Notas da Autora
Quando descobrem sobre a ameaça de um grupo de saiyajins que se intitulam os "Guardiões da Pureza Racial", Bulma decide...
Porém, a sua decisão afetará alguém que não ficará muito feliz com a situação...
Capítulo 56 - Descontração e fuga
No calar da noite, um vulto observava a casa de Bulma, atentamente e após alguns minutos, como se desejasse confirmar algo, partiu para longe.
Lian apareceu detrás de uma árvore, próxima do vulto e arqueou o cenho, para depois retornar para o seu quarto, sendo que trajava uma espécie de pijama azul.
No dia seguinte, quando Bardock e Kakarotto contam sobre o grupo Guardiões da pureza racial, após Tarble explicar o que descobrira até aquele instante, todos estavam em alerta e Bulma, praticamente, se trancou no laboratório para aprimorar o seu invento que neutralizava saiyajins, assim como revisa-lo.
Afinal, sua filha Bra tinha herdado a audição saiyajin e se ativado, tal dispositivo poderia ferir a audição dela, algo que não desejava, assim como a dos demais.
Porém, após alguns dias, a pequena meia saiyajin começava a sentir muita falta da mãe, pois, ela se ausentava por longos períodos e mesmo com os avôs a distraindo, ainda sentia falta da genitora.
Então, em um dos acessos de choro de Bra, Vegeta chega na casa e bate na porta, com a senhora Briefs o atendendo e abrindo a porta para ele que entra afoito, pois, estava alarmado ao ouvir o choro angustiado de sua filha há alguns metros da casa, graças a sua audição.
- Comandante Vegeta. Que bom que o senhor...
Porém, antes que pudesse terminar de falar, o mesmo corria até a sala, onde via o avô de sua filha, tentando distrair a menina, sendo tal tentativa infrutífera.
Ele se aproxima e o senhor Briefs sorri, aliviado:
- Que bom que chegou, Vegeta-san, Bra está sentindo a falta da mãe.
A meia saiyajin sente o cheiro conhecido e se vira para Vegeta, parando de chorar e sacudindo os bracinhos, enquanto murmurava animada:
- Vegea... vegea...
- Estou aqui, minha princesinha.
Ele fala sorrindo e a segura no colo, com a mesma se encolhendo contra seu genitor, sendo que começa a beija-lo no rosto, enquanto o mesmo sorria e a embalava nos braços, sendo que via a cauda dela enrolando em volta de seu braço, fazendo-o sorrir, mesmo que no fundo, se sentisse triste por ela não chama-lo de pai, sendo que ansiava ouvir tal palavra da boca de sua amada cria.
Porém, não ousaria pedir algo assim, pois, tinha receio que desconfiassem, sendo que não podia se dar ao luxo de arriscar o seu disfarce, pois, os Briefs eram inteligentes demais, principalmente Bulma e ao pensar na inteligência primorosa dela, sorria de canto, pois, isso a tornava especial.
Então, sai de seus pensamentos quando a sua filha decide mexer, animada, no cabelo dele, que pergunta ao sentir o cheiro da cientista no segundo andar:
- E Bulma?
- Ela está absorta, aprimorando o dispositivo para proteger ela e as demais, assim como as crianças. Raramente sai do seu laboratório particular e Bra sente a falta dela.
Enquanto o senhor Briefs contava da determinação de sua filha para aprimorar o dispositivo, também se admirava pelo fato dele conseguir aplacar a meia saiyajin tão facilmente, considerando o gênio de sua neta.
Enquanto o chikyuujin contava os últimos acontecimentos, assim como a determinação de Bulma de aprimorar o dispositivo, Vegeta brincava com a sua filha para distrai-la, enquanto pensava que elas não estavam seguras e inclusive cogitava a hipótese de revelar a verdade e o fato de que a desejava como companheira, elevando Bra ao título de princesa dos saiyajins, para poder ficar mais tempo por perto, a fim de protegê-las mais efetivamente.
Afinal, mesmo que Lian tenha se prontificado a mudar-se para a mansão do seu irmão para poder proteger todos, não podia arriscar, mesmo com ela sabendo usar o shunkan no ido, assim como mantinha constantemente a forma super saiyajin 4.
Conforme via Bra, sentia uma dor inimaginável e angustiante, ao imaginar a sua amada filha morta e Bulma. Era uma visão tão aterradora, que o deixava tomado por uma dor indescritível que lacerava a sua coração. Inclusive, tivera um pesadelo nesse sentido e somente conseguiu se acalmar, quando voou até perto da casa dela e sentiu o ki de sua filha e de Bulma, indicando que estavam bem e que tudo não passou de um pesadelo atemorizante.
