Cap. 54- Visão
Perto do amanhecer, Noharahishimo retornava para casa após uma longa ausência da mansão, patrulhando os vilarejos próximos dali. Em uma das visitas, não sabia porque seus pés a levaram próxima da mansão onde vivia aquele " humano irritante ". Mas ele não se encontrava ali. Não compreendera e estava aborrecida e muito confusa. Ora sente raiva, ora ódio, ora tristeza, saudades.
Saudades. Não entendia porque sentia isso pelo humano, no intímo desejava revê-lo, mas procura afastar isso da mente.
Naquele instante, fora visitar a tumba de Hoshi e cuidara dela, como fazia por séculos.
Ao pisar na mansão, retira os calçados e calça um oshire. Sente então,um cheiro familiar vindo dos corredores, que já a fazia rosnar levemente. Ao andar mais para frente e se aproximar da sala usada para reuniões, e ao seguir o odor mais intenso, chega em um dos quartos usados por visitas de alta patente. Não sabe o que sente, reconhece como sendo do humano que a atormentava ea confundia não só nas ocasiões em que se viram, como nos pensamentos.
Usa seus poderes e se teleporta para dentro, sem abrir a porta corrediça. Decide assumir a forma de um rato, para evitar fazer barulho no piso de tatame e se aproxima do futon, onde "algo " dorme. Ao se aproximar é o "humano impertinente " .
Fita atentamente a face dele, serena, dormindo. Ele era pertinente quando acordado, mas dormindo, parecia indefeso e a face era adoravél, pelo menos o que ela achou por um fulgaz momento, para depois, sacudir a cabeça para os lados e afastar esse pensamento, assim como "outros" que ameaçavam se formar.
Agora estava irada consigo mesma, pois não entendia porque desejara ir ve-lo dormindo e decide se retirar dali. Usando seus pdoeres se teleporta para o corredor, mas uma mão forte pega o camundongo pelo rabo e esta assume rápido a forma original enquanto rosnava. Mostra as garras afiadas e olhos rubros, pondo-se me posição defensiva. Só aí olha para quem a pegara pela cauda, tudo isso rapidamente.
Vê que fora seu pai, que sorria para ela, um sorriso de orgulho, por ver a reação super rápida da filha, impossivél de ser acompanhada pelos olhos humanos e para os youkais, rápido demais. Pensou rapidamente e isso o agradou. Ela relaxa ao ver que é o genitor.
Ele dirige o rosto para a porta corrediça e arqueia a sombrançelha , para logo depois solhar a fiha e está entendendo o porque daquilo, ele com certeza sentira o cheiro dela lá dentro.
- Fiquei preocupado quando senti seu cheiro que chegara a mansão e temia que fizesse algo com ele, ainda mais com a impertinência e ousadia deste para com você...
- Não precisa, prometi proteger os descendentes não foi? - fala aborrecidamente, rosnando à mensão dessa promessa, para ela, era no minímo "idiota".
- Sim...mas fiquei peocupado...imagino como é difícil à você se controlar com as impertinências deste e ousadia, não a temendo, por mais que mostre sua fúria...
- Nem faz noção, tousan...acredite...- ela estala as garras perigosamente, enquanto fita o quarto onde o humano dormia
- Imagino...filhota... - e acaricia a cabeça dela, como quando ela era um filhote.
- Tousan...sou uma daiyoukai agora, não uma filhote...- procurou falar com o máximo de respeito para com seu genitor, procurando não demonstrar aborrecimento para com este.
- Eu sei...- e sorri.
- Vou me retirar para meus aposentos...
- Relaxe um pouco , filhota...
- Tentarei... - e estreita os olhos para o quarto.
- O cheiro desse humano me irrita...
- Eu solicitei que ele passase a noite aqui, pois estava tarde para retornar ao vilarejo...aliaís, ele se chama Yamakawa...
- Yamakawa...- ela repete quase num sussurro, para depois perceber o que fizera e fala, seca:
- Não me importa o nome...vou me retirar, antes que esqueça minha promessa imbecil e o mate...
- Sei...- mas fala com um tom de dúvida , a qual é percebido pela filha que arqueia a sombrançelha.
- Preciso ler uns pergaminhos...vou ficar amanhã aqui em casa e fazer relatórios para entregar a Oyakatasama...
