Notas da Autora

Tights se surpreende quando Raditz...

Então, em uma conversa em forma de sussurro, ela revelar o seu maior medo.

Capítulo 54 - Raditz e Tights - Preocupação

- Ela não era cientista. Portanto, não era útil para eles. De uma forma ou de outra, iriam descobrir e nada mudaria o seu destino.

- Mesmo que isso seja verdade, Bulma não precisava ter visto tal cena... Ela tinha apenas dez anos. Não sabia o que era isso e, praticamente, morreu naquele dia. Minha imouto era uma criança e como toda a criança, chega a ser egoísta e não pensa nas consequências. Eu era a mais velha e temia que algo assim acontecesse, tal como o meu pai. Ele também se culpava por não ter sido mais energético em arrancar esse temperamento e gênio rebelde, assim como desafiador de sua filha caçula, sendo que eu deveria ter feito isso, também, juntamente com ele. Se eu tivesse feito isso, ela teria sido poupada de ver tal cena perversa e cruel.

Ela fala com o rosto coberto de lágrimas e os olhos vermelhos, enquanto chorava, sendo que era abraçada pelo saiyajin, que ouviu todo o desabafo dela em silêncio.

- Você acha que teria a coragem necessária para castigar severamente a sua irmã, para anular seu comportamento rebelde e desafiador?

Raditz pergunta seriamente, enquanto que o ato dela evidenciava que de fato, os chikyuujins eram demasiadamente emotivos e sentimentais, a um nível demasiadamente desconcertante, sendo que inicialmente, achou tal relatório exagerado. Agora, percebeu que estava bem consciencioso em relação a aquela raça.

- Eu teria.

- Você está mentindo para si mesma – a humana ergue o rosto umedecido pelas lágrimas, enquanto arqueava o cenho – Os seus olhos entram em contradição com a sua boca, assim como a sua mente. Isso é uma prova que não conhece a si mesmo. Você nunca faria algo assim, Tights e acredito que o seu pai também não. Vocês não possuem a frialdade e a insensibilidade necessária para agirem tão duramente com aqueles que amam. Vocês são dominados por fortes emoções, assim como são, igualmente, sentimentais. Nem você e o seu pai, assim como irmã, são culpados pelo que aconteceu a sua genitora. Vocês não podiam fazer nada para mudar o seu destino e se é verdade o que você me disse sobre as crianças de sua raça, assim como o temperamento de sua irmã caçula, nada poderia mudaria o que iria acontecer. Agora, não se martirize e não fique se culpando por algo que não poderia ser alterado e por mais que a sua mente hipócrita grite que poderia ter feito algo diferente, é a mais pura mentira. Seu coração não permitiria e se ousasse fazer um terço do que a sua mente gritasse, restaria a você a dor e a desolação, além da culpa, por ter agido de tal forma perante a sua adorada imouto. De um jeito ou de outro, você sofreria. Portanto, nada mudaria e em virtude disso, não precisa se martirizar por se sentir culpada, por algo que era inevitável. Você não poderia mudar nada, assim como sentiria a dor, o pesar e a culpa em ambas as situações.

Ela fica absorta, pensando nas palavras dele e percebendo que eram de fato, verdadeiras, ao analisa-las pelo ângulo dele. Se fosse analisar, mais friamente o que aconteceu e tudo o que sabia sobre ela e a sua família, era de fato, inevitável. Além disso, os únicos culpados eram os ryuushiro-jins, enquanto que ela e a sua família, eram apenas uma de suas inúmeras vítimas.

De fato, nada mudaria e isso era uma verdade amarga, mas, necessária.

Ao perceber que ela se acalmava, gradativamente, Raditz a pega em estilo noiva e a deita na cama, ajeitando melhor a humana, com a chikyuujin colocando a cabeça em cima do tórax talhado de músculos e cicatrizes dele, enquanto que o saiyajin a afagava nas costas em uma carícia suave, assim como os dedos dele, que delimitavam sua face em uma carícia sem qualquer malícia, enquanto ela via-se refletida nos orbes ônix como a noite, que estavam estranhamente gentis, sendo que Tights não se lembrava de já ter visto tal olhar em seu dono, antes.

Ele leva um dedo ao vinculo dele na nuca dela e o corpo de Tights se retrai, enquanto sentia uma onda de prazer confortadora, sendo que nunca fora confortada antes, com exceção de seu pai, que procurou confortar ambas, paternalmente.

