Capítulo 54: Outra perda para o anjo.

-/-/-/-/-/-/-/-

-Isto não gosto nada, Harry. –Eriol franziu de seus lábios e olhou com um cenho a seu namorado. - Por que tem que ir?

Harry suspirou e abotoou melhor a jaqueta de couro que lhe tinha presenteado seu pai. Era cômoda e ajustada, a roupa que precisava para esta missão que estava a ponto de fazer.

-Já te disse, Eriol –suspirou, esta era a quarta vez que lhe dizia. - Não vai passar nada, ok? - Acercou-se e deu-lhe um pequeno bico nos lábios. - Prometo-te que volto são e salvo.

O Ravenclaw suspirou com relutância.

-Disseste-lhe o de Pettigrew?

-Auch, merda! – esfregou seu cabelo. – Esqueci. –franziu o cenho. - Dumbledore não vai estar esta noite no colégio e se essa rata asquerosa está em Hogwarts com más intenções, seria a ocasião perfeita para atacar. –mordeu seu lábio inferior. - Vou chamar a Hermione, Ron e Neville. Espera-me aqui.

Harry não demorou muito em rastrear a seus amigos e depois os reuniu a todos, para lhes dar uma breve explicação do que ia fazer hoje. Ademais, contaram-lhes de suas suspeitas de que Wormtail estava dentro do colégio e lhes deixou instruções para que vigiassem a Sala Precisa. Após isso, se retirou ao despacho do diretor.

*Em outro lugar*

-Hoje, meus Comensais, tenho encontrado a forma de cumprir um desejo que faz anos que tenho em mente. –Voldemort lhes deu um sorriso frio, mas feliz. Era em verdade lúgubre. - A rata que tenho como servente tem provado a mim seu valor e esta noite dará acesso a Hogwarts.

Várias aclamações e gritos de alegria puderam-se escutar. Rabastan, que estava num canto, começou a se aterrorizar. Isto não podia ser possível! Entrar a Hogwarts? Mas Dumbledore tinha-lhes assegurado a todos que as entradas que saíam no Mapa do Maroto estavam vigiadas ou fechadas, de modo que por ali o anterior animago não poderia entrar. Ademais, se é que o ataque ia ser neste momento, não teria tempo de avisar a ninguém.

O sorriso do homem voltou-se mais rapaz.

-E não é um entrada qualquer. –Acariciou a Nagini, quem estava enredada em seu pescoço. -senão uma que levará diretamente ao interior de Hogwarts. - Teve gestos de surpresa entre os seguidores. - De modo que preparem-se meus comensais! Esta noite nossa maior pedra no sapato cairá!

Os comensais mostraram sua satisfação com um par de louvores mais, antes de começar a abandonar a sala onde estavam e se ir preparar.

-Rabastan. - O espião congelou ao escutar a voz sibilante que o chamava.

-Sim, meu Senhor?

-Fica-te, você não vai ir. –seus olhos se estreitaram. - Não te quero fora de minha vista.

O rapaz engoliu saliva.

\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*************************************************

Conquanto a aventura estava predestinada a ser muito boa, Harry não foi feliz de ter que mergulhar nessa água gelada. Aquilo lhe recordava vagamente à segunda prova do Torneio dos Três Magos e isso à primeira morte que foi testemunha. No entanto, seguiu em isso, olhando aterrorizado as rochas pontiagudas que os rodeavam.

Se meu papai inteira-se que estou a fazer isto, matar-me-á.

*Mansão dos Vampiros*

Louis sorriu e acariciou a cabecinha de seu bebê, antes de deixar no berço. Por alguma razão, Benjamin esteve inquieto todo o dia. Ele não se explicava a atitude do pequeno menino, no entanto, se podia imaginar que, ao estar quase todo o dia com ele, este comportamento deveria ser pela mesma inquietude que Louis esteve a sentir.

-Lestat?

O loiro terminou de acomodar as fraldas nas gavetas (Sim, ele fazia bem seu papel de pai!) e girou para olhar a seu amante.

-Oui?

-Não me disse que hoje falaria com Marius?

-Sim, fiz, cedo esta manhã.

-Disse-te algo de Harry?

-Não, nada novo. –se encolheu de ombros. - Disse-me algo de uma pequena briga que teve com Eriol, mas já está tudo solucionado. Também me falou de que o viu um tanto desanimado.

-Desanimado? –exclamo com alarme.

-Ele diz que pode dever ao treinamento que lhe está a dar o velho diretor.

Louis franziu os lábios.

-Dissemos-lhe que ele ainda não está preparado para isso.

