Capítulo LIII — Missing Scene VI

(E a raposa bêbada irá divar nessa narrativa)

Kagome é doida.

Não simplesmente doida no sentido pejorativo da palavra, mas uma doida que dá novos sentidos a essa palavra.

Não entenderam?

Vou me estender mais um pouco no intuito de ser específico. Porque esse sou eu: lindo, maravilhoso, rico e específico. A-há!

Ka-chan é uma mulher incrível, e sinto no meu pâncreas que eu sou uma das poucas pessoas que entendem o quanto ela o é. Sei disso melhor, inclusive, que os irmãos dela.

Eu a vi quando ela era apenas aquela garota corajosa e sem bom senso que vivia por aí tentando salvar o Inuyasha da própria ignorância. Ela sabia naquela época a mulher maravilhosa que ela se tornaria? Acho que não. Estou meio bêbado e minha única vontade é a de abraçá-la, segurar aquele rosto lindo e dizer: filha, você é tão perfeita que me custa acreditar que Inuyasha era tão babaca a ponto de preferir a Kikyou.

Porque todos sabem: ô criatura idiota era aquele Inuyasha. Eu o amava, mas eu tinha que reconhecer que ele era teimoso, idiota e retardado. Se eu pudesse, voltava no tempo para chutar a bunda dele e dizer que a Kagome tinha se tornado a mulher mais incrível que já pisou nessas terras e quem teria o direito de passar o resto da vida ao lado dela seria o psicopata do irmão dele. E por quê? Porque Inuyasha é um idiota. Ponto. Não há o que se analisar de mérito nesse momento.

Eu sabia que ela se tornaria uma adulta incrível... Porque, afinal, ela era uma adolescente incrível. Sabia que ela seria responsável, engraçada, sem bom senso, colaborativa e generosa. Encontrar uma mulher linda, confiante, inteligente e decidida foi um plus e tanto. Ela era quase perfeita. Quase. Por que ela é doida. Doida de pedra. Doida de pedra de crack.

Ela se formou em medicina, enfrentou um mundo completamente desconhecido com maturidade e se tornou alguém com um jogo de cintura invejável. E que cintura, minha filha! Glória aos deuses!

Quer dizer, glória ao pai dela, que colocou essa coisa no mundo. Aliás, que susto foi o que eu tomei quando descobri que Kagome era uma hanyou e, ainda por cima, a filha mais nova do Senhor do Norte (Hideo tem que tomar muito leite para ser considerado por mim um Senhor de verdade).

Foram longos quinhentos anos. Nunca a esqueci.

Os séculos foram passando, este mundo foi mudando e se tornando irreconhecível, mas eu jamais a esqueci. Sempre me questionava quando ela nasceria.

Eu sabia que era por volta de quinhentos anos, mas nunca fui capaz de definir a data com exatidão. Ficava me amaldiçoando, lembrando das vezes em que vim para a época dela, mas não me preocupei em colher qualquer informação útil; eu era uma criança realmente muito idiota. A única informação que eu tinha era que ela usava uma sainha muito da curta.

Portanto, minha única escolha foi esperar. Os youkais foram mudando. O comportamento, os paradigmas, as regras, até mesmo os poderes. O mundo imortal foi se desintegrando, perdendo força e legado. Ninguém hoje em dia faz guerra como antigamente, nem mesmo eu. Os antigos métodos se perderam completamente. Lutar como Naraku fazia? Ah, isso é apenas mito hoje em dia. Dividir corpos, hanyous se originando da junção de youkais, Joia de Quatro Almas, youki, armas de poder... Tudo isso era conhecimento perdido no tempo. Quer dizer, não totalmente perdido, mas privatizado. O único youkai que detinha todos os segredos acerca dos youkais se chamava Sesshoumaru. Sim, logo ele. Ele é antigo o suficiente para recordar tudo isso, mas forte demais para precisar usá-los.

Esse desgraçado realmente me deixa apavorado até os ossos, muito embora eu não vá admitir mesmo que seja torturado.

Ah! Fugi completamente do assunto! Perdão, às vezes esqueço que o Fogo de Raposa era forte o bastante para deixar até mesmo alguém como eu bêbado. Essa bebida linda. Com certeza, a melhor coisa que eu já fiz, eu deveria receber um prêmio por isso. Era a versão Angelina Jolie da Dinamite Pangaláctica. Uma delícia estonteante.