- Vou até a Bulma.
Ele fala, saindo de seus pensamentos e recordações, caminhando com Bra, sendo que usava sua cauda para distraí-la, enquanto concentrava-se no cheiro de Bulma, até que chega a uma porta, no meio de um corredor, após subir um lance considerável de escadas.
Bra se agita, virando para frente e fala, com um imenso sorriso no rosto:
- Mama... mama...
- Pelo visto, sentiu o cheiro de sua mãe atrás da porta, né?
Ele comenta com um sorriso que somente Bra e Bulma testemunhavam e nisso, a criança faz farra.
Vegeta abre a porta, devagar e vê a cientista inclinada em uma mesa e ao olhar em volta, observa que era um quarto grande, repleto de inventos, sendo que a mesa era levemente reclinada e tinha alguns apetrechos, tal como uma espécie de lupa presa a uma armação que podia ser movida sobre a mesa e a cientista o usava no momento, assim como utilizava um aparelho que parecia uma caneta para examinar placas e circuitos.
Ele notou o cabelo preso em um coque e o fato que estava usando o jaleco, além de não ter percebido a presença deles.
Sorrindo de canto, leva a sua cauda até Bulma, enquanto faz um sinal de silêncio com o dedo e como se soubesse o que o seu pai queria dizer com o sinal, Bra parou de murmurar e fica quieta, fazendo Vegeta sorrir orgulhoso, pois, era não era uma criança comum, devido à capacidade de entendimento ao sinal que fez.
Então, ele encosta a cauda no braço da chikyuujin, que se assusta e quase cai da cadeira, sendo que se segurou no tampão com as duas mãos, para depois olhar furiosa para o saiyajin que sorria de canto, se divertindo ao ver faíscas nos olhos azuis que estavam coléricos, sendo que ela parecia rosnar.
- Quem diria que pode rosnar? Pensei que somente nos, saiyajins, fazíamos isso.
- Tente assustar alguém e se divertir com ela, para ver do que essa pessoa é capaz. – sibila irritada.
Então, ao olhar para a filha que ria e se divertia, ela fala, levemente emburrada:
- Você também?
Bra ri ainda mais, enquanto que Bulma bufava, para em seguida perguntar com os braços cruzados em frente ao tórax.
- Por que fez isso?
- Não resisti e tipo, Bra precisava de diversão.
- Não ela era que precisava e sim você, né? – Bulma pergunta acusadoramente.
- Você que diz.
Ele fala animado, pois, com elas podia relaxar, após ter que vivenciar dias estressados no palácio com as obrigações reais e para agravar, com os tais rebeldes intitulados Guardiões da pureza racial, que o fizeram ficar ainda mais tenso.
Portanto, quando se tornava comandante e vinha visitar Bulma, considerava tal período com um momento de paz e de divertimento, por mais que parecesse estranho.
Afinal, a seu ver, ambas eram a calma e a paz que tanto precisava e ansiava.
A chikyuujin volta para a mesa de projetos e fica aliviada ao ver que estava tudo em ordem e ao olhar para a filha, percebe que a mesma a olhava com os olhinhos expectantes, desejando a mãe.
Então, passa a se sentir mal, porque a negligenciou por dias e ao ver o olhar da pequena com os braços esticados, ansiando o seu colo, o mesmo faz a sua raiva dissipar e então, ouve a sua filha:
- Mama... mama... coio...coio.
Sorrindo de lado, resignada, desliga a luz da mesa e pega a amada filha no colo, que começava a fazer farra, abraçando e beijando a sua mãe, até que ela fala, rindo, tentando manter uma face séria, sendo que teve um fracasso retumbante:
- Não pense que esqueci que você foi cúmplice do Vegeta. Você ficou quietinha.
Bra ri e enche de beijos a genitora que sorri e fala, olhando para ela:
- Está querendo escapar da bronca, né?
- Ela é muito inteligente. Entendeu o que foi o meu sinal de silêncio.
- Ela é uma Briefs. Nos somos gênios natos ao nascemos. Ela é tão inteligente... Você se lembra do cercadinho reforçado que fiz para poder deixar meio saiyajins confinados?
Vegeta fica pensativo e se recorda de uma espécie de cercado.
- Sim. É aquele cercado, né?