- O nosso convidado ficará amanhã, pois desejo continuar nossa conversa agradavél, desejo saber um pouco das historias dos descendentes de Hoshi...
Ela suspira desânimada e seu pai a fita sorrindo.
- Konbanwa, tousan...
- konbanwa filhota - e beija a testa dela, que se retira.
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Amanhece.
No castelo, Oyakata está deitado ao lado de Yuri e esta dormindo tranquilamente. Ele a cobrira a noite com o lençol de seda e ficaria até ela acordar, não saíria e a deixaria ali, sozinha.
Fita o teto, pensando na noite e o quanto aquilo fazia falta á ele. Depois da morte de Aiko, ele ficara séculos sem tocar em uma fêmea, agora, sentia-se pleno. Tenkumoya estava certo quanto a ele, "relaxar".
A jovem serva desperta de seu sono, espreguiçando confortavelmente e sente uma mão macia passar delicadamente por sua face, em forma de carinho.
- Dormiu bem? - fala gentilmente.
Ela abre os olhos e sorrindo fala:
- Sim...
Ela faz menção de desviar o olhar dele, mas é detida, sendo seu queixo erguido por seu senhor e este falando:
- Agradeceria se não baixasse seus olhos...ainda mais depois do que tivemos...
E a beija, só que sem volúpia, apenas um beijo doce. Ele deixava que as fêmeas tomassem a iniciativa, nunca obrigaria nenhuma a ter relação com ele.
Ela o olhar sorridente e fala:
- Podemos repetir hoje a noite?
- Hoje a noite, tenho que me ausentar, quem sabe amanhã?
- Hai.
E o abraça, sendo correspondida por este.
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Na mansão Shippounosora, Yamakawa acorda. Dormira bem no futon de seda. Até aí seu plano corria bem.
Teve a impressão que algo entrara no quarto dele a noite, e não sabe porque esta impressão ficara gravada, mas de certo, achava que era peça da mente dele.
então, Teki ( gota) , a serva do outro dia, entra no aposento, abrindo a porta corrediça, se prostando e pergunta:
- Yamakawasama, deseja lavar-se antes do desejum ou depois?
- Antes.
- Então, solicitei que seja preparado o banho, como desejas?
- Òleo de sumire e essência de sakura.
- Hai, senhor. Sumimassen.
Ela então se retira sem virar as costas à ele.
Ele espreguiça mais uma vez e caminha até a porta corrediça que dá de frente ao jardim, ele se encontra no segundo andar. Olha distraidamente para os lados e avista, não longe dali, através de um apinel aberto, Noharahishimo.
Ela fitava um pergaminho, enquanto parecia meditar. Pela primeira vez, a via com uma veste muito leve, apenas uma peça de kimono branco, leve, indicando que ela estava relaxada. Dava para ver mais nitidamente os leves contornos do corpo dela enquanto a seda, caía graciosamente nas curvas. Os cabelos negros com pontas das franjas e destes, brancos, soltos, formavam uma espécie de capa atrás dela e alguns fios balançavam sobre o sabor da leve brisa que soprara naquele instante, enquanto as pernas dela encontravam-se de lado, via a daiyoukai excutar movimentos graciosos com as mãos, enquanto desenrolava o pergaminho volumoso, estes gestos requintados eram encobertos pela armadura imponente e vestes mais grossas.
Vê-la tão feminina e graciosa, o fizera ficar atônito. Para ele era a visão de uma deusa. Nunca imaginava que ela fosse tão feminina assim, na maioria das vezes, semrpe estava tensa e agia muito como um homem, mas compreendia porque, afinal liderava uma parte do exército das terras do este, precisava ter punho firme e ser extremamente exigente e feroz, para poder manter o pelotão submisso. Por ser mulher, era exigido mais dela.
Mas, naquele instante, estava em casa. Toda aquela mascara caía e revelava a verdadeira Noharahishimo. Era um contraste admiravél. Ficou admirando-a e estava maravilhado .Não conseguia parar de olhar para ela, eparecia hipnotizado. Seu coração acerelava.
Então, uma voz doce, quase como uma canto, ecoa por seus ouvidos:
- Yamakawasama, seu banho já está preparado, servas viram atende-lhe...