Mas, por algum motivo, estar junta do saiyajin que a havia estuprado e apesar de não ter tirado a sua virgindade, não mudava o fato que fora contra a vontade dela, não sentia medo como julgou que sentiria e que por algum motivo estranho, a seu ver, sentia-se segura perto dele, algo que soaria como ilógico, pois, ele era o seu dono e detinha todos os direitos sobre si. Ela era a sua propriedade e nada mais.

Mesmo com esses pensamentos, não pôde deixar de se sentir segura e estranhamente protegida em seus braços fortes, enquanto sentia a sonolência toma-la, sem saber se era pelas carícias confortadoras ou pelos sentimentos que a tomavam naquele instante, enquanto que se surpreendia pelo seu dono tê-la confortado, considerando que era apenas uma escrava para ele.

- É a primeira vez que eu me deito com uma fêmea e não a tomo. Se orgulhe. - ele fala em um tom divertido, pois, nota que ela se acalmou.

- É bom sabe disso... Raditz.

A humana fala sarcasticamente, como sempre, embora estivesse sonolenta, sem perceber que o chamou pelo nome e não de mestre, sendo que depois adormece, enquanto ele sorria e a abraçava, aspirando o perfume dela que aplacava os seus instintos saiyajins de uma forma surpreendente, enquanto que orava que não estivesse se tornando uma versão de sua mãe.

Após duas horas, a humana desperta, se sentindo melhor e percebe que Raditz estava olhando atentamente para ela com um semblante indecifrável, sendo que a chikyuujin sentia carícias gentis em seu cabelo e cora, ao ver o olhar dele sobre si, sendo que os olhos do saiyajin pareciam brilhar, com algo que não compreendia.

Então, ele fala:

- Precisamos fazer compras. Além disso, quero revelar a surpresa que tenho para você e que, com certeza, irá adorar. – o guerreiro fala com um sorriso de canto.

Ela sorri imensamente e se levanta, pois, adorava surpresas e não parecia ser algo pervertido, sendo que decide confiar nele, por mais que achasse estranho tal pensamento.

Raditz confessava que o cheiro dela era inebriante e que o sorriso da chikyuujin era lindo, assim como quando os olhos ônix da humana brilhavam, quando estava feliz. Ele simplesmente queria ver mais desse sorriso e ao se lembrar das vezes que a sua escrava fez sexo oral nele, se recordando da reação dela e rosto, ele suspira.

- Raditz-sama? – a chikyuujin arqueia o cenho ao ver a mudança no humor dele e fica preocupada.

Raditz estranha o fato de que adoraria ver os olhos dela brilhando e o sorriso, simplesmente lindo. De alguma forma, ambos o faziam se sentir estranho ao nível do desconcertante, embora fosse, ao mesmo tempo, aprazível, ficando surpreso ao decidir trocar a sensação da boca dela em seu membro, apenas para ver os olhos dela brilhando.

Afinal, a partir desse momento, havia tomado uma decisão ao se recordar que ela sofria e muito ao fazer sexo oral nele. Não iria mais ordenar que fizesse isso e somente o masturbaria, pois, a pior parte do ato deles para ela, fora aquele momento, em que se recordava da dor e imensa tristeza nos olhos dela, assim como raiva, enquanto fazia sexo oral nele.

Por algum motivo, aquilo fazia seu sangue resfriar. Portanto, não iria mais obriga-la a isso.

Então, Raditz se levanta e fala, vendo a face dela receosa ao olhar para ele, desejando ver os olhos brilhantes dela, novamente:

- Apenas me lembrei de um compromisso mais tarde, que é extremamente aborrecedor... Por que está assim?

Tights suspira aliviada e torna a sorrir, para depois falar:

- Pensei que eu tinha feito algo de errado e que iria me punir.

Quando fala a palavra punir, sua feição muda e ela fica cabisbaixa, pois, era inevitável se lembrar das vezes que foi castigada, sendo que além da dor, havia a humilhação e vergonha.

Então, ele coloca o dedo embaixo do queixo dela, fazendo-o olhar para ele, sendo que fica surpresa com o ato dele, ao encostar os seus lábios no dela, que estranha o fato de não sentir asco e que acaba se entregando ao beijo, sendo que o saiyajin nunca a beijou daquela forma.

Raditz fora suave e tinha mais um sentimento que ela não conseguia decifrar.

Então, Tights abre os olhos e sente a carícia no lado do rosto dela, para depois ele falar:

- Não pense nisso... Duvido que isso irá acontecer.

Ela arqueia o cenho, não compreendendo o que ele falou, até que associa com o fato que, provavelmente, era obediente e por isso, tinha menos chances de ser punida.

