ser divertido...- ele fala pensando.

– È que nos somos caçadores...adoramos caçar e ensinei a minah filhota todas as estratégias, não só de batalhas como de caçadas - e estufa o peito, falando com ar de orgulho.

O modo como falava, denotava que ele era um pai "coruja" e crescera sem pai, ele fora morto por um assasino enviado por um vilarejo em outro han e ele só não morreu, pois a mãe e ele, se esconderam em um fundo falso. Gostaria de ter tido um pai, e invejava Noharahishimo por ter seu genitor ainda vivo.

A partir daí, uma serva traz sake e o daiyoukai e humano passam a covnersar trivialidades, com isso, Yamakawa( rio das montanhas) começava a travar amizade com Tenkumoya.

Nessa mesma noite, no castelo, Oyakata havia acabado de sair do ôfuro. Yuri estava um tanto nervosa e o olhava enquanto se levantava, ele então, se aproxima de onde ela está e fala, com a voz máscula, sussurrando, fazendo-a emitir leves tremores não de medo mas de prazer.:

– Se quiser, ir sem ninguém lhe ver, tudo bem...

Então volta a porta do ôfuro, onde se retira para seu quarto, do lado de fora, um séquito de servas o esperavam, para troca-lo.

Mais tarde, ele encontra-se deitado no futon, enquanto relaxava. Apesar dos olhos cerrados, não dormia. Então, sente o cheiro da serva do ôfuro.

Senta no lençol quando vê Yuri entrando, um tanto nervosa. Ele se levanta e ao se aproximar dela, ergue o queixo da jovem e fala, num sussurro extremamente sensual.

– Gostaria de senti-la profundamente... - e mordisca a orelha dela, que emite leves tremores.

Contorna o rosto delicado com a lingua, para depois contornar os lábios desta e aprofundar o beijo, sentindo ela retribuir.

Eles se separam, para tomar fôlego e este fala:

– Se por acaso mudar de ideia, me avise, não a forçarei nem nada e respeitarei se quiser parar, mesmo que sofra com isso...

Ela sorri, ao ver a consideração dele por ela, apesar dela ser uma serva. O abraça fortemente , tomando a iniciativa do beijo.

Nisso se segue uma noite de volúpia, com o inudaiyoukai fazendo-a chegar ao paraíso diversas vezes.