-Já falamos disto. –suspirou. - Ficamos de acordo de que não lhe vamos ocultar mais coisas que se refiram a seu destino. Quer outra repetição do que sucedeu pelo da profecia?

-Claro que não! –exclamou, mas depois fez um gesto de dor e assomou-se ao berço de seu bebê; por sorte, este ainda dormia pacífico. - Por suposto que não. –disse em voz mais baixa. - É só que…

-Que, que passa? –Acercou-se para acariciar a bochecha de seu companheiro.

-Não posso te dizer com exatidão. –Lestat começou a se preocupar quando viu que seu amante se esfregava o braço onde estava aquela marca. - Mas senti-me estranho todo o dia, tenho um mau pressentimento. Com tudo, não é tão doloroso ou angustiante como para que saiba que tem que ver com nosso filho.

-Não entendo que tratas de me dizer. –murmurou, franzindo o cenho.

-Nem eu mesmo me entendo, Let. É como se fosse que… como se fosse que lhe vai passar algo a nosso filho, mas não diretamente a ele.

-Deseja que vá a Hogwarts para averiguar se tudo está bem?

-Sim, sentiria mais tranquilo se faz isso.

-Está bem. –beijou sua bochecha. - Vou passar por Khayman para que me acompanhe e depois iremos, ok?

-Sim. –assentiu. - Agradeceria que me desses notícias bem as tenhas.

-Claro, meu amor.

*Hogwarts*

Sirius estava contra a parede de sua habitação, com a camisa completamente desprendida, enquanto seu vampiro mantinha ocupada sua boca com seus próprios lábios e as mãos deste percorrendo todo seu corpo.

-Deus, Santino. –gemeu, agarrando ao vampiro da cabeça, para que este fincasse suas presas com mais força em sua carne. Após acostumar-se ao ter ao Imortal alimentando-se dele, a experiência chegava a ser prazerosa e aditiva para o animago. - Nesta semana tem estado fora de controle.

-É sua culpa. –grunhiu inestendível, porque não deixou o pescoço nunca. - Nesta semana tem estado deixando sair um cheiro que me enlouquece.

Sirius sorriu.

-Esse cheiro indica que sou um mago em plena idade reprodutiva. –ronrono.

-Mmmhhh –cantarolou. - Isso me tenta muito, sabe?

-Te tenta para que?

Santino deixou de lamber o pescoço de seu companheiro, para olhar aos olhos.

-Me tenta para deixar-te pré…

O homem não pôde terminar o que estava por dizer, porque nesse mesmo momento se escutou uma explosão proveniente desde o mesmo centro do castelo, tão forte que alguns dos marcos de fotos que tinha Sirius em sua parede tremeram.

-Merlin! Que merda foi isso?! –amaldiçoou o animago, separando-se inesperadamente de seu amante.

-Uma explosão e veio desde dentro. - Não fazia falta afirmação, mas ambos precisavam escutar o dizer em voz alta.

-Maldita seja! –voltou a amaldiçoar. - Vamos em seguida a procurar aos outros professores! Seja o que seja, não deve ser nada bom!

Os dois saíram correndo das habitações de Sirius, que ficavam bem perto das de Marius, de modo que pelo caminho se encontraram com ele. Então, os três juntos começaram a correr e podiam escutar ao longe um par de gritos e luzes de maldições.

-Oh, não! –exclamou de repente o único mortal.

-Que, que sucede? –quis saber Santino.

-Olha ali.

Bastante afastado de onde eles estavam acima, de uma das torres mais alta que tinha no castelo, a Torre de Astronomia, brilhava intensamente a Marca Escura.

\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\

O sentimento de vitória que Harry tinha sentido após encontrar o medalhão se esfumou quando chegaram a Hogsmeade e viram que a Marca Escura estava em cima de Hogwarts. Nem sequer consolava-o que suas suspeitas sobre que Pettigrew estava tramando algo se confirmavam. Senão que todo o contrário, o aterrorizavam porque tinha deixado instruções a seu noivo, primo e amigos de que atuassem se algo chegava a passar.

Porque até onde ele sabia, essa caveira verde significava que uma morte tinha ocorrido ali.

Inclinou-se mais sobre sua vassoura, para tentar procurar mais velocidade, sem importar-lhe se Dumbledore seguia-o ou não, só queria chegar rápido e comprovar que todos eles estavam bem.