- Grato - ele então que virara para olhar a serva prostada, retorna a olhar para fora
Mas, o painél do quarto da kitsunedaiyoukai estava fechado, com certeza ela fechara . Ele suspira desânimado, se dependesse dele, ficaria horas fitando-a.
Desânimado, segue a serva. Lá na porta, encontrou as demais que o acompanhariam no ôfuro, mas sua mente vagueava longe, em uma certa daiyoukai raposa de beleza impar.
No corredor, avista ao longe, Noharhaishimo, com uma outra peça por cima do kimono que usara no quarto, e andava sozinha.Então, uma outra serva, prostou-se no corredor em frente à ela. A youkai então pergunta impassivél:
- Meu banho já está pronto, então?
- Hai, Noharahishimosama, a serva da Sukihashi já está lá.
Então imponentemente, ela vira no corredor, mas olha rápido para o humano, com um olhar impassivél. Ele desejava saber o que se passava na mente, daquela daiyoukai misteriosa. Achou estranho ela se dirigir ao ofuro sozinha, então perguntou a uma das que o acompanahva:
- Noharahishimo vai sozinha?
- Sempre é assim, desde que ela é jovem, só permite a serva da flauta, mas ela se banha sozinha e massageia com óleo o seu corpo ela mesma...
Ele acha estranho e mil pensamentos do por que desse comportamento lhe vêem a mente, alguns leves, outros mais pesados e estes, esperava ser apenas engano. Ele então entra no ôfuro, embora sua mente não descansasse.
Na varanda da mansão, Tenkumoya pensava, na cena que vira. Yamakawa olhando para sua filha. Percebera que não fora proposital e que de fato ele parecera encantado com a beleza dela, mas como todo pai "!coruja", principalmente com filhas fêmeas, fora até o quarto e ele fechara a porta corrediça para falar com ela, um assunto que procurou criar no momento. Não condenava o jovem, mas não agradara ver sua filha sendo observada. Achou preferivél não relatar á ela pelo bem do humano, temia que ela o torturasse antes de matar, esquecendo assim sua promessa.
Após algum tempo, relaxando, ele sai do ôfuro, após ser massageado com óleo e o vestiram. Como isso era de praxe , acabava tornando-se um hábito e não costuma levar ereção, embora não fosse negado que ficava um pouco "animado" , mas nada que não fosse controlavél, ainda mais que ele estava preocupado com o comportamento de Noharahishimo, pelo que entendera esse comportamento vinha de quando ela era jovem.
Ansiava por saber que motivos levaram-na a ser tão arredia e ter um olhar tão triste.
Notas:
Noharahishimo ( 野原火霜)
Tenkumoya ( 天雲矢)
Teki ( 滴)
Yuri ( 百合)
Yamakawa ( 山川)
Amesen ( 雨千)
Tchi ( ち)
Mori ( 森)
Resposta aos reviews:
Não sei ainda o nome para a mãe do sesshy, no mangá ela aparece, mas não é citado nome. È que estava ocupada, pensando no nome, para os dois filhos de Fukaiyorukaze e hanako, os dois hanyous e como a mãe do Sesshy vai demorar para aparecer, então não procurei bolar um nome á ela, só sei que tem que ser imponente.
Bem, o Yamakawa não tem medo da Noharahishimo, porque ele cresceu ouvindo a lenda, da youkai que protegia a família deste e sabia que ela não o mataria, pois era honrada, além de que é corajoso mesmo. Ela não consegue intimida-lo ou assusta-lo, isso a deixa confusa e aturdida, essa falta de medo dele, para com ela, por mais que ela rosne ou tente intimida-lo. srssrsrssrs, aquele ditado "cão que late não morde", adaptei para "raposa que late não morde" ahauahauahauahau
Quanto a Nidoriko sentir afeição por Oyakata, é porque ela sabe o que bandidos fazem, mas nunca viu um youkai atacar, mas bandidos sim, então, não há motivos para temer. Além do fato dela ser criança e também, por ele ter salvado ela e a mãe dela.A aparência dele, a amabilidade, a gentileza, fez Nidoriko sentir profunda afeição, ainda mais ela que não teve pai, creio que o vê, mais ou menos como um pai.XDDDDDDDDDD
Obrigada pelo elogio