De fato, era melhor ficar sobre a proteção dele, tendo que atura-lo a cada três noites, do que tentar fugir e ser pega por outro saiyajin ou alienígena. Por mais irônico que fosse, era muito mais seguro ficar como escrava dele, o obedecendo, assim como se submetendo aos seus caprichos, para não ser punida, em vez de tentar fugir, sendo que orava para que o seu pai e irmã tivessem morrido no planeta.

Afinal, assim, eles estariam salvos, sendo que iriam se reencontrar com a mãe delas, após tantos anos, enquanto esperaria, impacientemente, que fosse a vez dela partir para reencontrá-la.

Era um pensamento confortante, que não a fazia temer a morte. O que ela temia era uma morte lenta e gradual. Ou seja, agonizante. Mas, uma rápida era bem-vinda, pois, a libertaria e com isso, poderia reencontrar seus entes queridos.

Afinal, duvidava que houvesse algum lugar seguro no universo e mesmo que fugisse do planeta, poderia se tornar escrava de outra raça.

Porém, havia algo que ela acha estranho, ultimamente, conforme o seguia, enquanto saiam, ao olhar para o seu dono que estava de costas, já que andava um pouco atrás dele e que era o fato, que uma parte ínfima dela queria ficar com ele, sendo que estranha tal atitude, não compreendendo o motivo de pensar dessa forma.

Tudo o que sabia, é que essa parte ínfima não via a morte como sendo algo agradável, uma vez que ficaria longe dele.

Então, ao descerem as escadas e saírem, ela sacode a cabeça para os lados, tentando dissipar tal pensamento, censurando a si mesma ao permitir que visse ambos como um casal em uma névoa surreal. Ela era a escrava dele e ele o seu dono. Claro, era um dono que a tratava bem e parecia ter consideração por ela. Mesmo assim, não mudava o fato que ela era escrava dele.

Algumas horas depois, Raditz e Tights haviam acabado de sair de uma loja de roupas e a humana olhava penalizada para a escrava que carregava as compras, apesar dela não demonstrar cansaço, evidenciando o quanto a sua raça era resistente.

Enquanto isso, a chikyuujin estranhava a autorização que recebeu de conversar com os lojistas e vendedores, ao contrário do que seria esperado, que consistia no fato de ficar calada, com o dono falando o que queria para a sua escrava.

Ele a surpreendeu, demasiadamente, quando lhe deu autorização para falar com quem quisesse e a pedir por si mesmo, sendo que a roupa teria que passar pelo julgamento dele.

Os vendedores não entenderam porque precisavam responder a um escravo, já que eram inferiores. Porém, frente a um rosnado de aviso dele, não ousaram questionar mais os motivos e a atendiam como se ela fosse uma alienígena livre.

Agora, eles entravam em uma espécie de farmácia e Tights estava no balcão, perguntando:

- Tem algum anticoncepcional para nós, humanos?

Como esperado, a atendente não olhou para ela, como se não houvesse ninguém a sua frente, enquanto estreitava os olhos em virtude da petulância de uma escrava em ousar falar com uma superior.

- Responda a pergunta dela ou irá ter todos os seus ossos quebrados.

Raditz aparece atrás dela, falando dentre rosnados, exibindo um olhar mortal, fazendo a alienígena quase desmaiar de medo, para depois secar o suor na testa e falar:

- Sim, senhor... – olha para Tights – Anticoncepcionais para humanos? Acredito que não temos ainda. Eu vou verificar.

Nisso, a farmacêutica vai até a prateleira que continha diversos anticoncepcionais.

- Para que anticoncepcionais? Eu disse que não iria penetrá-la.

A humana cora frente ao comentário e responde:

- É melhor prevenir. Afinal, pode acontecer algum acidente e eu prefiro não descobrir se a raça do senhor é compatível com a minha. Portanto, me sentiria mais segura se tomasse um anticoncepcional.

Raditz dá de ombros, embora que no ínfimo, o pensamento dela grávida dele, não parecia ser demasiadamente revoltante, conforme pensara inicialmente ao cogitar a hipótese da raça dela ser compatível com a sua, embora duvidasse, piamente, que fossem compatíveis.

Afinal, mesmo possuindo a mesma aparência entre si, com exceção da cauda, apesar dos humanos terem o cóccix, que era o início de uma cauda primitiva, havia divergência no tempo de gestação, pois, o tempo gestacional de uma saiyajin era de cinco meses e o dos humanos era de nove meses, além do fator força e resistência, assim como poder.