Com tanta presa, Harry foi o primeiro em aterrar, ainda que ninguém pôde notar isto, já que a pedido do diretor, ele levava sua Capa de Invisibilidade. Impaciente por ver se seu namorado, sobretudo, estava bem, caminhou a passos apressados para a porta, mas se deteve ao escutar um pequeno arquejo. Girou sua cabeça e viu que Dumbledore se levava aquela mão negra para seu peito e tinha problemas para respirar. Sentiu-se muito mau por estar a pensar nos demais sendo que tinha tão perto uma pessoa que estava evidentemente mau.

-Prof…?

Mas não pôde terminar de chamar a atenção do homem, já que a porta voou aberta e se escutou um grito de:

-Expelliarmus!

Harry congelou ao ver que a varinha do diretor voava pelos ares e como este retrocedia até ficar apoiado contra a parede. Para Harry não foi surpresa que após aquilo, a figura cambaleante e pálida de Pettigrew se revelasse por trás da porta.

-Ah, Peter. –suspirou Dumbledore, luzindo pálido mas tranquilo. - Sempre pensei que traiu a seus melhores amigos por pressão, porque teve medo, que é considerável, mas aqui está hoje. –negou com a cabeça. - Apontando-me com essa varinha e deixando entrar a pessoas que sabe que vão fazer muito dano a este colégio.

-Não tenho opção! –rangeu o traidor. - Pre-precisava isentar-me. Era conseguir isto ou a morte.

-Mas está preparado? Tem lançado a maldição antes, mas nunca a uma pessoa que conhecia, verdade? –sua voz era tranquila e apassive. - Ainda acho que há dentro de ti algo daquele pequeno rapaz que adorava a Sirius Black e James Potter. Aquele que não era capaz de matar nem uma mosca.

Durante a conversa, Harry tinha-se movido estrategicamente, metendo uma mão em seu bolso, para sacar aquele galeão que servia como mensageiro e lhe escreveu a sua melhor amiga para que avisasse a quem esteja para perto dela que viesse à Torre para ajudar. Ele não era estúpido, conquanto tinha o elemento surpresa da Capa, Pettigrew era um mago experimentado que poderia lastima-lo muito se algo passava.

-Não tenho opções! –O grito do animago trouxe-o de novo à realidade. Hermione tinha-lhe dito que alguém ia em caminho. - Remus e Sirius odeiam-me! Toda a gente sabe que traí aos Potter! Não há lugar em seu mundo para mim!

-É verdadeiro. –assentiu. - Não posso te prometer o perdão de seus amigos nem dos magos e bruxas que estão do lado da luz, mas posso te dar algum lugar seguro onde viver, onde possas começar de novo.

-Não posso. –A mão da rata tremeu. - Tenho que fazer isto.

Harry aterrorizou-se e teve uma maldição em sua boca pronta para sair, quando viu os olhos de Wormtail tomar uma atitude decidida. No entanto, pôde suspirar tranquilo quando escutou uns passos apressados vir para onde estavam e ele não foi o único. Os olhos do animago olharam para ali e sua cara drenou toda cor quando viu que nada mais e nada menos que Severus Snape estava ali parado.

-Ao fim tenho-te onde te queria, sujo traidor. –sibilou Severus. - É irônico que tenha vindo aqui, para que tome minha vingança pelo que lhe fez a Lily.

-Culpa-me a mim?!– gritou o homem, entrando em histeria. - Foi você o que lhe disse a profecia ao Senhor Escuro!

-Exato. –estreitou seus olhos. - Mas eu tenho a meu favor que não sabia quem poderiam ser os meninos que assinalasse a profecia, você, no entanto, vendeu a seus amigos sem contemplações. –levantou sua varinha. - Prepara-te para morrer.

-Oh, não acho que vá fazer isso, Snape. –disse uma voz com desprezo, desde atrás.

Harry tensou ao ver que mais comensais tinham chegando à Torre.

-Ah, Amycus, boa noite. –falou Dumbledore. - E tem trazido a Alecto também... encantador...

-Está em seu leito de morte e ainda tem vontade de chistes, eh? –olhou-o com desprezo.

-Isto não pode ser melhor.–disse uma mulher que se parecia ao homem anterior. - Temos a Dumby e ao traidor Snape. Acho que esta noite poderemos matar dois pássaros de um tiro. Nosso senhor está muito feliz, de fato.

-Já deixem de perder tempo! Encarrega-te de Dumbledore, pequena rata. Eu encarregarei de Snape. –grunhiu um homem que aparência muito desalinhada.

-É demasiado confiado se acha que pode tocar-me sequer, lobo pulgoso. –sibilou Severus. Via-se tão tranquilo como Dumbledore, mas a forma apertada com que agarrava sua varinha dizia o contrário.