Shippou, não precisa ser tão lindo. Vamos nos concentrar no que importa: a Kagome.

Desde a guerra russo-japonesa eu venho procurando a Kagome, e isso já faz mais de cem anos. Com o tempo, fui percebendo que as saias ficavam mais e mais curtas, então me veio a epifania: Shippou, a Kagome deve nascer em breve! Todas as décadas eu pedia permissão ao antigo Senhor do Leste para buscá-la entre as crianças nascidas em Tóquio, mas nunca fui capaz de encontrá-la. Depois de descobrir que ela havia nascido no hospital de Sesshoumaru, eu finalmente entendi quem estava obstruindo as minhas investigações.

Típico daquele cachorro maldito.

Por causa dele, eu passei tantos anos frustrado, voltando para Naha sem ter notícias dela, que era difícil de deprimir. Se eu soubesse desde quinhentos anos atrás que Takashi era o pai dela, eu teria dado dois braços apenas pela informação de seu nascimento. Apesar de que acredito que não conseguiria me segurar e acabaria estragando todo o contexto do passado. Eu realmente me pergunto como Sesshoumaru aguentou ficar todos esses anos sem se aproximar dela (aliás, há tantas perguntas sobre ele sem resposta, que eu prefiro até ignorar o assunto).

De fato, o que realmente importa é que eu finalmente a tenho de novo em minha vida. E deuses, como roguei para que esse dia chegasse.

Talvez essa impressão de louca que tenho da Ka-chan se baseie somente no tempo que passamos na era feudal, naquela coisa toda de "a cada um minuto quatro crias do Naraku nascem". Afinal, eu era apenas um filhote de raposa inútil que insistia em ficar seguindo ela.

Mesmo sabendo que tinha pouca serventia, eu simplesmente não conseguia me afastar deles. Acredito que depois da morte dos meus pais, ter encontrado Kagome e Inuyasha meio que fez com que eu me agarrasse a eles no intuito de encontrar conforto e proteção. Kagome me deu isso de forma tão aberta que a cada minuto me via mais dependente dela.

Era como se Ka-chan ocupasse o lugar de uma mãe para mim, enquanto que Inuyasha era aquele irmão mais velho pé no saco que você constantemente tem vontade de jogar água escaldante em sua virilha para impedir que nascesse mais babacas como ele. Não entendam errado, eu o amava, mas Inuyasha tinha esse efeito na gente, ao mesmo tempo que amamos, queremos enfiar um tapa em sua cara.

Ver a Ka-chan aos seus 18 anos com dois irmãos Tengus foi muito assustador. Ela era a irmã mais nova do Hideo, como assim? Ninguém me avisa ou me manda um e-mail comemorativo com desenhos de balões? O destino apenas me joga essa novidade na face e sapateia nela como se falasse:

— Toma! Ela estava embaixo do seu nariz todo esse tempo e você não percebeu, sua raposa safada!

Depois de encontrá-la na Convenção de Senhores, eu passei o resto do dia gritando com meus homens dizendo que eles eram inúteis, incapazes encontrar uma simples moça… E eu desenhei ela para eles! Admito não saber desenhar direito, mas não vamos entrar nesse mérito.

Retornando a linha de raciocínio. Kagome Higurashi (agora Taisho) sempre foi uma garota louca desvairada que ficou atrás da Joia de Quatro Almas por causa do senso de responsabilidade. Ela não precisava ter se arriscado da forma que fez. E ela arriscou muito mesmo. Kagome não passava da reencarnação de Kikyou (aquela sacerdotisa chata do caralho que lacrou o Inuyasha — explicando apenas para o caso de sua memória ser falha). Por fim, essa quenga era (teoricamente) apenas uma mera mortal humana. Se bem que com força para carregar uma bicicleta para cima de um poço e com uma regeneração muito boa, mas mesmo assim, ela só soube que era um hanyou quando encontrou os irmãos. Aliás, como ela não percebeu que tinha algo estranho nela? Como ninguém percebeu?!