Conforme observava a atendente lendo os diversos rótulos das prateleiras, Tights sussurra para o seu dono, o tirando de seus pensamentos:

- Senão tiverem, eu crio um. Eu me lembro da fórmula usada na Terra.

- E os nomes dos medicamentos? Além disso, o tempo de gestação de vocês é maior que o nosso. Não acredito que a sua raça seja compatível com alguma outra raça alienígena.

- Me dê um computador para pesquisar, que eu resolvo o problema com a diferença dos nomes. Quanto à diferença do tempo de gestação e outras características, eu prefiro não arriscar, como eu disse anteriormente. Afinal, eu posso ser azarada, acabando por ficar grávida, após algum "acidente" entre nós, digamos assim e eu não quero gerar uma criança para ela ser uma escrava. Sou do princípio que se você ama alguém, somente deseja o bem e não o mal. Eu amaria ficar grávida e adoraria ter um filho, pois, é o meu sonho ser mãe. Mas, não seria egoísta ao ponto de deseja-lo, sabendo que ele seria um escravo. Prefiro esmagar o sentimento de ter um filho, anulando a minha felicidade em prol dele não ter uma vida de sofrimento e humilhação. Além disso, se for uma menina, terá que conviver com os estupros e isso somente dará uma nova dimensão a dor dela, mestre.

- Bem, não sei como seria visto um meio saiyajin em minha cultura, embora acredito que será repudiado. Como nunca tivemos compatibilidade com nenhuma raça, não temos uma norma para agir com os mestiços. Mas, sinceramente falando, eles seriam vistos com repugnância, provavelmente, por terem o sangue de uma raça inferior. Seriam repudiados com certeza. Portanto, em virtude disso, duvido que irá existir algum mestiço, pois, com certeza, eles serão mortos, assim que nascessem ou antes. Pelo menos é o que eu acredito. Logo, não iriam sofrer como escravos.

- Mesmo assim, há o risco da escravidão. Portanto, prefiro não arriscar, Raditz-sama.

- Posso comprar um, com acesso a rede. Só não conseguiria acessar o Computador Central de Bejiita... – ele para, ao se lembrar de que ela era uma cientista e gênio - Aliais, nem ouse fazer isso, pois sei que o seu intelecto é elevadíssimo e com certeza, conseguiria invadir o banco de dados do planeta. Se descobrirem a verdade, você será enviada ao imperador, cuja fama é aterrorizante, principalmente para as escravas, pelo que ouvi dos boatos.

Tights engole em seco, jurando a si mesmo que nunca faria algo tão idiota assim. Claro, não era uma maravilha estar com o seu dono atual, tendo que aturar a perversão dele. Mas, pelo menos, não teria que suportar alguém dentro de si. Além disso, até agora não foi punida, assim como se sentia segura perto dele, por mais estranho que fosse tal pensamento, considerando o fato que ela era, meramente, a escrava dele, além de estar começando a nutrir um sentimento inquietante em relação a ele, que não era desejado, pois, somente iria trazer dor, além de fazê-la fugir da dura realidade em que vivia.

Aliais, pensando agora, a interação entre eles era estranha e totalmente diferente do que está acostumada, considerando os seus anos de escravidão.

Inclusive, acreditava que naquele instante, com ele ao seu lado de cabeça inclinada, com ambos sussurrando entre si, pareciam mais um casal, do que uma escrava e seu dono. Era uma sensação estranha e igualmente aprazível, embora não compreendesse o motivo.

A atendente pigarreia e ambos se afastam, com a humana olhando para a mesma, que fala:

- Infelizmente, não temos nenhum anticoncepcional para vocês. Ainda não temos a confirmação se vocês são compatíveis com as raças do universo conhecido, inclusive com os saiyajins.

- E como podem saber se possuímos ou não, compatibilidade genética?

- Assim que for identificada a gestação de algum humano. Vocês são distintos das outras raças que são escravas e as que são livres. Com certeza, a gravidez de vocês seria bem evidente. Por enquanto, não tivemos relatos de gestação e acho muito cedo para termos algo assim, considerando o fato que a gestação de vocês é de nove meses. Mas, caso isso aconteça, com certeza, será criado, rapidamente, um anticoncepcional.

- Entendo...

Então, ela pede outros itens, sendo que corava, pois, Raditz ouvia seus pedidos, inclusive o de absorventes, enquanto que estava irritada por ele não ter se afastado, por ter notado o constrangimento dela.