-Tenho uma especial vontade de acabar contigo, pocionista. –sorriu malicioso, mostrando seus dentes tão cheios de sangue, como seu queixo. - Nem meus amigos e eu estamos felizes de que tenha ajudado tanto a esses sujos vampiros. –disse a palavra com todo o desprezo que pôde reunir. -, Ajudar a se reproduzir a um sujo Imortal!– riu macabramente e depois fulminou com a mirada a Snape. - Pagará por isso, maldito!

-Então faça.

Severus preparou-se para o ataque, mas Harry foi mais rápido e deixou sair a primeira maldição que se lhe veio à mente.

-Sectusempra!

Ante seus olhos incrédulos, o peito do homem lobo explodiu em milhares de gotas de sangue, fazendo que todos o olhassem com surpresa. O encanto deveria ser muito escuro e poderoso se é que poderia lastimar assim a um licantropo, quem eram mais resistentes aos feitiços.

Severus olhou com frenesi para todos lados e depois a Albus, mas este luzia demasiado cansado como para lhe responder.

-Ele não está sozinho! –disse Harry, num momento de valentia.

Ao escutar essa voz, ele foi o único que o reconheceu. Então tudo clicou em sua mente. Ser tão bom em poções, esquivar-lhe a cada vez que queria ver seu livro e a atitude inocente de seus filhos quando lhe perguntou onde estava o livro de sua mãe. Lioncurt tem meu maldito livro, esses gêmeos vão ver-lhe o comigo, se é que saio vivo disto.

-Quem está ali?! –gritou a mulher, olhando para todos lados com frenesi.

-Temo-me que tem chegado a ajuda. –disse Dumbledore.

-Mas travamos a porta!

Justo nesse momento, como para confirmar suas palavras, umas vozes se puderam escutar abaixo.

-Maldita seja! Não podemos a abrir! –Era Sirius.

-Eu tentarei! –Esse era tio Santino. - Sou um vampiro e tenho mais resistência aos feitiços e mais força como para a derrubar.

-Maldição, não contávamos com isto! Malditos vampiros! -gritou Amycus e olhou como Fenrir se levantava cambaleante desde o chão. - Ali tem uns com os quais queria lutar, licantropo! Vá e detenha!

-Faria se pudesse! –grunhiu, olhando com enojo o sangue que ainda saía a rodo de seu peito.

-Não há tempo, Pettigrew! Nós trataremos dos deter enquanto se encarrega de Dumbledore!

Assim, os comensais baixaram deixando a Peter, Severus, Dumbledore e um escondido Harry acima.

Pettigrew olhou aterrorizado a Snape, sua mão tremia.

-Terá que me matar primeiro, antes de chegar a ele. –sibilou Severus.

-E a mim. –disse Harry, se sacando a Capa, agora que estavam só eles sozinhos.

Os olhos do animago abriram-se como pratos ao o ver e, num momento típico já dele, se transformou em sua forma de rata e saiu fugindo do lugar. Em seguida, Severus pôs-se em ação, sacou um frasco de seu bolso e ajoelhou-se junto a Dumbledore.

-Beba isto, diretor .–pediu com uma amabilidade não característica dele.

-Seria inútil, Severus, meu rapaz. –sorriu cansadamente. - Não só a maldição me está a deteriorar, senão que nossa aventura de hoje, está a acabar comigo mais rápido do esperado.

-Que? –sussurrou Harry, chegando ao lado do diretor. Abaixo podiam-se escutar os sons da batalha que se estava a levar a cabo. - Que quer dizer com isso, diretor?

Albus sorriu, enquanto Severus fechava seus olhos com dor.

-Estou a morrer, Harry. De fato, acho que não me ficam mais de dois dias de vida. Mas, ah é tão doloroso.

-M-Mas… - engoliu saliva. - Posso fazer algo? Chamo a Madame Pomfrey?

-Não há nada que se possa fazer, Harry. Só… –Seus olhos azuis se posaram em Severus. -, só me ajudar a terminar com a dor, antes de tempo.

O pocionista entendeu-o em seguida.

-Não.

-Prometeu, Severus. Faz favor, faz favor, Severus.

-Por que tenho que ser eu? –Parecia quase desesperado.

-Confio em ti, meu rapa único que pode me compreender tanto como para saber que preciso isto. Faz favor…

Snape fechou os olhos.

-Que, que quer? Posso fazer algo por você?

-Não, Harry. Não poderia te pedir algo assim.

Severus levantou-se de seu lugar ao lado do mago maior desde Merlin, sua cara contorcida pela revulsão e o ódio, ainda que as lágrimas que tinha em seu rosto traíam esses sentimentos. Levantou sua varinha e antes de que Harry se pudesse imaginar que estava por passar a seguir, Snape disse as palavras.