- Isso. Bem, eu já projetei cinco diferentes desde aquele dia, mas, não duram sequer dois dias com ela. Bra consegue desmonta-los e escapa. Yukiko vai animada atrás dela e Gohan parece ser o mais comportado. Ele fica no cercadinho, entretido, mesmo com a porta aberta.
- Cinco?! – ele fica surpreso.
- Bem, segundo o meu pai, nenhum cercado durava comigo, também e olha que ele projetou muitos, sendo que eu era somente uma humana. Se eu colocar um cercadinho normal, com a força dela e de Yukiko, que parece ser a parceira de arte dela, ambas conseguem quebrar, se quiserem. Logo, projetar um a prova de Bra, digamos assim, é a solução, porém, não estou conseguindo projetar algo que resista a inteligência dela. Ela fuça e descobre por si mesma.
- Incrível... De fato, vocês nascem como gênios mirins.
- Sim. Nos Briefs nos orgulhamos de nosso intelecto.
- Já, ela, além de herdar o seu cérebro primoroso, será poderosa... Mas, mantem o ki suprimido. Kakarotto e eu chegamos à mesma conclusão. Não é só ela e sim, os demais, que ocultam o seu ki, naturalmente e só exibem o de um nível humano, somente podendo ser detectado tal poder, se eles passarem por situações de tensão, tal como de raiva. Eu espero saber um dia todo o potencial dela. Eu tenho uma estimativa, mas, posso estar enganado, e Kakarotto também possuí para os dele.
- Isso o surpreendeu, né? – ela pergunta sorrindo, abraçando a filha.
- Sim. O normal seria serem fracos, mas é o oposto. Ademais, por terem um coração chikyuujin, eles são emotivos e sentimentais, assim como não possuem a agressividade natural de nós, saiyajins. Talvez isso explique o fato que o ki deles fica baixo, do mesmo nível dos humanos... Bem, coloque um bebê saiyajin em um quarto com coisas. Após alguns minutos, só terá coisas quebradas. Já, um chikyuujin, assim como um meio-saiyajin, não irá destruir indiscriminadamente.
Bulma ri levemente e fala, com um sorriso no rosto:
- Não duvido. Mas, acho que é isso. O sangue chikyuujin aplaca a violência herdada do sangue saiyajin e consequentemente, mantém o ki naturalmente baixo.
- Bem, eu não vim, precisamente, para conversar sobre meio saiyajins, potencial e outros assuntos, que inclusive acho interessante. Na verdade, vim para convidar você para irmos até uma campina, passear, junto com Bra. Acredito que ela ia adorar um passeio ao ar livre.
- Tive uma ideia! – ela exclama – Que acha de aproveitarmos e fazermos um piquenique?
Ela fica animada com a ideia de dedicar um tempo com a sua filha e comandante, até porque já adiantou muito da resolução de seu protótipo.
- Piquenique? – ele arqueia o cenho – O que quer dizer esse termo terráqueo?
- É mesmo! Esqueci que é um saiyajin e vocês não tem essas coisas aqui. Piquenique, em suma, é ir para uma capina ou um local bonito com uma cesta de comida e estender uma toalha, para por a comida e bebida, sendo que as pessoas conversam e até brincam, se divertindo, enquanto aproveitam o ar livre. É algo como comer e se divertir em um local aberto. Claro, pode ser feito em local fechado, também. Mas, o legal é em um lugar aberto.
- Parece interessante – ele fica pensativo, analisando o que foi falado, tentando imaginar como seria.
- Vou pedir ajuda para a minha mãe e iremos fazer várias cestas, Afinal, eu sei como é o apetite de um saiyajin. – ela fala animada e entrega Bra para Vegeta, com a mesma fazendo festa e brincando com o seu genitor – Vou preparar. Daqui a meia hora sairemos.
Então, ele caminha para fora do laboratório particular de Bulma, percebendo que em um canto jazia um cercadinho, para depois olhar para a sua filha que sorria, balançando a cauda em animação, enquanto sentia orgulho da inteligência e esperteza da mesma.
Na mansão de Kakarotto, Chichi havia saído com Suno e Lian para fazerem compras, já que a meia saiyajin às protegeria se houvesse qualquer problema.
Kakarotto havia sido dispensado das obrigações na parte da manhã e naquele momento, encontrava-se deitado no chão com os dois filhos que faziam festa com ele, assim como o escalavam e batiam palmas, sendo que sentira pelo ki, que Vegeta estava com Bra e Bulma.