Inclusive, ele dá um sorriso sarcástico para ela, adorando o fato dela estar envergonhada, recebendo em seguida como resposta um olhar mortal, que faria temer o homem mais corajoso do universo.

Frente a tal olhar, ele decide se afastar, pensando o quanto ela era aterrorizante quando queria e passa a olhar outros itens na farmácia, até que para em uma estante e sorri maliciosamente para Tights, que arqueia o cenho, enquanto ele sorria e pegava algo na mão.

A chikyuujin confessava que sentia um calafrio de prazer perante tal olhar, fazendo-a corar, intensamente, enquanto que estava, ao mesmo tempo, com receio do que ele havia pegado e que o deixou tão feliz, ficando mais alarmada ainda, quando não consegue ver o que é, embora julgasse que era um líquido e o fato dele ser pervertido, apenas agravava o que poderia ser o estranho produto.

Ele aproxima seus lábios do ouvido dela e fala, em um sussurro rouco:

- Daqui a três dias, você vai descobrir e garanto que vai adorar.

Ele termina de falar, fazendo o ar quente se chocar contra a pele dela, fazendo um calafrio de prazer se propagar na pele acetinada da humana, enquanto que corava, intensamente, ainda mais ao ver que a atendente estava igualmente corada ao ver a cena e ao ver o rótulo do produto que o saiyajin pegou.

Tights mal via a hora de sair da farmácia, sendo que Raditz coloca as sacolas com os produtos nas mãos da escrava que carregava as outras compras, enquanto que a humana xingava o seu dono de tudo que era nome, em pensamento, sem saber que por causa do vínculo entre eles, consequência da ligação verdadeira, ele podia sentir os sentimentos dela, assim como podia sentir que ela o estava xingando mentalmente.

Ele confessava que estava surpreso, pois, não sabia que o vínculo funcionava tão bem assim, considerando que somente havia a marcação dele nela, uma vez que os humanos não tinham nada semelhante a isso em sua cultura, segundo o arquivo da raça.

Porém, pelo que ouviu falar, enquanto se recordava da interação dos seus genitores entre si, parecia que ambos haviam se marcado e não apenas um. Isso levantava ainda mais a hipótese que eles tivessem a lendária ligação verdadeira, assim como os seus pais tinham e que justificaria o comportamento dele perante ela, assim como os sentimentos, além da possessividade e desejo de proteção, além de odiá-la vê-la triste, além do fato de que podia sentir os sentimentos e pensamentos dela, como se ambos tivessem se vinculado um ao outro.

Inclusive, estranha o fato de tal ideia não ser tão absurda e igualmente horrível a seu ver, como era antes. De certa forma, tal concepção não era tão insuportável quanto antes, enquanto que julgava que havia herdado algo de sua mãe ou que a mesma o influenciou como foi com o seu genitor, apesar de ter sido quando era filhote, há muitos anos atrás.

Porém, era uma explicação que auxiliava a compreender, por si mesmo, o seu comportamento, assim como gestos, que não eram tão intensos quanto aos dos demais saiyajins. De fato, podia ser considerado o melhor saiyajin de todos, na visão de outros povos, sendo uma ideia que não o agradava, embora não pudesse impedir isso.

Era cruel como os demais, assim como orgulhoso, mas, não compartilhava de muitos atos que eles realizavam e apesar de humilhar e punir escravos, esses castigos podiam ser considerados leves, se comparado aos dos demais e quando estuprava um escravo, não agia no mesmo nível dos outros. Inclusive, com exceção de Tights, nunca mais estuprou um escravo.

Claro, havia as escravas sexuais que eram prostituas no passado.

Porém, elas ganhavam prêmios e tinham regalias ao vender o seu corpo para ele, sendo algo não muito diferente do que faziam antes, quando se vendiam por dinheiro. Elas agora se vendiam para apenas um macho e ganhavam prêmios e recompensas, além de serem servidas pelas outras escravas, assim como ganhavam o direito de passearem pelo planeta.

Por isso, todas se ofereciam e apesar de ser quase um estupro, elas não se importavam, ao contrário de Tights, sendo que ele continha a muito custo, muitos de seus instintos em relação a ela, para não feri-la e vê-la sofrer, demasiadamente, pois, descobriu que vê-la daquela forma, como ela estava de manhã, era algo demasiadamente sofrível a ele.

Além disso, ultimamente, sentia que a presença dela por si só, conseguia refrear muitos de seus instintos, por mais que fosse desconcertante tal fato, imutável.