-Avada Kedavra!

O de olhos esmeraldas sozinho pôde ver com fascinação mórbida como a luz verde saiu da varinha do pocionista e ligava com o corpo de Dumbledore, que estando tão para perto da janela, caiu para abaixo.

-Não!– gritou Harry. - Que faz?! Por que fez isso?!

-Não o escutaste, Potter?! –rugiu Severus, seus olhos negros brilhando pelas lágrimas não derramadas. - Ele me pediu! O maldito teve-me que pedir a mim de todas as pessoas neste mundo!

O garoto não podia pensar claramente. Seu diretor e último mentor acabava de ser assassinado em frente de seus olhos, mas não era um assassinato em si, já que ele mesmo o tinha pedido. Sim, Dumbledore acabava de pedir o que os Muggles conheciam como eutanásia, e o eleito para lhe dar seu alívio era nada mais e nada menos que Severus Snape, que estava a ponto de entrar num ataque de histeria em frente de seus olhos.

-Harry! –O grito aliviado de seu padrinho trouxe-o à realidade, Santino vinha entrando com os punhos ensanguentados, muito seguido de Sirius. - Oh, graças aos deuses que está bem!

-Onde está Dumbledore? –perguntou Sirius, ao ver que seu afilhado estava bem. Ele tinha um ligeiro corte em sua pálpebra direito.

-Dumbledore, ele…

-Acaba de ser assassinado por Peter Pettigrew.

Surpreendentemente, a voz firme de Harry de Lioncurt tampou a vacilante de Severus Snape.

-Que?! – gritou Sirius. - Morto? Está seguro?!

-Eu mesmo o vi. –agachou a mirada para não ver a incrédula que seu professor de poções lhe estava a dar e para que também não Santino notasse a mentira. - Não pude o parar.

-Maldita rata asquerosa! – vociferou o animago. - Não posso o crer! Primeiro James e agora Albus! Como...?! Como pude ser amigo de alguém assim?!

Ao ver que Sirius estava a ponto de hiperventilar, Santino se apressou a se secar a ele e encerrar num abraço.

-Veem, baixemos para ver se ainda há mais desses aqui.

-Não! Agora mesmo me transformo em Padfoot e procuro a essa rata de merda! Deve estar perto!

-Não, Sirius! Faremos o que te digo! Não faz sentido que vá em procura de vingança agora! É professor e ainda pode ter alunos em perigo!

Ao escutar essas palavras, o animago obrigou-se a respirar várias vezes, para tranquilizar-se, depois olhou a seu casal e assentiu.

-Está bem, está bem. Vamos à Sala Comum que esteja mais perto para ver se todos estão bem –se girou para olhar a seu afilhado. - Veem conosco, Harry.

-Não. –negou com a cabeça. - O professor Snape e eu iremos pelo corpo do diretor, vocês vão fazer o que têm que fazer.

Vacilante, Sirius acercou-se a seu afilhado e abraçou-o.

-Surpreende-me e dá-me orgulho sua totalidade ante esta situação. –beijou sua cabeça. - Então deixamos-te com Snape.

O animago cabeceou em direção do pocionista e depois procedeu a baixar, seguido muito de perto por seu "amo".

-Tio 'Tino.

-Sim, Harry?

-Se vez a Eriol, faz-lhe saber que estou bem e diga que utilize as moedas para fazer saber se ele passa bem.

Santino deu-lhe um sorriso ao garoto, antes de assentir e começar a baixar.

-Por que?

A voz suave de Snape assustou um pouco a Harry, mas ele entendeu em seguida.

-Agora a guerra ao fim tem chegado a seu auge e o inimigo é outro. Sei que meu padrinho e muitos outros jamais entenderiam suas razões para matar a Dumbledore, nem sequer estando eu como testemunha. Sirius nunca perdoaria e sei que pode ser odioso quando tem a alguém entre sobrancelha e sobrancelha –suspirou. - Era melhor jogar-lhe a culpa a outro. Ele já fez algo mau uma vez, não passa nada com lhe pôr outro ônus. Ademais, eu pude ver em seus olhos, estava decidido a matar a Dumbledore um segundo antes de que você intercedera. Então, após tudo, por um par de segundos de diferença, tivesse sido ele.

-As mentiras têm patas curtas, Lioncurt.

-Mas a verdade só a sabemos você e eu. –olhou pela janela. - E acho que no ano que vem não estarei aqui nem rodeado de muitas pessoas como para que a verdade se filtre.

-Que quer dizer com isso?

-Você sabe de minha missão, verdade?

