QUEM SOU Como falar de mim mesma, se ainda estou trilhando o caminho do autoconhecimento? Como falar de uma pessoa sonhadora, cheia de fases e quase tão instável quanto molécula de nitroglicerina? Pois é... A tarefa não é das mais fáceis... O que eu posso dizer é que sou fã de uma boa história. Leio romances desde que me entendo por gente, muito antes até, de ser alfabetizada. Lembro do meu pai me trazendo aqueles livros infantis, cheios de desenhos, e eu me sentando na cama dele, cheia de pose, inventando uma história, olhando para as imagens, só pra dizer que eu sabia ler e deixar o papai orgulhoso. Ah... Bons tempos! Depois, lembro da minha primeira professora: minha mãe. Lembro quando eu me sentava na cozinha, enquanto ela preparava uma de suas guloseimas, e eu rabiscava a capa do caderno de receitas. Eu fazia uns garranchos sem sentido e dizia que estava escrevendo. Aí ela vinha, toda paciente e, segurando minha mão, me ensinava uma letrinha. E eu ficava mais do que feliz. E assim nasceu minha paixão por ler e escrever. Eu amava todos os livrinhos que eu tinha. Mas um dia, depois de ter lido todos umas três vezes, eu comecei a sentir necessidade de algo novo. Foi quando eu descobri a biblioteca da escola. Eu devia ter uns oito anos e fiquei perdidamente apaixonada por aquelas estantes gigantes (sim, por que para uma baixinha de oito anos tudo parece muito maior do que realmente é). Eram tantos livros! A tia da biblioteca teve que alcançar o que eu queria ler, pois mesmo que eu me esticasse toda, não conseguia pegar o danado do livro! E assim foi até que eu me tornei uma adolescente. E então conheci a minha melhor amiga. Ela era a personificação da Hermione! Muito estudiosa e inteligente. E passamos a ler juntas e a frequentar a biblioteca juntas. Ela me apresentou ao Harry Potter e ao Senhor dos Anéis. Nós fazíamos poesias e mostrávamos ao professor de literatura, só para ouvir elogios (eu sei que ele elogiava só porque tinha um coração muito bom, mas mesmo assim, o incentivo valeu à pena). A gente tinha uma competição saudável, pra ver quem fazia mais poesias e coisas do gênero. E então ela me falou das fanfics. E eu me perdi completamente naquele novo mundo inexplorado e cheio de possibilidades. Foi assim que comecei a escrever histórias. Minha primeira fanfic foi de Harry Potter. Eu nem a tenho mais (e não me importo com isso, pois tenho a sensação de que teria um surto autocrítico se eu a tivesse aqui, ao alcance dos meus olhos). Escrevi por quase toda a minha adolescência. Depois a vida me levou por caminhos diferentes. Um caminho mágico, repleto de mistérios, emoções e aprendizados. Mas o amor pela leitura e pela escrita nunca morreu. Só ficou adormecido. Foi aí que, um belo dia, a inspiração acordou, e eu voltei a escrever. E escrevo até hoje. E amo o que faço. Amo muito. Amo até demais. Mas demais mesmo, só o tanto que eu falo. Nesse caso, o tanto que escrevo. Acho, até, que já é hora de me despedir. Foi um prazer me apresentar pra você! Espero que um dia você também se apresente para mim! Um abraço, um beijo e um sonho para você! Porque sonhar ainda é o melhor bálsamo para o coração! |
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