Capítulo 44 – Os Elfos de Licydia

Alicia, Kurt e Axel são acorrentados e levados até uma pequena vila na copa das árvores. Lá encontram Jack e Alystar na mesma situação. Todos são presos em celas

Arqueiro – Esperem aqui, nosso mestre vai decidir o que fazer com voces

Alicia – Parabens Axel, o que voce esperava que fosse acontecer?

Axel – Ah, não tem problema, eu vou tirar a gente daqui rapidinho, só vou criar uma serra e aí fica fácil. Forge!

Nada acontece

Axel – Hehe, espera um pouco. FORGE!

Nada acontece de novo

Axel – AAAAHHHH eu perdi meus poderes

Jack – Eu tambem não estou conseguindo explodir as correntes

Kurt – Parece que nossos medalhões tambem não funcionam aqui

Alicia – Eu consigo criar minhas laminas, mas não sem vibrá-las não tem como quebrar essas correntes

Alystar – Essa não. VAMOS TODOS MORRER!

Jack – Se acalme, nós ainda não sabemos o que eles querem

Alguns arqueiros voltam a cela

Arqueiro – Mestre Finrod deseja vê-los

Os arqueiros abrem as celas e escoltam todos até a maior casa na vila. Todos ficam em um grande salão, com os arqueiros armados em volta

Uma figura imponente, com orelhas pontudas, cabelos brancos e olhos heterocromáticos se aproxima, seguido de dois guardiões

Kurt – Eu não acredito... eles são mesmo elfos

Axel – Mas voces acabaram de me dizer que estavam extintos

Jack – Isso é impressionante... alguns deles sobreviveram

O mestre elfo se senta em um grande trono. Seus guardiões ficam em pé ao seu lado

Mestre – Aproximem-se humanos

Jack – É melhor obedecermos

Todos se aproximam

Mestre – Eu sou Finrod Mcllrath, lider dos antigos elfos de Licydia. Antes de fazer qualquer pergunta, meu guardião Taurnil irá verificá-los

Alystar – Irá o que?

Um dos guardiões se aproxima. Em volta de seu olho direito há uma grande tatuagem em forma de alvo e começa a brilhar

Taurnil – Mestre, todos esses humanos possuem medalhões. O desse aqui tem uma forma peculiar

Taurnil aponta para Axel

Axel –É que o meu é especial

Finrod – Entendo. Não temos escolha então. Mate-os

Alystar – O que? Não, espera aí, não faça isso

Finrod – Sinto muito, se voces não tivessem medalhões nós iriamos apenas apagra suas memórias e deixá-loes em outro continente, como fizemos com os outros

Alystar – Mas por que voce precisa nos matar?

Finrod – Porque é culpa de voces estarmos na situação em que estamos. Guardas, executem esses assassinos

O medalhão de Axel começa a brilhar. A luz atinge Finrod fazendo com que tenha uma visão

Uma bela mulher envolvida em luz aparece na frente de Finrod

Finrod – Deusa Teriseanna... é.. é uma honra conhecê-la! Mas o que faz aqui?

Teriseanna – Finrod, nossa raça está a beira da extinção. Eu preciso proteger meu povo a qualquer custo

Finrod – Sim, mestra, eu entendo, mas os deuses das raças não podem interferir em nosso mundo

Teriseanna – Finrod, voce sabe o que a deusa Suriah fez para proteger seu povo?

Finrod – Sim, ela se sacrificou para oferecer seus poderes aos humanos... e de certa forma isso tambem nos prejudicou

Teriseanna – Não, Finrod, a culpa não é de Suriah... forças maiores estão envolvidas nesse conflito.

Finrod – Entendo... mas por que esta me dizendo isso

Teriseanna – Finrod... se eu pudesse eu tambem me sacrificaria por nossa raça... mas depois de Suriah e Gilgamesh ficou difícil a comunicação com o seu mundo

Finrod – Mestra eu entendo, nós não a culpamos por isso

Teriseanna – Mas eu pude fazer algo, e é sobre isso que eu gostaria de falar

Fim