-Sei.

-Hoje encontramos um –murmurou com dor. - Ele fez muito e isso acabou o terminando. –fechou os punhos com fúria. - De modo que eu devo procurar os que me faltam, só que não sei onde começar. Mas isso não será um problema.

-É um rapaz valente, Lioncurt. Conta com minha ajuda assim que precise-la.

Não é hora de lhe o dizer ainda, pensou Severus, recordando a conversa sobre os Horcruxes que tinha tido com o diretor não faz muito. Primeiro devo encontrar a forma em que ele não deva se sacrificar. Então, sim direi.

*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*

Ao final, ambos baixaram com as vassouras pela janela de onde tinha caído o diretor, evitando o confronto com qualquer inimigo que estava ainda em pé. No entanto, o coração de Severus e Harry voltou-se pesado ao ver que o medalhão que tinham recuperado não era nem sequer parecido ao que o garoto tinha visto no Penseira. De fato, dentro trazia uma nota que declarava sua inautenticidade.

-Não é verdadeiro. –murmurou em incredulidade, enquanto Snape conjurava uma manta para cobrir o corpo do diretor. - Passamos por todo isso e não é verdadeiro. Maldita seja!

-Harry?

O rapaz fechou o medalhão em seu punho e girou a cabeça para a direção de onde tinha vindo a voz suave. Ali estava Eriol, acompanhado de Hagrid, e vinha coxeando.

-Eriol. –Sua voz foi metade sussurro, metade lamento. Metendo aquele Horcrux falso em seu bolso, Harry levantou-se e quase correu para onde estava seu namorado, para encerrar num abraço.

-Harry? Está bem?

-Era falso. –murmurou incoerente. - Era falso. Ele morreu por nada.

-Não entendo, meu amor. De que me fala?

-Dumbledore está morto. –foi a voz de Snape que respondeu, desenhando em seguida a atenção tanto da metade-gigante como do Ravenclaw ao corpo tampado pela manta branca.

Eriol abraçou com forças a seu namorado quando este deixou sair um soluço, ao mesmo tempo que o cão Fang começava a uivar e seu dono corria para onde estava o corpo.

Harry não soube quando tempo esteve assim, mal se inteirou que tanto Ginny como Draco chegaram para onde estavam eles e entre os dois ajudaram a Eriol a caminhar até a enfermaria, enquanto ele era abraçado por seu pai Lestat, que tinha aparecido de improviso, após que Marius lhe comunicasse que Hogwarts estava a ser invadido.

-Estão todos bem, papai? –sussurrou, quando estavam a entrar à enfermaria.

-Estão todos bem. –assegurou o loiro. - Ainda que acho que o amigo viu de sua tia Jesse foi ferido por esse licantropo alfa que segue a Voldemort. –agregou com desprezo.

Harry assentiu e olhou à cama onde esta Charlie Weasley, deitado numa cama, com severas feridas em seu rosto. Seu irmão Bill estava a seu lado, carregando a sua pequena filha que olhava tudo com os olhos muito abertos.

-Oh, graças a Merlin que estão bem. –Sirius se acercou a seu afilhado o olhando ansioso. - Demoraram-se muito em regressar.

-Sentimo-lo, é que…

Harry não terminou de falar, só olhou como Snape entrava à enfermaria, com o corpo de Dumbledore tampado com a manta branca.

-Quem é? –perguntou a enfermeira, com mirada preocupada.

-Black não lhe tem dito? – sibilou Severus, mais recobrado de sua quase perdida de controle que teve na Torre. - É Albus Dumbledore.

Arquejos de surpresa e soluços escutaram-se no lugar, ao ouvir aquilo. Bill olhou ansiosamente a seu esposo, ele sabia, por suposto, a missão que lhe tinha dado o velho diretor a seu marido.

-Leva a meu escritório, Severus. –disse com voz firme Madame Pomfrey, entrando em seu modo profissional e obrigando-se a não reagir em frente de tantos pacientes que a precisavam.

O pocionista obedeceu e Bill fez senhas a seu irmão Ron para que viesse junto a Charlie, enquanto ele ia depois de seu amante. Ao entrar ao escritório, o ruivo obrigou-se a não olhar o corpo que estava sobre a cama que estava ali e caminhou para Severus, para acariciar sua bochecha.

-Cumpriste sua promessa? –foi o único que perguntou.

-Sim. –suspirou atraindo a Bill para um abraço, cuidadoso de não aplastar à menina. - Mas Lioncurt fez gala de outros de seus momentos Gryffindor e lhe deu minha glória à rata.