Cara, só de pensar em tudo que ela já fez, faz com que eu perceba que Hideo e o caçula, Daiki, iriam parir um projeto de corvo se descobrissem. Sei que a Kagome me confidenciou que contou tudo ao Hideo, mas tenho certeza absoluta que ela não contou tudo, ou ele estaria maluco só de pensar no que a gente já passou. Tempos divertidos, aqueles. Perigosos também, mas divertidos.

Então você passa por o tudo que a gente passou. Enfrenta Naraku, trocentas crias, aquele monte de armadilhas malditas, youkais aleatórios... Nós praticamente quase morríamos todo dia. Aí vem um maldito yaoguai (foda-se se ele é o Rei Tigre), dizer na minha cara que a Ka-chan é mimada? Ele quer ter seus ovos felinos pregados na testa, só pode.

Se eu não soubesse que ela iria ficar muito irritada comigo e se eu não tivesse um puta medo dela com raiva, juro que pregaria!

Shippou, se acalme, sua musa inspiradora está se divertindo com Milo e Soushiro. Muito bem, não se acalme tanto assim, afinal essa maldita está ficando trilouca com aqueles dois pervertidos. Voltei minha atenção para o Hu sei-lá-das-quantas (que aqui chamarei apenas de tigre-bicha-enrustida; ficou grande, vou chamar apenas de Hu mesmo).

Pelo andar das coisas, eu vou morrer de preocupação e pregar as (substantivo sexual grosseiro aqui) na testa do (uma conotação ofensiva pior que a anterior aqui) do Hu até o fim da madrugada.

Vou voltar a beber e parar de me preocupar com essas coisas, afinal, a noite está tranquila. Quer dizer, tirando o incidente de mais cedo do Hu falando aquelas asneiras sem sentindo para Ka-chan... E de Dmitri fazendo stripper.

— Shippou, eles estão roubando. — Kagome caiu em meu colo.

Sorri, abraçando sua cintura enquanto ela girava ficando de frente para o pessoal e consequentemente me dando as costas. Afastei o cabelo dela para morder seu ombro, recebendo um olhar irritado de Dmitri. Pensei em perguntar se ele queria também, mas deixei quieto, vai dar trabalho explicar para o Kazuki por que diabos o filhote dele foi ver a grama nascer por baixo.

— Quem está roubando?

— Milo. — ela fez um biquinho de contrariada. Ri. Acredito que ela esteja no estágio "bêbada manhosa" — Ele mandou que eu falasse o alfabeto grego de trás para frente, eu falei, mas ele disse que estava errado.

— E está! — anunciou Milo se aproximando, ele me entregou o próprio celular. — Escuta.

Ergui a sobrancelha e comecei a ver a filmagem... Voltei minha atenção para Milo.

— Você sabe o alfabeto grego?

— Não.

— Então como sabe que está errado?

— Por que nenhum japonês bêbado poderia recitar o alfabeto grego de trás para frente.

— Pois ela fez.

Ele arregalou os olhos, suspirei e mexi no celular encontrando uma tabela com o referido tema da discussão, entreguei ao Milo e fiquei observando sua expressão mudar de diversão para incredulidade.

— Como?

— Nunca subestime o poder de uma pessoa bêbada. — disse Ka-chan, estufando o peito, orgulhosa de si mesma.

— Ela realmente está certa — E assim ele se afastou com o celular até Soushiro.

— Shippou. — ela chamou manhosamente.

— Oi, Ka-chan.

— É estranho estar no seu colo e não o inverso. — comentou.

— Se quiser sento em seu colo como nos velhos tempos.

— Não. — Ela se aconchegou, repousando a cabeça em meu ombro. — Prefiro assim.

— Eu era pesado? — Ela fez que não com a cabeça. — Sono?

— Um pouco, não deveria ter bebido tanto. O que o Hu e os seus homens vão pensar de mim? — questionou, apertando a palma de uma mão contra a testa.

— Que tem bom gosto, afinal, ficou bêbada e procurou pelo meu colo.

— Sou moça de família tenho que ficar em colos confiáveis.

— Já ficou no colo de Sesshoumaru? — questionei jocosamente.

Ela ficou corada, muito corada. Até poderia pensar que era por causa da bebida, no entanto, ela se levantou e saiu andando até a cozinha e pude ver claramente suas orelhas beirando um vermelho-bordô. Arrumei-me no sofá, provocado por isso. Desde que eu a vi no aeroporto de Naha estava desconfiando, no entanto, agora, com aquela explosão de rubor... Não!