O saiyajin sorri feliz pelo amigo estar passando um momento agradável com elas, assim como pelo fato que estava relaxando, sendo que percebeu que ele somente conseguia tal relaxamento e considerável paz, quando assumia a identidade do comandante Vegeta.
Então, ele sai de seus pensamentos e senta no tapete, que continha diversos brinquedos espalhados e passa a fazer cócegas em Yukiko, enquanto erguia Gohan com a sua cauda, subindo e descendo com o mesmo que fazia festa, se divertindo e rindo gostoso, para depois grudar no ombro dele, começando a beija-lo, enquanto o abraçava.
Yukiko subiu no colo dele, levando um brinquedo e esticando para o genitor que sorria, enquanto pegava outro brinquedo e sacodia na frente dela, brincando e fazendo sons, arrancando mais risos da meia saiyajin, sendo que Gohan se juntou a brincadeira divertida.
Então, ele sentiu um cheiro ruim em seu filho e sorrindo, falou, pegando a filha com a sua cauda, divertindo-a, enquanto erguia Gohan nos braços, fazendo-o mexer as perninhas.
- Vamos ter que trocar essa fralda, né?
Seu filho apenas ria e se divertia, batendo palmas com os sons que seu pai fazia, assim como Yukiko, que adorava ser balançada para cima e para baixo pela cauda de seu genitor.
Em um quartinho, ele deita Gohan em uma espécie de mesinha e pega uma fralda nova, deixando de lado, assim como uma espécie de paninho umedecido e começa a limpa-lo, desprezando a fralda suja no cesto, limpando-o, para depois usar o talco, sendo que não percebe que ao colocar o recipiente no lado dele, Yukiko usou a cauda dela para pegar o talco e somente quando fechou a fralda de Gohan, ficando orgulhoso de sua habilidade de trocar a fralda, pois, a sua companheira o ensinou, sentiu o cheiro de um perfume conhecido ao mesmo.
Ao olhar para o lado, vê horrorizado a sua filha jogando talco nela mesmo e no cômodo todo, sujando de branco, sendo que começara a espirrar, após rir e se divertir.
- Chichi vai ficar uma fera... - ele geme.
Então, pega um pano e enquanto segura Gohan com a cauda, com ele acariciando a cauda do pai, Kakarotto tirava o talco de Yukiko e então, após terminar a tarefa de limpá-la com um pano, ele desce com eles, pensando em como limparia a bagunça, quando sente ki´s conhecidos se aproximando e frente a isso, geme.
Então, Chichi, Suno e Lian surgem na porta e sorrindo, Chichi vai até os filhos para segurá-los, enquanto estranhava o forte cheiro de perfume em Yukiko.
- Tenho que ir, Chichi. Recebi uma chamada no meu scouter e preciso participar de uma reunião de última hora.
Ele fala calmamente, controlando o seu receio e orando para que a sua companheira não pedisse maiores explicações.
A chikyuujin arqueia o cenho e estranha, porém, se lembra, que comumentemente, ele era chamado de última hora para uma reunião extraordinária ou algo similar a isso.
Kakarotto beija a testa de Yukiko e a de Gohan, para depois beijar Chichi, falando:
- Tenho que ir. Até. – ele acena e então, se teleporta com o shukan no idou.
Na sala, Chichi olha as horas e fala animada:
- Vamos tomar um banho? Você, Yukiko-chan, derrubou perfume ou algo assim? - ela pergunta com um sorriso, fazendo farra com a filha que ri.
Ela caminha até Suno e pede:
- Poderia olha-los, enquanto preparo a banheira?
- Claro amiga.
Suno e Lian ficam na sala conversando, fiscalizando as crianças que brincavam no tapete macio, até que ouvem um grito e a meia saiyajin corre desenfreada pelas escadas, pondo-se em posição defensiva, enquanto estranhava não ter sentido nenhum outro ki, a não ser delas e dos gêmeos.
Suno vinha logo atrás dela, um pouco afastada, com Gohan e Yukiko no colo.
Então, quando chegam à origem do grito, que era o quarto de banho, elas ficam boquiabertas ao verem Chichi, raivosa, exclamando irada:
- Vou mata-lo, Kakarotto, assim que colocar as mãos em você!
Distante dali, ele podia sentir as vibrações intensas de raiva de Chichi pelo vinculo e engole em seco, decidindo escolher um lugar para passar a noite, pois, encará-la aquela noite, estava fora de cogitação e inclusive, não sabia quanto tempo teria que esperar para que ela se acalmasse.