-Oh. –pestanejou várias vezes. - Entendo, suponho que é o melhor.

-Nada será melhor aqui sem Albus, Bill.

Isabela chorou um pouco e pediu que seu pai a sustentasse. Severus sorriu vacilante, antes de tomá-la, justo no momento que o canto de Fawkes se escutava ao longe. Não era um canto como os outros, era afligido, de beleza terrível. Que anunciava toda a dor que tanto a ave como os magos e bruxas em todo mundo Mágico que apreciavam ao velho mago que acabava de partir se iam sentir com sua perda.

-Bill?

Ginny meteu sua cabeça no escritório e também se obrigou a não olhar o corpo do diretor.

-Que passa?

-Papai está aqui com Nott, diz que quer te ver. Já lhe disse que está bem, mas está histérico após ver a Charlie. –fez uma careta. - Veem, sim? Só será um momento.

-Vá, eu estarei aqui. –animou Severus, entregando a sua filha de novo ao ruivo.

-Regresso em seguida. –prometeu, beijando silenciosamente os lábios de seu amante, antes de sair depois de sua irmã.

Severus suspirou e seus olhos voltaram ao corpo que todos estavam a tratar de evitar. Fora, escutou um par de soluços e gritos, sobretudo de Black, que se não é equivocava, estava numa luta com Remus.

-Severus. –A voz sedosa e o aparecimento de Lucius confirmaram seus suspeitas.

-Têm vindo vocês também. –foi o saúdo do pocionista.

-Sabe que muito a meu descontentamento, meu esposo faz parte da Ordem. –olhou o cadáver de Dumbledore. - Quem foi?

-A rata.

-Pettigrew? – levantou uma sobrancelha e fez uma careta maliciosa. - Não posso achar que esse mago patético tenha encontrado as entranhas para matar ao mago mais prestigioso dos últimos tempos.

-O mundo está cheio de surpresas, Lucius.

-Suponho. –encolheu-se elegantemente de ombros e depois franziu o cenho. - Preocupa-me saber que vai passar a partir de agora. Conquanto era um velho irritante, tinha a capacidade para guiar-nos a todos e era de algum modo tranquilizante. Mas agora…

-A muitos nos treinou bem como para ocupar seu lugar. –disse Severus. - Sobretudo Olho Tonto. De modo que não estamos de todo desabrigados.

Teve uns ligeiros golpes à porta. Era a professora McGonagall

-Severus, precisamos-te aqui afora. Estamos por decidir como seguiremos a partir de agora. –sua voz tremeu um pouco e olhou com pena o corpo que descansava na cama. - agora que Albus já não está conosco.

-Em seguida estou contigo.

*Ao dia seguinte*

Finalmente, decidiu-se que o colégio seguiria aberto e que agora Mineira e Severus seriam diretora e subdiretor respectivamente; como a bruxa tinha muito mais experiência nisto de administrar o colégio.

Por outro lado, também foi consenso absoluto que Dumbledore seja enterrado ali mesmo, num lugar estrategicamente escolhido no pátio do colégio. Pelo funeral, as classes foram suspendidas, muitos alunos abandonaram o colégio e chegaram a Hogwarts muitas figuras importantes do Mundo Mágico, para dar-lhe seu último adeus ao Diretor.

A notícia que o mesmo Pettigrew tinha sido o assassino já se tinha transmitido, e Harry pensava em que cara estaria a pôr a rata ao saber isso.

-Sente-te bem?– perguntou Eriol, enquanto tomam café da manha e acariciava uma bochecha de seu namorado. - Porque não luzes bem.

-Não tenho podido dormir para nada bem.

-Nem eu. –contribuiu Ginny, quem estava enfrente do companheiro. - Quase não colo o olho desde, bem… ah… vocês sabem.

-Tivesse-lhe dito a Draco que te ajude, o sexo cansa bastante.

Ron se atoro com o pedaço de tostada que estava a comer, enquanto Neville, Eriol e Hermione lhe davam uma mirada desaprovadora.

-Nem sequer nestes momentos evita dar uns de seus comentários pervertidos, verdade? - grunhiu Neville, enquanto palmeava as costas de seu namorado.

Harry encolheu-se de ombros e seus olhos viajaram para a entrada. Um sorriso de lado formou-se em seu rosto ao ver chegar a seu papai, com seu irmãozinho nos braços. Ele se levantou, deu um pequeno beijo a seu namorado e foi ao encontro do vampiro.

-Lamento não poder ter vindo antes. –murmurou Louis, o abraçando com um só braço. - Mas tive que esperar a que o sol não estivesse tão forte.

-Está bem, papi Lou. Estou alegre de voltar a ver ao fim aqui.