Acredito ter ficado de boca aberta, mas não posso afirmar.

Kagome Higurashi (ignoro o Taisho) estava apaixonada por Sesshoumaru Taisho (agora não dá para ignorar).

Respira Shippou, respira.

Tá, isso pode ser apenas uma presunção. Ela voltou ainda vermelha e sentou ao lado de Dmitri bebendo um suco de soja, como se a lembrança de Sesshoumaru a fizesse questionar se estava certo ficar bebendo em minha casa e sentando em meu colo.

Mas é claro que você deve sentar em meu colo, sua maldita!

— Senhor... Desça do sofá. — Voltei minha atenção para Ariko. Quando foi que subi aqui? Não importa, desci com um mortal para trás, afinal, comecei a brincar de ser foda e não consigo mais parar. A intenção não era cair sentado, mas tudo bem, afinal Kirara veio até mim e começou a lamber meu cotovelo. Quando fui dizer que estava bem, a traíra saiu correndo na direção de Ka-chan que estava novamente sentada ao lado de Hu.

Primeiro, que raposinha de duas caldas traidora.

Segundo, por que diabos essa doida da Ka-chan está novamente falando com aquele tigre?

Aproximei no intuito de tirá-la de lá foi quando ouvi ela dizer:

— Você deve estar realmente preocupado com ela, lembro quando me atacou para que ela fugisse. — Espera, a doida está falando da noiva que está usando para manter o cara aqui? — Sabe, eu te entendo. — Ela gesticulou com a mão e eu estava em dúvida se interrompia ou não a conversa. — Meu primo foi morto no ataque em Sapporo. Ele era um cara incrível, sabia fazer um milk shake de iogurte que vou sentir falta pelo resto dos meus dias, mas eu acredito que ele está em um local melhor agora. Sei que vocês têm muitas mágoas em relação aos youkais, só que ficar guerreando por isso não vai chegar a um ponto que ambos teriam tantas baixas irreparáveis que simplesmente não valeria a guerra?

— Você é apenas uma criança. — Ele respondeu. Estreitei meus olhos, mas ainda não os interrompi, estava curioso para saber a resposta de Ka-chan.

— É, talvez eu seja mesmo apenas uma criança. E talvez por isso eu veja as coisas de uma forma mais ingênua. — Ela deu de ombros. — Mas eu realmente acredito que há preços em nossas vidas que não valem a pena serem pagos. O que está no passado, está no passado. Encarar os fantasmas do passado não significa se vingar, apenas significa que você deve erguer a cabeça e continuar, se precisa resolver um desentendimento, resolva e siga. — Hu abriu a boca para falar mas ela continuou rápido. — Do jeito que vocês estão fazendo só vai causar mais dor.

— O que uma mimada...

— Pode saber? — ela continuou por ele, então suspirou. — Eu não sei de nada em relação ao que aconteceu entre vocês. Tudo o que sei é o que está relatado na história, poxa, eu nem era viva quando essa guerra aconteceu. — Ela riu. — O que eu poderia saber sobre seu sofrimento ou os motivos dos youkais não terem parado os humanos?

Dessa vez senti amargura na voz dela e isso fez com que eu me perguntasse por que eu não os parei. Eu poderia ter feito isso. Nunca fui o mais poderoso, mas tinha algum poder. Eu não era de nenhum dos grandes clãs Kitsunes, mas, ainda assim, consegui subir até chegar ao topo. Se de uma raposinha eu virei Senhor, então com certeza poderia ter feito alguma coisa para impedir a guerra. Mas não fiz, porque sou egoísta.

Respirei fundo, enquanto ouvia Kagome continuar:

— Só que, Hu, não é bom guardar coisas ruins no coração.

Ele abriu a boca novamente para responder, mas Ka-chan se levantou com Kirara e saiu andando, deixando-o com os olhos arregalados. A acompanhei com os olhos. Ela simplesmente havia ido até Inaoka para lhe roubar a bandeja de morangos, ato que iniciou uma acalorada discussão feminina.

Por que ela tinha que me fazer entrar nesse estado reflexivo justo agora? Já não basta a descoberta de perceber que ela estava apaixonada por Sesshoumaru? Ainda tinha que fazer eu me sentir um lixo de youkai.