-Como se sente? –perguntou, repetindo o gesto anterior que tivesse seu noivo.

-Sinto como que quisesse voltar a ser tão pequeno como Benjamin. –olhou ao bebê e acariciou a pequena cabeça loira. -, quando não tinha preocupações por nada.

-Oh, mon ciel. Não sei por que a vida se empenha com ser tão dura contigo.

-Nem eu.

-Olá, Monsieur Louis. –saudou Eriol, chegando ao lado de seu namorado. - Harry, já é hora de sair ao pátio.

O garoto assentiu e, após dar-lhe um beijo à bochecha a seu papai, reuniu-se com seus colegas de casa, que foram em grupo, guiados por sua Chefa de Casa. Eriol e Neville pediram permissão para caminhar ao lado de seus namorados nesta oportunidade e Flitwick concedeu-lhes. Lá fora pôde ver a muitas personagens conhecidas, lastimosamente alguns que lhe caíam muito mau entre eles, mas Harry se obrigou a não se amargurar por isso. Este mundo estava cheio de hipocrisia e o importante era que as verdadeiras pessoas que amavam a Albus Dumbledore estavam ali.

-Por que passou isto papai?

Remus suspirou e acariciou a cabeça de Lucas, antes de dar-lhe um beijo. A seu lado, Lucius sustentava a Lucien, enquanto Camila e Derrick tinham ido a sentar com os gêmeos Snape, dos quais sentiam muito gosto desde que frequentavam sua casa.

-Não eu mesmo o sei, meu amor. Oxalá tivesse sabido antes que passava pela mente desse assassino, para poder o impedir. Mas não pude, e agora temos perdido a um grande homem.

-Mas igual vou vir a Hogwarts o curso que bem, verdade?

Lucius franziu o cenho.

-Se é isso o único que te preocupa, tens um pensamento muito egoísta. –sibilou.

-Não diga isso, Lucius. –repreendeu Remus. - É normal que se preocupe, no entanto… - suspirou. - Este não é momento de perguntar isso, Lucas. Em casa responderei a todas suas dúvidas.

Um silêncio apoderou-se de repente de todo o lugar e os olhos viajaram para onde estava a tumba branca que seria o lugar de descanso eterno do diretor. Um pequeno homem em túnica negra tinha-se levantado de seu lugar e parava-se em frente ao corpo de Dumbledore. Essa mesma personagem começou a falar sobre as grandezas do diretor.

Quase a metade de discurso, as sirenas, os centauros e até o gigante irmão de Hagrid apareceram para dar seus últimos respeitos a Dumbledore. Ganhando muitas miradas escandalizadas.

De modo que até aqui chegou, Harry. Seu destino tem sido traçado e está sozinho. Sua única ajuda forte foi-se, só te deixando instruções de que seus amigos podem te ajudar, não assim os adultos. Irracional, deveria pensar, mas honrarei esse pedido.

Uma lágrima voltou a cair de seu olho, mas este não chegou a sua roupa, porque um beijo suave de Eriol a deteve a metade de caminho. O mesmo Ravenclaw tinha o rosto empapado e Harry não teve que olhar para além para ver que seus amigos estavam igual de destroçados.

-Como se sente com respeito ao casal, Eriol?

Seu namorado pestanejou, secando-se as lágrimas.

-Desculpa?

-Tem pensado alguma vez em casar-te?

-P-por suposto. –tartamudeou um pouco. - Muitas vezes.

-Comigo?

-Bem, sim. –respondeu incômodo. - Por que me salgues com isso justo agora?

-Tenho uma missão agora, sabe? – olhou para um lado e viu que Scrimgeour tentava se acercar a ele, mas foi rapidamente detido por um Sirius que tinha cara de mau leite. Obrigado padrinho, o que menos preciso é ser molestado por esse homem, agora.

-E daí com isso?

-Não sei o que me depara o destino, Eriol. –apertou sua mão e o olhou com tanta intensidade que o de óculos arquejou. - Mas sim sei que quero que seja meu esposo antes de morrer.

-M-m-mas Harry, isso…

-Ssshhh. –pôs um dedo sobre os lábios trémulos do outro. - Falaremos disto quando estejamos em casa.

Continuará…

*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\*\

Nota tradutor:

Hummmm

Nunca pensei que Harry fosse proteger Snape por ter matado Dumbledore bem diante dele e ainda jogar a culpa em outro! E mais esse pedido inesperado de casamento? O mundo realmente esta acabando lol.

Espero vocês nos reviews e nos próximos capítulos não se esqueçam de comentar!

Ate breve