Quem sou eu para falar de Hu, afinal? Nessas horas eu realmente sinto inveja de Takashi. Ele sim era um Senhor de verdade, em todos os sentidos. Na época, ele veemente foi contra Sakamoto e Sesshoumaru: ele não queria guerra. Eu apenas fiquei quieto e observei o desenrolar de tudo. A guerra não me afetava diretamente, então não me importava.

O que será que Sesshoumaru queria na época? Todos nós ainda estávamos nos acostumando com a ideia de liderar o Estado e o hábito de séculos nos fez ficar inertes diante da guerra dos humanos. Sesshoumaru, no entanto, parecia enxergar o que eu não via. Estava obcecado com a ideia de aproveitar que os humanos estavam ocupando território chinês para procurar por yaoguais. Não fez muito sentido na época e não fazia agora.

Takashi parecia saber o que Sesshoumaru estava procurando. Aliás, que isso morra aqui: ninguém além de nós sabia realmente como era a relação entre os Senhores. Nós adoramos brigar uns com os outros e arranjar intrigas, mas, no fundo, nos respeitamos. E Takashi era o mais respeitável de todos. Não tinha bom senso algum (igual os filhos dele, todos os três); fazia piadas nas reuniões e alfinetava Sesshoumaru sem nenhum remorso. Takashi era uma criatura tão boa que conseguia, inclusive, ser amigo de Sesshoumaru.

Surpresos com essa informação, não é? Pois é, mas eles tinham um caso amoroso muito secreto, não queriam que os outros descobrissem, e escondiam muito bem. Eu só percebia como eles tinham uma relação íntima de respeito e confiança nas reuniões privadas. No resto do tempo, eles agiam como bons e velhos inimigos de sempre. Relação que não se aplica a Hideo e Sesshoumaru: aqueles dois se odeiam de verdade, não era teatro. Eu particularmente adoro. Quanto mais eles brigam entre si, melhor para mim. Opa, olha eu sendo egoísta de novo.

Deixei a discussão íntima para lá e segui até a Kagome. Ela parecia brigar com o celular, digitando alguma coisa freneticamente.

— O que foi, Ka-chan?

Ela me encarou.

— Shippou, cadê o Sesshoumaru? — perguntou muito séria.

— E eu sei? O quê, está falando com ele? — questionei enquanto inclinava o pescoço e tentava ver o teor das mensagens do celular.

— Lógico que não. Estou falando como o Mano Sexy Hideo. — respondeu, voltando a digitar. — Se ele não fosse meu irmão, acho que eu o agarrava.

Pensei em dizer para ela que incesto não era tabu entre os youkais, mas deixei para lá. Tive medo de ela falar isso para o Hideo e eu ter que me explicar depois. Apenas fiquei ao lado dela enquanto ela parecia estar discutindo com o irmão sobre algo bastante sério, agradecido por, ao menos, ela ter deixado de dar atenção ao tigre brocha.

Minha felicidade durou pouco, afinal, quinze minutos depois ela estava sentada ao lado de Hu novamente questionando sobre as possibilidades de ela ter acesso as pesquisas que os yaoguais haviam feito. Dessa vez ela estava em meu colo e nós dois sentados ao lado do chinês safado.

Claro, pois perguntar a pessoa que quer lhe matar se ela pode lhe dar acesso a pesquisas confidenciais é perfeitamente normal.

Repito, Ka-cha dá um sentido novo à palavra doida.


Oi, Gente! Ladie aqui.

Primeiro, desculpa pela putaria de semana passada de apagar o capítulo. Foi uma brincadeira de muito mal-gosto, então estou postando esse adiantado. 3 Próximo capítulo sexta, sem grilo.

E Zanelato, não se preocupa, linda. Pelo contrário, eu que fico feliz de você ter relido e percebido que em nenhum momento eu quis destratar você. Mal-entendidos acontecem, então pode relaxar e voltar a comentar lindamente. OBRIGADA.

Esse capítulo é morto de lindo, por que explica muitas coisas dos bastidores, principalmente do mundo dos youkais e tudo o mais. E o melhor: MAIS TRETAS.

Mas, antes de qualquer coisa, só posso dizer isso:

COMEÇAMOS A DESCIDA, ENTÃO LEMBREM DE RESPIRAR!